Arquivos Saúde - Página 14 De 37 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Saúde

Coronavírus: Saiba como economizar gás de cozinha durante período de isolamento

Desde o anúncio da chegada da pandemia do novo coronavírus (COVID-19) no Brasil, o Governo, empresas públicas e privadas anunciam medidas para estimular a população a ficar em casa, privando-se do contato social, uma medida de extrema importância para reduzir a velocidade do contágio e os impactos em nosso sistema de saúde. Com o aumento do tempo em casa, podem surgir aumentos nos gastos básicos, como energia elétrica, água e gás. Este último que já preocupa bastante os consumidores uma vez que tem sofrido altas variações nos preços nos últimos meses. A última elevação do valor aconteceu no final de dezembro, com o acréscimo de cerca de 5% anunciado pela Petrobrás. Nessa hora, várias práticas passadas de geração em geração podem ajudar na redução do consumo, mas a mais eficiente delas é, sem dúvidas, a pesquisa de preços. Levantamento realizado através do aplicativo Chama, ferramenta que conecta revendas de botijão a consumidores, mostram que os preços em Porto Alegre variam entre R$ 63,29 a R$ 80 -- oscilação de 26.40%. Ainda na região Sul do país, em Curitiba, os valores vão de R$ 65,57 e R$ 80,33 -- diferença de 22,50%. Em Belo Horizonte, capital mineira, os preços começam em R$ 65,84 e alcançam R$83 -- variação de 26,06%. Já na capital paulista é onde se encontram as maiores variações de valores e também os preços mais baixos e elevados do país: de R$62,16 a RS 95 -- diferença de 52%. O Chama é uma ferramenta que ajuda o consumidor a pesquisar preços e efetuar a compra de maneira fácil e rápida. Em sua rede, mais de 2000 revendedores de gás publicam suas ofertas, e o consumidor pode escolher com base na marca, preço e tempo de entrega. Todos os revendedores disponíveis no aplicativo são autorizados pela Agência Nacional de Petróleo e por isso seguem as mais rígidas normas de qualidade e segurança. Este fato dá ao consumidor a garantia de estar comprando um produto em perfeito estado, outro fator que impacta na economia do gás. Economizando na hora de cozinhar Durante o isolamento, adultos e crianças ficarão o tempo todo em casa, aumentando assim, a frequência das refeições. Mesmo assim, é possível fazer com que o botijão de 13kg dure mais. Confira algumas dicas produzidas por especialistas do aplicativo Chama para economizar no uso do botijão de gás: 1 -- Pré-aqueça o forno pelo tempo necessário: Alguns alimentos, como assados, requerem o pré-aquecimento do forno, mas não é preciso fazer isso por um longo período. Geralmente 10 minutos antes a 200 ºC fará com que a temperatura fique média e ideal para boa parte dos alimentos. 2 - Use panelas proporcionais à boca do fogão: O uso da panela deve ser equivalente ao tamanho da boca do fogão ou há desperdício de gás, pois parte do calor gerado acaba passando para o ar e não para a panela. 3 - Use o vapor: Enquanto cozinha outros alimentos, é possível utilizar o vapor do preparo colocando uma escorredeira metálica sobre a panela para cozinhar legumes. 4 - Use a tampa da panela: O preparo de pratos como macarrão, por exemplo, permite que o cozimento seja feito com o fogo desligado ao usar a tampa. Para isso, basta deixar a água ferver, adicionar a massa, desligar o fogo e tampar. 5 - Forno fechado e cheio: Abrir e fechar a porta do forno muitas vezes é a receita para o desperdício de gás. Tente observar os alimentos utilizando a luz interna e, sempre que possível, asse mais de um alimento ao mesmo tempo. 6 - Evite colocar o fogão perto de lugares que corre muito vento, como: janelas, portas, ventiladores para que assim as chamas não apaguem e o gás escape. 7 - Corte em pedaços menores: Alimentos cortados em partes pequenas cozinham mais rápido, fazendo com que o gás seja menos utilizado. 8- Atenção aos sinais de que o gás está acabando: quando o botijão está no fim, as chamas ficam com as pontas avermelhadas, o que demonstra que a combustão não está sendo eficaz e que a pouca quantidade de GLP "queima" com dificuldade em reação com o oxigênio. 9 - Uma grande aliada na economia de tempo é a panela de pressão, que além disso reduz os gastos com gás. A pressão faz até os alimentos mais difíceis cozinharem com mais facilidade, sem que eles precisem ficar por tempo prolongado na panela. 10 -- Se acabar o gás, baixe o aplicativo Chama, no qual os usuários podem fazer pesquisa de preço para escolher o revendedor mais barato e têm acesso às várias facilidades como fazer o pagamento pela ferramenta ou no momento da entrega em dinheiro, cartão ou débito e tempo de entrega. Também é possível escolher o revendedor ou marca preferidos e ainda ver avaliação de outros usuários que já compraram naquela unidade. Acompanhar a entrega em tempo real é outra das vantagens do aplicativo. Sobre o Chama Disponível no Google Play e na App Store, o Chama é um marketplace que conecta revendedores de botijões de gás a clientes. Lançada em dezembro de 2016, a empresa reúne em um único ambiente mais de 2.000 revendedores regulamentados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Em apenas alguns cliques o usuário pode solicitar o serviço oferecido pela empresa e escolher o fornecedor que mais lhe agradar - selecionando informações como: valor cobrado, tempo de entrega e marca do produto. O serviço está presente em São Paulo, Belo Horizonte, Brasília, Recife, Florianópolis, Curitiba e Porto Alegre

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Estratégia usada em vacina contra ebola pode ser aplicada para coronavírus

Estratégia usada para desenvolver uma candidata à vacina contra o ebola, elaborada pela farmacêutica americana Flow Pharma em parceria com pesquisadores brasileiros, pode orientar a criação de um imunizante contra o novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da COVID-19. Em testes com camundongos, a vacina experimental contra o ebola demonstrou ser capaz de conferir, com uma única dose, imunidade contra o vírus hemorrágico que se propagou na África Ocidental entre 2013 e 2016. Os resultados dos testes do imunizante em modelo animal foram descritos em um artigo publicado no final de fevereiro no bioRxiv – um repositório de acesso aberto de artigos em fase de pré-print na área de ciências biológicas. “Uma abordagem semelhante à usada para desenvolver essa vacina contra o ebola pode ser possível de ser aplicada contra o novo coronavírus”, disse à Agência FAPESP Edécio Cunha Neto, professor do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e um dos autores da plataforma. O projeto também tem a participação de Daniela Santoro Rosa, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Daniela e eu somos autores da busca da sequência para a vacina contra o ebola”, contou Cunha Neto, um dos pesquisadores principais do Instituto de Investigação em Imunologia – um dos Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCTs) financiados pela FAPESP no Estado de São Paulo. A vacina contra o ebola é composta por fragmentos de proteínas (peptídeos) do vírus – capazes de estimular o sistema imune e de induzir uma resposta potencialmente protetora – encapsulados em partículas micrométricas. Para mapear regiões da estrutura do vírus ebola mais promissoras para identificação desses peptídeos capazes de serem usados como antígenos para o desenvolvimento da vacina, os pesquisadores usaram algoritmos computacionais. Um dos critérios que estabeleceram para os algoritmos localizarem essas potenciais regiões na estrutura do vírus é que tinham de ser muito conservadas, ou seja, não poderiam variar muito de um isolado viral para outro. Isso garante que a vacina será eficaz mesmo contra variantes do patógeno. Outro critério é que as regiões escolhidas sejam capazes de serem reconhecidas pelo sistema imune da maioria das pessoas. “Esse critério é muito importante porque garante a cobertura ampla da vacina, uma vez que essas regiões do genoma viral mudariam muito pouco de um microrganismo que circula em um determinado local em relação ao que está aparecendo em outro, e o sistema imune dos pacientes induzirá resposta contra a vacina”, explicou Cunha Neto. Os potenciais peptídeos localizados em regiões mais conservadas do vírus foram testados em células de 30 pacientes sobreviventes do surto do ebola no Zaire, entre 2013 e 2016. As análises indicaram que células do sistema imune, chamadas linfócitos T CD8+, de 26 desses 30 pacientes sobreviventes ao ebola responderam a uma proteína denominada NP44-52. Com base nessa constatação, foi fabricada uma vacina experimental com a NP44-52 encapsulada em microesferas, na forma de um pó seco, estável à temperatura ambiente e biodegradável. A vacina experimental foi inoculada em camundongos geneticamente modificados (C57BL/6), usados como modelo de doenças humanas. Os resultados do estudo indicaram que a vacina produziu uma resposta imune protetora nos animais 14 dias após uma única administração. “A plataforma que desenvolvemos possibilita a fabricação e a implantação rápida de uma vacina de peptídeo para responder a uma nova ameaça viral”, afirmam os autores no artigo. Vacina contra a COVID-19 Na avaliação dos autores do estudo, a mesma abordagem poderia ser aplicada à COVID-19, uma vez que o vírus também possui regiões conservadas e é possível identificar peptídeos potenciais para o desenvolvimento de uma candidata à vacina. “Se agirmos agora, durante a pandemia de COVID-19, talvez seja possível coletar e analisar amostras de sangue e criar rapidamente um banco de dados de peptídeos ideais para inclusão em uma vacina com cobertura potencialmente ampla, com desenvolvimento e fabricação rápidas”, afirmam. Cunha Neto também trabalha em outra estratégia de vacina contra a COVID-19, desenvolvida no Laboratório de Imunologia do Incor, com apoio da FAPESP. “A ideia de usar a mesma estratégia da candidata à vacina do ebola para desenvolver um imunizante contra a COVID-19 é da farmacêutica americana, com quem continuamos a colaborar em outros projetos. A estratégia da vacina que estamos nos baseando aqui, no Brasil, é um pouco diferente”, disse. O pesquisador e algumas das maiores autoridades mundiais em vacina, como Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID, na sigla em inglês), têm ponderado, contudo, que o desenvolvimento de uma candidata à vacina contra a COVID-19 deve demorar de um ano a um ano e meio. Esse tempo é necessário para a realização de todas as fases de testes, inicialmente em animais e depois em humanos, a fim de assegurar a segurança e a eficácia do imunizante, ressaltam os especialistas. O artigo An effective CTL peptide vaccine for ebola Zaire based on survivors’ CD8+ targeting of a particular nucleocapsid protein epitope with potential implications for Covid-19 vaccine design, (doi.org/10.1101/2020.02.25.963546), de CV Herst, S Burkholz, J Sidney, A Sette, PE Harris, S Massey, T Brasel, E Cunha Neto, DS Rosa, WCH Chao, R Carback, T Hodge, L Wang, S Ciotlos, P Lloyd e R Rubsamen, pode ser lido no bioRxiv em www.biorxiv.org/content/10.1101/2020.02.25.963546v2.abstract. E o artigo Coronavirus infections – more than just the common cold (10.1001/jama.2020.0757), de Catharine I. Paules, Hilary D. Marston e Anthony S. Fauci, pode ser lido no Journal of the American Medical Association (JAMA) em jamanetwork.com/journals/jama/fullarticle/2759815. Elton Alisson  da Agência FAPESP

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FAPESP financiará pesquisas para o combate ao coronavírus

A FAPESP está lançando duas chamadas de propostas no valor de R$ 30 milhões para direcionar iniciativas de pesquisa ao combate da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-Cov-2), e estimular micro e pequenas empresas a desenvolver projetos que resultem em inovações tecnológicas voltadas ao diagnóstico e tratamento dos doentes. “O combate a epidemias e doenças em geral é sempre um processo complexo, que exige ações técnicas, pessoal treinado e decisões políticas fundamentadas na ciência. Os dois editais emergenciais da FAPESP se destinam a financiar o desenvolvimento de boas ideias para o combate à epidemia, tanto no que diz respeito ao conhecimento científico relativo ao agente, seus efeitos no organismo e tratamentos, como em seus aspectos tecnológicos, em especial à criação de produtos e serviços que melhorem a nossa capacidade de reação”, afirmou Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP. Na primeira chamada, a FAPESP disponibilizará R$ 10 milhões suplementares para redirecionar projetos de pesquisa já em andamento – nas modalidades Temático, Jovens Pesquisadores, Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) e Centros de Pesquisa em Engenharia (CPEs) – para a compreensão, redução de risco, gestão e prevenção da COVID-19 e do coronavírus. A expectativa é mobilizar pesquisadores do Estado de São Paulo a trabalhar no desenvolvimento de testes diagnósticos, terapias e procedimentos terapêuticos, no estudo de aspectos críticos da infecção viral, na pesquisa em procedimentos clínicos, na identificação e avaliação das respostas imunes, nas investigações epidemiológicas e na pesquisa sobre a contenção e minimização de comportamentos contraproducentes para a epidemia, entre outros desafios que cercam a COVID-19. Os projetos de pesquisa devem ter duração de 24 meses e o valor máximo de cada proposta será de R$ 200 mil. O prazo para submissão de projetos vai até 22 de junho de 2020. Na segunda chamada, a FAPESP oferece uma linha especial de financiamento, no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE-Fase 3), em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), no valor de R$ 20 milhões, para apoiar micro e pequenas empresas e startups dispostas a aplicar ou escalonar processos ou produtos inovadores relacionados à doença, a exemplo de kits diagnósticos, ventiladores pulmonares, equipamentos de proteção aos profissionais da saúde, soluções de tecnologias digitais e inteligência artificial para os serviços de saúde ou atendimento aos pacientes. No PIPE-Fase 3, resultado de um acordo entre a FAPESP e a Finep, as empresas devem realizar, em até 24 meses, o desenvolvimento comercial e industrial de produtos ou processos. Nesta chamada, cada projeto aprovado contará com até R$ 1,5 milhão. O prazo para submissão de propostas é 6 de abril de 2020, podendo ser republicado por mais 15 dias, caso a demanda das propostas submetidas seja inferior aos recursos disponíveis. “Serão selecionados projetos apresentados por startups e empresas com até 250 empregados, para desenvolvimento de processos e serviços inovadores, de forma que os produtos resultantes possam ser colocados no mercado em uma situação emergencial como esta. Refiro-me ao desenvolvimento de testes diagnósticos, ventiladores pulmonares portáteis, soluções digitais para controle da disseminação do vírus, entre outros”, disse Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico Administrativo da FAPESP. A expectativa é que a comunidade de pesquisa e as empresas de base tecnológica do Estado de São Paulo ofereçam soluções que contribuam para o combate à COVID-19, com a mesma disposição e competência com que enfrentaram outras infecções emergentes, como a dengue, febre amarela, zika e chikungunya. Chamada de propostas de pesquisa – Suplementos de Rápida Implementação contra COVID-19: Temáticos, Jovens Pesquisadores, CEPIDs e CPEs. Edital de Pesquisa para o Desenvolvimento de Tecnologias para Produtos, Serviços e Processos para o Combate à Doença por Corona Virus 2019: PAPPE-PIPE.

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Grupo solidário para enfrentamento ao Coronavírus em Petrolina 

Adquirir, até o dia 31 deste mês, 20 respiradores e EPI’s para pacientes com sintomas do Coronavírus (Covid 19) e da gripe H1N1 internados em unidades de saúde das cidades de Petrolina – PE e Juazeiro – BA. Esta é a meta inicial do grupo ‘Respira Vida VSF’, criado nesta quinta-feira (19), por médicos e empresários voluntários da região. Reunidos na sede da Unidade Regional da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco – URSF/FIEPE, os voluntários decidiram dar início à campanha convocando a população a participar de uma ‘Vaquinha’. As doações, de qualquer valor, em cartão de crédito ou boleto bancário, poderão ser feitas através do contato de Whatsapp de número (87) 98874 - 2204, que receberá as mensagens e vai fornecer o link para a doação. Os interessados também poderão contribuir com a campanha por depósitos no Banco Sicredi (748), agencias 2101, conta 08194.9 e CPF: 501 721 904 87, de titularidade do médico e professor da Univasf Itamar Santos, um dos idealizadores do grupo. De acordo com uma das coordenadoras da campanha, a médica e também professora da Univasf Karina Lustosa, os respiradores são equipamentos utilizados em pacientes com insuficiência respiratória e os EPI’s para profissionais de saúde. “Instrumentos fundamentais para que os nossos hospitais possam atender de forma adequada esta situação de urgência e emergência vividas hoje com a pandemia do Coronavírus (Covid 19)”, ressaltou. Além dos professores da Univasf e da unidade regional da FIEPE, participam ainda do grupo, a OAB - Ordem dos Advogados do Brasil (seccional Petrolina), a Fundação Pedro Lorenzo, a Prefeitura de Petrolina, a Unimed Vale do São Francisco, o Sicredi Vale do São Francisco, meios de comunicação de Petrolina e Juazeiro, clubes de serviços e entidades de apoio social.

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Idosos começam a ser vacinados contra gripe nesta segunda (23)

  Para evitar aglomeração nas unidades de saúde e minimizar os riscos de infecção pelo novo coronavírus, a Prefeitura do Recife fará a vacinação em mais de 40 escolas e creches A partir desta segunda-feira (23), idosos maiores de 60 anos e profissionais de saúde começam a receber a vacina contra gripe. Eles são o público-alvo da primeira etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe, que foi antecipada em um mês. Este ano, para evitar aglomeração nas unidades de saúde e minimizar os riscos de infecção pelo novo coronavírus, a Prefeitura do Recife fará a vacinação em mais de 40 escolas e creches municipais, que estão com as aulas suspensas. A imunização será de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A lista dos locais de vacinação está disponível no site da Prefeitura do Recife (www.recife.pe.gov.br). De acordo com o secretário de Saúde do Recife, Jailson Correia, a estratégia de tirar a vacinação das unidades de saúde é não expor os idosos a locais que podem receber pacientes com Covid-19, gripes e outras doenças. “Agora, mais do que nunca, é importante que as pessoas idosas tomem a vacina para ficarem protegidas dos vírus da gripe que mais têm circulado na nossa região, evitando que elas adoeçam. Essa vacina não tem eficácia contra o coronavírus, mas a imunização vai ajudar os profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para Covid-19, já que os sintomas são parecidos com os da gripe. Nosso objetivo é reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções provocadas pelos vírus Influenza”, explicou o secretário, que também é médico infectologista. De acordo com o gestor, a Secretaria de Saúde (Sesau) do Recife vai aproveitar a campanha de vacinação para distribuir material informativo sobre o novo coronavírus e para orientar, sobretudo os idosos, sobre como se prevenir da Covid-19 e sobre a importância de evitarem sair de casa sempre que possível, respeitando as medidas de restrição social da Prefeitura do Recife e do Governo do Estado. OUTRAS ETAPAS - Dividida em três etapas, a Campanha Nacional de Vacinação contra Gripe deste ano tem como novidade a inclusão das pessoas com deficiência e dos adultos a partir dos 55 anos nos grupos prioritários para imunização. A partir do dia 16 de abril, quando se inicia a segunda fase da campanha anual, serão vacinados os professores de escolas públicas e privadas, pessoas com doenças crônicas não-transmissíveis e profissionais das forças de segurança e salvamento. Na última etapa, entre os dias 9 e 23 de maio, serão imunizadas as crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, puérperas (mulheres que tiveram filho há até 45 dias), adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em cumprimento de medida socioeducativa, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade, pessoas com deficiência e adultos de 55 a 59 anos. O dia D de mobilização nacional para a vacinação acontece no dia 9 de maio (sábado). Os detalhes de como será o esquema de vacinação nas próximas etapas serão divulgados mais perto das datas, de acordo com a situação epidemiológica da cidade em relação à Covid-19. De acordo com o Programa de Imunização do Recife, cerca de 500 mil pessoas fazem parte do público-alvo da campanha, na capital pernambucana. A meta é vacinar pelo menos 90% dessa população. No ano passado, Recife ultrapassou a meta estabelecida pelo Ministério da Saúde e vacinou 485 mil pessoas, o que representa quase 100% do grupo de risco. Em 2018, a cidade também vacinou quase 100% do público prioritário. Composta por vírus inativado, a vacina deste ano protege contra os três tipos de vírus que mais circularam no hemisfério sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2). PESSOAS EM SITUAÇÃO DE RUA – A partir desta segunda-feira (23), também serão vacinadas as pessoas em situação de rua da capital pernambucana. A Secretaria de Saúde do Recife, em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos, realizará um esquema especial para imunização dessa população mais vulnerável. A ação será realizada pelo Programa Consultório na Rua com apoio do Serviço Especializado em Abordagem Social (Seas), e acontecerá nos dois Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop): o Centro Pop Glória, em Santo Amaro, e o Centro Pop Neuza Gomes, na Madalena, além do Abrigo Noturno Irmã Dulce, no bairro de São José. O atendimento também acontecerá de forma itinerante em todas as áreas da cidade. A DOENÇA - Também conhecida como gripe, a Influenza é uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade no mundo todo, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais. A transmissão ocorre por meio de secreções expelidas das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir e espirrar, ou pelo contato das mãos. Como os sintomas da gripe são muito parecidos com os do novo coronavírus, quem está com tosse, espirro ou febre pode se assustar achando que está com Covid-19, mas pode estar apenas com gripe. “Seja um ou outro, a orientação inicial é a mesma: fique em casa para evitar contaminar outras pessoas. Repouse, siga as medidas de higiene e beba bastante líquido. Mas se você sentir cansaço, falta de ar, dor ao respirar ou a febre não passar e você não melhorar, procure a unidade de saúde mais próxima de sua casa. Pode ser uma unidade de saúde da família, um centro de saúde, uma policlínica ou até uma UPA. Lá o profissional de saúde vai avaliar se você precisa fazer exame para saber se está com o novo coronavírus e se precisa se internar numa unidade de saúde de referência”, explicou a diretora-executiva de Atenção Básica à Saúde do Recife, Ana Sofia Costa. DOCUMENTOS - Para agilizar a vacinação, a Secretaria de Saúde do Recife recomenda que os usuários levem um documento de identificação, a carteira de vacinação e o cartão SUS (se tiverem esses dois últimos). Parte do público-alvo precisa apresentar também documentos que provem a

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Alerta: Não confunda as alergias de Outono com os sintomas do coronavír

Com a chegada do Outono, o ar tende a ficar mais seco, ocasionando sintomas como espirros, coriza, obstrução nasal, coceiras no nariz, ouvido, garganta, tosse e falta de ar. Por isso, é muito importante estar atento e não confundir esses sintomas com os do Coronavírus, já que este pode provocar febre alta também. Alergia não provoca febre! É o alerta a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Rinite e asma são as doenças mais comuns nessa época do ano. Isso porque o ar seco e frio age nas vias respiratórias como um irritante e, no caso das alergias, as vias aéreas que já estão inflamadas, ao entrar em contato com o ar seco e frio, manifestam sintomas respiratórios. O tratamento é individual, orientado pelo médico especialista e, geralmente, baseado em anti-histamínicos com ou sem descongestionantes, broncodilatadores e corticoides. A ASBAI alerta que todos esses medicamentos têm efeitos colaterais em potencial, de forma que é desaconselhado a automedicação. Assim como recomendando para frear o coronavírus, para prevenir as alergias do Outono, orienta-se evitar locais fechados, grandes aglomerações, lavar as mãos com frequência, usar álcool gel, vacinar-se contra a gripe e fazer o controle ambiental. Sobre a ASBAI A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia existe desde 1972. É uma associação sem finalidade lucrativa, de caráter científico, cuja missão é promover a educação médica continuada e a difusão de conhecimentos na área de Alergia e Imunologia, fortalecer o exercício profissional com excelência da especialidade de Alergia e Imunologia nas esferas pública e privada e divulgar para a sociedade a importância da prevenção e tratamento de doenças alérgicas e imunodeficiências. Atualmente, a ASBAI tem representações regionais em 21 estados brasileiros. Serviço Facebook: Asbai Alergia Instagram: https://www.instagram.com/asbai_alergia/ Youtube: https://www.youtube.com/channel/UC2hWbQiFqqyI4bzM7bPhVDw Twitter: @asbai_alergia www.asbai.org.br

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Novo decreto estabelece expediente apenas para serviços essenciais

Com o objetivo de conter o avanço do coronavírus dentro da própria administração de Pernambuco, o governador Paulo Câmara estabeleceu, neste domingo (22.03), medidas restritivas voltadas para os servidores estaduais, que passam a valer a partir desta segunda-feira (23). Por meio de decreto, o Governo determina que o atendimento presencial prestado por órgãos estaduais deve ser substituído por atendimento remoto, e orienta ainda a adoção do sistema de rodízio no caso dos serviços presenciais necessários às ações de enfrentamento à Covid-19 no Estado. A iniciativa busca reduzir a exposição dos servidores a eventuais fatores de risco. Prestadores de serviço terceirizados que atuam na administração estadual também estão enquadrados no decreto. As novas determinações, porém, não se aplicam aos serviços públicos essenciais e presenciais, a exemplo das áreas de saúde, segurança pública, prevenção e assistência social, transporte público, infraestrutura e recursos hídricos, abastecimento de água, segurança alimentar, sistema prisional e socioeducativo e defesa do consumidor. O decreto estabelece ainda que os serviços públicos podem ser acessados pelo Portal do Cidadão, no site www.pecidadao.pe.gov.br, bem como nos endereços eletrônicos dos órgãos responsáveis pela respectiva prestação do serviço desejado. Dúvidas e orientações devem ser encaminhadas à Rede de Ouvidorias do Estado, disponível em www.ouvidoria.pe.gov.br. NÚMEROS – Nas últimas 24 horas, Pernambuco registrou quatro novos casos confirmados, sendo três no Recife e um em Olinda. Agora, são 37 confirmações, três casos prováveis e 310 casos em investigação. Outros 375 já foram examinados e descartados pelos médicos. Desde a quinta-feira passada, o Estado também já registrou três casos de cura clínica, pessoas que já conseguiram debelar a infecção viral e ficaram em condições de receber alta.

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O perigo da automedicação dos idosos contra o coronavírus

Os olhos de todo o mundo estão voltados para eles. Os idosos estão no centro da questão do novo coronavírus. O principal grupo de risco tem taxa de letalidade de 15%. A orientação, então, é evitar que qualquer um com possibilidade de transmitir o Covid-19 se aproxime. Mas é importante ter cuidado para que, nesse cenário, isolados, eles não adotem medidas caseiras para se proteger da doença. É o que alerta o geriatra Vinícius Lisboa, Diretor Clínico do Hospital de Transição Paulo de Tarso, instituição mineira que oferece linhas de cuidados em Reabilitação, Cuidados Crônicos e Paliativos. Segundo o especialista, é cultural das pessoas de mais idade a automedicação. E ela pode ser um risco em um momento como este. Por isso, o médico levantou informações importantes sobre a doença e a faixa etária que ela mais assusta. POR QUE OS IDOSOS? Estamos falando de uma síndrome gripal, que é bem diferente de um resfriado simples. Ou seja, são sintomas respiratórios associados a febre e repercussões sistêmicas, que podem evoluir a um processo mais grave do ponto de vista infeccioso, como uma sepse, conhecida popularmente como infecção generalizada. Pela idade, o idoso já tem automaticamente uma lentidão maior da resposta imunológica. Além disso, é normal que ele já tenha algumas comorbidades crônicas, como diabetes, hipertensão, doença cardíaca... Elas aumentam o risco de complicações. Por isso é importante alertar que não basta focar apenas na síndrome. É importante cuidar das doenças de base para que o idoso não esteja tão suscetível ao agravamento do quadro, em caso de contágio. O PERIGO DA AUTOMEDICAÇÃO Os idosos têm o hábito de se automedicar ou usar medidas caseiras. Eles seguem uma linha mais intuitiva. Isso é cultural já que antes havia um acesso mais irrestrito a medicações, como antibióticos. Podemos dizer que medidas caseiras como o consumo de chás ou a hidratação, por exemplo, não têm tanta repercussão no quadro clínico da doença. Não vão piorar a condição em que as pessoas se encontram. O receio é com medicamentos, que podem não ser os indicados. Isso não só pela interferência nos sintomas, mas também pelos efeitos colaterais e prejuízos para o organismo como um todo ou na resposta imunológica que eles podem provocar. Muitos analgésicos, por exemplo, ou antigripais têm na sua composição substâncias antialérgicas, que podem ter ação no neurotransmissor mais significativo para a nossa atividade corporal, a acetilcolina, o que pode trazer dificuldade de concentração, de triangulação e comprometer como um todo o funcionamento do organismo, trazendo outras repercussões não só relacionadas à síndrome gripal. E aí caímos naquele ponto de fragilizar a saúde de alguém que já tem uma lentidão maior na resposta imunológica. ASSISTÊNCIA MÉDICA Os idosos têm as mesmas orientações que os demais grupos. Não é o fato de desenvolver o mínimo sintoma respiratório que deve levar a pessoa a procurar um pronto-atendimento, em caráter de urgência. Apenas se ela tiver contato diário com alguém que tenha apresentado sintomas respiratórios específicos e, a partir daí, venha a desenvolver sintomas respiratórios, acompanhados de febre, é que ela deve procurar ajuda. No caso de fatores mínimos, discretos fatores nasais, sintomas alérgicos, entre outros, é melhor não expor o idoso a um ambiente onde ele estará suscetível, inclusive, a outras doenças. COMO PREVENIR? É difícil sair do lugar comum neste caso: o recomendado é lavar as mãos mesmo, com frequência e qualidade. Além disso, deve-se evitar contato com pessoas com maior potencial de transmitir a doença. Sobre o Dr. Vinícius Lisboa O Dr. Vinícius Lisboa é geriatra. E, há seis anos, atua também como Diretor Clínico do Hospital de Transição Paulo de Tarso, uma instituição de referência, que oferece linhas de cuidados em Reabilitação, Cuidados Crônicos e Paliativos. Formado pela Santa Casa, o médico fez especialização no Hospital das Clínicas da UFMG. Atualmente, dá aula de geriatria na Faculdade Ciências Médicas.

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Para conter o avanço explosivo do coronavírus

“Do ponto de vista da saúde pública, essa fase inicial é o momento de agir, e agir o quanto antes, para tentar desacelerar o ritmo de crescimento da epidemia e reduzir a altura do pico para o nível mais baixo possível, tornando a curva achatada”, afirma o físico Roberto Kraenkel, do Instituto de Física Teórica da Unesp, que trabalha com modelos matemáticos ligados à ecologia e à epidemiologia. Com colaboradores da USP e da UFABC, Kraenkel está usando os dados oficiais para acompanhar a evolução da epidemia do novo coronavírus no Brasil. A partir dos dados divulgados até 17 de março, quando havia 291 pessoas infectadas no país, o grupo calculou um dos parâmetros que influenciam a fase acelerada da epidemia: o tempo de duplicação do total de casos da doença. Segundo os cálculos do grupo de Kraenkel, atualmente o número de casos dobra, em média, a cada 2,5 dias. “Como o tempo desde o início da epidemia no Brasil ainda é curto, temos poucos dados e a margem de erro é grande, o que significa que os casos podem dobrar um pouco mais rapidamente, a cada 2,2 dias, ou um pouco mais lentamente, a cada 3,1 dias”, relata o pesquisador. Esse número, no entanto, é suficiente para estimar com um bom grau de precisão como estará a situação nos próximos dias. O grupo projeta que por volta de 1,7 mil casos já tenham sido identificados até a próxima segunda-feira, dia 23. Esse número pode ser um pouco menor, na faixa de 1,3 mil, se o tempo de duplicação for mais longo, ou mais, da ordem de 2,3 mil, se a epidemia se espalhar mais rapidamente, como indica o intervalo no gráfico no site Observatório Covid-19BR, lançado em 18 de março. A redução da velocidade inicial da epidemia com o consequente achatamento da curva é fundamental para não sobrecarregar os hospitais e suas unidades de terapia intensiva (UTIs). Estima-se que apenas 20% das pessoas infectadas pelo SARS-CoV-2 apresentem algum sintoma. Delas, 14% precisam de internação hospitalar e 5% vão parar em UTIs. Como o número de leitos é limitado, o aumento rápido de infecções e de agravamento pode ultrapassar a capacidade de internações do país – no Brasil existem cerca de 450 mil leitos em hospitais públicos e privados, dos quais 41 mil são de UTI, segundo levantamento feito em 2016 pela Associação de Medicina Intensiva Brasileira. Reduzindo o espalhamento das infecções, mesmo que o total de pessoas que contrairá o vírus permaneça o mesmo, o pico da epidemia se torna mais distribuído no tempo, o que significa que menos pessoas vão parar no hospital ao mesmo tempo. Essa medida, segundo afirmou Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos, à imprensa em 10 de março, levaria a ter menos pessoas infectadas e, em última instância, a ter menos mortes. Uma forma eficaz de achatar o pico das epidemias é vacinar a população. Como ainda não existe vacina desenvolvida e testada contra o novo coronavírus, as medidas mais eficazes têm sido o distanciamento e o isolamento social. Esse procedimento ajuda a diminuir o número de pessoas para as quais um indivíduo infectado pode transmitir o vírus. “Ao fazer isso, provavelmente o mesmo número de pessoas terá sido infectado ao final da epidemia, que deverá durar mais tempo, mas o número de casos graves ocorrerá de modo mais esparso. Isso significa que, caso se plote um gráfico do número de casos ao longo do tempo, a curva de subida e descida é mais extensa, mas seu pico é menor. Ao ‘achatar a curva’ dessa maneira, as UTIs terão menos probabilidade de ficar sobrecarregadas”, escreveu o trio de matemáticos Andrew Black, Dennis Liu e Lewis Mitchell, da Universidade de Adelaide, na Austrália, em um artigo publicado em 16 de março na revista eletrônica The Conversation. A ideia de que o achatamento da curva poderia funcionar ganhou crédito depois que o governo da China cancelou as festividades de Ano-Novo em janeiro, restringiu as viagens e orientou que milhões de pessoas em diferentes cidades permanecessem em casa. Desse modo, o país conseguiu em cerca de um mês reduzir o número diário de novos casos dos quase 3,9 mil do auge, para pouco mais de uma dezena. Aparentemente é possível aproveitar o comportamento acelerado da fase inicial da epidemia para agilizar seu controle. Para isso, no entanto, é preciso agir o quanto antes nessa fase inicial, explicou a epidemiologista britânica Britta Jewell, pesquisadora do Imperial College London e especialista em modelagem de doenças infecciosas, em entrevista publicada em 11 de março no jornal The New York Times. Jewell relata que os modelos matemáticos mostrando o efeito do distanciamento social no surgimento de novos casos chamaram-lhe a atenção. “Só é preciso uma diferença de um dia na adoção da medida para haver uma redução de 40% nos casos. Isso é um efeito enorme. Realmente transmite a urgência da situação”, disse. Usando dados da epidemia nos Estados Unidos na semana passada, com o número de casos aumentando em 30% ao dia, Jewell fez uma projeção do que ocorreria se ações como cancelamento de eventos, restrições de viagens fossem tomadas agora ou uma semana mais tarde. Nessa situação hipotética, impedir uma única infecção hoje aumentaria em quatro vezes o número de casos que se evitaria um mês mais tarde. “Se agirmos hoje, teremos evitado quatro vezes mais infecções no próximo mês: aproximadamente 2.400 infecções evitadas, diante de apenas 600 se esperarmos uma semana”, disse a pesquisadora. No Brasil, os dados ainda são mais iniciais e não se conhecem outras características da epidemia que permitam traçar sua evolução, como o número de pessoas para as quais um indivíduo infectado pode transmitir o vírus. Kraenkel e seus colaboradores pretendem acompanhar a evolução do quadro nas próximas semanas para avaliar se as medidas adotadas (cancelamento de aulas e orientação para as pessoas ficarem em casa e evitarem contato com outros indivíduos) estão sendo suficientes para reduzir a velocidade de espalhamento do vírus ou se

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Maioria das pessoas apoia fechamento de fronteiras para contenção do coronavírus

Para 65,4% da população mundial, os países deveriam fechar suas fronteiras e não permitir que nenhuma pessoa entre ou saia até que se prove que a Covid-19 tenha sido contida. Esses são os dados da quarta onda da pesquisa “Tracking the coronavirus – results from a multi-country poll”, realizada semanalmente pela Ipsos com entrevistados de 12 nações. O país que mais encoraja o fechamento de fronteiras é a Índia, com aprovação de 79% dos ouvidos localmente. Em seguida, aparecem Vietnã (78%), Itália (76%) e China (73%) que, fortemente afetados pela pandemia, também apresentaram altos índices de concordância com a medida. Na outra ponta do ranking, o Reino Unido (51%), a França (53%) e os Estados Unidos (62%) tiveram os menores percentuais de apoio à iniciativa. Rússia (71%), Austrália (69%), Japão (67%), Canadá (59%) e Alemanha (57%) também foram ouvidos. Em quarentena O estudo também perguntou aos entrevistados se, caso diagnosticados, se colocariam voluntariamente em quarentena por, no mínimo, 14 dias. A imensa maioria dos participantes, 88,1% do total de ouvidos nos 12 países, concordou que ficaria em reclusão. Na Itália, mais de nove em cada dez pessoas (94%) permaneceriam em casa se estivessem infectadas. A percepção foi quase a mesma na China e no Canadá, ambos com 93%. O ranking de concordância segue com França (92%), Vietnã (90%), Austrália (89%), Reino Unido (89%), Rússia (86%) e Índia (84%). Apesar de todas as nações apoiarem a medida, as que demonstraram menor aceitação à quarentena foram a Alemanha, com 82%, e o Japão (83%) e os Estados Unidos (83%), ambos com 83%. A pesquisa on-line foi conduzida entre os dias 12 e 14 de março e contou com a participação de cerca de 12 mil pessoas, com idades de 16 a 74 anos. A margem de erro é de 3,5 p.p.. Sobre a Ipsos A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 90 mercados. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 18.130 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores e opinião pública. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. Para mais informações, acesse: www.ipsos.com/pt-br

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