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“Ferrugem” lança interessante olhar sobre a juventude

Por Houldine Nascimento          “Ferrugem” chega ao circuito comercial brasileiro nesta quinta (30) com a chancela de ter sido eleito o Melhor Filme do Festival de Gramado dias atrás. Em seu novo longa, o diretor Aly Muritiba se debruça sobre o universo dos adolescentes. A história se desenvolve inicialmente em torno de Tati (Tiffanny Dopke), uma adolescente que, assim como boa parte de sua geração, divide momentos felizes de sua vida em redes sociais como Facebook e Instagram. Frustrada com o antigo namorado, a garota se envolve com Renet (Giovanni di Lorenzi), um colega de turma. A vida de Tati vira do avesso quando um vídeo íntimo vaza num grupo de WhatsApp do colégio. A situação, naturalmente, toma grandes proporções. A angústia passa a tomar conta de Tati devido à superexposição a que se submete. Com isso, sofre perseguição de vários colegas com constantes comentários maldosos. Um efeito dominó surge diante desse acontecimento, que mexe com diversos personagens. Na segunda parte, o foco é em cima de Renet e de seus dilemas, que incluem a presença superprotetora do pai (Enrique Diaz) e o ressentimento com a mãe (Clarissa Kiste). Aly nunca perde o controle dos fatos. Pelo contrário, maneja tudo com muita segurança, mantendo o interesse do público em saber o desdobramento da história. Tudo é bem amarrado pelo roteiro que escreveu junto com Jessica Chandal. A discussão a que o filme se propõe também é muito relevante por sintetizar de forma precisa o mundo dos jovens e tratar de temas atuais comocyberbullying e os riscos a se submetem. Nessa seara, cria cenas de grande impacto. Assim como em seu primeiro longa de ficção, “Para minha amada morta”, o diretor volta a construir as ações a partir de um vídeo secreto. No entanto, Muritiba apresenta ao espectador uma obra mais atraente, revelando maturidade neste que possivelmente é o melhor filme brasileiro em 2018. “Ferrugem” iniciou sua trajetória no Festival de Sundance, em janeiro, passou por vários festivais e trata de temas universais com originalidade. Estas razões o fazem sair na frente na corrida para ser o representante do nosso País na luta por uma vaga no Oscar em 2019. Isto é, se a comissão responsável pela escolha não fizer nenhuma bobagem.

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33% dos usuários de cartão de crédito não sabem quanto gastaram em maio

O cartão de crédito é um meio de pagamento prático e já bastante popular, mas que se não bem utilizado, pode trazer problemas para as finanças dos consumidores que não se organizam. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que um terço (33%) dos usuários de cartão de crédito no país não sabe ao certo o quanto gastaram na fatura do último mês de maio. “O cartão de crédito proporciona praticidade, pois concentra em um único meio diversos gastos realizados. Para quem é disciplinado, isso pode ser um facilitador na hora da organização. Já para os que usam o limite do cartão como extensão da própria renda e faz compras impulsivas, ele pode virar uma dor de cabeça difícil de ser solucionada no curto prazo”, alerta o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli. De modo geral, 39% dos brasileiros que utilizaram o cartão de crédito ao menos uma vez em maio notaram aumento no valor da fatura, ao passo que para 35% ela se manteve igual em relação aos meses anteriores. Apenas 20% relataram diminuição. Considerando o percentual dos que têm ciência do valor desembolsado no período, a média foi de R$ 1.136,47. Um dado que inspira preocupação é que dentre os usuários de cartão de crédito em maio, 21% caíram no chamado ‘rotativo’, que é quando o consumidor opta por pagar um valor inferior ao total da fatura ou nem mesmo pagar esse valor. Os que quitaram a fatura integralmente em maio somam 76% dos entrevistados. A pesquisa ainda mostra que o uso do cartão já não se limita a compra de itens de alto valor, que geralmente precisam ser parcelados. As despesas correntes de todo mês também têm sido feitas a crédito. As compras em supermercados foram o tipo de aquisição mais realizada no cartão, citadas por 63% dos entrevistados. Já em segundo lugar ficam os remédios, lembrados por 47%. As roupas, calçados e acessórios ficam somente em terceiro lugar com 35% de citações. Completam o ranking de principais gastos os combustíveis (33%), idas a bares e restaurantes (33%) e compra de produtos de beleza, como perfumes, cremes e maquiagem (15%). De acordo com o levantamento, no último mês de maio, 42% dos brasileiros recorreram a alguma modalidade de crédito, sendo que o cartão de crédito foi justamente o mais utilizado, citado por 36%. Em seguida, aparecem o crediário ou carnê (9%), cheque especial (7%), empréstimos (6%) e financiamentos (3%). Os que não se utilizaram de nenhuma modalidade somam 58% dos consumidores. A baixa utilização na tomada de crédito pode estar relacionada à dificuldade na sua obtenção. De acordo com o levantamento, mais da metade (51%) dos entrevistados considera ‘difícil’ ou ‘muito difícil’ ter acesso a empréstimos e linhas de financiamentos. Um dado que reflete o cenário mais restritivo no mercado, é que dois em cada dez (18%) consumidores brasileiros tiveram crédito negado ao tentarem fazer parcelar uma compra em algum estabelecimento comercial, principalmente por estarem com o CPF restrito (8%) ou com problemas na comprovação de renda (5%). O quadro de dificuldades fica ainda mais evidente quando os entrevistados são questionados sobre as finanças pessoais. A sondagem mostra que cresceu de 80% para 84% o percentual de brasileiros que disseram se encontrar em uma situação de ‘aperto financeiro’. De modo geral, 35% declararam estar ‘no vermelho’, ou seja, sem condições de pagar todas as suas contas, enquanto 49% se encontram no ‘zero a zero’, isto é, até conseguem honrar com seus compromissos financeiros, mas terminam o mês sem sobras no orçamento. Apenas 11% estão em situação confortável e com dinheiro sobrando no bolso. Diante de um cenário mais complicado, a sondagem apurou que, em 30 dias, passou de 49% para 57% o percentual de consumidores que tinham a intenção de cortar gastos ao longo de junho, contra apenas 5% que planejavam gastar mais do que em meses anteriores. Os fatores que pesaram para a decisão mais cautelosa são o aumento de preços (46%), o alto grau de endividamento (17%) e o desemprego (16%). “A recuperação econômica está mais lenta do que o esperado e isso acaba influenciando o consumo das pessoas, que até cresceu no último ano, mas ainda não compensa as perdas acumuladas no auge da crise. A superação desse quadro, requer uma retomada mais vigorosa da economia, com queda do desemprego e elevação da renda, fatores que ainda devem demorar para se concretizar”, analisa a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

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75% dos brasileiros ainda não têm flexibilidade no trabalho

O Brasil ainda não se adaptou às novas formas de trabalho. É o que aponta pesquisa da Randstad, líder global em soluções de recursos humanos, em que 75% dos brasileiros afirmaram ainda trabalhar no formato tradicional: no escritório e no horário comercial. De acordo com o estudo realizado em 33 países, os mais desenvolvidos parecem mais avançados no que diz respeito à adoção de formatos flexíveis: na Suécia, apenas 51% dos entrevistados afirmaram trabalhar segundo o modo convencional, o menor percentual dentro deste cenário, enquanto a Índia registra o maior índice, com 85% dos profissionais atuando dentro da sede da empresa e em período comercial. Por outro lado, para quem torce pela mudança nos padrões de trabalho, a notícia é boa: 69% dos indianos acreditam que a maneira de trabalhar está mudando no país; no Brasil, esse percentual é de 45%. “O país está passando por um processo de reformulação das relações de trabalho. As empresas estão adotando gradativamente políticas de home office, horário flexível, trabalho remoto e outras opções que desconstroem o modelo tradicional da década de 80”, explica Jorge Vazquez, presidente da Randstad no Brasil. Motivação Para 90% dos brasileiros, o trabalho flexível permite melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal e para 86% deles, isso aumenta a produtividade, criatividade e satisfação. Mas nem tudo é positivo: 38% dos entrevistados sentem que essa flexibilidade também causa grande pressão na vida pessoal, já que nunca conseguem se desconectar completamente do trabalho. Ainda assim, 76% dos brasileiros preferem trabalhar de casa ou de outros lugares que não o escritório, mas apenas 58% afirmam que as empresas fornecem recursos e equipamentos suficientes para que isso seja viável. Esse pode ser um dos motivos pelos quais 57% dos profissionais afirmaram preferir trabalhar no escritório.

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Brasileiros garantem vaga em final de campeonato global de cubo mágico

São Paulo recebeu, neste final de semana, a primeira edição do Red Bull Rubik’s Cube World Championship, torneio mundial de cubo mágico. O Brasil foi escolhido como sede de uma das classificatórias globais por ser o quarto país do mundo com mais participantes do jogo. E, por aqui, Iuri Grangeiro, Diego Meneghetti, Júlia Melo e Pedro Roque foram os mais ágeis nas categorias Fastest Hand (misto), Re-Scramble (misto), Speed Cubing (feminino e misto), respectivamente, e vão representar a nação na próxima e decisiva etapa da competição. O quarteto enfrentará competidores de diversos locais em busca do troféu global, na fase internacional que será realizada em setembro deste ano, em Boston (EUA). Mais de 60 pessoas se inscreveram para a etapa qualificatória em São Paulo, que foi dividida em três modalidades diferentes: Speed Cubing Misto e Feminino (quem resolve o cubo em menor tempo); Fastest Hand (quem resolve o cubo primeiro utilizando apenas uma mão); e Re-Scramble (os participantes têm que embaralhar um cubo de acordo com um modelo que foi apresentado no momento). Todas as disputas aconteceram no formato 1×1 e os participantes podiam se inscrever em mais de uma categoria. A primeira final foi a do Re-Scramble, com Pedro Roque e Diego Meneghetti. No formato melhor de três, cada um ganhou uma partida e, no desempate, Diego levou a melhor ao completar o cubo em 32.780 segundos. Em seguida, Pedro Roque encarou outra final, desta vez na categoria Fastest Hand contra Iuri Grangeiro. Este último foi o vencedor, depois de superar o adversário por dois a zero, e tempos de 15.800 e 15.720 segundos usando apenas uma mão. “Estou muito emocionado. Essa viagem para Boston será muito especial. Meu objetivo era chegar à final, então fico muito feliz de poder ter ainda mais uma experiência”, afirmou Diego Meneghetti, campeão do Re-Scramble. Na categoria Speeding Cube, as mulheres foram as primeiras na disputa, com Júlia Melo garantindo a vaga para Boston com placar de três a zero contra Beatriz Santos, e melhor tempo de 36.290 segundos. Entre os homens, Pedro Roque foi o vencedor, ao superar Matheus Barbosa em todas as rodadas e anotar como melhor tempo apenas 08.340 segundos. “Há uns três anos, um amigo me ensinou a montar o cubo e descobri meu talento nisso. É uma sensação muito boa ter vencido aqui, mas sei que, para a final mundial, terei que treinar demais. Estou confiante, porque essa foi apenas minha segunda competição e sei que pode me sair muito melhor”, disse Júlia, vencedora da categoria feminina do Speed Cubing. Eles se juntarão aos grandes nomes do cubo mágico mundial. Atualmente, o recorde de montagem mais rápida do cubo no planeta é de 4.59 segundos, alcançado pelo sul-coreano SeungBeom Cho. O Rubik’s Cube foi inventado pelo professor húngaro Erno Rubik em 1974 e, de lá pra cá, se tornou o “quebra-cabeça” mais vendido do mundo. Confira os vencedores do primeiro Red Bull Rubik’s Cube World Championship no Brasil: SPEEDING CUBE – MISTO Pedro Roque (Minas Gerais, 23 anos) SPEEDING CUBE – FEMININO Júlia Melo (São Paulo, 17 anos) FASTEST HAND Iuri Grangeiro (Pernambuco, 20 anos) RE-SCRAMBLE Diego Meneghetti (Rio Grande do Sul, 30 anos)

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Número de brasileiros que realizam trabalho voluntário cresce 12,9%

A pesquisa Outras Formas de Trabalho 2017, divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que 7,4 milhões de pessoas realizaram trabalho voluntário, o equivalente a 4,4% da população de 14 anos ou mais de idade. O aumento foi de 12,9% em comparação a 2016. Os dados são baseados na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), da mesma instituição, que considera trabalho voluntário aquele não compulsório, realizado por pelo menos uma hora na semana, sem receber remuneração ou benefícios em troca, e realizado em apoio a pessoas que não moram no mesmo domicílio do entrevistado e não são de sua família. O perfil dos voluntários no país é prioritariamente de mulheres que têm uma série de atividades extras, além de trabalho e afazeres domésticos. Os que desenvolviam atividades voluntárias em 2017 eram 5,1% das mulheres e 3,5% dos homens, fato observado em todas as grandes regiões. Para analisar a intensidade do trabalho voluntário, o IBGE considera a média de horas despendidas na semana em tais atividades. Em 2017, a média foi de 6,3 horas semanais, inferior às 6,7 horas constatadas no ano anterior. A região com maior média de horas foi a Norte (7,1 horas) e a com menor média, a Sudeste (6 horas). A única região com aumento da dedicação ao trabalho voluntário foi a Sul. A região Norte ficou estável e as demais tiveram queda. Detalhamento A quantidade de horas dedicadas ao trabalho voluntário é equivalente entre os homens e as mulheres que realizam esse tipo de atividade. A dedicação ao trabalho voluntário é maior entre os que têm uma ocupação (4,7% do total) do que entre os não ocupados (3,9%). Em relação à idade, a participação nessas atividades é maior entre as pessoas mais velhas: em 2017, 2,9% dos que têm 14 a 24 anos faziam trabalho voluntário; a proporção sobe para 4,6% entre os de 25 a 49 anos; e para 5,1% entre os que têm 50 anos ou mais. Nas regiões Norte e Nordeste, no entanto, a maior taxa foi a do grupo de pessoas de 25 a 49 anos de idade (6,9% e 3,6%, respectivamente). Se considerado o grau de escolarização, a participação é maior entre os que têm nível superior completo (8,1%) do que os que não têm instrução ou têm o fundamental incompleto (2,9%). Para a analista de Trabalho e Rendimento do IBGE, Alessandra Brito, este aumento “pode ser por causa do maior acesso à informação da população graduada, que sabe onde realizar esse tipo de trabalho, uma vez que as pessoas com nível superior completo costumam estar melhor inseridas no mercado, com mais tempo livre, e podem por isso mesmo ter uma maior conscientização frente aos menos escolarizados”. Vínculo com associações A maioria dos que desempenham trabalho de voluntariado mantém vínculos com instituições, 91% do total. Pelos dados, 79,8% das pessoas que realizaram trabalho voluntário o fizeram em congregação religiosa, sindicato, condomínio, partido político, escola, hospital ou asilo. O percentual de vínculo com instituições reduziu 1,7 ponto percentual de 2016 para 2017. Regionalmente, o Centro-Oeste apresentou o maior percentual (86,1%), enquanto o Sul teve o menor (74,8%). Por outro lado, aumentou em 0,6 ponto o percentual de realização de trabalho voluntário vinculado associação de moradores, associação esportiva, organização não governamental (ONG), grupo de apoio ou outra organização, fechando em 13% em 2017. Para aprimorar a pesquisa, Alessandra ressaltou que é necessária uma maior disseminação do conceito de trabalho voluntário. “Muitas pessoas ainda relacionam voluntariado a apenas fazer algo para um asilo ou uma organização não governamental. Precisamos lembrar que levar a vizinha ao médico, ajudar um amigo com alguma tarefa ou ficar com a neta do vizinho para ele ir trabalhar também são exemplos de trabalho voluntário individual”, disse, em referência aos 9% que se voluntariam sem estar vinculados a instituição. (Agência Brasil)

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Um candidato ao rebaixamento

*Houldine Nascimento O Campeonato Brasileiro teve início neste fim de semana, mas, antes mesmo de começar, já era previsível que o Sport enfrentasse dificuldades. Muito disso em razão do desempenho pífio nas competições que disputou até o momento – eliminado na semifinal do Pernambucano e na segunda fase da Copa do Brasil – e pela indefinição de um time até aqui. Estamos na metade de abril e nenhum torcedor rubro-negro é capaz de dizer quais são os 11 jogadores titulares. A Via-Crúcis do Sport começou nesse domingo (15), em Belo Horizonte. O adversário era o América Mineiro, uma das equipes que devem lutar contra o rebaixamento. O time da casa não precisou fazer muito esforço para abrir o placar. Com menos de um minuto de partida, o Coelho saiu na frente com Serginho, graças à colaboração do goleiro Agenor. No mesmo lance, a zaga rubro-negra assistiu ao ataque americano trocar passes de cabeça sem qualquer incômodo. Aos 34 minutos, nova lambança de Agenor, que tromba com o zagueiro Léo Ortiz numa saída do gol. A bola sobra livre para Carlinhos ampliar o placar. Seis minutos depois é a vez de Serginho receber passe, disparar em velocidade pela esquerda, invadir a área e fuzilar a meta leonina. No primeiro tempo, estava sacramentada a vitória do clube mineiro, de volta à Série A após um ano de ausência. Na primeira rodada da edição 2018 do Brasileirão, o técnico Nelsinho Baptista promoveu quatro estreias ao entrar de frente com os recém-chegados Cláudio Winck, Ernando, Ferreira e Andrigo. A falta de entrosamento pesou para estes jogadores e, ao que parece, para os demais também. Pelo comportamento do time, a impressão passada é que nenhum deles chegou a jogar junto, mesmo a maioria estando no clube desde janeiro. É bem verdade que o Sport teve lampejos de reação durante o jogo, mas foi ineficaz. O elenco está sendo remontado durante a competição nacional, o que representa um enorme risco. Com poucos campeonatos a disputar em 2018, o Sport já teve muito tempo para se acertar, mas até o momento está a léguas disso. Os bastidores do Rubro-negro pernambucano em nada contribuem para tal. O Brasileirão mal começou e já temos um forte candidato ao descenso. *Houldine Nascimento é jornalista

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58% dos brasileiros não gostam de dedicar tempo para cuidar das próprias finanças

O consumidor brasileiro reconhece a importância de fazer o controle das finanças pessoais, mas parte significativa admite não seguir à risca essas boas práticas. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as capitais mostra que a organização financeira não é uma tarefa que atrai os consumidores. Em cada dez entrevistados, seis (58%) admitem que nunca ou somente às vezes gostam de dedicar tempo a atividades de controle da vida financeira. E há, também, aqueles que precisam recorrer ao crédito para complementar a renda. De acordo com a pesquisa, 17% dos consumidores sempre ou frequentemente precisam usar cartão de crédito, cheque especial ou até mesmo pedir dinheiro emprestado para conseguir pagar as contas do mês. Esse percentual aumenta para 24% entre os mais jovens. Para o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, uma vida financeira saudável depende do esforço de cada consumidor em buscar fontes adequadas de informação e exercitar a disciplina para incorporá-las no seu cotidiano. “Muitas pessoas poderiam, facilmente, ter acesso às informações necessárias para ter um orçamento mais equilibrado, mas não parecem conseguir. Elas pensam que dá trabalho ou que é muito difícil manter o controle sobre as despesas e se esquecem de que trabalhoso mesmo é encarar o endividamento e a restrição ao crédito. Lidar com o dinheiro exige disciplina e comprometimento para viver dentro da sua realidade financeira e não tomar decisões equivocadas”, orienta Vignoli. Exemplo de que uma vida financeira equilibrada traz mais satisfação e tranquilidade, é que 56% dos consumidores ouvidos no levantamento disseram que se sentem melhor quando fazem um planejamento das despesas para os próximos seis meses. O problema, novamente, é que nem sempre isso acontece na prática porque 48% deles nunca ou somente às vezes fazem um planejamento cuidadoso dos passos a seguir para ficar dentro do orçamento nos meses seguintes. Esse problema surge com ainda mais força entre os consumidores de mais baixa renda (classes C, D e E), com 51% de citações. Planejar-se para realizar um sonho de consumo também não é um hábito comum para a maioria dos consumidores. Os que estabelecem metas e as seguem à risca quando querem adquirir um bem de mais alto valor, como uma casa, um automóvel ou realizar uma viagem, por exemplo, somam 48% da amostra. Nesse caso, o comportamento é mais frequente entre as pessoas das classes A e B, com 59% de menções. Os que nunca ou somente às vezes fazem esse tipo de esforço somam outros 48% dos entrevistados. Há ainda 38% que nem sempre possuem planos para o futuro. Para 61%, controle da vida financeira está relacionado a conhecimentos numéricos, mas 19% ‘fogem” de números no dia a dia e 39% não calculam juros O levantamento do SPC Brasil também descobriu que, na opinião dos consumidores, ter algum tipo de familiaridade com matemática e conhecimento sobre números facilita a chance de se ter um controle mais efetivo sobre a vida financeira. Em cada dez brasileiros, seis (61%) acreditam que informações numéricas são úteis na vida financeira diária e 62% acham que aprender a interpretar números é importante para tomar boas decisões financeiras. Porém, nem sempre essas pessoas procuram, de fato, informar-se a respeito desses temas. A pesquisa detectou que 19% dos entrevistados não costumam prestar atenção em assuntos que envolvem números, percentual que aumenta para 24% entre os homens e 27% entre os mais jovens. Há ainda 39% de brasileiros que nunca ou somente às vezes calculam o quanto pagam de juros ao parcelar uma compra. Outros 53% garantem fazer esse cálculo com frequência. Quando parcelam alguma compra, um terço (33%) dos entrevistados nem sempre sabem se já possuem outras prestações que comprometem o orçamento. “O conhecimento sobre juros é algo essencial para as finanças de quem parcela compras ou contrata algum financiamento, por exemplo. Os juros encarem o valor total a ser pago pelo consumidor, principalmente em casos de atrasos, e se não são bem analisados e pesquisados entre várias instituições, podem comprometer a organização do consumidor”, esclarece a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti. A busca por informações entre especialistas também é algo negligenciado por boa parte dos consumidores brasileiros. Somente três em cada dez (31%) garantem sempre ou frequentemente ver dicas de especialistas sobre a gestão da vida financeira. Além disso, apenas 17% costumam participar de cursos, palestras e seminários para aprender a fazer a gestão do próprio orçamento. Outros 49% nunca participam dessas atividades, ao passo que 25% reconhecem que às vezes vão atrás desse tipo de informação. “Hoje com a facilidade de acesso à internet, esse número poderia ser muito maior. Há uma grande oferta de conteúdo de qualidade e gratuito em portais, vídeos e até mesmo nas redes sociais que tratam da relação com o dinheiro de forma leve, descomplicada e aplicada às situações comuns do dia a dia”, afirma Vignoli. 45% costumam ceder às tentações do consumo impulsivo e apenas 38% são autoconfiantes para identificar bons investimentos A pesquisa também mostra que parte expressiva dos entrevistados cede às compras por impulso e tomam atitudes de consumo desregradas. Quando estão realizando compras, um terço (33%) dos brasileiros disse que nunca ou apenas às vezes avalia se realmente precisam do produto para não se arrepender depois. Além disso, 45% nunca ou somente às vezes conseguem resistir às promoções e comprar apenas aquilo que está planejado. Também se pode notar que algumas posturas desaconselháveis do ponto de vista financeiro são adotadas. De acordo com a pesquisa, 19% dos consumidores acham mais importante gastar dinheiro hoje do que guardar para o futuro, embora 77% garantam às vezes ou nunca se comportarem assim. Sobre pensar no futuro, a pesquisa detectou que muitos brasileiros não se sentem preparados para a tarefa de investir. Somente 38% disseram que admitem ter confiança em sua capacidade de identificar bons investimentos e 22% desconhecem os tipos de aplicações que rendem as melhores taxas de retorno. Além disso, apenas metade (51%) da amostra sabem

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3 em cada 10 brasileiros não sabem como vão pagar as contas de início de ano

A Lendico, uma das maiores empresas de empréstimo pessoal online do Brasil, realizou uma pesquisa para entender como os consumidores pagarão as suas contas de início de ano. Cerca de 1.500 pessoas de todo país participaram do estudo. 32% dos entrevistados ainda não sabem como vão quitar as suas contas de casa, carro e educação. Os demais, cerca de 68%, afirmaram que já se planejaram com antecedência para esses gastos. Sobre quais contas vão pagar, 78% pretendem pagar faturas de cartão de crédito, 69% IPVA, 41% IPTU, 34% seguro de moto ou carro e 33% matrículas e materiais escolares. Para arcar com todos estes gastos, 59% disseram que irão utilizar o salário; 23% utilizarão o 13º salário e 5% vão recorrer a reservas financeiras como a poupança. Como para a maioria a reserva financeira não será suficiente, perguntados se fariam um empréstimo para não começar o ano com dívidas, 27% responderam que fariam um empréstimo de valor entre 5 e 8 mil reais; 23% optaria por empréstimos entre 10 e 15 mil reais; 15% solicitaria mais de 15 mil reais e 14% entre 1 e 3 mil reais.

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Brasileiro gasta, em média, R$189 por mês com animais de estimação

O brasileiro que tem bicho de estimação gasta em média R$ 189 por mês com o animal, segundo pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) com 796 internautas de todas as capitais. O levantamento concluiu que 76% das pessoas com acesso à internet têm animais de estimação e apenas 8% delas associam seus animais a despesas. O principal gasto dos donos com os animais é com a alimentação. As rações foram citadas por 88% dos entrevistados e os petiscos, por 52%. Mais da metade (52%) afirma só comprar itens de alimentação de linha premium. Entre os gastos, os donos de bichos também citaram xampus e condicionadores (57%), medicamentos e vitaminas (50%) e brinquedos (44%). Entre os serviços, as vacinas lideram a lista de mais procurados, lembradas por 63% dos ouvidos na pesquisa; seguidas por idas ao veterinário (44%) e banhos em pet shop (37%). Apesar de menos citados, chamam a atenção cuidados como tratamentos estéticos (13%), passeadores de cachorros (13%), tratamentos contra obesidade (8%) e acompanhamento comportamental (8%). Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a pesquisa mostra que o tratamento humanizado dos pets é uma tendência e há espaço para ampliação do setor de produtos e serviços para bichos. “A composição da cesta de compras dos donos de animais de estimação está mudando. É cada vez maior a demanda por cuidados especializados”,avaliou. “Moda e estética, alimentação saudável, hospedagem, atendimento em casa, exercícios físicos e saúde comportamental são algumas das áreas que deverão se desenvolver intensamente nos próximos anos”, afirmou Pellizzaro. A pesquisa também procurou saber onde os donos de animais de estimação compram produtos para seus bichos. As lojas de bairro especializadas foram citadas por 53% deles. Grandes redes de pet shops e supermercados foram lembrados por 20% e 16% dos entrevistados, respectivamente. Os motivos para a escolha são preço (59%), qualidade dos produtos e serviços (49%) e confiança (44%). O perfil de quem tem animal de estimação é bem dividido entre homens e mulheres (50%). Pouco mais da metade (54%) está das classes C, D e E e na faixa etária dos 25 aos 44 anos (58%). A grande maioria mora em casas (77%) e 82% deles cuidam pessoalmente de seu pet. Os cães são os preferidos por 79% das pessoas, seguidos por gatos (42%), pássaros (17%), peixes (13%), tartarugas (6%) e pequenos roedores (5%). O levantamento foi feito em duas etapas. Na primeira, foram ouvidos 796 consumidores para identificar o percentual de quem tem animais de estimação. Uma segunda rodada, com 610 entrevistados, desenhou o perfil das pessoas que têm pets. (Agência Brasil)

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Mudanças no hábito de consumo do brasileiro em restaurantes

O cenário econômico desafiador dos últimos dois anos impactou os hábitos de consumo dos brasileiros que passaram a fazer escolhas mais racionais e usar mais promoções nas suas refeições fora do lar, segundo revelou a pesquisa CREST, realizada pela GS&Inteligência, empresa do Grupo GS& Gouvêa de Souza, que entrevista 72 mil consumidores por ano no Brasil. Alimentação fora do lar A pesquisa aponta que os brasileiros continuam frequentando os restaurantes em todo o Brasil, porém passaram a priorizar as refeições mais importantes na sua percepção, “ou seja, eles priorizam o almoço e lanche da tarde, principalmente durante os dias da semana, e passam a consumir menos nas refeições periféricas do dia, como o café da manhã, o lanche da manhã e nas refeições de entretenimento no final do dia e aos finais de semana”, explica Eduardo Yamashita, diretor de Inteligência de Mercado da GS&Inteligência, responsável pelo estudo. Promoções Outro aspecto interessante apontado pelo levantamento foi o aumento no uso de promoções nas refeições (seja cupons de desconto, compre 1 leve 2, entre outros), que cresceu +6% na comparação do ano móvel de Mar/17 x Mar/16. Oferta certa no momento certo Reforçando a tendência de racionalização, os consumidores têm dado preferência aos restaurantes que oferecem a oferta de valor certa para um dado momento de consumo, “ou seja, os consumidores não querem errar e continuam a frequentar aqueles restaurantes que oferecem a melhor relação entre conveniência, produto, preço, promoção e experiência para o momento de consumo em questão”, esclarece Yamashita, que cita como exemplo as padarias. Os consumidores continuam frequentando as padarias durante a manhã, mas há uma queda de mais de 30% no tráfego (ano móvel de Mar/17 x Mar/16) de pessoas nas padarias na hora do almoço, uma vez que esse tipo de estabelecimento não oferece uma boa oferta de valor para os consumidores nesse momento do dia. Repensar a oferta de valor “As tendências e mudanças no comportamento de consumo, como a maior racionalização que vimos em 2016, continuam presentes em 2017, mas estão atenuadas”, comenta o diretor de Inteligência de Mercado da GS&Inteligência. “No curto prazo é importante que os restaurantes repensem a sua oferta de valor para os momentos de consumo nos quais são reconhecidos, como a padaria durante a manhã ou um restaurante por quilo na hora do almoço, mas no médio prazo, a diversificação desses momentos de consumo é o que garantirá o crescimento de vendas para esses estabelecimentos”, aponta Eduardo Yamashita. NRA Show Em tempo, entre os dias 20 e 23 de maio acontece em Chicago, nos Estados Unidos, o NRA Show, maior evento do setor de Alimentação Fora do Lar do mundo, com 65 mil visitantes e mais de 2 mil expositores. A GS&MD – Gouvea de Souza está presente no evento para trazer a cobertura completa de tendências e soluções no setor.

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