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Arquivos Cinema - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

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Criatividade que gera renda: Por que apostar na economia que nasce na cultura?

Terra de uma vasta riqueza cultural e artística, Pernambuco ostenta grande potencial para ampliar os benefícios da indústria criativa. O setor é democrático ao distribuir renda para os criativos e a cadeia de fornecedores, mas ainda enfrenta desafios como a informalidade. *Por Rafael Dantas Pernambuco reúne uma das cenas culturais criativas mais vibrantes do País e não faltam símbolos dessa potência. Do cinema premiado de O Agente Secreto à grandiosidade da Fenearte, passando pela energia das festas populares, como o Carnaval e o São João, o Estado constrói seus próprios troféus com câmeras, barro e a inventividade que atravessa gerações. Se por muito tempo essa produção foi tratada como periférica, hoje ela ganha novo patamar. No desenho do próximo ciclo de desenvolvimento, a economia criativa desponta como um dos pilares estratégicos para as próximas décadas, segundo as discussões do projeto Pernambuco em Perspectiva. As linguagens da economia criativa de Pernambuco são muitas e se espalham por praticamente todo o território. O Agreste, por exemplo, abriga uma potente produção ligada à confecção e à moda. O Recife é solo fértil da indústria audiovisual. A Zona da Mata Norte é berço de manifestações culturais, como o maracatu. O artesanato, como se vê nos corredores da Fenearte, está presente em praticamente todas as cidades. E ainda nem falamos da música, das artes plásticas, da literatura e de tantas outras expressões. Nas discussões sobre o novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco, a economista Tânia Bacelar, sócia da consultoria econômica Ceplan, destaca que a economia criativa deve ser um dos pilares da economia do Estado. Entre outros aspectos, ela ressalta que o setor distribui renda de forma muito democrática, beneficiando uma vasta cadeia de fornecedores, e potencializa outros setores, como o turismo. “É um tipo de atividade que mobiliza muita gente. Então, para um país como o nosso, que tem um problema de desemprego, de subemprego grande, a economia criativa cai como uma luva”, resume a economista. A produção cultural tem essa marca: ela é generosa do ponto de vista da criação de oportunidade de inserção para o processo produtivo.” BARREIRA DA FORMALIZAÇÃO Para incentivar esse setor tão popular e potente no desenvolvimento social, o Brasil e Pernambuco já têm políticas públicas em andamento há décadas. Os editais de cultura, a promoção de feiras e a capacitação desses produtores não é mais uma novidade. No entanto, há uma série de entraves que impede um melhor aproveitamento desse potencial. Muitos produtores de cultura de Nazaré da Mata, por exemplo, conhecidos pela tradição do maracatu passam por imensas dificuldades. A beleza da manifestação, tão presente nas peças publicitárias do turismo e do lazer do Nordeste, ofusca uma realidade dura vivida por vários dos grupos que mantêm essa herança com muito sentimento, mas poucos recursos. “A Mata Norte é um dos maiores celeiros de economia criativa. Mas muitos vivem com cachês muito abaixo do que outras áreas culturais conseguem. Falta apoio também para que esses grupos consigam acessar os editais e transformar suas ideias em projetos”, avalia o jornalista e produtor cultural Salatiel Cícero. Ele aponta um fator que é presente na maioria das linguagens desse setor em Pernambuco. “O artista faz arte. Ele não quer saber da burocracia.” A distância entre a produção criativa e o acesso à linguagem dos editais de cultura é grande. Daí a pensar em modelos de negócios que dependam menos do poder público e sejam mais sustentáveis, há uma corrida ainda maior. Um diagnóstico que aponta para uma primeira urgência, segundo Tânia Bacelar: o enfrentamento da informalidade. “Esse é um segmento produtivo importante, mas que ainda enfrenta muita dificuldade de organização. A gente vive numa sociedade que requer formalidades. A economia criativa é uma atividade muito rica e poderosa, mas muito informal”, avalia a economista. Uma realidade que impõe um esforço das políticas públicas para simplificação dos processos, no que for possível, e capacitação ou o desenvolvimento de estruturas de apoio que contribuam para vencer essa barreira.  Tânia aponta o estímulo à formação de cooperativas como um caminho possível para avançar na formalização dessas atividades. Ela também observa que, diante da resistência de mestres mais antigos em criar um CNPJ ou elaborar projetos, incentivar as gerações mais jovens das famílias ligadas à produção cultural pode ser uma estratégia eficaz para transformar essa realidade. FALTA DE DADOS É UM DESAFIO DA ECONOMIA CRIATIVA Outro problema no horizonte é a falta de dados. Espalhada por diferentes regiões e linguagens, a economia criativa ainda carece de informações mais precisas sobre o tamanho da produção e seus fluxos. Sem esse mapeamento, produtores enfrentam mais dificuldade para acessar mercados e o poder público encontra limites para planejar ações de desenvolvimento para o setor. Pernambuco já deu um passo importante no mapeamento da economia criativa. Um dos marcos foi a realização do Estudo da Cadeia Produtiva do Artesanato, demandado pela Adepe (Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco) ao Laboratório O Imaginário, da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). O levantamento ouviu quase 900 pessoas em 89 municípios, identificou as singularidades de cada região de desenvolvimento e apontou diretrizes para fortalecer os trabalhadores, ampliar mercados, qualificar produtos e valorizar os territórios. Mesmo com esse passo inicial, Camila Bandeira, diretora de economia criativa da Adepe, reconhece que há uma dificuldade de encontrar dados do setor. Diante da potencialidade e da forte demanda que vem dos produtores, o próximo estudo a ser encomendado pela agência será no setor audiovisual. “A gente ainda tem muita dificuldade de ter dados mais consolidados sobre a economia criativa. Cada território tem suas potências e suas fragilidades. O próximo passo é justamente fazer um estudo voltado para o audiovisual, porque é um setor que tem crescido muito e que a gente ainda precisa entender melhor”, afirmou Camila. Esse segmento, inclusive, tem um grau muito maior de formalização e de capacidade de elaboração de projetos. Uma realidade que difere muito da maioria das demais linguagens da economia criativa.  Em relação à economia criativa da cultura afro-brasileira da Mata Norte, Salatiel Cícero lançou a plataforma digital Casa do

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Como “O Agente Secreto” despertou orgulho, memória e redescoberta do Centro do Recife

Filme de Kleber Mendonça Filho mobiliza o público pernambucano, fortalece a identidade cultural, reativa o Cinema São Luiz e reacende debates sobre o futuro do Centro da cidade. *Por Rafael Dantas O Agente Secreto já levou mais de 2,2 milhões de pessoas às salas de cinema. Na sua trajetória nas telonas, o filme cheio de pirraça já faturou mais de 60 troféus, incluindo os prestigiosos Globo de Ouro e Festival de Cannes. Se a obra de Kleber Mendonça Filho impressiona plateias internacionais, com quatro indicações ao Oscar, os efeitos no público pernambucano acontecem em muitas dimensões. Trata-se de uma conexão visceral que ultrapassa a tela e se entranha na identidade, na memória e no orgulho de quem se vê refletido nesse enredo e na paisagem que o cerca. O trauma do período da ditadura militar é nacional, mas a enigmática perna cabeluda, a folia carnavalesca do frevo e as imagens do Centro do Recife, em um período de muito mais vitalidade, são alguns dos ingredientes desse roteiro que entrelaçam memórias e sentimentos muito peculiares aos pernambucanos. Tanto nos que viveram aquela época quanto nas gerações mais jovens que não testemunharam aquele tempo mas caminham hoje por um Centro decadente, atravessado por fantasmas e permanências. Um espaço onde passado e presente seguem em disputa. O encantamento dos pernambucanos por O Agente Secreto está ligado a um sentimento de pertencimento e orgulho, na análise do pesquisador Paulo Cunha. Professor aposentado da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e docente da Pós-Graduação na Unicap (Universidade Católica de Pernambuco), ele considera que há um núcleo cinéfilo que faz coro ao sucesso da obra, mas destaca sobretudo a adesão de um contingente mais amplo, que acompanha a trajetória do filme por reconhecer nele uma produção feita em Pernambuco que alcançou visibilidade internacional. “O público mais geral está acompanhando e achando curioso que Pernambuco tenha sido o local de produção de um filme com uma trajetória tão impactante no mundo”, afirma. “O público mais geral está acompanhando e achando curioso que Pernambuco tenha sido o local de produção de um filme com uma trajetória tão impactante no mundo.” Paulo Cunha Esse envolvimento se alimenta tanto da memória das filmagens nas ruas quanto da repercussão em premiações. Um fenômeno que transforma a obra em mais um símbolo de afirmação cultural do Estado. “Desde a época das filmagens, as pessoas comentam, lembram das ruas interditadas e de terem visto atores circulando pela cidade”, observa. Segundo o pesquisador, esse encantamento tem ainda um efeito cultural relevante, ao aproximar o cinema do cotidiano das pessoas e reforçar a relação entre a cidade e sua representação na tela. Ao se reconhecer nos espaços e nas histórias exibidas, parte do público passa a enxergar o filme não apenas como entretenimento, mas como expressão da identidade urbana. Para explicar o encantamento emocional dos pernambucanos com O Agente Secreto, a psicóloga Josefina Campos toma de empréstimo um termo da psicologia analítica, elaborado pelo psiquiatra Carl Gustav Jung: a função transcendente. Ela explica que “se trata de um movimento psíquico que ocorre quando aspectos profundos e inconscientes da psique são içados e, como resultado, tornam-se disponíveis à consciência, permitindo maior integração na personalidade. Esse é um fator importante para ampliar o senso de si mesmo e isso é uma função que a arte em geral promove, mas que esse filme, pela profusão de imagens e lacunas, cumpre com maestria”. “Há um movimento psíquico que ocorre quando aspectos profundos e inconscientes da psique são içados e se tornam disponíveis à consciência, permitindo maior integração na personalidade. É uma função que a arte promove e que esse filme cumpre com maestria.” Josefina Campos Em outras palavras, significa que o filme não apenas desperta emoções mas ajuda o espectador a organizar internamente aquilo que muitas vezes estava difuso ou adormecido. Ao trazer à superfície memórias, afetos e conflitos ligados à cidade, à história e à identidade, a narrativa permite que esses conteúdos sejam reconhecidos e integrados à consciência. O encantamento, portanto, não é só estético ou narrativo, mas psíquico. Ao se ver refletido na tela, o público amplia a compreensão de si mesmo e do lugar que ocupa na própria história. “A cena do Carnaval em frente ao cinema São Luiz é praticamente o ponto máximo do filme, onde alegria e tristeza, vida e morte, tensão e descontração, se fundem numa estranha conciliação de paradoxos, como só o Carnaval sabe fazer. Um momento com uma carga emocional arrebatadora”, exemplifica a psicóloga. Josefina aponta ainda que a própria participação do grupo Os Guerreiros do Passo, um Patrimônio Cultural Imaterial da Cidade do Recife, é uma importante representação dessa memória afetiva e cultural do recifense. AUTORRECONHECIMENTO NAS TELONAS O sotaque local, vários rostos conhecidos, expressões pra lá de populares – afinal, raparigou ou não raparigou? – e os espaços onde a vida acontecia, e ainda acontece, ocuparam um lugar nas telonas que para o público mais amplo cabia apenas a cidades como Paris, Nova York ou Londres. Não que o Recife nunca tenha sido exposto à sétima arte. Muitos filmes do próprio Kléber Mendonça Filho fizeram isso, como Aquarius e Retratos Fantasmas. A produção local já é reconhecida pelos cinéfilos como uma das melhores do País há muito tempo. Mas nenhum outro havia atingido tal popularidade, a ponto de virar tema do Carnaval e até assunto de bar. Os lugares das locações de O Agente Secreto têm se tornado roteiro de visitas turísticas e o próprio Cinema São Luiz registrou um aumento de público. Isso sem esquecer do sucesso de vendas da camisa da troça Pitombeira. Meio que, como na lenda do Toque de Midas, em que tudo que era tocado pelo rei da mitologia grega se tornava ouro, as diversas referências pernambucanas, pirraçadamente colocadas nas cenas, ganharam status ou aumentaram o que já tinham.  “Há uma identidade cultural e geográfica que se inscreve com abundância e isso é  preponderante para o senso de pertencimento experimentado pelo público, especialmente do Nordeste, de Pernambuco e do Recife, em diferentes camadas de

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Quando o Recife sonhava em tela grande: Mais salas, mais histórias

Após a repercussão do primeiro post sobre os antigos cinemas do Recife, na semana passada, leitores enviaram sugestões e lembraram salas que também marcaram a história cultural da cidade *Por Rafael Dantas No embalo da repercussão de O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, indicado ao Oscar 2026, a memória dos antigos cinemas do Recife voltou a ocupar as telas — desta vez, as digitais. Após a publicação do primeiro post sobre as salas de rua da cidade, na semana passada, leitores enviaram sugestões e lembraram cinemas que também marcaram a história cultural do Recife. Muitos destacaram a ausência de salas importantes em seus bairros e sugeriram novas imagens para ampliar esse retrato afetivo da cidade que aprendeu a ver filmes coletivamente, em grandes telas e em espaços espalhados por diferentes regiões. Esse retorno do público reforça como os cinemas de rua não foram apenas locais de exibição, mas pontos de encontro, referências urbanas e parte do cotidiano de gerações de recifenses. Cada fachada, cada letreiro e cada sessão guardam histórias pessoais que se misturam à própria transformação da cidade ao longo do século XX. Reunimos agora uma nova seleção de imagens que inclui salas lembradas pelos leitores e outros registros históricos que ajudam a compor esse mosaico da memória cinematográfica do Recife. No entanto, é um álbum que está longe de estar completo, a cidade chegou no auge a abrigar cerca de 100 salas. De acordo com o artigo A modernidade das salas de cinema do Recife (escrito por Isabella Leite Trindade, Andréa Dornelas Câmara, Paulo Raposo Andrade e Andréa Lins Storch), “Desde a abertura das primeiras salas de exibição do Recife, ir ao cinema tornou-se um hábito muito apreciado. Vestia-se a melhor roupa, o ambiente exigia, pois algumas salas contavam com orquestras até na sala de espera. Era importante exibir a elegância, ser moderno, manter o reconhecimento social e estar em dia com as novidades que circulavam.” Porém, o artigo revelou que “Na cidade conhecida como a ‘Hollywood do Brasil’, com larga tradição cultural e intelectual, com a produção de filmes locais e cineclubes, as várias salas de cinema fazem parte da memória coletiva da sociedade. Hoje constatamos que parte deste patrimônio desapareceu devido à especulação imobiliária e os poucos edifícios que resistiram estão bastante descaracterizados ou em desuso.” Um problema que aparece nas obras de Kleber Mendonça Filho, especialmente em Retratos Fantasmas. Cinema Moderno, com exibição do filme Tubarão Do Diário de Pernambuco Cine Glória, em 1976 Da PCR Cine Pahté, o primeiro da cidade do Recife, na primeira década do século passado Da Fundaj Cinema Eldorado, em Afogados Fonte desconhecida Cine Ideal, no Pátio do Terço Da Fundaj Cine Império, de Água Fria Cine Olympia, Bairro do Arruda, 1950 Foto: Acervo Josias Monteiro Cine Olinda Foto: Olinda de Antigamente King Kong nas telas do São Luiz em 1977 Via página Recife de Antigamente – Kudelsky L.A. Assim como no filme, que revisita espaços e memórias da cidade, o debate despertado pelo post revelou como essas salas seguem vivas no imaginário urbano, mesmo após décadas de fechamento. Um sentimento que se revela ainda mais forte nessas semanas que antecedem à premiação do Oscar 2026, em que o cinema pernambucano e as múltiplas histórias e referências da sua capital, disputa 4 estatuetas. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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Recife e seus cinemas de rua: imagens de uma cidade que aprendeu a sonhar na tela grande

No embalo da indicação de O Agente Secreto ao Oscar 2026, seleção de fotos resgata salas históricas do Recife e relembra uma tradição cultural espalhada por toda a cidade No embalo da indicação de O Agente Secreto ao Oscar 2026, a coluna Pernambuco Antigamente propõe uma viagem visual e afetiva pelos cinemas de rua que marcaram a história do Recife. Muito antes do consumo doméstico de filmes em telas individuais, eram essas salas espalhadas pela cidade, nos bairros e, sobretudo, no Centro, que concentravam o encontro do público com as novidades da sétima arte e ajudavam a moldar a vida cultural urbana. O Recife chegou a ter dezenas de cinemas distribuídos por diferentes regiões. Bairros como Casa Amarela, com o Cine Rivoli, e a Torre, com sua própria sala, conviviam com uma forte concentração de cinemas no Centro da cidade, que reunia o maior número desses espaços. Segundo Lúcia Gaspar, da Fundação Joaquim Nabuco, o primeiro cinema do Recife foi o Pathé, inaugurado em 1909, na Rua Nova. Meses depois, surgiu o Royal, na mesma via, que funcionou até 1954. O Teatro Santa Isabel também chegou a operar como cinema, em 1913. Antes da inauguração do mais emblemático cinema da capital, diversas outras salas já haviam deixado sua marca na paisagem urbana, como o Moderno, o Glória e o Ideal. O São Luiz, símbolo maior dessa tradição, só viria na década de 1950. Como registra Lúcia Gaspar no artigo Cinemas Antigos do Recife, “O cinema São Luiz, pertencente ao grupo de Luiz Severiano Ribeiro, foi inaugurado no térreo do Edficio Duarte Coelho, no dia 7 de setembro de 1952, com modernas e luxuosas instalações”. Hoje, mesmo com o fechamento de muitas dessas salas, o Recife ainda preserva uma herança significativa dos cinemas de rua. Essa resistência se expressa tanto na permanência do Cine São Luiz — espaço de forte valor simbólico e estético, inclusive na obra de Kleber Mendonça Filho — quanto nas salas mantidas pela Fundação Joaquim Nabuco e algumas poucas salas no interior, que continuam reafirmando a importância da experiência coletiva do cinema. As imagens reunidas a seguir ajudam a reconstituir essa memória e a dimensão cultural que essas salas tiveram na formação da cidade.. Clique nas imagens para ampliar.. Cine Rivoli, em Casa Amarela, na década de 1980 (Página Recife Antigamente) Cinema da Torre Cinema São Luiz Cine Teatro do Parque (Foto: Antônio Tenório/Museu da Cidade do Recife) .Cine Art Palácio (Foto: Gustavo Maia/página do Facebook Prédios do Recife) Cine Trianon  (frame do vídeo e livro Cinemas de Rua do Recife – Ontem e Hoje, de Lucas Rigaud, com a pesquisa da arquiteta Kate Saraiva) Cinema Veneza Foto: Kleber Mendonça Filho, 1991 Cine Albatroz (Imagem recuperada com o ChatGPT) Agora, é hora de torcer pelo Oscar. E, se estiver pelo Recife, vale aproveitar a ocasião para passar pelo Cine São Luiz ,não apenas para assistir a um filme, mas para vivenciar um espaço que segue projetando, na tela e na cidade, a memória viva do cinema. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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“O Agente Secreto” vence dois Globos de Ouro e consolida momento histórico do cinema brasileiro

Filme de Kleber Mendonça Filho conquista os prêmios de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator de drama, com Wagner Moura, ampliando reconhecimento internacional “O Agente Secreto” acaba de alcançar mais um marco inédito para o audiovisual brasileiro ao vencer o Globo de Ouro nas categorias de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator em Filme de Drama, com Wagner Moura. A conquista reforça a trajetória excepcional do longa na temporada de premiações internacionais e amplia sua projeção entre as principais produções do cinema mundial. Dirigido por Kleber Mendonça Filho, o filme já vinha acumulando reconhecimento da crítica ao se tornar a primeira produção brasileira a vencer o Critics Choice Awards de Melhor Filme Internacional, além de integrar o seleto grupo de obras que alcançaram o chamado trifecta, com prêmios concedidos pela National Society of Film Critics (NSFC), pelo New York Film Critics Circle (NYFCC) e pela Los Angeles Film Critics Association (LAFCA). A atuação de Wagner Moura, agora consagrada com o Globo de Ouro, tem sido apontada como um dos grandes destaques do filme, contribuindo para a força dramática da narrativa ambientada no Brasil de 1977. Em sua nona semana em cartaz no país, o longa já ultrapassou 1,1 milhão de espectadores, enquanto segue ampliando seu alcance internacional, com lançamentos recentes e previstos em mercados europeus. Com uma carreira sólida nos festivais e premiações, “O Agente Secreto” consolida-se como um dos filmes brasileiros mais premiados dos últimos anos e fortalece a presença do cinema nacional no circuito global, em um momento de grande visibilidade para produções fora do eixo hollywoodiano.

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Cineasta Lula Gonzaga pioneiro do cinema de animacao em Pernambuco CREDITO DIVULGACAO

Lula Gonzaga recebe Troféu Seth de Animação na abertura do Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco

Homenagem reconhece trajetória decisiva do cineasta para a formação e consolidação da animação no estado O cineasta Lula Gonzaga, Patrimônio Vivo de Pernambuco e pioneiro da animação no estado, será homenageado com a 7ª edição do Troféu Seth Cinema de Animação. A premiação será entregue durante a abertura do IV Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco (SIHG-PE), que acontece no dia 9 de dezembro, às 19h, na CAIXA Cultural Recife. A iniciativa é promovida pelo Museu da Caricatura Brasileira, no Rio de Janeiro, em parceria com o SIHG-PE. O cartunista e organizador do Salão, Samuca Andrade, ressalta a relevância da homenagem ao artista. “Lula Gonzaga foi o primeiro pernambucano a se aventurar de forma consistente pelo desenho animado e, desde então, nunca deixou de puxar a fila. Suas obras expandiram os horizontes do cinema de animação brasileiro e seus projetos revelaram e formaram novos talentos. Entregar o Troféu Seth a Lula é, para nós do SIHG-PE, representando o Museu da Caricatura Brasileira e o idealizador do prêmio, Luciano Magno, uma forma de agradecer por tudo o que ele já deu e continua dando à animação e à cultura do nosso estado”, afirma. A abertura do SIHG-PE também marcará o anúncio dos vencedores e das menções honrosas desta edição. Com o tema “Planeta de Todos”, o Salão recebeu mais de 970 inscrições, enviadas por 480 artistas de 44 países. Após a avaliação do júri local, 120 obras foram selecionadas, representando 21 países nas categorias cartum, caricatura e quadrinhos. A mostra ficará em cartaz até 1º de fevereiro de 2026. Quem é Lula Gonzaga Recifense nascido em 1951, Lula Gonzaga é um dos nomes centrais da história da animação em Pernambuco, tendo se destacado no ciclo superoitista ao lado de Fernando Spencer e outros cineastas. Entre seus trabalhos mais reconhecidos estão Vendo/Ouvindo (1972), A Saga da Asa Branca (1979), Cotidiano (1982) e Ciranda Feiticeira (2021). Também se projetou nacionalmente por usar o cinema como instrumento de transformação social, dedicando mais de quatro décadas à formação de novos animadores em iniciativas como o Método OCA, o Animacine e o MUCA, em Gravatá. O cineasta, professor e pesquisador Marcos Buccini, responsável por entregar o troféu, reforça a importância do homenageado para o audiovisual pernambucano. “Se existe animação em Pernambuco, muito se deve ao esforço de Lula, que sempre colocou a cultura popular e as tradições do povo nordestino em tudo o que fez. É uma grande honra poder participar da entrega do troféu SETH a esse grande amigo. Viva Lula! Viva a animação pernambucana!”, destaca Buccini. Serviço IV Salão Internacional de Humor Gráfico de PernambucoCerimônia de abertura, divulgação dos premiados e homenagem a Lula Gonzaga: 09 de dezembro de 2025 (terça-feira), às 19hLocal: CAIXA Cultural Recife – Av. Alfredo Lisboa, nº 505, Bairro do RecifeDatas: de 10 de dezembro de 2025 a 01 de fevereiro de 2026Horários: terça a sábado, das 10h às 20h (última entrada às 19h45); domingos e feriados, das 10h às 18h (última entrada às 17h45)Entrada gratuita

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A Mulher mais Rica do Mundo

Festival de Cinema Francês movimenta salas do Moviemax Rosa e Silva no Recife

Com 20 filmes e oito sessões diárias, evento consolida tradição de público e amplia acesso ao cinema francês no país A 16ª edição do Festival de Cinema Francês do Brasil inicia nesta quinta-feira (27) nas salas do Moviemax Rosa e Silva, no Shopping ETC, nos Aflitos, Zona Norte do Recife. Único evento francês de alcance nacional e simultâneo, o festival reúne 20 produções exibidas em circuitos internacionais como Cannes e Veneza. A programação segue até 10 de dezembro, com oito sessões diárias e ingressos disponíveis na bilheteria, no aplicativo Moviemax Cinemas e no site oficial. Programação e destaque dos filmes Com obras que transitam entre comédia, drama, suspense e animação, o festival apresenta títulos de diretores consagrados e cineastas contemporâneos. Entre eles, estão O Estrangeiro, de François Ozon; Vizinhos Bárbaros, de Julie Delpy; Mãos à Obra, de Valérie Donzelli — vencedor de Melhor Roteiro no Festival de Veneza 2025 — e o aguardado A Mulher Mais Rica do Mundo, estrelado por Isabelle Huppert. Também integram a seleção filmes como Eu, Que Te Amei, Sonho, Logo Existo, Fora de Controle, O Apego, Jovens Mães, Maya, Me Dê Um Título, 13 Dias, 13 Noites e Era Uma Vez Minha Mãe. Segundo a organização, o festival permanece como um dos mais robustos eventos cinematográficos do país, alcançando públicos em cidades grandes e pequenas. A cada edição, fortalece a formação de plateia e amplia a circulação de produções francófonas em diferentes regiões brasileiras. “O case de sucesso entre o Moviemax Rosa e Silva e o Festival Francês é fruto de um cuidadoso trabalho de formação de plateia desenvolvido ao longo de anos, aliado a uma programação minuciosamente planejada e pensada especialmente para o nosso público” De acordo com Rafaela Souza Leão, gerente de programação e marketing da rede, a parceria consolidou o cinema como referência nacional de público dentro do festival. Os diretores Christian e Emmanuelle Boudier também ressaltam a relevância cultural da mostra em um cenário geopolítico delicado, afirmando que os filmes buscam “abrir perspectivas, levantar questões e, talvez, trazer respostas” e promover “uma sociedade democrática por meio da experiência cinematográfica em comum”. Presença nacional e próximos passos A 16ª edição do festival ocorre simultaneamente em dezenas de cidades brasileiras, incluindo capitais e municípios de médio porte. Além do Recife, participam localidades como Belém, Salvador, Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Belo Horizonte, Aracaju, Manaus, São Paulo, Rio de Janeiro e diversas outras. A lista completa segue em atualização no site oficial do evento. A iniciativa conta com patrocínio master da Varilux — marca do grupo Essilor Luxottica — e apoio de instituições culturais como Alianças Francesas e Embaixada da França no Brasil. Serviço

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“O Agente Secreto” atinge 750 mil espectadores e se torna maior filme de Kleber Mendonça Filho

Longa da Cinemascópio é também o maior lançamento da Vitrine Filmes e registra o segundo maior público entre filmes brasileiros de 2025 O longa “O Agente Secreto” alcançou a marca de 750 mil espectadores nas salas brasileiras, consolidando-se como o maior filme da carreira de Kleber Mendonça Filho e como o maior lançamento na história da distribuidora Vitrine Filmes. Atingida na terceira semana de exibição, a marca o coloca ainda como o segundo maior público entre lançamentos brasileiros em 2025, em um desempenho que chamou atenção pela queda tênue de bilheteria desde a estreia — sinal, segundo o relatório de lançamento, do contínuo interesse do público nas salas. O lançamento nacional contou com patrocínio master da Petrobras, que em 2025 completa 30 anos de apoio ao cinema brasileiro. Performance de bilheteria e circulação internacional Além do desempenho doméstico, “O Agente Secreto” vem se destacando no circuito internacional. O longa superou 20 prêmios, com adições recentes como o Prêmio da Crítica no Key West Film Festival e o prêmio de Melhor Fotografia no Festival Internacional de Cinema de Estocolmo, concedido a Evgenia Alexandrova. Nas redes sociais e na imprensa internacional, o filme também teve destaque durante o Governors Awards, evento da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que contou com a presença do diretor, da produtora Emilie Lesclaux e do protagonista Wagner Moura. Premiações, exibições e planos de estreia “O Agente Secreto” é o maior filme da carreira de Kleber Mendonça Filho e o maior lançamento da história da Vitrine Filmes. Em territórios onde já estreou, como Portugal e Alemanha, mais de 20 mil espectadores assistiram ao longa em cada um desses países. O lançamento seguirá para a América do Norte: “No próximo dia 26, chega aos cinemas de Nova York, dando início à primeira fase do lançamento local, que segue no dia 5 de dezembro para as salas de Los Angeles, e, posteriormente, para todo o circuito norte-americano.” Na França, a estreia está programada para 17 de dezembro. A ampla circulação internacional integra uma estratégia de temporada de premiações, ampliando visibilidade e engajamento entre crítica e público. Coprodução e distribuição “O Agente Secreto” é uma coprodução internacional produzida pela CinemaScópio, com coprodução da francesa MK2 Films, da alemã One Two Films e da holandesa Lemming. A comercialização dos direitos internacionais é realizada pela MK2, que confirma lançamento em mais de 90 países, incluindo mercados relevantes como China, México e Coreia do Sul. No Brasil, a distribuição é realizada pela Vitrine Filmes; a distribuição para os EUA está listada como Neon, e Reino Unido e LATAM aparecem com MUBI entre os distribuidores indicados. Impacto e trajetória do realizador O filme integra a filmografia de Kleber Mendonça Filho, realizador com formação em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco e carreira marcada por títulos reconhecidos internacionalmente — entre eles “O Som ao Redor”, “Aquarius”, “Bacurau” e “Retratos Fantasmas”. Segundo o material do release, esses títulos anteriores levaram às salas brasileiras cerca de 1.400.000 espectadores ao longo de suas exibições, e “O Agente Secreto” soma agora mais um marco a essa trajetória. Serviço

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Com Neusa Borges no elenco, “História de Preta” é exibido no Mês da Consciência Negra

Cinema São Luiz recebe sessões gratuitas das produções de Danielle Valentim, que destacam trajetórias de mulheres negras brasileiras O Cinema São Luiz será palco, em novembro e dezembro, de duas exibições especiais dedicadas ao Mês da Consciência Negra. No dia 22 de novembro e no dia 06 de dezembro, sempre às 14h, o público poderá assistir gratuitamente aos dez episódios da série “Pretas da História” e ao episódio piloto de “História de Preta”, produções dirigidas pela pernambucana Danielle Valentim. Produções que destacam identidade e legado feminino negro As obras abordam temas como identidade, resistência e a contribuição histórica de mulheres negras no Brasil e na diáspora africana. As sessões contarão com estudantes da rede pública municipal e estadual, ampliando o debate sobre o Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro e estendido ao longo de todo o mês. Para a diretora, “a série ‘História de Preta’ se propõe a elucidar trajetórias de mulheres negras únicas em suas particularidades que deixaram um legado para a sociedade, mas que não têm visibilidade no imaginário coletivo”. O projeto, que mistura documentário e ficção, está em fase de produção e terá seis episódios em sua primeira temporada. Neusa Borges vive personagem contemporânea O episódio piloto de “História de Preta” relaciona a trajetória da atriz contemporânea Neusa Borges com a história da rainha africana Nzinga Mbandi, interpretada por Brenda Lígia. A narrativa costura passado e presente ao explorar estratégias de resistência diante da opressão e seus impactos atuais. Já “Pretas da História” apresenta, em episódios de três minutos, mulheres como Dandara dos Palmares, Esperança Garcia, Tereza de Benguela, Rosa Egipcíaca e Páscoa Vieira. As produções contam com elenco extenso e equipe técnica formada por profissionais do audiovisual pernambucano, incluindo nomes como Nitorê Akadã, Agrinez Melo, Andréa Rosa e Walter da Mata. Os projetos têm incentivos do Funcultura Audiovisual, da Lei Paulo Gustavo e da Secretaria de Cultura do Recife. Trajetória da diretora Danielle Valentim Danielle Valentim é mestre em Ciências das Artes e da Comunicação pela Universidade de Oldenburg, na Alemanha, e acumula uma década de atuação no audiovisual. Com passagem por emissoras como TVU e NDR, ela mantém pesquisa dedicada a filmes documentais e híbridos. Seus trabalhos já integraram laboratórios como Fiaban – Lab Negras Narrativas, FeraLab, DOCSP, LANANI da Rede Globo e outros voltados à formação e internacionalização de criadoras negras. Serviço

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Tulio Beat 1

Filmes do Agreste são destaque no Circuito Penedo de Cinema

“Azul Marinho” e “Menina Semente”, produções do Agreste pernambucano, representam a nova geração do audiovisual regional em um dos principais festivais do país Dois curtas-metragens produzidos no Agreste de Pernambuco foram selecionados para o 15º Circuito Penedo de Cinema, um dos eventos audiovisuais mais importantes do Brasil. As obras “Azul Marinho”, de Paulo Conceição e Stephany Gabrielly, e “Menina Semente”, de Túlio Beat, representam a potência criativa e o crescente reconhecimento do cinema agrestino no cenário nacional. Produções com raízes no Agreste pernambucano Com trajetórias marcadas por participações e prêmios em festivais no Brasil e no exterior, os realizadores simbolizam uma nova fase do audiovisual regional. “Azul Marinho” nasceu das oficinas de audiovisual ministradas pelo professor da rede municipal de Caruaru, Paulo Conceição, criador do FestCine Itaúna. O curta foi desenvolvido na Escola Municipal Maria Félix, no Sítio Juá, e reflete o olhar criativo dos estudantes sobre a preservação do meio ambiente. Já “Menina Semente”, dirigido pelo multipremiado artista visual e cineasta Túlio Beat, referência na produção independente de Caruaru, surgiu no contexto do Desafio Criativo MMA – Moda, Música e Audiovisual, iniciativa com mentoria de Nestor Mádenes e Leopoldo Nóbrega, promovida pelo Armazém da Criatividade/Porto Digital Caruaru. Reconhecimento em festival nacional A seleção dos filmes entre mais de 1.400 produções inscritas reforça o destaque do Agreste pernambucano no mapa do cinema nacional. As duas obras concorrem na Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, categoria dedicada a produções com foco em temas ecológicos e sociais. Valorização da produção independente O reconhecimento dos curtas no festival alagoano reafirma o papel do Agreste como um polo criativo do audiovisual, com artistas e educadores que transformam o cotidiano em narrativa cinematográfica. A presença das obras em um evento de relevância nacional também estimula a formação de novos talentos e a difusão de histórias produzidas fora dos grandes centros. Serviço

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