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Esporte democrático, corrida ganha as ruas e faz crescer busca por consultoria profissional

Roupas leves, smartwatch, tênis e alguns quilômetros. Essa é a rotina da empresária Luciana Gusmão, moradora do Recife, 32 anos, três vezes por semana, que comemora um ano praticando corrida de rua, sendo nove meses com acompanhamento profissional. Luciana é mais uma apaixonada pelo esporte que ganhou as ruas não só do Grande Recife. E não é a única. Dados da Associação Brasileira de Corridas de Rua (ABCR), São Silvestre e Ticket Sports, apontam que no ano passado foram realizadas 150 mil corridas de rua, com um aumento de 13% no número de participantes em relação a 2022. Hoje, a estimativa é que existam mais de 13 milhões de corredores no país. “Fiz minha primeira corrida de rua em novembro de 2023 e amei a sensação de ter conseguido, apesar de ter caminhado em boa parte do percurso, fiquei muito realizada de ter finalizado. Depois me empolguei mais e busquei a assessoria para ajudar na minha evolução. Hoje em dia correr cinco quilômetros não é mais um problema”, afirma Luciana. Com o crescimento da corrida de rua, modalidade esportiva pré-histórica, as assessorias esportivas desempenham papel importante junto aos alunos, ressalta o profissional de Educação Física e atleta Angelo Silva. “As pessoas têm buscado ajuda profissional para evoluir no esporte com segurança, evitando lesões e garantindo uma progressão qualitativa. Por ser uma modalidade aparente fácil de ser desenvolvida, muita gente começa sem qualquer orientação, mas logo após as primeiras lesões recorrem a um profissional”, explica Angelo. O treinador recomenda três treinos por semana para conseguir bons resultados. “Avaliamos as condições gerais do aluno, e, conforme o objetivo, aplicamos o treinamento de maneira específica, com as intensidades e volumes divididos conforme a rotina de cada atleta”, aponta Angelo, que tem clientes espalhados por diversas regiões do Brasil, além de países como Argentina, Inglaterra, Alemanha, Angola, e Estados Unidos. Correr não é difícil, destaca o headcoach, que recomenda avaliação médica antes de iniciar na modalidade e orienta que, no início, as corridas sejam intercaladas com caminhada, sem se preocupar, inicialmente, com longas distâncias. “Os benefícios são múltiplos. Aos poucos vamos aumentando o tempo de corrida e buscamos resistência e intensidade”, comenta. Seja pela forma física, lazer, qualidade de vida, prevenção de doenças e competição em alto rendimento, a modalidade se expande por homens e mulheres de diversas idades, profissões e classes sociais. “O pós-pandemia impulsionou a corrida. As pessoas estão procurando cada vez mais esportes que possam ser praticados ao ar livre, e o mais democrático de todos é a corrida, que ganha cada vez mais adeptos conscientes de que praticar atividade física é o melhor caminho para uma vida mais saudável”, finaliza Angelo Silva. Procure ajuda profissional antes de começar qualquer tipo de treino ou esporte. Angelo Silva é Profissional de Educação Física e Treinador de Corrida. @angelo_5k Meia Maratona “Eu Amo Recife” chega a 11ª edição As ruas do Recife Antigo serão “palco” mais uma vez, no dia 21 de setembro,  da Meia Maratona Eu Amo Recife, uma das corridas mais tradicionais da cidade e que este ano chega a sua 11ª edição. Entre as novidades, a categoria elite, terá um espaço exclusivo na frente da largada, que volta para o Cais da Alfândega. O pelotão de elite masculino e feminino, nas distâncias de 10 km e 21 km, devem ter os tempos homologados em provas oficiais e estarão aptos a receber a premiação oficial da corrida. A Eu Amo Recife engloba corredores de vários níveis, do iniciante ao pelotão elite, com os percursos de 21 km, 10 km e 5 km. Neste ano, mantem-se novamente em todos os percursos, mais de 10 atrações musicais que estarão posicionadas em pontos estratégicos para animar os participantes. As inscrições podem ser feitas pelo portal SouCorredor.com.br. “A Meia Maratona Eu Amo Recife já se consolidou no calendário de corridas do nosso país, e este ano mais uma vez devemos bater recorde de público. Ainda faltando mais de 30 dias, já são mais de três mil inscritos. Somos uma competição esportiva, mas também um verdadeiro festival de celebração da cidade”, reforça Eduardo Couceiro, diretor-presidente do Instituto Incentiva, organizador do evento. Campanha de doação de tênis – Outra novidade este ano, é a campanha Passos solidários, seu tênis não pode parar. Uma iniciativa solidária da Meia Maratona Eu Amo Recife que visa arrecadar calçados esportivos usados, mas em bom estado para beneficiar atletas carentes da região. Os corredores poderão participar da campanha fazendo a doação no ato da retirada dos kits. “A prática de esportes é uma ferramenta poderosa para a inclusão social, e a doação de um par de tênis pode fazer uma grande diferença na vida de quem mais precisa. Vamos destinar as doações para os projetos Atletismo Campeão, Atletas Paralímpicos e Atletismo Sport que atuam no CT Santos Dumont”, completa Eduardo Couceiro. Outras instituições e projetos poderão solicitar as doações através do e-mail contato@soucorredor.com.br ou procurar diretamente o coordenador da ação Valmir Santos da Assessoria Esportiva Motivação. Inscrições – As inscrições podem ser realizadas através do portal SouCorredor.com.br e o atleta pode escolher 3 tipos de kits: o Kit Participação (5, 10 e 21 km); Kit Atleta (5, 10km e 21 km), Kit Elite (10 e 21km) e o Kit SouCorredor (5,10 e 21 km). O KIT Participação inclui medalha, chip, número de peito e seguro atleta; o Kit Atleta e Elite incluem medalha, chip, número de peito, seguro atleta, camisa e sacola retornável; e o Kit SouCorredor, medalha, chip, número de peito, seguro atleta, camiseta, camisa de finisher e sacola retornável. Meia Maratona da FPS acontece neste final de semana A IV Meia Maratona FPS-IMIP, organizada pela Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS), o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP) e a Fundação Alice Figueira de Apoio ao IMIP, acontecerá no dia 25 de agosto. Os percursos foram medidos por GPS e confirmados pela Federação Pernambucana de Atletismo. A corrida terá início às 5h30 da manhã, independente das condições climáticas do momento, informa a organização. Centro universitário promove Mês do

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Como evitar a dor na lateral da barriga quando eu corro

Você tem dificuldade de treinar corrida porque sempre no meio do percurso começa a sentir aquela dor na lateral da barriga e não consegue continuar. Esse é um dos motivos que muitas pessoas acabam desistindo dessa modalidade como atividade física. Mas, segundo a professora da Smart Fit, Maria Carolina Pimenta, esse incômodo pode ser evitado de forma simples. O principal fator é respirar sempre pelo nariz durante a corrida. É normal ouvirmos que a pessoa está respirando errado. A educadora física explica que a dor acontece quando respiramos pela boca. “Isso gera a má oxigenação do sangue no diafragma, que é o principal músculo responsável pela respiração. Quando o ritmo da corrida está intenso, o atleta não consegue suprir à quantidade de oxigênio que o diafragma necessita, ocorrendo a produção de ácido lático, que causa a dor lateral”, explica. Pessoas que estão iniciando na atividade física ou são sedentárias têm mais chances de sentirem a dor, pois uma atividade intensa demanda mais condicionamento aeróbico. Por isso, o treino diário, ou pelo menos três vezes na semana, também é um fator que vai evitar esse incômodo, pois o condicionamento físico vai melhorar e a dor de lado não aparecerá mais. Se a dor veio durante a corrida, é quase impossível dar continuidade ao treino. A recomendação da Carolina, então, é parar a atividade, respirar profundamente pelo nariz, enchendo bem os pulmões e soltar o ar profundamente pela boca. “Repita essa ação várias vezes até a dor passar. Isso fará com que o fluxo sanguíneo volte ao normal e você poderá dar continuidade ao exercício. E lembre-se, alimentar-se de maneira leve e saudável, principalmente antes do treino, vai permitir que o seu desempenho seja muito melhor na corrida, consequentemente, evitar que você sinta a dor”. Sobre a Smart Fit Com 9 anos de atividades, a rede de academias Smart Fit conta com mais de 480 unidades distribuídas em mais de 25 estados brasileiros e Distrito Federal, além de presença no México, Chile, República Dominicana, Peru, Colômbia e Equador, além de mais de 1,6 milhão de clientes. Com uma proposta de democratizar o fitness de alto padrão, a Smart Fit conta com mensalidades a partir de R$ 59,90. A marca faz parte do Grupo Bio Ritmo, a 4ª rede que mais cresceu em unidades nos últimos cinco anos e a 5º no ranking das marcas que mais evoluíram em faturamento no mesmo período, segundo o relatório global 2017 da IHRSA. Mais informações em www.smartfit.com.br.

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Doença do corredor afeta até 12% das pessoas que praticam o esporte

Praticar esportes é fundamental para manter a saúde em dia. Entretanto, dependendo do esporte praticado e da periodicidade, é possível desenvolver lesões relacionadas ao uso excessivo do sistema musculoesquelético. Pessoas que correm todos os dias e, principalmente, aquelas que correm longas distâncias, podem desenvolver a chamada síndrome do atrito da banda iliotibial, mais conhecida como ‘doença do corredor’. No grupo de risco também entram ciclistas e jogadores de futebol. Segundo a fisioterapeuta Walkiria Brunetti, especialista em dor, RPG e Pilates, o trato iliotibial é uma estrutura complexa que parte dos quadris e vai até a parte inferior dos joelhos. “O trato iliotibial é formado pela união dos músculos glúteo máximo, médio e tensor da fáscia lata. Sua função é estabilizar os joelhos junto com o tendão femoropatelar lateral, que mantém a posiçao da patela. Sem isso, a patela se deslocaria para a parte interna do joelho”. “A doença do corredor é muito comum em pessoas que praticam corrida e pode afetar entre 10 a 12% deste público. A causa principal é o uso excessivo e repetitivo da estrutura, que leva a um quadro inflamatório. Os principais sintomas são dor na face externa dos joelhos que aparece durante a corrida. Quem treina em terrenos com subidas e descidas tem maior risco de apresentar o problema”, explica Walkiria. Outros riscos O overuse não é o único fator de risco. A anatomia individual também pode influenciar e levar à inflamação. Pessoas com encurtamento da musculatura da panturrilha, com pé chato (pé plano) apresentam mais risco. E para variar, a doença do corredor afeta mais mulheres que homens. Vale ressaltar que não é só a corrida que pode levar ao problema, já que a síndrome também atinge com frequência mulheres idosas e obesas. Elas sofrem mais Estudos sobre a biomecânica do corpo humano apontam que a maior prevalência da doença do corredor nas mulheres está ligada a uma maior relação entre a largura da pelve e o comprimento do fêmur nelas. “Essa característica do corpo feminino gera um maior movimento adutor do quadril e leva à sobrecarga da musculatura lateral para manter o equilíbrio da pelve. As mulheres, durante a corrida, apresentam maior atividade da musculatura adutora e maior grau de rotação interna do quadril, o que também leva à sobrecarga do trato iliotibial”, explica a especialista. Dor é o principal sintoma A dor do lado de fora do joelho é o principal sintoma. Segundo Walkiria, costuma surgir no início da corrida ou do esporte, obrigando a pessoa a parar a atividade. “Se a corrida for em declive, a dor pode ser ainda mais intensa. Dobrar o joelho também pode ser bem dolorido”. O papel da fisioterapia Após o diagnóstico feito pelo médico, o tratamento costuma ser conservador, com uso de medicamentos anti-inflamatórios e fisioterapia. “Na fase aguda usamos crioterapia (gelo) e aparelhos para diminuir a inflamação. Depois, é preciso fazer exercícios para fortalecimento muscular das pernas e liberação miofascial”, diz Walkiria. Já quando há problemas anatômicos, com uma perna mais curta que a outra ou pé plano, por exemplo, é recomendado o uso de palmilhas feitas sob encomenda. Walkiria chama a atenção para a necessidade de se afastar por um tempo da atividade que levou ao problema. “Dependendo da extensão da lesão, pode ser que ao retomar a corrida, a inflamação retorne. Assim, a pessoa deve encontrar uma nova modalidade esportiva para não sobrecarregar tanto essa estrutura, além de fazer repouso nos meses iniciais do tratamento”. “Correr é muito bom e traz diversos benefícios para a saúde. Entretanto, é necessário ter um bom condicionamento físico e fazer exercícios para fortalecer a musculatura envolvida, assim como para liberação miofascial. Essas duas estratégias podem ajudar a evitar a lesão do trato iliotibial, entre outras lesões”, recomenda Walkiria. Com um último conselho para os apaixonados por corridas, a dica é iniciar a atividade de forma gradativa até desenvolver o condicionamento físico adequado para as necessidades desta prática esportiva.

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Abertas as inscrições para a corrida Eu Amo Recife

Estão abertas as inscrições para a tradicional Eu Amo Recife. Marcada para 22 de setembro, com percursos de 5 e 10km, a sexta edição da corrida passará por pontos turísticos do Recife, como o Forte das Cinco Pontas, Cais José Estelita, Rua da Aurora, entre outros. Ao todo, três mil vagas serão disponibilizadas e o primeiro lote já está a venda pelo Portal SouCorredor (www.soucorredor.com.br). “Seguimos firmes com o propósito de ocupar a cidade com esporte, incentivando boas maneiras e minimizando o impacto ambiental. O Recife Antigo tem paisagens belíssimas que devem ser conservadas e vivenciadas. Promover uma corrida por esses espaços é uma forma, também, de reforçar o orgulho e autoestima do recifense”, comenta Eduardo Couceiro, atleta e nome à frente do projeto Sou Corredor que, ao lado do Instituto Incentiva, organiza a corrida. Esta edição contará com um reforço extra na programação. Além das belas paisagens e pontos turísticos do Recife Antigo, o trajeto contará com luz cênica, Djs e atrações culturais para motivar os corredores. A largada está marcada para às 18h, em frente do Paço Alfândega.   Serviço: 6ª Corrida Eu Amo Recife Quando: 22 de setembro Largada: às 18h, no Paço Alfândega Inscrições: Portal SouCorredor (www.soucorredor.com.br) Mais informações: E-mail contato@soucorredor.com.br ou pelo telefone 81. 3103-002

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Etapa Recife do Circuito CAIXA tem inscrições abertas

Etapa pernambucana da mais tradicional série de provas de rua do Brasil será dia 29 de julho. Prazo para a inscrição no site oficial do evento, que completa 15 anos na temporada 2018, segue até dia 25   A cidade do Recife recebe o Circuito de Corridas CAIXA no dia 29 de julho e as inscrições estão abertas pela Internet. Para participar da etapa da capital pernambucana da série de provas de rua mais tradicional do Brasil – que completa 15 anos de atividades ininterruptas em 2018 – basta confirmar presença pelo site oficial do evento. A prova será disputada no Museu Militar Forte do Brum, a partir das 7h. O prazo para efetuar a inscrição online é até o dia 25 de julho. Depois dessa data, somente será possível garantir participação na etapa da capital de Pernambuco do Circuito CAIXA de forma presencial. A organização receberá os últimos pedidos durante a entrega dos kits dos atletas (composto por número de peito e camiseta), que será na Loja Centauro do Shopping Recife (Rua Padre Carapuceiro, 777 – Boa Viagem) nos dias 27, das 10h às 20h e 28 entre 10h e 17h. A etapa de Recife do Circuito de Corridas CAIXA oferece diversas opções para atletas de todos os níveis. Os profissionais correm na Elite 10km, enquanto os amadores podem escolher entre provas com percurso de 10km, 5km, com opções para revezamento e caminhada. O evento do dia 29 de julho será a quinta da temporada de aniversário do Circuito CAIXA, que já levou milhares de pessoas para as ruas de Belo Horizonte, Uberlândia, Salvador e Campo Grande em 2018. Para Hélio Takai, diretor da HT Sports, responsável pela organização do Circuito CAIXA, a longevidade do evento comprova a força da modalidade aliada a investimento sólido. “Já levamos milhares de pessoas para as ruas para praticar esporte ao longo desses 15 anos. Seja em busca de performance ou saúde e qualidade de vida, é uma felicidade seguir nesse caminho ao lado da CAIXA e nossos demais parceiros”, afirma. Criado em 2004, o Circuito CAIXA já recebeu mais de 280 mil pessoas em 131 provas pelo Brasil até 2017, seguindo de forma ininterrupta no objetivo de apoiar os atletas brasileiros de elite e incentivar o esporte entre os amadores. O Circuito CAIXA é uma realização da HT Sports, com patrocínio da CAIXA Econômica Federal e co-patrocínio da Centauro, com apoio do Governo Federal, Indaiá e Nutry. A etapa de Recife tem supervisão técnica da Federação Pernambucana de Atletismo.

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Nabuco engajada na Paulista Run North Way

Acontece no próximo dia 29 de abril a primeira corrida de rua da cidade de Paulista. Com objetivo de incentivar a prática do esporte e promover lazer e entretenimento para a população da região, a Faculdade Joaquim Nabuco Paulista, por meio da Coordenação de Educação Física, firmou parceria com o Paulista North Way Shopping para participar da primeira Paulista Run North Way. Para o coordenador de Educação Física da NABUCO, Wagner Lima, este evento é importante não só para incentivar hábitos saudáveis e disseminar o curso entre a população da cidade de Paulista, mas também para apresentar aos estudantes e a própria comunidade, na prática, algumas das tantas modalidades que a profissão engloba. “Com esta atividade podemos apresentar aos alunos mais um viés que o mercado de trabalho oferece para o profissional de Educação Física”. A concentração para percorrer o percurso de 5km acontece a partir das 15h, no estacionamento do shopping (local de partida e chega). Antes da corrida, que terá início às 16h, estudantes dos demais cursos de saúde da Faculdade Joaquim Nabuco estarão em um stand da instituição realizando atividades como aferição e pressão arterial e medição do índice glicêmico. No total, 50 discentes vão prestar apoio em toda a organização da ação e receberão complemento acadêmico de 10 horas de atividades complementares. O coordenador diz ainda que ultimamente é comum observar uma grande aceitação das corridas de rua por parte da sociedade. A interação, sociabilização, motivação elevada após uma corrida com esse perfil, são fatores psicossociais fundamentais para o sucesso da ação. “Uma instituição do porte da NABUCO não poderia deixar de participar de uma atividade como essa e, por meio dela, divulgar para os jovens que sonham em seguir a profissão que eles podem realizar suas expectativas de se tornarem profissionais de Educação Física”, conclui Wagner. A abertura do evento contará ainda com a apresentação de atividades culturais e atividades como aulas de dança e outros meios entretenimentos físicos. Cerca de 1000 corredores, entre profissionais e amadores, estão sendo esperados pela organização do evento, que simbolicamente entregará uma medalha para todos os participantes da prova. Além de medalhas, os primeiros colocados serão premiados com troféus. Já os três primeiros colocados por faixa etária receberão um medalhão e ainda as três equipes com maior número de corredores inscritos receberão um troféu.

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Vantagens de malhar ao ar livre

Muita gente do Recife está descobrindo o prazer de se exercitar ao ar livre. Residir numa bela cidade, ensolarada durante boa parte do ano, já é um incentivo e tanto para essa mudança de comportamento. Mas as vantagens vão além: desde proporcionar maior contato com a natureza, propiciar novas amizades e até aliviar a depressão. As corridas e caminhadas nos calçadões e praias não são novidades, mas a prática de atividades como ioga, tai chi chuan e crossfit em grupos passou a fazer parte da rotina na beira-mar. As Academias da Cidade, espalhadas pelas praças e parques públicos, também têm motivado a população para o cuidado com a saúde aliado à natureza e ao lazer. De olho nesse movimento, profissionais da área de educação física e academias têm investido na formação de equipes e orientação de alunos nessas modalidades ao ar livre. Marcos Lima, 31 anos, malha desde os 14. Há apenas seis meses deixou a rotina das academias e passou a usar a estrutura do Parque da Jaqueira para fazer exercícios físicos. Além das quatro voltas de caminhada na pista do parque, que realiza em companhia da mulher Wellenice Lima, 28, ele faz repetições de exercícios de marinheiro, de prancha e abdominal. “Faço atividades físicas por questão de saúde mesmo. A opção pelo parque é por estar num ambiente arborizado, que provoca a sensação de frescor, além de ser gratuito”, justifica. Ter muitas pessoas caminhando e também se cuidando é uma motivação para ele. “O clima da Jaqueira é bem amistoso e agradável, não sei se volto aos ambientes fechados”, salienta. Embalados por atitudes como a de Marcos, educadores físicos investem na formação de grupos interessados em fazer exercícios em ambientes externos. Pioneiro, Jailton Santos, há 12 montou uma equipe que se reúne na Jaqueira. “Comecei esse trabalho após participar de um evento em São Paulo que já apontava essa tendência das práticas em parques, corridas de rua e treinamentos funcionais”, diz Jailton, que é professor da Running Assessoria Esportiva.   Ele afirma ser amplo o perfil de pessoas que não gostam de treinar em lugares fechados. “Vai de adolescentes a idosos”, constata o professor. Malhar ao ar livre também seduz as pessoas mais tímidas, que não curtem o ambiente das academias e ainda traz benefícios extras: “pesquisas têm mostrado que a prática esportiva em ambiente aberto alivia a depressão e melhora sociabilidade das pessoas”, informa Jailton. Essa sociabilidade foi um dos diferenciais da experiência da fisioterapeuta Juana Benevides, quando passou a trabalhar na praia e parques. Especializada em pilates e aluna de ioga, ela integrou no último ano um grupo que circulou por lugares públicos para disseminar a prática dessas modalidades. A princípio esse time de profissionais tinha o nome de Beach Pilates, que depois virou Pilates e Ioga para Todos. “A interação com pessoas novas a cada encontro foi um diferencial. Todos adoravam. O público mudava bastante. Chegamos a reunir 40 pessoas na Jaqueira”. Com o projeto, Juana e as amigas passearam por lugares da cidade como Jaqueira, Dona Lindu, Parque Santana, oferecendo aulas de graça. Ela acrescenta que uma das fisioterapeutas do grupo levou a iniciativa ainda para a praia de Pau Amarelo, em Paulista. “Após experimentar, amei fazer essas atividades ao ar livre. Gosto do clima, amo praia e adoro natureza. Juntar essas coisas foi maravilhoso e ainda tem a proposta oferecer as aulas para quem não conhece essas práticas”. O grupo entrou de férias no final de 2016 e deve retornar à ativa após o Carnaval. Período em que Juana tem praticado tecido acrobático e se preparado para morar em Luxemburgo. A fisioterapeuta tem planos também de levar o estilo de pilates ao ar livre ao país europeu. Mas antes de se exercitar ao ar livre é preciso tomar alguns cuidados.   Por Rafael Dantas

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Saúde: grupos de corrida tomam as ruas do Recife

Basta estar na rua para perceber que sempre há alguém fazendo caminhada ou corrida. Diferentemente de outros esportes, um tênis confortável é o único requisito necessário para o início da atividade. Por isso, correr se tornou uma prática barata, simples e de fácil acesso para quem deseja começar alguma atividade física. Para que o exercício tivesse um ganho no número de praticantes e se tornasse, além tudo, algo agradável de se fazer, surgiram os grupos de corrida. Além de manter a saúde, esses corredores, de quebra, também se beneficiam com o aumento do convívio social. Criado inicialmente com o propósito de unir amigos para a realização do esporte, a Associação dos Corredores da Jaqueira (Acorja) é um dos maiores grupos de corrida do Estado – hoje possui mais de 200 integrantes. O bancário Luiz Holanda, conhecido no grupo como Lula, de 62 anos, é o fundador da associação, que existe desde 2005. Um ano antes, contudo, ele começou a dar os primeiros passos na atividade. “Comecei a correr já com 50 anos. Eu era superintendente de uma grande empresa, mas fui convidado a deixar o emprego. Essa perda complicou muito minha saúde. Como moro perto do Parque da Jaqueira (na Zona Norte do Recife), dei os primeiros “trotes” lá. O tempo passou e isso me motivou a entrar no mundo da corrida”, relembra. Os treinamentos seguiram e ele foi conhecendo mais pessoas que ansiavam por uma unidade e organização melhor. Até que, em fevereiro de 2005, Lula decidiu oficializar a ideia. Ele idealizou uma logomarca, além da confecção de camisas para identificação do grupo. A partir de experiências do fundador em maratonas, o funcionamento do Acorja foi sendo alterado. “Nós nos tornamos um grupo focado em grandes distâncias”, revela. Por isso, os novos membros são indicados a realizarem uma espécie de “aclimatação” ao esporte. Eles são direcionados a treinamentos mais leves para, após alguns meses, estarem aptos aos treinos com os mais experientes. “Temos que ser muito transparentes com as pessoas. Quando chega um iniciante, indico que ele faça uma assessoria. A pessoa que começa tem que caminhar, trotar, e nós não fazemos esse trabalho de base”, explica. Por meio do esporte, barreiras que parecem intransponíveis são colocadas ao chão. Para Anderson Holanda, filho do fundador da Acorja, o início no esporte e no grupo foi para lidar com a depressão. “Comecei a correr no final de 2013, porque desde 2008 estava depressivo e tive que lidar com isso durante um tempo. Busquei fazer alguma coisa para me sentir mais ativo”, conta. “Fui evoluindo, e me bateu a ideia de fazer um treino com o pessoal da Acorja. Coloquei em mente que tinha de fazer 10km para poder correr com eles. Em 2014, no aniversário do meu pai, foi a primeira vez que fiz essa distância”, relembra. Para o educador físico Nuno Trigueiro, fundador e coordenador do grupo Nunage Running, a corrida se transforma num estilo de vida à medida em que seus alunos vão participando dos treinos. Há três anos, os atletas se encontram duas vezes por semana no Terceiro Jardim, em Boa Viagem (Zona Sul do Recife); além de treinarem, também, todos os sábados em diferentes locais da cidade. “Só tem um dia de folga para meus alunos: são três corridas semanais e três dias de exercícios complementares para condicionar o corpo para os treinos”, detalha o educador físico de 43 anos. “Hoje, estamos com cerca de 100 matriculados. A maioria das pessoas que corre no grupo mudou seu estilo de vida. Elas começam a se alimentar melhor, beber menos, optar por hábitos mais saudáveis. Tenho um aluno que perdeu 14 quilos em menos de um ano”, completa. Além dos treinos no Recife, o grupo Nunage Running gosta de diversificar os locais de corridas. Só este ano, os atletas praticaram o esporte nas ruas de Santiago, no Chile, e de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. O próximo destino é São Paulo. “Muitos casais treinam juntos, viajam conosco… Tem gente de todas as idades, mas a média é de 35 a 45 anos, de iniciantes a maratonistas”, comenta Nuno Trigueiro. O início do esporte, entretanto, pode ser complicado, principalmente se o indivíduo levar uma vida sedentária. É necessário que, antes de tudo, fazer exames de check up para realizar treinos adequados ao seu estado de saúde. Os iniciantes devem começar com caminhadas aliadas a exercícios de alongamento e quecimento, que, posteriormente, evoluem para trotes para, enfim, a corrida propriamente dita. Estima-se que são necessários três meses de treinos, aliados a uma boa alimentação, para que o praticante consiga correr 15km. Dentre os benefícios para o corpo, estão a melhora da capacidade pulmonar e cardiovascular, a diminuição da pressão sanguínea, o auxílio na redução da osteoporose – doença que acomete os ossos -, além da melhora nos níveis de colesterol e ajuda no emagrecimento. A mente também ganha com o esporte: a corrida ajuda a aumentar a autoestima e promove uma descarga de adrenalina e hormônios, como a endorfina, que ajudam na manutenção do bem estar.

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