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Saúde bucal de crianças com Síndrome de Down exige atenção redobrada, alerta especialista

Acompanhamento odontológico e atuação multidisciplinar são fundamentais para qualidade de vida e inclusão A saúde bucal é um dos pilares do bem-estar de crianças com Síndrome de Down e requer cuidados específicos desde os primeiros anos de vida. No contexto do Dia Internacional da Síndrome de Down, celebrado em 21 de março, especialistas reforçam a importância da prevenção e do acompanhamento regular como estratégias essenciais para garantir qualidade de vida e inclusão social. Maior predisposição a problemas bucais Pessoas com Síndrome de Down apresentam maior risco de desenvolver cáries e doenças gengivais. Entre os fatores que contribuem para esse cenário estão limitações físicas ou cognitivas, dificuldades na escovação adequada e hábitos alimentares com maior consumo de pães, massas e doces. Esses elementos podem agravar quadros que, sem acompanhamento, evoluem para problemas mais complexos. Importância do cuidado contínuo Segundo a cirurgiã-dentista Nely Cristina, mestre e doutora em Endodontia e especialista em Saúde Pública da Wyden, a atenção à saúde bucal deve integrar o cuidado global desses pacientes. “A saúde bucal é parte fundamental da qualidade de vida das pessoas com Síndrome de Down. O acompanhamento odontológico regular, aliado à orientação da família e a práticas adequadas de higiene bucal, contribui para prevenir doenças e promover mais autonomia, bem-estar e inclusão social”, explica a especialista. Atendimento multidisciplinar e inclusão Além do tratamento odontológico, o cuidado com pessoas com Síndrome de Down envolve uma abordagem multidisciplinar, com a participação de médicos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. Nesse contexto, a Odontologia também contribui para melhorias na mastigação, na fala e na respiração, ampliando os impactos positivos na saúde geral. A especialidade de Odontologia para Pacientes com Necessidades Especiais (OPNE) é voltada justamente para atender esse público com abordagens adaptadas e humanizadas. Rede pública e acesso ao atendimento No Sistema Único de Saúde (SUS), o atendimento odontológico a pessoas com deficiência é realizado nos Centros de Especialidades Odontológicas (CEO), que contam com profissionais capacitados para oferecer um cuidado integral. Em Pernambuco, essas unidades estão estruturadas para oferecer atendimento humanizado, com participação ativa das famílias e foco na promoção da qualidade de vida. O acompanhamento periódico com o cirurgião-dentista é essencial para estimular hábitos de higiene e fortalecer a autonomia dos pacientes.

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Autismo exige olhar ampliado da sociedade e reforça importância do diagnóstico precoce

Com aumento dos diagnósticos, especialistas destacam a necessidade de compreensão da neurodiversidade e de intervenções individualizadas para o desenvolvimento infantil De acordo com estimativas internacionais, existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impacta principalmente a forma como o indivíduo se comunica, interage socialmente e percebe o ambiente ao seu redor. Neurodiversidade em pauta na sociedade A incidência é maior em meninos. A cada quatro diagnósticos, aproximadamente um ocorre em meninas. Diante desse cenário, compreender o autismo deixou de ser uma pauta apenas das famílias diretamente afetadas. A sociedade como um todo precisa aprender a conviver com a neurodiversidade, já que pessoas autistas estão cada vez mais presentes em todos os ambientes sociais. No próximo dia 2 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Segundo Victor Eustáquio, Neurocientista e diretor da Clínica Somar, o aumento no número de diagnósticos observado nas últimas décadas não significa necessariamente que o autismo esteja surgindo mais. “O autismo sempre existiu. O que mudou foi a forma de compreender e diagnosticar. Antigamente, acreditava-se que o autismo era apenas aquele quadro mais grave, com características muito evidentes. Hoje sabemos que se trata de um espectro muito mais amplo”, explica. Ele ressalta que o diagnóstico do autismo é clínico, ou seja, não é identificado por exames laboratoriais, mas por meio da observação especializada do desenvolvimento da criança. “Um profissional bem preparado consegue identificar sinais importantes ainda nos primeiros anos de vida. Muitas vezes, por volta de um ano e meio já é possível perceber indicadores relevantes no desenvolvimento”. Evolução dos diagnósticos e ampliação do espectro O conceito de espectro ampliou significativamente os critérios diagnósticos. Atualmente, os níveis de suporte são classificados em três categorias. Nível 1, necessidade de suporte leve. Nível 2, suporte moderado. Nível 3, maior necessidade de suporte. Esse entendimento mais amplo contribuiu para um aumento nas estatísticas. Segundo dados do CDC, os números evoluíram significativamente ao longo das décadas. Na década de 1970, aproximadamente 1 caso a cada 100 mil crianças. Em 2020 foi registrado 1 a cada 54. Em 2022 a relação foi 1 a cada 46 e, em 2024, 1 a cada 36 crianças. Intervenções individualizadas fazem a diferença Para especialistas, esses números reforçam que o autismo se tornou uma importante questão de saúde pública global. Embora não exista cura para o autismo, existem intervenções terapêuticas capazes de promover avanços significativos no desenvolvimento e na qualidade de vida da pessoa autista. “As intervenções precisam ser individualizadas. Trabalhamos aspectos como comunicação, atenção, coordenação motora, lateralidade, equilíbrio e interação social. Cada criança possui características únicas e o atendimento precisa respeitar essas particularidades”, afirma Victor. Outro aspecto relevante são as comorbidades frequentemente associadas ao TEA, como TDAH, dificuldades de atenção, hiperatividade, dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento. “Quando existem múltiplas condições associadas, a abordagem terapêutica precisa ser ainda mais específica. Atender de forma generalizada simplesmente não funciona”, destaca. Experiências práticas no desenvolvimento infantil Na Clínica Somar, uma das estratégias utilizadas para estimular o desenvolvimento social e sensorial das crianças é a reprodução de ambientes naturais e sociais dentro da própria clínica. Entre as atividades, as crianças participam de interações com a natureza, como o cuidado com viveiros de pássaros. “Nosso objetivo é aproximar a criança de experiências que ela encontrará no mundo real, como escola, praia, praças e outros espaços sociais, favorecendo o desenvolvimento da interação e da autonomia”, explica. Neuromodulação pode melhorar o desempenho de atletas e praticantes de atividades físicas? | Especialista explica como a técnica atua no cérebro para ampliar foco, disciplina e performance física A neuromodulação tem ganhado espaço no universo esportivo como uma aliada no aprimoramento do desempenho, tanto de atletas de alta performance quanto de pessoas que praticam atividade física regularmente. A técnica atua diretamente no sistema nervoso central, promovendo ajustes em áreas cerebrais ligadas à concentração, motivação e comportamento. Suzan Almeida, psicóloga e diretora da clínica Neu Cérebro e Performance, explica que os benefícios vão além do rendimento esportivo. “A neuromodulação melhora não apenas atletas de alta performance, mas também pessoas que estão iniciando ou mantendo uma rotina de exercícios. Ao modular o cérebro, conseguimos aumentar o foco no que precisa ser feito e melhorar a adesão ao treino”, afirma. Na prática, a técnica já vem sendo aplicada em diferentes contextos esportivos, inclusive no futebol profissional, com foco na tomada de decisão, atenção e controle emocional durante as partidas. “A gente consegue atuar em áreas cerebrais importantes, especialmente na região frontal, que está ligada à mudança de comportamento. Isso faz com que a pessoa tenha mais disciplina, mais disposição e passe a buscar o exercício de forma mais consistente, transformando a atividade física em parte da rotina”, completa. Com abordagem individualizada, a neuromodulação é  uma estratégia para quem busca performance, constância e equilíbrio no dia a dia. Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes com conceito global e foco em experiência do cliente | Marca aposta em tecnologia, mix estratégico de produtos e reforça presença no Nordeste após liderar market share no Brasil A Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes, reforçando sua estratégia de expansão no Nordeste e presença em pontos estratégicos do varejo nacional. De acordo com Afrânio Plutarco, lojista à frente da nova unidade, a escolha do empreendimento se deu pela relevância do shopping na Região Metropolitana do Recife, considerado um dos principais centros de compras da região e, até então, um dos grandes espaços onde a marca ainda não estava presente. A nova unidade segue os padrões globais da Adidas, com layout moderno e foco na experiência do consumidor. A proposta é oferecer um ambiente onde o cliente encontre sempre novidades e produtos que despertem interesse, incentivando a recorrência e o vínculo com a marca. Para Phyllype Pires, superintendente do Shopping Guararapes, a chegada da marca reforça o posicionamento do empreendimento. “Ter a Adidas no nosso mix é extremamente importante. Estamos falando de uma marca consagrada mundialmente e muito querida pelos nossos clientes, que fortalece ainda mais a experiência

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Nova diretoria da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica toma posse e projeta avanço do setor em Pernambuco

Sob a presidência de Gustavo Miranda, gestão 2026-2027 mira qualificação científica, fortalecimento institucional e maior representatividade da categoria *Por Jademilson Silva Posse reúne lideranças médicas no Recife Na noite da última segunda-feira, 16 de março de 2026, quando se celebra o Dia do Médico Clínico, a Sociedade Pernambucana de Clínica Médica (SPCM) oficializou sua nova diretoria durante cerimônia realizada na sede da Associação Médica de Pernambuco, na Praça Oswaldo Cruz, no bairro da Boa Vista, região central do Recife. O médico Gustavo Miranda assumiu a presidência da entidade para o biênio 2026-2027, ao lado da vice-presidente Christyanne Rodrigues e de um colegiado formado por 23 diretores. A nova gestão sucede o trabalho liderado por Flávio Pacheco, que esteve à frente da instituição nos últimos dois anos. O evento reuniu representantes de entidades médicas, integrantes da sociedade civil e familiares, reforçando o papel da SPCM como instância estratégica de articulação científica e institucional da clínica médica no Estado. Compromisso com continuidade e fortalecimento Em seu primeiro pronunciamento como presidente, Gustavo Miranda enfatizou o caráter coletivo e a responsabilidade da nova gestão. “Com um grande senso de responsabilidade, a gente assume esse compromisso, essa missão de presidir a sociedade no próximo biênio 2026-2027. Hoje, no Dia do Médico Clínico, realizamos essa solenidade de posse reafirmando a continuidade do trabalho que já vem sendo desenvolvido pelas gestões anteriores”, declarou. Ao abordar a trajetória da entidade, o dirigente destacou o crescimento institucional em um curto intervalo de tempo. “Nós somos uma sociedade jovem, iniciada em 2021, mas que já construiu uma trajetória relevante, com dois congressos pernambucanos e um congresso brasileiro capitaneado por nós. O nosso foco seguirá sendo a atualização e a valorização do médico clínico no Estado, evidenciando que o clínico é peça-chave em todo o ecossistema de saúde”, afirmou. Agenda científica e expansão dos congressos Entre os eixos prioritários da gestão está a ampliação das iniciativas científicas, com destaque para o terceiro Congresso Pernambucano de Clínica Médica. A expectativa, segundo o presidente, é de crescimento em alcance e conteúdo. “O terceiro evento que vamos realizar tem a expectativa de ser ainda maior que os anteriores, que já foram um sucesso. Vamos abordar temas em comum à clínica médica e às subespecialidades, discutir urgência, doenças autoimunes e conteúdos voltados à atualização do médico clínico e dos residentes. A expectativa é excelente”, pontuou Gustavo Miranda. O congresso está programado para ocorrer entre os dias 11 e 13 de setembro, no Centro de Convenções do Shopping RioMar, no Recife, reunindo especialistas e profissionais em formação. Foco na nova geração de médicos Outro ponto estratégico da nova diretoria é a ampliação do quadro de associados, com ênfase na atração de jovens médicos. A proposta é reposicionar a clínica médica como uma área com перспективa sólida e maior reconhecimento profissional. “A gente quer que o jovem enxergue a clínica médica com perspectiva de crescimento e de futuro. O movimento associativo precisa reforçar essa visão, porque o médico se sente representado quando participa ativamente da sua entidade”, ressaltou o presidente. Atuação política e defesa da categoria Além da agenda científica, a gestão pretende intensificar a atuação política em pautas consideradas estruturantes para a categoria. “Nós também temos pautas políticas importantes, como a melhoria de honorários e a ampliação da prescrição de medicações de alto custo pelo médico clínico no Sistema Único de Saúde. Vamos trazer essas discussões para as entidades médicas e fortalecer a representação do clínico em Pernambuco”, afirmou Gustavo Miranda. Desafios e projeções da nova gestão Com uma agenda que integra qualificação profissional, articulação institucional e defesa de interesses da categoria, a nova diretoria da SPCM inicia o mandato com o desafio de ampliar o protagonismo da clínica médica no sistema de saúde. A proposta é consolidar o clínico como eixo central do cuidado, ao mesmo tempo em que fortalece a presença da especialidade no debate público e nas políticas de saúde em Pernambuco.

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Debate sobre cannabis medicinal avança em Pernambuco com participação da Anvisa e do Estado

Reunião na Alepe reúne especialistas e governo discute regulamentação para oferta de medicamentos no SUS A discussão sobre a regulamentação da cannabis medicinal em Pernambuco ganhou novo impulso com a realização da 8ª reunião da Frente Parlamentar da Cannabis Medicinal e do Cânhamo Industrial, na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). O encontro reuniu representantes de órgãos públicos, especialistas, entidades e integrantes do sistema de Justiça para debater os caminhos para ampliar o acesso a medicamentos à base da planta no estado. Coordenada pelo deputado João Paulo (PT), a reunião contou com a participação de representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o que foi apontado como um avanço no diálogo institucional. Durante o encontro, foram apresentados os marcos regulatórios nacionais e as atualizações recentes nas normas que tratam da fabricação, importação, comercialização, prescrição e monitoramento desses produtos no Brasil. No âmbito estadual, duas leis já estabelecem bases para o avanço da política pública. A Lei 18.124/2022 autoriza o cultivo de cannabis para fins medicinais por associações de pacientes, enquanto a Lei 18.757/2024 prevê a oferta gratuita de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, a efetivação dessas medidas ainda depende de regulamentação por parte do Poder Executivo. Representando a Secretaria Estadual de Saúde, o secretário executivo Renan Freitas informou que o governo está estudando a regulamentação da política, considerando propostas debatidas na Frente Parlamentar. A expectativa é que um relatório com contribuições técnicas seja consolidado e apresentado até junho, com o objetivo de orientar a implementação das ações. O encontro também destacou o protagonismo social no debate, incluindo a criação da Acarapuá, primeira associação indígena brasileira dedicada à cannabis medicinal e ao cânhamo industrial. A iniciativa foi apontada como um marco no reconhecimento de saberes tradicionais e na ampliação da inclusão em um mercado em expansão.

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Sindhospe promove encontro em Petrolina para discutir IA e judicialização na saúde

Evento reúne especialistas para debater inovação, gestão e impactos regulatórios no setor de saúde privada no Sertão pernambucano O Sindicato dos Hospitais Privados de Pernambuco (Sindhospe) realiza, na próxima quinta-feira (19), o 5º Encontro Regional da Subsede Petrolina, com foco nos desafios e oportunidades do setor de saúde. O evento acontece a partir das 9h, no auditório do Nobile Suites Del Rio, e terá como destaques o uso da Inteligência Artificial nos estabelecimentos de saúde e a crescente judicialização do setor. A programação será dividida em dois turnos. Pela manhã, um painel jurídico aborda o papel do Judiciário na saúde, com foco em mediação e conciliação, mediado pela vice-presidente da OAB Seccional Petrolina, Bárbara Amorim. À tarde, a partir das 14h30, o debate se volta para o uso consciente da Inteligência Artificial, com participação da professora do Senac Pernambuco, Maria Elizabeth da Silva Souza. O encontro também inclui palestras sobre faturamento em saúde, com o gestor Allan Ramgund, e sobre os impactos da Reforma Tributária no setor, conduzida pelo especialista contábil Flávio Cesário. Para o presidente do Sindhospe, George Trigueiro, a expectativa é reunir lideranças estratégicas em um momento de expansão da saúde privada no interior. “O interior de Pernambuco vive um cenário de expansão na saúde privada. E Petrolina é um dos maiores símbolos disso”, afirmou. Com atuação desde 1988, o Sindhospe representa mais de 200 associados e cerca de 4 mil unidades de saúde em Pernambuco. A subsede de Petrolina abrange 24 municípios das regiões do Sertão do São Francisco, Araripe e Itaparica, consolidando-se como um polo estratégico para o desenvolvimento do setor no estado. Serviço5º Encontro Regional dos Sertões do São Francisco, Araripe e Itaparica – Subsede PetrolinaData: 19 de março de 2026Horário: 9h às 17hLocal: Nobile Suites Del Rio – Av. Cardoso de Sá, 215, Orla 2, Petrolina

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Ana Marcia e Jose Marcelo Transplante

Transplante de rim entre irmãos devolve qualidade de vida a paciente com doença renal crônica no Recife

História vivida na capital pernambucana reforça a importância da doação de órgãos e marca o Dia Mundial do Rim Um gesto de solidariedade entre irmãos mudou a vida de um paciente diagnosticado com doença renal crônica (DRC) no Recife. Após quase dois anos realizando hemodiálise, o piloto de avião José Marcelo recebeu um transplante renal intervivo, quando o órgão é doado por uma pessoa viva, graças à decisão da irmã, a empresária Ana Macia, que se ofereceu para realizar os testes de compatibilidade logo após saber da condição de saúde do familiar. “Quando meu irmão chegou em casa falando sobre a insuficiência renal, eu nem pensei no grau em que ele estava. Logo disse: ‘vou te dar um’”, relata Ana Macia. A compatibilidade entre os dois foi confirmada logo nos primeiros exames, abrindo caminho para a realização do transplante e para uma mudança significativa na rotina do paciente. Antes da cirurgia, José Marcelo enfrentava uma rotina intensa de tratamento. Durante um ano e 11 meses, ele precisou realizar sessões de hemodiálise três vezes por semana. “Foi mais uma adaptação. O difícil era não poder viajar ou sair com tanta liberdade, porque existia o compromisso com a máquina e uma alimentação mais regrada”, lembra. Segundo ele, a possibilidade do transplante trouxe esperança de recuperar a autonomia no dia a dia. O procedimento foi realizado no Hospital Santa Joana Recife pelo cirurgião do aparelho digestivo Cristiano de Souza Leão, com mais de 20 anos de experiência em transplante renal. Segundo o especialista, o transplante intervivo apresenta vantagens importantes. “No transplante intervivo, o intervalo entre a retirada do rim do doador e o implante no receptor é muito curto, o que reduz o risco de disfunção do órgão. Além disso, dentro da família conseguimos buscar o doador mais compatível, o que pode melhorar o funcionamento do rim transplantado”, explica. Após a cirurgia, José Marcelo relata mudanças rápidas na qualidade de vida. “A primeira coisa foi não precisar mais da hemodiálise. Sumiram sintomas que a máquina deixava, como enjoo, dores fortes de cabeça e ânsia. O apetite voltou e já posso consumir mais líquidos”, conta. Para ele, o procedimento representou um novo começo. “O transplante me devolveu a liberdade de não estar preso à diálise dia sim, dia não”.

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Mulheres que sustentam o mundo, mas quem sustenta o corpo delas?

Sobrecarga feminina impacta saúde física e emocional, aumenta dores musculares e reforça a importância do autocuidado e das terapias integrativas na prevenção de quadros crônicos O mês de março tradicionalmente amplia o debate sobre a condição feminina na sociedade. Para além das homenagens, especialistas alertam para um ponto central e ainda pouco discutido com profundidade: o impacto da sobrecarga de responsabilidades na saúde física e emocional das mulheres. Na prática clínica, os reflexos dessa realidade aparecem de forma recorrente. Dores na região do trapézio e da cervical, sensação constante de peso nos ombros, cefaleias frequentes e fadiga persistente são algumas das principais queixas relatadas. Sintomas muitas vezes naturalizados como parte da rotina, mas que podem indicar um estado prolongado de tensão. Albertina Flávia, fisioterapeuta da Clínica 5 Elementos, explica que esses sinais não devem ser ignorados. “A dor constante na região dos ombros e do pescoço não é apenas uma questão postural. Ela pode ser um reflexo direto do acúmulo de tensões emocionais e da sobrecarga que muitas mulheres vivenciam diariamente”. Corpo em estado de alerta permanente A multiplicidade de papéis desempenhados pelas mulheres no trabalho, na família e nas relações sociais mantém o organismo em constante estado de alerta. Do ponto de vista fisiológico, o estresse contínuo favorece a contração muscular sustentada, especialmente na região cervical e escapular. “Quando o corpo permanece por longos períodos em tensão, ocorre uma ativação constante do sistema nervoso simpático. Isso gera contração muscular prolongada, formação de pontos gatilho, dor irradiada e, em alguns casos, limitação de movimento”, afirma Albertina. Albertina Flávia ressalta que o problema não é pontual, mas cumulativo. “Não se trata de um episódio isolado de estresse. Estamos falando de uma rotina marcada por autocobrança, responsabilidade excessiva e dificuldade de estabelecer limites. O corpo responde a esse padrão”. Emoções também adoecem o corpo A especialista reforça que corpo e emoções não atuam de forma dissociada. O acúmulo de responsabilidades e a pressão por desempenho repercutem diretamente na saúde musculoesquelética e no equilíbrio do sistema nervoso. “Muitas mulheres chegam ao consultório relatando dores que persistem há meses. Ao aprofundar a escuta, percebemos que há um contexto emocional importante por trás desses sintomas”, explica. “O organismo não separa o físico do emocional. Ele reage ao que vivemos”. Segundo Albertina Flávia, reconhecer esse vínculo é fundamental para evitar a cronificação dos quadros dolorosos. “Quando a dor é ignorada e o ritmo permanece acelerado, há maior risco de agravamento, com impacto significativo na qualidade de vida.” Terapias integrativas como aliadas Nesse cenário, as terapias integrativas surgem como recursos complementares no cuidado à saúde feminina. Técnicas como Ventosaterapia, Acupuntura e Massoterapia podem contribuir para a redução de tensões e para o reequilíbrio do organismo. “A Ventosaterapia auxilia na liberação de tensões musculares profundas e melhora a circulação local”, afirma Albertina. “A Acupuntura atua na regulação do sistema nervoso, promovendo equilíbrio e reduzindo quadros associados ao estresse. Já a Massoterapia favorece o relaxamento muscular e amplia a percepção corporal”. Ela destaca que essas abordagens não substituem tratamentos médicos quando necessários, mas funcionam como estratégias complementares importantes. “O cuidado precisa ser integrado. A saúde da mulher deve ser vista de forma ampla”. Autocuidado como medida preventiva A adoção de estratégias preventivas é essencial para evitar que sintomas se tornem crônicos. Estabelecer limites, reorganizar prioridades e incluir momentos de descanso e cuidado na rotina são atitudes fundamentais. “Autocuidado não é luxo, nem indulgência. É a manutenção da saúde”, pontua Albertina Flávia. “Reconhecer limites e respeitar o próprio corpo é um ato de responsabilidade consigo mesma”. Para a fisioterapeuta, refletir sobre a saúde da mulher é também refletir sobre a estrutura social que sustenta essa sobrecarga. “As mulheres sustentam famílias, carreiras e relações. Mas é preciso perguntar quem sustenta o corpo delas. A resposta passa pelo reconhecimento, pelo apoio e pela valorização do cuidado”. | Principais sinais de alerta com o corpo • Dor constante na região do trapézio e cervical• Sensação de peso nos ombros• Cefaleias frequentes• Fadiga persistente• Limitação de movimento no pescoço• Irradiação de dor para braços ou cabeça Especialistas orientam que, diante desses sintomas recorrentes, a busca por avaliação profissional é fundamental para diagnóstico adequado e definição de estratégias de cuidado. Em um mês que convida à reflexão sobre o papel feminino na sociedade, olhar para a saúde física e emocional das mulheres é mais do que necessário. É um passo essencial para garantir qualidade de vida àquelas que, diariamente, sustentam múltiplas responsabilidades. Os médicos Gustavo Miranda e Christyanne Rodrigues assumem direção da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica para o biênio 2026-2028 Os médicos Gustavo Miranda (presidente) e Christyanne Rodrigues (vice-presidente) assumem a direção da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica (SPMC) para o biênio 2026-2028. A nova gestão contará ainda com a participação de outros 23 diretores, que irão atuar no fortalecimento da clínica médica no Estado e na ampliação das ações institucionais da entidade. Entre as prioridades da diretoria estão a valorização do médico clínico, a promoção da educação continuada e o estímulo ao debate científico sobre temas relevantes da prática médica. A proposta também inclui o fortalecimento da atuação da sociedade junto à comunidade médica e às instituições de saúde. “Assumimos essa missão com o compromisso de fortalecer a clínica médica, ampliar os espaços de atualização científica e contribuir para a valorização do médico clínico em Pernambuco. Nosso objetivo é aproximar ainda mais a sociedade dos profissionais e estimular a troca de conhecimento que impacte positivamente o cuidado com os pacientes”, afirma Gustavo Miranda. Selfit amplia corrida e lança Circuito Self Run com quatro etapas no Nordeste A rede de academias Selfit Academias anunciou a ampliação da sua corrida oficial, que passa a se chamar Circuito Self Run. O evento terá quatro etapas no Nordeste, com provas em Recife, Natal, São Luís e Teresina, entre maio e novembro. A primeira etapa será realizada no dia 10 de maio, com largada no Forte do Brum, no Recife. A segunda ocorre em 31 de maio, em Natal. No segundo semestre, o circuito segue para São

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Metabolismo feminino: hormônios influenciam dificuldade para perder peso

Especialistas alertam que variações hormonais ao longo da vida impactam diretamente o metabolismo e o acúmulo de gordura no organismo feminino No Mês da Mulher, uma dúvida frequente nos consultórios médicos é por que algumas mulheres mantêm dieta equilibrada e praticam atividade física regularmente, mas ainda encontram dificuldade para emagrecer. Segundo especialistas, a resposta muitas vezes está relacionada ao equilíbrio hormonal. Hormônios como estrogênio, progesterona, insulina e cortisol exercem influência direta sobre o metabolismo feminino, o que pode explicar por que o processo de perda de peso não ocorre da mesma forma para todas. De acordo com a endocrinologista Leila Gonzaga, fatores hormonais têm papel importante na composição corporal das mulheres. “A mulher tem, fisiologicamente, maior percentual de gordura corporal. Além disso, variações hormonais ao longo do ciclo menstrual, da gestação, do pós-parto e da menopausa impactam diretamente o metabolismo e o armazenamento de gordura”, explica. Entre os hormônios envolvidos nesse processo, o estrogênio está relacionado à distribuição da gordura corporal, enquanto a progesterona pode favorecer a retenção de líquidos, principalmente no período pré-menstrual. Já a resistência à insulina, condição cada vez mais comum, pode dificultar o emagrecimento e contribuir para o acúmulo de gordura abdominal. “Não é apenas uma questão de disciplina. Muitas vezes, o organismo está respondendo a um desequilíbrio hormonal que precisa ser investigado”, destaca a médica. As mudanças hormonais tornam-se ainda mais perceptíveis a partir dos 35 ou 40 anos. Nesse período, a redução gradual dos níveis de estrogênio pode levar à diminuição da massa muscular e, consequentemente, à queda do gasto energético basal. “Quando há perda de massa magra, o metabolismo desacelera. Se a estratégia alimentar não for ajustada, o ganho de peso se torna mais fácil”, afirma Leila Gonzaga. Outro fator que influencia o metabolismo feminino é o estresse crônico, que aumenta a produção de cortisol. O excesso desse hormônio está associado ao aumento do apetite, maior consumo de alimentos calóricos e acúmulo de gordura na região abdominal. “A mulher moderna vive em múltiplas jornadas, e isso impacta diretamente a saúde hormonal”, reforça. Dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) indicam que mais da metade da população adulta brasileira apresenta excesso de peso. Entre as mulheres, o desafio se torna ainda mais complexo devido às variações hormonais que ocorrem ao longo da vida. Para a endocrinologista, o acompanhamento médico é essencial para definir estratégias adequadas. “Cada mulher tem um perfil metabólico diferente. O tratamento deve considerar exames hormonais, composição corporal, histórico clínico e rotina. Não existe fórmula universal”, conclui.

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Hospital Santa Joana Recife amplia oncologia e inicia nova fase de expansão para dobrar capacidade de atendimento

Primeira etapa do projeto inaugura consultórios exclusivos na nova torre e prevê, até o primeiro semestre, ampliação da área de infusão e de internação para fortalecer o tratamento oncológico no Nordeste *Por Etiene Ramos e Jademilson Silva O Hospital Santa Joana Recife, integrante da Rede Américas, iniciou uma nova etapa de expansão do serviço de oncologia com a inauguração da primeira fase do projeto de ampliação da área dedicada ao tratamento do câncer. A iniciativa inclui novos consultórios especializados e prevê, até o final do primeiro semestre, a abertura de espaços para infusão de quimioterápicos, além da ampliação das unidades de internação. Com as mudanças, a expectativa é dobrar a capacidade de atendimento aos pacientes oncológicos da instituição. De acordo com a diretora geral do hospital, a médica Erica Batista, a expansão integra uma estratégia da Rede Américas de consolidar polos de excelência em oncologia no Brasil, com investimentos em infraestrutura, tecnologia e equipes multiprofissionais. Segundo ela, o crescimento da área acompanha a demanda crescente por tratamentos especializados e reforça o posicionamento do hospital como referência regional. A oncologia já ocupa papel estratégico dentro da instituição. Atualmente, o setor responde por cerca de 30% da receita do hospital e reúne uma linha de cuidado estruturada que envolve diferentes especialidades médicas e profissionais de saúde. O atendimento inclui oncologistas clínicos, hematologistas e uma equipe multidisciplinar composta por enfermeiros, farmacêuticos, nutricionistas, psicólogos e especialistas que dão suporte ao tratamento, como geneticistas, cardio-oncologistas, geriatras e profissionais de cuidados paliativos. Erica Batista explica que a proposta do hospital é oferecer um cuidado integral e integrado ao paciente, reunindo diagnóstico, tratamento e acompanhamento em uma mesma estrutura. Para isso, o hospital dispõe de equipamentos de alta complexidade para exames diagnósticos, incluindo tomografia, ressonância magnética e medicina nuclear, recursos essenciais para o acompanhamento de pacientes oncológicos. Outro diferencial apontado pela diretora é o modelo de navegação do paciente, que busca facilitar o percurso do tratamento. Após a consulta médica, o paciente passa a contar com acompanhamento direto de um profissional da equipe assistencial, responsável por orientar e agilizar o agendamento de exames, consultas e procedimentos necessários. A medida reduz atrasos no início do tratamento e contribui para maior segurança e acolhimento durante o processo terapêutico. Além da oncologia clínica, o hospital também mantém uma estrutura integrada com a hematologia, incluindo procedimentos de transplante de medula óssea para o tratamento de doenças hematológicas, como leucemias e linfomas. O serviço realiza, em média, de dois a três transplantes por mês, utilizando tanto células do próprio paciente quanto de doadores compatíveis. A ampliação da oncologia ocorre em etapas. A primeira fase, já inaugurada, contempla os consultórios exclusivos na nova torre do hospital. Até maio, está prevista a abertura da área de infusão de medicamentos e a expansão das unidades de internação, o que permitirá ampliar significativamente o volume de atendimentos. Segundo Erica Batista, o objetivo é consolidar uma estrutura capaz de oferecer tratamento completo, com tecnologia e suporte multidisciplinar, garantindo que o paciente tenha acesso a todas as etapas do cuidado em um único ambiente hospitalar.

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Frinea Andrade psicologa especialista em autismo e mae atipica CREDITO Divulgacao 1 Easy Resize.com

Desinformação sobre sexualidade de jovens com autismo amplia risco de abuso, aponta estudo

Pesquisa da UFAL e dados internacionais indicam que falta de orientação aumenta vulnerabilidades e compromete a proteção de adolescentes e jovens com TEA Evitar ou negligenciar o debate sobre sexualidade entre adolescentes e jovens com Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode ampliar vulnerabilidades e riscos à saúde. O alerta é reforçado por um estudo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Outro levantamento, divulgado em 2023 na revista científica Trauma, Violence, & Abuse, aponta que 40% das pessoas com autismo já foram vítimas de abuso ou violência sexual, o que evidencia a urgência do tema. A psicóloga Frínea Andrade, especialista em TEA e mãe de um jovem com autismo, afirma que a ausência de orientação adequada amplia a exposição a diferentes riscos. “São diversos fatores, infecções sexualmente transmissíveis, gravidez não planejada, violência e até não saber identificar abusos ou estupros. O risco é ainda maior para pessoas com nível 3 de suporte”, explica a especialista, que também é diretora do Instituto Dimitri Andrade. A revisão científica desenvolvida pelos pesquisadores da UFAL mostra que a forma como as mudanças hormonais são percebidas por pessoas neurodivergentes pode ser diferente. Alterações corporais como crescimento de pelos, menstruação e mudança na voz nem sempre são imediatamente compreendidas. Somam-se a isso dificuldades na leitura de normas sociais, o que pode comprometer a interpretação de limites e privacidade. Segundo Frínea Andrade, limitações na comunicação e na socialização também podem favorecer situações de violência. “As dificuldades de socialização e manutenção de vínculos podem fazer com que não percebam situações ou atitudes de risco e criem uma dependência emocional do agressor, ou ainda que impossibilite de nomear e comunicar o que aconteceu.” A psicóloga destaca ainda que a falta de compreensão sobre normas sociais pode levar a comportamentos inadequados, reforçando a importância de uma orientação estruturada desde a infância. Para a especialista, falar sobre sexualidade é uma forma de proteção e não de estímulo precoce à prática sexual. “Falar sobre sexualidade não é ensinar sexo a crianças. Com crianças menores, ensinamos as partes do corpo, que as partes íntimas não devem ser acessadas se não for por ele mesmo ou por um responsável para fazer higienização. Quando cresce mais um pouco, sistema reprodutor, menstruação autocuidado íntimo. Na adolescência sobre métodos contraceptivos. Caso não se sinta confortável para abordar o assunto sozinho, a equipe multidisciplinar pode auxiliar.” Ela ressalta ainda que estratégias claras e diretas, como histórias sociais e exemplos do cotidiano, ajudam na compreensão de consentimento e limites: “Ensinar consentimento é ajudar a pessoa a entender que tem direito sobre o próprio corpo e que pode dizer “sim” ou “não”, assim como precisa respeitar o direito do outro. A orientação passa por uma atuação integrada entre família, escola e profissionais de saúde. Informação acessível, linguagem adaptada e acompanhamento individualizado são fundamentais para garantir que adolescentes e jovens com TEA vivenciem a sexualidade com segurança e dignidade”.

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