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Coma sem culpa nas festas de fim de ano

Entre ceias fartas, confraternizações e receitas tradicionais, no fim de ano, é possível manter hábitos saudáveis? A boa notícia é que dá, sim, para aproveitar as delícias natalinas, do peru ao panetone, sem culpa e sem exageros. Com escolhas inteligentes, atenção às porções e hidratação adequada, é possível atravessar a temporada com saúde, energia e bem-estar. Aves do Natal: peru e chester continuam como favoritos No Brasil, o Natal tem gosto de tradição e muito disso vem das aves que dominam a ceia. Peru e chester seguem como protagonistas, não só pelo sabor e presença à mesa, mas também pelo bom valor nutricional. Ambos são ricos em proteínas de alta qualidade e possuem menos gordura do que muitas carnes vermelhas consumidas ao longo do ano. Segundo a nutricionista Maria Pimentel, da NutriGen Clinic, quando preparados de forma leve, esses alimentos ajudam a manter o equilíbrio energético mesmo nas festas: “Peru e chester promovem saciedade com menos calorias, o que ajuda a evitar exageros nos acompanhamentos. O segredo está no preparo”. O papel das castanhas, nozes e amêndoas Castanhas, nozes e amêndoas são presenças clássicas na mesa natalina e também grandes aliadas da saúde. Elas oferecem gorduras boas, fibras, vitaminas e minerais como magnésio e zinco. Apesar de calóricas, ajudam a controlar o apetite quando consumidas com moderação. “As oleaginosas são nutritivas, mas densas em calorias. Pequenas porções já trazem benefícios e ajudam a modular a fome”, explica Maria Pimentel. O famoso “Resto de Ontem”: como armazenar sem riscos Aproveitar o famoso RO (Resto de Ontem) faz parte da tradição, mas exige cuidado, especialmente no verão. “O calor favorece a proliferação de bactérias. Armazenar e aquecer corretamente é essencial para evitar intoxicações alimentares”, alerta a nutricionista. Panetone: quanto é permitido comer na noite de Natal? O panetone é o símbolo doce das festas e também uma armadilha calórica. Uma fatia média pode ultrapassar 250 calorias, especialmente nas versões recheadas. A recomendação é simples: moderação e consciência. “Uma fatia é suficiente para participar da tradição sem comprometer o equilíbrio.” Para quem quer opções mais leves, vale apostar em saladas com folhas verdes, legumes e frutas como romã ou manga, sempre acompanhadas de uma boa fonte de proteína para garantir saciedade. Empachou após a ceia? O que fazer no dia seguinte Sentir estufamento após uma ceia farta é comum. No dia seguinte, a palavra-chave é leveza. “O descanso digestivo faz parte do equilíbrio. Priorizar alimentos leves ajuda o corpo a se recuperar”, reforça Maria Pimentel. Réveillon: entre o bacalhau e a carne de porco O Ano-Novo também traz suas tradições à mesa. “A carne suína magra tem perfil nutricional semelhante ao das carnes brancas e é uma excelente opção para o Réveillon”, destaca a nutricionista. Bebidas alcoólicas: como evitar a ressaca O consumo de álcool costuma aumentar nas festas, e a ressaca pode atrapalhar o clima. Para evitar: Sintomas como vômitos persistentes, confusão mental ou tontura intensa são sinais de alerta e exigem atendimento médico. “A ressaca é o corpo pedindo socorro. Hidratar-se durante e após a festa reduz muito os efeitos do álcool.” A hidratação como aliada das festas Água, água de coco, sucos naturais e chás frios são fundamentais para manter o organismo funcionando bem entre uma celebração e outra. Além de ajudar na digestão, a hidratação contribui para o controle da fome e melhora a disposição. Para encerrar o ano com saúde, Maria Pimentel deixa o recado final: “Uma boa hidratação transforma a experiência das festas. O corpo responde melhor, a digestão melhora e a energia se mantém”.

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Cérebro distraído, corpo faminto: especialista alerta sobre o impacto das telas nas refeições infantis

Estudos mostram que o uso de telas durante a alimentação interfere na percepção de saciedade e na aprendizagem sensório-motora da alimentação A presença de telas durante as refeições infantis, prática cada vez mais comum nos lares brasileiros, tem despertado a preocupação de especialistas em saúde e comportamento infantil. De acordo com a fonoaudióloga Dryelle Azevedo, referência em distúrbios alimentares pediátricos, o uso de celulares e tablets à mesa pode comprometer o desenvolvimento sensório-motor e a autorregulação alimentar das crianças. “Quando a criança se alimenta focada em uma tela, o cérebro deixa de registrar textura, sabor e temperatura. Ela come no piloto automático”, explica Dryelle. “Isso prejudica o prazer de comer e a autorregulação alimentar, pilares essenciais do desenvolvimento”, comenta. Estudos recentes apontam que a distração causada pelas telas reduz a atenção aos sinais internos de fome e saciedade, favorecendo tanto a ingestão excessiva de alimentos quanto a perda de interesse pela comida. Segundo a especialista, essa interferência compromete não apenas o comportamento alimentar, mas também a construção de uma relação saudável com o ato de comer. “A refeição é um momento de aprendizado e vínculo. É quando a criança experimenta novas texturas, sente o gosto dos alimentos e cria memórias afetivas. Quando a tela entra nesse processo, ela ocupa o espaço que deveria ser do alimento e da convivência familiar”, pontua Dryelle. A especialista recomenda que os pais priorizem um ambiente tranquilo e livre de distrações tecnológicas à mesa, favorecendo a atenção plena e a interação familiar durante as refeições. “O que parece uma simples estratégia para fazer a criança comer pode, a longo prazo, alterar a forma como ela reconhece a própria fome e o prazer de se alimentar”, alerta. O debate sobre o uso de telas à mesa vem ganhando força entre profissionais de saúde, educadores e famílias, evidenciando um desafio contemporâneo: equilibrar o avanço tecnológico com a preservação de hábitos essenciais para o desenvolvimento infantil.

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REVISTA CAPA MARCUS

Bem-estar em tempos digitais: quando a tecnologia encontra o humano

Vivemos uma era em que a tecnologia se infiltra silenciosamente em quase todos os aspectos da vida. Relógios medem o sono, aplicativos contam passos, algoritmos analisam hábitos e sugerem intervenções para a saúde física e mental. Nunca tivemos tantos dados e, paradoxalmente, nunca foi tão necessário falar de bem-estar de forma humana. Na saúde, a tecnologia trouxe ganhos inegáveis. Sistemas inteligentes organizam prontuários, reduzem erros, preveem riscos e apoiam decisões clínicas. Esses avanços tornam o cuidado mais seguro e eficiente. Mas há um ponto essencial que não pode ser terceirizado: o bem-estar não nasce dos dados, nasce do encontro. Cuidar de pessoas vai além de monitorar indicadores. Envolve escuta, vínculo, presença e compreensão do contexto em que cada indivíduo vive. Nenhum algoritmo capta completamente a dor silenciosa, o medo não verbalizado ou a angústia que não aparece nos exames. A tecnologia reconhece padrões; o ser humano reconhece histórias. Quando usada com propósito, a inovação pode fortalecer, e não substituir, essa relação. Ao reduzir tarefas burocráticas e automatizar processos repetitivos, a tecnologia devolve tempo ao profissional de saúde. Tempo para ouvir melhor, para explicar, para acolher. Tempo que impacta diretamente o bem-estar. Em um mundo acelerado, humanizar não significa rejeitar a tecnologia, mas integrá-la com sensibilidade. O verdadeiro avanço ocorre quando ciência e empatia caminham juntas, quando inovação e cuidado se complementam. O futuro do bem-estar não será definido apenas por máquinas mais inteligentes, mas por pessoas mais presentes. Afinal, progresso sem humanidade é vazio. E cuidado, para ser completo, precisa continuar sendo humano. Marcus Villander – Médico Especialista em Clínica Médica, Diretor Científico da Sociedade Pernambucana de Clínica Médica. @marcusvillander Presentes de Natal que unem bem-estar, estilo de vida e saúde Selecionamos quatro sugestões de presentes que traduzem bem-estar, autocuidado e escolhas mais conscientes para presentear neste Natal. Opções que vão da moda funcional à alimentação equilibrada e à reflexão sobre hábitos de vida. Moda funcional com tecnologiaHausport – Camisa Linha Grafiato A Hausport, marca do Grupo Rota do Mar, aposta na camisa da linha Grafiato para quem busca presentear com estilo aliado à tecnologia. Versátil, a peça transita bem entre o visual atlético e o casual, sendo indicada tanto para a prática esportiva quanto para o dia a dia. O tecido tecnológico garante conforto e leveza, além de oferecer proteção solar UV 50+, elasticidade, toque macio e gelado, compressão na medida certa e secagem rápida, atributos que reforçam durabilidade e desempenho. Mais informações: www.hausport.com.br Alimentação prática e proteicaHerbalife – Protein Ice Cream e Sopa Snack Proteica Para quem deseja unir praticidade e equilíbrio alimentar, a Herbalife lançou duas novidades neste fim de ano. O Protein Ice Cream, com o slogan “seu gelato proteico sem culpa”, chega nos sabores chocolate e baunilha, oferecendo refrescância e sabor para sobremesas ou lanches intermediários. Outro destaque é a Sopa Snack Proteica, sabor creme de cebola: sem glúten, zero lactose, fonte de fibras e vegana. Testada e aprovada, é uma boa estratégia para consumo antes de confraternizações, promovendo saciedade e ajudando a evitar excessos, sem desconforto digestivo. Mais informações: www.herbalife.com Leitura que propõe mudança de hábitosLivro “A Dieta de Cristo” – Editora Chave Mestra Entre as sugestões de bem-estar, a leitura também ganha espaço. O livro “A Dieta de Cristo”, do médico e escritor Marcelo Bonanza, propõe um despertar espiritual, físico e emocional sobre a relação do ser humano com a alimentação. Distante do conceito tradicional de dieta, a obra apresenta uma filosofia de vida inspirada nos hábitos, valores e ensinamentos de Jesus Cristo. O autor sugere a retirada de farinhas refinadas, açúcar branco, adoçantes artificiais, óleos refinados (como soja, milho e girassol), além de alimentos industrializados e ultraprocessados. Em contrapartida, incentiva a reorganização do prato com inteligência funcional, priorizando hortaliças amargas, folhas verde-escuras (rúcula, agrião e espinafre) e gorduras boas, como azeite, abacate, coco e castanhas. Leitura aguardada para o recesso de fim de ano.Mais informações: www.editorachavemestra.com.br Immunológica lança campanha de vacinação com foco na proteção antes das festas de fim de ano Com a proximidade do Natal e do Réveillon, a Immunológica intensifica a campanha de vacinação com foco na prevenção de doenças em um dos períodos de maior circulação de vírus do ano. A ação, válida até 22 de dezembro e tem como principal objetivo estimular a atualização do esquema vacinal de recém-nascidos, gestantes, adultos e idosos antes das confraternizações e deslocamentos típicos do fim de ano. Segundo Maria Luiza Moreira, gestora de enfermagem da Immunológica, o momento é decisivo para garantir a proteção adequada. “A eficácia das vacinas pode levar de 15 a 30 dias para ser alcançada, dependendo do imunizante. Por isso, antecipar a imunização é essencial para atravessar as festas com mais segurança, protegendo não apenas quem se vacina, mas também bebês e idosos, que são mais vulneráveis”, afirma. Durante a campanha, praticamente todas as vacinas voltadas à proteção do recém-nascido e da terceira idade estão em condições promocionais. Entre os imunizantes disponíveis está a dTpa, indicada para proteger o bebê contra a coqueluche nos primeiros meses de vida, além da vacina contra o vírus sincicial respiratório VSR ABRYSVO, que protege a mãe e o bebê por até aproximadamente seis meses. @immunologica (informações sobre valores) IOFV recebe atestado de qualidade da Organização Nacional de Acreditação O Instituto de Olhos Fernando Ventura, teve a qualidade dos serviços oferecidos reconhecida pela Organização Nacional de Acreditação (ONA). Após avaliação do órgão, que é responsável pelo desenvolvimento e gestão dos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde, o IOFV conquistou a acreditação, que avalia e atesta competências técnicas e de conformidade. @iofv_hospitaldeolhos

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Sindhospe empossa nova diretoria para o quadriênio 2025-2029 e lança livro pelos 37 anos da entidade

Cerimônia também marcou a entrega da sede reformada e reuniu representantes do setor público e privado de saúde O Sindhospe confirmou a nova diretoria para o período 2025-2029, com a permanência do médico George Meira Trigueiro na presidência. Eleito inicialmente em 2017 e reeleito em 2021, Trigueiro conquistou o terceiro mandato em votação de chapa única realizada no fim de outubro. Durante a solenidade, ele destacou a atuação conjunta do setor. “Temos feito um trabalho com a colaboração de muita gente, uma equipe que se empenha e representa um setor de extrema importância para a sociedade e para a economia do país. O pioneirismo que sempre acompanhou a saúde de Pernambuco é feito com muito esforço e dedicação”. A nova composição da diretoria inclui Marcos Vinícius Borges Miranda Filho como vice-presidente. A cerimônia contou com a presença de autoridades estaduais e municipais da saúde, além de representantes de entidades do setor. Trigueiro é médico formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Pernambuco e integra a diretoria do Hospital Albert Sabin Recife. O evento marcou também a entrega da sede reformada do sindicato. O espaço recebeu nova fachada, novos auditório e sala de reuniões, além de coworking e biblioteca, com foco em ampliar a estrutura oferecida aos associados. Outro ponto da solenidade foi o lançamento do livro “Sindhospe: 37 anos fortalecendo a saúde de Pernambuco”. Com mais de 100 páginas e 17 capítulos, o material apresenta um panorama histórico dos serviços de saúde no estado desde o período imperial até a consolidação no século XX, além do processo de criação do Sindhospe em 1988. A publicação detalha ainda ações da atual gestão iniciada em 2017, como iniciativas de expansão e interiorização. Fundado em 1988, o Sindhospe representa o polo médico de Pernambuco, reúne mais de 200 associados e mais de 4 mil unidades de saúde. O setor movimenta mais de R$ 7 bilhões por ano, gera mais de 70 mil empregos e responde pela maior arrecadação de ISS do Recife, ultrapassando R$ 50 milhões anuais.

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Ortopedista

Exames em excesso preocupam especialistas: saiba por que o diagnóstico demais também faz mal

Nas férias de janeiro, quando muitos aproveitam o tempo livre para colocar a saúde em dia, cresce o alerta para o risco de exames desnecessários e diagnósticos que não representam doenças reais Em janeiro, muita gente segue o mesmo ritual: aproveitar as férias, pesquisar promoções, resolver a lista de material escolar das crianças e desfrutar de um trânsito mais leve nas cidades. Com dias menos corridos, esse também costuma ser o momento escolhido para colocar a saúde em dia e realizar exames que foram adiados ao longo do ano. Há quem aproveite com equilíbrio e planejamento, mas também existe o grupo que passa os doze meses pedindo ao médico testagens em excesso, motivado por ansiedade, excesso de informação ou pela crença equivocada de que saúde é sinônimo de “fazer mais exames”. Essa corrida por diagnósticos tem levantado preocupações entre especialistas e escancarado um fenômeno que cresce em todo o mundo: o diagnóstico excessivo. Quando o excesso de exames deixa de proteger e começa a prejudicar Vivemos uma era de avanços impressionantes na medicina: exames cada vez mais sensíveis, inteligência artificial aplicada à detecção precoce e monitoramento contínuo da saúde. Mas, em meio a tanto progresso, surge um alerta importante: o overdiagnosis, ou diagnóstico excessivo. O termo se refere à identificação de doenças ou alterações que provavelmente nunca causariam sintomas ou riscos reais à vida. Ou seja, o indivíduo passa a carregar o rótulo de “doente” sem que isso represente uma ameaça concreta.Para o médico e especialista em healthtech e inovação, Sormane Britto, esse fenômeno é um dos maiores desafios da saúde moderna: “A tecnologia nos dá ferramentas poderosas, mas, quando usada sem critério, transforma pessoas saudáveis em pacientes. Isso gera impactos emocionais, físicos e financeiros reais”. As repercussões incluem tratamentos desnecessários, efeitos colaterais evitáveis, sofrimento psicológico e desperdício de recursos, tanto pessoais quanto do sistema de saúde. Além disso, o overdiagnosis costuma vir acompanhado do overtreatment, ou seja, o sobretratamento decorrente de achados irrelevantes. Britto reforça que a tecnologia precisa ser aliada da precisão, não do exagero: “Inovar não é detectar mais, é detectar melhor. Dados inteligentes, interpretação crítica e um olhar clínico humanizado são essenciais para um cuidado equilibrado”. Quando o desejo por “fazer exames” vira problema e pesa no bolso dos brasileiros A busca crescente por exames por parte dos pacientes — muitas vezes motivada por ansiedade, excesso de informação ou pela ideia equivocada de que “saúde é fazer check-up constantemente” — alimenta ainda mais o cenário de overdiagnosis. Segundo Sormane Britto, isso tem criado um ciclo perigoso: “Exames sem indicação adequada aumentam a chance de encontrarmos alterações que nunca fariam mal algum. A pessoa procura segurança, mas acaba levando para casa uma preocupação desnecessária”. Os números confirmam o comportamento. Dados recentes mostram que os planos de saúde realizaram mais de 1,18 bilhão de exames ambulatoriais em 2024. Em média, cada beneficiário passou por 22,9 exames no ano, um volume que levanta dúvidas sobre a real necessidade de tantos testes. E as consequências chegam até o bolso. A sobrecarga de procedimentos eleva os custos das operadoras e pressiona o reajuste das mensalidades dos planos de saúde, que repassam os gastos crescentes a todos os beneficiários. Para Britto, a solução está no equilíbrio: “O desafio não é fazer mais exames, mas fazer os exames certos. Quando o uso racional prevalece, ganham o paciente, o médico e o sistema de saúde”. Quando o excesso vira problema Entre medos, protocolos e excesso de zelo, o desafio é encontrar o ponto de equilíbrio. Mais do que colecionar exames, médicos lembram que a saúde depende de acompanhamento contínuo, escuta qualificada e decisões baseadas em evidências e não apenas em check-ups extensos. Sormane Britto é ortopedista com especialização em metabolismo e fisiologia do exercício e especialista em healthtech e inovação — @drsormanebritto

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Cancer de pele e bronzeamento

Bronzeamento artificial aumenta significativamente o risco de câncer de pele

Apesar de proibidas desde 2009 pela Anvisa, as câmaras de bronzeamento continuam sendo utilizadas no Brasil de forma irregular. Especialista do Hospital Santa Joana Recife, da Rede Américas, chama a atenção também para o bronzeamento popularmente conhecido como de “fitinha” Dezembro é o mês de conscientização sobre o câncer de pele, com a campanha Dezembro Laranja. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o tumor maligno de pele é o tipo mais comum no Brasil. Ainda de acordo com a entidade, o país deve fechar 2025 com o registro de 220 mil novos casos. Os altos números no país se devem ao hábito de vida do brasileiro, com alta fotoexposição e uso inadequado de protetor solar, além da característica tropical e da diversidade étnica da população, com muitas pessoas de origem europeia, ou seja, as que têm maior predisposição genética para a doença. A dermatologista Consuelo Albuquerque, do Hospital Santa Joana Recife, alerta sobre os principais fatores causadores do câncer de pele, que incluem a exposição excessiva e sem proteção à radiação ultravioleta (UV) do sol e o uso de aparelhos de bronzeamento artificial. “O bronzeamento artificial aumenta significativamente o risco de câncer de pele. A OMS já classificou as câmaras de bronzeamento como agentes cancerígenos, colocando-as no mesmo grupo do tabaco. Mesmo proibidas no Brasil desde 2009, ainda existem clínicas que oferecem o equipamento de forma irregular”, alerta. Apesar das câmaras de bronzeamento artificial serem mais nocivas, os famosos bronzeamentos de fitinha — tão comuns no país durante todo o ano, e não apenas na época de veraneio — também apresentam riscos à saúde da pele. “Muitas vezes as pessoas usam produtos fotossensibilizantes para estimular ainda mais o bronzeamento, o que aumenta, por si só, o risco de queimadura. Ao colocar a fitinha e ir ao sol, as pessoas ficam mais tempo em exposição solar, porém sem um protetor adequado, com fator mais alto, já que o intuito é se bronzear. Então, esse bronzeamento natural, são os que verificamos queimaduras, também representam  risco para o câncer de pele. Na verdade, qualquer tipo de bronzeamento oferece riscos importantes”, enfatiza a especialista. Entre aqueles com maior potencial de desenvolver a doença estão pessoas de pele clara; com históricos de exposição solar excessiva ou caso familiar de câncer de pele; a exposição a produtos químicos como arsênico e alcatrão; áreas cicatriciais; ou as que tenham passado por radioterapia. Para se prevenir, é necessário evitar exposição solar direta entre 10h e 16h, usar proteção adequada (como roupas, chapéus e óculos com proteção UV) e aplicar protetor solar com no mínimo FPS 30 diariamente (inclusive em dias nublados), reaplicando a cada duas horas durante a exposição. Segundo a especialista, é necessário notar os sinais do câncer o quanto antes para garantir um tratamento eficaz. “É essencial observar pintas que apresentem alterações no tamanho, forma ou cor; lesões e feridas de difícil cicatrização ou com sangramento, principalmente em áreas expostas ao sol. Também é importante realizar o check-up dermatológico anualmente, ou com maior frequência para a população de alto risco, a depender do histórico de cada paciente”, relata Consuelo. Melanoma é o tipo mais perigoso O câncer de pele se divide em dois tipos: melanoma e não melanoma. “Os não melanomas (carcinoma espinocelular e basocelular) são responsáveis por 95% do total de cânceres de pele. Eles se originam na camada superficial da pele e apresentam menor mortalidade quando comparados aos melanomas. Já os melanomas se desenvolvem nos melanócitos, células produtoras de melanina. Por se originarem em camadas mais profundas da pele, apresentam comportamento mais agressivo, com crescimento mais rápido e maior risco de metástase”, explica. O tratamento do câncer de pele varia entre abordagens cirúrgicas e medicamentosas. “A maioria dos casos pode ser tratada com cirurgia, medicações tópicas, radioterapia, quimioterapia e até imunoterapia, mas isso depende do tipo e do estágio do câncer. É necessária uma avaliação detalhada do dermatologista, oncologista e da equipe de cirurgia oncológica para definição da conduta, em uma abordagem multidisciplinar”, complementa a especialista.

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Supino Reto Foto Catarina Monteiro

Personal trainer traz orientações para garantir mais segurança na hora do treino

Após o acidente que resultou na morte de um homem de 55 anos durante um treino numa academia localizada em Olinda, no Grande Recife, um alerta se acende sobre os cuidados com a execução correta O homem realizou o exercício de supino reto com barra livre quando o equipamento caiu sobre seu tórax. A maneira de pegar no equipamento e até o acompanhamento de um profissional de educação física são fatores que podem aumentar sua segurança na hora da atividade e garantir mais resultados. A personal trainer, Joana Barros, explica que “Se ele tivesse feito a pegada correta com a mão toda envolvendo a barra, com a carga adequada e optado por fazer na máquina Smith certamente não teria morrido”. Leia as orientações de Joana Barros com dicas para um supino reto com segurança: Para uma pegada correta, evite manter todos os dedos juntos enquanto segura a barra, prefira manter os polegares por baixo da barra e os punhos eretos. O ponto chave que confere maior segurança para quem estiver fazendo o supino nesta máquina, é que ela tem quatro traves, duas de cada lado: uma das mãos ao girar a barra para frente e outra fixa na base da máquina. Para executar o supino reto no Smith, siga as orientações abaixo: 5.Execute o exercício. Destaco que o supino executado de forma livre (fora da máquina) tem mais ganhos em termos de resultados, coordenação motora, intensidade e funcionalidade, mas em caso de garantir a segurança, vale a pena optar por essa alternativa. Joana Barros é personal trainer com certificação americana e bacharel em educação física no Brasil. Também é especialista em exercício físico aplicado à reabilitação cardíaca e grupos especiais @joanabarrospersonal

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falta proteina

Falta de proteína: 10 sinais de alerta que mostram que seu corpo não está recebendo o suficiente

Cansaço constante, queda de cabelo, baixa imunidade e alterações no humor podem ser indícios de ingestão proteica abaixo do ideal. Especialistas explicam como identificar a deficiência, quanto de proteína você realmente precisa por dia e quando buscar orientação profissional A proteína é um dos macronutrientes essenciais para o funcionamento do corpo. Ela participa da síntese de músculos, hormônios, enzimas, tecidos, transporte de substâncias e atua diretamente no sistema imunológico. Quando o consumo não atende às necessidades do organismo, diversos sinais começam a aparecer, alguns sutis, outros mais evidentes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que adultos consumam cerca de 0,8 g de proteína por quilo de peso corporal por dia — valor considerado o mínimo para prevenir deficiências. Para quem pratica atividade física regular, sobretudo treinos de força ou resistência, as quantidades podem variar entre 1,2 a 2 g/kg/dia, de acordo com o volume, intensidade e metas individuais, segundo o American College of Sports Medicine. Além de garantir o aporte adequado, é importante distribuir o consumo de proteínas ao longo do dia. “Esse cálculo pode ser feito com ajuda de uma calculadora de proteínas, e a orientação profissional é essencial para ajustar a dieta ao estilo de vida”, explica a nutricionista e mestre em Nutrição Ana Cristina Gutiérrez, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. Segundo ela, uma ingestão insuficiente por períodos prolongados pode comprometer funções vitais, prejudicar o desempenho físico e até afetar o equilíbrio mental. “Como muitos dos sinais não são exclusivos da deficiência proteica, é imprescindível buscar avaliação de um nutricionista ou médico. Caso seja necessário, o especialista poderá ajustar o plano alimentar e até indicar suplementos, como whey protein, para equilibrar a ingestão”, completa. A seguir, conheça os principais sinais que podem indicar que sua dieta está com pouca proteína: 1. Perda de massa muscular e fraqueza progressiva Quando falta proteína, o corpo recorre aos próprios músculos para obter aminoácidos necessários a funções vitais. Isso leva à perda de força, redução da massa muscular e dificuldade de recuperação após atividades físicas. 2. Sensação de cansaço crônico Aminoácidos participam de vias metabólicas importantes para a produção de energia. Sem proteína suficiente, a eficiência energética cai, resultando em fadiga que não melhora nem com descanso adequado. 3. Baixa imunidade e infecções frequentes Proteínas são fundamentais para a produção das células de defesa. Uma dieta pobre no nutriente prejudica a cicatrização, aumenta a vulnerabilidade a vírus e bactérias e favorece quadros recorrentes de gripes e resfriados. 4. Alterações em pele, cabelo e unhas Cabelo quebradiço ou queda excessiva (como no quadro de eflúvio telógeno), unhas fracas, pele seca ou descamando podem indicar falta de proteína — essencial para a formação de queratina, colágeno e outros componentes estruturais. 5. Retenção de líquidos e inchaço A deficiência proteica pode reduzir a albumina no sangue, o que diminui a pressão oncótica e facilita o acúmulo de líquido nos tecidos, causando inchaço em pés, pernas e abdômen. 6. Maior risco de fraturas ósseas A proteína participa da formação da matriz orgânica dos ossos e auxilia na absorção de cálcio. Com o tempo, a falta do nutriente pode comprometer a saúde óssea, aumentando o risco de fraturas. 7. Alterações de humor e dificuldade de concentração Neurotransmissores como serotonina e dopamina dependem de aminoácidos como matéria-prima. Quando eles faltam, podem surgir irritabilidade, oscilações de humor e dificuldades cognitivas. 8. Fome excessiva Proteínas promovem saciedade. Dietas muito pobres nesse macronutriente levam a picos de fome e aumento da vontade de consumir carboidratos, devido ao desequilíbrio glicêmico. 9. Anemia e alterações hematológicas A deficiência crônica pode reduzir a produção de hemoglobina e diminuir a quantidade de linfócitos — células essenciais para a defesa do organismo. 10. Comprometimento de órgãos e disfunções metabólicas Nos casos mais graves, o corpo passa a quebrar seus próprios tecidos para obter aminoácidos, o que afeta órgãos como o fígado. “A carência proteica compromete o transporte de lipídios, favorecendo o acúmulo de gordura e levando à esteatose hepática”, explica Gutiérrez. Além disso, há impacto na produção de hormônios, o que pode gerar fadiga intensa, perda muscular e desequilíbrios metabólicos severos. MMA: Recife Xtreme Fight terá três disputas de cinturão em dezembro O Recife recebe no dia 6 de dezembro a 11ª edição do Recife Xtreme Fight (RXF), que será realizada no antigo Clube das Águias, em Boa Viagem, a partir das 18h. O evento contará com 13 lutas, sendo nove de MMA profissional e quatro de MMA amador, além de três disputas de cinturão: Ingrid Silva enfrenta Maristela Alves pelo título do peso-palha; Anderson “Yugi” encara Wellton “Jacaré” Vieira pelo cinturão do peso-leve; e Gustavo “Negromonte” defende o cinturão do peso-pena contra o goianense Flávio Pinho. Reunindo atletas de quatro estados do Nordeste, o RXF segue como uma das principais vitrines da modalidade na região. Os ingressos estão disponíveis na Bilheteria Digital, com preços a partir de R$ 50. Immunológica inaugura unidade no Hospital Santa Joana e amplia atuação em imunização no Recife A Immunológica inaugurou uma nova unidade dentro do Hospital Santa Joana, no Derby, ampliando sua presença na capital e reforçando a oferta de serviços especializados em imunização. A clínica passa a integrar protocolos vacinais em diferentes áreas assistenciais do hospital e a gerir o status vacinal dos médicos, contribuindo para a segurança dos pacientes e para processos de acreditação. Liderada por Leandro Maia Pedrosa e pelos médicos Gustavo Coelho Dantas e Reginaldo Freire, a rede agora conta com três unidades — Shopping ETC, RioMar Trade Center e Santa Joana — além de atendimento domiciliar. Com foco em vacinação infantil, adulta, do viajante, programas corporativos e gestão de calendários vacinais, a Immunológica protege em média quase mil pessoas por mês e reforça sua atuação em saúde preventiva no Recife. XIV Maratona Internacional Maurício de Nassau movimenta Recife em dezembro A XIV Maratona Internacional Maurício de Nassau será realizada no próximo dia 7 de dezembro de 2025, reunindo atletas de várias regiões do Brasil e do exterior em percursos de 5 km, 10 km, 21 km e 42 km,

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prostata

Novembro Azul amplia alerta: homens precisam cuidar também do intestino e prevenir o câncer colorretal

No mês dedicado à saúde masculina, médicos da Endogastro Recife reforçam que a prevenção não deve focar apenas na próstata. O Novembro Azul é o momento ideal para incluir o intestino grosso no check-up, realizar a colonoscopia e reduzir o risco do câncer colorretal, uma das doenças que mais crescem entre os homens no Brasil. Novembro Azul e câncer colorretal: por que o homem também precisa olhar para o intestino Na campanha do mês, o foco no câncer de próstata deve servir como alerta para o homem fazer também o exame de colonoscopia e prevenir o câncer colorretal, que cresce no Brasil. Em alusão à campanha Novembro Azul, voltada à saúde masculina e à prevenção do câncer de próstata, especialistas ressaltam que este mês é também uma excelente oportunidade para lembrar sobre a prevenção do câncer de intestino grosso (cólon e reto). O pulso de atenção se amplia: não apenas o foco no urologista, mas também no proctologista, no rastreamento adequado e no diagnóstico precoce. Para o proctologista Marcos Saturnino, presidente da Sociedade Pernambucana de Coloproctologia e médico da Endogastro Recife, “o câncer colorretal ainda é um flagelo que cresce no Brasil e que pode ser evitado em grande parte”. “Infelizmente, muitos pacientes chegam em estágios avançados, quando as chances de cura são muito menores. Precisamos aproveitar o Novembro Azul, normalmente dedicado ao homem cuidar da próstata, para também lembrar: o intestino grosso merece atenção, a colonoscopia não é ‘só para mulher’, e sim para todo homem que atinge a faixa de risco,” destaca Marcos Saturnino. Dados e contexto Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), para cada ano do triênio 2023-2025 estima-se cerca de 45.630 novos casos de câncer de cólon e reto no Brasil (21.970 em homens e 23.660 em mulheres). Em termos de mortalidade, em 2021 os óbitos por câncer de cólon e reto foram 10.662 em homens e 10.598 em mulheres, correspondendo respectivamente a 8,8% e 9,6% de todas as neoplasias nessa faixa. Um estudo revela ainda que a taxa de mortalidade por câncer colorretal na América Latina aumentou 20,5% entre 1990 e 2019. Além disso, há projeção de crescimento: a mortalidade pelo câncer colorretal no Brasil deve crescer 36,3% nos próximos 15 anos. Logo, ao contrário da afirmação de que “é o que mais mata no Brasil”, os dados apontam que o câncer de cólon e reto não é o principal em óbitos por câncer, embora esteja entre os que mais crescem e podem ser prevenidos. Assim, a frase mais adequada é: “é um dos que mais matam, mas também um dos mais preveníveis”. Principais sintomas do câncer de intestino O câncer de intestino pode se desenvolver de forma silenciosa por muito tempo. Alguns sinais de alerta que merecem investigação médica incluem: • Presença de sangue nas fezes• Alteração dos hábitos intestinais: prisão de ventre, diarreia ou alternância entre ambos• Fezes mais finas ou mudanças no formato• Perda de peso sem motivo aparente• Cansaço ou anemia inexplicada, devido à perda de sangue lenta• Sensação de evacuação incompleta Idade para começar os exames e prevenção O médico Marcos Saturnino recomenda que, além do acompanhamento urológico para o câncer de próstata, o homem inclua a avaliação do intestino grosso. “A colonoscopia deve ser considerada a partir dos 45 anos em pessoas sem fatores de risco, e mais cedo se houver histórico familiar ou pólipos anteriores”, afirma o especialista. Embora não haja consenso nacional absoluto sobre a mudança da faixa etária padrão, muitos estudos internacionais sugerem o início aos 45 anos, diante do aumento de casos em idades mais jovens. Preconceito, integração entre especialidades e papel do urologista Ainda existe certo tabu ou desconforto em abordar sintomas e exames relacionados ao intestino grosso e reto. Marcos Saturnino reforça: “O homem precisa superar o constrangimento, entender que o cuidado da saúde não é vergonha, e sim atitude de responsabilidade.” Na visão do urologista Guilherme Lima, a integração entre as especialidades é fundamental: “Particularmente, eu concordo com essa integração e contrarreferência. Muitos pacientes que chegam para a avaliação prostática vêm de proctologistas, e quando o homem faz o check-up urológico, aproveitamos para questionar se ele já realizou a colonoscopia. Aos 45 anos, se ainda não fez, eu incentivo e costumo solicitar o exame. O que ocorre é que muitos pacientes não sabem exatamente a idade certa para fazê-lo, mas conhecem a importância de procurar o urologista e esse é o momento ideal para orientá-los.” Essa fala evidencia a importância da articulação entre urologia e coloproctologia, para que o homem aproveite o Novembro Azul como uma campanha de cuidado integral da saúde. Prevenção: tempo de aproveitar o Novembro Azul para lembrar do colorretal Segundo estudos, até 80% dos tumores malignos colorretais podem ser evitados com programas de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce, sobretudo pela detecção e remoção de pólipos. Marcos Saturnino reforça: “Este Novembro Azul é a chance de lembrar ao homem: exija da sua urologia a pergunta sobre intestino, procure o proctologista, faça a colonoscopia se for o caso, adote hábitos de vida saudáveis: alimentação rica em fibras, menos carnes processadas, atividade física, evitar tabaco e álcool. A prevenção é tempo ganho, é vida.” O gastroenterologista e especialista em endoscopia digestiva Justiniano Luna complementa: “A colonoscopia é um exame que salva vidas. Ela permite identificar lesões iniciais e remover pólipos antes que virem câncer. Não se trata apenas de diagnóstico, mas de prevenção real. Quando o homem entende isso, ele muda sua relação com a própria saúde e passa a viver com mais tranquilidade.”, diz Justiniano Luna. Dicas rápidas para prevenção do câncer de intestino • A partir dos 45 anos, considerar o rastreamento com colonoscopia, mesmo sem sintomas• Antecipar o exame se houver histórico familiar, pólipos anteriores ou doença inflamatória intestinal• Ficar atento a sinais como sangue nas fezes, mudança no hábito intestinal, fezes finas, perda de peso e anemia• Adotar alimentação rica em fibras, reduzir carnes vermelhas e processadas, manter peso saudável e praticar atividades físicas• Durante o Novembro Azul, combinar o cuidado prostático com a

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NutriGen Clinic promove painel sobre genética e medicina de precisão no Recife

NutriGen Clinic reúne especialistas para discutir o uso de testes genéticos na prática clínica e em estratégias de prevenção em saúde A NutriGen Clinic realiza nesta quinta-feira, 27 de novembro, às 19h, o painel científico “Seu DNA, seu tratamento: como a genética está mudando a medicina”, discutindo o papel dos testes genéticos no desenvolvimento de protocolos clínicos individualizados. O encontro integra a programação da Endogastro Academy e reunirá profissionais interessados em medicina de precisão, nutrição e práticas emergentes de cuidado em saúde. Integração entre genética, prática clínica e decisões em saúde Com a condução da médica Renata Martins, especialista em nutrologia e medicina de precisão, e mediação da nutricionista Maria Pimentel, o painel abordará como dados genéticos podem apoiar estratégias personalizadas de tratamento. A proposta é mostrar como informações do DNA, combinadas a variáveis como estilo de vida, ambiente e histórico de saúde, ajudam na construção de planos clínicos mais eficazes. Aplicações práticas também estarão na pauta, incluindo performance esportiva, emagrecimento baseado em marcadores genéticos, intervenções de longevidade, além das limitações e desafios éticos do uso de informações genômicas. O evento busca esclarecer o potencial e os limites dessa tecnologia, que vem ganhando espaço como ferramenta complementar no cuidado individualizado. “Os testes genéticos ajudam o paciente a se conhecer melhor, mas o resultado só ganha sentido quando integrado ao conjunto da história clínica. Genética não determina destino, mas revela caminhos possíveis que podemos usar para personalizar o cuidado” Renata Martins explica que a genética deve ser interpretada dentro de um quadro clínico amplo, e reforça que sua atuação combina exames tradicionais, análise de predisposições e acompanhamento contínuo. Em sua abordagem, “a informação genética pode orientar desde ajustes na alimentação até intervenções preventivas em órgãos que apresentam predisposições. É uma forma de trabalhar de maneira mais precisa e, ao mesmo tempo, mais humana”. Potencial, limites e impactos na medicina de precisão Para a nutricionista Maria Pimentel, os testes ampliam a compreensão do metabolismo e da resposta individual a nutrientes, permitindo desenhar estratégias realistas e eficazes. “Os testes trazem dados valiosos sobre metabolismo, resposta a nutrientes e até características musculares. Quando usamos esse conhecimento com responsabilidade, conseguimos construir planos realistas, eficientes e adaptados ao que cada pessoa realmente precisa”, observa. O painel também apresentará uma visão prática sobre aquilo que a genética pode — e não pode — oferecer no cuidado em saúde, destacando que, embora indique predisposições e direcione monitoramentos, não substitui exames convencionais nem garante prevenção absoluta. O encontro pretende qualificar o debate e orientar profissionais sobre o uso responsável dos testes genéticos na medicina contemporânea. Serviço

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