Arquivos Algomais Saúde - Página 72 De 170 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

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Quais as razões para o novo pico da Covid-19 no Brasil?

O Brasil vive o pior momento da pandemia do novo coronavírus. Nesta semana o País ultrapassou o marco de 2 mil mortes em um dia, superando os Estados Unidos, por exemplo, que observam a queda dos números da Covid-19. Em um cenário de vacinação que não se acelera e com um índice de isolamento social muito abaixo do praticado no ano passado, conversamos com o infectologista Raphael dos Anjos, que apontou 5 motivos para a nova alta da pandemia. – Relaxamento das medidas de proteção (máscaras, álcool nas mãos) pela população “Nsse aumento no número de casos o que chama atenção, em especial, é o aumento da população jovem acometida pelo coronavírus e isso se refere ao afrouxamento das medidas preventivas. Muita gente acredita que a gente passou pela pandemia. Mas, muito pelo contrário, a gente está vivendo uma nova onda depois de um ano, com uma alta de casos graves e um aumento no número de novos casos. Essa não é a hora de relaxar, é a hora de intensificar o que a gente aprendeu ano passado. E não é só porque surgiram as vacinas que a gente pode afrouxar essas medidas preventivas”. – Retorno das aglomerações em eventos e atividades econômicas, impulsionadas pelo fim do auxílio emergencial “Com o fim do auxílio emergencial muitas pessoas voltaram às ruas por necessidade e com isso foi favorecido o reaparecimento das aglomerações. Essa é outra medida preventiva que foi retirada das práticas diárias. Então, associado a isso, a gente observa esse aumento de casos. Estamos passando novamente por um novo período de restrição de diversas atividades que não são consideradas essenciais para não termos um colapso que já é real no sistema de saúde. Tanto público, como privado”. – Falsa expectativa de que o início da vacinação é o fim da pandemia (e demora no avanço da vacinação) “Muitos acham que a vacinação é a cura da pandemia. Ela ajuda bastante, é uma ferramenta importantíssima, mas a gente tem alguns pontos para colocar. Primeiro, a população por completo não é vacinada de maneira imediata. São passos curtos que estamos dando para vacinar as diversas faixas etárias da população. Estamos ainda nos pacientes  acima de 70 anos. Daqui que a gente consiga abranger toda a população isso vai demorar muito. Mas diversos diversos segmentos da população, diversas comunidades, entendem que com a chegada da vacina a gente não precisa mais se preocupar. Ela é apenas uma ferramenta adicional, a gente precisa manter aquelas medidas preventivas. – Chegada de novas variantes “Uma coisa que a gente observa em pandemias é a tendência do vírus se transformar, sofrer mutações. Então, com o passar tempo, a gente pode ter uma população de vírus nova. Por isso, a gente está observando descobertas de novas variantes de coronavírus, que a gente não tem a certeza ainda se a vacina é efetiva. A gente precisa ainda observar. E a vacina vai sofrendo modificações também. Talvez a gente precise até retomar uma nova administração delas, isso a gente não sabe ainda. Para evitar novas variantes, a gente tem que pensar na saúde da comunidade. Então, a minha saúde é importante para o próximo, porque eu posso transmitir esse tipo de doença e comprometer inclusive as pessoas que tentam se proteger”. – Descolamento entre as medidas do poder público e das orientações científicas “Observamos a divulgação de terapias e de medidas preventivas diferentes do que é comprovado cientificamente em relação à Covid-19. A gente lembra o seguinte, diversos estudos são lançados diariamente e a gente não constatou ainda, não só no Brasil, mas no mundo, nenhuma medida preventiva, fora a higienização das mãos, do distanciamento social e da utilização das máscaras. Então, não existe nenhuma medicação, não existe nenhum tratamento que seja específico para o novo coronavírus. Por isso, a gente alerta a população em relação a disseminação das fake news e do posicionamento errado de diversas figuras públicas que não são da área de saúde”.

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Cantor Anderson Freire abraça campanha para ajudar doentes de fígado

Considerado um dos principais ícones da música gospel brasileira, o cantor e compositor Anderson Freire gravou um depoimento em apoio a campanha solidária “Seja um amigo da APAF e não deixe a APAF fechar”. Em vídeo publicado nas redes sociais da Associação Pernambucana de Apoio aos Doentes de Fígado (APAF), localizado em Santo Amaro, no Recife, o artista que é mantenedor de alguns projetos no Brasil e costuma apoiar causas sociais, reforçou a necessidade do funcionamento do espaço e que os serviços oferecidos não podem parar. “Ela [a APAF] tem 18 anos atuando no Brasil, e as circunstâncias vem para fazer parar, mas você pode ser alguém que pode motivar a continuar. Seja você um motivador da APAF. Seja você alguém que investe na APAF, alguém que abraça a camisa e transpira a APAF”, reforçou Anderson Freire, ao encerrar o vídeo cantando a música raridade, uma das suas mais conhecidas composições e recorde de sucesso em reprodução. Com quase 2 mil composições, Anderson é autor de músicas que foram gravadas por grandes nomes da música gospel no Brasil, como “Ressuscita-me”, interpretada por Aline Barros, “Sou Humano” e “Advogado Fiel”, de Bruna Karla, “Não é Tarde”, interpretada por Fernanda Brum, além de “Tempo”, gravada recentemente por Luciano Camargo. Cassiane, Damares, Davi Sacer, Jozyanne, e Gisele Nascimento, são outros artistas do gospel brasileiro que tem músicas de autoria do cantor capixaba. Vencedor do Grammy, a principal premiação do mundo da música e com sete álbuns autorais, Anderson Freire tem 10 anos de carreira solo. https://www.instagram.com/p/CMUfjUwBTyO/ CONTATOS Quem desejar falar com os voluntários da associação, pode fazer contatos através do telefone (81) 3184.1244 ou (81) 9 8894.7939.    COMO AJUDAR A APAF? ASSOCIAÇÃO PERNAMBUCANA DE APOIO AOS DOENTES DE FÍGADO – APAF CNPJ: 04.833.011/0001-03 Banco Santander: Agência: 4020, Conta Corrente: 13000011-8 Chave PIX: 04.833.011/0001-03

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Riscos da Covid-19 são maiores para pessoas obesas

Em tempos de avanço de casos de covid-19 e alta taxa de ocupação de leitos, quem tem problemas com a balança deve atentar para o sinal vermelho. É que a obesidade aumenta o risco de se desenvolver as formas mais graves da doença, inclusive com maior risco de morte. Essa relação é preocupante, considerando que o calendário de vacinação da pandemia deve se estender até 2022 e baixar a guarda em relação à alimentação e hábitos de vida, neste cenário, podem trazer consequências perigosas. O alerta é da médica endocrinologista Karina Santos, que atua na linha de frente do combate à doença, na rede municipal do Recife, e é membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e da Endocrine Society (EUA) . Para se ter uma ideia, 62% da população adulta do Brasil está acima do peso (com sobrepeso ou obesidade), o que sinaliza que, em caso de contaminação, milhões de pessoas estão sujeitas a complicações graves em decorrência da covid-19 e dificuldades no tratamento. Esse tema foi abordado em estudos realizados na Califórnia (EUA) e no Reino Unido e as conclusões são preocupantes. A pesquisa apontou que o risco de morte para doentes da covid-19 com obesidade do nível 1 (ou seja, pessoas com índice de massa corporal, IMC, de 30 a 34,9) é 23% maior. O IMC é um indicador para avaliar se a pessoa está numa faixa de peso ideal – proporcional a sua altura. O estudo concluiu que esse risco é 81% maior para os doentes com obesidade do nível 2 (IMC entre 35 e 39,9). E se a obesidade for de nível 3 (IMC acima de 40), o risco de que o coronavírus leve a óbito é praticamente o dobro em relação a um paciente na faixa de peso ideal. Por que quem tem excesso de peso corre maior risco? Um dos fatores que contribui para que a letalidade do coronavírus seja maior em quem está acima do peso é que os obesos têm uma capacidade limitada de inibir a replicação viral. Dessa forma, quando infectados pela covid-19 apresentam uma carga viral maior quando comparados a outros doentes. Além disso, na covid-19, ocorre algo uma reação exagerada do corpo ao vírus, levando à produção de proteínas chamadas de citocinas inflamatórias, que provocam inflamações em todo o corpo. Vale ressaltar que os obesos já apresentam um tipo de inflamação crônica de baixo grau que, somada aos efeitos do coronavírus, acaba levando a um quadro mais grave. Outro fator que contribui para a chance maior de formas mais letais nos obesos, segundo dra. Karina Santos, é o aumento do risco de tromboses – formação de coágulos que bloqueiam o fluxo do sangue – que podem evoluir para uma embolia. Um problema adicional é a dificuldade de ventilação mecânica, já que a gordura em excesso prejudica a expansão dos pulmões. Até procedimentos simples do tratamento, como colocar o paciente deitado de barriga para baixo, se tornam mais complicadas em pacientes com esse perfil. A lista de complicações não para por aí: a obesidade também está associada a outras doenças, como a diabetes do tipo 2, que eleva o risco de agravamento. Problemas com a balança pioraram na pandemia “A associação entre excesso de peso e risco de morte por coronavírus se torna mais preocupante considerando que muitas pessoas que não tinham esse problema engordaram na pandemia e outras que já tinham sobrepeso ou eram obesas ganharam ainda mais peso”, destaca a especialista. “Isso porque a fase do isolamento social, no 1º semestre de 2020, gerou efeitos colaterais para uma parcela da sociedade, como sedentarismo, ansiedade, aumento no consumo de alimentos processados e até um consumo maior de álcool”, explica. A médica ressalta que, mesmo após a flexibilização das medidas restritivas no 2º semestre do ano passado e a reabertura das academias e outros locais de atividade física, muitas pessoas que ganharam peso não conseguiram emagrecer. “Entre outros fatores, um deles é o medo que muita gente ainda tem de ir para esses locais em meio a uma pandemia”, detalha. Um dos termômetros para avaliar o crescimento ou agravamento dos casos de obesidade é justamente o aumento no número de pacientes nos centros especializados em emagrecimento. No consultório de Karina Santos, por exemplo, a demanda teve uma alta de 40%, liderada pelas mulheres. Tratamento pode incluir uso de medicamentos A médica explica que o tratamento para quem tinha peso normal e brigou com a balança na pandemia, assim como o de quem já tinha um quadro de obesidade e piorou em meio à covid-19, é semelhante. O tratamento envolve check up completo, dieta com acompanhamento de um nutricionista, redução do consumo de bebidas alcoólicas, atividade física (em casa ou em academia, com supervisão de um personal trainner) e, se for o caso, tratamento para outras doenças associadas ao excesso de peso, como diabetes, hipertensão e problemas cardíacos. Se o quadro envolve pressão alta e doenças cardiovasculares, o paciente será acompanhado por especialistas da área. E se o nível de peso exigir, o tratamento inclui medicações para emagrecimento. No geral, a melhoria da qualidade de vida, alimentação, atividade física e fortalecimento do sistema imunológico contribuem para que o paciente com excesso de peso e que passou por um tratamento adequado para emagrecimento tenha mais chance de resistência às formas graves da covid-19. Esse é o posicionamento de instituições como a Federação Latino-americana de Obesidade. A entidade, que tem trabalhado para conscientizar a sociedade sobre esse tema, defende que o emagrecimento associado a um quadro de vida saudável, reeducação alimentar e práticas esportivas surtem efeito em relação a reduzir o risco de formas mais grave da covid-19 ou de vir a óbito. “Além das conclusões dos estudos nos Estados Unidos e na Inglaterra e do posicionamento da federação, a experiência tem comprovado que, de fato, pessoas obesas e que perderam peso acompanhadas por especialistas e contraíram a covid-19 têm mais chance de, se forem contaminadas, desenvolver formas mais leves da doença e reagem melhor ao tratamento do coronavírus”, sustenta

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Fiocruz prevê produção de 1 milhão de vacinas por dia até final do mês

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) espera produzir um milhão de doses da vacina contra a covid-19 por dia até o final de março. A estimativa foi divulgada durante a visita técnica do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, quando foi anunciado o início da produção em larga escala. Durante o encontro, representantes da Fiocruz previram a entrega de 3,8 milhões de doses para o mês de março. A produção dos lotes de pré-validação e validação foram finalizadas no último domingo (7), com testes de consistência e estabilidade dentro dos parâmetros desejados. Esses lotes poderão ser incorporados ao Programa Nacional de Imunização (PNI), mediante aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Com o início da operação dessa primeira linha nesta segunda-feira, a Fiocruz iniciará o escalonamento gradual da produção. “A primeira linha em funcionamento hoje está produzindo cerca de 300 mil doses por dia. Ainda esta semana, caso a produção ocorra dentro do previsto, uma segunda linha de produção deverá entrar em operação para aumentar a capacidade produtiva. A expectativa é chegar, até o final de março, com as duas linhas em funcionamento, com uma produção de cerca de um milhão de doses por dia”, informou a Fiocruz em nota publicada em sua página na internet.

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Pernambuco recebe 79 respiradores para ampliar vagas de UTI

A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) recebeu, na tarde desta segunda-feira (08/03), mais 79 respiradores comprados pelo Governo de Pernambuco, em um investimento de R$ 3,5 milhões. Os novos equipamentos recebidos hoje serão enviados, nos próximos dias, para unidades de saúde da Região Metropolitana do Recife e interior, possibilitando a abertura de novos leitos de terapia intensiva em todo o Estado. Nas próximas semanas, a SES-PE ainda vai receber outros 150 ventiladores já comprados pelo Governo do Estado. No ano passado, para enfrentar a crise do novo coronavírus, o Governo já havia adquirido outros 365 respiradores mecânicos. Além disso, levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no final de 2019, apontou que Pernambuco já tinha, antes da pandemia, a 8ª melhor proporção de respiradores por habitantes do país e mais de 75% destes aparelhos estavam em funcionamento na rede pública. MAIS UTIS – Começaram a funcionar nesta segunda (08/03) mais 10 leitos de terapia intensiva no Hospital Memorial Guararapes, no município de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife. As vagas estão sendo disponibilizadas a partir de contratualização com o serviço, que já tinha aberto, na última sexta (05/03), outras 10 UTIs. Com isso, a rede estadual já conta com 2.074 leitos, sendo 1.068 de terapia intensiva. A expectativa é que, ainda hoje, o Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa também transforme 10 leitos de enfermaria em 10 vagas de UTI. Nos próximos dias, ainda estão previstos mais 30 leitos de UTI nos hospitais do Tricentenário (20 vagas), em Olinda, e Santa Maria, em Araripina (10), no Sertão do Araripe. Além disso, até o final da semana, mais vagas de terapia intensiva Alfa devem ser colocadas em operação. Em relação aos leitos de enfermaria, entraram em funcionamento nos últimos dias 14 leitos no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), no Recife, e 20 no Hospital Santa Maria, em Araripina. A secretaria estadual de Saúde ainda está com chamamento público aberto para contratação de leitos dedicados à Covid-19 junto aos hospitais privados. “Estamos ampliando permanentemente as vagas para terapia intensiva no Estado, seja em serviços próprios ou conveniados e também contratualizando com a rede privada. O esforço para ofertar essas vagas em todas as regiões pernambucanas têm sido constante, mas ratifico que cada um precisa fazer a sua parte para aliviar essa pressão que nosso sistema de saúde têm sentido nos últimos dias. Precisamos respeitar as regras sanitárias, o distanciamento social e a higienização das mãos para diminuir os adoecimentos e, consequentemente, os internamentos, além de mais mortes que poderiam ser evitadas”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.

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Leucemia: pacientes são mais suscetíveis à Covid-19

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), a leucemia é o 9º câncer mais comum no sexo masculino e o 11º no feminino. Ele ataca os glóbulos brancos e se inicia pela infiltração das células leucêmicas na medula óssea, caracterizando-se pela quebra do equilíbrio da produção dos elementos do sangue, causada pela proliferação descontrolada de célula malignas. É um dos tipos de câncer que teve mais pacientes em 2019, com cerca de 3.116 casos. Em 2020, foram 2.632 casos contabilizados, de acordo com o portal Radar do Câncer. “Para o diagnóstico, é necessário fazer uma análise do paciente, verificando se está pálido, se há a presença de manchas roxas pelo corpo, aumento dos linfonodos e do baço, febre sem explicação e dor óssea, por exemplo. Um hemograma poderá detectar essas alterações. Depois é feito o exame de medula óssea e de outros testes que comprovarão o diagnóstico. O tratamento para essa doença geralmente consiste em quimioterapia. Em certos tipos de leucemia, e em casos com mau prognóstico, pode ser indicado um transplante de medula óssea”, explica o hematologista Aderson Araújo, da Multihemo Oncoclínicas. Pesquisa de médicos brasileiros da Oncoclínicas, publicada pelo Journal of Clinical Oncology (JCO), mostra que pacientes com leucemia e outros tumores hematológicos se mostram mais suscetíveis à infecção pelo coronavírus, principalmente os transplantados, porque a imunossupressão é mais intensa. Por isso, os pacientes que fazem quimioterapia ou que estão na fase pós-tratamento precisam aumentar os cuidados habituais (lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool em gel), além de usar máscaras e evitar aglomerações. Como se tornar um doador de medula óssea? Para se tornar doador, é necessário realizar um cadastro no órgão que busca doadores no Brasil e nos registros estrangeiros, o chamado Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME). Também é preciso ter entre 18 e 55 anos de idade, estar com a saúde em bom estado geral, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não possuir diagnóstico oncológico, doenças hematológicas ou do sistema imunológico.

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Recife abre vacinação contra covid-19 para idosos de 73 e 74 anos

Da Prefeitura do Recife A Prefeitura do Recife avança em mais uma etapa do Plano Recife Vacina e amplia a faixa etária de idosos que podem receber a proteção contra a covid-19. A partir das 18h desta sexta-feira (5), pessoas com 73 e 74 anos podem agendar através do Conecta Recife o dia, hora e local para tomar a vacina. A imunização dessa nova faixa etária já começa neste sábado (6). “Hoje (5), a partir das 18h, os idosos com 73 e 74 anos de idade poderão fazer o agendamento e, a partir de amanhã (6) pela manhã, já poderão ser vacinados. Você que conhece alguém que tenha 73 ou 74 anos, ajude esta pessoa a fazer o agendamento e poder ir a um centro de vacinação ou drive-thru”, explicou o prefeito. “O Brasil passa hoje pelo momento mais difícil desde o início da pandemia. Pernambuco tem 95% dos leitos de UTI ocupados. E isso não é um número. É uma realidade dura que precisa ser compreendida e o trabalho não pode parar. Nós estamos abrindo novos leitos, mas a forma efetiva de vencer a pandemia é com a vacinação”, acrescentou. O agendamento deve ser realizado através do site www.conectarecife.recife.pe.gov.br ou do app Conecta Recife, disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. No ato da marcação, é preciso anexar comprovante de residência e o documento da identificação oficial. Esses mesmos documentos devem ser levados no dia da vacinação. Caso a pessoa seja acamada, é possível sinalizar a condição marcando a opção disponível durante o cadastro para, dessa forma, receber a visita domiciliar de uma das equipes volantes da Secretaria de Saúde. A Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Saúde, disponibiliza ao todo 16 pontos para a vacinação. Os drive-thrus ficam no Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), na Tamarineira; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Fórum Ministro Artur Marinho – Justiça Federal de Pernambuco (Avenida Recife), no Jiquiá; Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Juizados Especiais do Recife, na Imbiribeira; Parque da Macaxeira, na Macaxeira; Geraldão, na Imbiribeira; Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), na Cidade Universitária; e Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Bairro do Recife. Além dos pontos onde a pessoa não precisa descer do veículo, a Secretaria de Saúde do Recife oferece salas de vacina em outros pontos: Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), em Dois Irmãos; Parque de Exposição de Animais, no Cordeiro; Upinha Dr. Hélio Mendonça, no Córrego do Jenipapo. Os outros centros continuam funcionando na Unidade de Cuidados Integrais (UCIS) Guilherme Abath, no Hipódromo; Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro; Ginásio Geraldão, na Imbiribeira; e UPA-E Fernando Figueira, no Ibura. Todos os locais funcionam das 7h30 às 18h30, de domingo a domingo. OUTROS PÚBLICOS – Além dos idosos a partir de 73 anos, o Recife continua vacinando os trabalhadores da saúde, ativos, de qualquer área, a partir de 55 anos; trabalhadores da Atenção Básica do município e os que atuam nas redes pública e privada, em policlínicas, maternidades, UTIs, centros de quimioterapia e de Terapia Renal Substitutiva. Além deles, os trabalhadores da saúde dos setores hospitalares de endoscopia, broncoscopia e imagem; cardiologia, vascular e neurologia. Os que atuam nas Vigilâncias Epidemiológica, Sanitária, Ambiental e no setor de Saúde do Trabalhador também foram incluídos na lista de grupos prioritários.

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Reino Unido: Isolamento e vacinação derrubam infecções e mortes por Covid-19

Desde o dia 10 de janeiro, praticamente um mês após a primeira imunização no Reino Unido, o número de registro de novos casos de Covid-19 despenca em queda livre no País. Com o marco de 21,3 milhões de vacinas aplicadas, que seria proporcional a 30% da população, se cada habitante tivesse recebido apenas uma dose, a terra da rainha é um dos Países que mais vacinou no mundo, segundo dados do Our World in Data. O número de novos óbitos pela Covid-19 também está em queda no Reino Unido. A redução, porém, começou 15 dias após o início da baixa de novos casos. Desde o dia 26 de janeiro, os indicadores semanais são continuamente menores, conforme o gráfico abaixo. Há de se destacar que esse desempenho de melhoria do quadro da pandemia não acontece apenas pela vacinação, mas também pelo lockdown imposto no País. Com o maior controle do quadro pandêmico, o Reino Unido já tem um plano de reabertura das atividades econômicas e sociais, mas ainda para o mês de abril. Apenas as escolas, que estão sendo tratadas como prioridade, voltam já na proxima segunda feira (08/03). Quem recebeu ontem a vacina da AstraZeneca/Oxford – a mesma usada pelos idosos no Recife – em Londres foi o empresário pernambucano Luiz Cláudio Guimarães. Ele foi vacinado por uma equipe de saúde da Inglaterra em um estadio de crícket, em Londres. “Sou grato ao Governo Britânico pelo excepcional trabalho científico e de logística, com foco na proteção à vida e à retomada da economia”, afirmou. Ele contou que da sua chegada ao local de vacinação até a aplicação da primeira dose do imunizante não demorou mais que 5 minutos. Em comunicado que chegou ao seu celular, ele foi informado que a segunda dose deverá acontecer em 12 semanas. LEIA TAMBÉM http://revista.algomais.com/bem-estar/pioneiro-na-vacinacao-como-esta-campanha-no-reino-unido http://revista.algomais.com/noticias/confira-os-10-paises-que-mais-vacinaram-no-mundo http://revista.algomais.com/bem-estar/algomais-saude/oxford-afirma-que-sua-vacina-e-76-eficaz-por-tres-meses-apos-uma-dose   *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

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Sob pressão, Ministério da Saúde avança para compra de outras vacinas

Da Agência Brasil O Ministério da Saúde informou ontem que “já possui contratos alinhados” para a compra da vacina russa Sputnik V e que a aprovação do Projeto de Lei nº 534 de 2021 pela Câmara dos Deputados “facilitou as negociações” para a compra de doses das vacinas da Pfizer e da Janssen – farmacêuticas dos Estados Unidos. O projeto de lei facilitou a compra de vacinas com autorização para uso em caráter emergencial pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) por estados, municípios e por empresas. O projeto também autorizou o governo federal, estados e municípios a assumirem riscos de indenização de cidadãos em caso de efeitos adversos das vacinas, uma das exigências impostas pela Pfizer e que vinha sendo objeto de resistência por parte do Ministério da Saúde. A declaração do MS foi dada pelo titular da pasta, Eduardo Pazuello, em reunião com a Confederação Nacional de Municípios (CNM). Pazuello acrescentou que serão disponibilizadas em março mais 4 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford já produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado. Novos lotes Ao longo de março, segundo o Ministério da Saúde, devem chegar novos lotes de vacinas. Além de remessas do Butantan, mais doses da AstraZeneca/Oxford, já produzidas no Brasil pela Fiocruz (3,8 milhões). Do mesmo laboratório, o Brasil também deve receber ao longo do mês mais 2 milhões de doses importadas da Índia e outras por meio do consórcio Covax Facility. A pasta informou que assinou o contrato com o laboratório Precisa Medicamentos/Bharat Biotech, responsável pela vacina indiana Covaxin. Das 20 milhões de doses acordadas, 8 milhões já devem estar disponíveis para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) ainda este mês.

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Anticorpos contra o SARS-CoV-2 são seis vezes menos eficazes contra variante P.1

Por Karina Toledo | Agência FAPESP – Experimentos laboratoriais conduzidos na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) indicam que anticorpos presentes no plasma sanguíneo de pessoas que já tiveram COVID-19 e se recuperaram são cerca de seis vezes menos eficientes para neutralizar a variante brasileira do SARS-CoV-2, denominada P.1., do que a chamada linhagem B, que circulou no país nos primeiros meses da pandemia. O estudo mostra ainda que o plasma coletado de indivíduos que receberam a segunda dose da CoronaVac há cerca de cinco meses apresenta baixa quantidade de anticorpos capazes de neutralizar o novo coronavírus – tanto a linhagem B quanto a variante P.1. Os dados foram divulgados na plataforma Preprints with The Lancet e ainda estão em processo de revisão por pares. “O que esses resultados preliminares sugerem é que tanto as pessoas que já tiveram COVID-19 como aquelas que foram vacinadas podem ser infectadas pela nova variante P.1. e, portanto, não devem se descuidar”, alerta José Luiz Proença Módena, professor do Instituto de Biologia (IB-Unicamp) e coordenador da investigação. Segundo o pesquisador, esse fenômeno é comum e ocorre também com outras vacinas, fazendo com que alguns vírus continuem circulando mesmo após uma população ser imunizada. “Em hipótese alguma ele sugere que a vacina não funciona”, afirma. Os experimentos descritos no artigo foram realizados com apoio da FAPESP (projetos 16/00194-8 e 20/04558-0) no Laboratório de Estudos de Vírus Emergentes (Leve) do IB-Unicamp, que tem nível 3 de biossegurança (NB3) e é administrado por Módena. O grupo recebeu de colaboradores do Centro Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE) 20 amostras de secreção nasofaríngea de pacientes infectados pela variante brasileira, que foram inoculadas em culturas celulares suscetíveis ao SARS-CoV-2. A presença da P.1. nas amostras dos pacientes foi confirmada por sequenciamento do genoma viral. Dois isolados da variante P.1. obtidos a partir das culturas infectadas in vitro foram usados nos testes de neutralização feitos tanto com o plasma de convalescentes quanto de vacinados. “Nós já tínhamos uma coleção de plasma doado por pessoas que se recuperaram da COVID-19 – todas as amostras com altas quantidades de anticorpos neutralizantes. Esse material foi originalmente colhido e analisado para o tratamento de pacientes em estado grave [método conhecido como transfusão passiva de imunidade ou terapia com plasma convalescente]”, conta Módena à Agência FAPESP. As amostras de plasma convalescente – coletadas entre dois e três meses após a infecção – foram testadas paralelamente contra a linhagem B e a variante P.1. Os resultados indicam que o potencial de neutralização frente à nova cepa foi em média seis vezes menor. “Esse é um valor que chama a atenção”, diz Módena. “No caso do vírus influenza [causador da gripe], por exemplo, quando de um ano para outro surge uma nova variante que é seis vezes menos neutralizada pelos anticorpos, já se considera que há escape imune e que é necessário atualizar a vacina.” Mais estudos são necessários Os experimentos de neutralização com o plasma de vacinados foram feitos com amostras coletadas de oito voluntários que participaram do ensaio clínico de fase 3 da CoronaVac – imunizante desenvolvido pela empresa chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan. A imunização ocorreu entre os meses de agosto e setembro de 2020. Como os testes clínicos de fase 2 já haviam indicado, a quantidade de anticorpos neutralizantes no sangue dos vacinados cai fortemente após aproximadamente seis meses. Desse modo, nos testes in vitro feitos na Unicamp, o efeito de neutralização do plasma sanguíneo foi pequeno tanto contra a P.1. quanto contra a linhagem B. No entanto, os pesquisadores destacam que esses resultados precisam ser interpretados com cautela, pois anticorpos neutralizantes são apenas um dos componentes do sistema imunológico. “Outros elementos de proteção que podem ser fortemente induzidos pela vacina, como a imunidade celular, provavelmente ainda são capazes de evitar que os imunizados desenvolvam a doença – principalmente as formas mais graves. No entanto, tudo indica que os vacinados não estão livres de se infectarem e de transmitirem o vírus”, avalia Módena. Segundo o pesquisador, o número de indivíduos avaliados no estudo é pequeno e os resultados não são robustos o suficiente para concluir algo relacionado à eficácia da CoronaVac contra a variante brasileira do novo coronavírus. “São necessários estudos mais aprofundados para avaliar tanto a eficácia da CoronaVac como de outras vacinas contra a P.1.”, diz. Os autores ressaltam ainda que medidas de higiene e distanciamento social continuam essenciais para controlar a disseminação do vírus, mesmo entre pessoas previamente infectadas ou já vacinadas. “Essas medidas são importantes para evitar possíveis casos de reinfecção, especialmente pelas novas linhagens emergentes”, afirmam. Participaram dos testes o bolsista William Marciel de Souza, a mestranda Karina Bispo dos Santos, a bolsista de iniciação científica Camila Lopes Simeoni e a doutoranda Pierina Lorencini Parise. Ao todo, a pesquisa contou com cientistas de dez universidades, entre elas Unicamp, Universidade de São Paulo (USP), University of Oxford (Reino Unido) e Washington University in St. Louis (Estados Unidos). Além da FAPESP, o grupo recebeu recursos de Medical Research Council (Reino Unido), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Faepex), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e National Institutes of Health (Estados Unidos). O trabalho Levels of SARS-CoV-2 lineage P.1 neutralization by antibodies 2 elicited after natural infection and vaccination pode ser lido em https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=3793486.

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