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“Estamos deixando de ser um projeto estratégico para ser uma empresa estratégica”

Diretor da Hemobrás, Antônio Edson de Lucena, destaca expansão da produção, nacionalização de medicamentos e impacto no desenvolvimento regional. A Hemobrás vive um momento de maturação. Criada há pouco mais de 20 anos, a estatal instalada em Goiana (PE) passa a assumir, segundo o diretor de desenvolvimento industrial Antônio Edson de Lucena, um papel cada vez mais central no sistema de saúde brasileiro. “Estamos deixando de ser um projeto estratégico para ser uma empresa estratégica”, afirma, ressaltando que a companhia já é considerada também estratégica de defesa, dada a relevância de seus medicamentos para o País. Atualmente, a Hemobrás distribui cinco tipos de medicamentos ao SUS — quatro hemoderivados produzidos a partir do plasma humano coletado nos hemocentros e o fator VIII recombinante, fruto de transferência tecnológica. A expectativa é que, até 2026, o Brasil alcance a nacionalização completa da cadeia produtiva, reduzindo a dependência externa. Com faturamento estimado em R$ 800 milhões para 2025, a empresa planeja ampliar sua capacidade fabril e fortalecer parcerias com universidades e institutos de pesquisa, posicionando-se como âncora tecnológica e pilar estratégico para a saúde pública. Como o senhor definiria o momento vivido pela Hemobrás? A Hemobrás está vivendo um momento muito importante. É uma maturação. Ela é uma empresa jovem, temos pouco mais de 20 anos. Nós trabalhamos bastante e ela está aí, apenas iniciando nessa jornada. O nosso momento hoje ele é quando a gente deixa de ser um projeto estratégico e passa pouco a pouco para ser uma empresa estratégica. Inclusive nós somos uma empresa estratégica de Defesa também. Ou seja, além do Ministério da Saúde, a gente tem uma vinculação de responsabilidade com o Ministério da Defesa, dada a importância que esses medicamentos têm para a população. Qual é a produtividade da Hemobrás atualmente? A gente já distribui 5 tipos de medicamentos. São quatro hemoderivados, ou seja, advindos do processamento do plasma brasileiro. e um é o Fator VIII Recombinante, que é um produto por biotecnologia. Nós estamos aplicamos o processo de tecnologia da engenharia reversa. Então, a gente começa pelo registro e a distribuição do produto, depois nós vamos agregando valor em todas as etapas até deter a cadeia completa da produção. A próxima etapa que nós vamos implantar vai ser o envase de produtos. Hoje, a gente rotula esses produtos, a gente faz a importação e a gente distribui para o Ministério da saúde, fazendo todo o controle de qualidade. Toda a expedição é que é feita na cadeia logística e em um dado momento, no próximo ano, a gente já vai estar aí fazendo também a nacionalização de desse IFA (Insumo Farmacêutico Ativo, a substância principal de um medicamento, responsável pelo seu efeito terapêutico) para incorporação aqui. Então, cabe à Hemobrás fazer também a qualificação de todos os hemocentros do Brasil para que eles se transformem em fornecedores de matéria-prima para indústria farmacêutica. Como acontece essa qualificação? Uma coisa é a instituição ser exemplo, como aqui do Hemope, um centro de excelência. Mas nós precisamos qualificá-lo para que ele se transforme em um fornecedor de matéria-prima. Então aquele plasma que não vai para o hospital, ele é um plasma que vai ser matéria-prima para que a gente transforme-o em medicamentos hemoderivados. Então, a Hemobrás hoje cuida de toda essa rede de hemocentros. Transformá-los em fornecedores de matéria-prima é um dos nossos principais desafios, porque a gente interage com cerca de 100 hemocentros, que são nossos fornecedores. Com isso, a gente conseguiu passar de cerca de 90.000 litros de plasma, que tinha sido o nosso recorde histórico, para 300.000 litros de plasma, que é o volume que hoje a gente está é captando nessa hemorrede, então é um trabalho importantíssimo, porque o plasma, ele é fundamental para a produção de Hemoderivados Também fornecemos um produto que é o Fator VIII recombinante. Esse produto é produzido fora e nós que agora terminamos a nossa fábrica, estamos em processo de qualificação dessa fábrica. A nossa perspectiva é que essa nacionalização da cadeia, tanto de hemoderivados quanto de recombinante aconteça nos próximos 12 meses. Então, o ano de 2026 vai ser esse ano que vai ser dedicado a trazer essa produção, que hoje é feita fora, para fazer na nossa fábrica. E isso é feito por etapas, que é acompanhado pela Anvisa, por órgãos, competentes, que dão as nossas anuências, e aí temos um plano estratégico que a cada é mês a gente vai avançando nisso e o nosso planejamento leva cerca de 12 meses para a gente fazer essa nacionalização. Quando houver essa nacionalização e todo esse processo for concluído, vocês vão atender 100% da demanda do SUS no Brasil? Tem alguma expectativa também de exportar no futuro? Em relação aos produtos de biotecnologia, sim, uma vez satisfeito o SUS nas necessidades, a gente poderá exportar. Em relação aos produtos hemoderivados, praticamente vamos atender o mercado do SUS. Um dos principais produtos, ou seja, aquilo que tem mais demanda é a imunoglobulina. Então com a imunoglobulina, que é o nosso parâmetro chave de atendimento,a gente consegue hoje atender a 100% do SUS, mas existe uma expectativa crescente demanda desse produto. Então há uma possibilidade de expansão da fábrica? A gente já vislumbra. A gente fez uma fábrica capaz de ser expandida com poucas modificações e adaptações. Então, em relação ao hemoderivado, se a gente atende o processamento de todo o plasma nacional, podemos prestar esse mesmo serviço de beneficiamento do plasma aos países do Mercosul. Inclusive, hoje a gente já tem tratativas nesse sentido. O Hemobras é uma importante indústria para essa região. A gente não pode vender os nossos hemoderivados para eles, mas a gente pode beneficiar o plasma deles e entregar os medicamentos. Por isso a gente tem essa importância já reconhecida por esses países. Como tem acontecido o processo de pesquisa e desenvolvimento dentro da empresa? Nós temos a pesquisa e o desenvolvimento. O desenvolvimento industrial está muito no cotidiano, sempre para melhorar os processos, para incorporar e nacionalizar toda essa cadeia de supply chain para

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Festival de Raquetes reúne Pickleball, Beach Tennis, Frescobol, Badminton, Tênis de Mesa e Picnic das Crianças

Agenda Dia das Crianças Evento acontece em 11 de outubro, na Cia do Lazer, em Porto de Galinhas, com programação esportiva e recreativa para toda a família, incluindo modalidades com raquetes e o Picnic do Dia das Crianças No dia 11 de outubro, uma programação especial vai reunir famílias em um dia cheio de diversão, esporte e lazer ao ar livre na Cia do Lazer, em Porto de Galinhas. O Festival de Raquetes se une ao Picnic Dia das Crianças, oferecendo atividades para todas as idades e momentos de convivência em meio à natureza. A partir das 9h, os participantes poderão aproveitar quadras abertas para modalidades como Pickleball, Frescobol, Beach Tennis, Badminton e Tênis de Mesa, com categorias infantil, adulto e master, além de modalidades feminino, masculino e mista. É uma oportunidade para todos se exercitarem, se divertirem e compartilharem experiências esportivas. Enquanto isso, o Picnic Dia das Crianças garante brincadeiras, interação e momentos de lazer ao ar livre, criando um ambiente acolhedor e perfeito para celebrar o Dia das Crianças em família. A combinação de esporte, natureza e confraternização torna o evento inesquecível. “Eventos como o Festival de Raquetes e o Picnic Dia das Crianças são oportunidades únicas de fortalecer vínculos familiares, promover bem-estar e estimular a prática esportiva em um ambiente saudável e acolhedor. Momentos como esses mostram que lazer, natureza e convivência podem transformar experiências em memórias inesquecíveis para toda a família” pontuou Rose Jarocki, Psicanalista clínica e CEO da Cia do Lazer. A participação no evento é mediante inscrição paga, com valores a partir de R$ 70 por pessoa, garantindo acesso completo à programação. A alimentação será vendida no local, mas os participantes também podem levar seus próprios lanches. As inscrições já estão abertas. Para participar, basta entrar em contato pelos canais oficiais (@cialazer) ou pelos telefones (81) 99242-7435 | (81) 99127-9530.

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Nordeste recebe pela primeira vez o Congresso Brasileiro de Clínica Médica

Evento reúne especialistas internacionais no Recife e deve movimentar R$ 10 milhões no turismo local. Na foto, o presidente do congresso, Marcus Villander O Recife sedia, entre os dias 8 e 11 de outubro, o 18º Congresso Brasileiro de Clínica Médica (CBCM), o maior da América Latina na especialidade. O encontro reúne cerca de 200 palestrantes nacionais e internacionais e deve atrair aproximadamente 5 mil participantes, entre estudantes, médicos e profissionais de saúde. De acordo com estimativas do Recife Convention & Visitors Bureau, o impacto econômico para o turismo local será de R$ 10 milhões, com geração de cerca de 20 mil room nights na hotelaria. Essa é a primeira vez, em 35 anos de história da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, que o congresso será realizado no Nordeste. A conquista do evento contou com a articulação do Recife Convention em parceria com o Pernambuco Centro de Convenções e a Attitude Promo, empresa de Santa Catarina. Segundo a diretora executiva do Convention, Hellen Lopes, “a conquista do evento foi viabilizada em parceria com o Pernambuco Centro de Convenções e a Attitude Promo, empresa de Santa Catarina, representada por Marco Aurélio, com quem o Convention mantém contato próximo”. O presidente do congresso, Marcus Villander, destaca a relevância da edição sediada em Pernambuco. “Pernambuco sempre foi um centro histórico da Clínica Médica no Brasil, terra de grandes mestres que formaram gerações e deixaram um legado que seguimos até hoje. Esse congresso vai muito além da atualização científica: é um movimento de valorização do clínico, esse médico que integra saberes com fins a melhorar desfechos clínicos e, finalmente, cuidar de quem precisa”, afirma. Além da programação principal, o CBCM contará com o 8º Congresso Internacional de Medicina de Urgência e Emergência e com o 1º Simpósio Brasileiro de Doenças Autoimunes, ampliando os debates científicos e reforçando a importância do evento para a saúde no Brasil. Entre os palestrantes internacionais já confirmados estão Christopher Winney (EUA), Laurent Arnaud (França), Mara López Wortzman (Argentina) e os portugueses António Marinho e Carlos Vasconcelos. Serviço18º Congresso Brasileiro de Clínica Médica (CBCM)Data: 8 a 11 de outubro de 2025Local: Pernambuco Centro de Convenções – Recife

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Saúde mental no trabalho: afastamentos crescem 134% e ansiedade se torna desafio coletivo

Psicanalista Marcos Lima explica fatores que intensificam o adoecimento psíquico em um cenário de custos bilionários para a economia *Por Rafael Dantas O Brasil enfrenta um crescimento alarmante nos afastamentos por transtornos mentais. Segundo a Iniciativa SmartLab de Trabalho Decente, coordenada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), os registros aumentaram 134% no último biênio, saltando de 201 mil em 2022 para 472 mil em 2024. Os diagnósticos mais comuns estão ligados a estresse (28,6%), ansiedade (27,4%) e episódios depressivos (25,1%). O psicanalista Marcos Lima observa que esses números não podem ser vistos apenas como estatísticas. “A ansiedade pode ser entendida como expressão de conflitos internos ligados ao desejo de aceitação social e ao medo de rejeição. Quando há sensação de exclusão, a angústia se intensifica, gerando prejuízos emocionais e até físicos”, explica. Ele ressalta que a hiperconectividade digital contribui para o problema, mas não é o único fator. Privação de sono, relações afetivas fragilizadas, pressão social e incertezas sobre o futuro — acentuadas desde a pandemia — também alimentam o cenário de adoecimento. Entre 2012 e 2024, o Brasil registrou 8,8 milhões de acidentes de trabalho e 32 mil mortes, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. Nesse período, 2,6 milhões de benefícios previdenciários foram concedidos em razão de doenças e acidentes, com gasto acumulado de R$ 173 bilhões. Estimativas indicam ainda a perda de mais de meio bilhão de dias de produtividade, o que equivale a um custo de R$ 468 bilhões anuais — cerca de 4% do PIB mundial. “A ansiedade pode ser entendida como expressão de conflitos internos ligados ao desejo de aceitação social e ao medo de rejeição. Quando há sensação de exclusão, a angústia se intensifica, gerando prejuízos emocionais e até físicos” – Marcos Lima, psicanalista Marcos Lima explica que, em muitos casos, a ansiedade se manifesta como uma “reação defensiva a ameaças vagas”, distorcendo a percepção da realidade e prejudicando vínculos sociais. Ele lembra que adultos acima de 30 anos frequentemente chegam ao consultório em busca de respostas para angústias ligadas a experiências familiares. “A ausência de afeto, mas também o excesso, pode gerar marcas psíquicas que aumentam a ansiedade”, afirma. Para lidar com esse quadro, o especialista defende abordagens que unam autocompreensão e técnicas terapêuticas modernas. Ele destaca a terapia metacognitiva, que trabalha crenças sobre os próprios pensamentos, e a “terceira onda” da terapia cognitivo-comportamental, que ajuda na aceitação de experiências internas dolorosas. “Não se trata de eliminar sentimentos difíceis, mas de aprender a conviver comigo mesmo, com as perdas irreparáveis e os contextos sociais adversos”, conclui. O desafio, segundo a OIT, é transformar esse aprendizado individual em políticas institucionais sólidas. Apenas 46% dos municípios brasileiros possuem programas de saúde mental, e os setores bancário, hospitalar e de comércio varejista concentram a maior parte dos afastamentos. Investir em prevenção e ambientes de trabalho mais saudáveis, defendem especialistas, é não só uma necessidade humana, mas também uma questão econômica urgente. “Não se trata de eliminar sentimentos difíceis, mas de aprender a conviver comigo mesmo, com as perdas irreparáveis e os contextos sociais adversos” – Marcos Lima Psicanalista Marcos Lima fala sobre ansiedade A ansiedade é sempre algo negativo? Não necessariamente. Ela pode funcionar como um alerta defensivo diante de ameaças, ainda que vagas. O problema é quando essa reação se torna constante, distorcendo a percepção da realidade e levando a generalizações que afetam a vida social e afetiva. Por que tantas pessoas procuram terapia depois dos 30 ou 40 anos? Muitos chegam ao consultório para lidar com questões ligadas à infância e aos vínculos familiares. A ausência de afeto, ou até mesmo o excesso, pode deixar marcas psíquicas que alimentam quadros de ansiedade na vida adulta. É verdade que hoje os jovens falam demais em ansiedade? Existe um fenômeno de “modismo”. Muitos jovens associam qualquer desconforto emocional à ansiedade, o que pode confundir o entendimento sobre o transtorno. É importante diferenciar entre ansiedade cotidiana e patológica, que exige acompanhamento clínico. Quais técnicas ajudam a reduzir o impacto da ansiedade? Há diversas abordagens: reestruturação cognitiva, exposição gradual, exercícios de relaxamento e terapias de terceira onda, que ensinam a aceitar experiências internas difíceis sem transformá-las em padrões fixos. Devemos eliminar os sentimentos difíceis? Não. O essencial é aprender a conviver com eles. Nem todas as situações têm solução imediata — perdas irreparáveis, pressões sociais e contextos adversos fazem parte da vida. A saída é desenvolver flexibilidade psicológica e ressignificar o sofrimento.

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Mulheres da Nordeste Fight se unem no Outubro Rosa para promover saúde, empoderamento e prevenção

No dia 4 de outubro, a Academia EsportVida recebe um aulão gratuito de Jiu-Jitsu voltado para mulheres, com atividades de prevenção, saúde e bem-estar. São 50 vagas disponíveis mediante inscrição O Outubro Rosa é um convite para refletir sobre a saúde da mulher de forma ampla, englobando corpo, mente e bem-estar. É nesse espírito que a equipe Nordeste Fight transforma o tatame em palco de acolhimento, empoderamento e solidariedade, trazendo a campanha para dentro da prática esportiva. A programação acontece no dia 4 de outubro, às 9h, na Academia EsportVida, e inclui aulão de defesa pessoal, orientações sobre prevenção ao câncer de mama, palestra de nutrição, roda de conversa, encontro com empreendedoras, atendimento com fisioterapeutas e massoterapeutas, além de coffee break, sorteios e momentos de integração. Inspiração dentro e fora do tatame Para a instrutora de Jiu-Jitsu faixa roxa da Nordeste Fight, Pollyanne Vasconcelos, o evento vai além da prática física. “O Jiu-Jitsu é uma ferramenta de empoderamento feminino. No tatame, aprendemos que força e resiliência caminham juntas com disciplina e respeito. Cada treino nos ensina a enfrentar desafios — dentro e fora do tatame. Vejo mulheres que chegam inseguras e, ao longo do treino, se transformam em pessoas mais confiantes, capazes de lidar com pressões do dia a dia, sejam profissionais, familiares ou sociais”, destaca. Praticante há cinco anos, Pollyanne já conquistou títulos como vice-campeã do Sul-Americano de Jiu-Jitsu CBJJ/IBJJF e campeã Pernambucana da FJJPE. Para ela, a arte marcial representa uma transformação que vai muito além do corpo. “O Jiu-Jitsu ensina que ser forte não é apenas sobre músculos; é sobre coragem, controle emocional, paciência e empatia. No tatame, a mulher aprende a se respeitar, a apoiar outras mulheres e a crescer juntas. Essa união é a verdadeira mensagem que carregamos: a força feminina não se mede sozinha, mas na forma como acolhe, incentiva e transforma vidas ao redor.” Entre as participantes está Isis Kalyanne Pereira da Silva, bancária, faixa marrom e praticante há 10 anos, que hoje lidera um projeto social com 25 crianças da comunidade. “O Jiu-Jitsu surgiu como um convite que mudou meu caminho. Eu não conhecia nada sobre a arte e, hoje, coordeno um projeto social com crianças. Aprendi a lidar com ansiedade, depressão e desafios do dia a dia. No tatame, transmito não apenas técnicas, mas valores de ética, cidadania e união. O Jiu-Jitsu me tornou uma mulher mais forte, resiliente e capaz de encorajar outras pessoas a se conhecerem e se protegerem”, relata. Ela reforça que o impacto da prática ultrapassa os treinos. “O que acontece no tatame não fica no tatame. A união entre mulheres, a força que compartilhamos, a disciplina e o respeito se traduzem em confiança, empatia e coragem para enfrentar qualquer desafio. É um espaço de aprendizado e crescimento contínuo, onde cada queda e cada vitória ensina algo sobre a vida.” Benefícios do Jiu-Jitsu para mulheres Serviço Evento: Aulão Outubro Rosa – Nordeste FightData: 4 de outubro, às 9hLocal: Academia EsportVida – RecifeInscrições gratuitas (50 vagas) Viver mais e melhor: HospitalMed 2025 contará com evento voltado para o mercado especializado em longevidade no Nordeste Impulsionado pelo aumento da expectativa de vida, assim como, a década do envelhecimento saudável, estipulada pela ONU, o mercado da saúde passa por um acelerado processo de crescimento e inovação voltado para a longevidade. Em conexão com este cenário, que tem impactado diversos segmentos produtivos da saúde com foco público 50+, a HospitalMed 2025 contará com a 2ª edição do Vida 60+ Expo, um espaço consolidado como o maior evento de longevidade do Nordeste, direcionado para a “economia prateada”. O local apresentará ao mercado novidades em produtos e soluções especializadas para os 14 milhões de nordestinos com 50 anos ou mais, reunindo especialistas, personalidades e marcas para debater saúde e bem-estar, segurança financeira e a democratização da tecnologia para o público maduro, além de apresentar novidades em produtos, serviços e soluções para o envelhecimento ativo e saudável. A 13ª edição HM acontece entre os dias 22 e 24 de outubro, no Pernambuco Centro de Convenções. O Vida 60+ Expo é um espaço integrado à HospitalMed 2025, tendo acesso livre e gratuito aos visitantes da feira. SERVIÇO HOSPITALMED 2025 | Vida60+ Expo @hospitalmedbr | www.vida60maisexpo.combr Data: 22, 23 e 24 de outubro de 2025. Horário: 14h às 20h. Local: Pernambuco Centro de Convenções. Entrada: R$ 50,00 pessoa física | Gratuito aos profissionais de saúde (CNPJ): Informações: www.hospitalmed.com.br Selfit inaugura nova sede administrativa em Boa Viagem A Selfit Academias inaugurou sua nova sede administrativa na Avenida Conselheiro Aguiar, nº 3068, em Boa Viagem. O prédio de cinco pavimentos reúne 160 colaboradores e conta com estacionamento, recepção, salas de reunião, estações de trabalho, refeitório e áreas de convivência. O último andar foi destinado ao lazer, com espaço para jogos como sinuca, ping pong, aero hockey e fliperama. 14ª Maratona Caminhada da Superação em Olinda Nesta sexta (03), a orla de Olinda recebe a 14ª Caminhada da Superação, com concentração às 6h e largada às 6h30 na Av. Ministro Marcos Freire. Serão 2,1 km, aulões de zumba e hit karatê, serviços gratuitos de saúde e show do Patusco. Inscrição: R$ 55 + um saco de leite em pó, revertido ao Hospital do Câncer de Pernambuco. O kit inclui camisa, boné, mochila, medalha, água, lanche, fisioterapia relaxante e sorteios.Inscrições e informações: WhatsApp (81) 98863-8871 Nalbert no 3º Congresso de Famílias da Escola Eleva Recife No dia 4 de outubro, às 9h, a Escola Eleva Recife promove o 3º Congresso de Famílias, gratuito e aberto ao público. O campeão olímpico Nalbert é o convidado especial, com palestra sobre esporte e valores familiares. O encontro também traz Renata Ishida (psicóloga do LIV) e André Daconti (especialista em comunicação não violenta). Vagas limitadas. Inscrições: Sympla – 3º Congresso de Famílias da Escola Eleva Recife III Congresso Autismo na Vida Adulta Nos dias 18 e 19 de outubro, o Mar Hotel Conventions, em Boa Viagem, recebe a terceira edição do Congresso Autismo na Vida Adulta, promovido pelo Instituto Dimitri Andrade. O evento

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Dia do Idoso chama atenção para saúde dos joelhos e prevenção de quedas

Especialista alerta que artrose, osteoporose e excesso de peso estão entre as principais causas de dor articular na terceira idade No dia 1º de outubro, data em que se celebra o Dia do Idoso, a saúde dos joelhos ganha destaque como fator essencial para o envelhecimento ativo e com qualidade de vida. Segundo o IBGE, o Brasil já soma 32,9 milhões de pessoas com mais de 60 anos, representando 15,8% da população. Problemas como artrose, osteoporose e tendinite figuram entre os principais motivos de dor nessa articulação, comprometendo a mobilidade e aumentando o risco de quedas. Principais causas de dor nos joelhos O ortopedista Leonardo Monteiro, especialista em joelho, explica que o desgaste natural da cartilagem é um dos maiores desafios. “A artrose lidera as causas de dor no joelho em idosos. Esta condição degenerativa resulta no desgaste da cartilagem, provocando dor, rigidez e perda de mobilidade”, afirma. Além da artrose, a osteoporose, a degeneração do menisco e a tendinite também aparecem com frequência nos diagnósticos. Prevenção no dia a dia Medidas simples podem retardar o desgaste articular e garantir mais qualidade de vida. “O joelho sustenta o corpo, já é uma articulação bastante sobrecarregada e, com o ganho de peso, esse desgaste acontece mais rápido. O controle do peso, a prática de atividades físicas e a melhora da alimentação são fundamentais”, orienta o especialista. Entre as recomendações estão manter uma dieta equilibrada, evitar o sobrepeso, reduzir açúcar e álcool e adotar exercícios regulares. Risco de quedas e segurança no lar As limitações nos joelhos também estão ligadas ao aumento do risco de quedas entre idosos. “É essencial eliminar riscos como tapetes escorregadios, investir em corrimãos e iluminação adequada. Além disso, exercícios de fortalecimento e equilíbrio, revisão da acuidade visual e acompanhamento médico são medidas fundamentais para prevenir quedas”, destaca Monteiro. Atenção em todas as idades O especialista reforça que cuidar dos joelhos não é apenas uma preocupação da terceira idade. “O joelho que está inchando, travando, estalando ou ficando rígido ao acordar não pode ser ignorado. Se não tratado, pode acelerar a progressão da artrose e antecipar em décadas o surgimento de uma doença que deveria aparecer apenas após os 70 anos”, alerta. Para ele, o cuidado deve começar cedo: “O objetivo é preservar a função da articulação para que o paciente tenha um joelho saudável até o fim da vida”.

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Por trás do cuidado diário, pais exaustos: os desafios emocionais de famílias atípicas

Especialistas alertam para a sobrecarga emocional vivida por mães e pais cuidadores e destacam que o bem-estar da família é parte essencial da efetividade terapêutica das crianças Eles estão em todas as salas de espera, nos corredores das clínicas, nas reuniões escolares e nos grupos de WhatsApp. São mães e pais de crianças neurodivergentes — pessoas que vivem uma rotina de dedicação intensa, marcada por amor incondicional, mas também por cansaço, culpa e solidão. No entanto, enquanto o foco está constantemente no progresso terapêutico dos filhos, a saúde mental de quem dos pais que cuidam quase nunca é considerada uma prioridade. O tratamento de crianças com autismo, TDAH, dislexia e outras neurodivergências envolve muito mais do que a participação em terapias e avaliações. Exige uma presença constante, emocional e prática, que muitas vezes implica mudanças na rotina profissional, abandono de planos pessoais e enfrentamento diário de julgamentos sociais, barreiras institucionais e falta de apoio público. “Os pais enfrentam sobrecarga física e psicológica, lidam com expectativas sociais e ainda precisam se adaptar a uma rotina de cuidados que exige constância e paciência. Se a saúde mental deles não for cuidada, a tendência é que problemas como ansiedade, estresse e até a depressão se tornem obstáculos para apoiar a criança de forma adequada”, explica a psicóloga Paula Chaves, coordenadora técnica da Clínica Mundos, especializada no atendimento a pessoas neurodivergentes. Sobrecarregados, solitários e sem espaço para adoecer Para muitas famílias, especialmente mães solo, o peso da jornada não é compartilhado. O acúmulo de responsabilidades — que envolve levar a criança a diferentes profissionais, gerenciar agendas, intermediar situações escolares e lidar com crises emocionais ou sensoriais — pode levar a um estado constante de exaustão. Muitas dessas mulheres, inclusive, cuidam sozinhas de dois ou mais filhos neurodivergentes, ampliando ainda mais a carga mental. O impacto psicológico de tudo isso é profundo. A vida passa a girar em torno da criança, e é comum que pais e mães deixem de lado o trabalho, os relacionamentos, os amigos, os momentos de descanso e até mesmo as próprias necessidades básicas. Essa abstenção, ao longo do tempo, cobra um preço emocional alto. “Cuidar de si mesmo não significa abandonar o filho. Isso garante condições emocionais para oferecer o suporte necessário, pois o tratamento da criança só tem efetividade quando a família também está fortalecida e o bem-estar dos pais é parte do sucesso do processo terapêutico”, ressalta Paula Chaves. Quando o ambiente familiar interfere no progresso terapêutico Cuidadores sobrecarregados tendem a manifestar sinais emocionais que, mesmo sem perceber, impactam diretamente as crianças. Irritabilidade, impaciência, ansiedade e indisponibilidade emocional geram ambientes instáveis, que comprometem o processo de desenvolvimento e aprendizado da criança neurodivergente. “A criança percebe o ambiente em que está inserida e como pais emocionalmente sobrecarregados podem transmitir insegurança, impaciência ou exaustão. Isso interfere diretamente no progresso do tratamento”, alerta a psicóloga. Ou seja, cuidar da saúde emocional dos pais não é um luxo — é uma necessidade. A estabilidade emocional da família é parte essencial do tratamento, e não um elemento periférico. A importância de uma rede que ampara e não julga A maioria das famílias que convivem com a neurodivergência ainda lida com estigmas sociais, falta de compreensão dos sistemas públicos e ausência de rede de apoio concreta. Nesse contexto, o isolamento vira regra, e o sentimento de solidão aumenta. “É essencial que os pais tenham espaços para falar sobre suas angústias e para fortalecer a rede de suporte. O autocuidado não é egoísmo, é parte do processo terapêutico da criança”, reforça Paula Chaves. Ela destaca que o autocuidado deve ser encarado como uma prática constante, e não um luxo eventual. Isso inclui não apenas procurar apoio psicológico, mas também buscar formas de dividir as responsabilidades com familiares e cuidadores próximos, garantindo que o peso do cuidado não recaia sobre uma única pessoa. Atividades como exercícios físicos leves, hobbies, espiritualidade, rede de apoio e momentos de lazer funcionam como válvulas de escape importantes para manter a saúde emocional dos cuidadores e oferecer à criança um ambiente mais estável e amoroso. 7 DICAS DE CUIDADO PARA QUEM CUIDA 1. Busque psicoterapia ou escuta profissional Falar com alguém especializado pode ajudar a organizar os pensamentos, aliviar a ansiedade e criar estratégias para o dia a dia. 2. Divida tarefas com quem puder Converse com familiares, parceiros e amigos. Delegar não é sinal de fraqueza — é inteligência emocional. 3. Procure grupos de apoio Outros pais e mães vivendo experiências semelhantes podem oferecer acolhimento, empatia e até soluções práticas. 4. Cuide do corpo: durma, se alimente e movimente-se A rotina é intensa, mas pequenos cuidados com o corpo impactam diretamente a saúde emocional. 5. Programe pausas reais Mesmo que sejam 15 minutos por dia para respirar, ler, meditar ou ouvir uma música que você ama. Você merece. 6. Reconheça seus limites Você não precisa dar conta de tudo. Aceitar seus próprios limites é o primeiro passo para respeitá-los. 7. Lembre-se: o tratamento da criança passa por você Cuidar de si é cuidar do outro. Você faz parte ativa da evolução do seu filho — e isso começa com seu próprio bem-estar. Um novo olhar sobre o cuidado A saúde mental dos pais de crianças neurodivergentes precisa ser olhada com a mesma seriedade e sensibilidade com que se observa o desenvolvimento das crianças. Ignorar o sofrimento dessas famílias é comprometer a base de todo o processo de acolhimento e transformação. “Não podemos mais pensar no cuidado de forma individualizada. A criança, a família, a escola, a sociedade — todos fazem parte de um sistema. E esse sistema precisa estar bem ajustado para funcionar. Quando os pais estão emocionalmente saudáveis, todo o entorno da criança se beneficia”, finaliza Paula Chaves. Cuidar de uma criança neurodivergente é um ato de amor que exige presença, coragem e resistência diária. Mas para que esse cuidado seja sustentável e saudável, é preciso que a sociedade enxergue também quem está por trás dele. Dar visibilidade à saúde mental dos pais é uma questão de empatia, além

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Síndrome de Boreout: quando o tédio no trabalho adoece

Neuropsicóloga Aline Graffiette alerta para os riscos da desmotivação crônica no ambiente corporativo A Síndrome de Boreout, ou síndrome do tédio, é um problema crescente no mundo corporativo. Concebida pelos pesquisadores Philippe Rothlin e Peter Weder em 2007, caracteriza-se por desmotivação, desinteresse e subutilização das competências profissionais, podendo evoluir para ansiedade, depressão e queda de produtividade. Segundo a neuropsicóloga e CEO da Mental One, Aline Graffiette, a condição é oposta ao Burnout: “Enquanto o Burnout é resultado do excesso de trabalho, o Boreout surge pela falta de estímulo, pela ausência de desafios e de propósito. O colaborador não sente que suas habilidades estão sendo aproveitadas e, com isso, perde o engajamento, a autoestima e até a saúde mental”. Entre os sinais mais comuns estão apatia, sensação de inutilidade, baixa autoestima, estresse, problemas de sono, fadiga e irritabilidade. Esses sintomas muitas vezes passam despercebidos ou são confundidos com desinteresse do profissional, mas refletem um desequilíbrio que exige atenção. “Do ponto de vista do colaborador, é essencial buscar ajuda profissional, repensar caminhos de carreira e investir em atividades que tragam estímulo e satisfação. Já as empresas precisam criar ambientes mais desafiadores e dinâmicos, com feedbacks constantes, reconhecimento e oportunidades reais de crescimento”, destaca Aline. Reconhecer os sinais e agir de forma preventiva é fundamental para preservar a saúde mental e a capacidade de inovação nas organizações.

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“Lidar com a ansiedade não é silenciar o medo, mas ensinar-lhe o tom certo para falar.”

O psiquiatra Amaury Cantilino explica como identificar quando a preocupação deixa de ser saudável e oferece caminhos para lidar com o problema A ansiedade faz parte da vida de todos, funcionando como um alerta natural diante de desafios e incertezas. Ela nos prepara para enfrentar situações difíceis, seja uma prova, uma apresentação ou um risco no dia a dia. No entanto, quando essa reação se torna constante, intensa e desproporcional, deixando de ajudar e começando a prejudicar, ela se transforma em um transtorno que merece atenção profissional. “É como se a mente ensaiasse catástrofes o tempo todo”, explica especialista, lembrando que preocupações excessivas e fora de controle deixam de ser ferramentas de planejamento e passam a ser fontes de exaustão emocional. Reconhecer os sinais é o primeiro passo para buscar ajuda e retomar o equilíbrio entre corpo e mente. A ansiedade é algo natural da vida de qualquer pessoa. Mas quando podemos considerar que ela atinge um nível que não é saudável? O que caracteriza um grau de ansiedade mais “doentio”? A ansiedade é uma emoção natural, parte do nosso equipamento biológico para lidar com ameaças e incertezas. Do ponto de vista evolutivo, ela foi fundamental para a sobrevivência da espécie: um pouco de apreensão antes de atravessar uma floresta escura ou enfrentar um predador aumentava as chances de escapar ileso. No dia a dia atual, essa mesma reação nos ajuda a estudar para uma prova, preparar uma apresentação ou evitar comportamentos de risco. No entanto, quando falamos em psiquiatria, consideramos que a ansiedade se torna “doentia” (ou “patológica”, no termo técnico) quando perde sua função adaptativa e começa a causar sofrimento intenso ou prejuízo significativo na vida da pessoa — seja no trabalho, nos relacionamentos ou no autocuidado. Os critérios diagnósticos envolvem não só a intensidade, mas também a frequência, a duração e a falta de proporcionalidade em relação à situação que a desencadeia. Algo relacionado a isso são as preocupações. As preocupações são ideias ou imagens mentais sobre algo que pode dar errado no futuro. Num grau saudável, elas nos ajudam a nos antecipar e nos preparar: se me preocupo com uma prova, estudo; se penso na possibilidade de chuva, levo um guarda-chuva. O problema surge quando as preocupações se tornam excessivas, repetitivas e difíceis de controlar, ocupando espaço mental que poderia estar dedicado a outras atividades mais úteis. É como se a mente ficasse “ensaiando catástrofes” o tempo todo, mesmo para situações improváveis ou fora do nosso controle. Nesse ponto, elas deixam de ser ferramentas de planejamento e passam a ser fontes de exaustão emocional. Em psiquiatria, observamos que, nos transtornos de ansiedade, as preocupações são mais intensas, mais prolongadas e mais difíceis de afastar — como se o cérebro tivesse dificuldade em encontrar o botão de “pausa” para o pensamento. Como lembra uma frase atribuída a Montaigne: “A minha vida foi cheia de desgraças terríveis, a maioria das quais nunca aconteceu.” É um lembrete poético de que, muitas vezes, sofremos mais nas preocupações que na realidade. O que chamamos de “crise de ansiedade” é um colapso que esse mal causa no nosso organismo? A “crise de ansiedade”, também conhecida como ataque de pânico, não é exatamente um colapso, mas uma reação súbita e intensa. É como se o corpo tivesse recebido um alarme falso de perigo extremo. Aciona-se um sistema antigo do corpo chamado “resposta de luta ou fuga”, que prepara o organismo para reagir a ameaças. Esse mecanismo envolve a liberação de hormônios como adrenalina e cortisol, que alteram temporariamente o funcionamento de praticamente todos os órgãos. Em segundos, o corpo entra em “modo de emergência”: o coração dispara, a respiração acelera, surgem tontura, tremores, suor frio e até a sensação de que algo terrível está para acontecer. É um incêndio emocional aceso sem chama visível. Embora a crise passe, ela é um sinal de que o sistema de alerta interno está hipersensível e merece atenção profissional. Que efeitos mentais e no restante do corpo que a ansiedade elevada pode provocar? Quando a ansiedade deixa de ser passageira e se mantém elevada por semanas ou meses, ela não se manifesta apenas em momentos de crise. É como uma maratona soturna, na qual o corpo corre o tempo todo sem linha de chegada. Esse estado contínuo desgasta a atenção, reduz a clareza mental e afeta a memória. No organismo, altera o equilíbrio hormonal, leva a dores musculares persistentes, distúrbios digestivos, alterações de pele e queda na qualidade do sono, contribuindo ainda para problemas como hipertensão, gastrite, dores crônicas, enfraquecimento da imunidade e até mudanças hormonais. Na mente, a ansiedade crônica interfere na concentração, na memória e na capacidade de tomar decisões. Pode aumentar a irritabilidade, a sensação de cansaço constante e favorecer o aparecimento de outros transtornos, como a depressão. Normalizamos a ansiedade? Pensando em soluções, quais os caminhos para enfrentarmos individualmente e coletivamente os males desse problema de saúde pública? Sim, como os sintomas podem surgir de maneira gradual com uma noite mal dormida aqui, uma tensão muscular ali, a pessoa e até quem convive com ela passam a encarar esses sinais como parte da personalidade ou do “jeito de ser”. Essa adaptação enganosa mascara o fato de que, por trás desses sintomas, pode haver um transtorno de ansiedade plenamente tratável. O risco é que, ao aceitar esses sinais como normais, atrasamos o diagnóstico e prolongamos o sofrimento. Reconhecer que a ansiedade não precisa ser constante é o primeiro passo para buscar ajuda e recuperar a qualidade de vida.No plano individual, o enfrentamento começa pelo autoconhecimento: perceber gatilhos, reconhecer limites e adotar hábitos que favoreçam o equilíbrio, como sono de qualidade, atividade física regular, momentos de lazer e técnicas de respiração ou meditação. A psicoterapia oferece ferramentas para lidar melhor com pensamentos e emoções, e, quando necessário, o tratamento medicamentoso pode ajudar a reequilibrar a química cerebral. No plano coletivo, é essencial garantir que a saúde mental seja prioridade nas políticas públicas, ampliando o acesso a serviços especializados como ambulatórios de psiquiatria e promovendo

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Saúde mental: tempo de tela influencia diretamente o bem-estar

Psicóloga do UniCuritiba alerta para impactos do uso excessivo de redes sociais em sono, autoestima e ansiedade O aumento do tempo de tela tem chamado atenção de especialistas em saúde mental, especialmente no contexto das redes sociais. Corpos perfeitos, viagens paradisíacas e conquistas exibidas online podem gerar sentimentos de solidão, inadequação e ansiedade em uma parcela crescente da população. No Setembro Amarelo, mês de prevenção ao suicídio, a questão se torna ainda mais relevante, levantando discussões sobre o efeito das plataformas digitais na qualidade de vida. Segundo a psicóloga Alexia Soares Montingelli Lopes, professora do curso de Psicologia do UniCuritiba, o ambiente digital funciona como um contexto de reforçamento, oferecendo recompensas rápidas que alteram o comportamento e podem prejudicar a saúde mental. “Na Análise do Comportamento, entendemos que o ambiente funciona como contexto de reforçamento. No caso das redes sociais, trata-se de um espaço que oferece recompensas rápidas e constantes, alterando a probabilidade de repetição do comportamento de uso, muitas vezes em prejuízo da saúde mental e das relações presenciais”, explica. Entre os principais efeitos do uso excessivo das redes estão alterações no sono, fragilização da autoestima e aumento da ansiedade. A luz azul das telas e a superexposição a conteúdos idealizados dificultam o descanso e intensificam a comparação social, criando ciclos de estresse e insatisfação. Para prevenir problemas, a psicóloga recomenda automonitoramento, estabelecimento de limites de tempo e seleção consciente dos estímulos digitais.

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