Levantamento aponta 74 alertas ativos no estado desde 2023; valor corresponde a 2,6% do volume de financiamentos solicitados no período
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deixou de conceder R$ 7,9 milhões em financiamentos rurais a proprietários de terras em Pernambuco que apresentavam indícios de desmatamento ilegal. O balanço, divulgado no Dia do Meio Ambiente, mostra que o valor corresponde a 2,6% do total de crédito solicitado ao banco entre fevereiro de 2023 e abril de 2026.
No período, foram registrados 74 alertas ativos relacionados a possíveis irregularidades ambientais no estado, o equivalente a 4,7% das solicitações de crédito rural encaminhadas ao BNDES. O monitoramento é realizado em parceria com o MapBiomas e tem como objetivo impedir a concessão de recursos a propriedades com indícios de desmatamento sem comprovação de regularidade ambiental.
Em todo o país, o banco rejeitou R$ 1,1 bilhão em pedidos de financiamento rural desde o início da iniciativa. Foram contabilizados 5.592 alertas ativos de indícios de desmatamento ilegal, cerca de 1% das 551,7 mil solicitações de crédito rural recebidas no período. Segundo o BNDES, o volume de financiamentos evitados desde 2023 equivale a quase R$ 1 milhão por dia em operações não contratadas.
“O BNDES é um grande parceiro do agronegócio e valoriza a produção sustentável e ética no campo brasileiro, mas não é complacente com o agronegócio que destrói o meio ambiente. O Banco apoia os produtores que são sustentáveis e inovadores. A tecnologia e uma governança rígida nos permitem atuar com agilidade e precisão na análise do crédito e atender a urgente agenda de enfrentamento das mudanças climáticas. O tempo do crédito para o agro que desmata já passou”, afirma Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.
O banco adota critérios que impedem a contratação de crédito rural para imóveis com desmatamento sem documentação ambiental válida ou para beneficiários com embargos ambientais vigentes registrados pelo Ibama, mesmo quando as restrições não estão localizadas na propriedade que receberia o financiamento. As exigências são mais rigorosas do que as regras previstas pelo Manual de Crédito Rural do Banco Central.



