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Explorando a dor na arte: Exposição "Pequena Coleção das Dores" abre no Mercado Eufrásio Barbosa

Mostra da artista Luciana Padilha reúne mais de 200 imagens e propõe uma ressignificação poética da dor A exposição "Pequena Coleção das Dores", da artista, pesquisadora e professora Luciana Padilha, abre no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda, hoje (28 de março), às 19h. Com curadoria de Rebeka Monita, a mostra é um desdobramento do doutorado da artista, explorando a relação entre criação e dor por meio de um inventário visual e poético. Aprovada no edital da Lei Paulo Gustavo, realizado pela Prefeitura de Olinda com recursos do Governo Federal, a exposição reúne mais de 200 imagens, divididas em núcleos temáticos, além de outras obras que dialogam com os processos criativos e afetivos da artista. O ponto central da exposição é o Inventário das Dores, composto por palavras retiradas de um dicionário que contêm a sílaba "dor", como “adorável”, “caminhador” e “adormecida”. “Eu saí recortando de um dicionário todas as palavras que continham a sílaba ou as três letras em sequência para recortar e colar. Isso virou uma obra que vai estar lá presente”, explica Luciana. Esse levantamento, que reúne mais de 1.767 palavras, não apenas reflete sobre a dor, mas sugere um novo olhar sobre ela por meio da arte. A artista transformou essas palavras em imagens capturadas com uma câmera lambe-lambe, uma técnica analógica que remete à fotografia ambulante tradicional. Esse processo artesanal resgata memórias e afetos, conectando-se com o conceito da exposição. A curadoria de Rebeka Monita organizou a mostra em diferentes núcleos, como o Grupo dos Sonhadores, que traz retratos feitos no Coreto da Praça do Carmo, e o Grupo Redor, que reflete sobre o entorno das ladeiras de Olinda, cenário afetivo da artista. Além das fotografias e do inventário, a exposição incorpora um olhar cartográfico sobre as dores humanas, mapeando territórios emocionais e subjetivos. A metodologia do projeto se inspira em referências como Gilles Deleuze, Félix Guattari e Suely Rolnik, criando um fluxo dinâmico de conexões entre palavra, imagem e memória. Durante o período da mostra, será lançada uma publicação digital (ebook) com a coleção completa de imagens e textos críticos sobre o processo criativo, incluindo contribuições da Profª Dra. Ana Karenina Arraes. 📍 Serviço:🖼 Exposição: Pequena Coleção das Dores👩‍🎨 Artista: Luciana Padilha🎨 Curadoria: Rebeka Monita📅 Abertura: 28 de março, às 19h📍 Local: Mercado Eufrásio Barbosa – Olinda/PE📆 Período: 28 de março a 15 de abril🎟 Entrada gratuita

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Panoramica da Bienal 2023 Foto Alonso Laporte

Bienal Internacional do Livro de Pernambuco celebra 30 anos com novo formato e maior acessibilidade

Edição de 2025 reforça impacto no mercado editorial e amplia iniciativas inclusivas para leitores de todas as idades. Foto: Alonso Laporte A XV Bienal Internacional do Livro de Pernambuco acontece de 3 a 12 de outubro de 2025, no Centro de Convenções de Pernambuco, consolidando-se como o terceiro maior evento literário do Brasil e o principal do Nordeste. Em sua edição comemorativa de 30 anos, o evento traz o tema “Ler é sentir cada palavra”, destacando a leitura como uma experiência sensorial e acessível a todos. Com incentivo da Lei Rouanet e patrocínio premium da Petrobras, a Bienal é organizada pela Cia de Eventos, Ideação e Vox Produções. Diferente das edições anteriores, a própria Bienal será a homenageada deste ano, com o subtítulo “30 anos em estado de poesia”. O evento se transformará em uma verdadeira "Cidade da Bienal", reunindo editoras, escritores, agentes literários e o público em um grande encontro do mercado editorial. A expectativa é superar os números da edição de 2023, que contou com 120 lançamentos de livros, 300 atividades culturais e um impacto econômico superior a R$ 18 milhões. A programação de 2025 trará iniciativas inéditas, incluindo o Educativo Bienal, um projeto voltado para incentivar a leitura entre crianças, adolescentes e jovens, além de um ciclo de palestras para educadores. A acessibilidade também será ampliada, garantindo que mais pessoas com deficiência tenham acesso ao conteúdo literário por diferentes formatos. Entre os nomes já confirmados está Paulo Ratz, criador do projeto "Livraria em Casa", que soma quase 600 mil seguidores nas redes sociais e será um dos destaques da programação jovem. Com espaço ampliado para o público infantil e uma grade de atrações que promete engajar leitores de todas as idades, a Bienal reforça seu papel como um dos principais polos de inovação e negócios do setor literário. Mais informações sobre ingressos e programação serão divulgadas em breve no site oficial e nas redes sociais do evento. 📍 Bienal Internacional do Livro de Pernambuco 2025📅 Data: 3 a 12 de outubro de 2025📍 Local: Centro de Convenções de Pernambuco🔗 Mais informações: bienalpernambuco.com📲 Redes sociais: @bienalpe

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Estação Ferroviária do Brum é tombada pelo Iphan

Primeiro bem ferroviário de Pernambuco a receber proteção definitiva destaca a memória histórica e cultural do estado A Estação Ferroviária do Brum, no Recife, foi oficialmente tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), tornando-se o primeiro bem ferroviário de Pernambuco a receber esse reconhecimento. A decisão foi anunciada na 107ª reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, consolidando a importância da estação e de sua caixa d'água como marcos da história ferroviária brasileira. Inaugurada em 1881, a estação teve papel central no desenvolvimento econômico do estado, escoando a produção de açúcar, algodão e gado pela Estrada de Ferro Recife-Limoeiro. Posteriormente, a ferrovia foi ampliada, conectando Pernambuco à Paraíba e ao Rio Grande do Norte. Com sua desativação, o prédio foi revitalizado e hoje abriga o Memorial da Justiça de Pernambuco, funcionando como um espaço cultural aberto ao público. Além de sua relevância histórica, a Estação do Brum é um exemplar da arquitetura ferroviária do século XIX, destacando-se pelo desenho neoclássico e pelo uso de ferro e vidro em sua estrutura. O tombamento definitivo fortalece a preservação desse patrimônio, garantindo seu reconhecimento como símbolo da memória ferroviária nacional. 📍 Serviço:📌 Local: Memorial da Justiça de Pernambuco (Estação do Brum)📍 Endereço: Av. Alfredo Lisboa, s/n, Bairro do Brum, Recife – PE⏰ Funcionamento: Segunda a sexta-feira, das 13h às 17h📞 Mais informações: (81) 3181-9449

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Curso gratuito ensina artistas da Mata Norte a elaborar projetos culturais

Inscrições prorrogadas até domingo (30) para formação voltada a editais e leis de incentivo Artistas, produtores culturais e coletivos da Zona da Mata Norte de Pernambuco têm até o próximo domingo (30) para se inscrever no curso gratuito “Elabore o seu projeto cultural do zero”. A formação, que inicia no dia 5 de abril na Câmara Municipal de Paudalho, oferece 40 vagas e tem carga horária de 20 horas-aula, capacitando os participantes para estruturar propostas voltadas a editais como Funcultura, Lei Paulo Gustavo e Lei Rouanet. O curso abrange diversas áreas culturais, incluindo artesanato, cultura popular, dança, literatura, teatro e fotografia, entre outras. Durante a capacitação, os alunos aprenderão a desenvolver projetos com potencial de aprovação e acessar recursos públicos para financiamento. “Esta capacitação visa ampliar a compreensão dos participantes sobre os mecanismos de financiamento e potencializar o acesso aos recursos disponíveis nas instituições públicas de cultura de nosso Estado e do Governo Federal", explica Douglas Cavalcanti, produtor cultural e idealizador do projeto. A iniciativa, incentivada pela Lei Aldir Blanc, garante acessibilidade com intérprete de Libras e estrutura adaptada. Das vagas disponíveis, 20% são reservadas para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, 10% para negros e pardos e 10% para o público LGBTQIAPN+. As aulas presenciais serão ministradas nos dias 5, 12 e 26 de abril, e 3 de maio, pelo gestor cultural Douglas Cavalcanti, diretor da Vagalume Cultural. Serviço 📍 Curso: Elabore o seu projeto cultural do zero📅 Inscrições até: 30 de março de 2025🔗 Inscrições gratuitas: Acesse o formulário📌 Local: Câmara Municipal de Paudalho📅 Datas das aulas: 5, 12 e 26 de abril, e 3 de maio

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Exposição "Tramas" reúne 32 artistas em Recife

Mostra coletiva convida o público a explorar conexões entre formas, gestos e ideias A Galeria Raiz abre suas portas para a exposição coletiva "Tramas", organizada pelo Coletivo Raiz, que reúne 32 artistas em uma experiência sensorial e reflexiva. A inauguração será no dia 28 de março de 2025, às 19h, no Recife Antigo. A mostra propõe um mergulho em um universo onde formas, gestos e ideias se entrelaçam, criando uma narrativa rica e multifacetada. Entre o visível e o invisível, o inesperado e o essencial, cada obra exposta se transforma em uma trama — fios que conectam histórias e expandem sentidos. A exposição conta com a participação dos artistas Ana Maria Veras, André Luiz Santana, Báw Pernambuco, Ceça Nunes, Clélia Barqueta, Clériston, Dani Figueirôa, Diana Tenório, Diogo Alves, Dirce Camargo, Elielce Soares, G. Castro, Heleno Neves, Inês Castro, Kati Gama, Kilma Coutinho, Leo Luna, Nunes Figueiredo, Pedro Lapa, Rachel Rangel, Robertson Rodrigues, Rodrigo Ferrário, Rosalva Freire, Sandra Buarque, Valdson Silva, Vania Coutinho, Vânia Notaro, Valéria Vital, Victor Dreyer, Virgínia Lucas, Zé Monteiro e Zélito Passavante. Serviço: 📅 Abertura: 28 de março de 2025, às 19h🖼️ Visitação: Quarta a sexta, das 10h às 17h | Sábado e domingo, das 13h às 18h📍 Local: Galeria Raiz – Rua da Moeda, 71, Térreo, Recife Antigo📲 Instagram: @coletivoraizpe

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Visita Guiada no MAMAM com Diogum e Bruno Albertim

Exposição "Ferro Ifé" ganha tour especial nesta terça-feira (26) O Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (MAMAM) promove, na terça-feira (26 de março), às 15h, uma visita guiada especial pela exposição "Ferro Ifé: O Atlântico Negro de Diogum". O tour será conduzido pelo próprio artista Diogum e pelo curador Bruno Albertim, que compartilharão detalhes sobre o processo criativo e os significados das 60 obras expostas. A mostra destaca o ferro como símbolo de ancestralidade e liberdade, trazendo esculturas inéditas que exploram a tridimensionalidade em diálogo com a espiritualidade e a natureza. Diogum, reconhecido por ressignificar o uso do ferro na arte, apresenta peças que combinam técnica refinada e forte conexão com suas raízes afro-brasileiras. O evento é gratuito e aberto ao público, sem necessidade de agendamento prévio. A exposição segue em cartaz até 27 de abril, com visitação de quarta a sexta, das 10h às 17h, e sábados e domingos, das 10h às 16h. 📍 Serviço 📅 Data: 26 de março (terça-feira)🕒 Horário: 15h📌 Local: MAMAM – Rua da Aurora, 265, Boa Vista, Recife🎟 Entrada gratuita⏳ Exposição em cartaz até 27 de abril

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O REI LEAO

Musical "O Rei Leão" terá duas sessões no Teatro RioMar Recife

Espetáculo traz projeção 3D e performances ao vivo neste domingo O clássico atemporal "Rei Leão – O Musical" chega ao Teatro RioMar Recife para duas apresentações neste domingo, 30 de março, às 15h e 18h. Com performances 100% cantadas ao vivo, figurinos deslumbrantes e um elenco experiente, o espetáculo promete emocionar todas as idades. Inspirado em "Hamlet", de William Shakespeare, o musical apresenta uma adaptação independente, destacando-se pelo uso de projeção mapeada 3D, que transporta o público para o reino de Simba e Mufasa. Além disso, o vilão Scar garante momentos de tensão e comédia ao longo da trama. A direção geral é assinada por Bruno Rizzo, com Daniela Schiarreta na direção executiva e Ewerton Novaes na direção de elenco. A turnê já passou por mais de 70 cidades brasileiras, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. 🎭 Serviço 📍 Local: Teatro RioMar Recife (Piso L4)📅 Data: Domingo, 30 de março🕒 Horários: 15h e 18h🎟 Ingressos: A partir de R$ 60 (meia entrada)📌 Vendas: Bilheteria do teatro e site oficial

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Registro do CurtaLab 2022 Credito Hannah Carvalho

3º CurtaLab abre inscrições gratuitas para cineastas do Norte e Nordeste

Laboratório intensivo acontece no Recife e oferece imersão criativa para desenvolvimento de curtas-metragens. Foto: Hannah Carvalho O CurtaLab – Laboratório de Desenvolvimento de Curtas-Metragens chega à sua terceira edição com inscrições gratuitas abertas para cineastas em início de carreira. O evento ocorre entre 22 e 25 de abril, no Recife, e, pela primeira vez, recebe participantes presenciais de todos os estados do Norte e Nordeste. Os selecionados de fora de Pernambuco terão transporte, alimentação e hospedagem custeados pelo projeto. Com idealização dos cineastas Enock Carvalho e Matheus Farias, o CurtaLab é um espaço de experimentação criativa voltado para roteiristas, diretores e produtores. A programação inclui aulas, mentorias e consultorias especializadas, além de debates com profissionais experientes do setor. Serão 12 vagas para participantes com projetos de curtas-metragens e 18 para residentes de Pernambuco sem necessidade de projeto prévio. “Pela primeira vez, haverá participantes do Norte e do Nordeste presencialmente, com projetos em desenvolvimento ou pós-produção. O intuito é promover um intercâmbio artístico e cultural entre os artistas das duas regiões, o que acabou se tornando um pilar desta edição”, destacam Enock e Matheus. O evento, que contará com 30 selecionados no total, aprofunda temas essenciais para a criação de curtas, com foco na escrita e no desenvolvimento de roteiros. As inscrições podem ser feitas até 4 de abril para candidatos com projetos e até 11 de abril para pernambucanos sem projetos, exclusivamente pelo site www.curtalab.com.br.

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Thor Neukranz: "O cinema é coletivo, e começar com o que se tem é essencial"

Cineasta pernambucano fala sobre sua trajetória, a importância dos cineclubes e como a produção independente pode alcançar o mundo. O cineasta pernambucano Thor Neukranz, formado há pouco tempo na Graduação em Cinema pela UFPE, está construindo sua jornada no cinema de forma independente, apostando na formação contínua e na força do coletivo. Desde os primeiros experimentos audiovisuais até a criação do cineclube “Encontros do Cinema Pernambucano”, ele tem se dedicado à valorização do cinema local e à ampliação do acesso a produções independentes. Seu documentário Elos da Matriarca (2021), produzido com recursos mínimos, circulou internacionalmente e reforçou sua crença de que o olhar singular do artista é mais importante do que a perfeição técnica. Nessa curta trajetória profissional, o seu documentário Elos da Matriarca fez um percurso de exibições em vários festivais, alcançando reconhecimento dentro e fora do Brasil. A obra foi exibida em eventos internacionais como o Festival Brésil en Mouvements, em Paris, o First Nations Film and Video Festival, em Chicago, e o Squish Movie Camp, em Roterdã, onde Thor Neukranz esteve presente. Além disso, integrou a programação do Lift-Off Global Network, na Inglaterra, e do Paus Premieres Festival, em Manchester. No Brasil, participou do Encontros do Cinema Negro, o mais importante festival dedicado à temática no país. A qualidade do trabalho foi reconhecida com prêmios como Melhor Montagem na III JED – Jornada de Estudos do Documentário, no Recife, além de menções honrosas no MOV Festival, também na capital pernambucana, e no Student World Impact Film Festival, nos Estados Unidos. Nesta entrevista, Neukranz compartilha sua experiência no setor audiovisual, a importância dos cineclubes como espaços de aprendizado e troca, e os desafios de manter um projeto cultural ativo. Ele também reflete sobre as oportunidades que o cinema pernambucano tem conquistado e dá conselhos para quem deseja ingressar na área. Como foi a sua experiência de formação para o setor de cinema aqui no Recife e seus primeiros passos no audiovisual? Ao decidir fazer cinema, em 2014, busquei cursos de formação na área e encontrei muitos gratuitos. Além dos aprendizados nas aulas, a rede de contatos desenvolvida com professores e colegas foi essencial, afinal o cinema é uma arte coletiva. Para quem quer começar na área, é preciso estar atento e buscar as oportunidades dentro e fora da internet. Mas que não aguarde por isso para produzir. O perfeccionismo pode ser o maior inimigo. Com um celular já se pode começar. Talvez no próprio bairro haja um grupo cultural antigo, um ancião histórico ou uma jovem artista talentosa que tem uma história inspiradora. Um documentário assim pode ser uma peça importante na construção da nossa identidade e na preservação da memória, por exemplo. É fundamental também desenvolver o seu próprio olhar e não só reproduzir o que já estamos saturados de ver. Fiz um documentário sobre a minha avó com imagens de arquivo e, durante a pandemia, filmei ela com o meu celular, sem equipe nem acessórios como tripé ou microfone. Não é o ideal, mas funcionou. Elos da Matriarca (2021) foi o meu TCC no curso de Cinema & Audiovisual na UFPE e circulou em diversos países. Há uma cena de um vídeo vertical que meu primo mandou para o grupo do Whatsapp da família. Eu jamais faria isso antes do curso de Cinema, quebrei essa visão dogmática nas aulas. Adorei ver aquele vídeo de baixa resolução - mas essencial na narrativa - nas telas do cinema. Emociona o público e prova que a qualidade técnica não é o que mais importa. Após as exibições conversei com pessoas de outros países e me tocou como o ponto de vista de culturas diferentes me fez ver outras camadas e detalhes que nunca havia pensado sobre meu trabalho, minha vó e até o meu país. A experiência também deixou claro que a nossa arte, mesmo a de baixo orçamento, quando bem feita, é bem-vinda e valorizada pelo mundo. Qual a importância do movimento cineclubista aqui no Estado? O movimento cineclubista existe em Pernambuco desde a década de 1940. Tivemos muitos cineclubes que foram espaços de desenvolvimento para gerações de realizadores, como o “Jurando Vingar” e o “Barra Vento”. Comecei a fazer parte do cineclube “THCine” em 2014 trabalhando na produção e curadoria. Os filmes assistidos e os debates com pesquisadores nas sessões ao longo dos anos foram parte da minha formação. Depois tive a experiência circulando em festivais com meus filmes, sempre observando atentamente aspectos como a recepção aos cineastas, a apresentação e a proposta curatorial de cada um. Foi dessa experiência que nasceu o projeto Encontros do Cinema Pernambucano? Com a bagagem neste cineclube, aumentou o desejo de colocar em prática uma velha ideia: um cineclube focado em curtas independentes e pernambucanos. Toda sessão com a presença dos autores das obras para um debate franco e direto com o público. Com o conceito nasceu o “Encontros do Cinema Pernambucano” em parceria com o Bar Super 8, a casa do projeto independente. Desde 2 de janeiro de 2024 já foram mais de 135 sessões com centenas de obras e convidados como Gabriel Mascaro, Katia Mesel, Cláudio Assis e Adelina Pontual. Apresentei e fiz a curadoria da maioria das sessões, sempre levando em conta a diversidade das pessoas convidadas, abrindo espaço para cineastas sem espaço, seja das periferias, dos quilombos ou das comunidades indígenas, mas também de realizadores de destaque no cinema pernambucano. A equipe, que começou só comigo, Vinícius Costa e Gabriela Esposito, casal sócio do Super 8, hoje conta com outros profissionais que se somaram de forma espontânea. Wandryu Figuerêdo é estudante de Cinema da UFPE e produtor das nossas sessões. JP Seixas participa registrando em fotos e vídeos. O designer Saulo Rodrigues faz nossas artes de divulgação mesmo vivendo em Aracajú-SE. O jornalista Marcus Iglesias conhece o bar desde o início e passou a colaborar como assessor de imprensa no projeto, assim como o projecionista Silas Alexandre, que se tornou parceiro estratético no planejamento da programação e registros. Malu Sá é atriz e vive na Inglaterra,

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Jardim Frágil: Nova instalação de Carlos Garaicoa une arte e natureza em Pernambuco

Usina de Arte inaugura orquidário e promove diálogo entre organicidade e materialidade A Usina de Arte, localizada na Mata Sul de Pernambuco, celebra a inauguração da instalação “Jardim Frágil”, do artista cubano Carlos Garaicoa, que se destaca como o maior orquidário aberto à visitação no estado. Esta obra, resultado de uma residência artística iniciada em 2019, não apenas reafirma o compromisso da Usina de Arte em ser um espaço de convergência entre arte, botânica, arquitetura e paisagismo, mas também propõe uma reflexão profunda sobre a relação entre natureza e intervenção humana. Com estrutura de pavilhão inspirada na geometria dos cristais, a instalação promete diálogos inovadores entre a beleza das orquídeas e a fragilidade do vidro de Murano, criando um espaço contemplativo que será aberto ao público neste sábado, 22 de março de 2025, a partir das 15h30. A instalação “Jardim Frágil” apresenta uma combinação de pavilhão e espaço expositivo, incorporando elementos escultóricos que desafiam a rigidez das formas geométricas por meio da fluidez das peças de vidro. Com um design que permite uma visão panorâmica do espaço, a obra convida os visitantes a explorar as interações entre a estrutura controlada do pavilhão e a liberdade estética das formas naturais. O artista, conhecido por sua investigação sobre a memória urbana, traz uma nova perspectiva ao incorporar estudos sobre a estrutura cristalina, criando um debate visual e filosófico sobre como organizamos e interpretamos o mundo ao nosso redor. Além da inauguração de “Jardim Frágil”, a Usina de Arte será palco do Startup Day 2025, um dos maiores eventos de inovação e empreendedorismo do Brasil, realizado pelo Sebrae. O evento ocorrerá no mesmo dia, 22 de março, na Biblioteca da Usina e no Ginásio do distrito de Santa Terezinha, trazendo palestras e debates sobre temas relevantes, como marketing, vendas, turismo e inteligência artificial. Com um histórico de recorde de inscrições na Mata Sul pernambucana, o Startup Day promete engajar ainda mais a comunidade, refletindo o compromisso da Usina de Arte em promover o diálogo entre arte, cultura e inovação. Serviço:

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