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Recife sedia Mês Cultural ADENE com agenda de cultura e diplomacia eslovena

Programação celebra os 10 anos do consulado esloveno na capital pernambucana e reúne eventos acadêmicos, artísticos e institucionais ao longo de maio O Mês Cultural ADENE – Maio de 2026 transforma o Recife em um polo de intercâmbio internacional ao longo do mês de maio, com uma programação que integra cultura, diplomacia, gastronomia e educação. Organizado pela ADENE – Associação dos Eslovenos no Nordeste, o evento ocorre em paralelo às comemorações do 10º aniversário do Consulado da República da Eslovênia na capital pernambucana. A agenda começa com atividades preparatórias nos dias 23 e 24 de abril e tem abertura oficial marcada para 4 de maio, reunindo representantes diplomáticos, autoridades locais e convidados internacionais. Ao longo do mês, o público terá acesso a uma programação diversificada, com encontros institucionais, debates acadêmicos, exposições artísticas, eventos literários, experiências gastronômicas e ações comunitárias. Entre os destaques estão a assinatura de um acordo de geminação entre cidades, prevista para 5 de maio, além da exposição do artista Vladimir Jazbec, encontros acadêmicos sobre geopolítica contemporânea e palestras em instituições de ensino. A programação inclui ainda uma noite literária com o autor Jurij Hudolin, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasil e Eslovênia. Na gastronomia, restaurantes parceiros participam, entre os dias 12 e 24 de maio, dos Dias do Lúpulo Esloveno e da Kranjska Klobasa, promovendo sabores típicos da culinária do país europeu. Já entre os dias 23 e 25 de maio, a programação se volta para jovens, famílias e estudantes, com oficinas educativas, apresentações culturais e ações de conscientização ambiental ligadas à sustentabilidade, biodiversidade e à importância das abelhas, em sintonia com o Dia Mundial das Abelhas, data instituída pela Organização das Nações Unidas por iniciativa da Eslovênia. O encerramento acontece em 25 de maio, com cerimônia oficial, jantar solene e a entrega da distinção “Amigo da Eslovênia”. Com apoio da Embaixada da República da Eslovênia no Brasil, do consulado honorário no Recife, de municípios parceiros e de universidades da região, a iniciativa reforça os laços bilaterais e projeta Pernambuco como espaço estratégico para cooperação internacional e intercâmbio cultural.

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Recife debate estratégias para enfrentar a elevação do nível do mar em seminário internacional

Evento na UFPE apresenta cenários e propostas desenvolvidas por pesquisadores brasileiros e holandeses para aumentar a resiliência urbana da capital pernambucana Na semana em que se celebra o Dia Mundial da Água, o Recife recebe um debate estratégico sobre os impactos das mudanças climáticas e a elevação do nível do mar. O seminário “Recife e os desafios da elevação do nível do mar” reúne pesquisadores do projeto Recife Cidade Parque e da Holanda para apresentar soluções e cenários voltados à adaptação urbana. O encontro ocorre na Universidade Federal de Pernambuco, reunindo especialistas, estudantes e público interessado em temas como oceanografia, arquitetura e planejamento urbano. As propostas foram elaboradas a partir do workshop internacional Recife Exchanges Netherlands (RXN 2025), realizado em 2025 na capital pernambucana. O objetivo central foi projetar cenários futuros para áreas consideradas mais vulneráveis, com base em metodologias inovadoras e abordagem interdisciplinar. Durante o seminário, será lançado o relatório digital com os resultados desse trabalho, ampliando o acesso às discussões e às ideias desenvolvidas. Embora ainda em estágio inicial, as sugestões apresentadas pelos pesquisadores buscam orientar caminhos possíveis para um dos principais desafios urbanos da atualidade. O Recife é apontado como uma das cidades mais vulneráveis do mundo aos efeitos das mudanças climáticas, o que torna o debate sobre adaptação costeira e planejamento urbano ainda mais urgente no contexto local. A metodologia adotada no estudo dividiu o território em três escalas de análise: macro, abrangendo toda a cidade; meso, com foco no Centro Histórico; e a faixa costeira, incluindo áreas como Brasília Teimosa, Pina e Boa Viagem. Para cada uma dessas dimensões, foram desenvolvidas estratégias específicas que dialogam com as características urbanas e ambientais de cada região. Serviço Seminário Recife e os desafios da elevação do nível do marData: 26 de março de 2026Horário: 13h30 às 17h30Local: Auditório do CEERMA (em frente ao CTG) – UFPE Programação Completa 13h30 – Credenciamento 14h – Abertura Roberto Montezuma Professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE e coordenador geral do projeto Recife Cidade Parque e do RXN 2025 14h15 às 15h – Panorama dos desafios do Recife frente à elevação do nível do mar Maria Christina Araújo Professora do Departamento de Oceanografia da UFPE e coordenadora do Eixo Oceanografia do projeto Recife Cidade Parque Syumara Queiroz PhD em Oceanografia e pesquisadora do projeto Recife Cidade Parque, Eixo Oceanografia 15h às 16h Macroescala: O Recife Kyria Tsutsumi Arquiteta e Urbanista, professora da Unicap e pesquisadora do projeto Recife Cidade Parque, equipe de Projetos Mesoescala: Centro histórico Hannah Oliveira Arquiteta e urbanista, mestranda em Desenvolvimento Urbano e pesquisadora do projeto Recife Cidade Parque, Eixo Paisagem Mesoescala: Orla do Recife (Brasília Teimosa, Pina e Boa Viagem) Lane Carvalho Arquiteta e Urbanista, mestranda em Desenvolvimento Urbano e pesquisadora do projeto Recife Cidade, equipe de Projetos Seminário Recife e os desafios da elevação do nível do mar Apresentação dos resultados do workshop internacional Recife Exchange Netherlands – RXN 2025 Data: 26.03.26 Hora: 13h30h às 17h30 Local: Auditório do CEERMA (em frente ao CTG) – UFPE

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Cromossomo do amor: qualidade de vida transforma trajetórias de pessoas com síndrome de Down

No mês de conscientização da síndrome de Down, especialistas destacam nutrição, psicomotricidade e fisioterapia como pilares para autonomia e inclusão desde os primeiros meses de vida, além de outras terapias Há quem diga que o cromossomo 21 carrega mais do que uma alteração genética. Carrega afeto, potência e humanidade. Conhecida como a trissomia do 21, a Síndrome de Down vem sendo ressignificada ao longo das últimas décadas, deixando de ser vista sob o viés da limitação para ocupar um espaço de protagonismo, desenvolvimento e qualidade de vida. No mês dedicado à conscientização sobre essa neurodivergência, o olhar se volta não apenas para o diagnóstico, mas principalmente para as possibilidades. E é nesse território de possibilidades que a qualidade de vida ganha centralidade. Intervenções precoces, acompanhamento multidisciplinar e suporte familiar estruturado são determinantes para que crianças com síndrome de Down desenvolvam autonomia, habilidades funcionais e participação social plena. Entre os pilares desse cuidado estão a nutrição, a psicomotricidade, a fisioterapia, a psicologia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, áreas que, quando integradas, potencializam resultados e ampliam horizontes. O Instituto Maria, iniciativa mantida pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), desenvolve trabalho gratuito para pacientes com síndrome de Down. Nutrição como base para o desenvolvimento  A alimentação é um dos primeiros e mais decisivos fatores na construção da qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down. De acordo com a nutricionista Laryssa Agra, o acompanhamento nutricional vai muito além da escolha dos alimentos. “A nutrição atua diretamente no desenvolvimento global da criança, influenciando desde o crescimento até aspectos cognitivos e imunológicos. No caso da síndrome de Down, precisamos ter um olhar ainda mais atento para o metabolismo e para as particularidades hormonais”, explica. Um dos pontos de atenção é a tendência ao sobrepeso e à obesidade, condição frequente nesse público. “Existe uma predisposição metabólica, associada, entre outros fatores, à taxa basal de hormônios ligados ao metabolismo lipídico, como a leptina. Isso exige monitoramento constante e estratégias nutricionais individualizadas”, detalha. A introdução alimentar também demanda cuidado técnico e sensibilidade familiar. É o que vivencia Íris Miguel, mãe de Ially Miguel, que iniciou acompanhamento no Instituto Maria com apenas 36 dias de vida. Hoje, com um ano e seis meses, Ially apresenta evolução consistente. “Desde o começo, eu aprendi que cada conquista é única. A alimentação dela é acompanhada de perto, e eu observo tudo, a aceitação dos alimentos, a mastigação, o interesse. A gente entende que não é só comer, é desenvolver”, relata. Laryssa Agra reforça que o papel da família é estratégico. “Os responsáveis são parte ativa do processo. A gente orienta, acompanha e ajusta, mas é no dia a dia que a nutrição se concretiza. Quando há esse alinhamento, os resultados aparecem de forma mais consistente”, afirma. Psicomotricidade e a construção da autonomia  Se alimentar bem é essencial, movimentar-se com consciência é igualmente determinante. A psicomotricidade surge como um eixo estruturante no desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, trabalhando a integração entre corpo, mente e emoção. Segundo o psicomotricista Wilson Souza, o trabalho é focado na construção da autonomia funcional. “A psicomotricidade atua na base do desenvolvimento humano. A gente trabalha coordenação, equilíbrio, lateralidade, percepção corporal e organização espacial. Tudo isso impacta diretamente na capacidade da criança de interagir com o mundo”, explica. Ele destaca que crianças com síndrome de Down podem apresentar hipotonia muscular e atrasos no desenvolvimento motor, o que torna a intervenção ainda mais relevante. “Quando estimulamos de forma adequada, conseguimos ganhos importantes na postura, no controle motor e na independência. Isso se reflete em atividades simples do cotidiano, como sentar, andar, brincar e se comunicar”, afirma. Além dos aspectos físicos, a psicomotricidade também atua na dimensão emocional. “O corpo é a primeira forma de expressão. Quando a criança se reconhece e se apropria do próprio corpo, ela ganha confiança. E confiança é essencial para o desenvolvimento global”, completa Wilson Souza. Fisioterapia e ganho funcional  Complementando esse cuidado, a fisioterapia desempenha papel central na promoção de funcionalidade e prevenção de complicações. A fisioterapeuta Lais Martins destaca que o acompanhamento deve ser contínuo e personalizado. “A fisioterapia atua no fortalecimento muscular, no alinhamento postural e na melhoria da mobilidade. No caso da síndrome de Down, trabalhamos muito para minimizar os efeitos da hipotonia e prevenir alterações ortopédicas”, explica. Entre os principais benefícios estão a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da resistência física. “Quanto mais cedo iniciamos, maiores são as chances de promover independência. O objetivo é que essa criança consiga realizar atividades do dia a dia com o máximo de autonomia possível”, afirma. Lais Martins ressalta que o trabalho é integrado com outras áreas. “Nenhuma intervenção acontece de forma isolada. A fisioterapia conversa com a nutrição, com a psicomotricidade e com outras especialidades. É esse olhar multidisciplinar que garante resultados mais efetivos”, pontua. A atuação integrada de áreas como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional amplia o olhar sobre o desenvolvimento, considerando aspectos emocionais, comunicacionais e funcionais que são determinantes para a autonomia e a inclusão social. Psicologia e fortalecimento emocional A psicologia atua como um eixo estruturante tanto para a criança quanto para a família. O acompanhamento envolve o desenvolvimento emocional, o estímulo à socialização e o suporte aos responsáveis, especialmente no processo de adaptação ao diagnóstico. Segundo a psicóloga e coordenadora multidisciplinar do Instituto Maria, Pauline Freitas, o trabalho começa desde os primeiros contatos com a família. “A chegada do diagnóstico mobiliza muitas emoções. Nosso papel é acolher, orientar e ajudar essa família a compreender que existe um caminho possível, com desenvolvimento e qualidade de vida”, afirma. No atendimento às crianças, o foco está no estímulo das habilidades socioemocionais. “Trabalhamos aspectos como vínculo, interação, regulação emocional e construção da autonomia. Cada avanço, por menor que pareça, tem um impacto significativo no desenvolvimento global”, explica. Pauline destaca ainda que o suporte contínuo às mães e responsáveis é fundamental. “Quando a família está fortalecida emocionalmente, ela se torna uma aliada potente no processo terapêutico. Isso muda completamente a trajetória da criança”, pontua. Fonoaudiologia e desenvolvimento

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IBGE inaugura nova unidade da Casa Brasil em parceria com a Fundaj no Recife

Espaço amplia acesso a dados estatísticos e reforça cooperação institucional no Nordeste O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) inauguraram nesta terça-feira (24) a nova unidade da Casa Brasil IBGE Fundaj – Recife. Localizado no Campus Gilberto Freyre, no bairro de Casa Forte, o espaço foi apresentado pelo presidente do IBGE, Márcio Pochmann, e pela presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar. “Hoje estamos aqui nessa parceria para materializar uma política que permita a acessibilidade às informações e aos dados a todos os brasileiros e não apenas a uma parte. Essa Casa Brasil, não tenho dúvida, será uma referência da forma inovadora de levar as informações a todos os que estão interessados em conhecer melhor o nosso País e, sobretudo, transformá-lo. Neste sentido, o desafio é enorme, porque estamos em uma sociedade de serviços, hiperconectada, da chamada era digital e de governos e sociedade cada vez mais orientados por dados“, afirmou Márcio Pochmann. Expansão da rede no Nordeste A nova instalação passou a integrar a estratégia do IBGE de ampliar a rede Casa Brasil na região Nordeste, com foco na democratização do acesso a informações estatísticas e geocientíficas. A iniciativa também fortaleceu a cooperação entre as duas instituições federais, promovendo ações conjuntas voltadas à disseminação científica e cultural. Acesso a dados e infraestrutura digital O espaço passou a contar com totens interativos, computadores para pesquisa, mapas e diversos produtos digitais. Por meio dessas ferramentas, o público pode acessar diretamente o acervo do IBGE, que reúne cerca de um trilhão de variantes e 1,5 bilhão de dados, disponíveis para estudos acadêmicos, formulação de políticas públicas e atividades educacionais. O funcionamento foi estabelecido de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Acesso à informação e formação cidadã Durante a inauguração, a presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar, enfatizou a importância da integração entre educação, cultura e acesso à informação. “Eu, que sou uma pessoa originalmente da educação, entendo que a mudança de mentalidade, a formação humana e o desenvolvimento de crianças e jovens estão diretamente ligados à capacidade de unir cada vez mais essas duas dimensões: educação e cultura. Acho que é uma chave valiosa, especialmente no momento atual, em que vemos tanto ódio espalhado na sociedade e tanta desigualdade. Então, abrir um espaço para refletir sobre a realidade brasileira e ter acesso a esses dados de forma muito mais fácil do que anteriormente significa dar um passo adiante”, afirmou Márcia Angela Aguiar. Formação e atividades educativas Além do acesso às bases de dados, a unidade passou a sediar ações de formação, exposições e atividades educativas. A proposta é integrar o espaço à rotina acadêmica do campus, ampliando a circulação do conhecimento sobre o Brasil e estimulando o uso qualificado das informações produzidas pelo Instituto. Rede nacional em expansão Com a inauguração, o Brasil passou a contar com sete unidades da Casa Brasil IBGE. Até então, três estavam localizadas no Nordeste: uma no Recife, na Sudene, outra em Fortaleza (CE) e a terceira em Salvador (BA). As demais funcionam no Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora (MG) e Belém (PA). A rede foi criada para aproximar a produção de dados da sociedade e fortalecer o diálogo com a pesquisa acadêmica. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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River Shopping anuncia expansão de R$ 80 milhões e projeta 500 empregos

Ampliação do empreendimento adiciona novas lojas, reforça mix de marcas nacionais e acompanha crescimento econômico do Vale do São Francisco O River Shopping, em Petrolina, prepara para outubro a inauguração de sua nova fase de expansão, resultado de um investimento de aproximadamente R$ 80 milhões voltado à ampliação e modernização do empreendimento. O projeto acrescenta 9 mil metros quadrados de área construída, sendo 6 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), consolidando o mall como um dos principais centros de compras do interior nordestino. Geração de empregos e impacto econômico Com a chegada das novas operações, a expectativa da administração é de criação de cerca de 500 empregos diretos. O impacto no mercado de trabalho já vem sendo sentido desde a fase de obras, que movimentou o setor da construção civil. Atualmente, o shopping reúne 160 operações com taxa de vacância zero, o que reforçou a necessidade de expansão. Novas marcas e operações Após a ampliação, o River Shopping deve alcançar cerca de 200 operações. Entre os destaques está a chegada de uma nova loja âncora, a Renner, além de duas novas unidades gastronômicas. O mix de marcas inclui nomes como Adidas, Reserva, Aramis, Jorge Bischoff, Milon, Mundo do Cabeleireiro, Dress To e First Class. Na área de alimentação, a novidade será a primeira unidade do restaurante Tio Armênio no Sertão pernambucano. Crescimento regional e consolidação Com 30 anos de atuação, o empreendimento já emprega mais de 2 mil pessoas, no embalo do crescimento econômico de Petrolina e do Vale do São Francisco. “O River Shopping é um símbolo do crescimento de Petrolina e de toda a região do Vale do São Francisco. Ao longo desses 30 anos, acompanhou e impulsionou o desenvolvimento econômico local, tornando-se um dos principais polos de consumo e investimento do Vale do São Francisco”, avalia o empreendedor Eduardo Garcia Hemmi.

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Menor que em 2025: Páscoa deve injetar R$ 410,9 milhões em Pernambuco

A Fecomércio-PE projeta que a Páscoa de 2026 movimente R$ 410,9 milhões na economia pernambucana, uma retração de 2,9% em relação ao ano anterior, sinalizando desaceleração no consumo. O estudo mostra a sensibilidade do período a variáveis-chave: cada ponto de alta na intenção de consumo adiciona R$ 4,02 milhões às vendas, enquanto o avanço do endividamento retira cerca de R$ 6,19 milhões por ponto percentual. A pressão inflacionária sobre itens típicos é outro vetor relevante, com destaque para o chocolate, que acumula alta de 26,3% em 12 meses, bem acima do índice geral de 3,81%. Esse fator tem levado o consumidor a substituir produtos. Apesar da moderação, a data segue estratégica para o varejo no primeiro semestre, sustentando o fluxo de caixa do setor mesmo em um ambiente mais restritivo. Turismo internacional dispara em Pernambuco O fluxo de passageiros internacionais no Aeroporto Internacional do Recife mais que dobrou no primeiro bimestre de 2026, com crescimento de 115% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de viajantes foi de 66,3 mil viajantes entre embarques e desembarques. O resultado reflete a intensificação das ações de promoção turística do Governo de Pernambuco, que ampliou sua presença em eventos e mercados estratégicos, além de investir na captação de novos voos. A Argentina lidera como principal emissor de turistas, concentrando mais da metade das chegadas internacionais. Os demais destaques são na sequência Portugal, Uruguai, Chile e Espanha. Lucro recorde e crédito em alta no BNB O Banco do Nordeste do Brasil fechou 2025 com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, um salto de 31,6% em relação ao ano anterior. O desempenho veio acompanhado de expansão na carteira de crédito, que alcançou R$ 68,4 bilhões em contratações, representando uma alta de 11,6%. Os desembolsos também avançaram, somando R$ 64,1 bilhões, crescimento de 5,8%. No microcrédito, um dos carros-chefes da instituição, os números reforçam a escala da operação: R$ 13,4 bilhões no Crediamigo e R$ 9,5 bilhões no Agroamigo. Já o agronegócio movimentou R$ 12,8 bilhões em financiamentos, com alta de 15,3%.  Drones reduzem em até 75% o tempo de pulverização no Vale do São Francisco O uso de drones agrícolas vem acelerando a transformação produtiva no Vale do São Francisco, com ganhos expressivos de eficiência, custo e produtividade na fruticultura, segundo a empresa GM Drone e Tecnologia. Em uma área de um hectare, a pulverização que antes levava mais de uma hora com trator agora é realizada em cerca de seis minutos, reduzindo também em até 25% os custos da operação. A tecnologia permite monitoramento detalhado das lavouras, identificação de pragas e mapeamento do solo com alta precisão. Expansão farmacêutica injeta R$ 3,2 milhões e reforça interiorização em Pernambuco O Grupo AMR Saúde acelera sua presença em Pernambuco com a abertura de 16 novas lojas, investimento de R$ 3,2 milhões e geração inicial de 112 empregos, com potencial de superar 180 vagas no médio prazo. O movimento ocorre em um mercado regional aquecido, onde o varejo farmacêutico nordestino movimenta R$ 28,6 bilhões e cresce acima da média nacional, consolidando o estado como principal base da rede na região, com 89 unidades. A estratégia aposta na interiorização e no ganho de escala das farmácias independentes, com faturamento médio de R$ 240 mil por loja, quatro vezes acima da média nacional do segmento. Senac Pernambuco é reconhecido com Selo ODS Educação pelo segundo ano consecutivo O Senac Pernambuco recebeu, pelo segundo ano seguido, a certificação do Selo ODS Educação, concedida pelo Instituto Selo Social a iniciativas alinhadas à Agenda 2030 da ONU. A premiação ocorreu na última quarta-feira (18), no Parque Dona Lindu, reunindo instituições de todo o país. Com 16 projetos aprovados, a Faculdade Senac PE se destacou por ações voltadas a áreas como educação de qualidade, redução das desigualdades e saúde e bem-estar, reforçando seu papel na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o impacto social.

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Armazém da Criatividade, do Porto Digital, vence Prêmio Finep de Inovação

Iniciativa em Caruaru é reconhecida como ambiente de inovação e reforça papel do estado no desenvolvimento tecnológico O Armazém da Criatividade, iniciativa do Porto Digital em Caruaru, conquistou o primeiro lugar nacional no Prêmio Finep de Inovação, na categoria Ambiente de Inovação. O reconhecimento foi anunciado em cerimônia realizada em Brasília, com a presença de autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Reconhecimento nacional e impacto da inovação Considerado o “Oscar da Inovação” no Brasil, o prêmio é concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao todo, cerca de 3 mil projetos foram analisados na edição, com seleção final de 40 iniciativas para a etapa nacional. “Recebemos centenas de propostas disruptivas, capazes de mudar setores estratégicos da economia, gerar empregos qualificados, reduzir desigualdades e principalmente melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade. Ao fomentar a inovação, certamente estamos melhorando o nosso processo de inserção na cadeia global, com mais intensidade tecnológica e valor agregado aos produtos”, ressaltou o presidente da Finep. Ecossistema de inovação no Agreste Instalado no centro de Caruaru, o Armazém da Criatividade atua como laboratório de prototipagem, espaço de formação, aceleração de empresas e apoio ao empreendedorismo regional. A iniciativa integra o programa Inova PE, que reúne ações do Governo de Pernambuco voltadas ao incentivo à pesquisa, formação de talentos e fortalecimento de ecossistemas locais de inovação. Apoio a startups e formação de talentos Nos últimos anos, o projeto ampliou seu alcance ao apoiar startups, capacitar jovens em tecnologias emergentes e oferecer infraestrutura para novos negócios. A proposta tem contribuído para consolidar o interior do estado como polo de inovação, descentralizando oportunidades antes concentradas na capital. Inovação como estratégia nacional Durante a premiação, a ministra destacou o papel estratégico da inovação para o país. “Os projetos vencedores mostram que ciência, tecnologia e inovação devem estar no centro de um Brasil mais justo, sustentável e soberano. Em menos de três anos, já contratamos R$ 30 bilhões em iniciativas que transformam o futuro do nosso país. Este Prêmio dialoga diretamente com a Nova Indústria Brasil, destacando missões, como agricultura sustentável, saúde, bioeconomia, transformação digital, defesa e descarbonização”, afirmou.

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Agenda cultural movimenta o Recife e Região Metropolitana no fim de semana

Da cena teatral contemporânea às celebrações da cultura popular, passando por exposições, shows e atividades para toda a família, o Grande Recife oferece uma programação diversa e marcada por debates sociais, memória e experiências sensoriais neste fim de semana. Com uma agenda que articula diferentes linguagens e territórios culturais, o Recife e cidades vizinhas destacam sua vitalidade artística ao reunir produções locais, nacionais e internacionais. Entre os destaques estão uma tragicomédia premiada, exposições que dialogam com memória e identidade, eventos populares de forte apelo simbólico e opções de lazer voltadas ao público infantil e familiar. Exposição: olhar indígena sobre Rugendas no Instituto Ricardo Brennand O Instituto Ricardo Brennand apresenta a exposição Todos falam de mim, ninguém me representa, que propõe um diálogo entre a obra do pintor alemão Rugendas e a produção do artista indígena Ziel Karapotó. A mostra questiona representações históricas dos povos indígenas e propõe novas narrativas a partir de perspectivas contemporâneas, reafirmando o papel da arte como ferramenta crítica e educativa. Tragicomédia Humanismo Selvagem A companhia curitibana Bife Seco apresenta, no Teatro Apolo, a tragicomédia Humanismo Selvagem, em circulação nacional. A montagem, que celebra os 15 anos do grupo, propõe uma imersão nas tensões de uma família marcada por heranças de exploração, abordando temas como racismo estrutural e desigualdade social. Com direção e texto de Dimis, o espetáculo combina humor ácido e terror psicológico em uma narrativa que expõe fissuras sociais do Brasil contemporâneo. No elenco, destaque para Luiz Bertazzo, também conhecido por sua atuação no cinema. As apresentações seguem até o sábado (22), com ingressos acessíveis e recursos de acessibilidade em sessões específicas. Exposição Vereda Interior Na Torre Malakoff, a exposição Vereda Interior, do fotógrafo Gustavo Pimentel, apresenta um percurso visual que entrelaça memória, afetos e paisagens do sertão pernambucano. O trabalho, desenvolvido ao longo de quase duas décadas, ressignifica experiências pessoais do artista em imagens que transitam entre o documental e o poético. A mostra propõe uma leitura sensível do sertão contemporâneo, distante de estereótipos, e reforça a relevância da fotografia pernambucana no cenário artístico nacional. A visitação é gratuita e segue até maio. Clube das Pás celebra 138 anos Símbolo da cultura popular recifense, o Clube das Pás comemora 138 anos com uma programação especial. No sábado, a celebração é reservada a associados, com apresentações da Orquestra das Pás e da banda Super Oara. Já no domingo (22), o público pode participar da tradicional Super Manhã de Sol, a partir das 13h, com shows de artistas locais e repertório que percorre clássicos da música nacional e internacional, além da presença de dançarinos profissionais.  Show internacional O município de Paulista recebe, no domingo (22), o show internacional ROMANCES, do cantor venezuelano Armando Fuentes. A apresentação integra o encerramento da segunda edição da Seresta North Way. Com repertório que passeia por boleros, tangos, baladas e pop latino, o espetáculo aposta na nostalgia e no romantismo para dialogar com o público, em um evento que também valoriza a integração entre artistas locais e internacionais. Exposicao na Galeria Marco Zero A exposição Diálogos do Acervo, em cartaz na Galeria Marco Zero, reúne mais de 40 obras de artistas de diferentes gerações, como Abelardo da Hora e Montez Magno. A proposta curatorial enfatiza conexões entre produções históricas e contemporâneas, estimulando leituras cruzadas entre linguagens, temas e períodos. A mostra segue até abril e convida o público a explorar relações visuais e conceituais no campo das artes plásticas. Festival de gastronomia e música no Plaza Shopping O Festival de Hambúrguer do Plaza chega à sua nona edição reunindo gastronomia, música ao vivo e atividades para toda a família. Realizado ao ar livre, o evento aposta em um clima nostálgico, com hamburguerias artesanais, shows e espaço kids. Com acesso gratuito, a programação acontece entre sexta e domingo, oferecendo também experiências como flash tattoo e apresentações musicais de bandas locais. Infantil: oficinas e caça aos ovos na Páscoa do Plaza Voltada ao público infantil, a Páscoa do Plaza oferece oficinas criativas, encontros com o coelhinho e atividades interativas. Entre as opções estão pintura de ovos, confecção de acessórios e experiências sensoriais como a criação de slime. A programação acontece no fim de semana, com ingressos para oficinas e atividades que estimulam criatividade e convivência familiar. Lançamento infantil no Recife Antigo A Livraria Jaqueira, no Recife Antigo, recebe no domingo (22) o lançamento do livro Nara e o Rádio Mágico, da autora Mari Bigio. A obra acompanha as aventuras de uma capivara pelas ruas do Recife. O evento contará com sessão de autógrafos e atividades voltadas ao público infantil, consolidando o espaço como ponto de encontro entre literatura e formação de novos leitores. Baile do Macumbeiro  No Pátio de São Pedro, o Baile do Macumbeiro realiza sua segunda edição com o tema Noite das Iyás, homenageando mulheres de terreiro. O evento, gratuito, celebra as tradições de matriz africana e reforça o combate à intolerância religiosa. A programação inclui apresentações culturais e homenagens a lideranças femininas, além da participação do Som da Rural, consolidando o baile como espaço de resistência, memória e afirmação cultural. Experiência sensorial em Lumiar, de Marina Mahmood O solo de dança Lumiar, da artista recifense Marina Mahmood, estreia sua circulação gratuita no domingo (22), no Teatro do Parque, propondo uma experiência imersiva que articula corpo, natureza, música ao vivo e audiovisual. Construído como um ritual contemporâneo, o espetáculo investiga estados de presença e reconexão por meio da dança com elementos naturais, em diálogo com a trilha executada ao vivo. A apresentação também inclui exibição de videodanças, como o premiado Corpo Onírico. Com circulação por diferentes territórios da cidade, o projeto reforça o acesso democrático à arte e amplia seu impacto ao integrar ações formativas com estudantes da rede pública, conectando criação artística, educação e território. Palestra-performance  A artista-pesquisadora Gabi Holanda apresenta a palestra-performance Ensaio sobr.e o chão no Teatro Fernando Santa Cruz, em Olinda, nos dias 21 e 22 de março. A obra propõe uma reflexão sobre conflitos socioambientais e modos de resistência a partir da relação entre corpo, memória e território. A apresentação

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“A demanda de microcrédito rural já existia. O que fizemos foi chegar mais perto do produtor”

Superintendente do BNB em Pernambuco comenta o avanço dos financiamentos voltados aos pequenos negócios rurais no Estado À frente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Hugo Queiroz acompanha de perto a expansão do microcrédito rural na região. Para ele, o crescimento recente do programa está ligado tanto ao reforço das políticas públicas quanto à ampliação da presença do banco nas comunidades rurais. Por que o microcrédito rural cresceu tanto nos últimos anos? Hugo Queiroz: Eu atribuiria principalmente às políticas públicas. Nos últimos anos o Plano Safra tem vindo com valores e orçamentos cada vez mais robustos. Além disso, houve também um estímulo maior para contratação com os pequenos produtores. Então a gente tem tanto esse direcionamento das políticas públicas, quanto um direcionamento interno do banco para ampliar a presença do fundo e do crédito nas regiões do Nordeste. Esse crescimento aconteceu por que aumentou a demanda ou por que o banco passou a estimular mais o acesso? Hugo Queiroz: A demanda já existe. A região Nordeste tem uma agricultura familiar muito forte. O que a gente fez foi, por meio de mais orçamento e mais estrutura, chegar mais perto de quem precisava. Na medida em que você tem mais recursos e consegue estar mais presente nas comunidades, naturalmente você passa a contratar mais. Que tipo de investimento aparece com mais frequência entre os produtores de Pernambuco? Hugo Queiroz: O crédito rural normalmente segue a vocação econômica de cada região. Aqui em Pernambuco a pecuária é muito forte, principalmente no Agreste. Então a gente observa bastante investimento em aquisição de animais. Em outros estados pode ser diferente, dependendo da atividade predominante. Quais são as perspectivas para o futuro do programa? Hugo Queiroz: A missão é ampliar cada vez mais o alcance do crédito. É uma política do Governo Federal e também do banco fazer com que esses recursos cheguem a quem realmente precisa. Os orçamentos têm aumentado ano após ano e o desafio é continuar aplicando esses recursos da forma mais efetiva possível. LEIA TAMBÉM A revolução silenciosa do microcrédito no campo em Pernambuco

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O Recife sabia como planejar seu futuro desde 1987, mas não fez

Publicação lançada pelo governo de Pernambuco em 1987 antecipou desafios ambientais, urbanos e institucionais da metrópole que seguem sem solução. *Por Romero Maia Precisa-se de tanta energia para desejarquanto para planejar. Eleanor Roosevelt Um ano antes do mestre do urbanismo mundial, Peter Hall, escrever seu clássico livro “Cidades do Amanhã”, o governo de Pernambuco lançava a obra pioneira “A Cidade do Amanhã”, em 1987, com dados, pesquisa histórica e análises prospectivas sobre a Região Metropolitana do Recife (RMR). Esse “amanhã” imaginado na obra é o que permeia o “hoje”, dia de mais um aniversário da cidade que não pode reclamar que não sabia o que fazer do seu futuro. O livro começa com um resgate precioso da obra histórico-geográfica do professor catedrático, referência nacional da UFPE, Manuel Correia de Andrade, dos anos 1970, na qual ele destrincha o processo de florescimento e de espraiamento de toda a metrópole recifense. Para isso, utilizou como base trabalhos de grandes nomes nativos, como Mário Sette e Gilberto Freyre, dos anos 1940 e 1950. E antes mesmo disso, vale frisar, o pioneirismo do Recife no Nordeste registra-se desde os trabalhos de Domingos Ferreira, nos anos 1920, e das teses já metropolitanas do professor Antônio Baltar. É justamente de meados do século XX que se somam os estudos do lendário padre Lebret acerca do desenvolvimento regional e a implantação de indústrias que serviriam ao pensamento metropolitano em Pernambuco. Seus trabalhos foram publicados pela Condepe, comissão instituída pelo governador Agamenon Magalhães. Para se ter uma ideia, uma das principais consequências dos esforços do padre Lebret foi a criação do Porto de Suape, em 1978, comprovando que, havendo ação política continuada, trabalhos intelectuais têm poder transformador e orientador de megainvestimentos estruturais. Entendendo que a forma como a cidade se comportava só podia ser dirigida pensando em termos de rede, ainda nos anos 1950 foram apresentadas as diretrizes de um plano regional para o Recife, com proposta específica de delimitação da área metropolitana, antes mesmo de a Constituição de 1988 descentralizar a gestão metropolitana da União para os estados. O primeiro esboço consta no livro e segue a fotografia abaixo: Esse foi o primeiro passo de aplicação do saber local em territórios de prefeituras que não podiam mais confiar em decisões isoladas, pois já eram parte de um conjunto maior. Olinda e Recife passam a ser vistas não apenas como cidades irmãs, mas como duas faces de uma mesma moeda: uma única rede de decisões partilhadas. Mas foi a criação da Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife (Fidem) que, de fato, gerou o embrião da formação de competências para o processo de gestão metropolitana no estado, a partir de 1975, ainda que já houvesse, em suas bases, estudos realizados pela Sudene no final dos anos 1960. Uma vez sinalizado o que poderia ser considerado a RMR, o documento nos apresenta a política de desenvolvimento metropolitano integrado e, pela primeira vez, registra as linhas do que queremos ser hoje, em 2026. O documento entendeu a tendência de afluência populacional durante a década de 1990 para a RMR, mas que logo em seguida apresentou um leve refluxo que persiste até o censo mais recente, como pode ser visto pelos percentuais da população pernambucana residente em cada uma das delimitações de territórios metropolitanos: A política proposta já começava de maneira visionária ao tratar, logo de partida, da questão ambiental, referida como controle da poluição, especialmente no cuidado com os rios que marcam profundamente a identidade e a geografia das cidades da região e são especialmente sensíveis à concentração populacional. O que requer também reforma no sistema de esgotamento sanitário, item que também foi sublinhado pela publicação. Além disso, as diretrizes previam aspectos institucionais e a criação de sistemas de administração especializados para a gestão do desenvolvimento humano, da sustentabilidade e da mobilidade muito antes de esses termos serem amplificados pela mídia. Tudo isso consta nessa publicação de indiscutível pioneirismo e valor histórico. Vale salientar que o Estatuto da Metrópole no país como um todo só foi sancionado em 2015. A publicação foi resultado de uma ação visionária e surgiu de um esforço da antiga Fidem, incentivada pelo governador Gustavo Krause e levada adiante pelo urbanista Paulo Roberto de Barros e Silva, à frente de uma equipe de pesquisadores nordestinos de referência, como Ermelinda Gonçalves, Cláudio Porto, Humberto Magalhães, Pedro Motta, entre outros. Trinta e nove anos se passaram, e a comemoração de aniversário poderia ser feita tendo esse documento como base para uma nova estratégia metropolitana. Só que dessa vez com a coordenação do ente estatal e monitoramento orçamentário integrado, com suporte técnico da Secretaria de Planejamento e Gestão. Uma ação de Estado, e não dependente de candidaturas. Isso requer exclusivamente burocracia concursada e trabalho com gestão de projetos de longo prazo, dos quais novos eleitos aos cargos majoritários são somente informados que terão que dar continuidade orçamentária. Como foi dito, a decisão governamental não pode mais ignorar a rede urbana e a condição metropolitana. Chegamos até aqui, por outro lado, sem que nenhuma das questões centrais previstas em 1987 tivesse seus encaminhamentos estratégicos realizados a contento. Evidências presentes disso neste aniversário são o metrô extremamente limitado, perigoso e sucateado, e a cobertura de saneamento que apenas atinge cerca de 40% da população da RMR. E isso se deve mais à falta de coordenação entre as lideranças políticas dos anos 1990, que esqueceram de tirar o futuro do papel, do que ao legado do planejamento da gestão pública que estava lá ao lado o tempo todo à disposição. Um presente de aniversário para o hoje poderia ser retomar e atualizar iniciativas que aumentem as chances de outros aniversários fazerem mais jus ao nosso passado. Especialmente em 2037, quando o Recife fará 500 anos, e Olinda já terá seus 502. Mas para envelhecer com dignidade é preciso saber se as elites metropolitanas já entenderam o que devem fazer conjuntamente sobre um planejamento de longo prazo baseado em evidências, ou se ainda vão protelar pôr em prática “A cidade do

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