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Recife sedia Mês Cultural ADENE com agenda de cultura e diplomacia eslovena

Programação celebra os 10 anos do consulado esloveno na capital pernambucana e reúne eventos acadêmicos, artísticos e institucionais ao longo de maio O Mês Cultural ADENE – Maio de 2026 transforma o Recife em um polo de intercâmbio internacional ao longo do mês de maio, com uma programação que integra cultura, diplomacia, gastronomia e educação. Organizado pela ADENE – Associação dos Eslovenos no Nordeste, o evento ocorre em paralelo às comemorações do 10º aniversário do Consulado da República da Eslovênia na capital pernambucana. A agenda começa com atividades preparatórias nos dias 23 e 24 de abril e tem abertura oficial marcada para 4 de maio, reunindo representantes diplomáticos, autoridades locais e convidados internacionais. Ao longo do mês, o público terá acesso a uma programação diversificada, com encontros institucionais, debates acadêmicos, exposições artísticas, eventos literários, experiências gastronômicas e ações comunitárias. Entre os destaques estão a assinatura de um acordo de geminação entre cidades, prevista para 5 de maio, além da exposição do artista Vladimir Jazbec, encontros acadêmicos sobre geopolítica contemporânea e palestras em instituições de ensino. A programação inclui ainda uma noite literária com o autor Jurij Hudolin, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasil e Eslovênia. Na gastronomia, restaurantes parceiros participam, entre os dias 12 e 24 de maio, dos Dias do Lúpulo Esloveno e da Kranjska Klobasa, promovendo sabores típicos da culinária do país europeu. Já entre os dias 23 e 25 de maio, a programação se volta para jovens, famílias e estudantes, com oficinas educativas, apresentações culturais e ações de conscientização ambiental ligadas à sustentabilidade, biodiversidade e à importância das abelhas, em sintonia com o Dia Mundial das Abelhas, data instituída pela Organização das Nações Unidas por iniciativa da Eslovênia. O encerramento acontece em 25 de maio, com cerimônia oficial, jantar solene e a entrega da distinção “Amigo da Eslovênia”. Com apoio da Embaixada da República da Eslovênia no Brasil, do consulado honorário no Recife, de municípios parceiros e de universidades da região, a iniciativa reforça os laços bilaterais e projeta Pernambuco como espaço estratégico para cooperação internacional e intercâmbio cultural.

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Marília Arruda: “Precisamos criar centros de enfrentamento climático nas cidades brasileiras”

*Por Marília Arruda Os mais recentes acontecimentos na Zona da Mata Mineira confirmam meu sentimento de que, já faz tempo, estamos falhando assustadoramente diante da crise climática, infelizmente fingindo que alertas bastam. A crise climática não é mais previsão científica remota, é realidade cotidiana. As consequências dos eventos extremos estão se repetindo com violência crescente, colapsando territórios e ceifando vidas. E, mesmo assim, seguimos reagindo como se cada tragédia fosse surpresa. Não são mais inesperadas, vão acontecer! Alguns avanços importantes foram feitos. Existe investimento do Governo Federal, sobretudo por meio do Cemaden  (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Mas fico me perguntando, para que serve um alerta via SMS ou o toque de uma sirene se as pessoas não sabem o que fazer? De que adianta avisar sobre o risco se não há treinamento, rotas definidas, protocolos claros e comunidades preparadas? Alertas isolados salvam muito menos vidas do que a preparação adequada. Isso é adaptação climática, e as cidades precisam se adaptar. Essa questão virou consenso técnico, discurso político e pauta de conferência. Mas ainda não é prioridade real na agenda dos governantes. Existe orçamento estruturado, continuidade administrativa e planejamento de longo prazo? Ou seguimos presos ao ciclo da descontinuidade política, em que cada gestão desmonta o que a anterior iniciou? O Plano de Adaptação Climática brasileiro foi aprovado ano passado, na teoria, mas, na prática, pouco saiu do lugar. E por quê? Porque nosso sistema político tende a valorizar cargos comissionados passageiros e a negligenciar servidores de carreira que desenvolvem conhecimento técnico continuado. Faltam investimentos em formação continuada, institucionalidade, compromisso com a permanência das políticas públicas. Temos também a Política Nacional de Educação Ambiental que, em 2024, incluiu a crise climática como elemento obrigatório nos currículos escolares. Todavia, pouco tem sido feito e posto em prática.  Enquanto isso, os desastres se intensificam e nós continuamos atuando amadoristicamente: os gestores, a sociedade civil, as comunidades e até os pesquisadores. Quando o caos chega, e ele tem chegado com cada vez mais frequência, ninguém se entende. Escolas são improvisadas como abrigos, multiplicam-se campanhas emergenciais, vaquinhas virtuais surgem às milhares. O brasileiro é, sem dúvida, solidário, mas profundamente desorganizado. Doações se acumulam sem coordenação e, depois, vem a triagem tardia de roupas, móveis, alimentos, água, colchões… Sempre a mesma improvisação. Se sabemos que vai acontecer, por que continuamos atuando como se fosse inesperado? A crise climática, não resta mais nenhuma dúvida, não é eventual, é estrutural. Portanto, a resposta também precisa ser estrutural. É uma questão de lógica elementar. Nenhum, repito, nenhum, gestor público no Brasil estruturou até hoje um CEC (Centro de Enfrentamento Climático) – nome que criei com minha vontade de salvar o mundo e combater a crise climática. Um equipamento permanente, ativo o ano inteiro, dedicado exclusivamente à preparação e à resposta organizada aos eventos extremos (em um local seguro, livre de alagamentos e deslizamentos, evidentemente). E o que seria isso? Um centro que receba doações contínuas previamente organizadas, que mantenha estoque estratégico, equipe treinada, preparada psicologicamente para atuar sob pressão. Que funcione em parceria permanente com a Defesa Civil, formando lideranças comunitárias, capacitando escolas, treinando servidores e, sobretudo, preparando as comunidades mais vulneráveis, as que sempre pagam o preço mais alto pela crise climática. Treinar rotas de fuga, simular evacuações, ensinar protocolos, organizar redes de resposta, deixar engatilhado o que hoje só é pensado quando a água já invadiu as casas ou o barranco já desceu. Na hora do desastre, não haveria dispersão de esforços, haveria coordenação. Não haveria improviso, haveria planejamento. Não haveria desespero desorganizado, haveria comando, estratégia e capilaridade para alcançar simultaneamente os territórios afetados. Poderia ser o local ideal para abrigar as pessoas desalojadas e desabrigadas em tempos de crise, sem parar o ensino das escolas. Nele pode funcionar uma cozinha solidária que durante todo ano teria funcionalidade e, até mesmo, um espaço de capacitação para pessoas interessadas.  Isso não é utopia, é uma política pública responsável que valoriza vidas! Adaptar cidades não é apenas fazer obra necessária de drenagem e reconstruir o que foi perdido. Deve ir muito mais além disso: formar pessoas, estruturar instituições, criar cultura de prevenção. É tratar a crise climática como política de Estado e não apenas como indispensável pauta corretiva após cada tragédia dramaticamente divulgada. Não podemos mais continuar romantizando a solidariedade emergencial enquanto negligenciamos a organização prévia. A crise climática exige maturidade institucional e coragem política. Exige menos improviso e mais estrutura. Não precisamos ser amadores diante de algo que já sabemos que virá. Precisamos decidir se queremos continuar contando mortos ou começar, finalmente, a contar vidas salvas. *Marília Arruda é doutora em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Lisboa, gestora ambiental e criadora do Goles de Ciências Recife.

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Cromossomo do amor: qualidade de vida transforma trajetórias de pessoas com síndrome de Down

No mês de conscientização da síndrome de Down, especialistas destacam nutrição, psicomotricidade e fisioterapia como pilares para autonomia e inclusão desde os primeiros meses de vida, além de outras terapias Há quem diga que o cromossomo 21 carrega mais do que uma alteração genética. Carrega afeto, potência e humanidade. Conhecida como a trissomia do 21, a Síndrome de Down vem sendo ressignificada ao longo das últimas décadas, deixando de ser vista sob o viés da limitação para ocupar um espaço de protagonismo, desenvolvimento e qualidade de vida. No mês dedicado à conscientização sobre essa neurodivergência, o olhar se volta não apenas para o diagnóstico, mas principalmente para as possibilidades. E é nesse território de possibilidades que a qualidade de vida ganha centralidade. Intervenções precoces, acompanhamento multidisciplinar e suporte familiar estruturado são determinantes para que crianças com síndrome de Down desenvolvam autonomia, habilidades funcionais e participação social plena. Entre os pilares desse cuidado estão a nutrição, a psicomotricidade, a fisioterapia, a psicologia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, áreas que, quando integradas, potencializam resultados e ampliam horizontes. O Instituto Maria, iniciativa mantida pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), desenvolve trabalho gratuito para pacientes com síndrome de Down. Nutrição como base para o desenvolvimento  A alimentação é um dos primeiros e mais decisivos fatores na construção da qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down. De acordo com a nutricionista Laryssa Agra, o acompanhamento nutricional vai muito além da escolha dos alimentos. “A nutrição atua diretamente no desenvolvimento global da criança, influenciando desde o crescimento até aspectos cognitivos e imunológicos. No caso da síndrome de Down, precisamos ter um olhar ainda mais atento para o metabolismo e para as particularidades hormonais”, explica. Um dos pontos de atenção é a tendência ao sobrepeso e à obesidade, condição frequente nesse público. “Existe uma predisposição metabólica, associada, entre outros fatores, à taxa basal de hormônios ligados ao metabolismo lipídico, como a leptina. Isso exige monitoramento constante e estratégias nutricionais individualizadas”, detalha. A introdução alimentar também demanda cuidado técnico e sensibilidade familiar. É o que vivencia Íris Miguel, mãe de Ially Miguel, que iniciou acompanhamento no Instituto Maria com apenas 36 dias de vida. Hoje, com um ano e seis meses, Ially apresenta evolução consistente. “Desde o começo, eu aprendi que cada conquista é única. A alimentação dela é acompanhada de perto, e eu observo tudo, a aceitação dos alimentos, a mastigação, o interesse. A gente entende que não é só comer, é desenvolver”, relata. Laryssa Agra reforça que o papel da família é estratégico. “Os responsáveis são parte ativa do processo. A gente orienta, acompanha e ajusta, mas é no dia a dia que a nutrição se concretiza. Quando há esse alinhamento, os resultados aparecem de forma mais consistente”, afirma. Psicomotricidade e a construção da autonomia  Se alimentar bem é essencial, movimentar-se com consciência é igualmente determinante. A psicomotricidade surge como um eixo estruturante no desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, trabalhando a integração entre corpo, mente e emoção. Segundo o psicomotricista Wilson Souza, o trabalho é focado na construção da autonomia funcional. “A psicomotricidade atua na base do desenvolvimento humano. A gente trabalha coordenação, equilíbrio, lateralidade, percepção corporal e organização espacial. Tudo isso impacta diretamente na capacidade da criança de interagir com o mundo”, explica. Ele destaca que crianças com síndrome de Down podem apresentar hipotonia muscular e atrasos no desenvolvimento motor, o que torna a intervenção ainda mais relevante. “Quando estimulamos de forma adequada, conseguimos ganhos importantes na postura, no controle motor e na independência. Isso se reflete em atividades simples do cotidiano, como sentar, andar, brincar e se comunicar”, afirma. Além dos aspectos físicos, a psicomotricidade também atua na dimensão emocional. “O corpo é a primeira forma de expressão. Quando a criança se reconhece e se apropria do próprio corpo, ela ganha confiança. E confiança é essencial para o desenvolvimento global”, completa Wilson Souza. Fisioterapia e ganho funcional  Complementando esse cuidado, a fisioterapia desempenha papel central na promoção de funcionalidade e prevenção de complicações. A fisioterapeuta Lais Martins destaca que o acompanhamento deve ser contínuo e personalizado. “A fisioterapia atua no fortalecimento muscular, no alinhamento postural e na melhoria da mobilidade. No caso da síndrome de Down, trabalhamos muito para minimizar os efeitos da hipotonia e prevenir alterações ortopédicas”, explica. Entre os principais benefícios estão a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da resistência física. “Quanto mais cedo iniciamos, maiores são as chances de promover independência. O objetivo é que essa criança consiga realizar atividades do dia a dia com o máximo de autonomia possível”, afirma. Lais Martins ressalta que o trabalho é integrado com outras áreas. “Nenhuma intervenção acontece de forma isolada. A fisioterapia conversa com a nutrição, com a psicomotricidade e com outras especialidades. É esse olhar multidisciplinar que garante resultados mais efetivos”, pontua. A atuação integrada de áreas como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional amplia o olhar sobre o desenvolvimento, considerando aspectos emocionais, comunicacionais e funcionais que são determinantes para a autonomia e a inclusão social. Psicologia e fortalecimento emocional A psicologia atua como um eixo estruturante tanto para a criança quanto para a família. O acompanhamento envolve o desenvolvimento emocional, o estímulo à socialização e o suporte aos responsáveis, especialmente no processo de adaptação ao diagnóstico. Segundo a psicóloga e coordenadora multidisciplinar do Instituto Maria, Pauline Freitas, o trabalho começa desde os primeiros contatos com a família. “A chegada do diagnóstico mobiliza muitas emoções. Nosso papel é acolher, orientar e ajudar essa família a compreender que existe um caminho possível, com desenvolvimento e qualidade de vida”, afirma. No atendimento às crianças, o foco está no estímulo das habilidades socioemocionais. “Trabalhamos aspectos como vínculo, interação, regulação emocional e construção da autonomia. Cada avanço, por menor que pareça, tem um impacto significativo no desenvolvimento global”, explica. Pauline destaca ainda que o suporte contínuo às mães e responsáveis é fundamental. “Quando a família está fortalecida emocionalmente, ela se torna uma aliada potente no processo terapêutico. Isso muda completamente a trajetória da criança”, pontua. Fonoaudiologia e desenvolvimento

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Pernambuco lidera exportação de frutas no Brasil e mira consolidação como hub logístico do agro

Com mais de 51% das exportações de manga, Estado fortalece estratégia para ampliar presença internacional e atrair investimentos no setor Protagonismo na fruticultura brasileira Pernambuco chega à Fruit Attraction São Paulo 2026 consolidado como referência nacional na exportação de frutas. Em 2025, o Estado respondeu por 51,49% das exportações brasileiras de manga, com 291 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 335,1 milhões. No caso da uva, o Vale do São Francisco concentra 98% das exportações do país, reforçando o peso regional na balança comercial do agronegócio. Impacto econômico e geração de empregos A fruticultura se firma como um dos principais motores da economia pernambucana, com um PIB agropecuário de R$ 11,9 bilhões e geração de 70 a 80 mil empregos. O setor tem papel estratégico sobretudo no Semiárido, onde a produção irrigada impulsiona renda, emprego e desenvolvimento regional, além de ampliar a inserção internacional do Estado. Estratégia logística e Pacto pelo Agro A participação na feira, realizada entre 24 e 26 de março, em São Paulo, integra a estratégia do Governo de Pernambuco para expandir exportações e fortalecer sua posição no comércio global. Nesse contexto, o Pacto pelo Agro surge como principal eixo da política agrícola estadual, reunindo agentes públicos e privados para melhorar a infraestrutura, reduzir custos e ampliar o escoamento da produção pelo Porto de Suape. “Pernambuco já lidera a exportação de frutas no Brasil. O próximo passo é consolidar essa liderança com eficiência logística, redução de custos e ganho de competitividade internacional”, afirma o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes. Feira impulsiona negócios e conexões internacionais Para o governo estadual, a Fruit Attraction vai além de uma vitrine comercial, funcionando como plataforma de negócios e articulação internacional. “A Fruit Attraction não é apenas uma feira onde se vende fruta. É onde se constroem mercados, se abrem portas e se conectam produtores pernambucanos com compradores do mundo inteiro. É uma plataforma direta de expansão econômica para o nosso Estado”, destaca Moraes. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 16 mil visitantes e 400 empresas, movimentando mais de R$ 1 bilhão. Para 2026, a expectativa é alcançar até R$ 1,5 bilhão em negócios e mais de 18 mil participantes. Mercados globais e avanço como hub do agro Com forte presença em mercados como Europa, especialmente Holanda, Espanha e Reino Unido, além dos Estados Unidos e América Latina, Pernambuco amplia sua relevância nas cadeias globais de abastecimento. Atualmente, 88% das exportações de frutas do Estado ocorrem por via marítima, com até 15 mil contêineres refrigerados por ano. “Não se trata de custo, mas de investimento estratégico. Investimento em exportação, em geração de emprego, em renda para o Semiárido e no futuro de Pernambuco. Cada mercado aberto representa mais produção. Cada contrato firmado representa mais trabalho no campo. Cada contêiner exportado representa mais desenvolvimento”, afirma o secretário. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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IBGE inaugura nova unidade da Casa Brasil em parceria com a Fundaj no Recife

Espaço amplia acesso a dados estatísticos e reforça cooperação institucional no Nordeste O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) inauguraram nesta terça-feira (24) a nova unidade da Casa Brasil IBGE Fundaj – Recife. Localizado no Campus Gilberto Freyre, no bairro de Casa Forte, o espaço foi apresentado pelo presidente do IBGE, Márcio Pochmann, e pela presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar. “Hoje estamos aqui nessa parceria para materializar uma política que permita a acessibilidade às informações e aos dados a todos os brasileiros e não apenas a uma parte. Essa Casa Brasil, não tenho dúvida, será uma referência da forma inovadora de levar as informações a todos os que estão interessados em conhecer melhor o nosso País e, sobretudo, transformá-lo. Neste sentido, o desafio é enorme, porque estamos em uma sociedade de serviços, hiperconectada, da chamada era digital e de governos e sociedade cada vez mais orientados por dados“, afirmou Márcio Pochmann. Expansão da rede no Nordeste A nova instalação passou a integrar a estratégia do IBGE de ampliar a rede Casa Brasil na região Nordeste, com foco na democratização do acesso a informações estatísticas e geocientíficas. A iniciativa também fortaleceu a cooperação entre as duas instituições federais, promovendo ações conjuntas voltadas à disseminação científica e cultural. Acesso a dados e infraestrutura digital O espaço passou a contar com totens interativos, computadores para pesquisa, mapas e diversos produtos digitais. Por meio dessas ferramentas, o público pode acessar diretamente o acervo do IBGE, que reúne cerca de um trilhão de variantes e 1,5 bilhão de dados, disponíveis para estudos acadêmicos, formulação de políticas públicas e atividades educacionais. O funcionamento foi estabelecido de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 17h. Acesso à informação e formação cidadã Durante a inauguração, a presidenta da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), Márcia Angela Aguiar, enfatizou a importância da integração entre educação, cultura e acesso à informação. “Eu, que sou uma pessoa originalmente da educação, entendo que a mudança de mentalidade, a formação humana e o desenvolvimento de crianças e jovens estão diretamente ligados à capacidade de unir cada vez mais essas duas dimensões: educação e cultura. Acho que é uma chave valiosa, especialmente no momento atual, em que vemos tanto ódio espalhado na sociedade e tanta desigualdade. Então, abrir um espaço para refletir sobre a realidade brasileira e ter acesso a esses dados de forma muito mais fácil do que anteriormente significa dar um passo adiante”, afirmou Márcia Angela Aguiar. Formação e atividades educativas Além do acesso às bases de dados, a unidade passou a sediar ações de formação, exposições e atividades educativas. A proposta é integrar o espaço à rotina acadêmica do campus, ampliando a circulação do conhecimento sobre o Brasil e estimulando o uso qualificado das informações produzidas pelo Instituto. Rede nacional em expansão Com a inauguração, o Brasil passou a contar com sete unidades da Casa Brasil IBGE. Até então, três estavam localizadas no Nordeste: uma no Recife, na Sudene, outra em Fortaleza (CE) e a terceira em Salvador (BA). As demais funcionam no Rio de Janeiro (RJ), Juiz de Fora (MG) e Belém (PA). A rede foi criada para aproximar a produção de dados da sociedade e fortalecer o diálogo com a pesquisa acadêmica. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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River Shopping anuncia expansão de R$ 80 milhões e projeta 500 empregos

Ampliação do empreendimento adiciona novas lojas, reforça mix de marcas nacionais e acompanha crescimento econômico do Vale do São Francisco O River Shopping, em Petrolina, prepara para outubro a inauguração de sua nova fase de expansão, resultado de um investimento de aproximadamente R$ 80 milhões voltado à ampliação e modernização do empreendimento. O projeto acrescenta 9 mil metros quadrados de área construída, sendo 6 mil m² de Área Bruta Locável (ABL), consolidando o mall como um dos principais centros de compras do interior nordestino. Geração de empregos e impacto econômico Com a chegada das novas operações, a expectativa da administração é de criação de cerca de 500 empregos diretos. O impacto no mercado de trabalho já vem sendo sentido desde a fase de obras, que movimentou o setor da construção civil. Atualmente, o shopping reúne 160 operações com taxa de vacância zero, o que reforçou a necessidade de expansão. Novas marcas e operações Após a ampliação, o River Shopping deve alcançar cerca de 200 operações. Entre os destaques está a chegada de uma nova loja âncora, a Renner, além de duas novas unidades gastronômicas. O mix de marcas inclui nomes como Adidas, Reserva, Aramis, Jorge Bischoff, Milon, Mundo do Cabeleireiro, Dress To e First Class. Na área de alimentação, a novidade será a primeira unidade do restaurante Tio Armênio no Sertão pernambucano. Crescimento regional e consolidação Com 30 anos de atuação, o empreendimento já emprega mais de 2 mil pessoas, no embalo do crescimento econômico de Petrolina e do Vale do São Francisco. “O River Shopping é um símbolo do crescimento de Petrolina e de toda a região do Vale do São Francisco. Ao longo desses 30 anos, acompanhou e impulsionou o desenvolvimento econômico local, tornando-se um dos principais polos de consumo e investimento do Vale do São Francisco”, avalia o empreendedor Eduardo Garcia Hemmi.

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Menor que em 2025: Páscoa deve injetar R$ 410,9 milhões em Pernambuco

A Fecomércio-PE projeta que a Páscoa de 2026 movimente R$ 410,9 milhões na economia pernambucana, uma retração de 2,9% em relação ao ano anterior, sinalizando desaceleração no consumo. O estudo mostra a sensibilidade do período a variáveis-chave: cada ponto de alta na intenção de consumo adiciona R$ 4,02 milhões às vendas, enquanto o avanço do endividamento retira cerca de R$ 6,19 milhões por ponto percentual. A pressão inflacionária sobre itens típicos é outro vetor relevante, com destaque para o chocolate, que acumula alta de 26,3% em 12 meses, bem acima do índice geral de 3,81%. Esse fator tem levado o consumidor a substituir produtos. Apesar da moderação, a data segue estratégica para o varejo no primeiro semestre, sustentando o fluxo de caixa do setor mesmo em um ambiente mais restritivo. Turismo internacional dispara em Pernambuco O fluxo de passageiros internacionais no Aeroporto Internacional do Recife mais que dobrou no primeiro bimestre de 2026, com crescimento de 115% em relação ao mesmo período do ano anterior. O total de viajantes foi de 66,3 mil viajantes entre embarques e desembarques. O resultado reflete a intensificação das ações de promoção turística do Governo de Pernambuco, que ampliou sua presença em eventos e mercados estratégicos, além de investir na captação de novos voos. A Argentina lidera como principal emissor de turistas, concentrando mais da metade das chegadas internacionais. Os demais destaques são na sequência Portugal, Uruguai, Chile e Espanha. Lucro recorde e crédito em alta no BNB O Banco do Nordeste do Brasil fechou 2025 com lucro líquido de R$ 3,1 bilhões, um salto de 31,6% em relação ao ano anterior. O desempenho veio acompanhado de expansão na carteira de crédito, que alcançou R$ 68,4 bilhões em contratações, representando uma alta de 11,6%. Os desembolsos também avançaram, somando R$ 64,1 bilhões, crescimento de 5,8%. No microcrédito, um dos carros-chefes da instituição, os números reforçam a escala da operação: R$ 13,4 bilhões no Crediamigo e R$ 9,5 bilhões no Agroamigo. Já o agronegócio movimentou R$ 12,8 bilhões em financiamentos, com alta de 15,3%.  Drones reduzem em até 75% o tempo de pulverização no Vale do São Francisco O uso de drones agrícolas vem acelerando a transformação produtiva no Vale do São Francisco, com ganhos expressivos de eficiência, custo e produtividade na fruticultura, segundo a empresa GM Drone e Tecnologia. Em uma área de um hectare, a pulverização que antes levava mais de uma hora com trator agora é realizada em cerca de seis minutos, reduzindo também em até 25% os custos da operação. A tecnologia permite monitoramento detalhado das lavouras, identificação de pragas e mapeamento do solo com alta precisão. Expansão farmacêutica injeta R$ 3,2 milhões e reforça interiorização em Pernambuco O Grupo AMR Saúde acelera sua presença em Pernambuco com a abertura de 16 novas lojas, investimento de R$ 3,2 milhões e geração inicial de 112 empregos, com potencial de superar 180 vagas no médio prazo. O movimento ocorre em um mercado regional aquecido, onde o varejo farmacêutico nordestino movimenta R$ 28,6 bilhões e cresce acima da média nacional, consolidando o estado como principal base da rede na região, com 89 unidades. A estratégia aposta na interiorização e no ganho de escala das farmácias independentes, com faturamento médio de R$ 240 mil por loja, quatro vezes acima da média nacional do segmento. Senac Pernambuco é reconhecido com Selo ODS Educação pelo segundo ano consecutivo O Senac Pernambuco recebeu, pelo segundo ano seguido, a certificação do Selo ODS Educação, concedida pelo Instituto Selo Social a iniciativas alinhadas à Agenda 2030 da ONU. A premiação ocorreu na última quarta-feira (18), no Parque Dona Lindu, reunindo instituições de todo o país. Com 16 projetos aprovados, a Faculdade Senac PE se destacou por ações voltadas a áreas como educação de qualidade, redução das desigualdades e saúde e bem-estar, reforçando seu papel na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento sustentável e o impacto social.

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porto galinhas foto Jorge Pinho

Pernambuco registra alta de 115% no fluxo internacional de passageiros em 2026

Crescimento no Aeroporto do Recife reforça expansão do turismo e da conectividade aérea no estado O fluxo de passageiros internacionais em Pernambuco registrou crescimento de 115% no primeiro bimestre de 2026, segundo dados da Empetur e do Observatório das Migrações Internacionais. O avanço foi observado no Aeroporto Internacional do Recife, que contabilizou 66.345 passageiros entre embarques e desembarques nos meses de janeiro e fevereiro. Do total registrado no período, 31.532 foram turistas, o que representa um aumento de 110% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Apenas em fevereiro deste ano, o terminal contou com 282 voos internacionais planejados, evidenciando o fortalecimento da malha aérea e o aumento da demanda por destinos pernambucanos. Promoção internacional impulsiona resultados O desempenho é atribuído às estratégias adotadas pelo Governo de Pernambuco para ampliar a presença do estado no mercado global. Ao longo de 2025, a Empetur participou de mais de 128 eventos no Brasil e no exterior e capacitou cerca de 28 mil profissionais do setor, além de realizar missões internacionais voltadas aos principais mercados emissores. “este resultado confirma que estamos no caminho certo. Intensificamos nossa presença em eventos internacionais e realizamos roadshows estratégicos, fortalecendo a relação com o trade turístico. No momento, nossa equipe está na Argentina, por exemplo, atuando diretamente nesse mercado. Isso é fruto da estratégia do Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, que prioriza o turismo e entende o setor como vetor de desenvolvimento econômico.”, afirmou o presidente da Empetur, Eduardo Loyo. Argentina lidera emissão de turistas Entre os países que mais enviam visitantes ao estado, a Argentina aparece na liderança, concentrando 54,24% das entradas internacionais no período e registrando crescimento superior a 300% na comparação anual. Em seguida, destacam-se Portugal (15,96%), Uruguai (4,60%), Chile (3,71%) e Espanha (3,27%). Hub aéreo fortalece economia do turismo O crescimento do fluxo internacional acompanha a expansão da conectividade aérea. Pernambuco passou de três destinos internacionais e nove frequências semanais, em janeiro de 2023, para nove destinos e 42 frequências ao longo de 2025, consolidando-se como hub do Nordeste. Rotas estratégicas como Lisboa, Buenos Aires, Madri, Porto, Montevidéu e Córdoba ampliaram o alcance do estado no cenário global. Para o secretário de Turismo, Kaio Maniçoba, “O Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra, tem consolidado o turismo como uma estratégia de desenvolvimento, com foco na geração de emprego, renda e na ampliação da presença do estado no mercado internacional”.

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Armazém da Criatividade, do Porto Digital, vence Prêmio Finep de Inovação

Iniciativa em Caruaru é reconhecida como ambiente de inovação e reforça papel do estado no desenvolvimento tecnológico O Armazém da Criatividade, iniciativa do Porto Digital em Caruaru, conquistou o primeiro lugar nacional no Prêmio Finep de Inovação, na categoria Ambiente de Inovação. O reconhecimento foi anunciado em cerimônia realizada em Brasília, com a presença de autoridades como a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. Reconhecimento nacional e impacto da inovação Considerado o “Oscar da Inovação” no Brasil, o prêmio é concedido pela Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Ao todo, cerca de 3 mil projetos foram analisados na edição, com seleção final de 40 iniciativas para a etapa nacional. “Recebemos centenas de propostas disruptivas, capazes de mudar setores estratégicos da economia, gerar empregos qualificados, reduzir desigualdades e principalmente melhorar a qualidade de vida da nossa sociedade. Ao fomentar a inovação, certamente estamos melhorando o nosso processo de inserção na cadeia global, com mais intensidade tecnológica e valor agregado aos produtos”, ressaltou o presidente da Finep. Ecossistema de inovação no Agreste Instalado no centro de Caruaru, o Armazém da Criatividade atua como laboratório de prototipagem, espaço de formação, aceleração de empresas e apoio ao empreendedorismo regional. A iniciativa integra o programa Inova PE, que reúne ações do Governo de Pernambuco voltadas ao incentivo à pesquisa, formação de talentos e fortalecimento de ecossistemas locais de inovação. Apoio a startups e formação de talentos Nos últimos anos, o projeto ampliou seu alcance ao apoiar startups, capacitar jovens em tecnologias emergentes e oferecer infraestrutura para novos negócios. A proposta tem contribuído para consolidar o interior do estado como polo de inovação, descentralizando oportunidades antes concentradas na capital. Inovação como estratégia nacional Durante a premiação, a ministra destacou o papel estratégico da inovação para o país. “Os projetos vencedores mostram que ciência, tecnologia e inovação devem estar no centro de um Brasil mais justo, sustentável e soberano. Em menos de três anos, já contratamos R$ 30 bilhões em iniciativas que transformam o futuro do nosso país. Este Prêmio dialoga diretamente com a Nova Indústria Brasil, destacando missões, como agricultura sustentável, saúde, bioeconomia, transformação digital, defesa e descarbonização”, afirmou.

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“A demanda de microcrédito rural já existia. O que fizemos foi chegar mais perto do produtor”

Superintendente do BNB em Pernambuco comenta o avanço dos financiamentos voltados aos pequenos negócios rurais no Estado À frente do Banco do Nordeste em Pernambuco, Hugo Queiroz acompanha de perto a expansão do microcrédito rural na região. Para ele, o crescimento recente do programa está ligado tanto ao reforço das políticas públicas quanto à ampliação da presença do banco nas comunidades rurais. Por que o microcrédito rural cresceu tanto nos últimos anos? Hugo Queiroz: Eu atribuiria principalmente às políticas públicas. Nos últimos anos o Plano Safra tem vindo com valores e orçamentos cada vez mais robustos. Além disso, houve também um estímulo maior para contratação com os pequenos produtores. Então a gente tem tanto esse direcionamento das políticas públicas, quanto um direcionamento interno do banco para ampliar a presença do fundo e do crédito nas regiões do Nordeste. Esse crescimento aconteceu por que aumentou a demanda ou por que o banco passou a estimular mais o acesso? Hugo Queiroz: A demanda já existe. A região Nordeste tem uma agricultura familiar muito forte. O que a gente fez foi, por meio de mais orçamento e mais estrutura, chegar mais perto de quem precisava. Na medida em que você tem mais recursos e consegue estar mais presente nas comunidades, naturalmente você passa a contratar mais. Que tipo de investimento aparece com mais frequência entre os produtores de Pernambuco? Hugo Queiroz: O crédito rural normalmente segue a vocação econômica de cada região. Aqui em Pernambuco a pecuária é muito forte, principalmente no Agreste. Então a gente observa bastante investimento em aquisição de animais. Em outros estados pode ser diferente, dependendo da atividade predominante. Quais são as perspectivas para o futuro do programa? Hugo Queiroz: A missão é ampliar cada vez mais o alcance do crédito. É uma política do Governo Federal e também do banco fazer com que esses recursos cheguem a quem realmente precisa. Os orçamentos têm aumentado ano após ano e o desafio é continuar aplicando esses recursos da forma mais efetiva possível. LEIA TAMBÉM A revolução silenciosa do microcrédito no campo em Pernambuco

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