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cardapio entre amigos

Entre o Sertão e o Mediterrâneo: Entre Amigos Praia renova menu com fusão de sabores

Novo cardápio aposta em ingredientes frescos, técnicas leves e combinações que unem tradição nordestina à culinária mediterrânea Com uma proposta que valoriza frescor, leveza e diversidade de sabores, o Entre Amigos Praia apresenta um novo cardápio inspirado na culinária mediterrânea, reconhecida mundialmente pela simplicidade e pelo uso de ingredientes in natura, azeites e ervas aromáticas. A novidade chega à unidade da orla de Boa Viagem com a proposta de criar uma experiência gastronômica que equilibra referências internacionais com a identidade regional. A principal aposta da casa está na fusão entre os sabores do Mediterrâneo e ingredientes típicos do Sertão nordestino. O resultado é um menu que transita entre o leve e o marcante, combinando técnicas contemporâneas com insumos que evocam memória afetiva. Essa dualidade se expressa em pratos que exploram aromas, texturas e contrastes, ampliando as possibilidades à mesa. Entre os destaques estão o Ceviche de Camarão, preparado com batata doce, pimenta, cebola e milho verde, e o Magret de Pato com molho de frutas silvestres e risoto de aspargos. Outro prato que chama atenção é o Quarteto, uma composição com camarão, polvo, filé de pescada amarela e lagosta, acompanhados por legumes grelhados e arroz de brócolis, reforçando a presença dos frutos do mar com técnicas contemporâneas. O novo menu também preserva clássicos já consagrados pelo público, como o Stinco de Cordeiro, o Due de Polvo e Camarão à Provençal com purê de mandioquinha, azeite de trufas e nata do Sertão, além da tradicional moqueca de camarão em versão para compartilhar. Para completar a experiência, a casa investe no conceito “Sunset no Praia”, com drinks refrescantes à base de frutas da estação, ideais para acompanhar o pôr do sol à beira-mar.

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1. ADEPE

Programa Pernambuco Artesão injeta R$ 1,5 milhão na economia criativa

Com investimento superior a R$ 1,5 milhão, o novo ciclo do Programa Pernambuco Artesão começa em abril com atuação em nove territórios e meta de atender até 700 profissionais. A iniciativa do Sebrae/PE e da Adepe amplia a cobertura estadual, incluindo Fernando de Noronha, Carpina e Sirinhaém, e prevê ações até agosto, após já ter alcançado cerca de 900 artesãos em 2025. O setor reúne mais de 17 mil artesãos cadastrados no Estado. A nova etapa deve fornecer formação em gestão, design e vendas, com base em estudo recente (2023-2025) que identificou dificuldades como precificação e inserção comercial. As inscrições devem ser feitas no link: https://www.sympla.com.br/evento/programa-pernambuco-artesao/3318180 Suape reforça agenda internacional com porto europeu O Complexo de Suape recebeu missão do Porto de Antuérpia-Bruges, segundo maior da Europa, em movimento estratégico para ampliar parcerias e rotas internacionais. A aproximação ocorre em meio às expectativas geradas pelo acordo Mercosul–União Europeia e pode impulsionar a atração de novos armadores, investimentos em infraestrutura e a consolidação de Pernambuco como hub logístico do Nordeste. LEGENDA: Armando Monteiro Bisneto apresenta maquete do complexo portuário à delegação do porto belga Vivix conquista Prêmio Nacional de Inovação  A Vivix Vidros Planos foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação na categoria Transformação Digital – Grandes Empresas, reconhecimento promovido pela Confederação Nacional da Indústria e pelo Sebrae que destaca organizações capazes de transformar inovação em ganhos concretos de competitividade. Parte do Grupo Cornélio Brennand, a companhia se destacou por sua jornada de digitalização iniciada em 2022, baseada na integração de dados industriais e no uso de inteligência artificial para otimizar processos, reduzir falhas e ampliar a eficiência operacional. Com mais de 75% das operações digitalizadas e investimentos robustos em tecnologia e sustentabilidade, a empresa se firma entre as líderes da indústria brasileira, ao lado de nomes como Embraer e Natura. Tambaú e Paixão de Cristo Pelo quarto ano consecutivo, a Tambaú Alimentos patrocina a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. A empresa, sob a presidência de Hugo Gonçalves, é uma das indústrias alimentícias mais tradicionais do Nordeste, com mais de 60 anos de atuação. Atualmente, produz mais de 120 itens entre atomatados, catchup, conservas, doces, derivados de coco e condimentos, distribuídos para o varejo, atacado e food service. O principal destaque da marca é o catchup, que, segundo pesquisas da Scanntech, é o mais consumido no Nordeste há 10 anos consecutivos. Rede pernambucana Bessie Beauty Club cresce com modelo fast beauty e fatura R$ 16,7 milhões Fundado no Recife por duas mães e duas filhas, o Bessie Beauty Club vem crescendo no setor de beleza ao apostar no modelo fast beauty, com serviços rápidos e foco em praticidade. A marca já soma mais de 20 unidades entre abertas e em implantação no país e projeta chegar a 35 lojas em 2026. A franquia conquistou o selo de excelência da Associação Brasileira de Franchising neste ano. Com faturamento de R$ 16,7 milhões, a empresa pernambucana acompanha o crescimento do mercado no Nordeste ao investir em estratégias de fidelização, como clube de assinaturas, e em produtos próprios veganos. Pernambuco registra mais de 753 mil novas famílias beneficiadas pelo Gás do Povo O ampliou seu alcance em março e contemplou 753.802 novas famílias em março, com investimento superior a R$ 68,3 milhões. A iniciativa do garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda e já atende cerca de 15 milhões de lares em todo o país. Com foco na redução da pobreza energética, o programa permite até seis recargas anuais, prioriza famílias chefiadas por mulheres, que representam 92% dos beneficiários no estado. Recife é selecionada por programa internacional para ampliar ações climáticas  f A Recife foi escolhida para integrar o Programa Mutirão Brasil, iniciativa das redes C40 Cities e Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, com o projeto “Recolheita”, voltado à redução do desperdício de alimentos e à compostagem de resíduos orgânicos. A ação, conduzida pela Prefeitura, prevê ampliar até 2027 a coleta de alimentos e a produção de adubo para mais de 100 territórios agroecológicos, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa. Desde 2023, o projeto já recolheu 395,4 toneladas de resíduos e produziu 176,5 toneladas de adubo, evitando cerca de 304 toneladas de emissões, consolidando-se como uma política pública que integra ação climática, economia circular e segurança alimentar. CRA-PE oferece vagas gratuitas para mestrado profissional em Gestão Pública na UFPE O Conselho Regional de Administração de Pernambuco firmou parceria com a Universidade Federal de Pernambuco para custear integralmente vagas no Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste (MGP), destinadas a administradores registrados e adimplentes no Conselho. As inscrições seguem até 19 de maio de 2026, por meio do sistema SIGAA, e exigem a apresentação do Teste ANPAD, realizado nos últimos dois anos. A iniciativa busca ampliar a qualificação dos profissionais e fortalecer a gestão pública na região, oferecendo uma oportunidade de formação sem custos para os selecionados. Fits de Goiana recebe selo nacional por impacto social e fortalecimento da saúde pública A Fits (Faculdade Tiradentes), em Goiana, está entre 129 instituições do País reconhecidas nacional e internacionalmente por ações de impacto social, com o Selo ODS Educação 2025, do Instituto Selo Social. As iniciativas envolvem a comunidade acadêmica e seguem metas da Agenda 2030 da ONU. No município, além de formar novos médicos, a instituição do Grupo Tiradentes incentiva a fixação desses profissionais no interior e contribui para o fortalecimento da saúde pública na Mata Norte. Entre as ações, estão o reforço no atendimento e o repasse de 10% da renda bruta anual para capacitação, compra de equipamentos e melhorias na estrutura dos serviços de saúde locais.

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Karla Godoy

Cesar anuncia mudança na liderança após saída de Eduardo Peixoto

IInstituição destaca continuidade da gestão com Karla Godoy assumindo interinamente como CEO O CESAR comunicou uma mudança em sua liderança executiva, marcando o encerramento do ciclo de Eduardo Peixoto à frente da organização. Após 24 anos de atuação na instituição, sendo os últimos quatro como CEO, o executivo deixa o cargo, conforme nota oficial divulgada pela entidade. Reconhecimento à trajetória A gestão de Peixoto teve papel decisivo na consolidação do CESAR ao longo dos anos. A instituição ressaltou o impacto de sua liderança no fortalecimento da organização. “Sua liderança foi fundamental para a construção de uma organização sólida, consistente e em crescimento. Por isso, somos gratos por tudo que construímos juntos e pelo legado relevante que deixa.” Continuidade operacional Para garantir a continuidade das operações, a posição de CEO será ocupada de forma interina por Karla Godoy, atual COO da instituição. Segundo a nota, a transição busca assegurar estabilidade na condução dos negócios e manutenção das atividades estratégicas em andamento. Compromisso institucional A organização reforçou ainda seu compromisso com parceiros, clientes e colaboradores, destacando a manutenção de suas diretrizes e objetivos. “Aos colaboradores, clientes, parceiros e toda nossa comunidade, seguimos comprometidos com as entregas de impacto para a sociedade e com a geração de valor de forma sustentável.” O comunicado é assinado por Sergio Soares, presidente do Conselho de Administração do CESAR.

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Carmen Cardoso

Cármen para sempre

Na missa de sétimo dia de Cármen Cardoso, sócia-fundadora da TGI Consultoria, distribuímos uma publicação com diversos depoimentos espontâneos dados sobre ela, a começar pelo meu: Pois de tudo fica um pouco.Fica um pouco de teu queixono queixo de tua filha.(Carlos Drummond de Andrade) “Sim, mas o que Cármen deixa, bem mais do que a lembrança no queixo do filho André ou dos netos Artur e Sophie, é uma marca inapagável nos corações deles e daqueles que tivemos a sorte de ter convivido com ela. No da nora Tiana, companheira paciente, amorosa e competente. No meu e no dos sócios com os quais construímos a TGI Consultoria, para a qual dedicamos o melhor da nossa energia há 35 anos. No dos irmãos, irmãs, sobrinhos e sobrinhas. No de centenas de alunos, clientes e amigos fraternos que ela colecionou ao longo de sua luminosa existência, essencialmente movida pelo que o filósofo Henri Bergson chamou de elã vital, a energia criadora que inventa a vida. Além da imensa e impreenchível saudade, será essa energia a fonte do nosso compromisso de ir adiante, iluminados pelo seu generoso exemplo.” E, além do meu, quase sessenta outros depoimentos como o da maestrina do Aria Social, Rosemary Oliveira:  “Cármen foi quem me ensinou a organizar, conduzir e harmonizar pessoas. Sempre fazendo uma ponte com aquilo que é mais precioso para mim: a música. Ela me ensinava gestão como quem ensina um maestro a reger: ‘como você faria com a orquestra para ter uma harmonia?’ Era sua pergunta frequente para mim…  Assim, fui aprendendo que liderar é buscar harmonia, escuta e equilíbrio. Sonhamos, muitas vezes, em escrever um livro que unisse a gestão e a maestria, mas o tempo não nos permitiu. Ainda assim, ela escreveu esse livro dentro de mim, com seus ensinamentos, sua sabedoria e sua forma única de ver o mundo. E, por isso, ela será sempre parte da minha regência e da minha história.” Ao término da missa, eu disse o seguinte sobre a publicação distribuída e sobre nossa vida em comum de mais de 40 anos: “Tenho certeza de que se visse essa publicação, Cármen teria dito: ‘Vocês não estão exagerando, não?’ E, pela primeira vez, eu responderia com um NÃO a esse questionamento dela. Afinal, ela tinha sempre razão quando fazia essa pergunta. Era a maneira que tinha de nos fazer ver inadequações ou exageros cometidos. Diria NÃO porque fui eu mesmo que compilei esses depoimentos em meio à profusão que me foi enviada e, tenho certeza, de que, se tivesse feito uma convocação pedindo outros, teríamos que publicar um livro inteiro deles. Como o antigo Repórter Esso, sou testemunha ocular dessa história particular de mais de 40 anos. Tivemos quatro décadas inteiras de muito trabalho mas, também, de divertimento e felicidade, não só nas atividades profissionais que fizemos juntos, mas também nas viagens realizadas, nos encontros de família, nas conversas com os amigos, nas músicas que ouvimos, nos aniversários que comemoramos, nos milhares de filmes que vimos juntos… No que diz respeito ao tempo, Cármen sempre fazia questão de lembrar a passagem. Todo ano, no aniversário de nossa união, ela dizia: ‘você se deu conta de que nós estamos há (tantos anos) juntos?’ Invariavelmente eu respondia: ‘Só? Para mim parece uma eternidade…’ Ela ria mas não gostava muito da brincadeira… E, sempre que terminávamos de ver um filme, eu perguntava: ‘qual é a moral da história’. Com o tempo, ela passou a repetir o que eu havia dito centenas de vezes antes: ‘no final, o verdadeiro amor sempre vence’. Logo que começou a repetir, ela dizia: ‘no final, o amor sempre vence’ e eu completava: ‘não, o VERDADEIRO amor sempre vence’. Sim, era outra brincadeira mas, vejo hoje, mais do que nunca, era também uma premonição de que a vida imita a arte. O verdadeiro amor vence até o escandaloso absurdo da morte, como temos a prova viva disso aqui hoje. O nosso amor foi, como disse Vinícius de Moraes, infinito enquanto durou e, ao contrário do que ele admitiu, será imortal mesmo tendo sido também chama ardente. No plano terrestre, a imortalidade possível é aquela que faz com que a pessoa permaneça viva nos corações dos que foram tocados pelo amor e pelo bem-quer de quem partiu. Sob este ponto de vista, Cármen permanece, então, viva enquanto estiver presente nos nossos corações e, tenho certeza, será para sempre enquanto durarem os nossos corações.” Na última página da publicação distribuída, colocamos uma citação da escritora norte-americana Bessie Anderson Stanley, 1879-1952: “Rir muito e com frequência; ganhar o respeito das pessoas inteligentes e a afeição das crianças; merecer a consideração de críticos honestos e suportar a traição dos falsos amigos; apreciar a beleza e encontrar o melhor nos outros; deixar o mundo um pouco melhor, seja por uma criança saudável, um canteiro no jardim ou uma condição social mais justa; saber que ao menos uma vida respirou mais fácil porque você existiu. Isso é ter tido sucesso.” Essa citação, frequentemente atribuída ao filósofo norte-americano Ralph Waldo Emerson, retrata bem o trajeto de uma vida como a de Cármen, que não foi trilhado para “parecer” virtuosa, para, como se diz hoje em dia, ser “instagramável”. Não! Aliás, ela não tinha nenhuma simpatia pelas redes sociais que considerava muito invasivas. Tudo o que ela fez foi sob a orientação do que achava que era certo, sem nenhuma razão “maior” do que o compromisso com a coerência e o que considerava justo e adequado. Não se investiu de nenhuma missão transcendente. Nunca planejou “salvar o mundo”. Tinha uma filosofia não declarada do tipo: faça o que puder, onde estiver, da melhor maneira possível. Mesmo assim, fez a diferença para tanta gente, de forma tão intensa. Como disse um amigo comum: “uma vida voltada para o bem”. E, por isso mesmo, digna de admiração e exemplo. Outra amiga, Paulina (Paula) Schmidtbauer Rocha, disse em depoimento: “Cármen Cardoso, você pensa que partiu! Nada disso! Ficará hoje conosco e continuará no futuro com os nossos netos. Deixou

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Linha de Páscoa da Parla Deli destaca confeitaria artesanal 

Marca aposta em sabores clássicos e autorais para atender à demanda da Páscoa 2026 Com a chegada da Páscoa, a Parla Deli apresenta sua linha 2026 de ovos artesanais e reforça sua atuação no mercado gastronômico do Recife, apostando em combinações que equilibram sabores clássicos e propostas mais elaboradas. Com unidades nos bairros dos Aflitos, Casa Amarela, Boa Viagem e Setúbal, a marca amplia sua oferta para atender a diferentes perfis de consumidores durante o período sazonal. O cardápio deste ano destaca cinco principais opções, com foco nos ovos de colher e recheios mais densos, tendência consolidada na confeitaria contemporânea. Entre os sabores, estão o Ninho com Nutella e o Oreo, que mantêm a preferência por combinações já populares. Já o Brigadeiro com Brownie aposta na intensidade ao reunir dois elementos tradicionais em uma única proposta. A linha também inclui alternativas que exploram contrastes de sabor. O ovo de Cheesecake de Morango incorpora notas de acidez ao chocolate, enquanto a versão com 70% de cacau atende ao público que busca opções menos doces e com maior teor de chocolate. Segundo o proprietário da marca, Marcelo Henrique Silva, a proposta da Parla Deli para a data vai além da comercialização do produto. “A ideia é oferecer uma experiência que envolva qualidade, cuidado no preparo e conexão com o cliente, valorizando cada etapa da produção artesanal”, afirma. Além do apelo gastronômico, a produção sazonal também impacta a economia local, com a ampliação da equipe para atender à demanda do período. A estratégia acompanha o crescimento do segmento de confeitaria artesanal, que tem ganhado espaço entre consumidores interessados em produtos personalizados e de maior valor agregado.

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Autismo exige olhar ampliado da sociedade e reforça importância do diagnóstico precoce

Com aumento dos diagnósticos, especialistas destacam a necessidade de compreensão da neurodiversidade e de intervenções individualizadas para o desenvolvimento infantil De acordo com estimativas internacionais, existem mais de 70 milhões de pessoas com autismo no mundo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) impacta principalmente a forma como o indivíduo se comunica, interage socialmente e percebe o ambiente ao seu redor. Neurodiversidade em pauta na sociedade A incidência é maior em meninos. A cada quatro diagnósticos, aproximadamente um ocorre em meninas. Diante desse cenário, compreender o autismo deixou de ser uma pauta apenas das famílias diretamente afetadas. A sociedade como um todo precisa aprender a conviver com a neurodiversidade, já que pessoas autistas estão cada vez mais presentes em todos os ambientes sociais. No próximo dia 2 de abril, o mundo celebra o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Segundo Victor Eustáquio, Neurocientista e diretor da Clínica Somar, o aumento no número de diagnósticos observado nas últimas décadas não significa necessariamente que o autismo esteja surgindo mais. “O autismo sempre existiu. O que mudou foi a forma de compreender e diagnosticar. Antigamente, acreditava-se que o autismo era apenas aquele quadro mais grave, com características muito evidentes. Hoje sabemos que se trata de um espectro muito mais amplo”, explica. Ele ressalta que o diagnóstico do autismo é clínico, ou seja, não é identificado por exames laboratoriais, mas por meio da observação especializada do desenvolvimento da criança. “Um profissional bem preparado consegue identificar sinais importantes ainda nos primeiros anos de vida. Muitas vezes, por volta de um ano e meio já é possível perceber indicadores relevantes no desenvolvimento”. Evolução dos diagnósticos e ampliação do espectro O conceito de espectro ampliou significativamente os critérios diagnósticos. Atualmente, os níveis de suporte são classificados em três categorias. Nível 1, necessidade de suporte leve. Nível 2, suporte moderado. Nível 3, maior necessidade de suporte. Esse entendimento mais amplo contribuiu para um aumento nas estatísticas. Segundo dados do CDC, os números evoluíram significativamente ao longo das décadas. Na década de 1970, aproximadamente 1 caso a cada 100 mil crianças. Em 2020 foi registrado 1 a cada 54. Em 2022 a relação foi 1 a cada 46 e, em 2024, 1 a cada 36 crianças. Intervenções individualizadas fazem a diferença Para especialistas, esses números reforçam que o autismo se tornou uma importante questão de saúde pública global. Embora não exista cura para o autismo, existem intervenções terapêuticas capazes de promover avanços significativos no desenvolvimento e na qualidade de vida da pessoa autista. “As intervenções precisam ser individualizadas. Trabalhamos aspectos como comunicação, atenção, coordenação motora, lateralidade, equilíbrio e interação social. Cada criança possui características únicas e o atendimento precisa respeitar essas particularidades”, afirma Victor. Outro aspecto relevante são as comorbidades frequentemente associadas ao TEA, como TDAH, dificuldades de atenção, hiperatividade, dislexia e outros transtornos do neurodesenvolvimento. “Quando existem múltiplas condições associadas, a abordagem terapêutica precisa ser ainda mais específica. Atender de forma generalizada simplesmente não funciona”, destaca. Experiências práticas no desenvolvimento infantil Na Clínica Somar, uma das estratégias utilizadas para estimular o desenvolvimento social e sensorial das crianças é a reprodução de ambientes naturais e sociais dentro da própria clínica. Entre as atividades, as crianças participam de interações com a natureza, como o cuidado com viveiros de pássaros. “Nosso objetivo é aproximar a criança de experiências que ela encontrará no mundo real, como escola, praia, praças e outros espaços sociais, favorecendo o desenvolvimento da interação e da autonomia”, explica. Neuromodulação pode melhorar o desempenho de atletas e praticantes de atividades físicas? | Especialista explica como a técnica atua no cérebro para ampliar foco, disciplina e performance física A neuromodulação tem ganhado espaço no universo esportivo como uma aliada no aprimoramento do desempenho, tanto de atletas de alta performance quanto de pessoas que praticam atividade física regularmente. A técnica atua diretamente no sistema nervoso central, promovendo ajustes em áreas cerebrais ligadas à concentração, motivação e comportamento. Suzan Almeida, psicóloga e diretora da clínica Neu Cérebro e Performance, explica que os benefícios vão além do rendimento esportivo. “A neuromodulação melhora não apenas atletas de alta performance, mas também pessoas que estão iniciando ou mantendo uma rotina de exercícios. Ao modular o cérebro, conseguimos aumentar o foco no que precisa ser feito e melhorar a adesão ao treino”, afirma. Na prática, a técnica já vem sendo aplicada em diferentes contextos esportivos, inclusive no futebol profissional, com foco na tomada de decisão, atenção e controle emocional durante as partidas. “A gente consegue atuar em áreas cerebrais importantes, especialmente na região frontal, que está ligada à mudança de comportamento. Isso faz com que a pessoa tenha mais disciplina, mais disposição e passe a buscar o exercício de forma mais consistente, transformando a atividade física em parte da rotina”, completa. Com abordagem individualizada, a neuromodulação é  uma estratégia para quem busca performance, constância e equilíbrio no dia a dia. Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes com conceito global e foco em experiência do cliente | Marca aposta em tecnologia, mix estratégico de produtos e reforça presença no Nordeste após liderar market share no Brasil A Adidas inaugura nova loja no Shopping Guararapes, reforçando sua estratégia de expansão no Nordeste e presença em pontos estratégicos do varejo nacional. De acordo com Afrânio Plutarco, lojista à frente da nova unidade, a escolha do empreendimento se deu pela relevância do shopping na Região Metropolitana do Recife, considerado um dos principais centros de compras da região e, até então, um dos grandes espaços onde a marca ainda não estava presente. A nova unidade segue os padrões globais da Adidas, com layout moderno e foco na experiência do consumidor. A proposta é oferecer um ambiente onde o cliente encontre sempre novidades e produtos que despertem interesse, incentivando a recorrência e o vínculo com a marca. Para Phyllype Pires, superintendente do Shopping Guararapes, a chegada da marca reforça o posicionamento do empreendimento. “Ter a Adidas no nosso mix é extremamente importante. Estamos falando de uma marca consagrada mundialmente e muito querida pelos nossos clientes, que fortalece ainda mais a experiência

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Eslovenia

Recife sedia Mês Cultural ADENE com agenda de cultura e diplomacia eslovena

Programação celebra os 10 anos do consulado esloveno na capital pernambucana e reúne eventos acadêmicos, artísticos e institucionais ao longo de maio O Mês Cultural ADENE – Maio de 2026 transforma o Recife em um polo de intercâmbio internacional ao longo do mês de maio, com uma programação que integra cultura, diplomacia, gastronomia e educação. Organizado pela ADENE – Associação dos Eslovenos no Nordeste, o evento ocorre em paralelo às comemorações do 10º aniversário do Consulado da República da Eslovênia na capital pernambucana. A agenda começa com atividades preparatórias nos dias 23 e 24 de abril e tem abertura oficial marcada para 4 de maio, reunindo representantes diplomáticos, autoridades locais e convidados internacionais. Ao longo do mês, o público terá acesso a uma programação diversificada, com encontros institucionais, debates acadêmicos, exposições artísticas, eventos literários, experiências gastronômicas e ações comunitárias. Entre os destaques estão a assinatura de um acordo de geminação entre cidades, prevista para 5 de maio, além da exposição do artista Vladimir Jazbec, encontros acadêmicos sobre geopolítica contemporânea e palestras em instituições de ensino. A programação inclui ainda uma noite literária com o autor Jurij Hudolin, ampliando o intercâmbio cultural entre Brasil e Eslovênia. Na gastronomia, restaurantes parceiros participam, entre os dias 12 e 24 de maio, dos Dias do Lúpulo Esloveno e da Kranjska Klobasa, promovendo sabores típicos da culinária do país europeu. Já entre os dias 23 e 25 de maio, a programação se volta para jovens, famílias e estudantes, com oficinas educativas, apresentações culturais e ações de conscientização ambiental ligadas à sustentabilidade, biodiversidade e à importância das abelhas, em sintonia com o Dia Mundial das Abelhas, data instituída pela Organização das Nações Unidas por iniciativa da Eslovênia. O encerramento acontece em 25 de maio, com cerimônia oficial, jantar solene e a entrega da distinção “Amigo da Eslovênia”. Com apoio da Embaixada da República da Eslovênia no Brasil, do consulado honorário no Recife, de municípios parceiros e de universidades da região, a iniciativa reforça os laços bilaterais e projeta Pernambuco como espaço estratégico para cooperação internacional e intercâmbio cultural.

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Marília Arruda: “Precisamos criar centros de enfrentamento climático nas cidades brasileiras”

*Por Marília Arruda Os mais recentes acontecimentos na Zona da Mata Mineira confirmam meu sentimento de que, já faz tempo, estamos falhando assustadoramente diante da crise climática, infelizmente fingindo que alertas bastam. A crise climática não é mais previsão científica remota, é realidade cotidiana. As consequências dos eventos extremos estão se repetindo com violência crescente, colapsando territórios e ceifando vidas. E, mesmo assim, seguimos reagindo como se cada tragédia fosse surpresa. Não são mais inesperadas, vão acontecer! Alguns avanços importantes foram feitos. Existe investimento do Governo Federal, sobretudo por meio do Cemaden  (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Mas fico me perguntando, para que serve um alerta via SMS ou o toque de uma sirene se as pessoas não sabem o que fazer? De que adianta avisar sobre o risco se não há treinamento, rotas definidas, protocolos claros e comunidades preparadas? Alertas isolados salvam muito menos vidas do que a preparação adequada. Isso é adaptação climática, e as cidades precisam se adaptar. Essa questão virou consenso técnico, discurso político e pauta de conferência. Mas ainda não é prioridade real na agenda dos governantes. Existe orçamento estruturado, continuidade administrativa e planejamento de longo prazo? Ou seguimos presos ao ciclo da descontinuidade política, em que cada gestão desmonta o que a anterior iniciou? O Plano de Adaptação Climática brasileiro foi aprovado ano passado, na teoria, mas, na prática, pouco saiu do lugar. E por quê? Porque nosso sistema político tende a valorizar cargos comissionados passageiros e a negligenciar servidores de carreira que desenvolvem conhecimento técnico continuado. Faltam investimentos em formação continuada, institucionalidade, compromisso com a permanência das políticas públicas. Temos também a Política Nacional de Educação Ambiental que, em 2024, incluiu a crise climática como elemento obrigatório nos currículos escolares. Todavia, pouco tem sido feito e posto em prática.  Enquanto isso, os desastres se intensificam e nós continuamos atuando amadoristicamente: os gestores, a sociedade civil, as comunidades e até os pesquisadores. Quando o caos chega, e ele tem chegado com cada vez mais frequência, ninguém se entende. Escolas são improvisadas como abrigos, multiplicam-se campanhas emergenciais, vaquinhas virtuais surgem às milhares. O brasileiro é, sem dúvida, solidário, mas profundamente desorganizado. Doações se acumulam sem coordenação e, depois, vem a triagem tardia de roupas, móveis, alimentos, água, colchões… Sempre a mesma improvisação. Se sabemos que vai acontecer, por que continuamos atuando como se fosse inesperado? A crise climática, não resta mais nenhuma dúvida, não é eventual, é estrutural. Portanto, a resposta também precisa ser estrutural. É uma questão de lógica elementar. Nenhum, repito, nenhum, gestor público no Brasil estruturou até hoje um CEC (Centro de Enfrentamento Climático) – nome que criei com minha vontade de salvar o mundo e combater a crise climática. Um equipamento permanente, ativo o ano inteiro, dedicado exclusivamente à preparação e à resposta organizada aos eventos extremos (em um local seguro, livre de alagamentos e deslizamentos, evidentemente). E o que seria isso? Um centro que receba doações contínuas previamente organizadas, que mantenha estoque estratégico, equipe treinada, preparada psicologicamente para atuar sob pressão. Que funcione em parceria permanente com a Defesa Civil, formando lideranças comunitárias, capacitando escolas, treinando servidores e, sobretudo, preparando as comunidades mais vulneráveis, as que sempre pagam o preço mais alto pela crise climática. Treinar rotas de fuga, simular evacuações, ensinar protocolos, organizar redes de resposta, deixar engatilhado o que hoje só é pensado quando a água já invadiu as casas ou o barranco já desceu. Na hora do desastre, não haveria dispersão de esforços, haveria coordenação. Não haveria improviso, haveria planejamento. Não haveria desespero desorganizado, haveria comando, estratégia e capilaridade para alcançar simultaneamente os territórios afetados. Poderia ser o local ideal para abrigar as pessoas desalojadas e desabrigadas em tempos de crise, sem parar o ensino das escolas. Nele pode funcionar uma cozinha solidária que durante todo ano teria funcionalidade e, até mesmo, um espaço de capacitação para pessoas interessadas.  Isso não é utopia, é uma política pública responsável que valoriza vidas! Adaptar cidades não é apenas fazer obra necessária de drenagem e reconstruir o que foi perdido. Deve ir muito mais além disso: formar pessoas, estruturar instituições, criar cultura de prevenção. É tratar a crise climática como política de Estado e não apenas como indispensável pauta corretiva após cada tragédia dramaticamente divulgada. Não podemos mais continuar romantizando a solidariedade emergencial enquanto negligenciamos a organização prévia. A crise climática exige maturidade institucional e coragem política. Exige menos improviso e mais estrutura. Não precisamos ser amadores diante de algo que já sabemos que virá. Precisamos decidir se queremos continuar contando mortos ou começar, finalmente, a contar vidas salvas. *Marília Arruda é doutora em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável, pela Universidade de Lisboa, gestora ambiental e criadora do Goles de Ciências Recife.

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FW Capa

Cromossomo do amor: qualidade de vida transforma trajetórias de pessoas com síndrome de Down

No mês de conscientização da síndrome de Down, especialistas destacam nutrição, psicomotricidade e fisioterapia como pilares para autonomia e inclusão desde os primeiros meses de vida, além de outras terapias Há quem diga que o cromossomo 21 carrega mais do que uma alteração genética. Carrega afeto, potência e humanidade. Conhecida como a trissomia do 21, a Síndrome de Down vem sendo ressignificada ao longo das últimas décadas, deixando de ser vista sob o viés da limitação para ocupar um espaço de protagonismo, desenvolvimento e qualidade de vida. No mês dedicado à conscientização sobre essa neurodivergência, o olhar se volta não apenas para o diagnóstico, mas principalmente para as possibilidades. E é nesse território de possibilidades que a qualidade de vida ganha centralidade. Intervenções precoces, acompanhamento multidisciplinar e suporte familiar estruturado são determinantes para que crianças com síndrome de Down desenvolvam autonomia, habilidades funcionais e participação social plena. Entre os pilares desse cuidado estão a nutrição, a psicomotricidade, a fisioterapia, a psicologia, a terapia ocupacional e a fonoaudiologia, áreas que, quando integradas, potencializam resultados e ampliam horizontes. O Instituto Maria, iniciativa mantida pela Faculdade de Medicina de Olinda (FMO), desenvolve trabalho gratuito para pacientes com síndrome de Down. Nutrição como base para o desenvolvimento  A alimentação é um dos primeiros e mais decisivos fatores na construção da qualidade de vida de pessoas com síndrome de Down. De acordo com a nutricionista Laryssa Agra, o acompanhamento nutricional vai muito além da escolha dos alimentos. “A nutrição atua diretamente no desenvolvimento global da criança, influenciando desde o crescimento até aspectos cognitivos e imunológicos. No caso da síndrome de Down, precisamos ter um olhar ainda mais atento para o metabolismo e para as particularidades hormonais”, explica. Um dos pontos de atenção é a tendência ao sobrepeso e à obesidade, condição frequente nesse público. “Existe uma predisposição metabólica, associada, entre outros fatores, à taxa basal de hormônios ligados ao metabolismo lipídico, como a leptina. Isso exige monitoramento constante e estratégias nutricionais individualizadas”, detalha. A introdução alimentar também demanda cuidado técnico e sensibilidade familiar. É o que vivencia Íris Miguel, mãe de Ially Miguel, que iniciou acompanhamento no Instituto Maria com apenas 36 dias de vida. Hoje, com um ano e seis meses, Ially apresenta evolução consistente. “Desde o começo, eu aprendi que cada conquista é única. A alimentação dela é acompanhada de perto, e eu observo tudo, a aceitação dos alimentos, a mastigação, o interesse. A gente entende que não é só comer, é desenvolver”, relata. Laryssa Agra reforça que o papel da família é estratégico. “Os responsáveis são parte ativa do processo. A gente orienta, acompanha e ajusta, mas é no dia a dia que a nutrição se concretiza. Quando há esse alinhamento, os resultados aparecem de forma mais consistente”, afirma. Psicomotricidade e a construção da autonomia  Se alimentar bem é essencial, movimentar-se com consciência é igualmente determinante. A psicomotricidade surge como um eixo estruturante no desenvolvimento de crianças com síndrome de Down, trabalhando a integração entre corpo, mente e emoção. Segundo o psicomotricista Wilson Souza, o trabalho é focado na construção da autonomia funcional. “A psicomotricidade atua na base do desenvolvimento humano. A gente trabalha coordenação, equilíbrio, lateralidade, percepção corporal e organização espacial. Tudo isso impacta diretamente na capacidade da criança de interagir com o mundo”, explica. Ele destaca que crianças com síndrome de Down podem apresentar hipotonia muscular e atrasos no desenvolvimento motor, o que torna a intervenção ainda mais relevante. “Quando estimulamos de forma adequada, conseguimos ganhos importantes na postura, no controle motor e na independência. Isso se reflete em atividades simples do cotidiano, como sentar, andar, brincar e se comunicar”, afirma. Além dos aspectos físicos, a psicomotricidade também atua na dimensão emocional. “O corpo é a primeira forma de expressão. Quando a criança se reconhece e se apropria do próprio corpo, ela ganha confiança. E confiança é essencial para o desenvolvimento global”, completa Wilson Souza. Fisioterapia e ganho funcional  Complementando esse cuidado, a fisioterapia desempenha papel central na promoção de funcionalidade e prevenção de complicações. A fisioterapeuta Lais Martins destaca que o acompanhamento deve ser contínuo e personalizado. “A fisioterapia atua no fortalecimento muscular, no alinhamento postural e na melhoria da mobilidade. No caso da síndrome de Down, trabalhamos muito para minimizar os efeitos da hipotonia e prevenir alterações ortopédicas”, explica. Entre os principais benefícios estão a melhora do equilíbrio, da coordenação motora e da resistência física. “Quanto mais cedo iniciamos, maiores são as chances de promover independência. O objetivo é que essa criança consiga realizar atividades do dia a dia com o máximo de autonomia possível”, afirma. Lais Martins ressalta que o trabalho é integrado com outras áreas. “Nenhuma intervenção acontece de forma isolada. A fisioterapia conversa com a nutrição, com a psicomotricidade e com outras especialidades. É esse olhar multidisciplinar que garante resultados mais efetivos”, pontua. A atuação integrada de áreas como psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional amplia o olhar sobre o desenvolvimento, considerando aspectos emocionais, comunicacionais e funcionais que são determinantes para a autonomia e a inclusão social. Psicologia e fortalecimento emocional A psicologia atua como um eixo estruturante tanto para a criança quanto para a família. O acompanhamento envolve o desenvolvimento emocional, o estímulo à socialização e o suporte aos responsáveis, especialmente no processo de adaptação ao diagnóstico. Segundo a psicóloga e coordenadora multidisciplinar do Instituto Maria, Pauline Freitas, o trabalho começa desde os primeiros contatos com a família. “A chegada do diagnóstico mobiliza muitas emoções. Nosso papel é acolher, orientar e ajudar essa família a compreender que existe um caminho possível, com desenvolvimento e qualidade de vida”, afirma. No atendimento às crianças, o foco está no estímulo das habilidades socioemocionais. “Trabalhamos aspectos como vínculo, interação, regulação emocional e construção da autonomia. Cada avanço, por menor que pareça, tem um impacto significativo no desenvolvimento global”, explica. Pauline destaca ainda que o suporte contínuo às mães e responsáveis é fundamental. “Quando a família está fortalecida emocionalmente, ela se torna uma aliada potente no processo terapêutico. Isso muda completamente a trajetória da criança”, pontua. Fonoaudiologia e desenvolvimento

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Pernambuco lidera exportação de frutas no Brasil e mira consolidação como hub logístico do agro

Com mais de 51% das exportações de manga, Estado fortalece estratégia para ampliar presença internacional e atrair investimentos no setor Protagonismo na fruticultura brasileira Pernambuco chega à Fruit Attraction São Paulo 2026 consolidado como referência nacional na exportação de frutas. Em 2025, o Estado respondeu por 51,49% das exportações brasileiras de manga, com 291 mil toneladas embarcadas e receita de US$ 335,1 milhões. No caso da uva, o Vale do São Francisco concentra 98% das exportações do país, reforçando o peso regional na balança comercial do agronegócio. Impacto econômico e geração de empregos A fruticultura se firma como um dos principais motores da economia pernambucana, com um PIB agropecuário de R$ 11,9 bilhões e geração de 70 a 80 mil empregos. O setor tem papel estratégico sobretudo no Semiárido, onde a produção irrigada impulsiona renda, emprego e desenvolvimento regional, além de ampliar a inserção internacional do Estado. Estratégia logística e Pacto pelo Agro A participação na feira, realizada entre 24 e 26 de março, em São Paulo, integra a estratégia do Governo de Pernambuco para expandir exportações e fortalecer sua posição no comércio global. Nesse contexto, o Pacto pelo Agro surge como principal eixo da política agrícola estadual, reunindo agentes públicos e privados para melhorar a infraestrutura, reduzir custos e ampliar o escoamento da produção pelo Porto de Suape. “Pernambuco já lidera a exportação de frutas no Brasil. O próximo passo é consolidar essa liderança com eficiência logística, redução de custos e ganho de competitividade internacional”, afirma o secretário de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca, Cícero Moraes. Feira impulsiona negócios e conexões internacionais Para o governo estadual, a Fruit Attraction vai além de uma vitrine comercial, funcionando como plataforma de negócios e articulação internacional. “A Fruit Attraction não é apenas uma feira onde se vende fruta. É onde se constroem mercados, se abrem portas e se conectam produtores pernambucanos com compradores do mundo inteiro. É uma plataforma direta de expansão econômica para o nosso Estado”, destaca Moraes. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 16 mil visitantes e 400 empresas, movimentando mais de R$ 1 bilhão. Para 2026, a expectativa é alcançar até R$ 1,5 bilhão em negócios e mais de 18 mil participantes. Mercados globais e avanço como hub do agro Com forte presença em mercados como Europa, especialmente Holanda, Espanha e Reino Unido, além dos Estados Unidos e América Latina, Pernambuco amplia sua relevância nas cadeias globais de abastecimento. Atualmente, 88% das exportações de frutas do Estado ocorrem por via marítima, com até 15 mil contêineres refrigerados por ano. “Não se trata de custo, mas de investimento estratégico. Investimento em exportação, em geração de emprego, em renda para o Semiárido e no futuro de Pernambuco. Cada mercado aberto representa mais produção. Cada contrato firmado representa mais trabalho no campo. Cada contêiner exportado representa mais desenvolvimento”, afirma o secretário. *Rafael Dantas é especialista em Gestão Pública (UFRPE), mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (UFRPE) e doutorando em Comunicação (UFPE). É repórter da Revista Algomais e assina as colunas Pernambuco Antigamente e Gente & Negócios (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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