Arquivos Cultura E História - Página 67 De 362 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Cultura e história

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Festival de Cinema Takorama apresenta nova edição

O Festival Takorama, ganhador do 1° lugar do prêmio Global da UNESCO MIL, está de volta com uma nova edição. O evento é voltado para espaços educativos e tem como objetivo engajar estudantes por meio do cinema, promovendo o uso saudável, criativo e responsável das telas. Com uma cuidadosa seleção de filmes de animação que abordam temas como ecologia, tolerância, empatia, amizade e cidadania, o Takorama oferece uma oportunidade para escolas de todo o Brasil explorarem o poder educativo da sétima arte. Nessa quarta edição, o Festival Takorama apresenta 15 curtas-metragens de diversos países, com duração média de cinco minutos, e sem publicidade. Disponível até o dia 30 de junho, o programa é dividido em cinco categorias, abrangendo crianças, adolescentes e jovens de 3 a 18+ anos. Todo o conteúdo é gratuito e pode ser acessado no site do festival. Além dos filmes, o Takorama oferece materiais pedagógicos alinhados à Base Nacional Comum Curricular, auxiliando educadores e famílias na promoção de reflexões com o público infantil. Preparar o público jovem e infantil para o mundo das telas, combater as fake news e promover uma sociedade conectada, responsável e criativa são objetivos fundamentais do Festival Takorama. Reconhecido pela Unesco e premiado como a melhor iniciativa no mundo de letramento midiático e educação da imagem, o festival se destaca como uma ferramenta lúdica e educativa para ensinar por meio do cinema. Pais, professores e alunos podem participar desse evento cultural, ampliando seu repertório e desenvolvendo habilidades críticas e criativas. COMO PARTICIPAR O acesso ao Festival Takorama é simples. Basta entrar no site do festival até 30 de junho, preencher um rápido cadastro e aguardar uma mensagem que chegará por email. No email são liberados os links para cada faixa etária e o acesso também ao material pedagógico. Pais e crianças também podem se cadastrar para assistir aos filmes, gratuitamente, em casa.  SERVIÇO Takorama - Festival Internacional de Cinema Acesso gratuito até o dia 30 de junho pelo site www.takorama.org

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Gravatá anuncia programação de São João 2023

A Prefeitura de Gravatá anunciou a programação oficial dos festejos de São João da cidade: o “Arraiá da Felicidade”. Serão mais de cinco polos de animação, com grande atrações artísticas locais, regionais e nacionais. As apresentações acontecerão no Mercado Cultural, Polo da Sanfona, São João da Gente nos distritos da zona rural e nos bairros e no Pátio de Eventos, Chucre Mussa Zarzar. Confira a programação do São João de Gravatá 2023 – o Arraiá da Felicidade abaixo: POLO PÁTIO DE EVENTOS: 16/06 - sexta: Renato Souza Dany Myller Lipe Lucena Tarcísio do Acordeon 17/06 - sábado: João Lucas e Pedrinho Iguinho e Lulinha Geraldinho Lins Mari Fernandez 22/06 - quinta: Raphaela Santos Toca do Vale Walkyria Santos 23/06 - sexta: Danillo Henrique Eric Land Berg Rabelo (ex-Calcinha Preta) Irah Caldeira 24/06 - sábado: Gustavo Mioto Cydia Lima Myllena Dantos Anjo Azul POLO DA SANFONA – SÃO JOÃO NO SÍTIO: Pavilhão coberto, montado da Avenida Joaquim Didier, principal corredor de acesso ao Pátio de Eventos, contará com a cidade cenográfica (São João no Sítio), ambiente totalmente decorado, praça de alimentação e na programação musical, o autêntico forró pé de serra, além de apresentações culturais com bacamarte, banda de pífanos, e os personagens Mateus e Catirina e os três matutos. 16/06 - sexta: 17h Banda de Pífano Bacamarte Banda Expresso é Show Tio do Acordeon Cristina Amaral 17/06 - sábado: 12h Banda de Pífano Os três matutos São João dos Idosos: Forró do Desassossego Ricardo Alegria Fabiana Pimentinha 18/06 - domingo: 12h Banda de Pífano Bacamarte Passeio motociclístico ROCAM - PMPE: Banda Xique e Xote Rei do Cangaço Andrea Santos e Banda 22/06 - quinta: 17h Banda de Pífano Mateus e Catirina Arrocha o Nó Don Tronxo 23/06 - sexta: 17h Banda de Pífano Os três matutos Joãozinho do Acordeon Gercino Vanerão Victor Moury 24/06 - sábado: 17h Banda de Pífano Mateus e Catirina Marcos de Lima Faby Mel Israel Filho POLO MERCADO CULTURAL: Consolidado como parada obrigatória, o Mercado Cultural de Gravatá recebe moradores, turistas e visitantes durante o ano inteiro. Com mais de 40 boxes, entre eles, comidas regionais, o espaço dispõe de palco, onde as apresentações culturais acontecem aos finais de semana. 10/06 - sábado: 10h - Trio pé de serra Lucas do Acordeon 13h - Edu Lira 15h30 - Crentinho 11/06 - domingo: 10h - Trio pé de serra Talismã 13h - Bruno Lima 15h30 - Faby Mel 17/06 - sábado: 10h - Trio pé de serra Raízes da terra 13h - Breno Lima 15h30 - Tavinho 18/06 - domingo: 10h - Lelêka Costa 13h - Trio pé de serra Danado de Bom 15h30 - João Lucas e Pedrinho 23/06 - sexta: 10h - Bell do Forró 13h - Toni Melo 15h30 - Banda Arrocha o Nó Dia 24/06: 10h - Trio pé de serra flor do Jucá 13h - Léo do Acordeon 15h30 - Ivan Gadelha Dia 25/06: 13h - Marcelo Costa 15h30 - Renato Sousa POLO SÃO JOÃO DA GENTE - COMUNIDADES: Tradicional São João nos bairros, com apresentações de quadrilhas juninas, grupos de dança e forró pé de serra. As ruas recebem decoração com bandeiras e balões, os moradores se reúnem para prestigiar as apresentações esperada por todos. 12/06 - segunda: Rua do Prado, Bairro Prado - 19h Junina Traquejo Junina Portal do Agreste Lucas do Acordeon 14/06 - quarta: Rua Francisco Sobreiro, Alpes Suíço - 19h Junina Rastapé Junina Farrear Edilson Silva 19/06 - segunda: Rua da Batatinha, Bairro Novo - 19h Trio pé de serra - Talismã Junina Traquejo Junina Rastapé 20/06 - terça: Rua Estudante Luciana Félix, Salgadão - 19h Trio Pé de serra - Raízes da Terra Junina Portal do Agreste Junina Farrear 21/06 - quarta: Rua Joaquim Souto, Área Verde - 19h Trio pé de serra - Bell do Forró POLO SÃO JOÃO DA GENTE - DISTRITOS: Tradicional São João nos distritos da zona rural, com apresentações de quadrilhas juninas, grupos de dança e forró pé de serra e shows musicais. As ruas recebem decoração com bandeiras e balões, os moradores se reúnem para prestigiar as apresentações esperada por todos. A grade dos shows musicais será lançada na próxima semana. 10/06 - sábado: RUSSINHA Junina Portal do Agreste Junina Rastapé 25/06 - domingo: SÃO SEVERINO Junina Farrear 28/06 - quarta: URUÇU-MIRIM Junina Portal do Agreste 01/07 - sábado: MANDACARU Junina Traquejo 02/07 - domingo: AVENCAS Junina Traquejo POLO PARQUE JANELAS PARA O RIO – 15H 04, 11, 18 E 25/06 Apresentações culturais POLO MOVELEIRO 10, 17, 23 e 24/06 Trio pé de serra às 10h e 16h POLO COMÉRCIO 17, 23 e 24/06 Trio pé de serra às 09h POLOS EXTRAS: 11/06 – Maior pão doce do mundo – Bairro Novo – 19h 17/06 – Arraial da 3ª Idade com a FAIPE no Polo Sanfona – 12h 18/06 – Passeio motociclístico da Rocam – 198 anos da PMPE – 11h 10/06 – Polo novo Gravatá – 19h 29/06 – São Pedro na Rua Sete – Festa do Mungunzá – 19h

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A Pequena Sereia volta ao Teatro Barreto Júnior neste domingo

Atendendo aos pedidos do público, a Humantoche Produções volta a apresentar o espetáculo “Ariel A Pequena Sereia”: será neste domingo, 04/6. Recheado de efeitos especiais em 4D, com direito a chuva de bolinhas de sabão e iluminação especial, que transforma o teatro no próprio fundo do mar, o espetáculo reconta a clássica história da sereia que queria conhecer o mundo humano. Toda a produção é pernambucana. “A gente vem apresentando outros espetáculos infantis, mas A Pequena Sereia sempre figura entre os mais pedidos”, conta Ricardo Silva, diretor do espetáculo. Com uma hora de espetáculo, as duas sessões ocorrerão às 10h 30 e 16h 30; sendo que o teatro é aberto meia hora antes e as poltronas são de livre escolha. INGRESSOSOs ingressos estão disponíveis no Sympla ( https://www.encurtador.com.br/agrLR ) ou na bilheteria (sujeito a lotação), com valores de R$ 70 inteira ou R$ 35 meia (a política de meia entrada: além de estudantes, professores, crianças de até 12 anos, PNE e idosos pagam meia). Livre para todas as idades. SERVIÇO: "Ariel, a Pequena Sereia"Domingo, 4/6, às 10h 30 e 16h30Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos – Pina, Recife – PE)Ingressos: inteira R$ 70 e meia entrada R$ 35;Livre para todas as idades; os assentos são de livre escolha, de acordo com a ordem de entrada no teatro e a portaria será aberta meia hora antes da apresentação

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Pernambuco Centro de Convenções recebe Maria Bethânia, Anavitória e tributo a Michael Jackson

O Pernambuco Centro de Convenções recebe neste mês de junho três shows muito aguardados pelo público. O primeiro acontece neste final de semana com um tributo a Michael Jackson, sucesso de público e crítica em locais como Estados Unidos, Dubai e Catar. No final de semana seguinte, será a vez de Maria Bethânia voltar a brilhar no palco do Teatro Guararapes, nos dias 9 e 10. Já no dia 18, Anavitória volta à capital pernambucana com seu repertório cheio de amor. Para finalizar, o aniversário de 33 anos da Obra de Maria será comemorado nos dias 24 e 25. Já o pavilhão recebe a maior feira de beleza do Nordeste, a Hairnor, de 4 a 6 de junho.  Rodrigo Teaser apresenta o seu “Tributo ao Rei do Pop” neste sábado (3), no Teatro Guararapes. O artista brasileiro mantém uma intensa carreira internacional e foi o único do País a se apresentar na programação oficial do Fifa Fanfestival Catar 2022, além de ter sido o único tributo do evento, tendo sido visto por plateia de 40 mil pessoas. O intérprete mais famoso de Jackson participou de tour nos Estados Unidos - na Broadway, Los Angeles e Orlando -, além de datas esgotadas no maior teatro de Dubai, o Dubai Opera Theater.  Com ingressos esgotados, Maria Bethânia traz os sucessos de sua carreira, músicas dos trabalhos mais recentes e canções inéditas em sua voz para a apresentação dupla nos dias 9 e 10 de junho. Acompanhada pelos músicos Romulo Gomes (contrabaixo), João Camarero (violão de 7 cordas), Lan Lahn (percussão), Paulo Dafilin (violão, viola e guitarra), Marcelo Costa (percussão) e Marcelo Calder (regência, piano e acordeom), a intérprete segue se reinventando.   A dupla Anavitória volta ao Recife para show no dia 18 de junho, no Teatro Guararapes, com a Turnê dos Namorados, que também está com ingressos esgotados. Será um show intimista para embalar os casais apaixonados com músicas como “Trevo”, “Fica” e “Pupila”. A dupla já levou dois Grammy Latino e realizou turnê nos Estados Unidos e Europa.  Para finalizar o mês, a Comunidade Obra de Maria comemora o aniversário de 33 anos nos dias 24 e 25 de junho, das 9h às 19h, no Teatro Guararapes. Trata-se do maior evento católico beneficente do Nordeste. Entre as presenças mais aguardades, estão o Padre Fábio de Melo e a Irmã Kelly Patrícia. Também estão confirmados os padre-cantores Damião Silva e João Carlos, e os padres da Canção Nova Roger Luiz e Edimilson Lopes.

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Morre Mestre Zé Duda, o peito de aço da poesia e da cultura popular

Velório e sepultamento do artista devem ser realizados nesta quinta-feira (1º) de junho (Foto: Tom Cabral Santo/ Secult-PE) A cultura popular em Pernambuco está de luto. José Bernardo Pessoa, conhecido como Mestre Zé Duda, o peito de aço da poesia e da cultura popular, faleceu aos 84 anos. A morte foi confirmada na tarde desta quarta-feira, 31 de maio, pelo Hospital Regional Ermírio Coutinho, em Nazaré da Mata, localizado na Zona da Mata Norte do Estado, onde o artista estava internado. O velório e sepultamento do artista devem ser realizados nesta quinta-feira (1º) de junho, na cidade de Goiana. O local e horário ainda não foram confirmados pela família. Mestre Zé Duda era casado com a Mestra de Maracatu Gil, do Maracatu Feminino Coração Nazareno. Ele deixa esposa, três filhos, onze netos, doze bisnetos e um tataraneto.  Ao longo de 65 anos de carreira, Mestre Zé Duda dedicou-se à poesia de improviso, como Mestre de Maracatu Rural - manifestação centenária Patrimônio Cultural do Brasil, ocupando palcos dos festivais, carnavais, e turnês nacionais e internacionais, propagando a força da cultura popular. “ A morte de Zé Duda deixará uma lacuna profunda em nossas memórias. Ele foi um artista irretocável. Sua vida foi pautada pelo amor e arte de viver o maracatu” afirma José Lourenço, presidente do Maracatu Estrela de Ouro, da cidade de Aliança, o qual Mestre Zé Duda mestrou, durante 41 anos.  Vale destacar que, enquanto esteve como mestre do grupo,  o Mestre Zé Duda levou o Maracatu  Estrela de Ouro de Aliança seis vezes ao  pódio do concurso do carnaval do Recife; e outras seis na vaga de vice - campeão. Em 2012, o cantor, compositor, violinista e escritor carioca, Jorge Mautner, fez uma parceria inédita com Mestre Zé Duda, que resultou em um projeto musical chamado  Maracatu Atômico Kaosnavial, que misturava tradições da cultura popular da zona canavieira, como Maracatu, Ciranda e Cavalo Marinho. Juntos, eles percorreram várias capitais do país levando toda a musicalidade pernambucana. A parceria, inclusive, também rendeu um documentário especial, com a participação dos dois. “ Mestre Zé Duda foi um amigo e um artista, que sempre admirei. Percorremos cada lugar desse país, fazendo música. E, disso, sem dúvidas é o que mais sentirei saudades. Apesar de sua morte física, ele permanecerá vivo em nossas memórias, pela sua obra e talento, que agora tornaram-se legada” afirmou, emocionado, Mautner.  Para Afonso Oliveira, integrante do Movimento Canavial e consultor de projetos culturais e amigo pessoal do Mestre Zé Duda, a morte do artista deixará um legado para a história do país. “Pernambuco e o Brasil perdem seu mais ilustre mestre da cultura popular, o Mestre Zé Duda. Vivemos muitas histórias ao lado de Zé Duda, que tinha uma voz inigualável e um jeito genuíno de fazer suas poesias. O mundo sempre parou para lhe escutar. Um poeta dos mais extraordinários que eu vi e convivi. Que seu legado seja inspiração para os novos mestres, e que sua poesia seja eterna” cravou.  Trajetória -  Mestre Zé Duda, que tinha por nome José Bernardo Pessoa, nasceu na cidade de Buenos Aires, na Zona da Mata Norte no ano de 1939. Sua vivência no maracatu rural em 1950, como mestre, sendo já respeitado como o peito de aço.  O seu primeiro trabalho como mestre de maracatu foi no Leão do Engenho Vasconcelos, de Buenos Aires; em seguida mestrou um boi amaracatuzado de Lau Marchante, também de Buenos Aires; depois no Engenho Jardim mestrou a Caravana composta de Maracatu e um bloco de Manuel Rafael. Ano mais tarde, tornou-se mestre no Engenho Bonito de Condado no Maracatu Cambinda Estrela de Luiz de Justo; depois foi para Engenho Retiro, também em Condado, onde foi mestre do Leão Coroado. Sua última participação foi no Maracatu Rural Estrela de Ouro, da Chã de Camará, em Aliança, na Zona da Mata Norte. Lá, esteve à frente do grupo por 41 anos. Em 2015, por questões de saúde, acabou se afastando das atividades. 

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Frei Caneca, o mártir esquecido

Certa vez em visita ao Recife, o então governador de Santa Catarina, Esperidião Amin, desejou conhecer os Montes Guararapes, onde visitou a igreja de Nossa Senhora dos Prazeres, e o monumento em honra ao mártir pernambucano Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. O levaram ao Largo das Cinco Pontas, onde se encontra um pequenino busto e o resto de parede com uma lápide em mármore, assinalando o local do seu suplício em 13 de janeiro de 1825. Extasiado, indagou o visitante se era tudo que existia no Recife em memória de tão ilustre liberal, e ao obter a confirmação exclamou irritado: "É muito pouco para um Grande Brasileiro!" Os tempos passaram e nada foi feito para avivar a memória do mártir maior da Confederação do Equador (1824), restringindo-se tudo ao pequenino busto (hoje desaparecido), junto a um resto de muro no qual se encontra afixada uma placa em mármore, com inscrição em letras pretas maiúsculas, ali colocada pelo Instituto Arqueológico e Geográfico Pernambucano na data de 2 de julho de 1917: Neste largo foi espingardeado junto à forca, a 13 de janeiro de 1825, por não haver réu que se prestasse a garroteá-lo, o Patriota Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Republicano de 1817, e a figura mais notável da Confederação do Equador em 1824. Nascido em Fora de Portas, de uma família pobre do Recife, em agosto de 1779, Joaquim do Amor Divino Rabelo entrou para o convento carmelita de sua cidade em 1796. Ordenando-se em 1801, substituiu o seu nome de família pelo apelido dado a seu pai, que tinha a profissão de tanoeiro. Logo se notabilizou pelos seus conhecimentos de retórica e geometria, direito, filosofia racional e moral, com incursões nos estudos da mecânica e cálculo matemático. Foi membro da Academia do Paraíso, e teve participação inflamada no movimento que instalou a República em Pernambuco, em 6 de março de 1817, tendo sido levado preso aos cárceres da Bahia, onde penou por quatro anos, sendo dele esses versos: Não posso cantar meus males Nem a mim mesmo em segredo; É tão cruel o meu fado, Que até de mim tenho medo. Decretada a anistia pelas Cortes Portuguesas, em 1821, voltou frei Caneca ao Recife e, após o episódio da dissolução da Constituinte pelo imperador Pedro I, resolveu fundar o jornal Typhis Pernambucano, principal divulgador das ideias liberais que viriam a ser defendidas pela Confederação do Equador (1824). O jornal circulou entre 25 de dezembro de 1823 e 12 de agosto do ano seguinte, tendo sido impressas 29 edições, transformando-se no ideário dos liberais de então, partidários de Manoel de Carvalho Paes de Andrade. Com a província de Pernambuco invadida pelas tropas imperiais, é proclamada, em 2 de julho de 1824, a Confederação do Equador, movimento separatista de caráter republicano que mais uma vez põe em armas os liberais pernambucanos. Derrotados no Recife, os revoltosos iniciam penosa marcha em direção ao Ceará, episódio narrado com cores fortes pelo próprio Frei Caneca no seu Itinerário. Presos e agrilhoados retornaram ao Recife, onde o frade vem a ser condenado à forca em sentença expedida em 10 de janeiro de 1825. Debalde o Cabido Metropolitano (colegiado de cônegos responsável pela administração da Diocese) comparece em procissão ao Palácio do Governo pedindo a suspensão da pena. Em represália os cônegos negaram-se a desautorar suas ordens tornando nulo, perante o direito canônico, todos os atos que se seguiram. A execução foi marcada para a manhã de 13 de janeiro de 1825. Na prisão mais uma vez escreve versos, despedindo- se dos amigos e das suas filhas, por ele chamadas de “afilhadas das minhas entranhas”, dormira sereno a sua última noite e, na manhã seguinte, marchou com altivez em direção ao patíbulo. Diante de tal cena o inesperado aconteceu: carrascos convocados para execução da pena capital negaram-se executá-la, pouco se importando com as promessas e com os suplícios que lhes foram impostos pela tropa. Diante do impasse foi à pena transformada em execução por espingardeamento, o que aconteceu no Largo das Cinco Pontas, “por não haver réu que se prestasse a garroteá-lo”. Quem passa a vida que eu passo, Não deve a morte temer; Com a morte não se assusta Quem está sempre a morrer. Os seus restos mortais vieram a ser sepultados no Convento do Carmo, em local não determinado, o seu nome, porém, é hoje reverenciado pela grande maioria das capitais do Brasil, onde sempre existe uma Rua Frei Caneca, muito embora continue esquecido na terra que lhe serviu de berço. E observem que foi criada uma Comissão de Notáveis destinada a elaboração das Comemorações dos 200 anos da Revolução Republicana de 1817, instituída com “pompa e circunstância” pelo governador Paulo Câmara! O que fez esta Comissão de Notáveis no transcurso da morte de Frei Caneca, um dos mártires de 1817 e a principal cabeça pensante da Confederação do Equador?

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Super 8: Filmes da Construção de Suape Digitalizados

O Laboratório de Antropologia Visual (LAV) da UFPE apresentará o documentário do projeto "Crônicas de Uma Transformação", que preserva o acervo fílmico sobre a construção do Porto de Suape. O evento de lançamento ocorrerá no dia 1º de junho, às 14h, no Cinema da UFPE. O projeto envolve a digitalização de 75 filmes em Super 8, registrados pelo cinegrafista Carlos Cordeiro e pertencentes ao Mispe. Essas preciosas imagens retratam a vida e a paisagem de Suape durante a construção do complexo portuário, proporcionando um importante registro histórico da região. No lançamento, ocorrerá um debate com a participação do crítico de cinema Luiz Joaquim, do coordenador de Audiovisual da Fundarpe Martin Palácios, do conselheiro tutelar da Vila de Suape Rildo Plínio, do cinegrafista Carlos Cordeiro, da museóloga e responsável pela catalogação do acervo Polly Cavalcanti, do doutorando em arqueologia (UFPE) Lucas Alves da Rocha, do professor do Departamento de Cinema da UFPE Paulo Cunha, e do coordenador do LAV e do projeto, o antropólogo Alex Vailati. O debate promete ser uma oportunidade enriquecedora para explorar diferentes perspectivas sobre o acervo fílmico e a construção do Porto de Suape. Os filmes digitalizados, com aproximadamente quatro horas de duração, estarão disponíveis para acesso no Mispe, Acervo Público Estadual João Emerenciano, e no site do Museu Suape (www.suapemuseu.com.br), que será lançado no mesmo dia, 1º de junho. O projeto conta com o apoio do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e da Fundarpe, por meio do edital do Audiovisual - 2020 do Funcultura. “O conteúdo dos filmes é parte importante da história de Pernambuco, pelo tema, que desperta reflexões a partir da construção do porto e tudo o que isso gerou e, em particular, para a comunidade. São pessoas que moram lá e nunca tiveram a oportunidade de ver o material, que retrata seus familiares ou até eles mesmos. Outra contribuição é que também fizemos as fichas catalográficas das obras, que inexistiam. Elas foram construídas de forma colaborativa, com informações do próprio Carlos Cordeiro, que foi parceiro de Jommard Muniz de Brito em vários trabalhos, e de moradores da vila”, conta Alex Vailati, que também é documentarista e professor do Departamento de Antropologia e Museologia da UFPE.

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Espetaculo Ayane Melo II

Espetáculo O Irôko, a pedra e o sol volta ao Recife

O espetáculo "O Irôko, a Pedra e o Sol", do Grupo O Poste Soluções Luminosas, retorna ao Recife em curta temporada no Teatro Hermilo Borba Filho nos dias 02, 03 e 04 de junho, com sessões gratuitas. Com um elenco composto exclusivamente por artistas negros, o musical aborda temas como racismo, intolerância religiosa e homofobia, e conta com a trilha sonora ao vivo do Grupo Bongar. O projeto é incentivado pelo Funcultura e segue a linha de trabalho da Antropologia Teatral do Grupo O Poste Soluções Luminosas. A história de "O Irôko, a Pedra e o Sol" se baseia na vida de Severino e Sebastião, dois jovens que vivem em uma pequena comunidade quilombola evangelizada no sertão pernambucano. Eles enfrentam perseguição da população devido ao seu romance homoafetivo. A obra utiliza referências da cultura de matriz africana, explorando a ancestralidade corporal e vocal. A trilha sonora original, composta por Samuel Santos junto ao Grupo Bongar, embala a narrativa. O espetáculo busca abordar questões raciais e a realidade da pessoa LGBTQIA+ na sociedade, utilizando a arte como ferramenta para combater o preconceito e a violência. Após circulação por outras cidades do estado, a peça volta ao Recife com o objetivo de estimular o debate social e refletir sobre a atual realidade do Brasil, país que registra o maior índice de homicídios de LGBTs no mundo. SERVIÇO:O Irôko, a Pedra e o SolTeatro Hermilo Borba Filho02, 03 e 04 de JunhoSexta e Sábado às 19h, Domingo às 18hEntrada gratuitaClassificação indicativa: 18 anos

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Exposição do Projeto Olaria Ocre – São José dos Lopes chega na Casa Simples

Joelson Gomes abre as portas do seu ateliê, no Poço da Panela, para mostrar os trabalhos feitos durante residência artística em Minas Gerais No dia 1º de junho, o artista plástico Joelson Gomes abrirá, às 19h, as portas de seu Ateliê Casa Simples, localizado no Poço da Panela, para a exposição intitulada "Olaria Ocre - São José dos Lopes". Esse projeto teve início em 2022, mas foi interrompido devido à pandemia. Durante esse período, Joelson viajou até a cidade de São José dos Lopes, no interior de Minas Gerais, para participar de uma residência artística conjunta com a ceramista Adriana Lopes. Juntos, eles criaram peças de cerâmica de diferentes tamanhos e técnicas de queima. Após seis meses, Joelson acrescentou pinceladas em objetos produzidos por eles e pela comunidade local, que agora compõem a exposição. A mostra apresentará peças utilitárias e obras de arte que refletem a região e a interação com a natureza local, passando a fazer parte do catálogo da olaria. A visitação poderá ser realizada até o dia 2 de julho, das 14h às 17h (com agendamento prévio nos demais dias). Joelson compartilhou suas impressões sobre o projeto: "A Olaria é um encontro do velho com o novo, do rústico com o contemporâneo. Nos permite experimentar, observar e interagir com a comunidade local, que está imersa diariamente nesse ambiente cheio de possibilidades proporcionadas pela argila e pelas paisagens ao redor." O Projeto Olaria Ocre teve início em 2007, fruto do encontro entre os artistas Joelson Gomes, Manuel Dantas Suassuna, Roberta Guimarães e o oleiro artesão Valdik Graciano. Eles se estabeleceram em Tracunhaém, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, reconhecida polo de produção de cerâmica no estado, onde montaram um ateliê-residência chamado Olaria Ocre. Nesse local, eles mergulharam no trabalho com argila, cercados por paisagens inspiradoras e profissionais especializados em tornearia. Desde então, o projeto Olaria Ocre já foi levado para outras localidades, como Ouro Preto (MG) e Bezerros (PE). Atualmente, a Olaria Ocre tem uma sede fixa na cidade de Gravatá (PE) e conta com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura do estado de Pernambuco, o Funcultura.

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HQ Pedra Dagua PAGs 50 e 51

Cepe Editora lança HQ para desbravar o Recife de Clarice Lispector

No sábado, 27 de maio, a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) presta homenagem a Clarice Lispector, uma das maiores escritoras do Brasil, com o lançamento da HQ "Pedra d'água". A novela gráfica combina a literatura de Clarice, através de citações e referências à sua obra, com a cidade do Recife, onde ela viveu nas décadas de 1920 e 1930, e a atualidade. O evento, aberto ao público, contará com um bate-papo entre os autores e a jornalista e editora de quadrinhos Dandara Palankof, e acontecerá às 17h no Hotel Central, localizado no bairro da Boa Vista, onde Clarice também passou parte de sua infância e adolescência. "Pedra d'água" foi criada por Clarice Hoffmann (argumento, roteiro e pesquisa) e Greg Vieira (ilustrações e capa), com colaboração de Clara Moreira. O livro, com 108 páginas, apresenta uma personagem chamada Esther, uma pesquisadora que se hospeda no Hotel Central e parte em busca dos lugares do Recife que Clarice viu, viveu e sentiu. Esther visita locais como a Praça Maciel Pinheiro, Rua da Imperatriz e Avenida Conde da Boa Vista, procurando pelas casas onde a escritora morou, seguindo os mesmos caminhos que ela percorreu e conhecendo as escolas e lugares que frequentou. As descobertas são pontuadas por trechos de crônicas e referências a livros e contos famosos de Clarice, como "A hora da estrela", "Perto do coração selvagem" e "O ovo e a galinha". Enquanto Esther explora o bairro da Boa Vista, no Centro do Recife, ela se depara com uma nova cidade, pois os palacetes e jardins descritos nos textos de Clarice não existem mais. Isso levanta discussões sobre o patrimônio material e imaterial, e a memória que a escritora criou do lugar. A HQ oferece diferentes possibilidades de leitura, dependendo do conhecimento do leitor sobre a obra de Clarice Lispector e a cultura judaica. A narrativa em quadrinhos incorpora elementos do estilo literário da autora, como o arco narrativo dos contos e o tempo verbal utilizado por ela. Além disso, a obra aborda a preocupação de Clarice com as pessoas oprimidas e sua fome por justiça social. Serviço Lançamento do livro Pedra d’água  Quando: 27 de maio Local: Hotel Central, Avenida Manoel Borba, 209, Boa Vista, Recife Hora: 17h*Entrada gratuita Preço do livro: R$ 70,00

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