Cultura e história

Haru Credito FIM Divulgacao

Festival Internacional de Mágica no Recife divulga programação

O fascinante universo do ilusionismo tomará o Recife com artistas de renome do Brasil, da França, Espanha, Colômbia e Argentina. Dividida em três partes, a intensa a múltipla programação conta com apresentações para o público adulto, espetáculos infantis e conferências voltadas para mágicos e mágicas, na qual terão oportunidade de aprender com alguns dos melhores do mundo, com curadoria do premiado pernambucano Rapha Santacruz e produção de Chris Galdino e Carla Navarro. Além disso, haverá ainda o Circuito Bike Mágica, um ousado passeio ciclístico para surpreender frequentadores do Parque da Jaqueira (no dia 7) e transeuntes do Bairro do Recife (no dia 13) com vários números e uma festa gratuita animada pelo Som na Rural, DJ Vibra e jam session de mágica no sábado, às 19h, na Travessa Tiradentes (Bairro do Recife). As Noites Mágicas, como são batizadas as performances para o público, ocorrerão no Teatro de Santa Isabel nos dias 18, 19 e 21 de abril, das 20h às 21h30, em formato de cabaré, ou seja, números curtos de cada atração. Para a curadoria, uma das diretrizes é a ampliação de espaços para grupos pouco representados no meio. “Neste ano, estamos realizando o sonho de ter no elenco uma pessoa com deficiência, Igor Rocha, com seu palhaço Surddy. Outra coisa importante é ver a aproximação com os povos originários, que faz parte da minha vida nos últimos anos, dar resultado artístico e podermos trazer para o FIM a estreia nacional do primeiro ilusionista indígena do Brasil, Fykyá Pankararu. Uma emoção muito especial, ver esses dois artistas, com quem pude contribuir nas criações mágicas, no elenco do nosso festival”, pontua Rapha Santacruz, diretor artístico, idealizador e curador do FIM A cerimônia é conduzida por Rapha Santacruz, com participações de Iris Campos, Iara Campos e Toinho Mendes. O FIM conta com recursos de acessibilidade ao público (com intérprete de Libras e audiodescrição em dias específicos), tem incentivo do Funcultura, apoio do Paço do Frevo, Instituto Cervantes e Consulado Geral da França em Recife e parceria com o Shopping Tacaruna, o Som na Rural e a Administração de Fernando de Noronha. A primeira noite terá uma abertura poética mágica com Chris Galdino e homenagem aos mágicos Mr. Denis e Mr. Sales, dois ícones da arte no estado, além de apresentações de Daniela Rocha-Rosa, Jonas, Gutto Thomaz, Everton e da multiartista argentina Dolly Kent, vencedora do Campeonato Latinoamericano de Magia. É uma alegria chegar à quinta edição, e, apesar dos desafios, conseguirmos ser palco para tanta inovação e criatividade na arte mágica. Eu sinto orgulho, especialmente, de ver tantas mulheres brilhando em cena e dando conferências em um segmento que ainda é majoritariamente masculino e machista. É o nosso desejo desde a primeira edição e neste ano virou realidade”, comemora Chris Galdino, diretora geral e curadora do FIM. Na segunda noite, o mergulho na arte do impossível fica por conta dos paulistas Diny e Ortega, do pernambucano radicado em Santa Catarina Surddy e dos convidados internacionais Jules Trouillard, integrante da Companhia 14:20, a principal da contemporaneidade na França, e Juan Colás, espanhol que é um dos grandes expoentes da mágica minimalista hoje. No encerramento, o FIM tem a honra de promover a estreia de Fykyá Pankararu, considerado o primeiro ilusionista brasileiro de origem indígena. Aos 24 anos, ele incorpora a experiência como cantor, compositor, performer e ceramista ao universo da magia e às referências do povo Pankararu, no sertão pernambucano, para construir um enredo com traços autobiográficos. Smayfer, colombiano reconhecido internacionalmente, Juan Colás e Dolly Kent em dueto com o marido Nico Velasquez, completam a grade. INFANTIL As crianças e os adolescentes terão um Festival Internacional de Mágica próprio, o Finzinho, com performances nos dias 20 e 21 de abril, a partir das 17h. No sábado, no Teatro de Santa Isabel, será encenada a montagem Haru: A primavera do aprendiz, com Rapha Santacruz e Sóstenes Vidal. Entre o teatro e o ilusionismo, a história apresenta um jovem que busca reconhecimento e orientação de um sábio mestre para aperfeiçoar o dom e se depara com lições e testes de magia. No dia seguinte, o rooftop do Shopping Tacaruna recebe uma série de apresentações gratuitas dos convidados do FIM Surddy, Diny, Everton, Ortega e Smayfer, além do Palhaço Tapioca (Boris Trindade Júnior) e a Palhaça Bilac (Jerlâne Silva). FORMAÇÃO Os mistérios da magia não são ensinados em cursos regulares. Eles formam um intrincado universo no qual os segredos são revelados em eventos restritos para mágicos e mágicas. Desde o surgimento, em 2017, o FIM assumiu o desafio de participar do processo de formação e aprimoramento dos festivais, com a promoção de conferências com grandes artistas de diferentes estilos do ilusionismo – exclusivas para mágicos, mágicas e artistas interessados. Neste ano, o festival promove três dias de encontros no Paço do Frevo para trocas de experiências e aprofundamentos nas técnicas. Na abertura, Chris Galdino e Rapha Santacruz conduzem o painel Panorama da arte mágica na atualidade: Desafios e perspectivas, com participação de todos os artistas do elenco. No segundo dia, Ortega, Juan Colás e Smayfer desvendam algumas técnicas aprendidas por eles ao longo da carreira. No terceiro, os palestrantes são Daniela Rocha-Rosa, Dolly Kent e Gutto Thomaz. INGRESSOS Os ingressos já estão à venda através do Guiche Web. Para as Noites Mágicas e o espetáculo infantil Haru: A primavera do aprendiz, no Teatro de Santa Isabel, custam R$ 50 e R$ 25 (meia). O acesso a todos os dias de conferências custa R$ 200 – o tíquete permite acompanhar qualquer atividade oferecida pelo festival, das apresentações às oficinas.

Festival Internacional de Mágica no Recife divulga programação Read More »

capa 1964

1964: As memórias do golpe militar em Pernambuco

Nesta semana completam-se 60 anos da ruptura política de 1964, que fez o País mergulhar em uma ditadura de 21 anos, a Algomais inicia hoje uma série de três reportagens sobre essa página da história do Brasil que passou por episódios marcantes no Estado. *Por Rafael Dantas Seja no campo ou na cidade, os movimentos políticos que aconteceram em Pernambuco na década de 1960 foram marcantes para a eclosão do golpe militar que assombrou o País por mais de duas décadas. O movimento de resistência e todo o esforço de preservar a memória dessa época também teve protagonismos locais. A força das Ligas Camponesas, o Movimento de Cultura Popular e a eleição de Miguel Arraes são alguns dos episódios que ajudam a explicar a dura repressão que acontece no Estado após 1964, o terceiro do País com mais desaparecidos políticos segundo a Comissão da Verdade. “Pernambuco é pioneiro em diversos eventos históricos e foi um ponto central em 1964, seja na implementação, no decreto do golpe, mas também no processo de redemocratização. Quando houve o golpe, o governador era Miguel Arraes de Alencar, muito presente nas causas sociais. Pelópidas Silveira era o prefeito do Recife. Mas eu queria alertar para o movimento social que existia em Pernambuco, os movimentos de reivindicação, desde os estudantes da Faculdade de Direito, das Escola de Engenharia e de Medicina, mas também os movimentos do campo, que buscavam reforma agrária e direitos trabalhistas. Isso, alinhado aos movimentos intelectuais, tornava Pernambuco um celeiro de reivindicações sociais. Então, quando estoura o golpe, uma das primeiras ações é sufocar esses movimentos sociais e, logicamente, prender e depor Miguel Arraes”, afirma o historiador e professor da UPE (Universidade de Pernambuco), Carlos André Silva de Moura. O contexto em que emana o golpe no Brasil e atinge em cheio o calor das reivindicações políticas em Pernambuco tem muitas motivações vindas do cenário internacional. Dentro do contexto da Guerra Fria, em um mundo polarizado entre as lideranças dos Estados Unidos e da União Soviética, a explosão da Revolução Cubana, em 1959, liga um sinal de alerta na América Latina. Ditaduras vão se erguer em vários países no continente, com destaques para a Argentina, o Chile e o Brasil. Além do contexto internacional, a historiadora Susan Lewis, também professora da UPE, alerta para o posicionamento das elites brasileiras e pernambucanas, que desejavam uma modernização do País, mas, ao mesmo tempo, a manutenção da sua força política e econômica. O barulho dos movimentos populares da época, sedimentados pelo apoio de intelectuais, foram combustíveis para a repressão. “A classe burguesa estava amedrontada pelo comunismo. Com a renúncia do Jânio Quadros, João Goulart (vice-presidente na época), que estava na China e se aproxima dos trabalhadores e dos jovens, vai ser visto como um comunista. A gente tem uma sociedade que é tradicionalmente conservadora. A elite queria um tipo de desenvolvimento capitalista, queria se modernizar, mas de forma conservadora. Ou seja, o status quo tem que ser mantido”, afirma a pesquisadora que também é integrante do Comitê Memória Verdade e Justiça de Pernambuco. CENÁRIO POLÍTICO DE REIVINDICAÇÕES O coordenador da Cátedra Dom Helder Camara, da Unicap (Universidade Católica) o professor Manoel Moraes, ressalta que para entender o grau de repressão do golpe em Pernambuco, é necessário compreender o processo que o precedeu. “Por que nós somos o terceiro Estado em número de desaparecidos políticos no Brasil? Primeiro é São Paulo, depois, o Rio de Janeiro. Nós tivemos um forte movimento naquela época no pré-golpe de 64 em Pernambuco”, afirma o docente. O pioneirismo das Ligas Camponesas, os primeiros passos do movimento sindical brasileiro e a atuação de lideranças católicas nos movimentos do campo são alguns dos elementos que explicam o protagonismo local na luta por direitos que tanto incomodou o cenário político nacional. Mas, em Pernambuco, se destacou ainda a força de massas em volta do MCP (Movimento de Cultura Popular), do movimento estudantil e da própria Frente Popular de Pernambuco. Para compor esse cenário de forças, há um conjunto de grandes intelectuais, políticos e artistas que participavam ou apoiavam os movimentos sociais que reivindicavam por direitos e pelas chamadas Reformas de Base no País. Paulo Freire, Josué de Castro, o deputado Francisco Julião e o ex-governador Miguel Arraes são apenas alguns desses personagens que atuaram como protagonistas na época. “Pernambuco é um polo extremamente estratégico de luta e a sociedade civil se organizava a partir da nova composição política que hegemonizava no Estado, que era a chamada Frente Popular. Então, a repressão em Pernambuco não foi qualquer repressão”, explica Manoel. TENSIONAMENTOS NO CAMPO Anacleto Julião, filho do ex-deputado e um dos líderes das Ligas Camponesas, Francisco Julião, lembra que quando criança foi levado para Cuba, a convite de Fidel Castro, para fugir do golpe que já se esperava. Ele, sua mãe e irmãos foram para a ilha dois anos antes da queda de João Goulart. Antes de retornarem ao Brasil, eles ficaram exilados ainda no Chile, durante o período de ascensão de Salvador Allende, e posteriormente na Suécia. A ditadura não foi uma surpresa, especialmente para quem estava dentro das lutas de reivindicação. No conjunto das chamadas Reformas de Base, uma em especial tinha relação direta com as movimentações políticas de Pernambuco e que incomodava os golpistas dos anos 60: a reforma agrária. Antes mesmo da formação dos sindicatos rurais, eram as Ligas Camponesas que articulavam a extensão dos direitos aos trabalhadores no campo. “Eu lembro que na nossa casa chegavam centenas de camponeses. Ficavam sentados no terraço e no quintal. Eles vinham pedir ajuda ao então deputado federal Francisco Julião. Depois da formatura, ele começou a defender os camponeses com uma ideia de levar para o campo as Reformas de Base e as leis trabalhistas. Esse movimento se alastrou, primeiro em Pernambuco, em seguida pelo Nordeste e, depois, tomou conta do Brasil”, relembra Anacleto Julião. Francisco Julião foi deputado estadual e federal. Segundo o filho, não cobrava os serviços advocatícios. Como já recebia o salário da atividade política, considerava que deveria defender gratuitamente

1964: As memórias do golpe militar em Pernambuco Read More »

Concerto Rock ao Piano Bruno Hrabovsky

Sucessos do Pink Floyd ganham releitura em edição especial do projeto Rock ao Piano

 Concerto chega ao Recife em edição única no Teatro de Santa Isabel no dia 6 de abril, às 20h   Os dez anos de estrada do projeto Rock ao Piano estão sendo celebrados com nova turnê nacional do pianista paranaense Bruno Hrabovsky. E o Recife, onde o curitibano tem público cativo, não poderia ficar de fora desta temporada tão especial. Desta vez, ele apresentará um repertório dedicado à banda inglesa Pink Floyd, um dos maiores grupos musicais de todos os tempos. O concerto, já consagrado pela mistura personalizada dos mundos do rock e do erudito, chega à capital pernambucana no dia 6 de abril, a partir das 20h, em edição única no Teatro de Santa Isabel. “O Recife me recebeu com um carinho gigantesco nas três apresentações que fiz na cidade. A primeira foi o repertório principal do ‘Rock ao Piano’, passando por várias bandas. Depois veio a apresentação dedicada ao Queen, que ganhou duas sessões e as duas lotaram. Agora, finalmente, volto com este especial dedicado ao Pink Floyd, que é minha maior influência. Tenho esse concerto desde 2014 e ele sempre vai ser muito especial pra mim”, declarou o instrumentista.   A empreitada de Bruno Hrabovsky em homenagem ao grupo Pink Floyd traz releituras de músicas de cada um dos álbuns de estúdio da banda britânica de rock progressivo. As composições marcadas pelo teor filosófico, experimentações e psicodelia são apresentadas em ordem de lançamento, narrando de forma cronológica a trajetória do grupo surgido há quase 60 anos no underground londrino. O setlist ainda conta com o incremento especial dos arranjos exclusivos para o piano originais escritos pelo artista paranaense, que se reveza também no papel de mentor e produtor do espetáculo.      “Quando a gente fala sobre Pink Floyd, a principal coisa é a ambientação musical que eles sempre fizeram, desde as músicas mais introspectivas até as mais enérgicas. Sempre tem todo um contexto. São estruturas musicais muito bem construídas, então o principal para fazer uma releitura ao piano é tentar criar essa atmosfera. Fazer com que todos os sentimentos sejam muito bem passados, desde raiva até introspecção, reflexão, crítica, tudo tem que entrar com muita vontade. Pink Floyd não é uma banda que você possa tocar sem muita vontade de passar a emoção que há na música original. Acima de qualquer outra questão técnica, essa é a principal característica a ser prezada num arranjo para criações de uma banda como essa”, destaca o músico.   No Recife, o show ganha outro diferencial. A performance é executada no piano de cauda inteira modelo D da companhia Steinway & Sons, tido como padrão ouro dos instrumentos musicais. O equipamento pertencente ao Teatro de Santa Isabel é considerado um dos melhores aparelhos do País. A apresentação não terá efeitos ou amplificação, exatamente como ocorre num concerto erudito. “Fico muito feliz de tocar nesse teatro tão lindo, com um piano excelente e sabendo que já vamos ter casa cheia porque Recife sempre é assim. Os recifenses podem esperar muita emoção porque é um concerto realmente tocante. Sou suspeito para falar, não é?”, ressalta Bruno. A venda antecipada de ingressos já começou pela plataforma digital Guichê Web. Os preços variam entre R$ 25 e R$ 60, incluindo meia-entrada e de acordo com a localização do assento no teatro. Mas é bom se apressar. Nos últimos dois shows no Recife, as entradas esgotaram antes mesmo do dia do concerto. No dia do evento, os interessados também poderão comprar itens personalizados do projeto Rock ao Piano, como CDs e camisetas, entre outros objetos.    

Sucessos do Pink Floyd ganham releitura em edição especial do projeto Rock ao Piano Read More »

Pintura de Marcos Carvalho

Biblioteca da Unicap recebe exposição “Os três sentidos”

Mostra com os trabalhos dos artistas plásticos Marcos Carvalho e Elias de Paula tem início na segunda (dia 1º) A Biblioteca da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) recebe, a partir da próxima segunda-feira (dia 1º), a exposição “Os três sentidos”, dos artistas plásticos Marcos Carvalho e Elias de Paula. A mostra é composta por 27 trabalhos, entre pinturas e desenhos com técnicas e temáticas diversificadas, que podem ser vistos gratuitamente até o dia 30 de abril. A curadoria da mostra é da professora Sandra Melo, do Departamento de Expressão Gráfica (DEG) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A Biblioteca da Unicap fica localizada na rua do Príncipe, n.º 526, na Boa Vista. A exposição será aberta ao público. A exposição dá vazão à experiência dos artistas plásticos Marcos Carvalho e Elias de Paula com respeito aos três sentidos vivenciados na trajetória deles da juventude à maturidade como sexagenários. As obras em exibição são compostas por pinturas a óleo, em acrílica e com colagem, desenho a grafite, impressão em canvas e ponta seca. As telas são trabalhadas em preto e branco, em cores quentes e frias e em monocromia. Tão diversas como as técnicas são os temas tratados pelos artistas: a atualidade exibida de forma surrealista, os povos originários, animais, retratos, as cidades e a cultura pernambucana, brasileira e mundial. Sandra Melo tem atuado na curadoria de várias exposições promovidas pela UFPE, tais como a mostra “Os tons que pintam o Dom”, promovida pela Editora da UFPE; “Olhar a ponte que nos liga”, promoção do Departamento de Expressão Gráfica junto com o Instituto Cervantes de Recife e de Salvador; e “Visitas guiadas online”. Ela também colaborou na exposição “Arte com destino: cartões postais da Expressão Gráfica” e “Expressões Gráficas e poéticas de personagens nordestinos”, também com promoção do Departamento de Expressão Gráfica; entre outras.

Biblioteca da Unicap recebe exposição “Os três sentidos” Read More »

choro

Conservatório Pernambucano de Música celebra o Dia Nacional do Choro

O Dia Nacional do Choro é celebrado em 23 de abril, quando se celebra o nascimento do compositor Pixinguinha, um dos maiores ícones do gênero. O Conservatório Pernambucano de Música (CPM) celebra a data com programação intensa entre os dias 2 e 4 de abril. Além dos shows, que acontecerão no Teatro de Santa Isabel, o evento é gratuito e conta ainda com a parte educativa oferecendo workshops e oficinas no Auditório do CPM. “O evento homenageará o professor e violonista 7 cordas, Ewerton Brandão Sarmento (Bozó), e contará com atrações de peso como a cavaquinista Luciana Rabello, os violonistas 7 cordas Rogério Caetano e Gian Corrêa, Bruno Nascimento e Rafael Marques, assim como o próprio homenageado que se apresentará com o seu Grupo Mandinga”, explica a diretora geral do Conservatório, Janete Florêncio. Historicamente, Pernambuco desempenha um papel fundamental na formação e desenvolvimento do Choro com músicos de peso como João Pernambuco, Tia Amélia, Luperce Miranda, Severino Araújo, dentre tantos outros. O Conservatório Pernambucano ocupa um lugar de destaque no fomento e preservação do gênero por ser a primeira instituição no Brasil a formalizar o ensino do Choro no final da década de 1970 e início de 1980 na Gestão de Henrique Gregori. PROGRAMAÇÃO: Dia 02.04 (Terça-feira) Show de Abertura com Rogério Caetano e Gian CorreaLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: 19h Dia 03.04 (Quarta-feira) Oficina de Choro com Bruno Nascimento e Rafael MarquesLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: das 09h às 12h Workshop Luciana RabelloLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: das 14 às 17h Show com Bruno Nascimento e Rafael MarquesLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: das 19h Show com Grupo MandingaLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: das 20h Dia 04.04 (Quinta-feira) Oficina de Choro – Beto do Bandolim e BozóLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: 09h às 12h Workshop com Rogério Caetano e Gian CorrêaLocal: Conservatório Pernambucano de MúsicaHorário: 14h às 17h Show com Luciana RabelloLocal: Teatro de Santa IsabelHorário: 19h

Conservatório Pernambucano de Música celebra o Dia Nacional do Choro Read More »

aramis

Aramis Trindade faz apresentação única no Santa Isabel, neste domingo (31)

O Teatro Santa Isabel receberá neste final de semana o espetáculo “Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna”. A peça teatral explora a visão de Ariano Suassuna sobre a clássica história de amor de William Shakespeare, mesclando o erudito com o popular. Sob a direção e texto de Aramis Trindade, o espetáculo é um tributo à cultura popular, revivendo um dos momentos marcantes da obra de Suassuna será apresentado no domingo (31), em apresentação única. No primeiro ato, Aramis Trindade realiza um monólogo, dando vida ao poema de 98 sextilhas, acompanhado por uma trilha sonora original de música Armorial, composta por Zé da Flauta. No segundo ato, Aramis “incorpora” Ariano Suassuna III, oferecendo ao público uma mini aula espetáculo, que explora a origem da história de Romeu e Julieta, as diferenças entre as versões de Shakespeare e Suassuna, além de temas como literatura de cordel, movimento Armorial e cultura popular. Com duração de 45 minutos e classificação indicativa livre, esta produção teatral representa um elo entre a linguagem cênica e a rica tradição da literatura de cordel, enriquecendo ainda mais sua conexão com a cultura popular brasileira. Os ingressos podem ser adquiridos pelo valor de R$ 80,00 (inteira) ou R$ 40,00 (meia-entrada) através do link: https://bileto.sympla.com.br/event/92264/d/246135.

Aramis Trindade faz apresentação única no Santa Isabel, neste domingo (31) Read More »

Artesa Leninha Nascimento foto Salatiel Cicero

Pesquisa revela o perfil e os desafios das artistas do barro de Tracunhaém 

“Mulheres do Barro” realizou um mapeamento cujos resultados serão apresentados de forma online no próximo dia 04 de abril. Na foto, a artesã Leninha Nascimento. Foto: Rúbia Batista O município de Tracunhaém, localizado na Zona da Mata Norte de Pernambuco e distante 62 km da capital Recife, é amplamente reconhecido como um importante polo cerâmico. Com menos de 14 mil habitantes, cerca de 50% da sua população está envolvida na transformação do barro em peças utilitárias ou obras de arte, o que lhe rendeu o título de Capital do Artesanato em Cerâmica pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. Com o intuito de compreender e destacar o trabalho das mulheres artistas de Tracunhaém, duas artesãs e produtoras culturais apresentaram, em primeira mão, uma prévia do projeto “Mulheres do Barro”. Este estudo, considerado um censo cultural, realiza um mapeamento das mulheres artesãs da cidade, revelando suas técnicas, experiências e contribuições para a cultura local. A iniciativa foi viabilizada com o apoio do edital Micropojeto do Funcultura. Durante o período de novembro de 2023 a janeiro deste ano, as produtoras empreenderam uma busca ativa, visitando ateliês, olarias e residências em Tracunhaém, coletando dados por meio de questionários junto às mulheres artistas. Cerca de 50 artistas, predominantemente negras, foram entrevistadas, abrangendo uma ampla gama de habilidades criativas, todas utilizando o barro como matéria-prima. O lançamento completo dos resultados desse trabalho, destinado a preservar a memória da tradicional arte em cerâmica e das mulheres dedicadas a esse ofício, ocorreu nos dias 22 e 23 em Tracunhaém. Mas no próximo dia 04/04 haverá um lançamento digital no site do projeto mulheresdobarro.com.br  e no canal do Youtube https://www.youtube.com/@Mulheresdobarro, a partir de 11h, que poderá ser acompanhado de qualquer lugar do mundo.  Perfil das artesãs A faixa etária das mulheres mapeadas que trabalham com cerâmica em Tracunhaém é bem abrangente, vai dos 16 aos 95 anos. 34,04% das mulheres mapeadas são jovens adultas (estão entre 25 e 35 anos), e 23% delas são pessoas idosas (têm idades igual ou superior a 60 anos). “Uma nova geração de mulheres tem mantido a tradição com o barro na cidade, enquanto profissão e fazer artístico. Ao mesmo tempo, idosas ainda têm o barro como subsistência e também mantêm a tradição”, esclareceu Gabriela Feitosa, pesquisadora colaboradora no Mapeamento Mulheres do Barro.  Em relação ao tempo de experiência das mulheres com cerâmica, a pesquisa identificou que 88,36% das mulheres mapeadas têm mais de dois anos de experiência com cerâmica. E 47% das mulheres estão atuando há mais de 10 anos na área, indicando que grande parte das artistas, de fato, têm prática no seu fazer artístico e profissional. No âmbito da maternidade, 74,5 % das mulheres mapeadas são mães; 54,29% delas têm mais de um filho e 44,7%, são chefes de famílias. “As mulheres que são mães têm maior dificuldade de permanecer e de se manter no mercado de trabalho, por isso esse grupo precisa de maior incentivo e fortalecimento. Os filhos dessas mulheres representam uma possibilidade de continuidade da tradição da cerâmica no território, essas pessoas devem ser apoiadas”, detalhou Silvia Ribeiro, coordenadora geral e idealizadora do Mulheres do Barro. Perfil econômico da atividade O estudo também mostra que a cerâmica é a principal fonte de renda para 80,09% das inquiridas. No que diz respeito ao local de trabalho delas, apenas 14,9% das mulheres mapeadas trabalham com cerâmica em associações ou coletivos; 31,9% das ceramistas trabalham na própria residência e 31,9%, atuam em estruturas improvisadas. Do total, 53,2% das mulheres mapeadas trabalham com cerâmica em ateliês familiares. “Poucas mulheres trabalham com o apoio de associações ou coletivos. Esses dados demonstram que, se houver investimentos em espaços coletivos, mais mulheres poderão se utilizar desses ambientes para se desenvolverem profissionalmente. As mulheres que trabalham em suas casas usam parte de pequenos espaços para o trabalho”, explicou Cintia Viana, coordenadora pedagógica e idealizadora.  61,7% das entrevistadas, na pesquisa, desenvolvem peças autorais; e 38,3% das mulheres ouvidas não consideram suas peças autorais. “A imposição do mercado da cerâmica no território dificulta a possibilidade do desenvolvimento do processo artístico autoral das mulheres mapeadas, tendo em vista que na maior parte do tempo os trabalhos são desenvolvidos para atender a um mercado e sobra pouco tempo para o desenvolvimento autoral das artistas”, analisou a pesquisadora Gabriela Feitosa. Dentro do mesmo cenário, 87,2 % das mulheres mapeadas têm interesse em se qualificar mais em relação à cerâmica, o que demonstra a necessidade de investimentos nas mulheres que atuam no ramo ceramista de Tracunhaém. Desafios para o segmento Para a equipe do projeto, a história da cidade da Zona da Marta Norte se mistura com a da sua arte, que é um verdadeiro patrimônio cultural de Pernambuco e do Brasil. Mas, nessa história, o papel das mulheres precisa ser evidenciado e o Estado deve apoiar cada vez mais essas artistas. Pois o apoio ao empreendedorismo feminino permite que as mulheres tenham mais controle sobre seus próprios meios de subsistência e se tornem cada vez mais economicamente independentes. Promoção de inclusão social e equidade de gênero é tarefa do poder público. Além disso, incentivos das instituições a essas pessoas podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social do Nordeste como um todo. Além da coleta de dados, o projeto também incluiu a produção de um documentário que foi gravado e montado entre fevereiro e março deste ano, intitulado “Mulheres do Barro”. Nele as produtoras se unem a uma equipe de realizadores do audiovisual da Mata Norte, e contam como foi esse mapeamento mostrando a história de 12 artesãs da cidade de Tracunhaém. Realizado com recurso da Lei Paulo Gustavo do município, a obra pode ser vista na página oficial do projeto nas redes sociais e no Youtube.

Pesquisa revela o perfil e os desafios das artistas do barro de Tracunhaém  Read More »

pequena sereia 2

Espetáculo ​”Ariel: a Pequena Sereia” volta ao ​Teatro Barreto Júnior neste domingo (24)

Nova chance de se encantar com a história clássica da pequena sereia Ariel: a Humantoche Produções volta a apresentar o espetáculo no domingo, 24/3, a partir das 16h no teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos; Pina, Recife). ​Os portões serão abertos às 15h 30. ​Com diversos efeitos especiais em 4D, com​o chuva de bolinhas de sabão e iluminação especial, que transforma o teatro no próprio fundo do mar, o espetáculo ​​irá contar a clássica história da sereia que queria conhecer o mundo humano​ e se mete em diversas aventuras. Os ingressos estão disponíveis no Sympla ( ​https://www.sympla.com.br/evento/ariel-a-pequena-sereia-em-recife/2346335 ) ou na bilheteria (sujeito a lotação), com valores de R$ ​80 inteira ou R$ ​40 meia (a política de meia entrada: além de estudantes, professores, crianças de até 12 anos, PNE e idosos pagam meia). ​Os assentos são de livre escolha, de acordo com a ordem de entrada no ​teatro e o espetáculo é livre para todas as idades.

Espetáculo ​”Ariel: a Pequena Sereia” volta ao ​Teatro Barreto Júnior neste domingo (24) Read More »

Espetaculo Lumiar Divulgacao

Espetáculo Lumiar e sarau celebram 4º o Festival de Teatro Rosa dos Ventres

A celebração da 4ª edição do Festival de Teatro Rosa dos Ventres acontecerá nesta sexta-feira (22/03) no Armazém do Campo, em Recife/PE, a partir das 19h. O evento contará com a apresentação do espetáculo Lumiar, da artista da dança Marina Mahmood, e também com o “Sarau dos Ventres – Palestina Livre”. A entrada será mediante uma contribuição voluntária (pix solidário). A noite incluirá também a presença da DJ Cigana Cósmica e microfone aberto para mulheres que desejam participar do sarau, contando com a participação de diversas artistas já confirmadas. O espetáculo Lumiar busca resgatar a essência humana por meio do movimento do corpo, interação com o elemento fogo e estímulos sonoros. Criado pela dançarina Marina Mahmood, a performance inspira a potência interior, o amor e a magia de viver. O Festival de Teatro Rosa dos Ventres, que homenageia Julieta Inês Hernández Martinez, também conhecida como a palhaça “Miss Jujuba”, encerra sua 4ª edição neste evento. Este festival tem como propósito combater a violência contra as mulheres e destacar o protagonismo feminino na arte, promovendo diversas atividades desde o dia 1° de março em diversas cidades da Região Metropolitana do Recife e interior do estado, e é idealizado por Hilda Torres e realizado pelo Grupo Cria do Palco, com o músico e produtor cultural Márcio Santos como sócio e cofundador, em parceria com Áurea Luna, Anny Rafaella Ferli e Tiago Melo. SERVIÇO: Celebração da 4ª edição do Festival de Teatro Rosa dos Ventres Data: 22/03/2024 Horário: A partir das 19h Local: Armazém do Campo (Av. Martins de Barros, 387 – Santo Antônio, Recife/PE) Ingressos: Contribuição voluntária (pix solidário)

Espetáculo Lumiar e sarau celebram 4º o Festival de Teatro Rosa dos Ventres Read More »

mariscada

Mariscada: Um potencial Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco

A iniciativa liderada pelo Instituto Negralinda visa o reconhecimento deste prato tradicional como forma de impulsionar o Turismo de Base Comunitária em várias localidades pernambucanas. Uma receita que mistura os “frutos do mangue” com tradição e história, a Mariscada é um prato típico das regiões litorâneas do nordeste brasileiro. Em Pernambuco, ela se destaca não apenas pela culinária, mas também pelo seu impacto social. Com esta proposta, combinando gastronomia, preservação cultural, sustentabilidade e combate às desigualdades, o Instituto Negralinda lança no dia 20 de março a campanha “Oxe, Pernambuco tem Mariscada sim, senhor!”. O objetivo é elevar este prato ao status de Patrimônio Cultural Imaterial do estado. O evento de lançamento, reservado para convidados, será realizado no auditório do Centro de Artesanato de Pernambuco, no bairro do Recife. A campanha já angariou apoio de parceiros como a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe) e o Sebrae. Em colaboração com o Instituto Negralinda, o Sebrae vem desenvolvendo nos últimos três anos o projeto socioambiental de empreendedorismo feminino “Marisqueiras Empreendedoras”, beneficiando atualmente mulheres marisqueiras e pescadoras em 10 municípios do litoral pernambucano. Esta iniciativa contribui para combater desigualdades sociais, promovendo educação, saúde e bem-estar através do empreendedorismo colaborativo, beneficiando 850 mulheres. De acordo com o Cadastro de Pescadores Artesanais do Litoral de Pernambuco realizado em 2019 pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Semas), cerca de 11.367 pescadores e pescadoras artesanais atuam no estado. No entanto, o segmento enfrenta desafios relacionados à qualificação das organizações, aspectos sanitários (infraestrutura para beneficiamento e comercialização), problemas ambientais (pesca predatória) e de gestão e planejamento das colônias. Chef Negralinda “O nosso objetivo com a campanha é transformar a Mariscada em um prato regional reconhecido, para que por meio da Gastronomia do Mangue seja possível fortalecer a cadeia produtiva, capacitar as marisqueiras e criar mais lugares que forneçam a Mariscada, contribuindo também com o turismo gastronômico. O qual Pernambucano já é referência” Edy Rocha, diretor executivo do Instituto Negralinda “Essa iniciativa busca melhorar a qualidade de vida das pessoas e das comunidades que vivem da cadeia produtiva do marisco. Nosso objetivo é atender as necessidades urgentes da população pesqueira, como: acesso à inovação, capacitação, geração de renda, acesso ao mercado direto sem o atravessador, além de ajudar a promover a igualdade social e a inclusão de grupos vulneráveis. Ao fornecer para as marisqueiras e pescadores artesanais o acesso a qualificação, o Instituto Negralinda contribui para combater essas desigualdades e resolver os principais problemas referentes aos aspectos sanitários e segurança alimentar”.

Mariscada: Um potencial Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco Read More »