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Governo de Pernambuco e empresários ampliam articulação para fortalecer a economia

Reunião entre SDEC e grupo Atitude Pernambuco destaca parcerias, inovação e geração de oportunidades no estado A Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (SDEC) e representantes do grupo Atitude Pernambuco avançaram no diálogo sobre estratégias para impulsionar a economia estadual. Em reunião realizada nesta quinta-feira (9), a secretária Danielle Jar Souto e empresários discutiram caminhos para ampliar parcerias institucionais e fortalecer o ambiente de negócios no estado. Durante o encontro, a gestora destacou que os resultados positivos da economia pernambucana estão associados à articulação entre o setor público e a iniciativa privada. Também foram ressaltados avanços na infraestrutura logística, com ênfase na consolidação do Porto de Suape, além de iniciativas voltadas à interiorização do desenvolvimento e ao fortalecimento da agroindústria, da indústria e do setor de serviços. “Essa conjunção de atores viabiliza sonhos e transforma ideias em ações concretas. O setor privado possui características complementares ao Estado, e é nessa parceria que conseguimos avançar”, disse a secretária. O presidente da Copergás, Guilherme Cavalcanti, reforçou a importância da interlocução contínua entre governo e sociedade civil organizada, destacando o impacto dessas conexões para o desenvolvimento econômico. Segundo ele, o fortalecimento de iniciativas conjuntas é essencial para ampliar oportunidades e estimular novos negócios em Pernambuco. Já o presidente do Atitude Pernambuco, Halim Nagem, ressaltou o papel do relacionamento institucional na construção de soluções. “Com competência e relacionamento, conseguimos avançar em diversas frentes. Muitas vezes, o Estado precisa de conexões que ajudem a viabilizar soluções, inclusive fora de Pernambuco. O Atitude tem se colocado sempre à disposição para contribuir”, afirmou. Ao final do encontro, foi reafirmado o compromisso de ampliar a cooperação e fortalecer agendas ligadas à inovação, economia criativa e geração de emprego e renda no estado.

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Indústria de Pernambuco cresce 0,6% em fevereiro, mas avança 25% em relação a 2025

Alta é puxada por derivados de petróleo e metalurgia, enquanto alguns segmentos ainda registram queda A produção industrial de Pernambuco registrou crescimento de 0,6% em fevereiro de 2026 na comparação com janeiro, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, do IBGE. Apesar do resultado positivo, o desempenho ficou abaixo da média nacional, que avançou 0,9% no período. Ainda assim, o setor mostra sinais consistentes de recuperação em relação ao ano passado. Na comparação com fevereiro de 2025, a indústria pernambucana apresentou forte alta de 25%, enquanto o acumulado no ano chegou a 26,4%. Já no recorte dos últimos 12 meses, o crescimento foi de 2,7%, indicando retomada do setor, especialmente diante da base fraca registrada no início de 2025. O principal destaque foi o segmento de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, que registrou alta expressiva de 18.630,3% em relação a fevereiro do ano anterior. O desempenho é explicado pela paralisação de plantas industriais no mesmo período de 2025, o que reduziu drasticamente a base de comparação. A metalurgia também apresentou resultados robustos, com crescimento de 97,3% na comparação interanual e 118,2% no acumulado do ano. Por outro lado, alguns setores seguem em retração. A fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, caiu 21,8% frente a fevereiro de 2025 e acumula queda de 18,8% no ano. Já a produção de outros equipamentos de transporte teve recuo de 65,4% nos últimos 12 meses, enquanto a indústria química registrou queda de 1,4% na comparação anual e de 19,1% no acumulado em 12 meses. A PIM Regional acompanha, desde a década de 1970, o desempenho da indústria extrativa e de transformação em 17 estados e no Nordeste. A próxima divulgação, referente a março de 2026, está prevista para 13 de maio.

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SECTI Governo de Pernambuco lanca edital para incubacao de projetos inovadores no Ar fotor 2026041044345

Governo de Pernambuco abre edital para incubação de projetos inovadores no Araripe

Chamada pública busca impulsionar soluções tecnológicas voltadas a cadeias produtivas estratégicas da região O Governo de Pernambuco lançou um novo edital voltado à incubação de projetos de inovação tecnológica no Sertão do Araripe. A iniciativa, conduzida pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), integra o programa INOVA C.A.T. e pretende selecionar propostas com potencial de impacto direto em setores produtivos estratégicos da região. A chamada pública nº 001/2026 é direcionada a empresas públicas e privadas, instituições de ciência e tecnologia e outras organizações interessadas no desenvolvimento de produtos, processos ou serviços inovadores. Entre as áreas prioritárias estão gesso, apicultura, mandiocultura, laticínios, caprinocultura, agronegócio, energias renováveis e transformação digital. Os projetos selecionados serão incubados no Centro de Avanço Tecnológico do Araripe (C.A.T. Araripe), em Araripina, onde terão acesso a estrutura física e suporte técnico. O espaço conta com laboratórios, salas individuais e ambientes compartilhados, além de acompanhamento especializado ao longo do desenvolvimento das propostas. A ação faz parte da estratégia estadual de interiorizar a inovação e ampliar a competitividade das cadeias produtivas locais. Segundo a secretária Executiva de Estratégia e CT&, Teresa Maciel, o edital busca transformar ideias em soluções de mercado. “Esse edital é um convite para que empresas, startups e instituições tragam suas ideias e desenvolvam soluções inovadoras aqui no Araripe. Estamos oferecendo um ambiente estruturado, com suporte tecnológico, para que esses projetos saiam do papel e se transformem em produtos com impacto real na economia da região”, destacou. O diretor de Avanço Tecnológico da SECTI-PE, Obionor Nobrega, também reforçou a importância da iniciativa para o ecossistema de inovação. “O Centro de Avanço Tecnológico foi pensado justamente para apoiar o desenvolvimento de tecnologias aplicadas aos nossos arranjos produtivos locais. A ideia é conectar conhecimento, inovação e mercado, gerando oportunidades, emprego e desenvolvimento sustentável para o interior do Estado”, afirmou. ServiçoSubmissão de propostas: fluxo contínuo até 30 de novembro de 2026Inscrições: exclusivamente online, por meio do site da SECTIDuração dos projetos: até dois anos, com possibilidade de prorrogaçãoCritérios de seleção: análise técnica, econômica, potencial inovador e impacto social

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Páscoa impulsiona vendas em Pernambuco com alta de 17,7%, aponta Itaú Unibanco

Comércio registra avanço puxado por supermercados, pet shops e papelarias durante o feriado O feriado da Páscoa movimentou o comércio em Pernambuco e gerou um crescimento de 17,7% nas vendas de produtos e serviços entre os dias 3 e 5 de abril, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados são do Itaú Unibanco e consideram transações realizadas tanto no ambiente físico quanto no comércio eletrônico. O levantamento inclui pagamentos feitos por cartões de débito e crédito nas maquininhas, além de operações via Pix QR Code e transferências, sempre de pessoas físicas para jurídicas. O desempenho positivo reflete o aumento do consumo típico da data, que estimula diferentes segmentos do varejo. Entre os destaques, o setor de supermercados liderou a expansão, com alta de 33,1% nas vendas. Em seguida aparecem artigos e alimentos para animais, com crescimento de 33%, e artigos de papelaria, que avançaram 25,7%. Materiais de construção também registraram resultado relevante, com aumento de 24,9% no período analisado. Outros segmentos que acompanharam a tendência de alta foram o de medicamentos, com crescimento de 17,6%, e lojas especializadas em leites e laticínios, que registraram avanço de 15,5%. O desempenho reforça o impacto sazonal da Páscoa sobre o consumo e a dinâmica do comércio no estado.

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Comprometimento de renda no Brasil chega a 78% no Nordeste

Levantamento da Serasa Experian aponta desigualdade regional e alto nível de despesas financeiras no orçamento das famílias O comprometimento da renda das famílias brasileiras varia entre 71,9% e 80,5% nas diferentes regiões do país, segundo levantamento da Serasa Experian. O maior nível foi registrado no Norte, onde os consumidores destinam, em média, 80,5% da renda a despesas financeiras, enquanto o menor índice aparece no Sul, com 71,9%, resultando em uma diferença de 8,6 pontos percentuais. O Nordeste apresenta o segundo maior comprometimento, com 78% da renda, seguido pelo Centro-Oeste (74,7%). Já o Sudeste (72,7%) e o Sul concentram os menores percentuais, indicando maior margem no orçamento. Os dados consideram tanto despesas básicas, como contas de água e energia, quanto gastos financeiros, incluindo empréstimos e uso de cartão de crédito. A disparidade também se reflete na renda média das regiões. O Sudeste lidera com R$ 4.448, seguido pelo Sul (R$ 4.308) e Centro-Oeste (R$ 4.296). Em contraste, o Norte registra renda média de R$ 3.018, enquanto o Nordeste tem o menor valor, de R$ 2.821 — uma diferença de R$ 1.627 entre os extremos. Na prática, o cenário revela que regiões com menor renda comprometem uma fatia maior do orçamento com despesas, reduzindo a capacidade de consumo, poupança e enfrentamento de imprevistos. “Em finanças pessoais, um comprometimento de renda na casa dos 80% é um risco elevado sobre o orçamento. Isso é um sinal de alerta, uma vez que a margem de manobra praticamente desaparece. Com tão pouca renda disponível após pagar despesas financeiras, cresce a dificuldade de absorver imprevistos, planejar compras maiores ou acessar crédito em condições mais favoráveis “, explica Camila Abdelmalack, economista-chefe da Serasa Experian. A análise histórica mostra que esse nível elevado de comprometimento persiste desde 2022, mesmo com o crescimento da renda média em todas as regiões — ainda que de forma desigual. “Os dados mostram que renda e despesas financeiras evoluíram praticamente no mesmo ritmo nos últimos anos, mantendo o comprometimento em patamares elevados. Esse cenário exige modelos de crédito cada vez mais precisos e responsáveis, baseados em inteligência de dados, para apoiar decisões alinhadas à realidade financeira de cada região”, afirma Eduardo Mônaco, vice-presidente de crédito e plataformas da Serasa Experian.

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Pernambuco inicia 2026 com alta na indústria, comércio e serviços, aponta Condepe/Fidem

Dados do IBGE indicam desempenho positivo nos principais setores da economia pernambucana em janeiro A economia de Pernambuco começou 2026 com desempenho positivo em diferentes frentes, segundo levantamento da Condepe/Fidem com base em dados do IBGE. Os indicadores mensais contemplam setores estratégicos como indústria, comércio, serviços e turismo, oferecendo um panorama detalhado da atividade econômica no estado. O maior destaque foi registrado na Produção Física Industrial, que avançou 27,7% em relação a janeiro do ano anterior, posicionando Pernambuco como líder nacional no indicador. No comércio varejista, o estado também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 4,0% frente a dezembro e alta de 7,7% na comparação anual, superando a média nacional e o desempenho de outros estados do Nordeste. No setor de serviços, Pernambuco registrou crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025, mantendo resultado positivo mesmo diante de retrações observadas em estados vizinhos, como Bahia e Ceará. Já as atividades turísticas apresentaram avanço de 2,8% em 12 meses, indicando estabilidade e manutenção do setor em trajetória de crescimento moderado. “No conjunto dos dados, é possível observar que Pernambuco inicia 2026 com sinais positivos. São avanços que fortalecem a circulação de renda, dão mais segurança para investir e ajudam a criar um ambiente mais favorável para quem empreende, trabalha ou depende desses setores no dia a dia. Os indicadores servem justamente para transformar movimentos que às vezes parecem isolados em uma leitura clara do momento que o Estado está vivendo”, ressalta a diretora de Estudos, Pesquisas e Estatística da Condepe/Fidem, Heloísa Renatha. A análise consolidada pela Condepe/Fidem, a partir das informações disponibilizadas pelo IBGE, permite acompanhar o desempenho estadual em diferentes recortes temporais e compará-lo com outras unidades da federação, contribuindo para uma leitura mais precisa do cenário econômico pernambucano.

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Governo projeta superávit de US$ 72,1 bilhões na balança comercial em 2026

Estimativa do MDIC aponta crescimento das exportações e estabilidade do comércio exterior brasileiro, com avanço moderado nas importações (Com informações da Agência Brasil) O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que a balança comercial brasileira deve encerrar 2026 com superávit de US$ 72,1 bilhões. O valor representa uma alta de 5,9% em relação ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025, refletindo a expectativa de crescimento tanto das exportações quanto das importações no período. De acordo com a estimativa divulgada pelo governo, as exportações devem atingir US$ 364,2 bilhões em 2026, enquanto as importações estão projetadas em US$ 292,1 bilhões. O desempenho considera um cenário internacional ainda marcado por incertezas, mas sustentado por indicadores internos como atividade econômica, taxa de câmbio e consumo. Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, o contexto global impõe desafios, mas os modelos seguem indicando estabilidade. Ele afirmou: “Sabemos que o cenário internacional tem desafios, mas pelas informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado”. Brandão também destacou a resiliência do comércio exterior brasileiro ao longo do tempo: “Por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar, observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises”. Os dados mais recentes da balança comercial mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, com exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o saldo positivo chega a US$ 14,1 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior. O desempenho das exportações foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, enquanto as importações cresceram em diferentes categorias, com destaque para bens de consumo e bens de capital. As projeções oficiais são revisadas periodicamente e novas estimativas mais detalhadas devem ser divulgadas pelo MDIC ao longo do ano, com atualização prevista para julho, considerando a evolução do cenário global e seus impactos sobre o comércio exterior brasileiro.

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O desafio de empreender: como melhorar o ambiente de negócios?

O empreendedorismo em Pernambuco ainda encontra barreiras na burocracia, na fragilidade de uma cultura que estimule novos negócios e na escassez de apoio aos empresários. *Por Rafael Dantas Pernambuco tem grandes cases de empreendedorismo. As milhares de empresas do Polo de Confecções do Agreste são alguns exemplos dessa força, assim como as startups do Porto Digital. A pujante produção da Baterias Moura, em Belo Jardim, e de produtos alimentícios da Tambaú Alimentos, em Custódia, puxam a lista de corporações que já deram outros passos.  Porém, em meio a tantos sucessos, o ambiente de negócios estadual ainda é bastante desafiador. Essa é uma das constatações das discussões técnicas do projeto Pernambuco em Perspectiva, realizado pela Revista Algomais e pela Rede Gestão. Para o novo ciclo de desenvolvimento do Estado, garantir um empreendedorismo dinâmico é um fator considerado estratégico pelos especialistas que integram o corpo técnico da pesquisa. “Falar de empreendedorismo dinâmico é falar de ambiente de negócios”, resume o sócio da TGI e consultor Ricardo de Almeida. Ele ressalta que construir esse novo contexto não é algo abstrato, mas concreto. É preciso desenvolver caminhos para estimular o surgimento de novos talentos, a partir de uma cultura empreendedora, e para transformar ideias em resultados. A burocracia, o difícil acesso ao crédito e uma cultura ainda até certo ponto avessa ao empreendedorismo figuram entre os principais entraves enfrentados por quem deseja montar uma empresa no Estado. Na pesquisa do Mapa das Empresas, que mede o menor tempo médio de viabilidade entre os estados brasileiros (isto é, o tempo para confirmar se a empresa pode funcionar no local escolhido e usar o nome desejado), Pernambuco aparece apenas na 14ª posição nacional.  Apesar de estar longe dos destaques, houve uma recuperação nos últimos anos. A analista do Sebrae-PE, Priscila Lapa, lembra que, em 2021, o Estado chegou a ser classificado como o pior do País para fazer negócios no relatório Doing Business Subnacional, realizado pelo Banco Mundial. “Em 2021 foi a primeira mensuração subnacional e Pernambuco ficou em último lugar como o estado mais difícil para abrir uma empresa, o pior ambiente de negócio. Isso impactou muito na época, e o governo contratou a consultoria do próprio Banco Mundial para implementar melhorias. Houve, sim, um avanço, Pernambuco deu uma melhorada nesse ranking, mas ainda está longe de estar no topo entre os melhores”, afirmou Priscila Lapa. ENTRE A NECESSIDADE E A OPORTUNIDADE No atual relatório do Global Entrepreneurship Monitor 2025/2026, o Brasil ficou na 44ª posição entre 53 países do índice do NECI, que é um índice que avalia justamente o contexto empreendedor. No estudo, 71% dos brasileiros afirmaram empreender para ganhar a vida devido à escassez de empregos. Esse é um dado muito revelador. Embora o Brasil figure em alguns estudos com percentuais elevados de empreendedorismo, muitos desses negócios ganham corpo pela necessidade do empreendedor e não pela identificação de boas oportunidades. Uma realidade que é percebida pelos especialistas justamente pelas barreiras econômicas, motivacionais e estruturais de criar uma empresa em Pernambuco e no País. “A gente fala muito em empreendedorismo por necessidade, mas o fundamental é o empreendedorismo por oportunidade”, alertou Ricardo de Almeida. Segundo ele, um ambiente de negócios favorável é o que permite que essas oportunidades surjam e sejam aproveitadas. Nesse processo, educação e cultura empreendedora têm papel central ao transformar a necessidade em novos caminhos. Priscila Lapa considera que, apesar dos avanços recentes, no eixo institucional e regulatório, o ambiente de negócios segue fragmentado e burocrático. Pernambuco ainda apresenta dificuldades como baixa integração entre órgãos, com muitos municípios fora da RedeSim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios) e ainda sofre com a ausência de coordenação central.  De acordo com dados da Junta Comercial de Pernambuco, 133 municípios dos 184 do Estado aderiram à RedeSim. Ou seja, 51, sequer iniciaram uma transição para a simplificação dos processos, segundo a Lei 11.598, em vigor há quase 19 anos. Além disso, muitas das prefeituras integradas ao sistema têm indicadores baixíssimos. JOVENS ENTRE A PRESSA E O EMPREENDEDORISMO Uma pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL (Instituto Conhecimento Liberta), e recém-realizada pela Ágora Consultores, com 9.497 entrevistas, mostra que 57% dos jovens de 16 a 29 anos preferem empreender a ter um emprego tradicional. Enquanto isso, 31% optam por estabilidade (como concurso público) e 11% preferem um emprego bem remunerado, sem riscos. O desejo pelo negócio próprio é mais forte entre homens (51%) e pessoas com ensino fundamental (49%). Além disso, quando comparado com outras faixas etárias, o desejo de abrir uma empresa vai caindo sistematicamente. O interesse dos jovens por seguir um caminho próprio, no entanto, não aparece como unanimidade nas pesquisas de opinião. O Mapa do Ensino Superior no Brasil, publicação anual do Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), mostra que 31% dos alunos de centros universitários desejam criar o próprio negócio ou uma startup. Nas faculdades, o índice cai para 23,8% e, nas universidades, para 19,6%. Ainda assim, os números permanecem relevantes. Essa atração dos jovens por abrir o próprio negócio já é percebida pela professora da UPE (Universidade de Pernambuco) Paula Callado. Ela, que é gerente de inovação aberta e empreendedorismo na Agência de Inovação da UPE, considera que há mudanças de comportamento importantes entre os universitários, como a pressa por trabalhar, por causa da realidade econômica e de um perfil mais aberto a iniciativas próprias. A docente avalia que o perfil dos jovens é de maior ousadia e de enxergar mais possibilidades de carreira e renda do que gerações anteriores. “A realidade social e econômica termina trazendo um sentimento de urgência nos jovens para começar a trabalhar. Muitas vezes, eles acabam entrando em trabalhos de menor qualificação e remuneração. Por outro lado, dentro da universidade, percebo uma maior diversidade de perspectivas de caminho. Ainda existem os que querem trabalhar em grandes empresas, mas há um crescimento do interesse em empreender. Eles são uma geração mais corajosa.” Já Priscila, avalia

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Incentivos fiscais impulsionam emprego e renda no setor de alimentos e bebidas no Nordeste

Estudo da Sudene aponta crescimento de até 20,5% no emprego e retorno econômico superior ao valor investido por empresas Um estudo inédito da Sudene indica que a política de incentivos fiscais tem gerado efeitos positivos no setor de alimentos e bebidas na região. De acordo com o levantamento, empresas beneficiadas registraram aumento médio de até 20,5% no emprego e de 24% na massa salarial, além de apresentar retorno econômico superior ao custo dos incentivos. Para cada R$ 1 investido, foi gerado mais de R$ 1 em efeitos na economia. Realizada em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, a pesquisa analisou dados entre 2010 e 2023 e reforça o papel da política como instrumento de estímulo à produção, ao investimento e à redução de desigualdades regionais. Ao todo, foram avaliadas 575 empresas instaladas em 241 municípios da área de atuação da Sudene, que juntas mobilizaram R$ 23,7 bilhões em investimentos, com 833 concessões de incentivos fiscais no período. Os resultados também indicam a geração de mais de 380 mil empregos diretos ao longo dos anos analisados, evidenciando o impacto da política na dinamização econômica. Além disso, o estudo aponta a interiorização dos investimentos, com presença das empresas beneficiadas fora dos grandes centros urbanos, contribuindo para descentralizar o desenvolvimento regional, apesar da maior concentração de recursos em estados como Pernambuco e Bahia. Segundo o coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, o economista José Farias, a avaliação considerou critérios como eficiência, eficácia e efetividade dos incentivos. “O resultado foi robusto, mostra que os incentivos têm seu valor e criam oportunidades para o Nordeste”, afirmou. Outro ponto destacado é o impacto na estrutura das empresas. Pesquisa de campo realizada pela universidade identificou aumento do faturamento, com maior presença de empresas acima de R$ 100 milhões, além de crescimento nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e avanço na modernização produtiva. Os dados indicam que os incentivos também influenciam decisões estratégicas de expansão e fortalecimento do setor na região.

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Agreste Tex 2026 projeta crescimento e amplia protagonismo do polo têxtil de Pernambuco

Feira no Polo Caruaru deve reunir mais de 300 marcas e movimentar o setor com foco em inovação, impressão gráfica e soluções para a indústria de confecção A oitava edição da Agreste Tex será realizada entre os dias 14 e 17 de abril, no Polo Caruaru, no Agreste pernambucano, com a expectativa de ampliar a relevância regional da indústria têxtil. Considerada uma das principais vitrines tecnológicas do Norte e Nordeste, a feira deve reunir mais de 300 marcas expositoras, mantendo um alto índice de fidelização: cerca de 90% das empresas participantes da edição anterior confirmaram presença. Em 2024, o evento movimentou mais de R$ 300 milhões em negócios e atraiu aproximadamente 12,2 mil visitantes. Um dos destaques da edição de 2026 é o avanço do segmento de impressão gráfica dentro da feira, com o número de expositores dobrando em relação a 2024. Para o gerente executivo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), Rogério Camilo, o crescimento reflete o momento do setor: “O que observamos são os próprios fornecedores direcionando equipamentos para o setor têxtil, que está super aquecido”. Ele destaca ainda que o interesse de fornecedores tem se intensificado no Nordeste, especialmente em Pernambuco, Bahia e Ceará, impulsionado por empresas globais de tecnologia. Entre os novos participantes está a Proarte Serigrafia, de Santa Cruz do Capibaribe, que estreia como expositora acompanhando a expansão do evento. A diretora comercial Fábia Bento explica a decisão: “A gente viu a necessidade de expor porque, como dizem, quem não é visto não é lembrado. A Agreste Tex vem fazendo história no mercado de Pernambuco e está cada vez mais expandindo”. A empresa apresentará técnicas como serigrafia, DTF e sublimação, além de demonstrações ao vivo para o público. A SVC Laser, distribuidora oficial da Epson no Brasil, também ampliará sua participação na feira. De acordo com o diretor-geral Sérgio Amâncio, a estratégia é reforçar a conexão com o polo confeccionista da região, oferecendo soluções adaptadas a diferentes escalas de produção, com destaque para impressoras de sublimação e tecnologias como DTF e DTG. Com filial em Caruaru, a empresa vê o evento como oportunidade de aproximação com um dos principais centros têxteis do país. Organizada pelo Febratex Group, a Agreste Tex integra um portfólio responsável por impulsionar cerca de 40% dos negócios de máquinas têxteis no Brasil. Com mais de quatro décadas de atuação, o grupo aposta em inovação e sustentabilidade como pilares do setor. ServiçoAgreste Tex 2026📍 Local: Polo Caruaru (PE)📅 Data: 14 a 17 de abril🔗 Credenciamento: agrestetex.com.br

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