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Pernambuco inicia 2026 com alta na indústria, comércio e serviços, aponta Condepe/Fidem

Dados do IBGE indicam desempenho positivo nos principais setores da economia pernambucana em janeiro A economia de Pernambuco começou 2026 com desempenho positivo em diferentes frentes, segundo levantamento da Condepe/Fidem com base em dados do IBGE. Os indicadores mensais contemplam setores estratégicos como indústria, comércio, serviços e turismo, oferecendo um panorama detalhado da atividade econômica no estado. O maior destaque foi registrado na Produção Física Industrial, que avançou 27,7% em relação a janeiro do ano anterior, posicionando Pernambuco como líder nacional no indicador. No comércio varejista, o estado também apresentou desempenho expressivo, com crescimento de 4,0% frente a dezembro e alta de 7,7% na comparação anual, superando a média nacional e o desempenho de outros estados do Nordeste. No setor de serviços, Pernambuco registrou crescimento de 0,9% em relação ao mesmo período de 2025, mantendo resultado positivo mesmo diante de retrações observadas em estados vizinhos, como Bahia e Ceará. Já as atividades turísticas apresentaram avanço de 2,8% em 12 meses, indicando estabilidade e manutenção do setor em trajetória de crescimento moderado. “No conjunto dos dados, é possível observar que Pernambuco inicia 2026 com sinais positivos. São avanços que fortalecem a circulação de renda, dão mais segurança para investir e ajudam a criar um ambiente mais favorável para quem empreende, trabalha ou depende desses setores no dia a dia. Os indicadores servem justamente para transformar movimentos que às vezes parecem isolados em uma leitura clara do momento que o Estado está vivendo”, ressalta a diretora de Estudos, Pesquisas e Estatística da Condepe/Fidem, Heloísa Renatha. A análise consolidada pela Condepe/Fidem, a partir das informações disponibilizadas pelo IBGE, permite acompanhar o desempenho estadual em diferentes recortes temporais e compará-lo com outras unidades da federação, contribuindo para uma leitura mais precisa do cenário econômico pernambucano.

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Governo projeta superávit de US$ 72,1 bilhões na balança comercial em 2026

Estimativa do MDIC aponta crescimento das exportações e estabilidade do comércio exterior brasileiro, com avanço moderado nas importações (Com informações da Agência Brasil) O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que a balança comercial brasileira deve encerrar 2026 com superávit de US$ 72,1 bilhões. O valor representa uma alta de 5,9% em relação ao saldo positivo de US$ 68,1 bilhões registrado em 2025, refletindo a expectativa de crescimento tanto das exportações quanto das importações no período. De acordo com a estimativa divulgada pelo governo, as exportações devem atingir US$ 364,2 bilhões em 2026, enquanto as importações estão projetadas em US$ 292,1 bilhões. O desempenho considera um cenário internacional ainda marcado por incertezas, mas sustentado por indicadores internos como atividade econômica, taxa de câmbio e consumo. Segundo o diretor de estatísticas e estudos de comércio exterior do MDIC, Herlon Brandão, o contexto global impõe desafios, mas os modelos seguem indicando estabilidade. Ele afirmou: “Sabemos que o cenário internacional tem desafios, mas pelas informações que temos até agora, olhando atividade econômica, taxa de câmbio e consumo, os modelos apontam para esse resultado”. Brandão também destacou a resiliência do comércio exterior brasileiro ao longo do tempo: “Por mais que tenha variações, olhando a direção e o patamar, observamos um comércio exterior brasileiro relativamente estável e resiliente a crises”. Os dados mais recentes da balança comercial mostram que o Brasil registrou superávit de US$ 6,4 bilhões em março, com exportações de US$ 31,6 bilhões e importações de US$ 25,2 bilhões. No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o saldo positivo chega a US$ 14,1 bilhões, acima dos US$ 9,6 bilhões apurados no mesmo período do ano anterior. O desempenho das exportações foi impulsionado principalmente pela indústria extrativa, enquanto as importações cresceram em diferentes categorias, com destaque para bens de consumo e bens de capital. As projeções oficiais são revisadas periodicamente e novas estimativas mais detalhadas devem ser divulgadas pelo MDIC ao longo do ano, com atualização prevista para julho, considerando a evolução do cenário global e seus impactos sobre o comércio exterior brasileiro.

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O desafio de empreender: como melhorar o ambiente de negócios?

O empreendedorismo em Pernambuco ainda encontra barreiras na burocracia, na fragilidade de uma cultura que estimule novos negócios e na escassez de apoio aos empresários. *Por Rafael Dantas Pernambuco tem grandes cases de empreendedorismo. As milhares de empresas do Polo de Confecções do Agreste são alguns exemplos dessa força, assim como as startups do Porto Digital. A pujante produção da Baterias Moura, em Belo Jardim, e de produtos alimentícios da Tambaú Alimentos, em Custódia, puxam a lista de corporações que já deram outros passos.  Porém, em meio a tantos sucessos, o ambiente de negócios estadual ainda é bastante desafiador. Essa é uma das constatações das discussões técnicas do projeto Pernambuco em Perspectiva, realizado pela Revista Algomais e pela Rede Gestão. Para o novo ciclo de desenvolvimento do Estado, garantir um empreendedorismo dinâmico é um fator considerado estratégico pelos especialistas que integram o corpo técnico da pesquisa. “Falar de empreendedorismo dinâmico é falar de ambiente de negócios”, resume o sócio da TGI e consultor Ricardo de Almeida. Ele ressalta que construir esse novo contexto não é algo abstrato, mas concreto. É preciso desenvolver caminhos para estimular o surgimento de novos talentos, a partir de uma cultura empreendedora, e para transformar ideias em resultados. A burocracia, o difícil acesso ao crédito e uma cultura ainda até certo ponto avessa ao empreendedorismo figuram entre os principais entraves enfrentados por quem deseja montar uma empresa no Estado. Na pesquisa do Mapa das Empresas, que mede o menor tempo médio de viabilidade entre os estados brasileiros (isto é, o tempo para confirmar se a empresa pode funcionar no local escolhido e usar o nome desejado), Pernambuco aparece apenas na 14ª posição nacional.  Apesar de estar longe dos destaques, houve uma recuperação nos últimos anos. A analista do Sebrae-PE, Priscila Lapa, lembra que, em 2021, o Estado chegou a ser classificado como o pior do País para fazer negócios no relatório Doing Business Subnacional, realizado pelo Banco Mundial. “Em 2021 foi a primeira mensuração subnacional e Pernambuco ficou em último lugar como o estado mais difícil para abrir uma empresa, o pior ambiente de negócio. Isso impactou muito na época, e o governo contratou a consultoria do próprio Banco Mundial para implementar melhorias. Houve, sim, um avanço, Pernambuco deu uma melhorada nesse ranking, mas ainda está longe de estar no topo entre os melhores”, afirmou Priscila Lapa. ENTRE A NECESSIDADE E A OPORTUNIDADE No atual relatório do Global Entrepreneurship Monitor 2025/2026, o Brasil ficou na 44ª posição entre 53 países do índice do NECI, que é um índice que avalia justamente o contexto empreendedor. No estudo, 71% dos brasileiros afirmaram empreender para ganhar a vida devido à escassez de empregos. Esse é um dado muito revelador. Embora o Brasil figure em alguns estudos com percentuais elevados de empreendedorismo, muitos desses negócios ganham corpo pela necessidade do empreendedor e não pela identificação de boas oportunidades. Uma realidade que é percebida pelos especialistas justamente pelas barreiras econômicas, motivacionais e estruturais de criar uma empresa em Pernambuco e no País. “A gente fala muito em empreendedorismo por necessidade, mas o fundamental é o empreendedorismo por oportunidade”, alertou Ricardo de Almeida. Segundo ele, um ambiente de negócios favorável é o que permite que essas oportunidades surjam e sejam aproveitadas. Nesse processo, educação e cultura empreendedora têm papel central ao transformar a necessidade em novos caminhos. Priscila Lapa considera que, apesar dos avanços recentes, no eixo institucional e regulatório, o ambiente de negócios segue fragmentado e burocrático. Pernambuco ainda apresenta dificuldades como baixa integração entre órgãos, com muitos municípios fora da RedeSim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios) e ainda sofre com a ausência de coordenação central.  De acordo com dados da Junta Comercial de Pernambuco, 133 municípios dos 184 do Estado aderiram à RedeSim. Ou seja, 51, sequer iniciaram uma transição para a simplificação dos processos, segundo a Lei 11.598, em vigor há quase 19 anos. Além disso, muitas das prefeituras integradas ao sistema têm indicadores baixíssimos. JOVENS ENTRE A PRESSA E O EMPREENDEDORISMO Uma pesquisa nacional de opinião pública encomendada pelo ICL (Instituto Conhecimento Liberta), e recém-realizada pela Ágora Consultores, com 9.497 entrevistas, mostra que 57% dos jovens de 16 a 29 anos preferem empreender a ter um emprego tradicional. Enquanto isso, 31% optam por estabilidade (como concurso público) e 11% preferem um emprego bem remunerado, sem riscos. O desejo pelo negócio próprio é mais forte entre homens (51%) e pessoas com ensino fundamental (49%). Além disso, quando comparado com outras faixas etárias, o desejo de abrir uma empresa vai caindo sistematicamente. O interesse dos jovens por seguir um caminho próprio, no entanto, não aparece como unanimidade nas pesquisas de opinião. O Mapa do Ensino Superior no Brasil, publicação anual do Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo), mostra que 31% dos alunos de centros universitários desejam criar o próprio negócio ou uma startup. Nas faculdades, o índice cai para 23,8% e, nas universidades, para 19,6%. Ainda assim, os números permanecem relevantes. Essa atração dos jovens por abrir o próprio negócio já é percebida pela professora da UPE (Universidade de Pernambuco) Paula Callado. Ela, que é gerente de inovação aberta e empreendedorismo na Agência de Inovação da UPE, considera que há mudanças de comportamento importantes entre os universitários, como a pressa por trabalhar, por causa da realidade econômica e de um perfil mais aberto a iniciativas próprias. A docente avalia que o perfil dos jovens é de maior ousadia e de enxergar mais possibilidades de carreira e renda do que gerações anteriores. “A realidade social e econômica termina trazendo um sentimento de urgência nos jovens para começar a trabalhar. Muitas vezes, eles acabam entrando em trabalhos de menor qualificação e remuneração. Por outro lado, dentro da universidade, percebo uma maior diversidade de perspectivas de caminho. Ainda existem os que querem trabalhar em grandes empresas, mas há um crescimento do interesse em empreender. Eles são uma geração mais corajosa.” Já Priscila, avalia

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Incentivos fiscais impulsionam emprego e renda no setor de alimentos e bebidas no Nordeste

Estudo da Sudene aponta crescimento de até 20,5% no emprego e retorno econômico superior ao valor investido por empresas Um estudo inédito da Sudene indica que a política de incentivos fiscais tem gerado efeitos positivos no setor de alimentos e bebidas na região. De acordo com o levantamento, empresas beneficiadas registraram aumento médio de até 20,5% no emprego e de 24% na massa salarial, além de apresentar retorno econômico superior ao custo dos incentivos. Para cada R$ 1 investido, foi gerado mais de R$ 1 em efeitos na economia. Realizada em parceria com a Universidade Federal de Viçosa, a pesquisa analisou dados entre 2010 e 2023 e reforça o papel da política como instrumento de estímulo à produção, ao investimento e à redução de desigualdades regionais. Ao todo, foram avaliadas 575 empresas instaladas em 241 municípios da área de atuação da Sudene, que juntas mobilizaram R$ 23,7 bilhões em investimentos, com 833 concessões de incentivos fiscais no período. Os resultados também indicam a geração de mais de 380 mil empregos diretos ao longo dos anos analisados, evidenciando o impacto da política na dinamização econômica. Além disso, o estudo aponta a interiorização dos investimentos, com presença das empresas beneficiadas fora dos grandes centros urbanos, contribuindo para descentralizar o desenvolvimento regional, apesar da maior concentração de recursos em estados como Pernambuco e Bahia. Segundo o coordenador-geral de Estudos e Pesquisas da Sudene, o economista José Farias, a avaliação considerou critérios como eficiência, eficácia e efetividade dos incentivos. “O resultado foi robusto, mostra que os incentivos têm seu valor e criam oportunidades para o Nordeste”, afirmou. Outro ponto destacado é o impacto na estrutura das empresas. Pesquisa de campo realizada pela universidade identificou aumento do faturamento, com maior presença de empresas acima de R$ 100 milhões, além de crescimento nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e avanço na modernização produtiva. Os dados indicam que os incentivos também influenciam decisões estratégicas de expansão e fortalecimento do setor na região.

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Agreste Tex 2026 projeta crescimento e amplia protagonismo do polo têxtil de Pernambuco

Feira no Polo Caruaru deve reunir mais de 300 marcas e movimentar o setor com foco em inovação, impressão gráfica e soluções para a indústria de confecção A oitava edição da Agreste Tex será realizada entre os dias 14 e 17 de abril, no Polo Caruaru, no Agreste pernambucano, com a expectativa de ampliar a relevância regional da indústria têxtil. Considerada uma das principais vitrines tecnológicas do Norte e Nordeste, a feira deve reunir mais de 300 marcas expositoras, mantendo um alto índice de fidelização: cerca de 90% das empresas participantes da edição anterior confirmaram presença. Em 2024, o evento movimentou mais de R$ 300 milhões em negócios e atraiu aproximadamente 12,2 mil visitantes. Um dos destaques da edição de 2026 é o avanço do segmento de impressão gráfica dentro da feira, com o número de expositores dobrando em relação a 2024. Para o gerente executivo da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), Rogério Camilo, o crescimento reflete o momento do setor: “O que observamos são os próprios fornecedores direcionando equipamentos para o setor têxtil, que está super aquecido”. Ele destaca ainda que o interesse de fornecedores tem se intensificado no Nordeste, especialmente em Pernambuco, Bahia e Ceará, impulsionado por empresas globais de tecnologia. Entre os novos participantes está a Proarte Serigrafia, de Santa Cruz do Capibaribe, que estreia como expositora acompanhando a expansão do evento. A diretora comercial Fábia Bento explica a decisão: “A gente viu a necessidade de expor porque, como dizem, quem não é visto não é lembrado. A Agreste Tex vem fazendo história no mercado de Pernambuco e está cada vez mais expandindo”. A empresa apresentará técnicas como serigrafia, DTF e sublimação, além de demonstrações ao vivo para o público. A SVC Laser, distribuidora oficial da Epson no Brasil, também ampliará sua participação na feira. De acordo com o diretor-geral Sérgio Amâncio, a estratégia é reforçar a conexão com o polo confeccionista da região, oferecendo soluções adaptadas a diferentes escalas de produção, com destaque para impressoras de sublimação e tecnologias como DTF e DTG. Com filial em Caruaru, a empresa vê o evento como oportunidade de aproximação com um dos principais centros têxteis do país. Organizada pelo Febratex Group, a Agreste Tex integra um portfólio responsável por impulsionar cerca de 40% dos negócios de máquinas têxteis no Brasil. Com mais de quatro décadas de atuação, o grupo aposta em inovação e sustentabilidade como pilares do setor. ServiçoAgreste Tex 2026📍 Local: Polo Caruaru (PE)📅 Data: 14 a 17 de abril🔗 Credenciamento: agrestetex.com.br

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Governo lança pacote para conter alta dos combustíveis com subsídios e redução de impostos

Medidas incluem apoio ao diesel, gás de cozinha e setor aéreo, além de punições para aumentos abusivos de preços O Governo Federal do Brasil anunciou nesta segunda-feira (6) um pacote de medidas para reduzir os impactos da alta dos combustíveis, pressionados pela guerra no Oriente Médio. O conjunto inclui uma medida provisória, um projeto de lei e decretos assinados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com foco em aliviar custos para consumidores, garantir o abastecimento e reduzir efeitos sobre setores produtivos. Entre as principais ações está a criação de subsídios para o diesel e o gás de cozinha. A proposta prevê uma subvenção de R$ 1,20 por litro para a importação de diesel, dividida entre União e estados, válida inicialmente por dois meses e com custo que pode chegar a R$ 4 bilhões. Também foi anunciada uma subvenção adicional de R$ 0,80 por litro para o diesel produzido no país, estimada em R$ 3 bilhões mensais. Além disso, o governo zerará impostos federais sobre o biodiesel e o querosene de aviação, enquanto o gás liquefeito de petróleo terá subsídio de R$ 850 por tonelada para importação. Para compensar o impacto fiscal das medidas, a equipe econômica detalhou novas fontes de arrecadação. Entre elas estão o Imposto de Exportação de 12% sobre o petróleo, o aumento do Imposto de Renda Pessoa Jurídica e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido das empresas do setor, além da elevação da arrecadação com leilões de petróleo. Também está prevista a alta do Imposto sobre Produtos Industrializados sobre cigarros, com expectativa de gerar R$ 1,2 bilhão adicional em 2026. O pacote inclui ainda medidas voltadas ao setor aéreo, com até R$ 9 bilhões em crédito para companhias, operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e pelo Fundo Nacional de Aviação Civil. Também haverá isenção de PIS e Cofins sobre o querosene de aviação e adiamento de tarifas de navegação aérea, buscando reduzir custos operacionais em meio à alta internacional dos combustíveis. Na área de fiscalização, o governo prevê o endurecimento das regras contra aumentos abusivos de preços. Um projeto de lei propõe pena de 2 a 5 anos de prisão para essa prática, enquanto a medida provisória autoriza a interdição de postos que elevarem preços de forma irregular. A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis terá atuação reforçada, e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica passará a ser obrigatoriamente informado sobre suspeitas de violação da concorrência. O objetivo é conter distorções e reduzir os efeitos das oscilações do mercado global sobre os preços internos.

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Pernambuco registra alta de 15,6% na busca por crédito

Estado acompanha avanço regional da demanda por crédito, impulsionada principalmente por consumidores de menor renda A busca por crédito em Pernambuco cresceu 15,6% no acumulado dos 12 meses até janeiro de 2026, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. O resultado coloca o estado na quinta posição entre os maiores avanços do Nordeste, em um cenário de expansão generalizada da procura por recursos financeiros na região. Todas as Unidades Federativas nordestinas registraram aumento na demanda por crédito no período. Os maiores crescimentos foram observados em Alagoas (20,6%), Piauí (19,1%), Sergipe (17,7%) e Paraíba (17,6%), com Pernambuco aparecendo na sequência. No Brasil, a procura por crédito avançou 15,7% no mesmo intervalo. O movimento foi puxado, principalmente, pelas faixas de renda mais baixas: consumidores que ganham até dois salários mínimos registraram alta de 21,7%, a maior entre todos os grupos analisados. Já as rendas mais elevadas também apresentaram crescimento relevante, com variações de 19,8% (de 5 a 10 salários mínimos) e 19,2% (acima de 10 salários mínimos). Para a economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, o comportamento da demanda reflete as condições econômicas atuais. “A análise do acumulado em 12 meses indica que a demanda por crédito permanece resiliente, mesmo em um ambiente de juros elevados e maior restrição na concessão. No entanto, essa sustentação ocorre em um contexto de deterioração do perfil do crédito. Dados do Banco Central mostram uma desaceleração mais acentuada na concessão de linhas não rotativas, tradicionalmente associadas a juros mais baixos e prazos mais longos, enquanto as linhas rotativas, de custo significativamente mais elevado, apresentam maior resiliência na concessão. Esse padrão sugere que a manutenção do crédito está associada ao uso de instrumentos de curto prazo para recomposição de liquidez e ajuste do orçamento, especialmente entre consumidores de menor renda, em um contexto de desaceleração da atividade e maior pressão sobre a renda disponível.” Na comparação anual, a demanda por crédito no país cresceu 25,3% em janeiro de 2026 frente ao mesmo mês do ano anterior, mantendo-se em patamar elevado do ponto de vista histórico. O dado indica que, apesar das condições mais restritivas, a procura por crédito segue aquecida. A tendência que também se reflete em Pernambuco.

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Programa Pernambuco Artesão injeta R$ 1,5 milhão na economia criativa

Com investimento superior a R$ 1,5 milhão, o novo ciclo do Programa Pernambuco Artesão começa em abril com atuação em nove territórios e meta de atender até 700 profissionais. A iniciativa do Sebrae/PE e da Adepe amplia a cobertura estadual, incluindo Fernando de Noronha, Carpina e Sirinhaém, e prevê ações até agosto, após já ter alcançado cerca de 900 artesãos em 2025. O setor reúne mais de 17 mil artesãos cadastrados no Estado. A nova etapa deve fornecer formação em gestão, design e vendas, com base em estudo recente (2023-2025) que identificou dificuldades como precificação e inserção comercial. As inscrições devem ser feitas no link: https://www.sympla.com.br/evento/programa-pernambuco-artesao/3318180 Suape reforça agenda internacional com porto europeu O Complexo de Suape recebeu missão do Porto de Antuérpia-Bruges, segundo maior da Europa, em movimento estratégico para ampliar parcerias e rotas internacionais. A aproximação ocorre em meio às expectativas geradas pelo acordo Mercosul–União Europeia e pode impulsionar a atração de novos armadores, investimentos em infraestrutura e a consolidação de Pernambuco como hub logístico do Nordeste. LEGENDA: Armando Monteiro Bisneto apresenta maquete do complexo portuário à delegação do porto belga Vivix conquista Prêmio Nacional de Inovação  A Vivix Vidros Planos foi vencedora do Prêmio Nacional de Inovação na categoria Transformação Digital – Grandes Empresas, reconhecimento promovido pela Confederação Nacional da Indústria e pelo Sebrae que destaca organizações capazes de transformar inovação em ganhos concretos de competitividade. Parte do Grupo Cornélio Brennand, a companhia se destacou por sua jornada de digitalização iniciada em 2022, baseada na integração de dados industriais e no uso de inteligência artificial para otimizar processos, reduzir falhas e ampliar a eficiência operacional. Com mais de 75% das operações digitalizadas e investimentos robustos em tecnologia e sustentabilidade, a empresa se firma entre as líderes da indústria brasileira, ao lado de nomes como Embraer e Natura. Tambaú e Paixão de Cristo Pelo quarto ano consecutivo, a Tambaú Alimentos patrocina a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém. A empresa, sob a presidência de Hugo Gonçalves, é uma das indústrias alimentícias mais tradicionais do Nordeste, com mais de 60 anos de atuação. Atualmente, produz mais de 120 itens entre atomatados, catchup, conservas, doces, derivados de coco e condimentos, distribuídos para o varejo, atacado e food service. O principal destaque da marca é o catchup, que, segundo pesquisas da Scanntech, é o mais consumido no Nordeste há 10 anos consecutivos. Rede pernambucana Bessie Beauty Club cresce com modelo fast beauty e fatura R$ 16,7 milhões Fundado no Recife por duas mães e duas filhas, o Bessie Beauty Club vem crescendo no setor de beleza ao apostar no modelo fast beauty, com serviços rápidos e foco em praticidade. A marca já soma mais de 20 unidades entre abertas e em implantação no país e projeta chegar a 35 lojas em 2026. A franquia conquistou o selo de excelência da Associação Brasileira de Franchising neste ano. Com faturamento de R$ 16,7 milhões, a empresa pernambucana acompanha o crescimento do mercado no Nordeste ao investir em estratégias de fidelização, como clube de assinaturas, e em produtos próprios veganos. Pernambuco registra mais de 753 mil novas famílias beneficiadas pelo Gás do Povo O ampliou seu alcance em março e contemplou 753.802 novas famílias em março, com investimento superior a R$ 68,3 milhões. A iniciativa do garante a recarga gratuita do botijão de 13 kg para famílias de baixa renda e já atende cerca de 15 milhões de lares em todo o país. Com foco na redução da pobreza energética, o programa permite até seis recargas anuais, prioriza famílias chefiadas por mulheres, que representam 92% dos beneficiários no estado. Recife é selecionada por programa internacional para ampliar ações climáticas  f A Recife foi escolhida para integrar o Programa Mutirão Brasil, iniciativa das redes C40 Cities e Pacto Global de Prefeitos pelo Clima e Energia, com o projeto “Recolheita”, voltado à redução do desperdício de alimentos e à compostagem de resíduos orgânicos. A ação, conduzida pela Prefeitura, prevê ampliar até 2027 a coleta de alimentos e a produção de adubo para mais de 100 territórios agroecológicos, além de reduzir emissões de gases de efeito estufa. Desde 2023, o projeto já recolheu 395,4 toneladas de resíduos e produziu 176,5 toneladas de adubo, evitando cerca de 304 toneladas de emissões, consolidando-se como uma política pública que integra ação climática, economia circular e segurança alimentar. CRA-PE oferece vagas gratuitas para mestrado profissional em Gestão Pública na UFPE O Conselho Regional de Administração de Pernambuco firmou parceria com a Universidade Federal de Pernambuco para custear integralmente vagas no Mestrado Profissional em Gestão Pública para o Desenvolvimento do Nordeste (MGP), destinadas a administradores registrados e adimplentes no Conselho. As inscrições seguem até 19 de maio de 2026, por meio do sistema SIGAA, e exigem a apresentação do Teste ANPAD, realizado nos últimos dois anos. A iniciativa busca ampliar a qualificação dos profissionais e fortalecer a gestão pública na região, oferecendo uma oportunidade de formação sem custos para os selecionados. Fits de Goiana recebe selo nacional por impacto social e fortalecimento da saúde pública A Fits (Faculdade Tiradentes), em Goiana, está entre 129 instituições do País reconhecidas nacional e internacionalmente por ações de impacto social, com o Selo ODS Educação 2025, do Instituto Selo Social. As iniciativas envolvem a comunidade acadêmica e seguem metas da Agenda 2030 da ONU. No município, além de formar novos médicos, a instituição do Grupo Tiradentes incentiva a fixação desses profissionais no interior e contribui para o fortalecimento da saúde pública na Mata Norte. Entre as ações, estão o reforço no atendimento e o repasse de 10% da renda bruta anual para capacitação, compra de equipamentos e melhorias na estrutura dos serviços de saúde locais.

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Sebrae promove encontros no Recife dos setores de panificação e automotivo

Conexões Corporativas marca lançamento do projeto de Encadeamento Produtivo em Pernambuco O Sebrae/PE realiza, na próxima quarta-feira (8), no Recife, mais uma edição do Conexões Corporativas, iniciativa que busca aproximar pequenos negócios de grandes empresas em Pernambuco. A programação também marca o lançamento do projeto de Encadeamento Produtivo, voltado à inserção de empreendedores nas cadeias de valor de médias e grandes companhias. Ao longo do dia, dois encontros serão realizados com foco em setores estratégicos. Às 16h, o debate será direcionado ao segmento de panificação, reunindo empresários de padarias, casas de bolo e fabricantes de bolachas, com a participação do Grande Moinho Cearense como empresa-âncora. Já às 19h30, será a vez da cadeia automotiva, com a presença da Ekko Parts e empreendedores de oficinas, lanternagem, pintura e manutenção de veículos. A iniciativa integra uma estratégia nacional do Sebrae que busca qualificar pequenos fornecedores e conectá-los a clientes estratégicos. O projeto de Encadeamento Produtivo atua no desenvolvimento desses negócios, estimulando ganhos de competitividade, inovação e melhoria de processos, além de facilitar o acesso a novos mercados. Nesse contexto, empresas-âncora como o Grande Moinho Cearense e a Ekko Parts desempenham papel central ao compartilhar conhecimento, apoiar financeiramente as ações e contribuir para o fortalecimento das cadeias produtivas. O Sebrae/PE atua como articulador da iniciativa, oferecendo consultorias, capacitações e soluções voltadas à gestão e inovação, além de acompanhar toda a jornada de desenvolvimento dos participantes. “Esperamos que os participantes saiam do encontro com uma compreensão clara sobre o Encadeamento Produtivo e tenham acesso a uma jornada estruturada, voltada ao desenvolvimento dos seus negócios. A proposta é fortalecer a gestão, a inovação e a competitividade das empresas, com o apoio do Sebrae e das empresas-âncora”, destaca Henrique Malaquias, gestor estadual de Indústria do Sebrae/PE. Serviço Conexões CorporativasData: 08 de abrilHorários: 16h – Grande Moinho Cearense | 19h30 – Ekko PartsLocal: sede do Sebrae/PE (Rua Tabaiares, 360, Ilha do Retiro, Recife)

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Gestão pública eficiente depende de planejamento, tecnologia e qualificação do Estado, diz economista

Edgard Leonardo analisa gargalos em Pernambuco e aponta reformas estruturais para impulsionar desenvolvimento e reduzir desigualdades A busca por uma gestão pública mais eficiente e eficaz passa, necessariamente, pela capacidade do Estado de entregar resultados concretos à população, com uso racional dos recursos disponíveis. Para o economista Edgard Leonardo, esse modelo exige planejamento estratégico, foco em metas e uso intensivo de tecnologia, além de mecanismos de transparência e participação social que aproximem o poder público das demandas reais da sociedade. Na entrevista, o especialista avalia que Pernambuco ainda enfrenta entraves estruturais que limitam o desempenho da administração pública, como burocracia excessiva, desigualdades regionais e fragilidades na capacidade técnica de gestão, sobretudo nos municípios. Ao mesmo tempo, ele aponta caminhos para um salto de qualidade nas próximas décadas, com investimentos em infraestrutura, transformação digital e fortalecimento institucional como pilares para um novo ciclo de desenvolvimento no estado. Quando falamos de uma gestão pública eficaz e eficiente, de forma concreta, o que seria? Uma gestão pública eficaz e eficiente concretiza-se na capacidade do Estado de entregar bens e serviços de qualidade à população, utilizando de forma racional os recursos públicos disponíveis e alcançando os objetivos previamente definidos. Trata-se de um conceito ancorado no princípio da eficiência, incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro por meio do artigo 37 da Constituição Federal, especialmente após a Emenda Constitucional nº 19/1998. Do ponto de vista analítico, distingue-se eficácia de eficiência. A eficácia refere-se ao grau de alcance das metas e objetivos das políticas públicas, enquanto a eficiência diz respeito à relação entre os resultados obtidos e os recursos empregados, ou seja, à capacidade de produzir mais e melhores resultados com menor custo relativo. Essa distinção é amplamente discutida na literatura de administração pública e foi reforçada pelas reformas inspiradas na chamada Nova Gestão Pública, que introduziu uma orientação mais clara para resultados, mensuração de desempenho e accountability. Na prática, uma gestão pública eficaz e eficiente se materializa por meio de três pilares principais. O primeiro é o planejamento estratégico associado à gestão por resultados, com definição clara de metas, monitoramento contínuo por indicadores e avaliação sistemática de impacto. O segundo é a otimização de recursos, que envolve o uso intensivo de tecnologias, digitalização de processos e aprimoramento dos mecanismos de controle e gestão fiscal. O terceiro é a transparência aliada à participação social, garantindo prestação de contas e alinhamento das políticas às reais necessidades da população. Experiências recentes no Brasil demonstram que esses elementos são viáveis e produzem resultados concretos quando implementados de forma integrada, evidenciando que a eficiência na gestão pública não é um ideal abstrato, mas um atributo alcançável mediante capacidade institucional e governança adequada. Quais os principais gargalos que enfrentamos na gestão pública aqui em Pernambuco atualmente? Os gargalos da gestão pública em Pernambuco refletem, em grande medida, desafios estruturais do federalismo brasileiro, combinados com especificidades regionais. Entre os principais entraves, destacam-se a burocracia excessiva, limitações de infraestrutura, desigualdades territoriais e fragilidades na capacitação técnica de gestores, especialmente no nível municipal. A burocracia administrativa ainda representa um obstáculo significativo à eficiência estatal. Procedimentos complexos e excessivamente formais, particularmente nas áreas de compras públicas e execução orçamentária, reduzem a agilidade da ação governamental e podem elevar custos. Embora a burocracia tenha função de controle e legalidade, sua rigidez, quando não acompanhada de modernização, compromete a capacidade de resposta do Estado. No campo estrutural, persistem limitações importantes de infraestrutura logística e produtiva. A baixa integração multimodal, gargalos no transporte e a lentidão na implementação de projetos estratégicos dificultam o escoamento da produção e reduzem a competitividade regional. Além disso, há forte concentração econômica em áreas específicas, como a Região Metropolitana do Recife e polos dinâmicos como Petrolina, enquanto grande parte do interior permanece dependente de transferências governamentais. Outro ponto crítico é a capacidade institucional dos entes subnacionais, especialmente das pequenas prefeituras. Muitos municípios enfrentam dificuldades na elaboração, execução e monitoramento de políticas públicas, em razão de limitações técnicas e gerenciais. Indicadores de gestão municipal apontam fragilidades recorrentes em áreas como planejamento, gestão fiscal e captação de recursos. Assim, os gargalos não se restringem à escassez de recursos, mas envolvem sobretudo desafios de governança, coordenação federativa e desenvolvimento de capacidades estatais. Quais reformas estruturais Pernambuco precisa enfrentar para dar um salto de qualidade na gestão pública nas próximas décadas? Para promover um salto qualitativo na gestão pública nas próximas décadas, Pernambuco precisa avançar em um conjunto de reformas estruturais interdependentes, que articulem modernização do Estado, desenvolvimento econômico e redução de desigualdades regionais. A primeira dimensão refere-se à infraestrutura logística e digital. A conclusão de projetos estratégicos de transporte, aliada à ampliação da conectividade digital e à universalização de serviços essenciais como saneamento, é fundamental para reduzir custos sistêmicos e ampliar a competitividade da economia estadual. Infraestrutura, nesse sentido, não é apenas um vetor econômico, mas também um elemento central de inclusão social. A segunda dimensão envolve a melhoria do ambiente de negócios, com foco na desburocratização e simplificação regulatória. A digitalização de serviços públicos, a modernização dos processos licitatórios e a redução de entraves administrativos são medidas que aumentam a produtividade, atraem investimentos e fortalecem a transparência. Pernambuco já dispõe de um ecossistema relevante de inovação, que pode ser melhor explorado como indutor de transformação do setor público. A terceira dimensão diz respeito à diversificação e interiorização do desenvolvimento econômico. O turismo, por exemplo, possui grande potencial, mas ainda é concentrado em áreas específicas do litoral. A estruturação de arranjos produtivos locais no interior, especialmente nos setores agroindustrial e logístico, pode reduzir assimetrias regionais e promover maior dinamismo econômico.Por fim, é fundamental avançar na qualificação da gestão pública, com investimento contínuo na formação de gestores, fortalecimento de carreiras técnicas e institucionalização de práticas de gestão por desempenho. Sem capacidade estatal qualificada, reformas estruturais tendem a perder efetividade. Que exemplos nacionais ou internacionais de gestão pública poderiam inspirar um novo ciclo de desenvolvimento para Pernambuco e quais seriam os primeiros passos para essa mudança? A experiência internacional e nacional oferece referências importantes para a construção de um

Gestão pública eficiente depende de planejamento, tecnologia e qualificação do Estado, diz economista Read More »