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Projeto de Requalificação da Casa Rosa é premiado

Anualmente o conselho de arquitetura de promove um concurso de idéias e projetos intitulado “Desafios do Patrimônio Cultural”, voltado a profissionais e estudantes que desenvolveram projetos voltados ao patrimônio histórico arquitetônico no estado de Pernambuco. Na edição desse ano a Casa Rosa, antigo Matadouro Municipal de Caruaru, teve o projeto de requalificação premiado, obtendo a segunda colocação. O projeto foi desenvolvido pelo arquiteto e urbanista Rodrigo Lucas, na época que ele fazia parte do corpo técnico da Prefeitura Municipal de Caruaru. O Antigo Matadouro Municipal foi inaugurado em 1927 e ocupa um lugar importante e de referência para os comerciantes e demais usuários do Parque 18 de Maio, onde funciona a Feira de Caruaru. A Casa Rosa, como é conhecida popularmente, compõe o conjunto de edificações estruturadoras do referido parque. O projeto arquitetônico de requalificação contemplou o novo uso de polo gastronômico, cultural e turístico e a concepção de um espaço flexível para diversas atividades propostas, sendo relevante preservar o grande vão central para receber exposições temporárias, mesas e cadeiras das lanchonetes, e espetáculos de dança e teatro; além da criação de um tablado para cumprir a função de palco para apresentações musicais e teatrais. O escopo também exigia um suporte para turistas, portanto foram propostas baterias de banheiros, com banheiros acessíveis, além de um espaço administrativo e almoxarifado.

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"Se todos estiverem vacinados e sem sintomas, pode-se tirar a máscara nos pequenos grupos familiares no Natal"

Após quase dois anos de pandemia e com o avanço da vacinação, o que se pode ou não fazer para evitar o contágio da Covid? Como se comportar nas reuniões familiares de fim de ano? E nas viagens de avião? Para esclarecer essas dúvidas, Cláudia Santos conversou com a infectologista Millena Pinheiro, supervisora médica da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Português. A especialista também comenta o que se sabe até agora sobre a nova variante Ômicron, analisa o ressurgimento de casos e mortes pelo coronavírus na Europa e ressalta que os casos da doença que chegam hoje ao hospital são, em sua maioria, mais brandos. “As formas, mesmo as graves, estão ficando mais leves, por causa da vacina. E sempre que alguém se interna e é grave, é uma pessoa que não se vacinou”. Como a senhora analisa o cenário da Covid no Brasil e em Pernambuco? Em Pernambuco, estamos numa estabilidade de casos graves, agudos, leves e também de óbitos. Há uma quantidade baixa de casos, que não deixam de surgir, mas não estão acarretando sobrecarga aos hospitais. Mas existe o viés de que testamos menos que os países da Europa, porém, se há vírus circulando, ele deve ser responsável por casos muito leves ou assintomáticos que não estão chegando ao sistema de saúde. Temos quase 74% da população de Pernambuco vacinada (dado referente ao dia 29/11), então, provavelmente, isso seja um bloqueio para a disseminação do vírus. Acho que o Brasil vem acompanhando a mesma média. Muitos Estados estão liberando a circulação de pessoas. Essa é a grande questão do momento: o que vai acontecer com esse aumento de circulação de pessoas em ambientes fechados, como shows? Isso está causando uma grande polêmica, com as entidades se posicionando contra, como o Cremepe e o Sindicatos dos Médicos em Pernambuco. Diante desse novo momento da pandemia, o que se pode e não se pode fazer? O que se deve fazer: continuar usando máscaras, principalmente quando você sai de casa. Na sua residência, em reuniões familiares com um grupo pequeno de pessoas, estando todos vacinados, sem queixas ou sintomas, você pode tirar a máscara. Agora, num local onde você não conhece as pessoas, não sabe se elas estão vacinadas completamente, ou estão com algum sintoma, a melhor maneira de controlar essa situação é o uso de máscara. As pessoas devem se vacinar, oferecer ajuda, orientação para quem não se vacinou completamente, ponderar bastante o impacto que possa ter ao participar desses eventos divulgados na mídia: você tem grupo de risco em casa? Você está completamente vacinado? Esse show ou evento vai pedir comprovante de vacinação com pré-requisito para a entrada? Sei que as pessoas estão cansadas, muitas estão depressivas, querem voltar a ter um convívio social, porém chegamos até aqui e a nossa tendência é não regredir. Se a gente regredir, em alguma medida será um impacto ruim para todos. É um momento de muita precaução. Quais os cuidados que se deve tomar nos encontros de final de ano, como o Natal? Esse questionamento foi muito discutido no ano passado, quando estávamos com uma circulação maior do vírus, começando a subir o número de casos e, por isso, recomendamos que fossem feitos pequenos grupos, no máximo 10 pessoas, que estivessem sem sintomas, que preferencialmente se evitasse a presença de grupos de risco e idosos, mas caso estivessem presentes, tivessem distanciamento das demais pessoas. Todos deveriam usar máscaras, porque ainda não estávamos vacinados. Este ano o que pode mudar: agora que estamos vacinados, podemos aumentar o nosso grupo familiar que vai participar dessas reuniões para um pouco acima de 10 pessoas, e tirar a máscara, desde que todos estejam vacinados, sem sintoma, mas mantendo os cuidados de higienização das mãos. As crianças presentes devem estar bem de saúde, sem queixas. Às vezes, desconsideramos uma coriza, “é só o narizinho escorrendo”. Se tiver mesmo um sintoma leve, coriza, tosse mais persistente, espirro, elas devem evitar o contato com os idosos e pessoas do grupo de risco, porque as crianças abaixo de 12 anos não foram vacinadas. Os idosos devem, de preferência, ficar em ambientes mais ventilados. As pessoas podem se cumprimentar? Sim, mas, principalmente, idosos muito frágeis ou alguém que seja do grupo de risco, como um paciente oncológico, devem ser cumprimentados de uma forma mais distante ou passar álcool nas mãos antes de cumprimentá-los. Deve-se evitar falar muito próximo do outro, se for um idoso muito frágil ou um paciente em tratamento quimioterápico evitar beijar no rosto. Beije no ombro. O ideal é ficar próximo, mas sem precisar tocar. Leia a entrevista completa na edição 189.1 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Recife ganhará mais 4 quilômetros de ciclovia

Da Prefeitura do Recife Na madrugada desta terça-feira (7), o prefeito do Recife, João Campos, vistoriou o início da implantação de nova malha cicloviária na cidade. Para avançar ainda mais na construção de uma rede ciclável acessível aos seus cidadãos, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Política Urbana e Licenciamento (Sepul) e da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), implantará uma nova rota cicloviária, dessa vez na Avenida João de Barros (4 km), grande ponto de interesse de quem se desloca pela Zona Norte. O equipamento será implantado em duas etapas até fevereiro de 2022. A Rua Nunes Machado, no bairro da Soledade, também receberá uma nova ciclofaixa, que vai fazer ligação com os bairros do centro. Ao todo, serão 77 km de rotas cicláveis interligadas entre a Zona Norte e o Centro do Recife. A implantação vai beneficiar mais de 2.100 ciclistas que trafegam diariamente na Avenida João de Barros, um número que tende a aumentar com a nova infraestrutura. Com o novo equipamento, o Recife passará a ter 163 km de malha cicloviária, o que representa um aumento de 580% desde 2013, quando havia 24 km. Em 2021, foram implantados 19 km de novas estruturas cicloviárias, priorizando, especialmente, a conexão entre as rotas. “Estou aqui na Avenida João de Barros acompanhando a implantação da mais nova rota de ciclofaixa da nossa cidade. Serão 4 km e com isso a gente consegue expandir e interligar a rede ainda mais. O primeiro módulo está sendo feito agora; e em fevereiro do próximo ano, a gente faz a conclusão de todo esse circuito”, compartilhou o prefeito João Campos. “É um compromisso nosso ter um olhar atento para a mobilidade ativa, sobretudo, para o pedestre, para o ciclista. Então, a gente tem um pacote de investimentos de ampliação da rede de ciclofaixa, de ciclovias e também de melhorias das calçadas. É muito bom a gente ver essas ações sendo planejadas e executadas como a que a gente vê aqui hoje”, continuou o gestor. A primeira etapa seguirá a partir da Rua Nunes Machado, passando pela Avenida João de Barros até a Rua Doutor Leopoldo Lins, seguindo até a Rua Doutor Carlos Chagas para se conectar à 2ª etapa da Ciclovia Jornalista Graça Araújo. Já a segunda etapa da Ciclofaixa João de Barros será implantada até fevereiro de 2022 ao longo da pista local da Avenida Governador Agamenon Magalhães. Além disso, a nova ciclofaixa vai contemplar a Rua Quarenta e Oito, Avenida João de Barros e Rua da Hora, onde se conecta com a Ciclofaixa Amélia, se prolongando para Rua Marquês do Paraná, fazendo conexão com a Ciclofaixa Othon Paraíso. As conexões que o novo equipamento vai proporcionar acesso aos bairros do Torreão, Campo Grande, Graças, Espinheiro, Santo Amaro, Boa Vista e Bairro do Recife. “A Avenida João de Barros é um corredor de extrema importância para estabelecer mais uma ligação entre a Zona Norte e o Centro do Recife, o que vai garantir a ampliação da malha cicloviária, trazendo as estruturas para perto das pessoas, garantindo mais segurança viária e estimulando a mobilidade sustentável no dia a dia dos cidadãos”, destaca a presidente da CTTU, Taciana Ferreira. MANUTENÇÃO – Além do avanço na implantação da malha cicloviária, a Prefeitura do Recife atua, ainda, na manutenção dos equipamentos. Em 2021, foram realizadas manutenção em mais de 30 km de ciclofaixa, atendendo às rotas Setúbal, Arquiteto Luiz Nunes, Tiradentes, Afonso Olindense, Josias de Albuquerque e José dos Anjos. AVANÇOS NA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL - A Prefeitura do Recife tem avançado na construção de projetos que garantam a democratização do espaço público para todos os meios de transporte e, principalmente, que protejam os mais frágeis no trânsito - que são os ciclistas e pedestres - para garantir mais segurança viária. Atendendo a regulamentação do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os trechos de ciclofaixa têm a velocidade regulamentada da via em 40 km/h ou sua manutenção na velocidade menor, enquanto os de ciclorrota, onde os espaços dos veículos motorizados e não motorizados são compartilhados, são adaptados para 30 km/h. Fotos: Marcos Pastich/ PCR

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O emocional das equipes no pós-pandemia

Com a pandemia da Covid-19, veio à tona uma nova realidade com fortes impactos emocionais com os quais não estávamos acostumados a lidar no nosso dia a dia: o medo constante da morte e da perda, o imprevisível indesejado, o sentimento de impotência diante de fatos fora do nosso controle. Tudo isso passou a habitar o nosso cotidiano, provocando num grande número de pessoas, de faixas etárias diversas, distúrbios de natureza emocional como ansiedades, crises de pânico, entre tantos outros. Neste momento em que as organizações traçam seus planos de retomada, o que necessariamente implicará em realizar adequações para enfrentar os desafios do chamado novo normal, é importante dar atenção a essas sequelas emocionais que poderão afetar com maior ou menor intensidade os integrantes de suas equipes. Um estudo da The School of Life – referência em ensino sobre inteligência emocional – feito em parceria com a Robert Half Talent Solutions – empresa de recrutamento especializado – entrevistou 491 profissionais em atividade de diferentes regiões do Brasil (296 líderes e 195 liderados), entre 15 de julho e 10 de agosto de 2021. Mapeou, entre outros aspectos, os principais impactos da pandemia na saúde mental dos participantes, tendo chegado aos seguintes resultados em relação a cada um dos grupos, considerando opções em múltipla escolha:  A relação dos impactos na saúde mental dos líderes é a seguinte: ansiedade (63,51%); estresse (47,64%); insônia (27,36%); burnout (distúrbio psíquico causado pela exaustão extrema) (19,59%); e depressão (9,80%).  Já entre os liderados aparecem: ansiedade (64,10%); desânimo (51,79%); estresse (46,15%); insônia (16,41%); depressão (10,26%); e burnout (8,72%). Considerando o total, somente 12,50% dos ocupantes de cargos de liderança e 7,69% dos liderados disseram não terem sido atingidos emocionalmente pela pandemia. O fato da ansiedade estar no topo da lista de efeitos negativos, segundo os analistas do estudo, é muito preocupante por ser a causa da “grande maioria dos nossos bloqueios mentais” e a “grande inimiga dos bons pensamentos”. De fato, a ansiedade, independentemente de sua origem pessoal ou ocupacional, pode afetar o rendimento de um profissional, dificultando sua interação com os colegas de trabalho, provocando a baixa autoestima, a queda da produtividade e outras consequências graves que prejudicam o desenvolvimento da sua função e da sua carreira, produzindo reflexos nos resultados da empresa como um todo. Essa relação de interdependência associada a outros índices resultantes do estudo, como o fato de que parte dos entrevistados (em torno de 15% nos dois grupos) assumirem que não cuidam pessoalmente de sua saúde mental e emocional, têm sido um aviso para que as empresas adotem iniciativas que atenuem tais problemas e suas consequências. A elevação dessas ocorrências de natureza emocional, ao lado das novas adaptações necessárias para o trabalho em home office, ou as exigências para a segurança do trabalho presencial, constitui um novo grande desafio para os gestores de equipes que precisam usar de forma competente a sua habilidade de lidar com pessoas e de administrar essas situações atípicas. As medidas facilitadoras podem ser de diversas naturezas, sempre com o objetivo de promover a reintegração, o engajamento, o reforço à comunicação, ficando atento, se necessário, à necessidade de ajuda profissional. *Fátima Guimarães é sócia da TGI Consultoria em Gestão

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Willian Rigon: "Uma cidade que atrai negócios, atrai empregos e movimenta a economia"

Três cidades pernambucanas surgiram en destaque no ranking da Urban Systems entre os melhores destinos para se fazer negócios. Na reportagem de capa desta semana da Revista Algomais tratamos sobre a competitividade municipal e um pouco da experiência do Recife, de Igarassu e de Petrolina. Publicamos hoje a conversa com Willian Rigon, sócio e diretor de marketing da Urban Systems, que fala sobre o que torna uma cidade competitiva e comenta sobre o que levou Recife, Igarassu e Petrolina a se destacarem. Quais os principais critérios que tornam uma cidade competitiva para atrair negócios? Consideramos que as cidades precisam ter um ambiente favorável: confiança no consumo, crescimento econômico, um setor em estudo competitivo e demanda... assim, avaliamos estes critérios, direta ou indiretamente. E claro é importante entender também o impacto da pandemia e da vacinação nas nossas cidades, pois esta questão influencia as demais.   O Recife se destacou no ranking dos serviços, crescendo 40 posições na pesquisa deste ano. O que foi responsável por uma mudança tão grande da capital pernambucana nesse ranking? Diante dos critérios que vocês adotam, onde é possível melhorar ainda? O estudo anterior foi realizado em um momento em que a maioria das cidades brasileiras era impactada negativamente pela crise sanitária e pela crise econômica. A edição atual reflete um momento diferente para algumas cidades que fizeram sua “lição de casa” e ponderaram vacinação com segurança na abertura econômica. Recife já conta com mais de 55% de toda a população vacinada com o primeiro ciclo de vacinação, e dessa forma, sua reabertura econômica impactou positivamente o setor de serviços. Em 2020 constatamos a perda de 5,5 mil empregos no setor, em 2021 o crescimento no período foi de 11,8 mil empregos, não apenas repôs a queda, como apresentou crescimento, com a retomada de muitas atividades, dentre elas o turismo. (Os dados de vacinação são referentes a data de fechamento da pesquisa, o Recife possui atualmente uma taxa de vacinação completa de 73%).   Petrolina, no sertão, foi apontada como a principal cidade do País para se fazer negócios na agropecuária. Quais os principais indicadores que colocam Petrolina nessa posição de tanto destaque nacional? Mesmo liderando, há alguns indicadores que podem melhorar? Petrolina é uma cidade que já é destaque no setor agropecuário. Em 2021 notamos que a cidade registrou o dobro do saldo de empregos de 2020, 4,2 e 2,1 mil empregos, respectivamente. Os grandes destaques da cidade estão na produção associada a lavoura permanente e temporária, que são culturas diferentes, mas que apresentaram grande crescimento no último período analisado, e já vinham (no caso da lavoura permanente) de um crescimento no período anterior. A exportação de produtos Agro também teve um grande crescimento no último período analisado, fruto do aumento da produtividade e também da flutuação do câmbio. Apesar de analisar 3 eixos do setor agropecuário, não é necessário que a cidade tenha destaques nos 3 eixos, pois cada cidade tem sua vocação e oportunidade no setor.   Igarassu, que fica na região metropolitana do Recife, se destacou no setor industrial. O que torna essa cidade tão destacada na atração de negócios na indústria? Quais os pontos a serem melhorados? Igarassu se beneficia pela proximidade com a capital, sendo uma oportunidade para empresas e indústrias se instalarem em locais mais baratos, porém próximo do mercado consumidor final (fenômeno comum as demais regiões metropolitanas do país), além é claro do benefício em relação a proximidade do Porto de Suape. Alias, em termos de infraestrutura, este é um ponto positivo para a cidade, proximidades com Porto e Aeroporto. A cidade também registrou crescimento de 22,8% da exportação de itens industriais e saldo positivo de empregos no setor neste ano, próximo a 600 empregos, que para seu porte é bem representativo. Ponto positivo, em relação ao enfrentamento da pandemia esta na redução da Taxa de letalidade (mortos/infectados) da COVID-19 que passou para 5,61% e no ano anterior era de 13,85%. (Esses dados são do momento da pesquisa. De acordo com os dados da Prefeitura Municipal de Igarassu, a cidade não registra novos óbitos por Covid-19 há 3 meses). Como ser uma das melhores cidades do País para atrair negócios contribui para o desenvolvimento municipal, melhorando a qualidade de vida da população? Uma cidade que atrai negócios, atrai empregos e consequentemente movimenta a economia de uma cidade... é importante pensar o negócio, como algo que gira a economia como um todo e trabalha as sustentabilidades econômicas e sociais. Claro que o município precisa fazer a sua parte, oferecendo infraestrutura adequada e providenciando um ambiente legal confiável e desburocratizado. Para um gestor público que deseja fazer melhorar o seu desempenho na atração de negócios, qual o primeiro passo a ser dado? Primeiramente o gestor público precisa identificar sua vocações e potencializadas, para bem servir seus investidores, sem faltar com as questões básicas... Um bom gestor público, além dos itens acima mencionados, também pode trabalhar na atração de empresas dos clusters potenciais, na formação da mão de obra, por meio de convênios com escolas técnicas e universidades públicas, tornar o ambiente legal da sua cidade mais rápido, dinâmico e eficiente, e claro, trabalhar questões fiscais favoráveis, no caso de setores onde haja muita competitividade. . *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais, especialista em Gestão Pública e mestre em Extensão Rural e Desenvolvimento Local (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Nordeste: comitê recomenda proibição de festas de Réveillon e carnaval

Da Agência Brasil O Comitê Científico do Consórcio Nordeste recomendou a proibição de festas de Réveillon e carnaval na região por conta da variante Ômicron. De acordo com boletim da entidade, as festividades de fim de ano e a folia podem gerar aglomerações que intensificariam a transmissão do vírus e resultariam em uma nova onda de covid-19. O documento cita o quadro global e nacional atual da pandemia e “incertezas futuras existentes” e recomenda ainda intensificar a vacinação por meio da busca ativa de pessoas que não completaram o esquema vacinal; ampliar o ritmo da imunização por meio de estratégias como carro de som e aplicação das doses nas escolas; e manter o uso obrigatório de máscaras faciais. O comitê também defende medidas de proteção coletiva como a exigência do chamado passaporte da vacina para entrada em cinemas, teatros, estádios de futebol e outros. “Essas novas variantes podem não somente ser mais transmissíveis e mais patogênicas como também evadirem da imunidade produzida pelas vacinas. Não por acaso que a identificação recente de uma nova variante na África do Sul, denominada Ômicron, esteja gerando tamanha tensão e expectativas entre políticos, gestores e especialistas”, destacou o boletim.

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Em defesa do Pólo de Confecções de Pernambuco

Um acordo que tem por objetivo a eliminação dos impostos de importação com o Vietnã e Mercosul tem preocupado os empresários e representantes do setor de confecções de Pernambuco. O impacto da medida nas empresas locais pode gerar o fechamento de vários negócios e o encerramento de vários postos de trabalho, de acordo com a "Carta em defesa do Polo de Confecções de Pernambuco e da Cadeia Produtiva Nacional", publicada recentemente pelo setor. Publicamos abaixo o documento, que foi assinado por Bruno Bezerra (presidente da CDL - Santa Cruz do Capibaribe - PE), Josivan Ramos (presidente da Ascap - Santa Cruz do Capibaribe - PE), José Gomes Filho (Síndico do Moda Center – Santa Cruz do Capibaribe) e Valmir Ribeiro (Presidente da Câmara Setorial Têxtil e de Confecções de Pernambuco) . Carta em defesa do Polo de Confecções de Pernambuco e da Cadeia Produtiva Nacional A Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério da Economia, vem trabalhando nas negociações dos acordos de livre comércio entre “Mercosul e Vietnã” e “Mercosul e Indonésia”. Um acordo de livre comércio prevê a abertura mútua dos mercados por meio da eliminação do imposto de importação, conforme regras a serem negociadas, e envolve temas como: acesso a mercados de bens, regras de origem, medidas regulatórias, defesa comercial, desenvolvimento sustentável, entre outros. SOBRE VIETNÃ E INDONÉSIA Estes países são atores relevantes no comércio internacional de têxteis e confecções. A Indonésia exportou cerca de US$13,2 bilhões em produtos do setor em 2018, sendo a 3ª principal origem das importações brasileiras (2019). Já o Vietnã exportou US$36,6 bilhões em produtos e foi a 4ª principal origem de nossas importações no setor, em 2019. Ambos são grandes produtores/exportadores e estão muito integrados com outros países asiáticos como China e Coreia do Sul, tanto em comércio quanto em investimentos. O problema é que esses países possuem baixos níveis de ratificação de padrões internacionais de trabalho estabelecidos nas Convenções da Organização Internacional do Trabalho - OIT, gerando um padrão bem inferior ao do Brasil em questões relativas a salários, jornada e segurança do trabalho. Com isso, uma abertura de mercado por meio da eliminação do imposto de importação terá expressivos impactos negativos na geração de empregos e no fomento de negócios com a confecção brasileira. Com relação ao Polo de Confecções de Pernambuco, temos uma estimativa de 150.000 postos de trabalhos gerados diretamente em função da atividade confeccionista. Para se ter uma noção mais exata da robustez desse ecossistema empreendedor, apenas baseado na movimentação das feiras do Moda Center, milhares de pequenas unidades produtoras de 54 munícipios usam esse canal de vendas para escoar a produção de roupas semanalmente em Santa Cruz do Capibaribe. Tudo isso em uma das regiões mais desprovidas de recursos hídricos do Brasil. Com uma abertura de mercado por meio da eliminação do imposto de importação, boa parte do consumo da confecção brasileira perde espaço para os produtos importados. O resultado seria o fechamento de muitas empresas e, consequentemente, de milhares de postos de trabalho. Diante dos desafios sistêmicos já enfrentados pelas empresas brasileiras, considerando à falta de isonomia desses países em relação a aspectos fundamentais para competitividade, as entidades aqui representadas se manifestam de forma contrária aos acordos, que impactarão negativamente no nosso ambiente de negócios e na cadeia produtiva nacional. Consideramos de extrema importância que os atores políticos cheguem junto para fortalecer a representatividade, no Congresso Nacional, da “Frente Parlamentar Mista para o Desenvolvimento da Indústria Têxtil e de Confecção”, que trabalha na defesa dos interesses de uma das atividades produtivas mais importantes para a economia brasileira. Saudações empreendedoras, Bruno Bezerra (presidente da CDL - Santa Cruz do Capibaribe - PE) Josivan Ramos (presidente da Ascap - Santa Cruz do Capibaribe - PE) José Gomes Filho (Síndico do Moda Center – Santa Cruz do Capibaribe) Valmir Ribeiro (Presidente da Câmara Setorial Têxtil e de Confecções de Pernambuco)

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Economia brasileira cai 0,1% no terceiro trimestre deste ano

Da Agência Brasil O Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, recuou 0,1% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o trimestre anterior. O PIB, no período, somou R$ 2,2 trilhões. Na comparação com o terceiro trimestre de 2020, no entanto, houve uma alta de 4%. O PIB também acumula alta no período de 12 meses (3,9%). Na passagem do segundo para o terceiro trimestre deste ano, a queda foi puxada pelo setor agropecuário, que teve perdas de 8%. Segundo a pesquisadora Rebeca Palis, do IBGE, o resultado foi influenciado pelo encerramento da safra de soja, que fica mais concentrada no primeiro semestre do ano. “Como ela é a principal commodity brasileira, a produção agrícola tende a ser menor a partir do segundo semestre. Além disso, a agropecuária vem de uma base de comparação alta, já que foi a atividade que mais cresceu no período de pandemia e, para este ano, as perspectivas não foram tão positivas, em ano de bienalidade negativa para o café e com a ocorrência de fatores climáticos adversos na época do plantio de alguns grãos”, afirma a pesquisadora. A indústria manteve-se estável no período. Por outro lado, a alta de 1,1% do setor de serviços evitou um recuo maior do PIB no terceiro trimestre. A construção cresceu 3,9% e evitou uma queda da indústria. A alta dos serviços foi puxada por outras atividades de serviços (4,4%), informação e comunicação (2,4%), transporte, armazenagem e correio (1,2%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%). As atividades imobiliárias mantiveram-se estáveis, enquanto atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados e comércio tiveram quedas de 0,5% e 0,4%, respectivamente. Sob a ótica da demanda, a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, caiu 0,1%. O consumo das famílias cresceu 0,9%, enquanto o consumo do governo subiu 0,8%. No setor externo, houve quedas nas exportações (-9,8%) e importações (-8,3%) de bens e serviços. O IBGE também divulgou uma revisão do desempenho do PIB em 2020. A taxa de queda de 4,1%, informada anteriormente, foi corrigida para um decréscimo de 3,9%.

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Cuscuz Magrebe: O ancestral do nosso cuscuz

O cuscuz é o prato nacional do Magrebe, ou seja, Marrocos, Argélia e Tunísia. De procedência Berbere, o cuscuz é uma significativa especialidade local. O cuscuz, em si, é uma espécie de semolina extraída dos grãos do trigo. Até pouco tempo atrás, uma família carregava o moinho com o seu grão adquirido no mercado, porque vinha já macerado, processado finamente, segundo a preferência. Depois, em casa, a mulher colocava o grão em uma grande gamela de madeira, e pulverizando-o pouco a pouco com água,  esfregado entre os dedos de modo que cada grão se umedeça. Isto se faz para que os grãozinhos permaneçam separados durante o “sucessivo” cozimento a vapor. Hoje, por comodidade, quase todos adquirem a farinha já pronta. São infinitas as versões, regionais e familiares, deste prato. Cada vez é diferente: as mulheres colocam à prova, aí, todas as suas habilidades para variar as receitas, porém sendo fiéis à tradição. O cozimento do cuscuz é feito no vapor, numa panela especial que é colocada sobre uma caçarola que contém um guisado ou um caldo. Este guisado, em geral, é preparado com carne, habitualmente carneiro ou galinha, e diferentes legumes. Também, à parte, estão presentes o grão-de-bico, e às vezes, também uvas-passa. Frequentemente colore-se o caldo de vermelho com o uso de tomate, ou de amarelo com o açafrão. Também se colocam diferentes especiarias em quantidades de modo que não se reconheça especificamente cada uma. Frequentemente com parte do caldo se prepara um molho marcadamente picante com pimenta de Caiena ou “chili” – pimenta malagueta –, e um concentrado de pimentão vermelho chamado de “harissa” (pimentão vermelho picante, alho, coentro seco, sementes de cariz – alcaravia –, menta seca, folha de coentro fresco, sal, azeite de oliva). Este molho é servido à parte, colorindo com maior intensidade o prato, ou seja, mais apimentado, para aqueles que desejam o sabor mais inflamado e inebriante. Na cidade de Fez, Marrocos, os guisados de carne são mais leves: os ingredientes veem cozidos e condimentados com muita delicadeza. Na Tunísia e Argélia, são diferentes, são mais substanciosos e saborosos. A carne, e às vezes também os legumes, são antes corados em azeite de oliva. Os tunisianos parecem preferir os molhos decisivamente picantes, e por isso colocam pimenta de Caiena e “chili”. Os argelinos trazem do passado o tomate, todavia os marroquinos preferiram o perfume e a cor dados pelo açafrão. Uma forte influência francesa sobre a cozinha argelina induziu às últimas gerações a usar, nos guisados, legumes europeus, como o feijãozinho, ervilha e cenoura. A preparação do cuscuz é muito simples, entretanto pede um tratamento preciso: os grãozinhos de semolina devem ficar inchados, leves, aveludados, e bem separados um do outro. Não tomando cuidado, o cuscuz sairá grudado e pesado. Os grãos não devem ser cozinhados no caldo ou no molho, mas sempre no vapor; nem também tocar líquido da panela sobre a qual a cuscuzeira está colocada. A cuscuzeira, ou seja, o recipiente tradicional, de cobre ou louça de barro, ou com a inovação mais recente de alumínio, é constituída de duas partes. A parte inferior é um recipiente redondo no qual se cozinha o guisado. A parte superior tem uma forma semelhante, porém possui o fundo com “furinhos”. Aí se põe o cuscuz. Se não encontrar uma cuscuzeira tradicional, pode recorrer a uma panela a vapor ou a uma peneira metálica que se adapte perfeitamente a uma grande caçarola. Molhe o cuscuz com um pouco de água fria, trabalhando-o com os dedos de forma que não se forme grumos. Derrame-o na parte superior da cuscuzeira quando faltar cerca de uma hora para terminar o cozimento do guisado, que está fervendo no recipiente inferior. Mexa os grãos com as mãos para organizá-lo e permitir que se inchem melhor. Deixe-o exposto ao vapor por cerca de trinta minutos. Depois passe o cuscuz para uma ampla terrina, e borrife-o abundantemente com água fria e o mexa com uma colher para esfarelar eventuais grumos, e separar os grãos que com água se juntaram e colaram. Agora, desejando, pode acrescentar um pouco de sal (às vezes, contemporaneamente, se une uma colherada de azeite de oliva). Passe novamente o cuscuz para a parte superior da cuscuzeira e prossiga o cozimento a vapor por mais trinta minutos. Alguns preferem cozinhar o cuscuz expondo-o apenas ao vapor da água fervente, e então o serve com um guisado preparado à parte. Existe hoje no comércio o cuscuz pré-cozido, cuja preparação pede pouquíssimos minutos. Siga as instruções que encontrará na embalagem sobre o preparo do cuscuz.  

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Mais um passo para viabilização da Transnordestina

Em reunião com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o governador Paulo Câmara assegurou o compromisso de iniciar uma consulta pública para a retirada da Ilha de Cocaia dos limites do Porto de Suape. Essa pesquisa terá início na próxima terça-feira (7). Quando retirada da chamada Poligonal do Porto Organizado de Suape, a Ilha se torna viável para instalação de um terminal privado de minério de ferro. O empreendimento é fundamental para tornar atrativo a construção da ferrovia em território pernambucano, ligando as jazidas de ferro no interior do Piauí e ao Porto de Suape. A mudança consolida o empreendimento da Mineradora Bemisa, cuja outorga também deve ser assinada na próxima semana pelo ministro. A Bemisa é o investidor privado captado pelo Governo de Pernambuco para construir a ferrovia, por contrato de concessão. “Concretizar a ligação ferroviária entre o Piauí e o Porto de Suape é uma prioridade para nós. Captamos um investidor privado para fazer a obra e estamos trabalhando para tornar o negócio viável, com a instalação do terminal de minério na Ilha de Cocaia. A ferrovia vai cortar o Estado de ponta a ponta, e será mais uma grande vantagem logística para Pernambuco”, avaliou Paulo Câmara. A da ferrovia entre Curral Novo, no Piauí, e o Porto de Suape corresponde a um percurso de 717 quilômetros.

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