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Bacia leiteira encontra no queijo a saída para a crise

Na área mais seca do município de Jupi, no Povoado Colônia, o pequeno produtor Adriano Melo, 39 anos, e sua família criam nove vacas e possuem uma produção artesanal de queijo coalho. O nome do sítio é Boi Morto e as águas da região são salgadas. Mas em meio às dificuldades naturais, que se agravaram nos últimos anos de falta de chuvas, ele conseguiu desenvolver, com orientação técnica, um produto que foi eleito o melhor do Estado em três categorias (sabor, textura e aroma), na feira da Agronordeste do ano passado. O trabalho bem-sucedido foi coroado recentemente também com o selo de certificação da Adagro (Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco). O reconhecimento permite a Adriano comercializar o queijo para todo o Estado e com desconto no ICMS, além de proporcionar um valor agregado à sua produção. Uma história de sucesso familiar que representa um movimento de recuperação lenta, mas sustentável da Bacia Leiteira de Pernambuco. . . O setor de produção e processamento de leite no Estado está retomando a produtividade perdida nos extensos anos de seca e caminha para uma melhor competitividade das queijarias artesanais. A capacitação de pequenos produtores de leite e queijo e o incentivo público para comercialização dos seus produtos têm qualificado essa produção e facilitado a sua chegada ao consumidor final. O incentivo à criação de caprinos é outro horizonte ainda pouco explorado, mas com grande potencial de expansão segundo os especialistas. A produtividade de leite de Pernambuco ainda está longe dos seus tempos áureos, mas cresceu 14% em 2018, segundo a Adagro. O Estado fechou o ano com uma produção diária de 1,8 milhões de litros de leite, frente a 1,68 milhões no início do ano passado. Antes do prolongado período de seca, o volume produzido chegou a aproximadamente 2,5 milhões por dia, de acordo com informações do Sindileite (Sindicato das Indústrias de Laticínios e Produtos Derivados do Estado de Pernambuco). “A redução não foi culpa do produtor, mas da estiagem prolongada”, justifica o empresário e vice-presidente do Sindileite, Carlos Albérico Bezerra. “Os açudes das propriedades secaram de 95% a 98%. A pastagem não floresceu e com isso houve essa redução forte. Estamos saindo dessa grande seca. A esperança de ser um ano melhor é muito grande, mas as informações dos principais centros climáticos ainda não confirmam um ano mais chuvoso”, ressalva Bezerra. Sua empresa, a Integração Agropastoril, processa entre 10 mil e 12 mil litros por dia, de produção das fazendas próprias e de pequenos produtores fornecedores. O leite destina-se, principalmente, para a merenda escolar das prefeituras, além de hotéis. O prolongado período de estiagem acabou provocando uma verdadeira “seleção natural”, em que só sobreviveram os empresários e os animais que melhor se adaptaram a esses tempos de vidas secas. “O setor está se reerguendo com uma genética melhor, um produtor mais especializado e um consumidor mais consciente. E isso tudo está vindo junto com mais formalização”, analisa Vânia Freire Lemos, coordenadora operacional do Centro Tecnológico de Laticínios do Itep (Instituto Tecnológico de Pernambuco), em Garanhuns. Ela explica que a falta de chuvas “filtrou” os rebanhos e as pessoas que atuavam no setor. “Sem alimento ou água, se retêm os melhores animais. Os piores não resistem ou o produtor teve que retirá-los. Isso selecionou muito o rebanho, permaneceram os melhores. Já os produtores que não tinham expertise ou se capacitaram ou tiveram que sair do setor”. . . Vânia ressalta ainda que essa retomada acontece no momento em que a economia brasileira também dá os seus primeiros sinais de reequilíbrio. “Estamos saindo de uma crise e quando começa a melhorar o consumo, o produto lácteo é o primeiro que passa da gôndola para o carrinho do consumidor. Isso incentiva o produtor”. O economista Pedro Neves de Holanda ressalva que há uma grande estagnação nesse mercado não só em Pernambuco, mas em todo o País e no mercado internacional, onde o preço ficou praticamente congelado nos últimos anos. “O consumo no Brasil foi enfraquecido devido à recessão econômica. Com menor demanda e rebanho, Pernambuco precisa investir em tecnologia e produtividade para alcançar uma melhor presença no mercado. No Brasil a expectativa é que a oferta e a demanda se ajustem com a retomada do crescimento”, estima. Apesar da recuperação em andamento, os produtores locais estão enfrentando uma queda dos preços. O presidente da Sociedade Nordestina de Criadores, Emanuel Rocha, afirma que o litro de leite, que já custou R$ 1,50, hoje está sendo comercializado por R$ 0,90. Uma baixa que vai na contramão da inflação do valor dos insumos do setor. Essa situação é reflexo do aumento da produção leiteira nacional. Outra causa é a importação de leite em pó por grandes indústrias, o que confronta a política de incentivos fiscais que beneficia essas empresas. Tais incentivos foram concedidos a companhias que se instalaram em Pernambuco, desde que, como contrapartida, fizessem a captação de 50% de leite fluído dos produtores de Pernambuco. “A permissão de fracionamento do leite em pó foi uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para atender uma demanda do Semiárido. Contudo, gestão está sendo feita junto ao ministério para revogação dessa normativa, a qual tem sido bastante prejudicial aos nossos produtores de leite e derivados”, explica o pesquisador Sebastião Guido, do IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco). Para enfrentar o baixo preço, muitos criadores têm optado pela produção de queijo, que oferece melhor rentabilidade que a venda de leite in natura. Opção que também foi incentivada pelo Governo do Estado. A Lei nº 16.276/2017 criou condições mais favoráveis aos pequenos produtores, com incentivos à formalização, o que abre novos mercados e os isenta de ICMS. De acordo com o diretor-presidente da Adagro, Paulo Roberto de Andrade Lima, uma queijaria, uma usina, um posto de refrigeração e até uma granja leiteira podem ser enquadradas entre os beneficiários dessa lei. “Com o decreto, 165 estabelecimentos já foram visitados pela Adagro para requerer o registro ou a construção de um novo estabelecimento. Desses, 15 já receberam a licença

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Economia brasileira cresceu 1,1% em 2018, diz FGV

O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, cresceu 1,1% em 2018, segundo cálculos – divulgados hoje (19), no Rio de Janeiro – pelo Monitor do PIB, da Fundação Getulio Vargas (FGV). É a mesma taxa de expansão apresentada em 2017. A alta foi puxada principalmente pelos serviços, que se expandiram 1,3% no ano. A indústria e a agropecuária também tiveram avanços, ainda que mais moderados, de 0,4% e 0,6%, respectivamente. Entre os serviços, aqueles que mais se destacaram em 2018 foram os imobiliários (3,1%), comércio (2,1%) e transportes (2%). Os serviços de informação foram os únicos que apresentaram queda (-0,1%). Já entre os segmentos da indústria, foram registradas altas na eletricidade (1,4%), transformação (1,3%) e extrativa mineral (1,1%). A construção teve queda de 2,4%. Sob a ótica da demanda, o destaque ficou com a formação bruta de capital fixo, isto é, os investimentos, que cresceram 3,7% no ano de 2018. O consumo das famílias avançou 1,8% e o consumo de governo, 0,2%. As exportações tiveram alta de 4%, inferior ao crescimento de 8,1% das importações. No último trimestre do ano, o PIB ficou estável na comparação com o trimestre anterior e cresceu 1% na comparação com o último trimestre de 2017. O desempenho oficial do PIB é medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que só deve divulgar o resultado de 2018 no próximo dia 28. (Da Agência Brasil)

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Rodada de Negócios da Moda Pernambucana começa amanhã (20) em Caruaru

Dos insumos ao produto final, a Rodada de Negócios da Moda Pernambucana (RNMP) atende a toda cadeia produtiva da moda da região que compõem o Polo de Confecções do Agreste, o segundo maior do país. Com 140 expositores confirmados para a 27ª RNMP, que acontece de 20 a 22 de fevereiro, no Polo Caruaru, a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru (Acic), realizadora do evento, espera um aumento de cinco a dez por cento na geração de negócios que foi de 20 milhões de reais na última edição. Os expositores irão apresentar para lojistas de todo o Brasil as tendências para a temporada outono/inverno nos segmentos surfwear, streetwear, praia, fitness, moda íntima, bebê, infantil, juvenil, jeanswear, jeans infantil, modas feminina e masculina, além de bolsas, calçados infantil e adulto e acessórios. “A expectativa é bastante positiva. O evento está totalmente ocupado. Compradores de todos os estados do país já estão confirmados, com passagens emitidas e hospedagens reservadas na cidade. Agora, estamos nos preparativos finais para receber todos muito bem e fazermos bons negócios”, enfatiza o coordenador do evento, Wamberto Barbosa. A iniciativa, realizado há 13 anos pela Acic, vem se reinventado para contemplar não apenas as transformações da moda no Brasil e no Mundo, mas, também, os diferentes públicos e suas necessidades. A Alameda da Moda, o Pernambuco que Cresce e o InoveTex, novos espaços incorporados, exemplificam essa renovação e ajudam a fazer da Rodada de Negócios da Moda Pernambucana o evento mais completo do Nordeste no segmento. Alameda da Moda O espaço aberto ao público contará nesta edição com uma loja colaborativa de marcas de acessórios e vestuário criadas pelos alunos da Faculdade do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).Além disso, um escritório de consultoria fashion estará à disposição dos visitantes. Uma grande novidade é uma startup gourmet: a Casa Cavalcanti. InoveTex Criado na última edição, o InoveTex é destinado aos fornecedores da cadeia têxtil e é um espaço aberto ao público ligado ao segmento que pode visitar os estandes, através de credenciamento, e ter acesso às novidades em fios, tecidos, aviamentos, tecnologia e soluções financeiras. Na 27ª RNMP, serão nove empresas participantes que irão aproveitar o fluxo segmentado de pessoas proporcionado pelo evento como uma oportunidade de expandir seus negócios e alcançar novos mercados. Pernambuco que Cresce Nesta edição, o espaço voltado para micro e pequenas empresas contará com sete participantes. Quando criado, na 25ª RNMP, cinco expositores participaram do piloto do projeto. As empresas também ficam divididas por segmentos e expõem seus produtos em uma versão compacta dos estandes tradicionais que são adquiridos por um valor acessível ao porte do negócio. O objetivo é incentivar o acesso ao mercado nacional de forma organizada e fortalecer a competitividade. Grandes marcas A maior concentração de expositores está no espaço tradicional. Para esta edição, 120 estandes foram comercializados para marcas de confecção, calçados e acessórios de Pernambuco, Paraíba, Goiás, Ceará e de Santa Catarina. “Nesta parte do evento, estão as empresas de maior porte, mas todas as marcas que expõem na Rodada de Negócios estão aptas a comercializar para o Brasil todo com produtos e serviços de qualidade, porém em escalas distintas”, explica Wamberto Barbosa. O investimento na ampliação da Rodada de Negócios fortaleceu ainda mais o evento. “Promover a oportunidade do fabricante da nossa região ter contato com o varejo nacional e mostrar a sua inovação, o seu produto e o seu design é a proposta principal da RNMP”, finaliza o coordenador. A RNMP tem como correalizador o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e conta com o patrocínio do Banco do Nordeste (BNB) e do Governo Federal. A Prefeitura de Caruaru apoia o evento. O Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções de Pernambuco (NTCPE), o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), a Associação Comercial e Industrial de Toritama (Acit), a Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe (Ascap) e o Sindicado das Indústrias do Vestuário do Estado de Pernambuco (Sindivest/PE) são parceiros da iniciativa.

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Oscar: No Portal da Eternidade

Vincent van Gogh foi um dos pintores mais influentes da história da arte ocidental. Em pouco mais de uma década, pintou mais de dois mil quadros . Vendeu apenas um em vida, o quadro “Vinhedo Vermelho”. Viveu cercado por polêmicas como quando cortara parte da orelha esquerda após uma discussão com o pintor francês Paul Gauguin. O novo trabalho do diretor americano Julian Schnabel, o filme No Portal da Eternidade, retrata com singeleza e bom gosto parte dessa história. O filme acompanha Van Gogh em suas inquietações. A câmera sempre muito perto dos personagens dá à narrativa um caráter intimista e nos transporta para o mais profundo das dores do pintor holandês. A fotografia é uma obra de arte à parte, com imagens que mais parecem quadros pintados por um talentoso pintor. O responsável pelo bom trabalho é o francês Benoît Delhomme, que tem no currículo a direção de fotografia do longa Teoria de Tudo.     O roteiro foi escrito a seis mãos por Jean-Claude Carrière, Louise Kugelberg e, acumulando a função de roteirista, Julian Schnabel. Para quem ainda não conhecia o trabalho do diretor, Schnabel ganhou em 2007 o prêmio de melhor direção em Cannes pelo filme O Escafandro e a Borboleta. Willem Dafoe encarna Vincent van Gogh. Após ser indicado ao Oscar de melhor ator coadjuvante por A Sombra do Vampiro e Projeto Flórida, disputa agora o prêmio de melhor ator. Parada nada fácil considerando concorrentes como Rami Malek por Bohemian Rhapsody e o favorito Christian Bale protagonista de Vice.  

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7 fotos da Praia de Gaibu Antigamente

Gaibu é uma das praias mais movimentadas da cidade do Cabo de Santo Agostinho. Selecionamos 7 imagens que mostram um período em que esse trecho do litoral sul era menos habitado e menos frequentado por turistas. As fotos são dos bancos de imagem da Villa Digital, da Fundaj, e da Biblioteca do IBGE. A Praia de Gaibu, que vem do Tupi e significa vale do Olho D’Água, é uma das praias mais movimentadas do litoral pernambucano. Uma das atrações principais de Gaibu é a escalada no morro das pedras. (IBGE) . Praia de Gaibu, em 1955 . Enseada da Praia de Gaibu, em 1939 (Acervo Benício Dias) . Fortificação na Praia de Gaibú, em 1939 . Jangadeiros na Praia de Gaibú, em 1939 . Rochedos em Gaibu, em 1939 . . *Por Rafael Dantas é repórter da Algomais  (rafael@algomais.com). O jornalista assina a coluna Gente & Negócios no site da Algomais

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CREA descarta riscos de rompimento da Barragem de Serro Azul, em Palmares

Um grupo formado por engenheiros do Conselho de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE), acompanhado pelo secretário Executivo de Recursos Hídricos do Estado, João Kennedy, realizou, na terça-feira (12), uma vistoria em toda a estrutura da Barragem de Serro Azul, em Palmares. Os profissionais inspecionaram o equipamento e atestaram que não existem problemas estruturais que possam levar a barragem a entrar em colapso e descartaram o risco de rompimento. O resultado da análise foi divulgado através de uma nota veiculada no site do Conselho. Os engenheiros constataram que não existem sintomas de deslocamento da estrutura e que as fissuras existentes são resultantes de processos naturais provocados pelo calor, ainda na fase de construção. Na nota emitida pelo CREA-PE, os técnicos afirmam que “essas fissuras tendem a diminuir com o tempo, em um processo conhecido como autosecagem”. O próprio CREA constatou a realização do monitoramento da barragem e afirmou que “essa é uma ação de controle de suma importância para a segurança da estrutura”. Quanto aos eventuais registros do escoamento de água, foi registrado que essa é uma ação prevista em projeto, cuja drenagem já está sendo feita de maneira conveniente, de acordo com os padrões técnicos exigidos. Serro Azul tem capacidade total de acumulação de aproximadamente 303 milhões de metros cúbicos. No momento, a capacidade atual está em cerca de 136 milhões de metros cúbicos, o que representa 44,6%. Serro Azul é monitorada diariamente com o apoio de oito funcionários, que fiscalizam o interior do equipamento, avaliando os parâmetros registrados em aparelhos que medem diversas funções, como pressão da água e deslocamento de solo. (Do Blog do Governo de Pernambuco)

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Proposta da Previdência deve ficar pronta até o carnaval

O governo deve fechar a proposta de reforma da Previdência Social até o carnaval. “Nós vamos conversar ao longo deste fim de semana, início da semana que vem. Eu acho que antes do carnaval deve estar pronto”, disse o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. Onyx fez o encerramento de um encontro com empresários em Brasília, que mais cedo recebeu o vice-presidente Hamilton Mourão. O ministro disse que permanecerão separados os sistemas de Previdência (descrito nos artigos nº 201 e 202 da Constituição) e de Assistência Social (artigo nº 203). Segundo Onyx, há uma “preocupação em ser um processo em que haja esse olhar fraterno para as pessoas”. Na palestra aos empresários, Onyx assinalou que “ao separar Previdência da assistência, ela [a reforma] vai ser responsável”, e que “quem faz Previdência faz um seguro que tem que ser respeitado”. O ministro não detalhou valores a serem pagos como no caso do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Economia Aos empresários, o ministro confirmou a estimativa de economia de gastos públicos de R$ 1,2 trilhão em dez anos com a reforma e de que, com a adoção do regime de capitalização individual dos segurados, o percentual de poupança da economia brasileira deverá passar dos atuais 15,5% do PIB para 20%. A reforma da Previdência tem de ser votada em dois turnos na Câmara dos Deputados e depois no Senado. A aprovação depende da adesão de dois terços dos parlamentares a cada votação. De acordo com o ministro da Casa Civil, o presidente Jair Bolsonaro deverá escolher em breve os líderes do governo no Senado e do Congresso. “Nós estamos levando uma série de nomes ao presidente no fim de semana. Provavelmente, o líder no Senado e do Congresso seja conhecido na semana que vem”. Unidades de integridade Onyx confirmou a implantação piloto de unidades de integridade no Ministério da Saúde e no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. “É uma inovação”, disse o ministro, ao afirmar que a criação das unidades nos órgãos públicos “vai mudar a cultura interna no governo”. Conforme adiantou a Agência Brasil, cada unidade deverá detectar fragilidades e riscos, além de propor controles e monitorar a adoção de medidas. O combate à corrupção foi um dos pedidos que os CEOs (sigla em inglês para Chief Executive Officer) fizeram ao ministro no encontro com empresários em Brasília. Além disso, os executivos, pediram que o governo apoiasse o fim da barreira para aquisição de terras por estrangeiros, simplificação tributária, garantia de contratos e facilitação da circulação de mercadoria entre os estados. (Da Agência Brasil)

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Aeroporto de Recife é avaliado pelos passageiros como o melhor do Nordeste em sua categoria

Em pesquisa encomendada pelo Ministério da Infraestrutura para o quarto trimestre de 2018 (outubro a dezembro), o Aeroporto Internacional de Recife/Gilberto Freyre-Guararapes (PE) mais uma vez liderou o ranking dos aeroportos do Nordeste, na categoria de 5 a 15 milhões de movimentação de passageiros ao ano. Dos 38 indicadores investigados na Pesquisa de Satisfação do Passageiro e Desempenho Aeroportuário, o terminal pernambucano superou em 81,5% a nota 4, meta estipulada pelo Governo Federal. A pesquisa considerou pontuações em uma escala de notas de 1 a 5, sendo 1 para “muito ruim” e 5 para “muito bom”. No quesito “Satisfação Geral dos Passageiros”, o Aeroporto de Recife recebeu nota 4,44, aumentando em 0,2 a nota do último trimestre avaliado. Em sua categoria, o terminal pernambucano continuou à frente dos aeroportos de Salvador (4,19) e Fortaleza (4,14). Para o superintendente do terminal de Guararapes, José Osman Oliveira Silva, este resultado reafirma o compromisso da Infraero em oferecer serviços de qualidade. “Nós buscamos aprimorar os nossos serviços a cada dia para que o usuário do Aeroporto de Recife passe por aqui vivenciando uma ótima experiência”, destacou. Outros indicadores também foram muito bem avaliados pelos passageiros, ficando acima da média da categoria de 4,45. Entre esses indicadores, estão: – cordialidade e prestatividade dos funcionários do check-in (4,69); – cordialidade dos funcionários da emigração (4,65); – cordialidade e prestatividade dos funcionários da inspeção de segurança (4,64); – confiabilidade da inspeção de segurança (4,63); – qualidade da informação nos painéis das esteiras de restituição de bagagem (4,60); – tempo de fila no check-in no autoatendimento (4,59), e – facilidade de embarque e desembarque no meio-fio (4,55). De acordo com a presidente da Infraero, Martha Seillier, os resultados superam a meta estabelecida para os aeroportos, que era nota 4,0, e por isso devem ser celebrados. No entanto, Martha ressalta que os pontos mais sensíveis da avaliação serão trabalhados para melhorar, ainda mais, o desempenho dos aeroportos da Rede. “O fato de todos os aeroportos da Rede Infraero na pesquisa da SAC terem recebido avaliações gerais entre “bom” e “muito bom” demonstra o nível de excelência dos serviços prestados ao passageiro. Isso é resultado do trabalho de uma equipe altamente capacitada e comprometida com a qualidade das atividades que desenvolve e, sobretudo, preocupada em garantir segurança operacional”, afirma Martha. Ainda segundo a presidente, Martha Seillier, o prêmio tem desafiado o setor aéreo. “Desde que foi criado, todos os aeroportos do País têm corrido atrás para atingir melhores indicadores, para receber melhor seus passageiros, seus usuários, as companhias aéreas. A inclusão de novas categorias a partir do ano que vem são, também, um estímulo para seguirmos trabalhando em buscas de resultados ainda mais expressivos”. Premiação Das quinze categorias premiadas pela Secretaria de Aviação Civil, para o desempenho relativo a todo o ano de 2018, aeroportos da Infraero ganharam em sete, incluindo melhor aeroporto até 5 milhões de passageiros, com Manaus (AM). O aeroporto internacional Eduardo Gomes ganhou ainda nas categorias “Controle Migratório Mais Eficiente” e “Controle Aduaneiro Mais Eficiente”. Na mesma faixa de Manaus, com fluxo de passageiros até 5 milhões, o aeroporto internacional de Maceió (AL), Zumbi dos Palmares, venceu nas categorias “Raio-X Mais Eficiente” e “Aeroporto com Mais Serviços ao Passageiro”. Já entre os aeroportos com fluxo entre 5 e 15 milhões de passageiros, Curitiba (Aeroporto Internacional Afonso Pena) ganhou nas categorias “Controle Aduaneiro Mais Eficiente” e “Aeroporto com Mais Serviços aos Passageiros”. A premiação do melhor aeroporto com fluxo entre 5 e 15 milhões foi para Viracopos, em Campinas (SP), e o melhor aeroporto com fluxo acima de 15 milhões de passageiros ficou com o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitscheck, em Brasília (DF). (Da Infraero)

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Supremo começa julgamento sobre criminalização da homofobia

O Supremo Tribunal Federal (STF) começou há pouco o julgamento de uma ação protocolada pelo PPS para criminalizar a homofobia, que é caracterizada pelo preconceito contra o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e travestis). O processo tramita na Corte desde 2013. A questão será debatida na ação direta de inconstitucionalidade por omissão (ADO) nº 26, que está sob a relatoria do ministro Celso de Mello. Também devem votar no caso os ministros Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Lúcia, Marco Aurélio e o presidente, Dias Toffoli. O julgamento não deve terminar hoje. Além dos votos dos ministros, estão previstas as sustentações orais de diversas entidades, como o Grupo Gay da Bahia, a Associação Nacional dos Juristas Evangélicos (Anajure), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU). Na sessão, os ministros devem definir se o Supremo pode criar regras temporárias para punir agressores do público LGBT, devido à falta de aprovação da matéria no Congresso Nacional. Pelo atual ordenamento jurídico, a tipificação de crimes cabe ao Poder Legislativo, responsável pela criação das leis. O crime de homofobia não está tipificado na legislação penal brasileira. No entendimento do PPS, a minoria LGBT deve ser incluída no conceito de “raça social” e os agressores punidos na forma do crime de racismo, cuja conduta é inafiançável e imprescritível. A pena varia entre um a cinco anos de reclusão, conforme a conduta. “O heterossexismo social constitui uma ideologia racista e, portanto, a homofobia e a transfobia constituem-se ideologias/condutas tipicamente racistas por serem decorrências do racismo heterossexista”, argumenta o partido. Levantamento recente, divulgado pelo Grupo Gay da Bahia, mostrou que, em 2017, foi registrado o maior número de mortes relacionadas à homofobia desde que o monitoramento anual começou a ser feito pela entidade, há 38 anos. Naquele ano, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos por homofobia. (Da Agência Brasil)

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Exportações crescem 33% no Porto de Suape

Em 2018, o Porto de Suape registrou um crescimento de 33% na exportação, somando 2,4 milhões de toneladas de cargas enviadas para outros países, ante 1,8 milhão de toneladas em 2017. Os derivados de petróleo foram as principais cargas movimentadas na navegação de longo curso (entre países). Suape se manteve na liderança nacional, entre os 30 portos públicos do País, no transporte de granéis líquidos e na navegação de cabotagem (entre portos de um mesmo país). “O desempenho do Porto de Suape na movimentação de cargas, em 2018, mostra o potencial que temos para crescer ainda mais na cabotagem e nas exportações. O cenário para este ano é muito animador. Com a devolução da autonomia e a retomada do crescimento econômico, temos a expectativa da chegada de projetos portuários e industriais de grande porte que vão contribuir para o aumento na movimentação de cargas e fortalecer a economia do Estado”, analisa Leonardo Cerquinho, presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape. Das 23,4 milhões de toneladas de cargas movimentadas em 2018 por Suape, 17,6 milhões de toneladas foram de granéis líquidos (óleo diesel, gasolina, querosene de aviação, óleo bruto de petróleo, entre outros derivados), carga que representa 75% da movimentação do porto e teve crescimento de 0,55% em relação a 2017. O volume faz de Suape um hub port desse tipo de carga no Norte e Nordeste. Já os granéis sólidos tiveram crescimento de 22%, saltando de 382,9 mil toneladas em 2017 para 465,5 mil em 2018. “Essa elevação se deve ao incremento na movimentação de trigo que registrou uma alta de aproximadamente 25%, ou seja, 80,9 mil toneladas a mais comparando-se com 2017”, salienta Cerquinho. A cabotagem, que continua sendo a principal navegação em Suape, teve crescimento de 3% em relação a 2017, somando 15,7 milhões de toneladas. Destaque mais uma vez para os derivados de petróleo, que registraram 6,4 milhões de toneladas na cabotagem, seguidos pelos óleos brutos de petróleo com 3,9 milhões de toneladas. Impactada pela crise econômica, a importação de cargas totalizou 7,6 milhões de toneladas, queda de 8% em relação a 2017. A movimentação de veículos (que tem a Argentina como principal importador) caiu 17% em 2018, somando 66.284 unidades, 13.772 a menos que 2017, quando o porto alcançou o recorde de 80.080 veículos. Mesmo com uma queda de 1,3% nos contêineres ­­- foram movimentados 454,7 mil TEUs (do inglês Twenty-foot Equivalent Unit – unidade equivalente a 20 pés) contra 460,7 mil TEUs no ano passado , o Porto de Suape continua sendo o principal movimentador de contêineres das regiões Norte e Nordeste, à frente dos portos de Salvador (BA), Pecém (CE) e Vila do Conde (PA). A carga geral solta, categoria na qual se enquadram as cargas de projetos, peças para indústria, maquinários, entre outros, registrou queda de 36,4% e fechou o ano com 249,6 mil toneladas. No acumulado de 2018, o total de cargas movimentadas no Porto de Suape ficou 0,8% abaixo do ano anterior, com 23,6 milhões de toneladas. Ainda assim, o porto manteve a quinta colocação entre os 30 portos públicos do país, atrás de Santos (SP), Itaguaí (RJ), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). No cenário regional, é líder no Norte e Nordeste, com a maior movimentação de 2018 entre todos os portos. Tanto na importação quanto na exportação, os destinos predominantes das movimentações foram os portos localizados em Singapura, Estados Unidos, Argentina, Holanda, Colômbia e Tailândia. As cargas conteineirizadas importadas e exportadas somaram 1,2 milhão de toneladas. (Do blog do Governo de Pernambuco)

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