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GOIANA II: Igreja do Rosário dos Homens Pretos & Pardos

As irmandades de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos têm sua origem no século 16, quando os jesuítas de Olinda fundaram as primeiras associações religiosas destinadas à doutrinação dos africanos recém-chegados da Guiné. Tal iniciativa foi referendada pelo papa Gregório XIII que, na segunda metade daquele século, estimulou a criação de tais confrarias para “doutrinar os escravos recém-chegados nos costumes e dogmas da religião católica”. Tais irmandades, com o tempo, se transformaram em sociedades de ajuda mútua, promovendo funções para atender ao cativo por ocasião de doenças e de sua morte, como também promovendo as festas dos seus padroeiros – Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, dentre outros –, bem como festividades outras de caráter profano, como as coroações dos Reis Negros, documentadamente conhecidas desde o ano de 1666. Outro aspecto que também marcou essas irmandades foi o da luta pela emancipação do negro escravo, pois, no mais das vezes, delas provinham o empréstimo necessário para aqueles irmãos que desejavam comprar a sua alforria. A irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos de Goiana tem sua origem no final do século 17, segundo se depreende de carta do vigário daquela paróquia, datada de 10 de setembro de 1802, constante do arquivo do Convento de Santo Alberto, na qual faz menção a existência dessa igreja em 1692. A sua igreja, construída no século 18, teve sua fachada e campanário refeito, segundo desenho em estilo rococó, quando da reforma de 1835. Possui uma única torre erguida do lado do evangelho, com janelas na sineira, esta coroada por bulbo de nervuras, ostentando pináculos diferentes dos existentes no frontispício. No seu frontispício, um óculo destinado à iluminação do interior do templo completa o conjunto no qual se encontram três portas e três janelas no coro. Além do altar barroco de São Benedito com dois nichos, há cinco retábulos de madeira em rococó tardio. Dois corredores dão acesso às suas duas sacristias, numa das quais encontra-se esculpida em pedra calcária uma fonte representando dois delfins.

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Carnaval infantil é destaque no Recife

A partir de hoje (12), os parques municipais reforçam a programação infantil do carnaval na capital pernambucana. Além do Paço da Alfândega, ponto tradicional no Recife Antigo, quatro locais oferecem programação diversificada para os pequenos foliões (veja lista aqui). Nos parques Dona Lindu, Santana, Jaqueira e Macaxeira, as atividades vão das 17h às 20h, com clássicos infantis em ritmo de carnaval. No Paço da Alfândega, os shows começaram ontem (11) e ocorrem até terça-feira (13), sempre às 15h. Fora do circuito infantil, haverá ainda os Tambores Silenciosos Mirins no Pátio do Terço. A cerimônia reúne nações de maracatu de baque virado formadas apenas por crianças, em uma tradição do candomblé, que silencia os festejos, em memória dos antepassados africanos mortos como escravos. A Gerência da Criança e do Adolescente do Recife vai distribuir 5 mil pulseiras de identificação infantil, com o objetivo de facilitar a localização de crianças em áreas de maior concentração de pessoas. No Marco Zero, Pátio do Livramento e Polo do Ibura também haverá espaços de proteção às crianças, onde as equipes do Serviço Especializado em Abordagem Social atuarão para identificar situações de violação de direitos da infância. À noite, a programação para os adultos será no Marco Zero. Programação infantil: Local: Paço da Alfândega Recreação com o Palhaço Alfândega – das 15h às 16h Show de Tio Bruninho – das 16h às 19h Orquestra de Frevo de Mozart Flautista – das 19h às 20h Local: Pátio do Terço Tambores Silenciosos Mirins – das 15h às 16h Local: Parque da Jaqueira Spok com o Coral Passo de Anjos – das 17h às 17h40 Fadas Magrinhas – das 18h às 18h40 Kelly Benevides – das 19h às 20h Local: Parque Santana Tonho e Tonha – das 17h40 às 18h40 A Bandinha – das 19h às 20h Local: Parque Dona Lindu Jeane Siqueira – das 18h às 18h40 Local: Parque da Macaxeira Gurpo Infantil Sol Menores – das 18h às 18h40 Tio Bruninho – das 19h às 20h   Programação no Marco Zero: Show Frevibe – Silvério Pessoa convida: Antúlio Madureira: das 19h20 às 20h10 Almério: das 19h20 às 20h40 Flaira Ferro: das 19h20 às 20h40 Romero Ferro: das 19h20 às 20h40 Tiberio Azul: das 19h20 às 20h40 Ylana Queiroga: das 19h20 às 20h40 Maestro Forró & Orquestra Popular Bomba do Hemetério: das 20h30 às 21h30 Devotos: das 21h às 22h Almir Rouche com participação do Som da Terra: das 21h50 às 22h50 Natiruts: das 22h20 às 23h20 Alceu Valença: das 23h10 à 0h40 Skank: das 23h40 às 1h10 Nando Reis: das 1h30 às 3h Elba Ramalho: da 1h às 2h30 Orquestrão: das 3h às 5h (Da Agência Brasil)

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Dermatologistas ensinam como retirar o glitter do corpo no Carnaval

O glitter é o grande protagonista do Carnaval. Sua presença está por todos os lados, desde as fantasias, até na pele dos foliões. No entanto, os adeptos do brilho sabem que eles permanecem no corpo durante vários dias. Pensando em ajudar os foliões a retirar a purpurina, as dermatologistas da Clínica Vanità, Camila Dornelas e Vanessa França, separaram algumas dicas para remover da maneira mais fácil para que também não agrida a pele. 1 – Use um pó compacto antes de aplicar o glitter. Dessa forma a remoção fica mais fácil pelo fato do produto não estar diretamente em contato com a pele; 2 – Quando for remover o glitter, o ideal é utilizar demaquilante bifásico. Uma dica para facilitar a ação na pele é colocar o produto em um algodão e deixá-lo sobre a região que tem glitter; 3 – O uso do óleo de amêndoas também é recomendado. Ele diminui a aderência do brilho e faz com que ele consiga sair com mais facilidade. A aplicação do óleo é fácil: deve ser nas áreas que tem glitter, sendo retirado com a ajuda de um algodão. O uso do óleo é ótimo, pois ainda tem função de hidratar a pele; 4 – Sabonetes adequados também são fundamentais para a retirada do glitter; 5 – Se após todas as tentativas ainda houver brilho na pele, uma fita adesiva aplicada sobre o local pode ser a solução. Escolha uma que seja hipoalergênica, pressione sobre a região e puxe, desse jeito o brilho sairá junto com a fita adesiva. Elas ainda fazem um alerta: “é importante também lembrar de que o ideal é testar se você apresenta alergia ao produto que será aplicado na pele”, finalizam.  

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Mais Vida nos Morros: Inovação que vem do alto

Casas, muros e espaços públicos do Morro da Conceição ganharam novas cores e luzes nos últimos meses. Intervenções urbanísticas e estéticas também estão previstas em outros espaços do Recife, fruto do Mais Vida nos Morros. Antenado com tendências de inovações urbanística internacionais, o programa promovido pela prefeitura, enche os olhos dos cidadãos que moram na parte baixa da cidade e mexe com a sensação de pertencimento e de cidadania dos moradores dessas regiões periféricas da cidade. Tudo começou no Alto do Maracanã, com o uso de geomantas coloridas – uma tecnologia made in Pernambuco mais barata que os muros de arrimo para conter encostas com risco de desabamento. Também foram criadas cinco áreas de convivência, além de 20 hortas colaborativas. O projeto já alcançou seis regiões de morro da cidade, como Córrego do Jenipapo, Mangabeira, Alto José do Pinho e Três Carneiros. No Morro da Conceição, além das pinturas, o projeto reformou duas praças públicas, instalou iluminação de LED, criou hortas comunitárias, parklet e áreas de convivência. A intervenção priorizou também a eliminação de pontos de acúmulo de lixo e investiu em arte urbana e paisagismo, com o apoio de mutirões populares. De acordo com o secretário de Inovação Urbana do Recife, Tullio Ponzi, o Mais Vida nos Morros é inspirado em cases da Colômbia, México e Venezuela que apontam para uma mudança de comportamento dos cidadãos quando o poder público cria uma nova ambiência. “No exterior as intervenções visavam a combater a insegurança ou o vandalismo. Aqui nosso desafio era associado à defesa civil, pois mais de 500 mil recifenses vivem nas áreas de morro. Nossas ações incluem como diferencial o ingrediente do engajamento e envolvimento do morador. Tentar fazer com que ele se observe como o grande agente de defesa civil”. Na prática, além de convidar a população para participar dos mutirões de pintura, o poder público tem uma ação de escuta dos moradores acerca das iniciativas a serem implantadas no local. “Além de reivindicar, convidamos o morador para ser parte da solução. Ser o grande protagonista de fato da transformação do seu bairro, pois ele é o especialista da sua comunidade”, argumenta Ponzi. Morador do Morro da Conceição, Fabiano Silva, 40 anos, é um dos entusiastas da iniciativa. Profissional autônomo e vice-presidente da Quadrilha Junina Tradição, ele destaca o impacto da iniciativa no olhar que a cidade passa a ter sobre a comunidade. “As pessoas passaram a enxergar o Morro não apenas como um lugar suburbano, periférico. Mas a observar o nosso patrimônio cultural e as manifestações artísticas”. Mais do que as melhorias de infraestrutura promovidas pelo projeto, Fabiano destaca a mudança na população. “O significado maior é esse legado de contribuir ainda mais para a politização da comunidade”, avalia Fabiano. Esse destaque dado pelo morador é percebido também na experiência das cidades colombianas, como foi destacado por Nathalie Renner, no livro As lições de Bogotá & Mendellín. “Para que as intervenções e seus equipamentos sejam legítimos, é imprescindível a participação social. (…) A comunidade se transforma em um ator fundamental da orientação do desenvolvimento”, afirmou a coordenadora da equipe de segurança cidadã do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), ao se referir à experiência de transformação urbana e cidadã de Mendellín. Uma das propostas do Mais Vida nos Morros é impulsionar também o turismo de base comunitária, que é aquele em que as comunidades se organizam enquanto arranjos produtivos locais e desenvolvem atividades de exploração turística. No País, um dos cases mais conhecidos são as visitas e hospedagens nos morros do Rio de Janeiro. Em Pernambuco há experiências nesse segmento na Ilha de Deus e na Bomba do Hemetério. O Morro da Conceição já possui uma vocação natural para o turismo religioso, com as festividades em torno do dia de Nossa Senhora da Conceição, além de uma força cultural associada às quadrilhas juninas e uma visão privilegiada da cidade. “Quando acontece uma intervenção dessa se fortalece bastante esse local enquanto roteiro turístico, que já tem um potencial cultural, religioso e gastronômico. E ele está articulado com outros lugares, como o Alto José do Pinho e o Alto Santa Isabel, que também são fortes culturalmente”, aponta o secretário. Ponzi destaca a possibilidade de impulsionar hostels nesses lugares, o que já acontece durante a Festa de Nossa Senhora da Conceição. Ele destacou ainda uma articulação do evento Restaurante Week em levar uma ação para a comunidade em 2018. “Por que um navio que chega ao Recife com alguns milhares de turistas, que trazem milhões para a nossa economia no Bairro do Recife e no Riomar não podem também visitar essa região e deixar R$ 100 mil em consumo no morro? Nos diálogos que estamos tendo com a comunidade já estão surgindo propostas de diversas atividades para potencializar isso”, revela. Mais que uma ação para resolver questões estritamente urbanas ou para dinamizar a economia, o projeto vai ganhando contornos de uma política pública de cidadania e desenvolvimento sustentável para os morros do Recife.

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Acabou a cerveja? Gele mais usando ciência!

A largada para a folia de Momo foi dada. O carnaval começou e agora é cair na folia e tomar aquela cerveja pra matar o calor. Com toda essa sede, com todo esse frevo e uma “lua” escaldante logo será necessário botarmos mais cerveja pra gelar, o pique não pode parar, são “só” quatro dias não é? Então como podemos fazer com que a cerveja fique gelada rapidamente para não deixar os ânimos esfriarem? O que vamos precisar? Vamos fazer uma conta menor, podendo aumentar com o tamanho do seu grupo e porque não dizer da sua sede. Então separe: 1 kg de sal Dois sacos de gelo 1 litro de Álcool E prepare assim. O ideal é fazer com uma caixa de isopor larga e com um tamanho que possa comportar um bom número de latinhas ou long necks. Acomode a bebida de uma forma em que fique um pequeno espaço para que a mistura possa entrar em contato com a superfície da embalagem.   Isso é um pouco de ciência, é só disso que você precisar para fazer a mágica acontecer. O sal se dissolve facilmente na água reduzindo o seu ponto de congelamento. A água pura congela em cerca de 0ºC, já quando inserimos sal essa temperatura muda para menos, podendo alcançar algumas dezenas abaixo de zero. Ao incluir o gelo, este quando entra em contato com o sal o mesmo derrete-se. Na realidade o que ocorre é que essa parte que derreteu “rouba” o calor durante a troca do estado físico esfriando toda a mistura, o sal provoca também uma reacão “endotérmica”. O papel do álcool é semelhante e diminui ainda mais a temperatura. Como o sal dissolve e tem um papel de acelerador, ele perde o efeito mais rápido, mas isso não ocorre com o álcool. É importante prestar atenção em dois pontos. Se a bebida for em garrafas long necks a tendência é que leve um pouquinho mais de tempo para gelar, mas se forem latinhas que em sua maioria são feita de uma liga metálica de alumínio, esse processo é muito rápido correndo o risco até do congelamento da bebida. Então essa receita é simples e prática e vai deixar a sua cerveja do carnaval, no ponto certo muito mais rápido. Diferente da bebida, essa receita pode usar sem moderação. Boa folia! *Rivaldo Neto é designer e apreciador de boas cervejas (neto@algomais.com)

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A velocidade é o problema

Embora não seja especialista em trânsito, nos mais de 20 anos de consultoria em estratégia e gestão prestados a empresas de transporte de passageiros e ao sindicato do setor, terminei aprendendo por osmose. Além disso, depois que há mais de 10 anos me tornei caminhante e militante da causa da mobilidade a pé na cidade, passei a estudar o assunto e a cotejá-lo com a realidade. E quando fui convidado para falar regularmente sobre mobilidade na CBN Recife, passei a confrontar esse conhecimento com a situação de outras cidades do Brasil e do mundo. Depois de tudo isso, a conclusão a que cheguei foi a seguinte: a velocidade é a principal causa de mortes no trânsito, sendo o seu limite e controle a forma mais fácil e rápida de reduzir drasticamente o número de mortos e feridos nas ruas. Para ilustrar, três exemplos recentes do final de janeiro publicados nos jornais: em São Paulo, no Rio de Janeiro e no Recife. Em São Paulo: idoso atropelado e morto na faixa de pedestre. Causa primária apontada: o atropelador estaria praticando pega/racha. No Rio de Janeiro: carro sobe o calçadão de Copacabana atropela 18 e mata criança de oito meses. Causa primária apontada: o motorista, epilético, alegou crise ao volante. No Recife: caminhão sobe a calçada na Av. Rosa e Silva e esmigalha um poste de iluminação (eu vi o resultado depois porque na hora, felizmente, estava bem longe do local!). Causa primária apontada: o condutor estaria alcoolizado. Três causas primárias diferentes e uma secundária comum que provocou as tragédias e os danos materiais: a velocidade acima do permitido e/ou modernamente aceitável. Uma prova pelo absurdo: se nos três casos as velocidades fossem, por exemplo, de 40 km/h os danos seriam infinitamente menores e talvez não tivessem havido mortes. A própria Organização Mundial de Saúde recomenda velocidade urbana máxima de 50 km/h. Sei muito bem pelas reações que enfrento quando falo no assunto que a causa talvez seja a mais difícil que já defendi publicamente mas não posso me eximir depois que entendi a natureza do problema: é preciso reduzir as velocidades máximas permitidas e praticadas nas cidades brasileiras para reduzir o número de mortos e feridos no trânsito do País (cerca de 50 mil mortos, mais de 12 mil pedestres, uma tragédia monumental!). Infelizmente, enquanto isso não for feito, as tragédias continuarão.

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Carnaval: PRIVADO ou de RUA?

Fevereiro. Segundo mês do ano, época de volta às aulas, ajustar a rotina, mas também, o período mais aguardado para boa parte dos brasileiros. A folia, ao mesmo tempo, que reúne tribos e diferentes classes sociais, propicia um ambiente para todos os gostos. Desde aquele que passa os cinco dias de festas nas ladeiras de Olinda e nas ruas do Recife, como os que preferem as festas particulares, com open bar e shows vips. Cada um desses públicos tem seus argumentos para defender a sua preferência. Samuel Costa, 40, por exemplo, conhecido como “Mãozinha”, pela fantasia que usa há 20 carnavais, é adepto da folia gratuita a céu aberto. “Frequento uma festa ou outra nas prévias, mas o meu Carnaval é na rua atrás dos blocos. Porque a graça dessas festas é esperar o ano inteiro para ouvir as mesmas músicas, ir atrás das orquestras, naquele mesmo calor e no aperto. Só vivenciamos isso uma vez no ano!”, justifica Samuel. Para ele, camarotes e festas privadas que trazem artistas de repercussão nacional não contemplam o verdadeiro espírito carnavalesco. “Essas bandas poderiam se apresentar o ano inteiro. Já a essência dos blocos de ruas é que eles não são atemporais. Não vou organizar a Mulher na Vara para desfilar em abril, por exemplo, porque não teria sentido”, explica o folião. A folia para ele tem endereço certo, mas sem hora para acabar. Isso porque, Samuel relata que já saiu de casa às 9h do sábado e só voltou às 7h do domingo. “Fui emendando um bloco atrás do outro. Fico nessa pisadinha até a festa acabar”, conta. O gosto pelo Carnaval surgiu ainda na adolescência quando estudava no colégio São Bento em Olinda, e foi crescendo à medida que passou a conhecer e frequentar com os amigos a festa de Momo. Tamanha paixão fez com que tatuasse o homem da meia noite no seu braço e nas costas um caboclo de lança. Como não bastasse guardar para si, ele também registrou na parede da sala versos de músicas carnavalescas, como a do conhecido hino do Elefante de Olinda. “Para se ter ideia, sou apaixonado por futebol, mas nesse período de Carnaval não tem quem me faça perder a folia na rua para assistir algum jogo”, admite Samuel Costa. Como organizador do Mulher na Vara, ele assume que promove uma festa privada do bloco. “O intuito, na verdade, é arrecadar dinheiro para sairmos no Carnaval da forma como ele merece: organizado, com segurança e bastante alegria”, argumenta. Outro apaixonado por Carnaval de rua, Fabiano Guerra também organiza uma festa para seu bloco predileto, o Eu Acho é Pouco, com o mesmo objetivo de arrecadar fundos para o desfile. Entretanto, apesar da grande procura do público pelo baile de Carnaval, Guerra admite que se não fosse pela necessidade de custear a saída do bloco, nem faria a festa particular. “Com mais de 40 anos de tradição do Eu Acho é Pouco, acredito que a graça é a brincadeira na rua com os amigos, todo mundo junto pulando e curtindo a folia, momento esse que só o Carnaval proporciona”, explica Fabiano. A devoção pela folia é tão grande, que, em 2007, casou com a fonoaudióloga Adriana Fairbancks na concentração da festa em frente ao Mosteiro de São Bento. Ambos vestidos nas cores vermelhas e amarelas, em homenagem ao bloco. “Casamos dois dias antes no cartório, mas fizemos questão de comemorar no sábado, em consideração à festa, com direito a altar improvisado, oficial de justiça e bolo”, recorda Guerra. Há também um perfil de folião que aprecia o Carnaval de rua, mas sem a aglomeração da folia olindense. O bloco Fika Trankili, por exemplo, possui cordão de isolamento e oferece ao público algumas regalias, como open bar de cerveja, cachaça, água e refrigerante. Ainda na concentração uma orquestra de frevo anima o público e, logo em seguida, um sambão puxa o trio elétrico que percorre o bairro de Boa Viagem até chegar à Cachaçaria Carvalheira. O empresário de entretenimento e um dos sócios do bloco, Jorge Peixoto, 32, explica que o Fika Trankili surgiu em 2007 como forma de reunir os amigos, entretanto, a partir do terceiro ano começou a aumentar o número de participantes. O ingresso para o bloco que custa em torno de R$ 200 é concorrido, mas Peixoto ressalta que procura não intensificar a divulgação para manter a essência de ser um bloco entre amigos. Um outro tipo de folião prefere o conforto dos camarotes privados. A Carvalheira na Ladeira é um desses modelos. A festa, que este ano acontece de 9 a 13 de fevereiro, conta com uma mega estrutura no parque Memorial Arcoverde, no Complexo de Salgadinho, com atrações musicais nacionais, regado a open bar premium de bebidas importadas, cachaça artesanal e cerveja. A responsável pela festa é a empresa Carvalheira, que além de ser conhecida pela cachaçaria, nos últimos 13 anos passou a organizar festas, algumas dentro do espaço. O primeiro evento da Carva, como é conhecida pelos seus frequentadores, surgiu a partir da ideia de um dos sócios, Geraldo Bandeira, de criar uma festa para os amigos na véspera do Natal. O diretor executivo, Vitor Carvalheira, 30, conta que a escolha da Cachaçaria, empresa da família, no bairro da Imbiribeira, Recife, se deu pela localização e capacidade do espaço, 2.500 pessoas. Depois de uma conversa com o outro sócio, desenvolveram o Natal da Carva, pensando em atender os amigos. “Surpreendeu muito o resultado das vendas de ingresso. Com isso, pensamos em criar outros eventos na Cachaçaria utilizando a marca. Surgiu assim o São João da Carvalheira, Carvalheira Fantasy e o Fika Trankili, entre vários outros projetos realizados ano a ano”, conta Vitor. Em 2013, os sócios tiveram a ideia de levar a marca para dentro dos festejos de Olinda com a edição do Carvalheira na Ladeira, que geralmente atrai um público de classe média alta, entre 20 e 40 anos. Os ingressos que costumam ser vendidos dois meses antes da festa custam na faixa de R$ 350

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Afoxés e Maracatus encerram semana pré-Carnavalesca

Hoje, a cidade do Recife se despede das prévias carnavalescas com pedidos de proteção e desejos de purificação através da inédita cerimônia Ubuntu – Uma Consagração ao Povo Negro, que irá culminar em uma apoteose com lavagem simbólica do Marco Zero com águas sagradas, realizada pelos 24 Afoxés que integram a programação oficial do Carnaval do Recife. Após a cerimônia, o Marco Zero vira palco do espetáculo Tumaraca – Encontro de Nações, que encerra oficialmente as atividades pré-Carnavalescas da capital pernambucana. Manifestação cultural do Candomblé, os afoxés fazem parte da programação do Carnaval do Recife. Pela manhã representantes dos 24 grupos que integram o tradicional encontro de Afoxés que movimenta o Pátio do Terço na segunda de Carnaval se reúnem no Pátio de São Pedro, onde irão preparar o Amaci/ Omi Eró (Banho com Ervas), feito pelos Babalorixás e Ialorixás. Segundo as tradições míticas dos cultos de influência Nagô (Ioruba), as águas, mais conhecidas como Omi dentro das Comunidades de Terreiro se constituem em elemento fundamental na gênese da vida. Seus sentidos estão ligados à: fertilidade, manutenção, renovação e principalmente a purificação. Quando essas águas são misturadas às Ewé (Folhas Sagradas) atuam como elemento propiciatório dentro dos rituais de Matriz Africana sacralizando e catalisando o Axé. Às 16h, o cortejo dos 24 grupos parte da altura da Mariz e Barros rumo ao Marco Zero e abrem os caminhos para os foliões, evocando bênçãos para a festa do Carnaval. Com a chegada no Marco Zero, há a lavagem do ponto 0km da cidade sob os batuques dos mais de 20 afoxés que sobem a rampa do palco com a missão de entoar os cânticos para os Orixás com a mensagem de Paz e Amor para o Carnaval 2018 de nossa Cidade Recife. Às 18h, o Marco Zero vira palco para o Tumaraca – Encontro de Nações, espetáculo que reúne 13 agremiações de Maracatu de Baque Virado e 700 batuqueiros no coração dos festejos de Momo. No palco, os 13 mestres irão fazer uma autorregência com participações do Coral Voz Nagô, da cantora Isaar e dos cantores Guitinho de Xambá (Grupo Bongar) e de Zé Brown. O espetáculo começa com a clarinada, que soa às 18h para convocar os 700 batuqueiros, que partem da Rua da Moeda em direção ao palco. A partir das 18h50, o espetáculo começa com o Hino de África do Sul, Saudação aos Orixás e Recife Nagô com as vozes do Coral Voz Nagô. O espetáculo segue com a participação do Bongar, liderado por Guitinho, que entoará a Saudação a Ogum, Uma Só Nação e Malunguinho. Em seguida, a diva Isaar sobe ao palco para interpretar loas diversas e as cançõ0es Anum Azul, Copo de Espuma e Recife Manhã de Sol (Jota Michiles). O espetáculo culmina com a participação de Zé Brown, que mistura suas rimas de rap ao peso do baque do Maracatu Nação.

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Número de empresas inadimplentes é recorde

O número de empresas inadimplentes no Brasil bateu novo recorde em dezembro de 2017. Cerca de 5,3 milhões de CNPJs estavam negativados, a maior quantidade registrada desde março de 2016, quando o levantamento passou a ser feito. Em relação a dezembro de 2016, quando 4,8 milhões de CNPJs tinham dívidas em atraso, houve um aumento de 10,8%. O montante alcançado pelas dívidas das empresas também é inédito: R$ 122,9 bilhões. Mais da metade das empresas em situação de inadimplência estão no Sudeste do país (54,2%). O Nordeste tem 16,3% do total de companhias com dívidas em aberto, enquanto o Sul responde por 15,6% do total. Completando a lista, o Centro-Oeste, com 8,6%, e o Norte, com 5,3% do total dos CNPJs negativados no Brasil. Entre os estados, São Paulo representa o maior número de empresas inadimplentes, com 32,9% do total. Em seguida está Minas Gerais, com 11,0%, e Rio de Janeiro em terceiro, com 8,3%. Inadimplência por setores Entre os segmentos, o setor de serviços é o que reteve o maior número de empresas no vermelho em dezembro/2017, com 47,4% do total, seguido por empresas do comércio, com 43,1% de CNPJs negativados, e, na terceira posição, as indústrias, com 8,6%.Segundo os economistas da Serasa Experian, a recuperação da economia em 2017 não foi suficiente para superar os impactos sobre a saúde financeira das empresas, causados pela longa e intensa recessão de 2015/16. Adicionalmente, as dificuldades de acesso ao crédito, especialmente para as micro e pequenas empresas, prejudicam a gestão financeira das companhias. Tudo isto levou a inadimplência para patamares recordes no ano passado, sendo absolutamente necessários que processos de renegociação ocorram entre credores e devedores para que tais dívidas possam ser equacionadas e regularizadas. Empresas podem negociar dívidas atrasadas pela internet Para ajudar as empresas a saírem da inadimplência, a Serasa Experian disponibiliza o Serasa Recupera PJ (www.serasarecupera.com.br), um serviço online para as companhias renegociarem suas dívidas atrasadas diretamente com os credores. Os responsáveis devem se cadastrar gratuitamente no site e acessar a página onde estarão relacionados os credores participantes com os quais a empresa possui alguma conta em aberto, que esteja na base de dados da Serasa. Ao clicar no nome do credor serão apresentadas as pendências e os canais de atendimento disponíveis (telefones, e-mail, chat) para efetivar a renegociação. O cadastro também traz aos responsáveis o benefício de serem avisadas sobre a inclusão de novos débitos com os credores participantes. Em 2017, o Serasa Recupera ajudou 40 mil companhias inadimplentes a quitarem débitos atrasados, fazendo com que R$ 55 milhões voltassem aos credores. A ferramenta conta com mais de dois mil credores, de diversos portes e segmentos.“Nosso objetivo com o Serasa Recupera PJ é reinserir essas empresas devedoras no mercado de crédito. Entendemos que este momento é propício para incentivar a aproximação de quem está devendo o seu credor, pois uma vez chegando a um acordo este último já tem um cliente recuperado para realização de futuros negócios”, diz o diretor de Pessoa Jurídica da Serasa Experian, Marcelo Leal. Para mais informações, visite www.serasaexperian.com.br

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SPC avalia que ano eleitoral vai frear nova queda dos juros

Na avaliação do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), o novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic deve ser o último recuo do ciclo de queda da taxa de juros iniciada em agosto de 2016. A decisão tomada na noite de ontem (07/02) faz com que a taxa básica de juros da economia brasileira diminua de 7,0% para 6,75% ao ano, atingindo uma nova mínima histórica. Para o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a inflação em baixa e o ritmo ainda vagaroso do crescimento favoreceram a continuidade da queda dos juros, mesmo em um ritmo mais lento. Ele pondera, no entanto, que as incertezas de um ano eleitoral devem fazer o Banco Central a interromper o ciclo de queda. “A inflação continua baixa, nos menores níveis desde o início do plano Real. Por outro lado, a expectativa é de que o IPCA volte a se aproximar da meta chegando a 4% ao final deste ano, fato que somado à expectativa de que a recuperação econômica ganhe velocidade ao longo do ano fazem com que o espaço para novas quedas significativas fique cada vez menor”, avalia Pellizzaro. “Por conta disso, a expectativa é de que essa seja a última queda deste ciclo. Novas quedas vão depender de como vão se comportar os indicadores de inflação e de atividade. E mesmo que a inflação permaneça sob controle, haverá as incertezas próprias de um ano eleitoral”, explica o presidente. Como ficam os investimentos com a Selic menor? Apesar do rendimento da poupança cair junto com o recuo da Selic, ele permanece acima da inflação. Com a Selic a 6,75%, a poupança rende um pouco menos de 5,0%. De acordo com a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, este tipo de investimento é vantajoso somente para quem está iniciando o hábito de investir e, portanto, precisa de um investimento prático e de fácil entendimento, ou para quem vai investir por um prazo mais curto. “Os rendimentos atrelados à taxa Selic, como o Tesouro Direto Selic, Fundos de Rendimento em Renda Fixa e CDBs, tiveram recuo no rendimento nominal com a queda da taxa básica de juros. Mas vale destacar que, dado que houve também um recuo da inflação, os rendimentos reais ainda continuam atrativos”, analisa Kawauti. “Por exemplo, se um investimento rende 6,75%, com a inflação próxima a 3,0%, o rendimento real chega a cerca de 3,75% o que ainda é bastante interessante. E o rendimento pode ser ainda maior no caso de CDBs de bancos pequenos garantidos pelo FGC que rendem uma porcentagem acima de 100% do CDI”, avalia. “Além disso, os títulos Tesouro IPCA + têm um rendimento real interessante, de cerca de 5% acima da inflação, o que é bem vantajoso.”

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