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Haitianos são maioria entre os imigrantes no mercado formal brasileiro

Os haitianos são os imigrantes com maior presença no mercado formal de trabalho brasileiro. O dado é da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) de 2016, a mais recente, do Ministério do Trabalho. Dos 115.961 trabalhadores não brasileiros contratados formalmente no Brasil no ano passado, 26.127 pessoas eram originárias do Haiti, 22,53% do total. O número já foi maior. Em 2015, o auge dos haitianos no país, eles chegaram a somar 34.224 trabalhadores formais. O ministro do Trabalho em exercício, Helton Yomura, explica que a imigração de haitianos foi um fenômeno que começou a ocorrer no Brasil principalmente após 2010, quando um terremoto devastou a ilha. No entanto, a crise econômica vivida pelo Brasil após 2014 encerrou essa tendência. “Essa diminuição no fluxo imigratório não ocorreu apenas com os haitianos. Outras nacionalidades também diminuíram seu contingente após a crise brasileira”, explica. Em segundo lugar na lista dos trabalhadores vindos de outros países para o Brasil estão os portugueses, com 9.088 vínculos, que antes da vinda dos haitianos ocupavam sempre a primeira colocação na lista de imigrantes no Brasil. “A forte presença de trabalhadores portugueses no Brasil é histórica, decorrente dos laços socioeconômicos que se formaram entre essas duas nações desde a época da colonização e que continuam na atualidade. Lembremos que o Brasil é a maior nação lusófona no mundo, o que fortalece sua atração junto aos demais estados lusófonos, como o próprio Portugal”, pondera Yomura. As três nacionalidades seguintes na lista de trabalhadores imigrantes no mercado formal brasileiro são de países latino-americanos: Paraguai (7.953), Argentina (7.354) e Bolívia (6.427). Com exceção dos paraguaios, que apresentaram um leve crescimento da presença no mercado formal brasileiro, todos os demais tiveram quedas, apesar de muito pequenas. “A presença considerável de nacionalidades latino-americanas no total de trabalhadores imigrantes deve-se à importância da economia brasileira na região, respondendo por cerca de 40% do PIB regional. Essa característica regional torna o Brasil um polo de atração natural para os trabalhadores da América Latina em busca de oportunidades”, acrescenta o ministro em exercício. Os venezuelanos aparecem na 19ª posição da tabela, com 1.293 vínculos. Apesar de pequeno, o número não surpreende, pois o forte da imigração da Venezuela para o Brasil ocorreu em 2017, que terá os resultados medidos apenas em 2018. Independentemente da baixa presença dos venezuelanos, os latino-americanos representam quase um terço dos imigrantes no mercado formal brasileiro. Do total de vínculos de pessoas vindas de outros países, 42.211 são de pessoas originárias da América Latina. Em segundo está a América Central e Caribe, principalmente por causa do Haiti, seguida da Europa, Ásia, África e América do Norte. Helton Yomura lembra que o Brasil é um dos países mais acolhedores do mundo em relação aos imigrantes e isso se reflete no mercado de trabalho. “Somos um país privilegiado porque não temos aqueles conflitos por causa de religião e de etnia como ocorre em outros países. E isso faz com que sejamos referência para muitos imigrantes”, afirma. Ele lembra ainda que a política brasileira em relação ao trabalho de imigrantes também favorece. “Aqui, quando um migrante entra um dos primeiros documentos que ele recebe é a carteira de trabalho. Até já apresentamos essa prática em debates internacionais sobre integração de imigrantes”, acrescenta. Apesar disso, os trabalhadores não brasileiros representam apenas 0,25% do total de empregados formais no Brasil. Em 2016, havia 46 milhões de pessoas vinculadas a alguma empresa no país, apenas 115,9 mil eram de nacionalidade estrangeira. Um grupo menor ainda, 8,4 mil, era naturalizado brasileiro. Maioria dos imigrantes se concentra no Sudeste e Sul do Brasil Dos 115.961 imigrantes que trabalhavam formalmente no Brasil em 2016, 99.501 estavam nas regiões Sudeste e Sul do país, o que representa 85,8% do total. A maioria tinha vínculo em São Paulo, que concentrava 43.141 trabalhadores não-brasileiros. O segundo maior estado em número de imigrantes era Santa Catarina, com 14.348 trabalhadores formais vindos de outros países. Com exceção dos portugueses, que estão presentes em todas as regiões do Brasil, a origem dos imigrantes varia conforme a região. No Sul e Sudeste predominam os haitianos. Eles também estão entre os principais trabalhadores não brasileiros do Centro-Oeste, ficando atrás apenas dos paraguaios nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde a proximidade geográfica com o país latino é maior. O coordenador substituto da Coordenação Geral de Imigração do Ministério do Trabalho, Luiz Alberto Matos dos Santos, explica que o grande fluxo dos haitianos foi para a região Sul, principalmente Santa Catarina, onde eles trabalham na criação, trato e abate de animais e na indústria ligada à área da alimentação. No Norte, peruanos e bolivianos estão entre as principais nacionalidades devido à proximidade com a fronteira. “O Acordo de Residência do Mercosul e Países Associados permite aos moradores dessa região trabalharem em qualquer um dos países do acordo por até dois anos sem necessidade de solicitar autorização de trabalho. Depois de dois anos, se eles comprovarem meios de subsistência, poderão conseguir a autorização de permanência definitiva. Isso faz com que o fluxo, principalmente na fronteira, seja mais alto”, explica. No Nordeste são os europeus que predominam. Segundo Luiz Alberto, eles trabalham principalmente nas cidades turísticas e no ramo de hotelaria. A exceção está no Ceará, onde existe um número grande de coreanos. “No Ceará fica a Companhia Siderúrgica do Pecém, que é coreana e veio para o Brasil a partir de um consórcio com a Vale do Rio Doce”, explica. Luiz Alberto chama ainda a atenção para o fluxo de bengaleses em quase todo o território nacional. “Há um grande número de pessoas de Bangladesh que pedem refúgio no Brasil. Eles normalmente não se enquadram nas regras da concessão de refúgio, mas como o Conselho Nacional para Refugiados (Conare) leva até dois anos para analisar os pedidos, eles acabam ficando e com autorização para trabalhar”, explica. Perfil dos 5+ O perfil dos imigrantes no mercado de trabalho brasileiro é diferente conforme a nacionalidade. Enquanto os trabalhadores dos três principais países latino-americanos e os do Haiti têm

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7 fotos de faculdades e universidades de Pernambuco antigamente

O surgimento das universidades é uma experiência milenar. No Brasil as mais antigas datam pouco mais de 100 anos. Nesta semana de listões do Sisu, com muitas celebrações de aprovação pelo tão sonhado acesso ao ensino superior, fizemos uma seleção de 7 imagens de algumas das mais antigas instituições de ensino superior de Pernambuco. UFPE, UFRPE e Unicap são algumas das mais tradicionais universidades que estão na nossa lista. 1. Faculdade de Direito – UFPE – Localizada em frente ao Parque Treze de Maio, foi fundada em 1827. 2. Faculdade de Medicina – Atualmente, é o prédio do Memorial da Medicina de Pernambuco. Tem como data de fundação o ano de 1915. 3. UFRPE – Em 1922, despedida da Ordem Beneditina em visita à Escola Superior de Agricultura. A universidade teve sua origem a partir da criação das Escolas Superiores de Agricultura e Medicina Veterinária São Bento, na cidade de Olinda, em 1912. 4. Unicap – A sua origem foi com a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras Manoel da Nóbrega, em 1943. A formalização como universidade aconteceu em 1951. 5. Fafire – Fundado em 1940 como Instituto Superior de Pedagogia, Ciências e Letras Paula Frassinetti, criado a princípio apenas para a formação de mulheres. 6. Construção do Campus da UFPE – A instituição tem como fundação o ano de 1946, mas diversos dos seus cursos já funcionavam décadas antes, como faculdades espalhadas pela cidade do Recife. 7. Faculdade STBNB – Recém reconhecida como faculdade, mas com mais de 100 anos como seminário batista. Foi fundado pelo missionário Salomão Ginsburg, em 1902. Se você tem fotos antigas da sua universidade, mande para nós pelo e-mail: rafael@algomais.com   *1 e 2. Fotos do Acervo de Josebias Bandeira – Fundaj *3. Foto da UFRPE foi extraída do Livro 100 anos da UFRPE *4. Foto da Unicap foi extraída do site da universidade *5. Imagem extraída do vídeo comemorativo de 75 anos da Fafire *6. Foto da seção de História do site da UFPE *7. Foto do site do STBNB

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Pernambuco: 16 concursos com inscrições abertas

Diversos novos editais foram apresentados nesta semana, com destaque para Secretaria de Saúde de Pernambuco, Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco e a Prefeitura de Olinda. O salário mais alto entre os concursos com inscrições abertas é para Procurador Geral do Estado, que oferece remuneração de R$ 13,6 mil. Confira abaixo a lista com as vagas, salários e informações sobre inscrições: Secretaria de Saúde de Pernambuco Vagas: 9 Oportunidades: Profissionais com ensino superior na área de saúde para serem supervisores de ensino Inscrições: Até o dia 9 de fevereiro, no endereço da Rua Quarenta e Oito, nº 224, Espinheiro (ou via Sedex) Salários: R$ 1,5 mil Confira o edital: Publicado no Diário Oficial de Pernambuco (Poder Executivo), de 24 de janeiro de 2018, começando na página 6 (https://www.cepe.com.br/) Câmara de Brejão Vagas: 4 Oportunidades: Auxiliar de Serviços Diversos, Auxiliar Administrativo, Assessor Legislativo e Controlador de Sistemas Inscrições: Até o dia 20 de fevereiro, no site: www.advise.net.br Salários: Até R$ 2 mil Confira o edital: Câmara Municipal de Brejão Prefeitura de Lagoa Grande Vagas: 72 Oportunidades: Professor de Educação Infantil e Fundamental, Professor de Língua Portuguesa, Professor de Matemática, Professor de Geografia, Professor de Ciências Biológicas, Intérprete de Língua Brasileira de Sinais, Instrutor de Língua, Brasileira de Sinais e Brailista. Inscrições: Até o dia 29 de janeiro, no site www.diganalyses.com.br Salários: Entre R$ 937 e R$ 1.149,40. Confira o edital: Prefeitura de Lagoa Grande Conselho Regional de Farmácia de Pernambuco Vagas: 21 vagas imediadas + 83 para cadastro de reserva Oportunidades: Assistente Administrativo Financeiro, Assistente Administrativo Gestão de Pessoas, Assistente Administrativo Operacional, Analista – Administrador, Analista – Gestão de Pessoas, Advogado e Farmacêutico Fiscal. Inscrições: Até o dia 28 de fevereiro, no site: paconcursos.com.br Salários: R$ 5.553,47 Confira o edital: Concurso do CRF-PE Prefeitura de Granito Vagas: 18 Oportunidades: Médico de Saúde da Família, Cirurgião Dentista, Enfermeiro, Fonoaudiólogo, Psicólogo, Educador Físico, Fisioterapeuta, Farmacêutico e Nutricionista. Inscrições: Até o dia 1º de fevereiro, na Secretaria de Administração da prefeitura. Salários: Até R$ 8 mil Confira o edital: Prefeitura de Granito Prefeitura de Cupira Vagas: 161 Oportunidades: Agente comunitário de saúde, agente de combate às endemias, agente de trânsito, auxiliar de secretaria escolar, fiscal de tributos, guarda municipal, professor em diversas matérias, técnico em enfermagem, técnico em radiologia, nutricionista, entre outros. Confira no edital. Inscrições: Até o dia 28 de fevereiro, pelo site: http://www.admtec.org.br Salários: Até R$ 1.914 Confira o edital: Prefeitura de Cupira Prefeitura de Altinho Vagas: 225 Oportunidades: Analista de Cultura, Analista de Esportes, Analista de Turismo, Assistente Social, Biólogo, Biomédico, Enfermeiro, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Ambiental, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Médico, Médico Veterinário, Nutricionista, Professor de Ciências, Professor de Educação Física, Professor de Geografia e Professor de Matemática, entre outros. Inscrições: Até o dia 28 de janeiro, pela via internet nos sites: www.altinho.pe.gov.br, www.admtec.org.br ou www.consorcioconiape.pe.gov.br. Salários: Até R$ 5.726 Confira o edital: Concurso da Prefeitura de Altinho Prefeitura de Panelas Vagas: 409 Oportunidades: Assistente técnico de informática, Fiscal de Tributos, Mecânico de Máquinas Pesadas, Professor, Agente Comunitário de Saúde, Técnico de Enfermagem, Fiscal de Obras, Enfermeiro, Médico, Odontólogo, Enfermeiro, Nutricionista, Farmacêutico, Fisioterapeuta, Médico Veterinário, Psicólogo e Engenheiro Civil, entre outros. Inscrições: Até o dia 28 de fevereiro no site http://www.admtec.org.br Salários: Entre R$ 937 e R$ 12 mil Confira o edital: Seleção simplificada da Prefeitura de Panelas Prefeitura de Água Preta Vagas: 29 Oportunidades: Assistente Social, Auxiliar Administrativo, Digitador, Educador Social, Entrevistador, Motorista, Orientador Social, Pedagogo, Psicólogo, Recepcionista e Auxiliar de Serviços Gerais. Inscrições: Até 15 de fevereiro, na Coordenadoria da Mulher, localizada na Rua Manuel Borba, nº 48. Salários: Até R$ 1,2 mil Confira o edital: Prefeitura de Água Preta Prefeitura de Poção Vagas: 39 Oportunidades: Auxiliar de Serviços Gerais, Motorista, Nutricionista e Professor de Ensino Fundamental (Anos Iniciais/Educação infantil/EJA, Português, Matemática, Ciências, História, Geografia, Educação Física e Inglês). Inscrições: Entre 29 de janeiro a 2 de fevereiro, na sede da Secretaria de Educação (Avenida Conrado de Andrade,45, Centro) Salários: Até R$ 1,6 mil Confira o edital: Seleção Pública de Poção Prefeitura de Olinda Vagas: 169 Oportunidades: Programador/Desenvolvedor, Analista de Sistemas, Professor da Educação Infantil e do Ensino Fundamental, Professor de Português, Professor de Inglês, Professor de Matemática, Professor de Ciências, Professor de História, Professor de Geografia, Professor de Educação Física, Professor de Música, Professor de Artes, Professor de Informática, Nutricionista, Técnico Intérprete de Libras, Técnico Braillista, Técnico de Informática. Inscrições: Pelo site www.upenet.com.br, até o dia 25 de fevereiro. Salários: Entre R$ 937 e R$ 2.089,97 Confira o edital: Concurso para Prefeitura Municipal de Olinda Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe Vagas: 526 Oportunidades: Técnico de Laboratório, Técnico em Enfermagem, Técnico em Raio-X Hospitalar, Técnico Entomológico, Terapeuta Ocupacional, Analista de Controle Interno, Analista Jurídico, Arquiteto, Assistente Social, Auditor de Tributos, Educador Físico, Enfermeiro, Engenheiro Civil, Farmacêutico, Fiscal de Obras, Fisioterapeuta, Fonoaudiólogo, Médico, Médico Veterinário, Nutricionista, Odontólogo, Procurador Municipal, Psicólogo, Psicopedagogo, entre outros. Inscrições: Até o dia 28 de fevereiro no site http://www.admtec.org.br Salários: Entre R$ 965,11 e R$ 2.500 Confira o edital: Seleção Simplificada Prefeitura de Toritama Vagas: 276 Oportunidades: Para professores, motorista, agente administrativo e auxiliar de serviços gerais. Inscrições: Até o dia 1ºde fevereiro, na sede da Casa de Justiça e Cidadania (Rua Eusébio Soares, 440, Centro). Salários: Até R$ 2,4 mil Confira o edital: Prefeitura de Toritama Procuradoria Geral do Estado Vagas: 10 Oportunidades: Procurador do Estado Inscrições: Até o dia 2 de fevereiro pelo site: http://www.cespe.unb.br/concursos/pge_pe_18_procurador Salários: R$ 13.648,64 Confira o edital: Concurso para Procurador do Estado de Pernambuco Prefeitura de Carpina Vagas: 349 Oportunidades: Assistente Administrativo; Assistente Social; Atendente Hospitalar; Cirurgião Dentista; Dentista; Educador Físico; Eletricista; Encanador; Enfermeira; Farmacêutico; Fisioterapeuta; Fonoaudiólogo; Médico Cirurgião Geral; Médico Infectologista; Médico Obstetra, Médico Ortopedista, Médico Pediatra, Médico Plantonista, Médico Psiquiatra; Médico SAMU; Médico UBS; Médico Veterinário; Merendeira; Motorista; Nutricionista; Pedagoga; Porteiro; Professor (Educação Infantil, Ensino Fundamental, Inglês, Matemática e Português); Professor Auxiliar; Psicólogo; Técnico em Enfermagem; Técnico em Radiologia; entre outros. Inscrições: Até o dia 8 de fevereiro, na sede da Prefeitura (Praça São José, n° 95, Centro de Carpina). Salários: Entre R$ 954 e R$ 10 mil Confira o edital: Prefeitura de Carpina UFPE Vagas: 89 Oportunidades: Professores das áreas de Engenharia Civil, Eletrotécnica Geral, Circuitos Elétricos, Sistemas Embarcados, Engenharia Naval, Mecatrônica, Energia, Tecnologia de

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Planeje as próximas férias com turismo no interior

Que tal aproveitar as férias e visitar lugares bonitos, interessantes, mas pouco conhecidos do interior pernambucano? Ou programar para este ano dar uma esticada em destinos pouco explorado pelos visitantes?Conversamos com alguns especialistas e representantes do trade turístico local para trazer algumas dicas de cidades ou de roteiros ainda pouco badalados. Afinal, Pernambuco dispõe de opções que vão do ecoturismo ao balonismo. “Todos os pequenos municípios do Estado são desconhecidos pelos pernambucanos. E em vários deles há excelentes opções de lazer do turismo rural, técnico-científico pedagógico e cultural”, afirma a presidente da Associação Pernambucana de Turismo Rural (Apeturr) Melânia Vieira. Na lista das cidades com equipamentos com essas características estão Vicência, São Benedito do Sul, Paudalho, Goiana, entre outros. Melânia explica que os turistas valorizam bastante experimentar o modo de vida rural e a recepção dada pelos proprietários dos equipamentos de lazer instalados nessas cidades. “Ter o encantamento da vida rural, acordar com o canto dos passarinhos, degustar da gastronomia típica da região e desfrutar do ar puro, enfim, conhecer o nosso modo de viver no campo deixa o turista bem entusiasmado”. O site da organização indica opções de hospedagem, gastronomia e visitações de segmentos bem diversificados (www.apeturr.com.br), como o turismo de observação de pássaros, que é realizado pela Refúgio do Rio Bonito (em Bonito), pelo Aparauá (em Goiana), pela Fazenda Brejo (em Saloá) e pelo Engenho Laje Bonita (em Quipapá). Este último, além de permitir apreciar a beleza das aves, mantém a produção de cachaça e rapadura para deleite dos turistas. Alguns desses equipamentos associados à Apeturr possuem Reservas Particulares de Patrimônio Natural (RPPN). ZONA DA MATA Na Zona da Mata pernambucana uma dica de turismo pedagógico é a Cachaçaria Sanhaçu, que fica localizada na cidade de Chã Grande. O local, que oferece o day use (não dispõe de hospedagem), foi visitado por milhares de pessoas no ano passado, interessadas em conhecer a experiência de produção orgânica da bebida, que tem agregado a esse processo diversas iniciativas sustentáveis. Praticamente toda energia do processo produtivo da Sanhaçu, por exemplo, é movida à energia solar. Na fazenda existe também uma lojinha que vende as cachaças, doces e outros produtos ligados à marca.   Outra opção diferenciada do turismo pernambucano é o passeio de balão promovido pela empresa GT Promo Balonismo. Nesses voos é possível conhecer a área rural do município de Bonito.De acordo com a diretora técnica do Sebrae, Ana Dias, todas as microrregiões pernambucanas têm roteiros turísticos que oferecem experiências gastronômicas, culturais e ecológicas bastante atrativas. “Estamos com novos trabalhos na Mata Norte, com um roteiro ligado aos engenhos e maracatus”, explica. SERTÃO O Sebrae também trabalha com destinos dos sertões do Pajeú e Central. A dica de Ana Dias são os três festivais criativos que acontecerão ao longo do ano em Exu, São José do Egito e Serra Talhada. “Nessa região é muito forte a música, a dança, a poesia e a gastronomia, sempre vinculadas com a história local”, afirma a diretora. No Pajeú, recentemente, foi inaugurado o Museu Zé Dantas, em Carnaíba, que faz homenagem ao músico e compositor parceiro de Luiz Gonzaga, e a escadaria Nossa Senhora de Lourdes, em Solidão, que é o acesso dos romeiros ao Cristo Redentor da cidade. As novas estruturas dão apoio ao turismo cultural e religioso da região.A diretora do Sebrae destaca ainda Triunfo, como uma alternativa para pessoas que querem ter experiência com a natureza mais virgem e sem depredação. Um passeio imperdível da cidade é fazer a visita ao Pico do Papagaio, o ponto culminante do Estado, situado a 1.260 metros acima do nível do mar. A cidade dispõe também do passeio de teleférico no Sesc e da Cachoeira do Pinga. AGRESTE No Agreste, uma dica menos conhecida do público é a Serra dos Cavalos ou o Parque Natural Municipal Professor João Vasconcelos Sobrinho. De acordo com a gerente de turismo da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, Kalliny Gomes, trata-se de um parque tombado, ideal para quem deseja fazer trilhas e aproveitar a natureza. “O parque oferece uma vista muito bonita e tem um microclima mais ameno que o da cidade de Caruaru.No entorno da Serra dos Cavalos há também a Fazenda VrajaDharma, que é o primeiro centro Hare Krishna do Nordeste. É um ambiente rural, onde o visitante pode vivenciar uma experiência de relaxamento e meditação, provar da culinária natural e inclusive pernoitar nos chalés da comunidade.Além dessa opção de um turismo mais ambiental, Kalliny indica que os turistas podem explorar quatro menus do roteiro gastronômico da cidade e também conhecer o Teatro do Mamulengo. “Esse é um espaço que só é mais conhecido pelos caruaruenses. Funciona numa antiga estação ferroviária e tem uma história bem interessante”, sugere. Para conhecer mais opções de turismo e lazer em Caruaru, a Prefeitura Municipal lançou recentemente o site: www.visitecaruaru.com.br. No endereço eletrônico é possível fazer até um tour virtual por alguns dos roteiros indicados.

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Projeto Ruas Completas prevê humanização da Rua da Hora

Reduzir a velocidade da via para 30 km/h, retirar uma das faixas para veículos e investir na qualificação das calçadas fazem parte de uma série de intervenções planejadas pelo Instituto da Cidade Pelópidas Silveira no projeto Ruas Completas para a Rua da Hora, no Espinheiro. O projeto piloto na cidade, que promete uma transformação urbana para humanizar ainda mais o bairro, foi apresentado pelo secretário-executivo do ICPS, Sidney Schreiner, em reunião que aconteceu na TGI. “Iremos priorizar a melhoria para a mobilidade ativa e para transporte público. A meta é tornar as ruas atrativas para as pessoas não para os carros”, afirmou. O projeto prevê supressão de uma das faixas de veículos para o alargamento das calçadas, elevação de travessias de pedestres e afunilamento das esquinas nas vias transversais. Entre as intervenções está prevista ainda a transformação das faixas de rolamento remanescentes em ciclorrota, por meio da implantação de sinalização para o compartilhamento entre a bicicletas, carros, motos e ônibus. A via que hoje tem uma velocidade média de 50 km/h será reduzida para 30 km/h. Essa diminuição integra as ações para aumentar a segurança dos pedestres e ciclistas e estimular a presença de mais pessoas na rua. “Hoje a média é de mil pessoas por hora caminhando na rua, com essas intervenções esse número vai dobrar ou triplicar, incentivando também o comércio de rua”, declarou. A atratividade para uma presença mais intensiva de pessoas circulando no local será incrementado com novos mobiliários e equipamentos urbanos. Uma preocupação tratada na reunião é a conservação e manutenção das árvores. Elas são um fator que contribui para a caminhabilidade no bairro, com o sombreamento diário, mas dificultam a iluminação pública. Frente a esse problema, uma das metas futuras para o local está o embutimento da fiação e implantação de iluminação adequada. Uma das intervenções para reduzir o trânsito na via será a instalação de um semáforo no ponto de encontro da Rua da Hora com a Avenida Rosa e Silva. Os especialistas apontaram esse como um dos principais gargalos que tem ocasionado os engarrafamentos no bairro. “É uma iniciativa importante para que as pessoas voltem a ocupar a rua. Será muito atrativo e positivo para o comércio, inclusive no horário noturno”, destacou na reunião a moradora do bairro, Nidiane Cavalcanti. O consultor Francisco Cunha alertou para a necessidade de discutir também o acompanhamento do projeto, não apenas as intervenções. “As boas calçadas são muito usadas pelas motos ou ocupadas por carros para estacionamento. Além disso, sem uma manutenção adequada, em seis meses tudo se acaba de novo”, disse. Ele ressaltou também a necessidade de haver um replantio da arborização que foi derrubada no bairro nos últimos anos. O conceito de Ruas Completas visa a democratização e valorização do espaço público para garantir a segurança e o conforto a todos os modos de transporte. A proposta para a Rua da Hora está em construção conjuntamente com moradores, comerciantes, movimentos da sociedade civil organizada, além dos especialistas da Prefeitura do Recife.

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Carnaval dá ritmo a negócios da cervejaria artesanal

Mais que uma festa pública para se divertir e marcar a proximidade da Semana Santa, o Carnaval também é uma data propícia para potencializar os negócios do segmento da cerveja artesanal. E atrair novos adeptos. A cada ano, a bebida tem despertado o paladar de muitos consumidores e abocanhando parte do mercado das chamadas brejas. Só para se ter ideia, levantamento divulgado início deste mês pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento mostra que a cerveja artesanal tem crescido cerca de 40% ao ano e coloca Pernambuco como o oitavo estado produtor. “A folia de Momo também é o momento de muitas empresas firmarem suas marcas e se aproximaram dos consumidores, por meio de ações de relacionamento e experiências, sejam em festas privadas ou disponibilizando rótulos variados em estabelecimentos como opções”, afirma o mestre-cervejeiro e sócio da Dimer & Fialho Consulting, Luciano Fialho. Segundo o consultor – que tem mais de 20 anos de atuação no ramo de cerveja e tem título de mestre pela Université Catholique de Louvain (Bélgica) – empresas do setor made in Pernambuco já estão entrando nesse passo. A DeBron Bier, por exemplo, vai instalar a Casa da DeBron, em Olinda (PE), e vai funcionar todo os dias em esquema de day use. Oferecendo serviços especiais e conforto, o espaço vai disponibilizar também atrações musicais, comidas regionais, banheiro higienizado, segurança e vários estilos de chopp DeBron. Outra iniciativa é a Casa da Babylon, em Olinda. Também vai adotar o formato day use open bar, com vários tipos de cervejas artesanais. O serviço incluirá ainda open bar com Whisky, vodka, aguardente, catuaba, drinks entre outros e atrações musicais. Terra dos Papangus Tem também a Dona da Breja – um trailer que comercializa cervejas artesanais – que vai realizar um passeio de ida e volta para quem quer curtir o domingo (11) de Carnaval de Bezerros, também conhecida como ‘Terra dos Papangus’ e tradicional reduto de foliões no interior do Estado. Inclui open bar, com direito a caneca personalizada, em van climatizada, com saída da Praça do Derby, no Recife (PE).

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Carnaval deve atrair mais de 10 milhões de turistas e movimentar R$ 11 bilhões

O feriado de carnaval, que este ano ocorre de 9 a 13 de fevereiro, deve injetar R$ 11,14 bilhões na economia nacional e resultar em um fluxo total de 10,69 milhões de viajantes brasileiros e cerca de 400 mil turistas internacionais. As estimativas foram divulgadas hoje (25) pelo Ministério do Turismo. Se as projeções se confirmarem, será um crescimento de 0,75% no número de turistas em relação ao feriado do ano passado. As cidades mais procuradas para o carnaval, segundo o ministério, são o Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, o Recife e Olinda. Juntas, elas representam 65% de toda a movimentação financeira no período: R$ 7,4 bilhões. As vendas de pacotes de viagens aumentarão 15% em relação ao mesmo período de 2017, de acordo com dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav). Além das cidades conhecidas pela folia, Foz do Iguaçu (PR) e os cruzeiros marítimos também registram maior procura no período. Entre os visitantes estrangeiros, a maioria será proveniente de países como a Argentina, os Estados Unidos, o Paraguai, Chile, Uruguai, a França e Alemanha. Folia nos estados No Rio de Janeiro são aguardados 1,5 milhão de turistas que, somados aos moradores da cidade, devem injetar R$ 3,5 bilhões na economia local para acompanhar os desfiles das escolas de samba na Marquês de Sapucaí e os blocos de rua. Os hotéis da capital fluminense esperam chegar à marca de 85% de ocupação, número 7% maior que o do ano passado. Na capital paulista, de acordo com a São Paulo Turismo (SPTuris), as atrações do sambódromo e os blocos de rua devem movimentar R$ 464 milhões. Os reflexos também serão sentidos no litoral paulista, que deve registrar ocupação de 90% em sua rede hoteleira. Em Salvador, que tem um dos maiores carnavais do país, são esperados 770 mil turistas e uma receita de R$ 1,7 bilhão. A ocupação hoteleira na capital baiana deve atingir 98% durante os dias de folia. A capital mineira, Belo Horizonte, deve atrair até 3,6 milhões de foliões em seus 480 blocos, entre turistas e moradores da cidade, informou o Ministério do Turismo. Ao todo, eles deverão deixar na economia local mais de R$ 600 milhões durante os quatro dia de festa. Em Pernambuco, a folia deve atrair 1,7 milhão de pessoas e arrecadar R$ 1,2 bilhão. A ocupação hoteleira poderá chegar a 95%, estima o governo. Na capital, Recife, estão previstos 43 polos de animação espalhados pela cidade, com mais de duas mil apresentações. No tradicional carnaval de Olinda, haverá 230 atrações artísticas, 80 cortejos itinerantes, 300 orquestras de frevo, 60 agremiações e 1.500 blocos, troças, maracatus, afoxés, caboclinhos, clubes, entre outros. (Agência Brasil)

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O boom das cervejas artesanais

Em pouco mais de dois anos, a produção de cerveja artesanal deixou de ser um hobby de amigos para se tornar um segmento produtivo promissor em Pernambuco. Várias das atuais marcas locais, que já estão nas prateleiras de casas especializadas ou mesmo dos supermercados, nasceram para consumo caseiro. Mas encontraram um mercado ansioso por experimentar bebidas mais sofisticadas. Atualmente, os apreciadores de cervejas têm a sua disposição mais de 20 rótulos tipicamente pernambucanos, que juntos produzem entre 80 mil e 100 mil litros por mês, de acordo com a Dimer & Fialho Consulting. O pernambucano Tiago Gomes, 37 anos, já experimentou pelo menos 10 marcas de cervejas artesanais do Estado, influenciado por familiares. Começou pelas importadas. “Depois de conhecer também as produções nacionais, comecei a consumir as pernambucanas em festas e eventos. Hoje posso dizer que alguns dos rótulos locais têm o mesmo nível das cervejas artesanais estrangeiras, inclusive com sabor bem melhor”, elogia. Além de consumir em casa, ele bebe semanalmente com um grupo de 30 apreciadores da “gelada”. “Frequentamos alguns lugares especializados, que têm feito o movimento de priorizar as marcas pernambucanas”, conta Tiago até já se arriscou a produzir cerveja na cozinha de casa para consumo próprio. Apesar do crescente interesse do público, a demanda da bebida artesanal em terras pernambucanas representa apenas 0,1% do market share, segundo informações da Apecerva (Associação Pernambucana de Cervejarias Artesanais de Pernambuco). No Brasil, a produção já alcança 0,7% de participação. Números ainda muito distantes de mercados mais amadurecidos, como dos Estados Unidos, que já superaram a marca dos 12,3%, segundo dados da Brewers Association de 2016. Essa sofisticação do consumo da bebida do Brasil foi vivenciada, num passado recente, entre os apreciadores de vinhos e uísques, como recorda Luciano Fialho, mestre cervejeiro e sócio da Dimer & Fialho Consulting. “Beba pouco e beba melhor. Essa é a mensagem dada pela produção artesanal. O brasileiro está aprendendo a tomar uma boa cerveja. E Pernambuco é o Estado com maior número de cervejarias do Nordeste e tem toda capacidade de se tornar um polo para a região”, avalia o especialista. Além do aquecimento do mercado atual, Luciano lembra que o Estado tem uma história de pioneirismo com a bebida. Isso porque no longínquo ano de 1641 foi montada no Recife, nas Graças, uma estrutura de produção de cerveja a pedido de Maurício de Nassau, que teria durado até 1654, com a queda do regime holandês. Para aproveitar o interesse do consumidor e gerar novas oportunidades dentro do segmento, as empresas produtoras organizaram recentemente a Apecerva, presidida pelo cervejeiro da Babylon, Filipe Magalhães. “Juntas, as cervejarias pernambucanas produzem cerca de dois milhões de litros por ano. As pioneiras nasceram no ápice da crise econômica brasileira. O segmento está em franca expansão porque a procura pelos nossos produtos é cada vez maior”, avalia. Sua marca, a Babylon, em um ano dobrou a produção de 10 mil litros para 20 mil litros por mês. A parceria dos players do segmento é vista como um potencial pelo diretor da Capunga, Dante Peló. “Esse é um movimento muito interessante, pois somos parceiros. Não concorrentes. É uma união que nos ajuda a trocar ideias e buscar benefícios para todos. Nossa concorrência hoje é com as grandes cervejarias que dominam 99% no mercado”. A Capunga, que é pioneira na comercialização de cerveja artesanal em garrafa, possui hoje uma produção de 12 mil litros por mês, sendo comercializada principalmente na Região Metropolitana do Recife. EXPERIMENTAR Um dos pernambucanos que migrou das cervejas “tradicionais” para as artesanais é o jornalista José Henrique Mota, mudança de hábito iniciada numa visita à Alemanha em 2005. “Fui para um festival de heavy metal e tive o primeiro contato com as cervejas de trigo, algumas pretas mais sofisticadas e daí em diante comecei a procurar marcas diferentes. E sigo nessa busca desde então”. José Henrique experimentou quase todas as cervejas pernambucanas, inclusive algumas que ainda não têm registro do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na sua lista estão inclusive marcas menos conhecidas como a Patt Lou, de Vitória de Santo Antão.O jornalista conhece as novidades em eventos, mas o consumo semanal normalmente é em casa mesmo. Para Thomé Calmon, diretor da Debron, um dos esforços do segmento é de levar os consumidores a experimentarem. “Quem prova a artesanal não consegue mais beber a cerveja de massa. Esse primeiro passo demora devido às barreiras de preço e até de acesso, que ainda é um pouco restrito”. A Debron, que tem capacidade instalada para 55 mil litros por mês, busca conquistar consumidores participando de eventos e abrindo sua própria fábrica para visitação diariamente e com visita guiada aos sábados. Em 2018 a marca lança três novos rótulos ainda no primeiro semestre. DESAFIOS Além de estimular que novos consumidores conheçam as bebidas artesanais, as cervejarias locais têm como meta ultrapassar cada vez mais as fronteiras do Estado e vencer algumas barreiras tributárias, que encarecem o produto. “A questão dos impostos é um problema. Hoje as grandes cervejarias têm incentivos muito maiores para estar em Pernambuco, condições diferenciadas. Mas os produtores artesanais não contam com tantas facilidades e temos um produto mais caro, pois precisamos de mão de obra especializada, que é uma oferta escassa, além de termos que diluir nossos custos em escalas menores”, explica o empresário Diogo Chiaradia, da cervejaria Ekaüt. A reivindicação de incentivos tributários é de todos os produtores. A fábrica da Ekaüt tem capacidade de produção de 30 mil litros por mês, mas está realizando uma expansão para ter capacidade de produzir 100 mil litros mensais. Atualmente a empresa comercializa oito rótulos diferentes, tendo 90% do seu público consumidor dentro do Estado. Apesar das reivindicações, a Apecerva avalia que o alinhamento com os representantes do poder público tem sido um fator positivo. Bruno Schwambach, secretário de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Recife, afirma que o poder municipal e o Governo do Estado estão trabalhando numa pauta comum para apoiar o arranjo produtivo. Entre as ações planejadas estão a inclusão das

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Apenas 21,7% se sentem seguros ao andar a pé nas cidades

Insegurança é a principal sensação dos brasileiros que se deslocam a pé pelas cidades. Estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indicou que apenas 21,7% dos pedestres se sentem seguros. Entre as mulheres a situação é ainda pior: 17,5%. Indicadores que demonstram a necessidade de compreender as razões que tem afastado as pessoas dos espaços públicos e, por consequência, alimentado ainda mais esse sentimento. A compreensão dos especialistas em urbanismo é de que uma das principais medidas para combater a violência urbana é ter mais gente nas ruas. Lugares isolados, com pouca movimentação e baixa iluminação são os mais suscetíveis a promoção de violência. Para 75,2% das pessoas entrevistadas a presença de iluminação pública interfere na decisão em andar a pé. Outro fator que estimula a mobilidade a pé é a presença de comércios, serviços, saúde e educação nas proximidades (para 85,4% dos entrevistados). Mais um sinal de que bairros com um bom mix de serviços permite uma mobilidade mais humana e com menos carros nas ruas. Os brasileiros concordam ainda que é preciso mudar a prioridade no trânsito. O estudo revelou que 80,3% concorda que mais ruas e avenidas sejam fechadas aos domingos para circulação de pedestres e ciclistas. Essa percepção é nacional, mas se fosse aplicada ao Recife, é provável que os números seriam ainda mais alarmantes. Com a recente onda de crescimento da violência e as dificuldades de iluminação da cidade, o estímulo à mobilidade a pé por um maior número de recifenses é uma meta com dificuldades de ser superada. A pesquisa ouviu 1,5 mil pessoas das 27 capitais brasileiras, de todas as classes econômicas.

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O risco político para a retomada econômica

Sim, é certo que a retomada econômica pós-recessão já se iniciou e que, em alguma medida, ela está descolada da crise política. Porém não de todo. Do ponto de vista econômico, existe ainda um importante obstáculo de ordem fiscal a ser removido no meio do caminho da retomada: um déficit orçamentário federal expressivo somado à necessidade de um superávit primário vultoso. Trata-se, no conjunto (um mais o outro), da necessidade de um ajuste fiscal de mais de R$ 300 bilhões, sem o qual o teto da dívida pública não se estabiliza e, por conseguinte, a credibilidade das contas nacionais perante o mercado e os credores (inclusive internacionais) fica comprometida, comprometendo, por sua vez, a retomada. Embora esse seja um obstáculo de natureza econômica, para ser removido requer ação de natureza política, o que confere grande importância ao resultado da próxima eleição presidencial. Se tivermos o azar de eleger um presidente populista que não esteja comprometido com esse ajuste fiscal essencial, vamos ver a partir de 2019, novamente, o filme da deterioração das contas públicas, junto com a retomada da inflação e a da subsequente recessão para baixá-la. Um déjà vu totalmente desnecessário. Um complicador para uma escolha sensata de alguém comprometido com a arrumação das contas públicas, sem a qual a retomada econômica será comprometida, é o clima de radicalismo que se instalou no Brasil nos últimos anos. Um verdadeiro Fla x Flu político, jogo em que os envolvidos se xingam, não se ouvem e todos perdem, o País muito mais… Nunca vi nada nem sequer parecido mesmo tendo entrado na faculdade em 1976, em plena ditadura militar. Fiz passeata e corri da polícia, mas assisti a muitos debates minimamente civilizados em que uma parte ouvia a outra. Discordava, mas ouvia. Hoje, a impressão que tenho é que ninguém mais ouve ninguém e cada um diz (e escreve!) o que lhe vem à cabeça, sem se preocupar minimamente com a manutenção das condições do diálogo… Neste ano que se inicia, de retomada da economia e de eleições presidenciais, faço votos que os ânimos se apaziguem um pouco mais e possamos ter um pleito o menos radicalizado possível, com a eleição de um presidente comprometido com o indispensável ajuste das contas públicas. Que assim seja! *Artigo do consultor Francisco Cunha, publicado na Última Página na edição de janeiro da Revista Algomais 

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