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Empregos: a disrupção digital vai fechar muitos e criar poucos. De que lado você estará?

As grandes mudanças no ambiente de negócios causadas pelo rápido avanço da tecnologia e pela popularização da internet, chamada de disrupção digital, vai impactar não somente as empresas, mas principalmente os empregos como conhecemos hoje. Muitos deles tendem a desaparecer e outros vão surgir. De que lado você estará? Desde a revolução industrial no final do século 19 que as máquinas fecharam muitos postos de trabalho, sobretudo aqueles de repetição. Essa tendência ainda é crescente com o avanço dos softwares embarcados em robôs capazes de realizar tarefas altamente especializadas em fábricas e armazéns. Inclusive, Bill Gates, fundador da Microsoft (vejam só), está propondo cobrar imposto de renda desse tipo de máquina inteligente. Ele defende que, se a inteligência artificial vai roubar um emprego, ela também deveria pagar impostos. Uma questão polêmica, pois o ganho de produtividade obtido pelo uso das máquinas pode não valer a pena quando comparado ao custo da taxação proposta. Tem que esperar para ver. Mas o problema é maior do que parece. O estudo O Futuro do Emprego, do pesquisador Carl Frey, da Universidade de Oxford, realizado em 702 ocupações do mercado americano de trabalho, concluiu que 47% delas corriam alto risco de serem automatizadas nos próximos 20 anos. E o grande impacto dessa vez estará fora das fábricas e vai atingir uma quantidade maior de profissões, em especial aquelas de baixa qualificação e mais ligadas ao setor de serviços. E o que fazer diante desse novo cenário? Um caminho é entender o funcionamento da Gig Economy, uma tendência na qual um profissional pode ter vários trabalhos complementares. Com o uso de aplicativos, será cada vez mais possível prestar vários serviços ao longo do dia, principalmente aqueles que podem ser contratados sob demanda: motorista (Uber), fotógrafo, cuidador de idosos e de crianças, professor particular, fisioterapeuta, esteticista, recreação, guia turístico, personal trainer, serviços de manutenção em geral, entre outros. Em outras palavras, o emprego está em risco, mas “trabalho” parece que não vai faltar. MAIS VALORIZADAS As profissões que ganharão força com a disrupção digital serão aquelas que exigem habilidades sociais e criativas, tomadas de decisão e desenvolvimento de novas ideias, tais como: médicos, psicólogos, analistas de sistema, engenheiros, arquitetos, pesquisadores universitários, entre outras. Por outro lado, a ideia de que as profissões intelectuais estariam mais protegidas também está caindo por terra. A inteligência artificial cada vez mais presente nos softwares já é capaz de redigir peças jurídicas básicas e até mesmo notícias simples, baseados em reações automáticas. Portanto, jornalistas e advogados não estão imunes ao impacto dos algorítimos. MAIS AMEAÇADAS Entre as profissões mais ameaçadas pela disrupção digital estão aquelas que realizam atividades de intermediação e que a tecnologia faz de modo mais barato e eficiente do que a mão-de-obra humana (em alguns casos até muito melhor), tais como: corretor, vendedor externo, secretária, porteiros, árbitros esportivos, fiscais de trânsito, operadores de caixa, operadores de telemarketing, entre outras. Esses empregos serão substituídos em grande parte pelo uso de aplicativos (Zap, Webmotors, OLX, Americanas, Amazon Go, Uber, Internet Banking), assistentes virtuais (SIRI, Cortana), câmeras de vídeo, leitores e sensores (IoT – Internet das Coisas). *Por Bruno Queiroz, presidente da Abradi

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Demanda por Crédito do Consumidor cai 4,0% no 1º trimestre

Dados nacionais da Boa Vista SCPC apontam que a Demanda por Crédito do Consumidor caiu 4,0% no 1º trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Já na avaliação dos valores acumulados em 12 meses (abril de 2016 até março de 2017 frente aos 12 meses antecedentes) houve retração de 9,3%, enquanto na análise interanual (contra o mesmo mês do ano anterior) houve queda de 1,9%. Contudo, na comparação mensal contra fevereiro houve alta de 2,2%, considerando dados com ajuste sazonal. Considerando os segmentos que compõem o indicador, a avaliação em 12 meses mostrou que nas instituições financeiras houve queda de 13,7%, enquanto para o segmento não-financeiro a diminuição foi de 6,7%. Apesar de algumas melhorias econômicas já em curso, os resultados da tendência do indicador ainda mostram uma demanda por crédito fragilizada. Fatores como altas taxas de juros, rendimentos reais negativos e desemprego elevado ainda se mostram como variáveis condicionantes deste cenário, e impõem mais cautela e aversão ao consumo por parte das famílias. Apesar disto, a perspectiva de redução de juros e de inflação devem aumentar a confiança dos agentes e consequentemente contribuir para a retomada do crescimento da procura por crédito a partir do 2º semestre deste ano. Abaixo segue a tabela contendo o resumo dos dados apresentados.

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Temer vai exonerar ministros para que votem pela reforma da Previdência

O presidente Michel Temer vai exonerar todos os ministros que tiverem mandato na Câmara dos Deputados para possam votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/16, que trata da reforma da Previdência. A exoneração deve ocorrer dias antes da votação no plenário da Casa, prevista para a segunda semana de maio. Antes, o relatório de Arthur Maia (PPS-BA) será votado na comissão especial criada para discutir o tema. A decisão de Temer foi anunciada pelo ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, após reunião do presidente com a equipe ministerial, no Palácio do Planalto. “É um reforço. É como se fosse reforçar o time em campo. Vai ficar mais reforçado ainda com a ação efetiva e presente dos ministros na Câmara dos Deputados”. Imbassahy, inclusive, será exonerado para reassumir seu mandato pelo PSDB. A equipe de ministros de Temer conta com 14 deputados federais. Mas, neste caso, apenas 13 deputados terão voto, uma vez que Raul Jungmann (PPS-PE), ministro da Defesa, é suplente de Mendonça Filho (DEM-PE), que será outro a deixar temporariamente seu cargo para voltar à Câmara. “O governo vai jogar todas as forças no sentido da aprovação da reforma da Previdência”, disse Mendonça Filho. Para ele, a decisão de voltar à Câmara para votar “afirma o compromisso daqueles que ocupam função nos ministérios no sentido de ajudar uma reforma decisiva para o futuro do Brasil”, disse. “É uma reforma que, sem ela, o Brasil vai afundar”, completou. O expediente já havia sido adotado pela ex-presidenta Dilma Rousseff em abril do ano passado. Na ocasião, ela exonerou quatro ministros que tinham mandato na Câmara para votarem contra seu impeachment. O gesto de Temer, no entanto, vai além do voto no plenário. Ele quer os ministros atuando junto aos líderes dos partidos para garantir a fidelidade da base ao governo. Para o Palácio do Planalto, a iniciativa é também simbólica e reflete a importância que o presidente Temer dá a essa votação. Além da exoneração dias antes da votação, os ministros não farão viagens a partir desta semana. Eles devem ficar em Brasília para receber parlamentares e líderes dos seus partidos na articulação em prol da aprovação da reforma. Para Imbassahy, o governo terá votos suficientes depois que o novo texto da reforma apresentado por Arthur Maia for conhecido por todos os parlamentares e pela sociedade. “Acho que vai ter uma interação entre opinião pública e congressistas. E os congressistas vão ver que agora é uma outra base e que suas propostas foram absorvidas no relatório do deputado Arthur Maia”. Imbassahy afirmou que não deverão mais ser feitas alterações no relatório de Arthur Maia e que essa é uma posição compartilhada pelo governo e pelo próprio relator. O presidente da comissão, Carlos Marun (PMDB-MS), fez um acordo com a oposição para que não houvesse obstrução durante a leitura do parecer e se comprometeu a fazer sessões de debate ao longo desta semana. Segundo Marun, com a votação do relatório no colegiado no próximo dia 2, a previsão é que a leitura no plenário da Câmara ocorra no dia 8 de maio. (Agência Brasil)

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Rogaciano Leite, a história de uma vida

Pergunta-se: qual é a probabilidade de dar certo um filho de agricultores nascido em 1920, em Itapetim, Sertão de Pernambuco? É bem pequena, admita-se, embora não impossível. Pelo menos não foi, quando nasceu Rogaciano Leite, no dia 30 de junho daquele ano. Quinze anos se arrastaram naquela cidade também conhecida por “Ventre Imortal da Poesia”, suscitando outra pergunta: o que poderia fazer naquele lugar modorrento o menino agora transformado em um rapazola magricelo? Fazer poesia, ora. Foi exatamente isso o que ele cuidou de fazer. E para dar início em grande estilo à carreira de poeta violeiro, desafiou, com apenas 15 anos de idade, recorde-se, o famoso e experiente cantador Amaro Bernardino. Ao final da cantoria conquistou o aplauso dos presentes, e sua fama começou a correr mundo, levando o dono com ela. No Rio Grande do Norte, ele fez uma sólida amizade com o poeta Manuel Bandeira, que lhe ensinou técnicas de poesia. Em Caruaru, apresentou um programa diário de rádio. Em Fortaleza, quem sabe em busca de uma vida mais segura para a família, tornou-se bancário, casou-se e teve seis filhos, cujos nomes, Rogaciano Leite Filho, Anita Garibaldi, Roberto Lincoln, Helena Roraima, Rosana Cristina e Ricardo Wagner muito dizem dos vultos que ele reverenciava. Em 1968 deixou o Brasil para cumprir uma temporada na Europa, deixando gravado em monumento da Praça de Moscou, na Rússia, seu poema Os Trabalhadores, um dos mais conhecidos de sua autoria, ao lado de Acorda, Castro Alves, Dois de Dezembro, Poemas Escolhidos e Eulália. Seu único livro editado, no entanto, é Carne e Alma, de 1950, prefaciado por Luís da Câmara Cascudo. Mas não foi só isso. O menino poeta cantador fez mais. Fez-se intelectual. Graduou-se em letras clássicas, advogou e como jornalista conquistou um cobiçado Prêmio Esso de Jornalismo, com reportagem sobre o Rio Amazonas. Mesmo assim, premiado com tanto sucesso, foi marcado pelo amargor, especialmente quanto à cidade em que nascera, que considerava ingrata. Basta dizer que um dia, em meio a um desafio com o conterrâneo Lourival Batista, ouviu dele estes versos acusadores: “Filho que fala da mãe,/Morrendo o diabo carrega!” A resposta foi pronta e à altura: De fato, caro colega, a sua razão não se some/ O diabo carrega o filho que da mãe manchar o nome/Mas também carrega a mãe que mata o filho de fome! Talento raro, na véspera do Natal de 1953, numa mesa de bar do Recife, bebia com o folclorista Aleixo Leite Filho que lhe propôs o tema “Na noite santa em que nasceu Jesus”. Ato contínuo, o poeta escreveu: Bebo. E, bebendo pela vida afora/Esqueço-me das mágoas torturantes/De hora em hora, de instantes em instantes,/De instantes, em instantes, de hora em hora./ Vejo as visões que já não tenho agora,/Visões e outrora que já vão distante./São fantasmas de amor extravagantes,/Extravagantes ilusões de outrora./ Bebo. E ninguém me culpe desse vício;/Se eu rolar, ou tombar no precipício,/ Conduzirei, sozinho, a minha cruz./ Porém, jamais, embora frente à taça/ Me esquecerei do amor, da luz, da graça,/Na noite santa em que nasceu Jesus. Rogaciano Leite morreu no Rio de Janeiro em 7 de outubro de 1969, mas voltou a Itaperim no documentário Reminiscência em Prosa e Versos em que seus contemporâneos contavam a história de sua vida. Entre eles estava Ariano Suassuna, com quem Rogaciano Leite fizera, nos anos 1940, o 1º Congresso de Cantadores Repentistas do Brasil. *Por Marcelo Alcoforado

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Mandamentos do Pedestre (por Francisco Cunha)

O encarte Os Mandamentos do Pedestre Recifense que está circulando junto com este número da Revista Algomais é a publicação de lançamento do Movimento Olhe Pelo Recife – Cidadania a Pé que conta, nesta atividade pioneira, com o apoio da Prefeitura do Recife. O Olhe Pelo Recife – Cidadania a Pé foi constituído no final do ano passado como um movimento, a partir da experiência bem sucedida das Caminhadas Olhe Pelo Recife do Observatório do Recife que tive a satisfação de guiar, desde 2010, em 14 edições percorrendo mais de 100 km e mobilizando centenas de pessoas. Nessas caminhadas, tivemos a oportunidade de observar, além das peculiaridades históricas, paisagísticas, arquitetônicas que fazem de nossa capital, nas palavras do historiador Leonardo Dantas Silva, “um museu vivo da história de Pernambuco”, as enormes dificuldades impostas aos pedestres, seja por conta das péssimas condições das nossas calçadas, seja devido à falta de respeito por parte dos condutores de veículos, em especial os motorizados. Justamente para se constituir num porta-voz dos pedestres, acompanhando inclusive uma tendência mundial de protagonismo do modo de deslocamento a pé nas cidades, é que o Movimento Olhe Pelo Recife foi formalizado. O propósito do Movimento é: “Chamar a atenção sobre a importância da mobilidade a pé para a qualidade de vida urbana, propor soluções para o seu aperfeiçoamento, mobilizar a opinião pública e realizar parcerias (com o poder público, as empresas privadas e as entidades da sociedade civil) que facilitem a execução de ações capazes de contribuir para a melhoria substancial da caminhabilidade no Recife.” Em reunião de apresentação do Movimento à Prefeitura do Recife, foram combinados os seguintes encaminhamentos: (1) ação redobrada da prefeitura para retirada dos carros das calçadas da cidade (começando pelos corredores de maior fluxo); (2) estabelecimento de um interlocutor do Poder Executivo Municipal para o tema das calçadas; (3) realização conjunta do 1º Congresso das Calçadas do Recife (para a produção da Carta das Calçadas do Recife). A publicação dos Mandamentos do Pedestre Recifense se insere no âmbito deste movimento de cooperação, afinal como diz o anúncio do rádio: “na cidade todos somos pedestres”. Caminhar é preciso! Melhor ainda com pedestres conscientes! Baixe o arquivo completo no link abaixo: 10 Mandamentos do Pedestre Recifense  

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Senador participa de seminário sobre comércio exterior no Recife

Armando Monteiro Neto será um dos palestrantes do III Seminário de Comércio Exterior. O evento acontece nos dias 26 e 27 de abril e terá também uma palestra do ex-governador de Pernambuco Gustavo Krause sobre a temática: “As micro, pequenas e médias empresas e desenvolvimento da cultura exportadora: dinâmicas e perspectivas”. O evento, promovido pelo curso de Relações Internacionais da Faculdade Damas, em parceria com os consulados da Eslovênia e de Malta e apoio da Revista Algomais, é gratuito e aberto ao público. Será realizado no Auditório Irmã Miriam Vieira (Colégio Damas), das 19h às 22h. Com vasta carreira política, tendo sido governador de Pernambuco e prefeito do Recife, além de duas vezes ministro de Estado, Gustavo Krause faz a palestra de abertura do evento. No dia seguinte, às 19h, o senador pelo estado de Pernambuco e ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Armando Monteiro, participa de conferência sobre os desafios da cultura exportadora em Pernambuco. Após a conferência, acontece a solenidade de lançamento da edição especial da Revista Algomais, sobre “A diplomacia econômico-comercial e as MPEs: oportunidades estratégicas e parcerias”. A programação completa está disponível no site www.faculdadedamas.edu.br. SERVIÇO III Seminário de Comércio Exterior Data: 26 e 27 de abril Horário: 19h às 22h Local: Auditório Irmã Miriam Vieira (Colégio Damas) Endereço: Av. Rui Barbosa, 1426-B – Graças (Acesso pela Av. Doutor Malaquias) Inscrições: Gratuito

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Deputados estaduais aprovam balanço e manifestam apoio a novos projetos em Suape

O vice-governador de Pernambuco e secretário de Desenvolvimento Econômico, Raul Henry, e o presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Marcos Baptista, receberam, na última quinta-feitra (20/04), uma comitiva de deputados estaduais na sede do Prédio da Autoridade Portuária (PAP). No encontro, foi apresentado aos parlamentares o balanço de 2016 em Suape e as principais ações previstas para este ano. Durante a reunião, os deputados manifestaram apoio às iniciativas planejadas para 2017, que ganharão mais força com a devolução da autonomia do Porto de Suape ao Estado, programada para o próximo dia 27, em evento que contará com a presença do presidente Michel Temer. Pela Assembleia Legislativa, participaram do encontro Aluísio Lessa (PSB), presidente da comissão de Desenvolvimento Econômico, Ricardo Costa (PMDB), vice-presidente da comissão, além dos deputados Tony Gel (PMDB), Gustavo Negromonte (PMDB), Simone Santana (PSB) e Zé Maurício (PP). Na ocasião, Lessa pontuou a importância da aproximação dos deputados com os integrantes da autoridade portuária, para conhecer projetos que estão na pauta de Suape, como o novo Terminal de Contêineres, o Tecon 2. “Queremos nos alinhar ainda mais e saber como podemos nos integrar com a pauta de desenvolvimento econômico”, pontuou. Na reunião, Raul Henry apresentou os números positivos de Pernambuco. Ele também destacou a força industrial do Estado, apontando que só em Suape existem mais de 18 mil postos de trabalho ativos, distribuídos em 10 polos de desenvolvimento, que geram renda e melhoram a economia da região. “Pernambuco possui um diferencial. Nós temos mão-de-obra qualificada em nossas indústrias, temos capital humano de qualidade. Com a autonomia que conquistaremos em breve, nossa intenção é gerar ainda mais postos de trabalho e melhorar a qualidade de vida dos pernambucanos”, confirmou Raul. O encontro seguiu com a apresentação dos números de Suape e o planejamento para 2017, realizada pelo presidente Marcos Baptista. Ano passado, o Porto de Suape registrou a maior taxa de crescimento entre os 10 maiores portos públicos do país, alcançando a 5ª posição no ranking nacional na movimentação geral de cargas. Foram 22,74 milhões de toneladas de cargas movimentadas, registrando crescimento de 15% em relação a 2015. No cenário nacional, o atracadouro também é líder na movimentação de cargas por cabotagem de acordo com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Em um comparativo da última década, o Porto pernambucano evoluiu 450% neste tipo de movimentação, passando de 2,8 milhões de toneladas (2005) para 15,4 milhões de toneladas de cargas transportadas entre os portos nacionais em 2016. O vice-presidente da comissão, Ricardo Costa, demostrou satisfação com os números apresentados. “Saio daqui impressionado com o que vejo e o que se tem por fazer. Temos aqui, diante de nossos olhos, a concretização de um sonho que começou com Eraldo Gueiros e é hoje um sucesso graças à boa administração dos que aqui trabalham. Pernambuco está de pé e, como bom pernambucano, tenho orgulho de pertencer a este time de políticos que constroem um estado melhor” disse. Tecon 2 – O novo terminal de contêineres, o segundo a ser implantado no Porto de Suape, será instalado numa área com 900 metros de cais (com 2 berços para atracação) e com uma retroárea de 250 mil m2, com possibilidade de expansão da área. O terminal terá capacidade projetada para movimentar entre 1 e 1,2 milhão de TEUs (unidade de medida equivalente a 20 pés) por ano. Somada a atual capacidade do Tecon Suape, o porto poderá movimentar 1,7 milhão de TEUs/ano. O investimento previsto é de R$ 1 bilhão, sendo direcionado para a construção dos cais e berços, dragagem, instalação de equipamentos e retroárea. A administração de Suape lançou, no dia 04 de abril de 2017, o edital para atualização dos Estudos de Viabilidade Técnica e Econômico-Financeira do Tecon 2. O vencedor da licitação terá 90 dias, prorrogáveis por igual período, após a assinatura da Ordem de Autorização de Serviços para entregar os estudos. O termo de referência e o edital estão disponíveis no endereço eletrônico www.compras.pe.gov.br. Os estudos serão desenvolvidos em parceria com a Empresa de Planejamento e Logística( EPL), vinculados ao Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do Governo Federal. Os primeiros estudos sobre o novo Tecon foram enviados à Secretaria de Portos da Presidência da República em 2012, antes da sanção da Nova Lei dos Portos (12.815/2013), que centralizou todas decisões e procedimentos sobre as concessões e arrendamentos das áreas portuárias nos órgãos federais. Após a atualização e aprovação dos EVTEFs, Suape deve realizar audiência pública até o fim do ano. Caso tudo transcorra dentro dos prazos previstos, a licitação do Tecon 2 deve acontecer no primeiro semestre de 2018. (Governo do Estado)

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Novo regulamento da Copa do Nordeste prejudica o Salgueiro

O sertão está em festa com a classificação do Salgueiro para a final do Campeonato Pernambucano de Futebol. Mas, mesmo após bater o bicampeão pernambucano do Arruda, o Carcará precisará faturar o título para se classificar para a Copa Nordeste 2018. Até o ano passado, os três primeiros colocados garantiam a classificação, mas a mudança no regulamento, que considera o ranking da CBF, dificulta a vida da equipe sertaneja. As novas regras da Copa do Nordeste é de que o campeão do estadual garante vaga. A segunda vaga de Pernambuco é decidida pelo ranking da CBF. O Estado tem ainda uma terceira vaga para o Pré-Nordestão, também decidido através desse ranking. Essa fórmula faz que o Carcará só consiga chegar ao torneio regional se vencer à final. Atualmente o Sport é o pernambucano melhor classificado no País, ficando na 17ª posição (8.019 pontos). O segundo é o Santa Cruz, que está na 26ª posição nacional (5.730 pontos). O Náutico surge na 29ª posição (5.401 pontos). Com exceção do trio da capital, o Salgueiro é o único pernambucano entre os cinquenta primeiros clubes do País, mas está apenas na 49ª colocação (2.461 pontos). O regulamento procura valorizar os clubes mais tradicionais e de maior torcida da região, mas dessa forma dificulta o acesso às equipes em evolução técnica, como é o caso do Salgueiro. As regras foram definidas em fevereiro deste ano.

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MEC libera recursos para obras de restauro da Fundação Joaquim Nabuco

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), no Recife, receberá R$ 264 mil para as obras de restauro e reparação da unidade do Derby. O custo total da obra, iniciada em 2015, é de, aproximadamente, R$ 5 milhões. Desse valor, R$ 2,5 milhões já foram liberados pelo Ministério da Educação. A assinatura para a liberação da verba foi assinada neste sábado pelo ministro Mendonça Filho. Durante a solenidade, o ministro falou da satisfação em acompanhar a expansão da Fundaj do ponto de vista de espaço físico e melhora das condições dos ambientes de trabalho. “Eu assumi o Ministério da Educação em uma condição onde só na rede de educação vinculada à pasta havia 700 obras paralisadas em todo o País”, disse. “As obras de expansão e melhoras nesse prédio da Fundaj estavam andando num ritmo muito lento e, ao chegar, deixei claro a minha disposição em avançar em tudo o que tivesse de ações em execução dentro da fundação”, complementou Mendonça Filho. “Nós estamos trabalhando e vamos continuar, sempre lutando para transformar a realidade da educação do nosso País, que é algo vital para que possamos construir um País decente”. O orçamento da Fundaj cresceu 10% durante a gestão do ministro Mendonça Filho, passando de R$ 25,8 milhões em 2016 para R$ 28,9 milhões em 2017. Fonte: Portal Brasil, com informações do MEC

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Campanhas presidenciais de 2014 receberam R$ 37 mi em caixa 2, dizem delatores

Os executivos e ex-executivos da empreiteira Odebrecht afirmaram, em depoimentos de delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, que a empresa repassou R$ 37 milhões em doações irregulares, o chamado caixa 2, para a campanha presidencial de 2014. De acordo com levantamento feito pela Agência Brasil a partir dos depoimentos de cinco delatores, as campanhas eleitorais presidenciais do PT, do PSDB e do PSC, em 2014, tiveram R$ 24 milhões, R$ 7 milhões e R$ 6 milhões, respectivamente, em repasses ilícitos. Parte das doações irregulares era feita em espécie e repassada em mochilas durante encontros entre mediadores da empresa e dos partidos. Os valores foram detalhados pelos ex-executivos da companhia, que tiveram os depoimentos homologados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no início deste ano. Na semana passada, com base nas delações premiadas, o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, determinou a abertura de inquéritos para investigar os políticos com foro privilegiado na Corte citados nos depoimentos. Responsável pelas maiores negociações, o ex-presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, conta que, após acertar os valores com partidos e candidatos que receberiam apoio, as doações eram operacionalizadas entre seus subordinados e representantes dos candidatos. De acordo com ele, como havia um limite para doação oficial, a Odebrecht sempre recorria ao caixa 2 para concretizar os repasses acertados previamente. O ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Alexandrino Alencar, descreveu como foi feito o acerto para a campanha à reeleição de Dilma Rousseff (PT). Ele disse que combinou com o então coordenador financeiro da campanha, Edinho Silva, o repasse de R$ 35 milhões a serem distribuídos igualmente a cinco partidos para que apoiassem o PT. O objetivo era o “aumento do tempo de horário eleitoral na televisão” que, conforme Alexandrino, teve incremento de um terço após os pagamentos feitos ao PROS, PRB, PCdoB, PDT e PP. Do valor acertado, os delatores indicam que R$ 24 milhões foram de fato repassados. O ex-diretor da Odebrecht em Salvador, Hilberto Mascarenhas Silva, conta ter recebido, em julho de 2014, um e-mail de Marcelo Odebrecht autorizando o pagamento, a ser “debitado na conta pós-Itália”, que era uma espécie de crédito que o governo federal e o PT tinham com a construtora, e que ia sendo abatido conforme os pedidos. Documentos fornecidos pelos delatores ao Ministério Público Federal (MPF) indicam que R$ 5 milhões foram repassados ao PROS, R$ 2 milhões ao PDT, R$ 5 milhões ao PRB e R$ 7 milhões ao PCdoB, além de R$ 5 milhões ao marqueteiro da campanha do PT, João Santana, que está preso. De modo mais genérico, os delatores indicam que outros pagamentos foram feitos a João Santana no exterior, mas não são detalhados os valores nem os períodos. Em um dos depoimentos, Marcelo Odebrecht detalha também os repasses feitos de forma oficial. “Para a campanha de 2014, teve a doação oficial, se não me engano de R$ 5 milhões no primeiro turno e de R$ 2 milhões no segundo turno, que saiu dessa conta. Teve uma doação que a gente fez de R$ 5 milhões para o Comitê do PT, que depois foi para a campanha dela, já combinado com o Edinho. Houve também doações para João Santana, os pagamentos por fora”, disse o ex-presidente da companhia. Os repasses para campanha de Aécio Neves à Presidência também envolveram valores direcionados a outros partidos, além do PSDB. Os delatores afirmaram que Marcelo Odebrecht havia combinado com o tucano uma doação de R$ 15 milhões, que acabou não ocorrendo porque, de acordo com ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, “eles não queriam receber o pagamento lá fora”. O ex-executivo da empresa descreve que R$ 3 milhões foram pagos em várias parcelas de R$ 250 mil, entre maio e setembro de 2014; e que outros R$ 3 milhões, em três parcelas de R$ 1 milhão, também no mês de setembro. Então vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht, Cláudio Melo Filho, disse que outro R$ 1 milhão foi repassado ao DEM, partido que apoiou o PSDB nas eleições de 2014. De acordo com Marcelo Odebrecht, outros valores chegaram a ser repassados ainda na época da pré-campanha. “A partir daí, dentro da nossa lógica empresarial, de que campanha presidencial era comigo, eu comecei a definir os valores de pagamento. Eram R$ 500 mil por mês por dez meses pré-campanha e que foram operacionalizados antes da abertura do comitê dele. Esse foi o valor que eu acertei com o Aécio. Depois fizemos uma doação oficial, de R$ 5 milhões, mais ou menos o mesmo valor que a gente deu para a Dilma”, disse Marcelo Odebrecht aos investigadores. Já a campanha de Pastor Everaldo (PSC) teve R$ 6 milhões em caixa 2, conforme os delatores. Nesse caso, o valor combinado era menor, de R$ 1 milhão, mas o ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Fernando Reis, conta que mais repasses foram solicitados pelo candidato. Segundo o delator, o acerto envolvia também um pedido para que o candidato do PSC escolhesse Aécio Neves para fazer perguntas durante os debates presidenciais veiculados pela TV. “O procedimento insistente ocorreu várias vezes e terminamos pagando em torno de R$ 6 milhões em entregas no período eleitoral de 2014, tendo como propósito levar para os debates presidenciais a discussão da privatização. De fato, pude notar que o Pastor defendeu com veemência o discurso pró-privado, chegando a dizer que iria privatizar tudo o que fosse possível”, disse Reis em um de seus depoimentos. Respostas A assessoria de Dilma Rousseff disse que a então candidata “nunca autorizou” arrecadação de recursos por meio de caixa 2 para suas campanhas presidenciais. Em nota à imprensa no qual comenta supostos recebimentos de recursos por João Santana, Dilma afirma que as “únicas pessoas” aptas a captar dinheiro foram os tesoureiros das campanhas de 2010 e 2014, “em conformidade com a legislação eleitoral”. “Nas duas eleições, a orientação de Dilma Rousseff sempre foi clara e direta para que fosse respeitada a legislação eleitoral em todos os atos de campanha. Ela nunca teve conhecimento de que suas ordens tenham sido

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