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Sondagem: vereadores defendem mobilidade ativa e transporte público

Sondagem da Algomais sobre Mobilidade Urbana ouviu os representantes da Câmara dos Vereadores do Recife para identificar a opinião dos parlamentares sobre o que deveria ser priorizado na cidade para melhorar os deslocamentos diários da população e que projetos de leis estão nos seus planos. Para mapear a opinião da Casa José Mariano sobre a mobilidade urbana, a equipe Algomais entrou em contato telefônico e/ou por e-mail com todos os gabinetes, obtendo o retorno de um terço dos eleitos da atual legislatura. Responderam a um questionário digital, preparado pelo corpo técnico da pesquisa, os vereadores Aderaldo Pinto, Alcides Cardoso, Andreza Romero, Chico Kiko, Cida Pedrosa, Dani Portela, Eriberto Rafael, Ivan Moraes, Luiz Eustáquio, Marco Aurélio Filho, Natália de Menudo, Renato Antunes e  Waldomiro Amorim (Professor Mirinho). PRIORIZAÇÃO Quando questionados se o poder público municipal deveria priorizar a mobilidade “Individual (estimulando o uso de carros e motos)” ou “Coletiva e ativa (estimulando o uso de ônibus, metrô, bicicletas e transporte a pé)”, 100% defendeu a segunda opção. Dos respondentes, 92,3% indicaram ainda que deve ser prioridade para a Câmara Municipal legislar e destinar recursos para a mobilidade do Recife. Os parlamentares foram questionados sobre: Qual deve ser a prioridade do poder municipal na promoção da mobilidade? Eles tiveram a opção de marcar mais de uma alternativa neste quesito. “Regulamentar e estimular o uso de transporte coletivo” foi apontado como prioridade para 61,3% dos respondentes. Logo em seguida foi apontado também “Regulamentar e estimular a mobilidade ativa (a pé e por bicicleta)”, defendido por 53,8% dos parlamentares. Três parlamentares responderam que não é possível separar a priorização entre o transporte público e a mobilidade ativa. Um vereador mencionou ainda o uso do modal marítimo, através dos rios da cidade. CALÇADAS Perguntamos aos vereadores se a construção e a manutenção das calçadas deve ser uma atribuição do poder público, dos munícipes ou de forma compartilhada. 61,5% defendeu que deve ser compartilhada entre o cidadão e o poder público. Um percentual de 30,8% opina que as calçadas devem ser uma responsabilidade do poder público. Apenas 7,7% concorda com a legislação atual, em que é do cidadão a responsabilidade, mas com a padronização explícita no Plano Diretor. Questionados sobre a avaliação da estrutura das calçadas do Recife: 46,2% consideram regular, 30,8% avaliam como péssima e 23,1% apontam como ruim. Ninguém considera a situação das calçadas como boa. Quando foram perguntados sobre o que deve ser priorizado para estimular a caminhabilidade no Recife, os vereadores puderam responder até 3 alternativas. Em primeiro lugar foi votado “melhorar as calçadas” (92,3%), seguido por “melhorar a segurança no espaço público” (84,6%) e “investir em iluminação pública” (69,2%). Outro índice que alcançou uma votação expressiva foi “investir na arborização para o sombreamento das calçadas” (53,8%). Foram mencionados ainda como alternativas para estimular a caminhabilidade “Realizar campanhas de comunicação de incentivo aos deslocamentos a pé” (15,4%), “Construir mais passarelas sobre os rios do Recife (15,4%). Como sugestões dos parlamentares, que não estavam nas nossas alternativas surgiram ainda: “Promover mais espaços de convivência familiar” e “ampliar os acessos aos morros e áreas planas de difícil acesso”.   CICLOVIAS Questionados sobre a avaliação acerca da estrutura de ciclovias do Recife, 69,2% dos vereadores consideram regular, 15,4% apontam que a situação atual é boa. Apenas dois vereadores avaliaram como ruim ou péssima.   FAIXA AZUL Perguntamos a avaliação dos parlamentares sobre o uso de Faixas Azuis (exclusivas para ônibus) para melhoria da mobilidade. As Faixas Azuis são consideradas importantes para 76,9% e razoáveis para 23,1% dos respondentes.   EFEITOS POSITIVOS PARA A CIDADE Perguntamos aos parlamentares a seguinte questão: “Na sua opinião quais os benefícios urbanos/sociais para uma cidade em que mais pessoas se deslocam a pé, bike e transporte público?” 69,2% respondeu que “Melhora a segurança nas ruas, pois há mais pessoas no espaço público”. Foram mencionados ainda ganhos na saúde pública, a valorização do comércio de rua e a redução dos engarrafamento. . . O QUE CADA VEREADOR PRETENDE FAZER PARA A MOBILIDADE URBANA Perguntamos aos parlamentares: (1) “Estão nos seus planos criar algum projeto para incentivar ou regulamentar a mobilidade urbana no atual mandato?” e (2) “Como vereador, o que o(a) senhor(a) você pode fazer em 2021 para incentivar a caminhabilidade e o uso de bicicletas nos deslocamentos no Recife?”. Confira abaixo as respostas: ADERALDO PINTO  1 – Nessa temática de mobilidade, estamos tentando viabilizar o aplicativo Bora Brasil para dividir as atenções com os aplicativos Uber e 99Pop, para melhorar as condições dos motoristas de aplicativos e dos usuários. Além de termos aprovado no ano de 2019 a obrigatoriedade da renovação da frota de ônibus coletivos, com obrigatoriedade de Ar-Condicionados para melhorar as condições dos passageiros. 2 – Estimular ainda mais os projetos voltados as Bikes que vem sendo feitos na Cidade com a expansão da malha cicloviária dos últimos 10 anos. Fazer crescer cada vez mais o transporte entre bairros da cidade por este modal.   ALCIDES CARDOSO 1 – Lutar para acabar com a indústria da multa. Trabalhar para reduzir o trânsito nas áreas mais críticas, cobrando que a prefeitura faça pesquisa de origem-destino para saber locais o horários de maior fluxo de passageiros. 2 – Calçadas e ciclofaixas.   ANDREZA ROMERO 1 – Há estudos de proposições. 2 – Elaborar propostas que visem o bem-estar da sociedade, através da segurança pública, dos serviços urbanos, de obras de infraestrutura, mobilidade e urbanismo. O Recife deve ser uma cidade que integra, agrega, e não exclui. E, através das redes sociais e dos meios oficiais, trabalhar a conscientização dos recifenses.   CHICO KIKO 1 – Sim. Pavimentação de diversas ruas, além da proibição de estacionamento nas calçadas. 2 – Além das ciclofaixas que solicitamos, ampliar as sinalizações e reformas das calçadas e ruas.   CIDA PEDROSA 1 – 1) Projeto Educativo de estímulo à mobilidade ativa 2) Requerer a regulamentação do Plano Diretor em todos os itens relativos ao Parque Capibaribe 3) Requerer ao poder executivo a estruturação e ampliação de acessos aos morros da cidade 4) Requerer à gestão municipal a ampliação do Programa Calçada Legal, contemplando rotas acessíveis aos equipamentos públicos de:

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Pernambuco preparado para abertura do mercado do gás natural

Da Copergás As consequências da Nova Lei do Gás, que acaba de ser regulamentada em decreto do Governo Federal, serão positivas para a Copergás, avalia o diretor técnico-comercial da Companhia, Fabrício Bomtempo. “Estamos preparados para a abertura do mercado. Tanto é que, no ano passado, abrimos uma chamada pública para selecionar um novo supridor. E já temos uma parceria firmada também com a Golar Power, para atender projetos do interior, como em Petrolina e Garanhuns. Em 2022, possivelmente já teremos três supridores de gás natural: a Petrobras, a Golar e a Shell”, afirmou. A Golar participa do projeto que levará Gás Natural Liquefeito (GNL) ao Agreste Meridional (Garanhuns) e ao Sertão do São Francisco (Petrolina). Nos dois municípios, o combustível será regaseificado pela Golar e transferido à Copergás. Uma rede local da companhia pernambucana fará a distribuição para os clientes industriais, comerciais, residenciais e de GNV. A Shell foi a empresa selecionada na chamada pública e tem um contrato de suprimento sendo construído com a Copergás. Deve entrar em vigor em janeiro de 2022. Por enquanto, a Petrobras é hoje a única supridora de GN da Copergás. “A demanda por gás natural é cada vez maior, principalmente das indústrias, e a entrega da infraestrutura para o gás para todo o Estado vem sendo uma estratégia importante do nosso trabalho de atender essas empresas. Com a abertura do mercado, mais o Estado ganha com esse produto avançando, a Copergás participa desse movimento e a gente amplia a lista de diferenciais de Pernambuco para atrair negócios”, disse o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio. “Pernambuco fez o dever de casa. A Copergás está preparada para essa nova fase, e mais: é pioneira na busca de novos supridores e de novas formas de levar o gás natural ao interior do Estado. Trata-se uma estratégia que se integra ao trabalho do governador Paulo Câmara para aumentar a competitividade do interior, levando à infraestrutura do GN e criando a oportunidade para atrair novos empreendimentos. O gás natural é essencial hoje para muitos segmentos da indústria”, argumentou o diretor-presidente da Copergás, André Campos. Análise – A previsão é que a Nova Lei do Gás aumente a concorrência no setor, provoque redução dos preços e traga expansão da rede de transporte de gasodutos, medidas capazes de elevar o consumo de gás no Brasil. “À medida que surgem novos supridores, há a possibilidade de ampliar a concorrência. Isso pode gerar preços mais vantajosos para o último elo da cadeia do setor, que somos nós, da distribuição, responsáveis pelo atendimento aos usuários finais”, analisou o diretor técnico-comercial, Fabrício Bomtempo. Bomtempo destaca também o fato de que a lei vai “destravar o processo de construções de gasodutos de transporte”. No formato anterior, as construções só poderiam ocorrer mediante concessão da União. Agora, basta uma autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A expectativa do mercado é que, havendo a demanda e um empreendedor interessado, o processo ocorre com maior celeridade e menos interferência governamental, viabiliza mais concorrência e pode ter efeito sobre os preços. “No caso da Copergás, nós temos um planejamento agressivo de expansão da nossa rede de gasodutos, que deve crescer cerca de 60% nos próximos cinco anos”, disse Fabrício. “Prevemos construir 100 km por ano, mas à medida que haja preços mais competitivos a gente pode ter um plano mais arrojado, com uma expansão maior”. O impacto alcança também os gasodutos interestaduais, que empregam rede de tubulação de maior diâmetro. Nesse caso, o Nordeste pode ser um grande beneficiado com a expansão. “A lei cria mais incentivos para que haja crescimento da malha de transporte. Nossa rede interestadual de transporte de gás ainda é muito incipiente. Aqui no Nordeste, por exemplo, ela se restringe à faixa litorânea”, ressaltou Fabrício.

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Recife investe R$ 1,1 milhão em nova central de armazenamento e distribuição de vacinas

Da Prefeitura do Recife O sistema de saúde público do Recife ganhou importante reforço para erradicar e manter sob controle doenças que sejam prevenidas por meio de vacinação. É que o prefeito João Campos inaugurou a nova sede do Programa Municipal de Imunizações na cidade. Na nova unidade, ficarão armazenadas as vacinas e é de onde acontecerá a distribuição de doses para as 150 salas de vacinação da Rede Municipal de Saúde. A nova central passa a funcionar na Madalena e recebeu investimentos da ordem de R$ 1,1 milhão. “Nessa nova estrutura a gente tem duas vezes mais capacidade do que a estrutura antiga, para poder armazenar todas as vacinas que são utilizadas na nossa cidade. Aqui, tem várias geladeiras específicas para armazenar vacinas e uma câmara fria. Com essa estrutura a gente garante que o Programa de Imunização da nossa cidade tenha uma unidade mais forte e sólida para garantir que todos os recifenses sejam imunizados”, declarou João Campos. “Lembrando que agora a gente está com a vacinação muito forte e intensa contra a covid-19, mas também temos várias campanhas de vacinação, que acontecem de maneira permanente na cidade. E vai ser aqui, nessa estrutura, que todas as vacinas serão armazenadas e a equipe que trabalha com isso também ficará. A cidade ganha esse importante ativo e eu tenho certeza que toda a equipe da Prefeitura, da Secretaria de Saúde, do Programa Municipal de Imunização, vai estar sempre à disposição para cuidar dos recifenses”, acrescentou o gestor no ato de inauguração da nova unidade. Com uma área total construída de 345,23 m², as novas instalações do Programa Municipal permitirão mais do que dobrar a capacidade de armazenamento, passando de 210 mil para 526 mil doses de vacinas. Além de ser peça fundamental no atual processo de vacinação contra a covid-19, solução principal para a superação da pandemia, a nova sede vai ter capacidade para acondicionar todas as vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunização (PNI), como tríplice viral e outros 25 imunobiológicos. Além disso, o ambiente novo proporciona melhores condições de trabalho para os funcionários deste setor. A central conta com sala de armazenamento, composta por câmara fria de 55,80m³ e espaço destinado a 20 câmaras de conservação de vacinas de 280L; uma sala de distribuição e uma de inspeção, além de toda área administrativa que terá, entre outros ambientes, salas de reunião, apoio e técnica. A estrutura ainda contará com copa, recepção, banheiros acessíveis e um estacionamento com capacidade para oito vagas. Na ocasião, a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, celebrou a inauguração do novo equipamento e fez questão de lembrar aos recifenses que a campanha de vacinação contra a gripe segue ativa, em paralelo aos esforços para conter a covid-19. “Inaugurar hoje esse espaço da nova sede do Programa Municipal de Imunizações do Recife é um sonho realizado para nós. Entre as vacinas que a gente armazena, temos as do calendário de rotina, como a vacina da gripe, e também as vacinas da covid-19. É muito importante dizer que quem está no grupo prioritário da vacinação da gripe e da covid-19, podem procurar nossos postos de vacinação para tomar os imunizantes”, destacou a secretária. Atualmente, o PMI guarda 26 substâncias imunobiológicas. Na lista, estão as vacinas do calendário, como a BCG, que protege contra tuberculose; tríplice viral, que garante proteção contra sarampo, caxumba e rubéola; VIP e VOP, contra a poliomielite e HPV, que previne câncer do colo do útero; entre outras. Lá também são armazenados soros e imunoglobulinas antitetânicos e antirrábicos. Em época de campanhas de vacinação, como a de gripe, que está acontecendo desde o dia 12 de abril, o PMI chega a receber mais de 600 mil doses de vacina, mais que o dobro do recebido quando não há campanha. Também presente na inauguração da sede do Programa Municipal de Imunizações, a coordenadora municipal de Imunização, Elizabeth Azoubel, relembrou que desde a criação do Programa Nacional de Imunizações, em 1973, foram eliminadas ou são mantidas sob controle as doenças preveníveis por meio da vacinação. “Quando se começou o Programa de Imunização em 1973 eram só quatro vacinas. Hoje em dia, entre vacinas e soros, nós temos mais de 26. Dentre elas, as contra poliomielite, caxumba, rubéola, sarampo e tétano. Todas as vacinas que causam doenças que são imunopreveníveis a gente tem aqui no programa”, comemorou. “É tão importante para a cidade do Recife ter uma sede para o Programa de Imunização. Aqui, a gente vai garantir uma melhor qualidade às vacinas que vão sair dessa central, com a certeza de que não vai ter variação de temperatura que possa comprometer as vacinas ou alterar as potências delas. Apesar dos pais terem descuidado um pouco da vacinação, é importante a gente manter as crianças vacinadas e com altas coberturas para a gente evitar que algumas doenças como a poliomielite, e até mesmo o sarampo, voltem e tenham aquelas epidemias que a gente via há muitos anos. Quando a gente ama uma pessoa, a gente quer protegê-la. E a melhor forma da gente proteger, é vacinar. Quem ama, protege”, finalizou Azoubel.

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“Corremos o risco de um novo apagão”

T roca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes, banhos mais rápidos e o desligamento de aparelhos eletroeletrônicos. Quem vivenciou, em 2001, o apagão no País, certamente recorda-se de ter tomado medidas como essas para reduzir o consumo de eletricidade em 20%. Caso contrário, sofreria aumento na conta de luz. Passados 20 anos, eis que estamos novamente numa situação de risco iminente de corte de energia elétrica em todo o País. Para saber sobre os motivos que levaram, mais uma vez, o Brasil a essa situação, Cláudia Santos conversou com Ricardo Baitelo, coordenador de projetos do Iema (Instituto de Energia e Meio Ambiente). Baitelo aponta gargalos como a falta de planejamento, a necessidade de ampliação do sistema de transmissão de eletricidade e a não realização de leilões de energia nos últimos dois anos. Mas o especialista reconhece avanços ocorridos nessas últimas duas décadas como a diversificação da matriz energética com fontes renováveis e destaca que o Nordeste passou de importador para fornecedor de energia para a região Sudeste. Ele adverte, porém, que a MP da privatização da Eletrobras, que tramita no Congresso, concede uma reserva de mercado às usinas termoelétricas, o que pode pesar no bolso dos consumidores na hora de pagar a tarifa, além de elevar em 25% a emissão de gases de efeito estufa do setor de energia. Confira a entrevista a seguir. Como chegamos a essa situação de crise hidrológica e energética? Temos enfrentado, nos últimos anos, um risco de racionamento em maior ou menor grau por uma série de fatores, como uma variação do regime hidrológico – menos chuvas, um nível menor dos reservatórios das hidrelétricas – e, principalmente, de planejamento. Depois do racionamento em 2001, podemos dizer que o sistema elétrico e as decisões governamentais se aprimoraram para evitar que aquela situação acontecesse de novo. O racionamento provocou esse trauma político e, a partir de então, procurou-se mudar o planejamento, diversificar a matriz energética e melhorar o sistema de transmissão de eletricidade. Nesse sentido, o Brasil está em vantagem, não existe outro país continental com um sistema interligado como o nosso. Apesar disso, ainda existem gargalos. Nos últimos anos, houve novamente um gap de planejamento. O reflexo disso é que, durante os dois últimos anos, o governo optou por não fazer leilões de energia porque a demanda estava baixa, em razão da crise econômica e da pandemia. Então se considerou, naquela época, que o sistema estava folgado e que não era necessário fazer leilões, pelo menos até a demanda se recuperar. Mas a questão é que os leilões contratam empreendimentos que vão ficar prontos depois de três, quatro, cinco anos, é um planejamento para o futuro. Os setores de energia renováveis – eólica e solar – pediram para que esses leilões acontecessem mas o governo resolveu pausar durante esses dois anos. Se esses leilões tivessem acontecido, teríamos um parque maior de eólica e solar que poderia atender o sistema. Como não aconteceram, continuamos usando as usinas térmicas cada vez mais nesses cenários emergenciais, inclusive importando energia da Argentina e do Uruguai. Somado a isso, é que agora temos uma matriz elétrica que é o dobro daquela de 20 anos atrás, mas temos novos gargalos de transmissão de eletricidade. Existem muitos empreendimentos, principalmente de energia solar, que querem ser contratados no mercado livre e estão tendo que esperar porque é necessário um reforço da transmissão. É possível resolver essa problemática, mas não dá para resolver para amanhã. Corremos o risco de um novo apagão? Sim, corremos o risco. Apesar de o governo afastar o risco de racionamento, a sua comunicação está sugerindo que as pessoas não consumam tanta energia nos horários de pico. Se o risco não estivesse aí, a comunicação não seria dessa forma, porque o governo é o primeiro interessado em que essa situação não aconteça porque tem impacto sobre a sociedade e a economia. É a restrição do uso de energia impedindo a retomada econômica que o Brasil precisa. Hoje há algumas medidas paliativas que podem ser adotadas. Dá para contratar mais térmicas, que são mais caras e têm um impacto direto na tarifa do consumidor, não mais na bandeira vermelha, mas bandeira vermelha patamar 2, que é ainda mais cara. Também é possível implantar a eficiência energética que é o último ponto a ser usado. Seria a adoção de um conjunto de medidas de uso racional, como a substituição de equipamentos, consciência de uso etc., que passam também pelo gerenciamento da demanda. Tem bastante gordura para evitar mas historicamente se lança muito pouco mão dessa alternativa. Como o sistema é interligado, todo o País sofreria o apagão. Mas existe uma diferença em relação ao racionamento de 2001. O Nordeste naquela época era um notório importador de energia e hoje, ao contrário, a região apresenta uma geração bem grande de eólica com a missão de destinar energia para os estados mas, também, enviá-la para o Sudeste, que é o grande polo de consumo. Mas há que se prestar atenção nos gargalos que mencionei, na dinâmica do sistema, porque a eólica e a solar são fontes flexíveis, que têm que despachar energia quando ela está sendo gerada pelo sol e pelo vento (elas não podem ser armazenadas), diferente das despacháveis, como as hidrelétricas com reservatório e as térmicas. Essa dinâmica também tende a afetar o cenário de racionamento. Para citar um exemplo, está sendo discutida agora pela MP da Eletrobras, a contratação de térmicas que operam o tempo todo e não de forma emergencial. Isso também tende a afetar de maneira negativa a eólica e a solar. Estamos num paradoxo no qual temos o risco de falta de energia mas desperdiçamos energia eólica e solar. Então, voltamos à questão da transmissão que precisa ser reforçada. Você poderia explicar melhor esse gargalo na transmissão? A questão é bastante técnica mas o foco é que a prioridade tem quer ser dada para essas fontes flexíveis. Quando há sol e vento, elas têm que escoar a energia para o sistema. E a gente vem de um sistema que foi durante

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Fiepe promove evento gratuito sobre como potencializar o resíduo como recurso

Da Fiepe A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) realiza por meio do Conselho Temático de Meio Ambiente (Contema) mais um evento gratuito e online para toda a população. Dessa vez, o tema abordado será a potencialização do resíduo como recurso, a partir da apresentação da Associação Smart Waste Portugal. O encontro acontece amanhã (dia 22 de junho), das 18h às 19h30, por meio da plataforma Zoom. As inscrições podem ser realizadas neste link: https://bit.ly/3iL046G “É muito importante promovermos esse encontro, sobretudo para que as empresas entendam como potencializar o resíduo como um recurso, de modo que atuem em toda a cadeia de valor do setor, gerando investigação, desenvolvimento e inovação a partir da cooperação entre as diversas entidades, sejam elas públicas, privadas, nacionais ou internacionais”, destacou Anísio Coelho, presidente do Contema. Pensando em como essa troca de informação pode beneficiar principalmente o setor industrial, o FIEPE Ambiental convidou Cristiana Ribeiro e Inês Gomes, ambas da Smart Waste Portugal. A ideia é que, na ocasião, sejam abordadas temáticas sobre as condições para se criar uma maior capacidade de reação a novos fatores nacionais e internacionais de uma forma competitiva e estratégica em toda a cadeia de valor, como foco na geração de negócios. A Smart é uma empresa que contribui para a produção e divulgação de conhecimento no domínio da área dos resíduos e da economia circular, fomenta a investigação e a troca constante de ideias, experiências e projetos; promove e apoia atividades e projetos que contribuam para a prossecução do objeto do ASWP e dos seus associados, bem como colabora com entidades oficiais ou de interesse público na área do seu objeto principal. Serviço Evento: FIEPE Ambiental sobre a potencialização do resíduo como recurso Dia: 22 de junho Horário: 18h às 19h30 Inscrição: https://bit.ly/3iL046G

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Experiências com telhado verde inspiram pesquisa de alunos de Engenharia Civil

Uma boa prática que já vem sendo difundida na Europa começa a cobrir a laje de alguns empreendimentos na capital pernambucana. Trata-se do telhado verde, que é a instalação de vegetações nas coberturas dos edifícios, sob a laje, trazendo benefícios ambientais. Além de paisagístico, ajuda na redução das ondas de calor, diminuição no consumo interno de energia elétrica, promove absorção e aproveitamento de água da chuva e reequilíbrio ambiental. Os benefícios desse ‘ecotelhado’ são tema de um TCC de um grupo de alunos de Engenharia Civil do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE). Eles avaliaram essa cobertura verde em um bar, em Santo Amaro, e também em uma organização não-governamental, no bairro de Santo Antônio. Nesta, a experiência utilizada era de uma horta comunitária. Para realizar a pesquisa, os alunos de Engenharia fizeram visitas, registraram imagens para análise visual, aplicaram questionário não estruturado aos proprietários e fundamentaram com referências teóricas e artigos. Observaram, entre outros, a inovação, sustentabilidade, materiais utilizados e efeitos desse recurso no empreendimento. Após inspeções da equipe nas duas coberturas, perceberam redução térmica e, consequentemente, no consumo de energia, além de reaproveitamento de água da chuva para a plantação. Apesar dos bons resultados com o uso, os telhados verdes avaliados eram de caráter experimental e que havia algumas faltas na estrutura como problemas de planejamento, infiltração e instalação. Como contrapartida, os alunos trazem formas de aplicação e manutenção corretas para a utilização do sistema, a partir das concepções da engenharia civil e sustentabilidade. “As pesquisas mostram que, até 2050, as migrações populacionais para os centros industriais irão aumentar cerca de 66%. Com isso, as construções de edifícios também irão aumentar, produzindo transtornos de escoamento das águas da chuva e possíveis alagamentos, além do fenômenos das ilhas de calor urbano”, explicou Clodoaldo de Paula, integrante da equipe. Para ajudar a reduzir esse impacto, há inclusive uma lei municipal – de nº 18.112/2015 – que prevê telhados verdes nos novos prédios do Recife, com mais de quatro pavimentos, ou unidades com área coberta acima de 400 metros quadrados. A norma também inclui, nesses empreendimentos, a construção de reservatórios de acúmulo ou de retardo do escoamento das águas pluviais para a rede de drenagem. Clodoaldo de Paula explica que qualquer tipo de imóvel tem capacidade de receber um projeto de telhado verde, tanto os que possuem lajes planas ou inclinadas de concreto, como no caso das coberturas com telhas de fibrocimento ou cerâmica. “Nessas podemos utilizar o substrato e a vegetação depostas numa bandeja apropriada e apoia – las sobre o teto. O ideal é projetar desde o início o imóvel considerando a parte vegetada, pois gerará uma sobrecarga na estrutura. Para estabelecimentos já existentes o recomendado é procurar os especialistas da área (Engenheiro Civil, Arquiteto) para certificar se o sistema estrutural irá suportar o peso extra”. Clodoaldo aponta os seguintes impactos positivos para a cidade, se houvesse uma multiplicação dessas experiências de telhados verdes AMBIENTAIS: A absorção das substâncias tóxicas pela vegetação e liberação de oxigênio na atmosfera. O sequestro de gás carbono ajuda a reduzir o efeito das ilhas de calor. Diminuição de empossamentos e enchentes, com o retardo do escoamento da água da chuva para drenagem urbana. SOCIAIS: Melhora o isolamento térmico da edificação protegendo contra altas temperaturas no verão e mantendo a temperatura interna no inverno. Melhora o isolamento acústico da edificação. Isola e absorve ruídos. ECONÔMICAS: Traz redução térmica nos ambientes internos. Dificulta a transmitância de calor e melhora a eficiência energética. Isso pode gerar para a propriedade um payback de investimento em médio e longo prazo.

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Covid-19: Brasil passa de 500 mil mortes e pode ultrapassar EUA em 2021

No último sábado (19) o Brasil superou a triste marca de 500 mil óbitos por Covid-19. A alta média de mortes e de infecções diárias sinaliza que o País poderá superar no segundo semestre o número de óbitos dos Estados Unidos, que liderava esse doloroso ranking com muita distância. Com o avanço acelerado da vacinação em território americano e com as medidas proteção e de isolamento social que foram adotadas até algumas semanas atrás, os Estados Unidos reduziram muito o número de mortes diárias, enquanto a pandemia seguiu fora do controle no Brasil. Para se ter ideia da aproximação do Brasil da liderança desse ranking, quando Joe Biden tomou posse da Casa Branca, no dia 20 de janeiro, os Estados Unidos registravam 200 mil mortes a mais que o Brasil. Cinco meses depois, a diferença hoje é de 100 mil mortes. E caindo diariamente. Apesar de ser uma distância ainda muito expressiva, o Brasil tem uma média de novos óbitos que circula em torno de 2 mil pessoas por dia. Nos Estados Unidos, a média de mortes diárias é entre 300 a 400 pessoas por dia nas últimas semanas, apesar de ter uma população bem superior a brasileira. Enquanto o número projetado de habitantes dos EUA supera 331 milhões, no Brasil temos 212 milhões, nos dados apresentados pela Our World in Data.

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Pesquisa: 44,64% dos jovens apoiam líderes comprometidos com enfrentamento das mudanças climáticas

A Eureca, consultoria que conecta e desenvolve jovens para o mercado de trabalho, tendo como co-autoras o Davos Lab, e a Global Shapers, iniciativa da juventude do Fórum Econômico Mundial, apresentam a edição brasileira da pesquisa “Construindo Nosso Futuro”. Trata-se de um chamamento à Juventude Brasileira a compartilharem sua visão sobre o cenário brasileiro dentro na Economia, Emergência Climática, Liderança, Política e Tecnologia. O recorte nacional deste levantamento integra uma pesquisa global realizada em mais de 150 países, com o objetivo de identificar cenários e comportamentos que possibilitam traçar um plano de recuperação pós-pandemia de Coronavírus voltado para a juventude. O levantamento analisou mais de 1.100 reflexões enviadas de forma online por jovens com média de idade de 28 anos e de todas as regiões do Brasil. As respostas foram coletadas durante o mês de Abril e as análises dos dados consolidadas em Maio. A pesquisa revela a opinião dos jovens brasileiros em assuntos relacionados com Economia, Emergência Climática, Liderança, Política e Tecnologia: https://davoslab.com.br/resultados/ . Alguns dos destaques identificados na pesquisa são: Trabalhos inclusivos 27,21% dos jovens indicam que a Remuneração é o atributo determinante na procura por emprego; na sequência foi apontado o Plano de Carreira e Perspectiva de Crescimento Profissional (25,34% ) como determinante. Responsabilidade e Ética Social 84,95% dos jovens concordam que todas as organizações do setor privado (não apenas as empresas públicas) devem ser responsabilizadas por padrões de ética sociais, ambientais, de governança e de tecnologia; 33,21% acreditam que os aprendizados e estudos propagados no Ensino Superior é a principal chave para influenciar as empresas na adoção de métricas ambientais, sociais e de governança; na sequência estão Maior Pressão do Consumidor (25,67%) e Incentivos Financeiros mais Fortes com 15,44%. Acesso Digital 78,47% apontam que o acesso a internet e ferramentas digitais são um Direito Humano Básico. 67,71% dos jovens indicam que o Governo deve ser o principal parceiro da sociedade para melhorar o acesso digital e a internet das pessoas. Letramento Digital 44,01% dos entrevistados apontaram que a maior desvantagem das redes sociais, tanto para reguladores como para usuários, é a Desinformação e Divulgação de Notícias Falsas. Emissão Zero 59,45% dos jovens brasileiros afirmam que o Governo deveria fazer da aceleração da ação climática um objetivo fundamental para a recuperação econômica. 44,64% dos entrevistados afirmam que vão votar ou apoiar os líderes políticos que se comprometem a tomar medidas ousadas, imediatas e ambiciosas para enfrentar a crise climática. 53,22% concordam que as Instituições Financeiras, incluindo os bancos, devem parar de apoiar a expansão dos combustíveis fósseis por meio de empréstimos e serviços financeiros. Consumo Consciente 45,70% dos jovens posicionam que Governos e Orgãos Internacionais devem agir para regulamentar e aumentar a disponibilidade de produtos sustentáveis. Futuro da Política Como forma de engajamento na política 21,55% responderam que pretendem fazer parte de um Negócio de Impacto Social, seguido de 19,63% se voluntariar para trabalhar em uma Organização sem Fins Lucrativos e 14,74% pretendem trabalhar em uma Organização Internacional. 45,35% indicam que a principal capacidade do líder político do futuro deve ser “Demonstrar liderança responsável e sustentável”, seguido de 33,83% que “Representa e/ou abraça a diversidade e inclusão”. Segundo, Carolina Utimura, CEO da Eureca, a pesquisa tem importância vital no espaço de fala para os jovens e isso traz um direcionamento imprescindível para atender tais demandas: “É crucial ouvirmos as vozes das juventudes e direcionarmos aos tomadores de decisão. Podemos, aos poucos, observar a mudança de prioridade (como a estabilidade financeira e de carreira) que afetará o comportamento das novas gerações. Em paralelo, vemos cada vez mais o pedido de urgência que organizações, especialmente as privadas, sejam mais responsáveis socialmente e ambientalmente. Se ainda há dúvidas que o ESG é um movimento duradouro ou não, os jovens nos trazem que seus valores nos levarão ao caminho de um progresso responsável com as comunidades.” conclui.

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Rádio Clube será Patrimônio Cultural Imaterial do Recife

A Câmara Municipal do Recife aprovou o Projeto de Lei que torna a Rádio Clube um Patrimônio Cultural Imaterial do Recife. O PL 141/2019 é de autoria do vereador Chico Kiko (PP) e agora segue para a sanção do prefeito João Campos (PSB). Considerada a primeira Rádio do Brasil, a Clube AM 720 do Recife, idealizada e comandada pelo radiotelegrafista Antônio Joaquim Pereira realizou a primeira transmissão em um estúdio improvisado na Ponte d’Uchoa, no dia 6 de abril de 1919. Em 1920, sob a direção de Oscar Moreira Pinto, ganhou uma sede oficial na Avenida Cruz Cabugá, no Bairro de Santo Amaro. Em fevereiro de 1923, aumentou a abrangência para toda a cidade do Recife. O maestro Nelson Ferreira assumiu a direção da rádio em 1934. E em 1950, foi inaugurado o primeiro auditório com capacidade para 200 pessoas. Na Câmara Municipal, o projeto de lei que declara a Rádio Clube Patrimônio Cultural Imaterial do Recife recebeu pareceres pela aprovação das Comissões de Educação, Cultura, Turismo e Esportes e Legislação e Justiça e votos favoráveis de todos os vereadores da casa. Em 2019, a Rádio Clube completou cem anos.

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5 fotos das praças do Bairro de São José Antigamente

Em um passeio pelas praças do Bairro de São José em décadas atrás, a coluna Pernambuco Antigamente chegou à Praça Sérgio Loreto, à Praça Visconde Mauá (em frente à Estação Ferroviária Central), ao Largo do Forte das Cinco Pontas (ou Praça das Cinco Pontas) e a Praça Dom Vital (que fica em frente ao Mercado de São José e a Basílica da Penha). Confira as imagens abaixo. Praça Sérgio Loreto   . Praça Visconde de Mauá Bem pequena, ela fica entre a Estação Central e a Casa da Cultura. Imagem do Acervo Josebias Bandeira/Fundaj   Praça Dom Vital Praça que fica em frente à Basílica da Penha e ao Mercado de Sao José. A foto abaixo, da página Recife Antigamente, é de 1920.   Largo do Forte das Cinco Pontas, no início da década de 70 Imagem do Museu da Cidade do Recife   *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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