Pix movimenta R$ 415,7 bilhões em Pernambuco no primeiro semestre

Pernambuco movimentou R$ 415,7 bilhões por meio do Pix no primeiro semestre de 2026, distribuídos em 1,75 bilhão de transações. O levantamento do Hub do Comércio da Fecomércio-PE, com base em dados do Banco Central, aponta crescimento de 20,1% no valor movimentado e de 16,9% na quantidade de operações em relação aos seis primeiros meses de 2025. O Estado manteve a segunda posição no Nordeste, atrás da Bahia, e ficou em nono lugar no ranking nacional, respondendo por cerca de 2,4% do volume financeiro movimentado no país.

Empresas concentram 43,1% do valor movimentado

As pessoas jurídicas representaram apenas 8,4% das transações, mas responderam por 43,1% do valor movimentado, com R$ 179,2 bilhões. O ticket médio das operações empresariais chegou a R$ 1.224,47, enquanto entre pessoas físicas foi de R$ 147,32. Para o economista da Fecomércio-PE, Rafael Lima, os números demonstram que o Pix deixou de ser utilizado apenas nas transações cotidianas entre consumidores. “O elevado ticket médio das operações realizadas por pessoas jurídicas mostra que empresas de diferentes portes incorporaram o Pix aos pagamentos e recebimentos de maior valor, ampliando sua participação na dinâmica econômica estadual”.

Recife concentra um terço da movimentação

A Região Metropolitana do Recife concentrou 55,7% da movimentação financeira do Estado. Recife, sozinho, respondeu por R$ 138,7 bilhões, o equivalente a 33,4% do total. Jaboatão dos Guararapes, Petrolina, Caruaru, Olinda, Cabo de Santo Agostinho, Paulista, Goiana, Ipojuca e Vitória de Santo Antão também aparecem entre os municípios com maior movimentação. Em Goiana, as pessoas jurídicas responderam por 78,5% do valor movimentado, enquanto Ipojuca também registrou elevada participação empresarial.

Pernambuco mantém segundo lugar no Nordeste

Na comparação regional, Pernambuco ficou atrás apenas da Bahia, que movimentou R$ 629,9 bilhões, e superou o Ceará, com R$ 405,9 bilhões. O Estado ocupa ainda a terceira posição no Nordeste quando considerado o valor movimentado por habitante, atrás de Paraíba e Ceará. Entre janeiro e junho, os pernambucanos movimentaram R$ 9,6 bilhões a mais em pagamentos do que em recebimentos via Pix.

Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, o crescimento das operações confirma que o Pix passou a integrar definitivamente a rotina de consumidores e empresas. “O Pix tornou-se um instrumento incorporado ao dia a dia dos consumidores e das empresas. A expansão observada em Pernambuco acompanha a transformação dos meios de pagamento, contribuindo para maior agilidade nas transações comerciais e para a circulação de recursos na economia”.

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