Dia Nacional do Orgulho Autista reforça debate sobre inclusão e pertencimento de pessoas com TEA

O Brasil celebra nesta quinta-feira, 18 de junho, pela primeira vez, o Dia Nacional do Orgulho Autista, instituído pela Lei 15.365. A data foi criada para promover a valorização da neurodiversidade, combater o preconceito e fortalecer a inclusão social das pessoas com Transtorno do Espectro Autista. A proposta amplia o debate para além da conscientização sobre o diagnóstico e incentiva reflexões sobre identidade, pertencimento e respeito às diferentes formas de perceber e interagir com o mundo.

Para Elizabete Souza, sócia fundadora do Mundo da Aprendizagem, centro de desenvolvimento pedagógico e terapêutico que atua em Pernambuco, a data representa um avanço na forma de compreender o autismo. “O orgulho autista não significa ignorar os desafios que muitas pessoas e famílias enfrentam no dia a dia. Significa reconhecer que faz parte da identidade daquela pessoa e que ela merece respeito, oportunidades e inclusão, sem precisar esconder suas características para ser aceita”, explica.

A especialista destaca que a inclusão exige mais do que garantir a presença de pessoas autistas em diferentes espaços. Segundo ela, é necessário promover acolhimento, escuta e remover barreiras que dificultam a participação plena. “Ela acontece quando existe acolhimento, escuta e adaptação das barreiras que impedem a participação plena. Precisamos avançar de uma cultura de conscientização para uma cultura de pertencimento, onde as pessoas autistas tenham voz e protagonismo em decisões que afetam suas vidas”, afirma.

Dados do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, mostram que 2,4 milhões de brasileiros possuem diagnóstico de Transtorno do Espectro Autista, o equivalente a 1,2 por cento da população. Entre crianças de 5 a 9 anos, a prevalência alcança 2,6 por cento, evidenciando a crescente demanda por serviços de saúde e educação preparados para atender esse público de forma integrada. Em Pernambuco, o Mundo da Aprendizagem atua desde 2017 no desenvolvimento de crianças e adolescentes neurodivergentes, além de promover a capacitação de profissionais e consultorias educacionais voltadas à inclusão.

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