Ministério dos Povos Indígenas destina R$ 9,3 milhões para projeto de bioeconomia no Nordeste
Foto: Helder Rabelo

O Ministério dos Povos Indígenas e o Instituto Federal do Sertão Pernambucano desenvolverão o projeto Aldeias Produtivas do Sertão, iniciativa voltada à inclusão socioprodutiva e à autonomia financeira de comunidades indígenas do Nordeste. O programa contará com investimento de R$ 9.392.700 por meio do Termo de Execução Descentralizada nº 12/2025 e foi apresentado durante a 26ª Assembleia do Povo Xukuru de Ororubá, realizada na Aldeia Pedra D’água, em Pesqueira.

O projeto prevê ações de formação técnica, pesquisa e assistência produtiva integradas à bioeconomia. Entre os eixos de atuação estão capacitações em agroecologia, agricultura sustentável, biotecnologia, produção audiovisual e medicina tradicional. A proposta também inclui apoio à estruturação de cadeias produtivas, incentivo ao cooperativismo, assistência técnica para inserção em mercados institucionais e ações de gestão territorial voltadas à preservação ambiental.

Segundo o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, a iniciativa já contribui para a formação de estudantes indígenas em áreas estratégicas. “É o Ministério dando uma atenção especial a estes povos que estão localizados nessa região, que foi a região que mais sofreu o impacto do processo colonial”, afirmou. O ministro também participou de atividades institucionais e simbólicas durante a assembleia do povo Xukuru, incluindo visita à Casa de Sementes e participação em uma marcha realizada até a cidade de Pesqueira.

O plano de trabalho estabelece ações entre novembro de 2025 e dezembro de 2026, com execução direta do IFSertãoPE. O projeto atende comunidades indígenas em Pernambuco, Bahia, Alagoas e Sergipe, incluindo povos Xukuru, Truká, Atikum, Fulni ô, Tuxá, Tingui Botó e Xocó. Entre as estruturas previstas está a implantação de um laboratório para beneficiamento de mel em Salgueiro, destinado ao povo Atikum.

De acordo com o coordenador do projeto, Tarcísio Nunes Santos, a proposta surgiu a partir de experiências anteriores desenvolvidas pelo IFSertãoPE junto a comunidades indígenas. “Isso nos deu o ‘know-how’ para pleitear esse projeto junto ao ministério, que é o primeiro de educação profissional voltado para povos indígenas”, destacou. A expectativa é que o programa alcance cerca de 300 formandos por ano, integrando formação técnica, infraestrutura e apoio à comercialização da produção indígena.

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