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“Deadpool 2” chega aos cinemas com o desafio de superar números do primeiro

Com jeito desbocado e senso de humor ácido, Deadpool conquistou plateias em 2016, ano em que estreou na tela grande. Seu primeiro longa chamou a atenção da crítica especializada e do grande público ao apresentar uma proposta ousada, carregada de violência e referências a outros filmes, bem diferente das produções do gênero realizadas até então. Deadpool custou US$ 58 milhões a Fox e arrecadou mais de US$ 783 milhões em todo o mundo. Todo esse sucesso empurra agora para Deadpool 2 a (ingrata) responsabilidade de tentar superar em criatividade e bilheterias o primeiro filme. A sinopse hilária divulgada pela Fox em novembro de 2017 já revelava qual seria o tom do novo longa: Depois de sobreviver a um ataque bovino quase fatal, um chefe de cafeteria desfigurado (Wade Wilson) luta para alcançar seu sonho de se tornar o barman mais quente de Mayberry, enquanto também aprende a lidar com sua perda de paladar. Procurando reencontrar seu gosto pela vida, junto com um capacitor de fluxo, Wade precisa lutar contra ninjas, Yakuza, e uma alcateia de caninos sexualmente agressivos, enquanto faz uma jornada pelo mundo para descobrir a importância da família, amizade e sabor – encontrando um novo gosto para a aventura e ganhando o cobiçado título de Melhor Amante do Mundo em sua caneca de café. Na história, Deadpool (Ryan Reynolds) terá que proteger um jovem mutante chamado Russel (Julian Dennison). Ele está sendo procurado por Cable (Josh Brolin), um soldado que veio do futuro com a missão de eliminar o garoto. O mais louco é notar que a trama se desenvolve em função das piadas, não o contrário. Em uma das cenas, toda uma equipe de heróis é formada, a X-Force, para logo em seguida ser descartada pelo roteiro, apenas com o intuito de concluir uma sequência cômica. Nem tudo é ruim em Deadpool 2. Alguns personagens conseguem se destacar, como o vilão, Cable, em mais uma boa interpretação de Josh Brolin e a novata Dominó (Zazie Beetz), que tem como superpoder (acreditem!) a sorte. A personagem está nas melhores cenas de ação do filme, ora saltando de paraquedas, ora dirigindo um enorme caminhão desgovernado.   Ironicamente, o senso de humor que fez do primeiro filme um grande sucesso torna Deadpool 2, em alguns momentos, repetitivo. O que antes era inovador, aqui tem cara de formulaico. Algumas piadas relacionadas aos universos Marvel e DC agradarão aos já familiarizados com o assunto. Por outro lado, podem não conseguir arrancar risadas daqueles que não sabem muito do tema. Há rumores de que ao menos mais dois longas com o herói serão lançados: Deadpool 3 e X-Force. Mais que fazer piadas de cunho sexual ou ridicularizar a concorrência, chegou a hora dos roteiristas focarem numa boa história. Resta saber se a franquia terá fôlego para tantos projetos.  

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Netflix: filme de super-herói coreano é a nova aposta do serviço de streaming

Em 2016, o diretor sul-coreano, Yeon Sang-ho, chamou a atenção da crítica especializada ao ter seu filme, o terror “Invasão Zumbi”, exibido no Festival de Cannes. O longa de Sang-ho agradou não apenas a crítica que compareceu ao festival francês, mas também ao grande público dos países por onde passou. Na Coreia do Sul, levou mais de 5 milhões de espectadores aos cinemas só na primeira semana de exibição. De olho em todo esse sucesso, a Netflix não perdeu tempo e produziu o novo trabalho do diretor Sul-coreano, o (quase que impronunciável) filme Psychokinesis. Bem diferente de Invazão Zumbi, a nova empreitada de Sang-ho é um misto de clichês, comédia pastelão e efeitos especiais bem ruins. Já no início da história somos a presentados Roo-mi (Shim Eun-kyung), uma jovem que, ao lado da mãe, administra um pequeno restaurante em um centro comercial. O lugar se torna objeto de desejo de uma construtora, que tenta a todo custo despejar os comerciantes através da ação violenta de capangas. Numa dessas ações, a mãe de Roo-mi é gravemente ferida e morre no hospital. É quando entra na trama Seok-heon (Ryu Seung-ryong), pai de Roo-mi. Ele ajudará a filha e os outros comerciantes a resistirem às intimidações da construtora. Seok-heon tem o poder de levitar objetos, desde um pequeno cinzeiro a um grande veículo. Ele adquiriu esta habilidade ao beber uma água contaminada por um líquido proveniente de um meteoro que caiu na Terra. (Existe algo mais clichê que isso?). Seok-heon exibindo sua habilidade de telecinese.   Todo filme de super-herói merece bons efeitos especiais, vide as últimas produções da Marvel. Psychokinesis peca sem constrangimento algum nesse quesito. Alguns efeitos são tão ruins, que perdem para muitas séries do próprio serviço de streaming, como Stranger Things e Perdidos no Espaço. Eu poderia listar aqui diversos pontos negativos do filme, mas quero destacar só mais um: os personagens. Caricatos e unidimensionais ao extremo, não conseguem provocar no espectador o mínimo de empatia e identificação. Essa observação diz respeito, inclusive, ao protagonista. Psychokinesis não agradará aos mais exigentes, nem aos que não curtem ver mais do mesmo nas novas produções. Pena que o novo trabalho de Yeon Sang-ho é justamente isso.  

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Muita destruição em novo filme arrasa-quarteirão com Dwayne Johnson

Quando se fala em filme de ação dos anos 80, é difícil não lembrar dele: Arnold Schwarzenegger. O gigante austríaco dominava as produções do gênero, fazendo muito sucesso como Conan, O Bárbaro ou protagonizando a franquia Exterminador do Futuro. Mas seu “reinado” foi perdendo força, dando lugar a outros nomes, entre eles, o do ex-jogador de futebol americano, Dwayne “The Rock” Johnson. O grandalhão, de características bem parecidas com as de Arnold (pouca expressão e muita testosterona) conquistou de vez seu espaço. Seu mais novo filme, Rampage: Destruição Total, é uma prova disso. Na história, Dwayne Johnson interpreta Davis Okoye, um primatologista que cuida e tem como grande amigo um gorila albino chamado George. A rotina de Okoye é violentamente sacudida quando um experimento genético que havia sido realizado no espaço cai na Terra, contaminando alguns animais, entre eles, George. O contato com a substância desconhecida acelera o crescimento do animal e altera seu comportamento, tornando-o violento. Dá-se início, então, à principal proposta do longa, como o próprio título já revela: trazer à tela grande muito barulho e destruição.   Rampage: Destruição Total mais parece uma reciclagem de filmes clássicos de monstros como King Kong e Godzilla. A diferença, claro, está na qualidade dos efeitos especiais que, aliada a boa edição de som, proporciona ao espectador uma impressionante imersão na história, com direito a momentos de tensão e muitos sustos. O roteiro é bem confuso. Alguns personagens surgem e logo somem da história sem muita explicação, como os dois jovens auxiliares de Okoye no zoológico. O elenco também é ruim, tanto que (acredite!) apenas Dwayne Johnson se salva, talvez porque não arrisca muito nas expressões (rsrs). A dupla de vilões é, sem dúvida, a pior coisa do filme. A atriz sueca Malin Maria Åkerman e o americano Jake Lacy, que interpretam os irmãos Claire e Brett, proprietários do laboratório responsável pela pesquisa que resultou em toda a confusão, são fortes candidatos a figurar na próxima edição do Framboesa de Ouro. Completam o elenco Naomi Harris e Jeffrey Dean Morgan. Apesar dos pontos negativos, Rampage: Destruição Total deve agradar aos fãs do gênero. E Dwayne Johnson seguirá honrando o legado deixado pelos clássicos arrasa-quarteirões do passado.  

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“Um Lugar Silencioso” prova que ainda é possível inovar no terror

Com tantos filmes de terror ruins e genéricos chegando aos cinemas todo ano, não tinha como não desconfiar de mais um, ainda mais se tiver o nome de Michael Bay na produção, figura responsável pela barulhenta e sem noção franquia Transformers. “Um Lugar Silencioso” provou quão desnecessária fora minha desconfiança. Na história, uma família é perseguida por criaturas extraterrestres cegas, mas de audição bem aguçada. Para se protegerem, essas pessoas terão que viver em silêncio total. Além disso, serão assombradas por um trauma fruto de uma tragédia do passado, que marcou profundamente suas vidas. A luta pela sobrevivência frente a ameaça alienígena norteia o desenrolar da trama, mas o filme vai além dos sustos e cenas de perseguição característicos ao gênero.   Um Lugar Silencioso segue fielmente a cartilha de filmes como Tubarão, explorando a ideia de trabalhar o suspense sem mostrar muito, apenas sugerindo o perigo. O longa consegue prender a atenção do espectador com sua narrativa engenhosa, ainda que fugindo do convencional, com silêncio quase que absoluto durante boa parte da exibição. A ausência de som serve de prenúncio para grandes sustos. Parte do sucesso da produção está relacionada ao bom elenco. John Krasinski e Emily Blunt (casados na vida real) esbanjam boa química e carisma no papel do casal de protagonistas, Lee e Evelyn. John também é responsável pela direção, mostrando ter segurança e grande talento na função. Outra que se destaca é Millicent Simmonds, que interpreta Regan, filha do casal. Este é o segundo filme da atriz de apenas 15 anos, que já atuou também ao lado de Juliane Moore no filme Sem Fôlego. Krasinski, responsável também pelo roteiro, mostra ser possível inovar, trazer novas propostas até para gêneros que já se mostram bem saturados. Um Lugar Silencioso está, sem dúvida, entre as boas surpresas do cinema em 2018.

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Arte contemporânea italiana no Murilo La Greca

Amanhã (5), o Museu Murillo La Greca recebe a exposição Percursos Introspectivos da Alma, de curadoria da artista plástica ítalo-brasileiro Eugenia Harten. A mostra é a quinta iniciativa de um projeto de intercâmbio cultural entre o Brasil e Itália, que já promoveu, desde 2015, exposições no Recife, em Milão, em Búzios e em Caravaggio. Na abertura, a partir das 19h desta quinta-feira, o artista contemporâneo Daniel Santiago fará uma performance. Inédita no Brasil, a mostra Percursos Introspectivos da Alma já foi apresentada na Itália, na histórica cidade de Caravaggio, por ocasião das festividades preparadas pela administração municipal daquela cidade para celebrar o aniversário de um de seus mais ilustres cidadãos: o pintor Michelangelo Merisi Caravaggio. O acervo conta com obras de artistas de diversas regiões da Itália, entre profissionais consagrados com vasto currículo e jovens artistas de grande talento, promessas da arte contemporânea internacional. A mostra, que celebra as várias línguas e linguagens faladas pela arte contemporânea, convida os visitantes por um percurso que começa pela obra neo pop de Vittoria Salati, segue a caminhada pelas ruas urbanas do impressionismo de Patrizio Oca, passa pelo realismo mágico e poético de Carmine Bellucci e Nacha Piattini Maria Ignacia, depois cria formas e cores espontâneas na abstração vitrificada de Mario Del Viero, e se dedica ainda a percorrer os valores expressivos dos materiais e do gesto informal de Mirko Roncelli, até atravessar as fronteiras entre o abstrato e o figurativo de Lorella Castelli, Marisa Ierardi e Eugênia Harten. Outras paradas se fazem obrigatórias nesse percurso, segundo a curadora Eugenia Harten, que destaca ainda “a fotografia de Fabio Fidone, o cenário quase teatral montado por Natalia Gonzalez Prados em homenagem ao Bacchino malato de Caravaggio, transformando os castelos do século XX de Vito Legramandi em palco cênico para dançarina sensual criar novos passos pela coreografia de Ivana Vio até chegar às fantasias do carnaval de Veneza, através da pintura digital do mestre Bruno Tosi”. Intercâmbio – A primeira edição do Intercâmbio Cultural foi realizada em junho de 2015, no Museu da Cidade do Recife, apresentando ao público do Recife 30 obras de artistas italianos e outros 30 artistas brasileiros. Em contrapartida, a  segunda edição aconteceu na cidade de Milão, Itália, na Galleria Art Studio38, em dezembro 2015. Na ocasião, participaram cinco artistas brasileiros e quatro artistas italianos, com o apoio e patrocínio do Consulado Geral do Brasil em Milão. A terceira edição do Intercâmbio Cultural foi realizada em junho de 2016, no balneário de Búzios, no Rio de Janeiro, trazendo seis dos maiores expoentes da arte italiana para uma exposição na galeria N1 de Arte. Em 2016, a quarta edição foi na cidade de Caravaggio, na Itália.   Serviço Exposição Percursos Introspectivos da Alma Abertura: 5 de abril, a partir das 19h Visitação: Até 28 de abril Horário: De terça a sexta, das 9h às 12h e 14h às 17h, e, no sábado, das 15h às 18h Local: Museu Murillo La Greca (Rua Leonardo Bezerra Cavalcante, 366, Parnamirim) Entrada gratuita Informações: 3355-3129   —

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Reinaldo de Oliveira ganha biografia

Medicina e dramaturgia sempre atuaram juntas na trajetória de Reinaldo de Oliveira, 87 anos, o mais novo biografado da coleção Memórias, da Cepe Editora. Reinaldo de Oliveira – do bisturi ao palco, não poderia ter tido melhor autor: Antonio Edson Cadengue, pesquisador de teatro e psicólogo. Para eles e para o pai de Reinaldo, Valdemar de Oliveira, não existia vida sem arte, sobretudo a arte teatral.   O livro de 260 páginas, que será lançado no dia 23 de março, às 19h, na Academia Pernambucana de Letras, é movido pela admiração de Cadengue por Reinaldo, “esse homem que foi tão bom no palco e tão comprometido como médico”, diz o autor. A obra traz um recheio rico de fotografias históricas de personalidades e fatos públicos e privados de meados do século 20 que permeiam o caminho de uma das mais importantes figuras do teatro pernambucano e grande defensor do Teatro de Amadores de Pernambuco (TAP). O legado aprendido desde a infância de Reinaldo com seu pai, Valdemar. Como diz Cadengue, “há alguma poesia nessa prosa”.   Sem pretensões de analisar a obra de Reinaldo, Cadengue busca reter, através de longas entrevistas, pesquisas em livros, artigos de jornal e blogs, e fotografias reunidas pela enteada do teatrólogo, a fotógrafa Yêda Bezerra de Mello, o máximo possível dos ‘causos’, da personalidade, do sentimento de Reinaldo, gerando uma narrativa que parece escrita em primeira pessoa. “Usei muito do olhar e da experiência dele para escrever o livro; Reinaldo tem uma memória prodigiosa””, revela Cadengue, que pesquisou o TAP de 1941 a 1991, e assim conheceu o teatrólogo.   A dedicação de Reinaldo ao TAP em uma época em que muitos enxergavam como “uma pálida cópia do teatro profissional” é, portanto, um dos destaques da publicação. “O TAP foi um dos fundadores da cena moderna no País”, defende Cadengue, que admira Reinaldo principalmente como ator e lamenta que essa faceta tenha sido escanteada em nome da função de braço direito do pai. Muitas vezes, Reinaldo precisou ocupar funções como a de iluminador, por exemplo. Mas tal como Valdemar, trazia a arte como rumo de vida, e também transitou pela música e literatura. Diz ele: “Bisturi que se reveza com a pena, não sabendo eu, hoje, se o bisturi escreve ou se a pena corta”.   SERVIÇO Reinaldo de Oliveira – do bisturi ao palco (Cepe Editora) Autor: Antônio Edson Cadengue Lançamento: 23 de março (sexta-feira) Horário: 19h Local: Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa, 1596 – Graças)

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Cinema chileno na Netflix

No domingo (04), o cinema chileno fez história ao vencer pela primeira vez o Oscar de melhor filme estrangeiro com o longa Uma Mulher Fantástica. Na história, uma garçonete transexual tenta recomeçar a vida após a morte do companheiro. Esta foi a segunda indicação do Chile ao prêmio. A primeira foi em 2012 com o filme No, protagonizado por Gael Garcia Bernal. O prêmio despertou em muitos o desejo de conhecer melhor o cinema produzido por nossos vizinhos de continente. Com o mercado dominado pelas produções americanas, pouco do que é feito no Chile chega por aqui, restringindo-se a exibições em festivais e mostras de cinema. Resta, então, recorrer aos serviços de streaming. Fiz recentemente uma busca no catálogo da Netflix e encontrei boas opções de filmes, ainda que não representem, claro, o que o cinema chileno tem de melhor. Compartilho aqui detalhes de três desses longas. Lhttp://portal.idireto.com/wp-content/uploads/2016/11/img_85201463.jpgs (2015)   A comédia Lhttp://portal.idireto.com/wp-content/uploads/2016/11/img_85201463.jpgs junta em uma mesma história três protagonistas de nacionalidades diferentes: um chileno, um argentino e um peruano. O chileno, Aníbal (Felipe Izquierdo), passa por um momento de crise no casamento, situação que fica ainda pior quando descobre que ganhou dois ingressos para a final da Copa do Mundo no Brasil. Pior porque ganhou os ingressos em um concurso constrangedora organizado por uma marca de camisinhas. Com os ingressos nas mãos e o pedido de separação da esposa martelando a cabeça, segue para o Brasil acompanhado de seu mais novo amigo, o taxista argentino Rolo (Pablo Granados). No caminho, atropelam Edgar (Carlos Alcántara), um peruano que está sendo perseguido por um integrante da máfia. É quando as situações mais improváveis começam a acontecer, envolvendo uma relíquia roubada, índios canibais e até uma partida de futebol no meio da floresta amazônica. Comédia despretensiosa para quem não quer gastar muitos neurônios. Uma produção Chile/ Argentina/ Peru.   A Noite do Javali (2016)   Neste thriller acompanhamos os passos de Claudia Moratti (Catalina Zahri) uma famosa escritora a procura de respostas sobre a morte do namorado, que também era escritor. Ela retorna ao vilarejo onde ocorreu o crime e encontra figuras bem suspeitas, como o policial Benno (Fernando Kliche) e o caseiro Sebástian (Gastón Salgado). Dirigido e escrito por Ramiro Tenorio, A Noite do Javali tem como ponto forte a bela fotografia, apesar de um roteiro, por vezes, confuso. É o filme de estreia do diretor chileno Ramiro Tenorio.   No Filter (2016)   À primeira vista poderia dizer que esta é uma versão espanhola do filme Um Dia de Fúria, aquele com Michael Douglas. Após trabalhar 14 anos numa agência de publicidade, Pía (Paz Bascuñán) descobre que será substituída por uma famosa youtuber, ainda por cima bem mais jovem. Soma-se a isso a crise que passa em casa com o esposo, um artista plástico desleixado e o enteado problemático. O acúmulo de problemas a leva a procurar um tipo de curandeiro chinês que, após uma consulta, faz com que passe a expressar de forma descontrolada seus sentimentos. Expressar não apenas com palavras, para ser mais exato (rsrs). No Filter trata de assuntos bem atuais como a febre dos youtubers e a questão dos relacionamentos (se é que em alguns casos podem ser chamados assim) na era das redes sociais. Boa pedida para uma tarde agradável de domingo com a família.

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As letras caminham (Por Paulo Caldas)

Neste “Cantos da Casa”, Fatima Militão mantém um diálogo confortável com a memória, espécie de abraço afetuoso em fantasmas parceiros, sem o ranço nostálgico de um tempo póstumo. Não obstante o título sugerir cenas confinadas ao cenário restrito de um casarão ancestral, as letras caminham sem pressa pelas alamedas daquele Recife provinciano, desde as margens do Cão sem plumas até um bucólico Jaboatão dos Guararapes, certificando com precisão aos leitores maduros que o passado não passou. Quem imagina que por mostrar relatos de memória a autora deu os braços à pieguice, comum em algumas composições desse viés, incorre no equívoco. Além de tais virtudes o livro, ainda mostra outras, quando sublima os versos de Nelson Ferreira e Aldemar Paiva, dois ícones do frevo: “Quem tem saudade não está sozinho tem o carinho da recordação”, e tantas vivências da época apoiadas nas sutilezas de um texto leve, sem artifícios sofisticados, todavia com elementos estéticos colocados com exatidão a esquadro e compasso. Fatima Militão é médica, pesquisadora e docente do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública da Fiocruz-PE. Ao lado de seu entusiasmo e amor pela ciência, começou a transformar o hábito da leitura que a acompanhou durante a vida, em primeiras tentativas de redação ficcional, ao frequentar Oficinas Literárias e publicar alguns contos em coletâneas. “Escrever me harmoniza com o universo e hoje sinto que a ‘arte existe porque a vida não basta’”. É mãe de Camila e Francisco, casada com João Carlos, adotou de coração Luíza e Joana. Diz que formam uma só família com os genros – Mario, Bruno e Tony – e a nora Marcela. Fatima tem cinco netos: Henrique, Pedro, Clara, Tomás e Helena. Paulo Caldas é escritor.

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Estudo projeta alta de mais de 4% ao ano nos gastos com a saúde

Os gastos globais com cuidados com a saúde devem aumentar a uma taxa anual de 4,1% entre 2017 e 2021, um avanço de 2,8 pontos percentuais ao se comparar com a média de 1,3% ao ano apurada de 2012 a 2016, de acordo com o estudo “2018 Global Health Care Outlook: The evolution of smart health care”, produzido pela Deloitte. O envelhecimento e o crescimento da população, os avanços na expansão do mercado, os progressos nos tratamentos médicos e o aumento dos custos trabalhistas com profissionais da área tendem a impulsionar o crescimento com esses dispêndios. No entanto, o relatório destaca que os gastos mais elevados nem sempre vão gerar melhores resultados e maior valor para a saúde. Segundo o estudo, existem oportunidades significativas para que os interessados em cuidados com a saúde trabalhem de modo colaborativo, com modelos inovadores de acesso, entrega e financiamento para reduzir os custos com cuidados para a saúde e aumentar a qualidade dos serviços. “Com a alta dos custos e a redução das margens de lucro, o setor de cuidados com a saúde busca maneiras inovadoras e econômicas de oferecer a qualidade, os resultados e o valor que os consumidores procuram”, afirma Terri Cooper, líder global do setor de Health Care da Deloitte. “Os avanços tecnológicos em cuidados com a saúde, focados no paciente, podem ajudar os profissionais da área a trabalhar de maneira mais inteligente e eficiente.” No Brasil, a área de saúde acompanha as tendências e encara praticamente os mesmos desafios apurados na pesquisa global. O setor privado de seguros de saúde, por exemplo, perdeu aproximadamente 2,5 milhões de beneficiários entre 2014 e 2016, devido ao avanço do desemprego no país. Além disso, empresas de todos os setores tiveram que alterar benefícios de saúde de seus colaboradores para versões mais restritivas, com o objetivo de reduzir despesas com esse benefício. “Essa perda já registrada pelo setor privado é uma oportunidade para os atores da cadeia inovarem e buscarem novos modelos de acesso baseados em cuidados inteligentes que permitirão oferecer serviços focados individualmente no paciente, com melhor relação custo-benefício, aumentando a produtividade, a eficiência, a velocidade e a conformidade dos protocolos assistenciais”, afirma Enrico De Vettori, sócio-líder da Deloitte Brasil para o atendimento às empresas dos segmentos de Life Sciences & Health Care.

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Saina como se alimentar no Carnaval

No carnaval é comum acumular várias horas sem dormir e descansar de forma inadequada, frequentar lugares com muita gente onde circulam vírus diversos tipos também. Tudo isso pode contribuir para colocar em risco a saúde, então, cuidar bem da alimentação antes e durante a folia, para garantir o sistema imunológico sempre funcionando bem e assim não perder a festa é muito importante, informa a nutricionista Fabrícia Padilha, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Pernambucana de Saúde (FPS). “Coma bastante frutas e vegetais de formas variadas, dê preferência aos sucos no lugar dos refrigerantes e modere o consumo de bebidas alcoólicas” são as dicas de Fabrícia para quem quer brincar sem perder o pique. A nutricionista listou uma série de dicas importantes para tentar seguir e se manter disposto e com a saúde em dia para aguentar até depois da quarta-feira de cinzas: Principais cuidados com a alimentação durante o Carnaval – Alimente-se antes de sair de casa, mas evite alimentos muito pesados e gordurosos, pois retardam o processo de digestão, deixando aquela sensação de barriga pesada. – Prefira carnes magras, queijos magros e leite e derivados na versão desnatada, pois estes evitam a sensação de peso no estômago e a digestão lenta; – Beba muito líquido durante a folia, pois é preciso se hidratar corretamente. Além da água, opte também por água mineral (por questões higiênicas), água de coco, suco de frutas ou então isotônicos para reposição dos minerais perdidos com a transpiração excessiva. – Nos dias seguintes à festa, procure recuperar as horas de sono perdidas e aproveite para repousar. Além do descanso, é necessário também se alimentar com bastante frutas e legumes, que são alimentos ricos em vitaminas, minerais e fibras, possuem baixo valor calórico e repõem os principais nutrientes eliminados no suor; – O consumo de bebidas alcoólicas deve ser moderado e nunca com o estômago vazio. Para isso, intercale os drinks com água e petiscos, como castanhas, amendoim ou azeitonas. Deve-se ingerir algum alimento pelo menos a cada três horas de folia. O problema, muitas vezes, é a escolha do alimento. – Fora de casa, dê preferência a sanduíches leves (sem frituras e condimentos, por exemplo) feitos na hora ou alimentos industrializados que sejam mais práticos, pois assim previne-se o risco de uma intoxicação ou toxinfecção alimentar. – Quanto à higiene, se possível, não consuma os famosos churrasquinhos, cachorros-quentes, queijos-coalho e frituras: o risco da qualidade desses alimentos não ser boa é muito alto. Algumas dicas podem ser valiosas quando for consumir alimentos fora de casa: – Observe as condições de higiene e a limpeza do ambiente/estabelecimento; – Observe a higiene do vendedor (se ele manuseia o dinheiro e o alimento sem lavar as mãos, por exemplo); – Não ignore seu olfato: se algo não cheira bem, é porque não deve estar bem. DICA: Deixe sempre pronto na geladeira, antes de sair pra folia, um sanduíche com pão, queijo branco, alface, tomate, assim você poderá fazer um lanche antes de dormir e não terá o trabalho de fazer quando chegar cansado da festa.

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