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Recife no ranking das Melhores Cidades Gastronômicas do Mundo em 2023

Em 2023, o Recife alcançou proeminência no cenário gastronômico global ao ser incluído entre as 100 cidades mais influentes nesse setor, conforme destacado por um ranking da plataforma TasteAtlas. Essa distinção foi grandemente impulsionada pelo papel fundamental desempenhado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Pernambuco (Abrasel em PE) no fortalecimento do segmento de alimentação fora do lar na região. A atuação da Abrasel em PE foi crucial para posicionar a presença culinária da cidade no mapa internacional, contribuindo significativamente para o merecido reconhecimento do Recife como um polo gastronômico de relevância global. Crescimento O relatório anual da Abrasel em Pernambuco revela um notável crescimento nas entidades associadas, com um aumento expressivo de 60% no último ano, passando de 326 em dezembro de 2022 para 560 em outubro de 2023. Além disso, a atuação da Abrasel expandiu-se para 31 municípios pernambucanos, representando um crescimento de 24% em comparação a 2022, abrangendo inclusive áreas do interior do estado. O período também foi caracterizado pelo aumento das receitas fixas e das parcerias ativas da Abrasel em PE, com um notável acréscimo no número de mantenedores, que passou de 18 para 60, representando um crescimento expressivo de 128%. Esses indicadores destacam o impacto positivo e a expansão significativa da associação no cenário gastronômico local. Tony Sousa, presidente da Abrasel em PE “Este crescimento mostra a força e a confiabilidade do nome Abrasel, o que faz com que mais parceiros cheguem junto, ampliando o nosso alcance e somando cada vez mais para o crescimento do setor de alimentação fora do lar”. 

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Pernambuco Centro de Convenções planeja investir R$ 10 milhões e duplicar eventos

O Pernambuco Centro de Convenções, o maior espaço de eventos do Estado, inicia suas atividades em 2024 com a expectativa otimista de receber o dobro de eventos em comparação a 2023. Essa perspectiva é motivo de celebração para o Consórcio CID, responsável pela administração do local, especialmente considerando os excelentes resultados já alcançados no primeiro ano da nova gestão. Durante 2023, o Pernambuco Centro de Convenções registrou um notável aumento, triplicando o número de eventos realizados, passando de 136 em 2022 para 450 até o final de dezembro último. Para este ano, está previsto um investimento significativo de aproximadamente R$ 10 milhões em infraestrutura, visando a modernização e requalificação de espaços e da estrutura física do complexo. Entre as obras em andamento, destaca-se a aguardada reforma das salas multifuncionais na área de convenções, que passarão a ser moduláveis. Estes espaços serão dotados de um projeto acústico específico para possibilitar a realização simultânea de eventos diversos nos novos ambientes. Infraestrutura Outra inovação de grande impacto no Pernambuco Centro de Convenções será a implementação de painéis fotovoltaicos no teto do pavilhão, visando a geração de energia solar e proporcionando não apenas economia, mas também um avanço significativo em termos de sustentabilidade para o espaço. Além disso, está prevista a realização de melhorias na iluminação interna e externa do Centro de Convenções, incluindo a introdução de novos camarotes no Teatro Guararapes. Até o final de 2024, o centro de eventos também planeja incorporar um portfólio de empresas operando no local. Salas adicionais serão renovadas e disponibilizadas para fins comerciais, possibilitando que empresas se estabeleçam no espaço, ocupando áreas de até 2 mil metros quadrados. Essas iniciativas consolidam o compromisso do centro em oferecer um ambiente moderno, eficiente e sustentável para eventos e atividades comerciais. Claudio Vasconcelos, CEO do Pernambuco Centro de Convenções “Trabalhamos com afinco para atrair cada vez mais eventos para o Pernambuco Centro de Convenções. Temos uma das maiores áreas para eventos do Brasil e a multifuncionalidade dos espaços permite a realização de diferentes iniciativas simultaneamente. É um equipamento completo, que está ficando cada vez mais moderno, a partir do investimento maciço feito pelo Consórcio CID”. Programação O mês de janeiro no Pernambuco Centro de Convenções já é em clima de Carnaval. Entre os destaques deste início de ano, a área externa do equipamento abrigará o Ensaio da Anitta, no dia 20. O projeto traz edição dedicada às escolas de samba do Rio de Janeiro, com a diva da música brasileira ressaltando toda a cultura do samba. No mesmo espaço, a folia vai tomar conta no dia 27, com a festa do bloco De bar em Bar, com atrações como os cantores Thiaguinho, Xand Avião, Leo Santana, Mari Fernandez e Henry Freitas. O Pavilhão de Feiras recebe, de 17 a 21, o seu primeiro evento de 2024, a Expo Bebê & Gestante, com expectativa de reunir 25 mil pessoas. A feira vai reunir mais de 100 lojistas de todo o Brasil, oferecendo descontos que chegam a 70%. Entre os produtos, roupas, móveis, acessórios e itens de higiene para bebês e crianças. O evento terá, ainda, parquinho, atividades lúdicas e praça de alimentação. Também em janeiro, o pavilhão será palco para o Dia da Invocação, em 21 de janeiro, para cinco mil visitantes. O clima de Carnaval volta a tomar conta do pavilhão com a festa Enquanto Isso na Sala da Justiça, no dia 26. São esperadas 10 mil pessoas para conferir atrações como Ney Matogrosso, Manu Chao (que volta ao Recife após dez anos) e BaianaSystem, com o último álbum da banda, “OXEAXEEXU”. No Teatro Guararapes Chico Science, o destaque fica para o show de António Zambujo & Yamandu Costa, no dia 20, às 21h. O celebrado violonista brasileiro Yamandu e o português Zambujo, considerado um dos grandes intérpretes da atualidade em seu País, sobem ao palco para enaltecer os vínculos entre os dois povos. A parceria nasceu após um concerto em Lisboa em comemoração aos 200 anos da Independência do Brasil e se estendeu para uma turnê. O Teatro também recebe eventos fechados ao longo do mês.

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Alunos do Ensino Médio podem receber bolsa a partir de março

(Da Agência Brasil) O ministro da Educação, Camilo Santana, afirmou nesta terça-feira (9) que o governo prevê o início do pagamento de incentivo aos estudantes pobres do ensino médio a partir de março. O valor individual do benefício ainda deverá ser detalhado em regulamentação, e após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar o texto da Medida Provisória (MP) que institui o programa e que foi aprovada pelo Congresso Nacional em dezembro do ano passado. “Nós estamos trabalhando para que, a partir de março, os estudantes já comecem a receber o pagamento. Esse é o calendário, nós estamos trabalhando porque isso envolve Caixa Econômica Federal, envolve também os estados, Para que a gente possa executar esse programa”, afirmou a jornalistas, no Palácio do Planalto, após participar de reunião com o presidente da República. “Esta é a etapa [do ensino básico] onde há mais abandono e evasão escolar, principalmente o primeiro ano do ensino médio”, argumentou o ministro. A MP enviada pelo governo e aprovada pelo Congresso prevê o incentivo para os estudantes cadastrados no Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que seja contemplado pelo Bolsa família, ou para jovens de 19 a 24 anos matriculados no programa Educação de Jovens e Adultos (EJA). O esperado é que o benefício alcance cerca de 2,5 milhões de jovens. Auxílios O programa prevê o pagamento de dois tipos de auxílio. O primeiro será pago mensalmente, ao menos por nove meses ao ano, e poderá ser sacado a qualquer momento. O segundo pagamento previsto é anual, feito ao final da conclusão de cada ano letivo, mas o saque, nesse caso, só poderá ser feito após a conclusão de todo o ensino médio. O aluno ainda deverá ter uma frequência escolar de 80% dos dias letivos, sem reprovação. Além disso, deverá participar de exames como o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Caberá aos governos estaduais a adesão ao programa e o atestamento da frequência e desempenho escolares dos alunos beneficiados. Os recursos que a União usará para bancar essa política virão dos superávits financeiros do Fundo Social (FS). Criado para receber recursos do governo federal com exploração do petróleo do pré-sal, esse fundo prevê o financiamento de ações em outras áreas, como saúde pública, ciência e tecnologia, meio ambiente e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.   No mês passado, Camilo Santana, já havia anunciado a transferência, pelo Ministério da Fazenda, de R$ 6,1 bilhões para o fundo que custeará o programa, que foi batizado de Poupança de Incentivo à Permanência e Conclusão Escolar para Estudantes do Ensino Médio público, o Pé-de-Meia. Novo Ensino Médio Sobre o projeto de lei que mexe nas regras do novo ensino médio, cuja votação do relatório foi adiada para ser votada este ano, Camilo Santana defendeu que o Congresso Nacional leve em conta o que foi apresentado na consulta pública realizada com estudantes, comunidades e educadores ao longo do ano passado, e depois enviado como projeto de lei pelo presidente da República. Ocorre que a proposta apresentada pelo deputado federal Mendonça Filho (União Brasil-PE), relator do PL, foi bastante modificada em relação ao texto original. Mendonça Filho era ministro da Educação do governo Michel Temer quando o novo ensino médio foi proposto, em 2017, e praticamente manteve os mesmos parâmetros vigentes. “Nós vamos abrir novamente o diálogo com o presidente da Casa [Câmara dos Deputados], com o relator, que é o ex-ministro Mendonça Filho. Vamos novamente dialogar com o Parlamento para que a gente possa aprovar o projeto que foi encaminhado. Até porque não foi um projeto construído apenas pelo presidente, pelo Ministério [da Educação]. Foi um projeto construído por várias instituições, desde os estados, os professores, os secretários, os estudantes”.

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Fabio Menezes

“Para lidar com a IA é preciso sair da bolha”

Se você teme ser substituído no trabalho por alguma ferramenta de inteligência artificial, a dica do consultor da TGI Fábio Menezes é: invista no desenvolvimento da sua inteligência tipicamente humana. Ou seja, amplie e diversifique seus conhecimentos, leia livros, ouça música e assista a filmes de diferentes temáticas, vá a exposições de artes plásticas e não se limite a obter informações apenas da sua “bolha” profissional ou social. “Isso lhe dá uma condição de fazer conexões que talvez o especialista em determinada tecnologia não consiga porque o campo de raciocínio dele vai ficar mais delimitado (…) por mais inteligente que seja, ele pode ter dificuldade de fazer associações, abstrações, que quem tem uma leitura mais ampla tende a ter mais facilidade”, orienta. Nesta entrevista concedida a Cláudia Santos, o consultor recomenda ainda aos profissionais se inteirarem sobre o uso das ferramentas da IA na sua área de atuação. Ele também analisa o impacto da tecnologia no futuro do mundo do trabalho. Bill Gates afirmou que a IA permitirá uma semana de trabalho de três dias, em razão do aumento da produtividade que a tecnologia proporciona. Já Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, disse estar preocupado com o fato de esse ganho de produtividade ser apropriado por quem emprega. Como você analisa essa questão? Em alguns lugares do mundo estão sendo realizados testes de uma semana de trabalho com apenas quatro dias. Há relatos de empresas que fizeram esse teste e observaram um aumento na produtividade, refletindo em uma melhora na receita, além de os funcionários terem demonstrado satisfação. O modelo começou a ser testado no Brasil, porém, ainda não tive acesso aos dados referentes ao País. Bill Gates já mencionou a possibilidade de reduzir para três dias, o que já é uma mudança significativa. Não estou certo se o impacto do aumento na produtividade resultará na redução dos dias de trabalho ou se teremos a mesma quantidade, porém com uma produção muito maior. Ferramentas como a inteligência artificial têm o potencial de aumentar a produtividade, uma vez que poderão substituir, pelo menos, uma parte do processo. Por exemplo, em vez de começar a escrever um texto do zero, possamos iniciar editando-o. Acho importante considerar que, geralmente, as pessoas refletem sobre esses assuntos com base nas ferramentas disponíveis no momento. No entanto, o avanço delas não segue uma progressão aritmética mas, sim, geométrica, o que é extraordinário. Quem sabe, daqui a um ano, entrevistas como esta não precisem mais de sua participação, sendo conduzidas por uma inteligência artificial que interaja comigo e envia a você uma versão esquematizada para revisão final. Isso é pura imaginação, mas não duvido que nos próximos anos o avanço dessas ferramentas será significativo, impactando a produtividade. Quanto à apropriação dessas mudanças, seja por parte das empresas ou das pessoas, é difícil afirmar. Até o momento, parece depender da realidade e natureza de cada trabalho, além do perfil e ambições individuais. Se a empresa passa a produzir apenas de segunda a quarta-feira, os profissionais terão a quinta, sexta, sábado e domingo livres. Mas para fazer o quê? Isso dependerá de cada pessoa. Alguns podem buscar outra atividade ou, até mesmo, empreender enquanto mantêm seu emprego atual. Acredito que isso terá um impacto significativo em mudanças sociais que são difíceis de prever. Por enquanto, o melhor é observar e tentar compreender. Não apenas observar passivamente mas, também, acompanhar e experimentar essas mudanças e ferramentas. Alguns estudiosos apontam também que a IA pode aumentar as desigualdades. Você concorda? Acredito que esse seja um grande desafio pois, com a sofisticação da inteligência artificial, também se sofistica a maneira como podemos usá-las. Hoje, fala-se muito sobre os prompts (nome dado às instruções que o usuário passa para ferramentas como o ChatGPT), uma expressão cada vez mais presente, à medida que as pessoas buscam aprender e se adaptar. Para que as pessoas possam explorar essas ferramentas da melhor forma possível, aproveitando em prol de seu ganho de produtividade, é necessário um certo nível de educação. Em uma sociedade já desigual, acredito que esse seja, de fato, um grande desafio: evitar ampliar ainda mais essas disparidades. Aqueles com maior capacidade ou familiaridade com a IA, ou mesmo com uma base educacional mais sólida, talvez possam aumentar consideravelmente sua produtividade em relação àqueles que não possuem essas vantagens. Trata-se, então, de um velho problema com uma velha solução: o investimento em educação? Justamente. É um antigo problema que pode ser amplificado pela inteligência artificial. É difícil para mim ter posições claras em relação a tudo isso pois a IA é versátil e pode ser aplicada de diversas maneiras. Algumas ferramentas podem agravar a desigualdade, enquanto outras talvez não. Por exemplo, o smartphone é algo que praticamente todas as camadas sociais têm acesso. Observam-se, por exemplo, pessoas que, se tentarem expressar algo por escrito, não conseguem ser compreendidas, mas por meio de mensagens de áudio conseguem se comunicar. Antes, não era possível enviar áudio por carta, tinha que ser escrita, mas a tecnologia possibilitou enviar um áudio ou até mesmo um vídeo. Nesse sentido, a desigualdade diminuiu já que o avanço tecnológico permitiu que tanto uma pessoa da classe A quanto alguém das classes D ou E pudessem enviar o mesmo tipo de áudio ou vídeo. A qualidade pode variar em termos de megapixels, mas a comunicação acontece. Por outro lado, as ferramentas mais complexas de inteligência artificial tendem a demandar um certo nível de educação, habilidades interpretativas e conhecimento para fazer edições necessárias. Acredito que não há uma resposta única para essa questão, mas percebo que é um desafio e requer cuidado para não ampliar esse abismo. Provavelmente, todos os governos ao redor do mundo devem estar pensando sobre isso. Já que tocou neste assunto, especialistas afirmam que os países não estão preparados para esse impacto da IA no trabalho e defendem uma ação de forma globalizada e organizada. Você acredita que essa interferência seria eficaz? Acho que essa articulação seria muitíssimo bem-vinda. No entanto, tenho muita dificuldade em acreditar no grau de

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Especialistas apontam intenções por trás da tentativa de golpe em 8/1

(Da Agência Brasil) A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investigou os ataques antidemocráticos de 8 de janeiro aprovou em outubro de 2023 o relatório final da senadora Eliziane Gama (PSD-MA). O documento pediu o indiciamento de 61 pessoas por crimes como associação criminosa, violência política, abolição do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. Entre elas, o ex-presidente Jair Bolsonaro e ex-ministros como Walter Braga Neto, da Defesa, Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), e Anderson Torres, da Justiça. Para a senadora Eliziane Gama, o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, “foi autor intelectual e moral” dos ataques perpetrados contra as instituições que culminaram no dia da intentona da extrema direita. Conforme a parlamentar apresenta nas conclusões do relatório da CPMI, o ex-mandatário “usou seus seguidores” para tentar “escapar aos próprios crimes”. A intenção de Bolsonaro seria estimular “uma insurreição que deixasse os poderes constituídos de joelhos; uma rebelião que enfraquecesse o governo que apenas começava e que espalhasse o caos; um processo anárquico que disseminasse o medo e que inspirasse, aos setores mais moderados da sociedade, o desejo de contemporização. Seria este o caminho da anistia e da reabilitação popular: produzir a desordem, para vender a conciliação, ao preço dos indultos e das graças constitucionais.” Gama avalia, no texto aprovado pela comissão, que do ponto de vista dos terroristas “a invasão e a depredação dos prédios públicos seriam apenas o estopim. A anarquia se espalharia. O Brasil se contagiaria. A República cairia”. Avaliações de acadêmicos e pesquisadores de diferentes formações ouvidos pela Agência Brasil apontam nuances às razões descritas pela CPMI para o conluio e o ataque contra a democracia. Para Tales Ab´Sáber, psicólogo, escritor, cineasta e professor de filosofia da psicanálise no curso de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o 8 de janeiro “foi uma insurgência de extrema direita que contava com conexão mágica e imaginária com as Forças Armadas, que viriam salvar o Brasil”. Segundo ele, o Exército mantém um “comportamento ambíguo” em relação aos apelos antidemocráticos e é visto por parte da sociedade como “uma força que pode intervir no caos brasileiro.” Os apelos autoritários têm lastro histórico e estão registrados nas manifestações nas redes sociais de 2015 e 2016, antes do impeachment de Dilma Rousseff, quando “essa extrema direita estava radicalizando na internet e já propunha a queda de Brasília e intervenção do Exército”. As manifestações golpistas nas redes sociais são parte do material recolhido para a produção do documentário “Intervenção – Amor não quer dizer grande coisa”, dirigido por Ab’Saber, Rubens Rewald e Gustavo Aranda. O filme disponível na internet foi exibido na mostra paralela da 50ª edição Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (2017). Golpe de vista O antropólogo Piero Leirner, professor titular da Universidade Federal de São Carlos e estudioso de questões militares, guerra e Estado, considera que além do autoritarismo de parte da sociedade registrada em filme e das intenções do ex-presidente apontadas na CPMI, havia mais interesses em jogo. Segundo Leiner, os militares forneceram água, luz, banheiro e segurança no acampamento dos bolsonaristas diante do Quartel General do Exército em Brasília e “estavam totalmente conscientes do que acontecia ali.”  O professor lembra: “eles não permitiram desmobilizar o acampamento”. Na opinião do especialista, os militares fizeram “um de golpe de vista” e, tendo como “roteiro” o que havia acontecido no levante contra o Capitólio em Washington (Estados Unidos) em 6 de janeiro de 2021, “produziram uma espécie de ilusão golpista”. A quimera da insurreição foi funcional aos militares para “entrar no novo governo, numa posição de vantagem” e manter sob seu controle áreas de interesse, como a Secretaria de Segurança Institucional, a circulação nas fronteiras, portos e aeroportos – como inclusive estabelece a missão de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), desde novembro de 2023, para os aeroportos e portos do Rio de Janeiro e São Paulo. Thiago Trindade, professor adjunto e atual vice-diretor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília, concorda com o diagnóstico de Piero Leirner quanto à leniência com o acampamento ilegal diante do Quartel General de Brasília e quanto ao posicionamento dos militares para defender interesses estratégicos. O cientista político, no entanto, pondera que há uma distinção fundamental entre o 6 de janeiro em Washington (EUA) e o 8 de janeiro em Brasília. “A grande diferença é justamente a participação dos militares no Brasil.” Para Trindade, o “evento” em nossa capital federal funcionou como “uma espécie de advertência. Uma espécie de um aviso dizendo o seguinte, ‘olha as regras do jogo agora mudaram’. Não é mais aquela disputa que estava colocado ali na lógica PT e PSDB. A briga passou a ser com a extrema direita”. Democracia Colega de Thiago Trindade no Instituto de Ciência Política da UnB, o professor Lucio Rennó descreve que “o 8 de janeiro é o ponto mais alto de um processo continuado de crise da democracia no Brasil. De mudança das expectativas da população sobre o funcionamento do regime democrático”. Rennó acredita que a polarização é elemento do processo de crise com a democracia, com a qual se constroem visões de mundo autoritárias que dificultam o diálogo e a convivência entre antagonistas. “Existe um clima de que há pessoas certas na política e pessoas erradas, e as pessoas [supostamente] erradas precisam ser combatidas.” Esse seria o caso do “núcleo duro do bolsonarismo que é a favor de golpe, da derrubada do regime democrático”. Conforme o professor, “essa parcela é a que foi às ruas de forma violenta no 8 de janeiro.” Para o acadêmico que observa o comportamento da opinião pública no Brasil desde 2018, o ex-presidente Jair Bolsonaro soube aproveitar os sentimentos de frustração com a democracia e propor “uma agenda também conservadora de costumes, liberal economicamente – muito alinhada com movimentos de outras partes do mundo.” A pauta liberal – neoliberal ou ultraliberal segundo cientistas sociais e economistas – encampada pela extrema direita no Brasil e outros países, mobiliza setores da opinião pública e de atividade empresarial em favor de medidas de ajuste econômico.

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Um ano após: Pesquisa revela reprovação dos brasileiros aos atos de 8 de Janeiro

Um ano após os eventos que resultaram na invasão e vandalismo dos edifícios do Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal em 8 de janeiro de 2023, a aversão àqueles acontecimentos persiste entre a vasta maioria da população brasileira. De acordo com uma pesquisa inédita da Genial/Quaest, realizada entre os dias 14 e 18 de dezembro com 2.012 entrevistas presenciais em todos os Estados do país, aproximadamente 90% dos brasileiros, independente de região, faixa de renda, escolaridade e idade, condenam os atos, cifra muito próxima aos 94% de rejeição registrados imediatamente após os incidentes. Entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro, a desaprovação atinge 85%, enquanto aqueles que avaliam positivamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mostram uma reprovação de 93%. O cientista político Felipe Nunes, diretor da Quaest e autor do livro “Biografia do abismo – como a polarização divide famílias, desafia empresas e compromete o futuro do Brasil”, destaca que a rejeição aos eventos de 8 de janeiro evidencia a resiliência da democracia brasileira. Ele ressalta a importância de não cair na armadilha da politização da violência institucional, considerando a polarização política que permeia o cenário nacional. Comparando os acontecimentos no Brasil com a invasão do Capitólio nos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, Nunes aponta uma diferença crucial. Enquanto nos EUA, a aprovação dos atentados cresceu ao longo do tempo, no Brasil, os índices de apoio às invasões permaneceram baixos. Ele enfatiza que é imperativo evitar a partidarização do assunto para preservar a democracia brasileira. A pesquisa também aborda a influência do ex-presidente Bolsonaro na organização dos eventos, revelando uma divisão de opiniões, com 47% acreditando em sua influência e 43% discordando. Em relação à representatividade dos participantes das invasões, 51% consideram-nos radicais que não representam os eleitores de Bolsonaro. m meio a essas constatações, o estudo destaca a necessidade de manter o debate livre de cores partidárias, visando à defesa das regras, da Constituição e da própria democracia.

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Fenahall começa nesta sexta-feira (5) no Classic Hall

A Fenahall, uma das maiores feiras de artesanato do país, inicia sua 21ª edição no Classic Hall nesta sexta-feira (5) e se estenderá até 14 de janeiro. O evento, que celebra e homenageia os artistas circenses, promete proporcionar uma experiência única aos visitantes, funcionando das 14h às 21h, com ingressos a partir de R$ 8. A expectativa para esta edição é elevada, com a venda antecipada dos estandes e projeção de uma das maiores edições, após um evento anterior que movimentou mais de R$ 3 milhões e atraiu 120 mil pessoas. Com mais de 300 estandes que apresentam trabalhos locais, nacionais e internacionais, incluindo expositores da Turquia, Índia, Colômbia, Senegal, África do Sul e Paquistão, a Fenahall facilita a interação direta entre o público e os artesãos, possibilitando negociações e preços acessíveis. Além dos estandes, a edição deste ano traz quatro espaços especiais. O “Art Tattoo” retorna com grande sucesso, oferecendo tatuagens ao vivo e serviços relacionados, enquanto o “Hall das Artes” exibe obras de mestres pernambucanos. O espaço “Artec” concentra produtos metareciclados, com pontos de coleta de resíduos tecnológicos e atividades sobre sustentabilidade. A novidade é o “Hall das Mulheres Pretas”, destacando empreendedoras negras nos setores de moda, arte e gastronomia. Como parte da homenagem à arte circense, apresentações itinerantes ao longo do evento contarão com malabaristas, palhaços, pernas de pau, grupos de frevo, afoxé e maracatu. Serviço:21ª Feira Nacional de Artesanato (Fenahall)Data: Sexta-feira (5) até 14 de janeiro, das 14h às 21hLocal: Classic Hall – Av. Agamenon Magalhães, s/n – OlindaIngresso: R$ 16 (inteira) e R$ 8 (meia-entrada)Telefone para informações: 3427.7500

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“As perspectivas do turismo de Porto de Galinhas para janeiro são excelentes”

O presidente da AHPG (Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas), Eduardo Tiburtius, avalia a conjuntura atual do setor turístico em Pernambuco, faz projeções animadoras para o Réveillon e janeiro de 2024 mas afirma que a divulgação e a infraestrutura dos destinos precisam melhorar. Eduardo Tiburtius, presidente da AHPG (Associação dos Hotéis de Porto de Galinhas), nesta entrevista a Rafael Dantas, faz um balanço do setor turístico de Pernambuco em 2023, enfatizando a retomada após a pandemia e a atuação proativa do trade estadual para manter o mercado local aquecido. Tiburtius explora os desafios e as conquistas do turismo em Porto de Galinhas, evidenciando o impacto positivo de iniciativas inovadoras, como a BioFábrica de Corais, projeto que desenvolve atividades de educação ambiental e que usa ferramentas biotecnológicas para favorecer a restauração dos recifes, por meio do cultivo de corais. Tiburtius aborda ainda a importância do crescimento conjunto de destinos vizinhos, destacando a necessidade de diversificação e promoção para atrair turistas nacionais e internacionais. As perspectivas para o futuro são otimistas. Em meio a projeções animadoras para o Réveillon e janeiro de 2024, o presidente da AHPG expressa confiança na capacidade de Porto de Galinhas se reinventar, prevendo um ano positivo no horizonte turístico. Qual o balanço que o senhor faz do setor turístico de Pernambuco neste ano? O Estado se recuperou plenamente da pandemia? O mercado de Porto de Galinhas teve sua retomada expressiva já no segundo semestre de 2021 e se repetiu também em 2022. Já em 2023 tivemos um ano de estabilidade em relação a 2022. Hoje temos uma operação doméstica que supera os anos pré-pandemia, mas ainda falta o restabelecimento da malha internacional para que possamos afirmar que temos uma recuperação completa. Pernambuco parece ter voltado à moda, ao desejo do turista nacional. Durante o Visit Pernambuco – Travel Show (evento que promove o turismo no Estado com rodadas de negócios, palestras e espaços de exposição nacionais e internacionais), o secretário Daniel Coelho afirmou que temos o dobro de movimentação dos aeroportos de Fortaleza e Salvador. O que houve para o Estado entrar nessa crescente? Eu considero uma junção de fatores. Creio que o trade do Estado teve uma atuação muito proativa e com uma forte capacidade de se reinventar de 2020 para cá. Exemplificando: em 2020, em plena pandemia, tivemos um número recorde de capacitações online oferecidas aos agentes de viagens naquele momento, explicando além dos temas tradicionais das atividades turísticas, as questões de segurança nas hospedagens necessárias naquele período. Também conseguimos em 2020, com toda segurança necessária, realizar o Visit Pernambuco trazendo para Porto de Galinhas os operadores que, até então, eram especializados em vendas de mercados internacionais e que naquele momento não teriam como vender os produtos internacionais pois as fronteiras estavam fechadas. Em 2021, no segundo semestre, fomos o primeiro mercado a voltar com capacitações presenciais em mais de 20 cidades nos grandes mercados emissores como o programa Encontro com Porto de Galinhas. É importante salientar que todas essas ações tiveram a participação massiva tanto do trade local mas, também, o apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Ipojuca. Devemos ressaltar também as campanhas do Recife com o projeto Recife é para Ficar e de participações de empreendimentos de Fernando de Noronha nas ações de Porto de Galinhas. E por último, mas também muito importante, a Azul Linhas Aéreas, que foi a empresa que, com muita agilidade, adaptou sua malha aérea com o fortalecimento do seu hub e foi essencial para o aumento no número de passageiros. Quais os principais resultados do Visit Pernambuco – Travel Show deste ano? Consideramos o Visit Pernambuco um evento essencial para o calendário do turismo do Estado. Nele, conseguimos trazer agentes de viagem, representantes de operadoras e a imprensa para apresentar in loco todas as nossas potencialidades quer sejam de atrativos como passeios, estabelecimentos comerciais, pousadas, restaurantes, atrações na vila de Porto de Galinhas como também podemos mostrar as atualizações dos hotéis em Porto de Galinhas que têm a característica de estar em constantes remodelações. Outro ponto importante é que o evento permite que empreendimentos que não têm a disponibilidade de participar de feiras fora do Estado possam ter o contato direto com os principais operadores de turismo do Brasil nas rodadas de negócios realizadas durante o Visit. Projetamos, a partir da pesquisa com os participantes, que a edição do Visit deste ano promoveu uma movimentação de R$ 112 milhões em negócios gerados no setor até 2024. As perspectivas são boas para o Réveillon e para as férias de janeiro? Sim, as perspectivas do setor de turismo de Porto de Galinhas para o Réveillon e para janeiro são excelentes. Já estamos com uma ocupação acima de 90% no Réveillon e um pouco acima de 82% no mês de janeiro. Vocês ganharam novas operações ou inauguraram novidades neste ano? Tivemos os lançamentos recentes de novos empreendimentos hoteleiros e este ano tivemos a grande satisfação de ter como novo associado o Samoa Beach Resort que veio muito agregar à Associação de Hotéis de Porto de Galinhas. Aliás, foi apresentado durante o Visit Pernambuco o novo empreendimento do grupo Samoa que será inaugurado em 2025. Outro atrativo importantíssimo é a BioFábrica de Corais que tem uma importância vital para o replantio dos corais da Vila de Porto de Galinhas, o principal atrativo turístico do nosso destino. Porto de Galinhas é a grande âncora do Litoral Sul, que é um dos maiores atrativos de Pernambuco. Mas outros destinos vizinhos estão em crescimento, como Sirinhaém. Esse movimento fortalece a região? Há demanda para todos? Sem dúvida nenhuma. Precisamos que o Estado todo aumente sua gama de destinos turísticos para cada vez mais atrair para o nosso Pernambuco o fluxo de passageiros do Brasil e do mundo. Apenas exemplificando a importância disso, posso lembrar das operações charters internacionais que tivemos até o ano de 2008 em que muitas vezes outros Estados foram escolhidos pelos emissores europeus (como Rio Grande do Norte e Bahia) porque as operadoras precisavam ter a oferta

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Marketing digital em 2024: no que apostar?

Especialista comenta algumas tendências de marketing digital que moldarão as conexões no próximo ano Em um universo dinâmico e em constante evolução como o do marketing, antecipar-se e adaptar-se às tendências é essencial para garantir uma presença online cada vez mais eficaz e marcante. “Desde o surgimento de novas plataformas até a transformação na abordagem de interação com o consumidor, o cenário digital se torna mais desafiador a cada ano que passa”, explica Renan Vargas, CEO da Agência de marketing e comunicação Páprica.  Responsável pelo desenvolvimento de grandes campanhas para marcas como Magnetron, Marista Brasil, Alegra Foods, Docol e outras, Renan comentou algumas tendências de marketing digital que moldarão o panorama empresarial no próximo ano: Sem sombra de dúvidas, um dos assuntos mais comentados no marketing em 2023, e que seguirá como forte tendência em 2024 é a inteligência artificial. “A IA desempenha um papel crucial na realização e automação de tarefas, otimizando processos e liberando tempo para que os profissionais de marketing foquem em estratégias mais criativas e inovadoras”, explica Renan. Ao incorporar a inteligência artificial no marketing digital, as empresas podem aprimorar a segmentação de audiência, melhorar a eficácia das campanhas publicitárias e aprimorar a experiência do cliente, impulsionando assim o sucesso nas estratégias de marketing. Em um mundo cada vez mais digital, estabelecer conexões genuínas entre marcas e consumidores se torna cada vez mais essencial para empresas que desejam se destacar frente aos concorrentes. “Humanizar a marca e a experiência de compra ou serviço não apenas cativa o público, mas também contribui para a construção de uma imagem de marca autêntica e memorável”, comenta Renan. O UGC (User Generated Content) seguirá como forte estratégia em 2024, permitindo que, em um mercado cada vez mais saturado, empresas se destaquem da concorrência transmitindo autenticidade e uma personalidade única.  Automatizar a coleta de dados pode ser um dos fatores determinantes no sucesso de empresas que adotam o marketing digital como estratégia. “Ao entender o comportamento do consumidor, suas preferências e interações online, as empresas podem adaptar suas campanhas de marketing de maneira mais precisa. Isso resulta em mensagens mais relevantes e direcionadas, aumentando a probabilidade de engajamento e conversão”, comenta. A automatização de dados no marketing digital não apenas agiliza processos, mas também capacita as empresas a tomarem decisões mais informadas, personalizar estratégias, melhorar a eficácia das campanhas e, em última análise, alcançar resultados mais significativos em um cenário digital dinâmico. Consumidores estão cada vez mais conscientes e exigentes, e a percepção de uma marca como ética e responsável pode ser um diferencial competitivo, ajudando a construir uma reputação sólida para a marca. “O marketing ético envolve considerar o impacto social e ambiental das atividades da empresa, demonstrando um compromisso com causas relevantes. Consumidores estão mais propensos a se tornarem clientes fiéis quando percebem que a marca compartilha dos mesmos valores éticos que eles”, explana Renan.   “No cenário digital, onde a autenticidade é cada vez mais valorizada pelos consumidores, a colaboração com influencers “da vida real”, sobretudo os micro e nano influencers, proporciona uma abordagem genuína e humanizada ao marketing, contribuindo para o fortalecimento da imagem da marca, do senso de comunidade e para o estabelecimento de relações duradouras com os consumidores”, argumenta Renan Vargas.  “Percebemos uma melhora técnica na questão de viabilização de compras diretas nos canais sociais, bem como uma tendência de aumento desta forma de consumo. Assim, o usuário pode usar a rede social para entretenimento, e em paralelo escolher produtos e comprá-los rapidamente”, comenta Renan. Neste modelo, o papel dos criadores de conteúdo se torna ainda mais importante na jornada de compra, que se torna cada vez mais ágil.  Renan finaliza argumentando que, nos dias atuais, é quase impossível imaginar uma empresa prosperar sem adotar estratégias digitais. “As marcas podem ampliar sua presença alcançando público além das fronteiras geográficas, vendendo seus produtos e serviços ou mesmo transmitindo sua mensagem”, completa o especialista.

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lula natal

“Somos um mesmo povo e um só país”, diz Lula em pronunciamento

(Da Agência Brasil) O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou em pronunciamento de Natal na noite deste domingo (24) os feitos do primeiro ano de seu terceiro mandato e defendeu que a paz e a união entre amigos e familiares seja restaurada. Lula afirmou que “o ódio de alguns contra a democracia deixou cicatrizes profundas e dividiu o país”. “Ao final daquele triste 8 de janeiro, a democracia saiu vitoriosa e fortalecida. Fomos capazes de restaurar as vidraças em tempo recorde, mas falta restaurar a paz e a união entre amigos e familiares. Meu desejo neste fim de ano é que o Brasil abrace o Brasil. Somos um mesmo povo e um só país”, disse. O presidente prometeu combate às fake news, à desinformação e ao discurso de ódio, além da valorização do diálogo. “Que no ano que vem sigamos unidos, caminhando juntos rumo à construção de um país cada vez mais desenvolvido, mais fraterno e mais justo para todas as famílias”. Colheita generosa Lula voltou a dizer que 2023 foi um ano de reconstruir e de plantar, e afirmou que foram criadas condições para uma colheita generosa em 2024, destacando o retorno de políticas sociais como o Bolsa Família; o crescimento do Produto Interno Bruto, acima do esperado por economistas; e a geração de 2 milhões de empregos com carteira assinada. “O salário mínimo voltou a subir acima da inflação e mais de 80% das categorias profissionais também tiveram aumento real. Aprovamos a igualdade salarial entre homens e mulheres. Trabalho igual, salário igual”, lembrou. O presidente também exaltou a aprovação da reforma tributária e a taxação dos super ricos e descreveu que o novo sistema corrige uma injustiça, fazendo quem ganha mais pagar mais imposto, e quem ganha menos pagar menos. Nona economia mundial A projeção internacional do Brasil no cenário internacional também foi ressaltada no pronunciamento de Natal. Segundo Lula, o país voltou a ser ouvido nos mais importantes fóruns internacionais, em temas como o combate à fome, à desigualdade, a busca pela paz e o enfrentamento da emergência climática. Com o crescimento da economia, ele lembrou que o PIB brasileiro se tornou o nono maior do mundo, saindo da 12ª posição. No pronunciamento, o presidente também defendeu que seu governo consolidou o papel do Brasil como potência mundial na produção de energia renovável e promoveu redução do desmatamento na Amazônia. “Em 2024, vamos trabalhar fortemente para superar, mais uma vez, todas as expectativas”, disse Lula, que afirmou que o Plano Safra 2023/2-24 é o maior da história, e que a Nova Política Industrial e o novo PAC vão gerar mais empregos e melhores salários.

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