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UPE avança na interiorização dos programas de pós-graduação

*Por Rafael Dantas O interior de Pernambuco está experimentando um crescimento no cenário das pós-graduações, impulsionado pela atuação da Universidade de Pernambuco (UPE). Foram aprovados neste semestre pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) 5 novos doutorados, sendo 3 cursos localizados no interior do Estado. Além disso, o desempenho dessas formações tem conseguido notas mais altas e alcançado cada vez mais estudantes. Em uma entrevista com o pró-reitor de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação da UPE Carmelo Bastos, destacou-se a evolução significativa dos programas de mestrado e doutorado nas regiões fora da capital Recife. Segundo o docente, a UPE possui um histórico sólido na formação de profissionais para o mercado de trabalho, mas está testemunhando uma ascensão marcante nos programas de pós-graduação stricto sensu. “Temos instituições centenárias como a Faculdade Politécnica e o Hospital Osvaldo Cruz, que sempre foram referências na formação profissional. Contudo, a pós-graduação stricto sensu, vive um crescimento mais recente, em comparação com os programas de lato sensu, e está ganhando proeminência”, afirmou o professor. Até o início dos anos 2000, o avanço da oferta de mestrado e doutorado era modesta, com apenas seis programas até 2006. Carmelo Bastos explicou que a mudança significativa ocorreu em resposta às regulamentações do Ministério da Educação (MEC), que incentivaram as universidades a fortalecerem seus programas de pós-graduação. A partir de 2007, a UPE implementou estratégias para fortalecer os mestrados e doutorados, incluindo um programa de fortalecimento acadêmico, incentivos para pesquisa, publicações e intercâmbios. O pró-reitor destacou que essas iniciativas resultaram em um aumento consistente no número de programas, indo de seis para os atuais 24, todos com programas de mestrado e alguns com doutorado. Um aspecto notável desse crescimento é a descentralização dos doutorados, que historicamente estavam concentrados na capital. Os programas autorizados para iniciar suas atividades incluem o Doutorado em Perícias Forenses na Faculdade de Odontologia de Pernambuco (FOP-UPE), o Doutorado em Engenharia de Sistemas na Escola Politécnica de Pernambuco (POLI-UPE), o Doutorado Profissional em Educação no Campus Mata Norte, o Doutorado Profissional em Ensino de História no Campus Mata Norte, e o Doutorado em Formação de Professores e Práticas Interdisciplinares, que estará localizado no Campus Petrolina. “A política é estar em todos os lugares do estado. Conseguimos novos doutorados e estamos discutindo com o governo para manter e ampliar. Aumentamos também a nota média de 3 para 4. Agora, temos nota média 4 em 60% dos programas e cinco programas já com nota 5”, revelou Carmelo Bastos. Esse avanço contribuiu para um aumento expressivo no número de professores envolvidos no stricto sensu, de 117 em 2015 para 340 atualmente. “Nossos docentes participam das diversas atividades acadêmicas, inclusive do stricto senso. Estamos incentivando isso e vendo resultados significativos”, comentou o professor. DESTAQUE NACIONAL Uma grata surpresa neste ano foi o fato da UPE ter alcançado o segundo melhor desempenho entre as universidades estaduais de todo o Brasil nas avaliações da CAPES de 2017 a 2020. “Foi um resultado diferenciado, fruto do nosso programa de excelência na pós-graduação. As universidades estaduais estão chegando ao interior, e essa descentralização é fundamental”, enfatizou. “Tínhamos em 2014 cerca de 400 alunos, e hoje temos mais de 1.500. Queremos manter esse crescimento orgânico e com qualidade, buscando um crescimento da oferta permanente de 10% das vagas para atender à demanda por programas de mestrado e doutorado”, concluiu Carmelo Bastos. UPE em NÚMEROS Crescimento da Pós-graduação Stricto Sensu na UPE (2014-2022): Posicionamento Nacional: *Rafael Dantas é jornalista e repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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“Mercado de imóveis econômicos está otimista com os programas habitacionais”

Presidente da Ademi-PE, Rafael Simões, analisa como as novas políticas voltadas para a habitação de interesse social podem solucionar os problemas de acesso ao crédito para a população de baixa renda. Afirma também que o segmento de médio e alto padrão pode aquecer com a melhora da economia em 2024. Pesquisa da FipeZap revela que dos 10 bairros mais caros para morar de aluguel no Nordeste, sete estão no Recife. Segundo o presidente da Ademi-PE (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Pernambuco), Rafael Simões, isso acontece em razão da baixa oferta de imóveis na cidade e de dificuldades no acesso ao crédito, o que afeta, em especial, a população de baixa renda que se vê obrigada a morar fora da capital. Apesar dessa situação, Pernambuco tem um orçamento de R$ 2,3 bilhões ao ano, proveniente do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), para investir no Minha Casa Minha Vida. Mas o Estado só executa R$ 1,7 bilhão desse total. Uma contradição que se explica, de acordo com Simões, pela incapacidade dessa parcela da população de arcar com o valor da entrada, que não é financiada pelo programa. Mas o presidente da Ademi-PE diz estar otimista com a implantação do programa Morar Bem Pernambuco, que subsidia até R$ 20 mil para complementar o financiamento do Minha Casa Minha Vida. Nesta entrevista a Cláudia Santos, ele afirma que esses subsídios estaduais trazem boas perspectivas para o mercado imobiliário em 2024. Rafael Simões também comenta as iniciativas para incentivar a moradia no Centro do Recife e as ações da sua gestão à frente da entidade. Assistimos a uma melhora da economia, com inflação menor, a Selic em queda lenta e gradual, além de uma estabilidade política. Esse cenário ajuda o mercado imobiliário? Os ciclos são muito longos no nosso setor, por isso temos que ler o cenário a partir de quatro anos para trás e quatro anos para frente. Nos últimos quatro anos, saímos daquela crise de 2017, dos distratos, quando as empresas tiveram que devolver boa parte do seu faturamento. Isso balançou o mercado nacional inteiro, várias empresas entraram em recuperação judicial, algumas ainda estão. Hoje, isso já mudou o cenário, temos uma lei dos distratos de 2018. Depois, veio a pandemia. Contratamos uma pesquisa e ela reforça o número que eu sempre repito muito: em 2017 tínhamos 10.500 unidades novas para morar em estoque e hoje temos pouco mais de 4 mil. Houve uma redução de 60%. E habitação é uma demanda inelástica, é igual à comida, as pessoas vão comer de todo jeito, ninguém adia um casamento ou deixa de ter um filho porque está esperando licenciar uma obra ou lançar naquele terreno um apartamento de três quartos. Quando há uma redução brusca no estoque de unidades novas, isso vai refletir, sobretudo, nos preços do aluguel. A pesquisa da FipeZap mostra que dos 10 bairros mais caros para morar de aluguel no Nordeste, sete estão no Recife. Quando a gente olha a oferta de imóveis econômicos, a Região Metropolitana do Recife produz 6.500 unidades habitacionais/ano, sendo que a capital faz apenas 300 mas tem quase metade da população da RMR. As pessoas de baixa renda enquadradas no Minha Casa Minha Vida são obrigadas a morar fora da cidade porque não tem oferta. Quando pensamos em política habitacional, após superadas questões de serviços, como mobilidade, nós dependemos de: crédito, que são juros e funding (captação de recursos financeiros para aplicação em um investimento), de demanda, que é demografia e renda, e do item mais importante e um dos mais subestimados que é a política urbana. Ou seja, se tenho um baita estímulo da política urbana, existe o potencial desse terceiro fator superar as dificuldades que o crédito e a demanda oferecem. Qual a análise que o senhor faz desses três itens? O crédito é um problema, o mercado não entende que a Selic baixando de imediato vai respingar nos juros baratos da pessoa física, porque existe uma regra do Banco Central que obriga que 65% do dinheiro da caderneta seja destinado ao crédito imobiliário. Se a Selic baixa, naturalmente a poupança também baixa? Não é bem assim, porque o estoque de poupança já está esgotado e a oferta de crédito imobiliário hoje é uma mistura de recursos da poupança com LCI (Letra de Crédito Imobiliário), outros instrumentos mais modernos que têm juros mais altos. Essas questões são relativas ao mercado de médio e alto padrão. Já o Minha Casa Minha Vida trabalha com recursos do FGTS. Essa montanha de dinheiro, que está em torno de R$ 700 bilhões, é destinada, principalmente para habitação de interesse social. Esse dinheiro a Caixa empresta a 4% e paga 3% para o dono do capital. Está em discussão no STF o ajuste desses 3% para pagar igual à poupança, que hoje daria 6,17%. Então, vai dobrar a remuneração do dono do capital e o custo de aquisição da Caixa. O mercado está um pouco apreensivo com essas questões em relação ao crédito. Vamos agora para a segunda variável, a demanda. Estamos otimistas quanto ao governo. Estamos saindo de crises, fala-se da retomada de Suape em várias obras que podem aumentar a renda. Em relação à demografia, não temos saída e a chegada de pessoas na cidade, não é uma coisa que influencia. Talvez sim do ponto de vista turístico; as passagens estão muito caras e há uma explosão de ofertas de imóveis na área turística. Ninguém sabe o que vai acontecer quando as passagens voltarem aos preços normais. É um ponto a ser observado. Quanto à terceira variável, a política urbana, é importante que sejam criados instrumentos que estimulem a produção de habitação. Um exemplo: até 2016 não existia oferta de apartamentos econômicos na cidade de São Paulo. Quando verificávamos quantos andares tinha o Programa Minha Casa Minha Vida, era zero. Hoje é metade da produção, sem reduzir o que já era produzido de médio e alto padrão. O que aconteceu de 2016 para cá? Simplesmente a prefeitura de São Paulo

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Mobilidade para mulheres: Lady Driver chega ao Recife neste mês

Um aplicativo exclusivo de mobilidade urbana para mulheres, denominado Lady Driver, está programado para ser lançado na Região Metropolitana do Recife em 19 de dezembro. Este serviço visa não apenas aprimorar a experiência das passageiras, mas também proporcionar um ambiente mais seguro para as motoristas. Já consolidado em diversos estados do Brasil e em mais de 200 cidades, o Lady Driver tem planos de expansão internacional. SEGMENTO Os dados alarmantes sobre a violência contra mulheres em aplicativos de transporte no Brasil motivaram a criação desse serviço. Pesquisas revelam que 97% das mulheres já enfrentaram constrangimentos, importunações ou assédios durante viagens por meio desses aplicativos. Com as mulheres representando 85% do público desse serviço, a startup Lady Driver destaca-se, pois, em seus seis anos de existência, nunca registrou incidentes entre motoristas e passageiras em seus veículos. Somente a mulher pode chamar a motorista, caso ela esteja acompanhada, o parceiro pode ir junto, e terá que descer juntos, ou antes (no caso do homem). Iris Freitas, embaixadora da marca na Região Metropolitana do Recife “O App é único no Brasil, traz segurança para todas as mulheres, crianças e idosos, proporciona renda para mulheres que desejam ter sua independência, chegando a R$ 6 mil mensais. A Lady Driver é o aplicativo que melhor remunera a motorista. O percentual é de 75%, podendo trabalhar por agendamento e liberdade de tempo. Nada impede que a mulher preste serviço para outras operadoras”

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Casa de Maria apresenta a Coleção Capiba no Aria Social, nesta terça (12)

As artesãs da Casa de Maria, vinculada ao projeto Aria Social, estão prestes a lançar a Coleção Capiba, uma nova linha de produtos que será apresentada durante um evento na sede do Aria Social, localizada em Piedade, na tarde da próxima terça-feira, dia 12 de dezembro. A designer Luly Vianna lidera a direção da coleção, que é inspirada nos figurinos concebidos por Beth Gaudêncio para o musical “Capiba, pelas ruas eu vou,” uma produção que celebrou os 30 anos do Aria Social e acumulou sete temporadas. Com 24 peças únicas, a Coleção Capiba será apresentada em um desfile realizado em parceria com as marcantes marcas autorais pernambucanas Caroll Falcão (especializada em roupas atemporais e afetivas em linho e cânhamo), Vitalina (criadora de sapatos artesanais que perpetuam as belezas do sertão nordestino) e Verde Joias (dedicada a joias artesanais inspiradas em elementos naturais), sob a habilidosa direção de cena de Romildo Alves. O evento ainda recebe o toque da renomada arquiteta Roberta Borsoi, responsável pela organização da disposição das peças e marcas no espaço do Aria Social. A coleção destaca o crochê como peça central, apresentando nove modelos de bolsa (além de pochete, mochila e carteiras), chapéu bucket e chaveiros. Completando a coleção, há seis versões de almofadas, quatro variações de vaso e uma fruteira como objetos de decoração. A designer Luly Vianna compartilha sua empolgação ao afirmar: “É uma alegria criar com os artesãos da Casa de Maria uma coleção que apresenta a alma pernambucana, por meio do espírito vibrante do frevo, e inova a forma de trabalhar com crochê. Com ela, celebramos a riqueza da cultura, a magia das artesãs e o poder do trabalho coletivo.” Os produtos da Coleção Capiba são agrupados em cinco temas: frevo, Missa Armorial (título da obra-prima de Capiba), papangu, carnaval anos 30 e rosa amarela, todos inseridos no universo do renomado compositor pernambucano. Todas as peças são cuidadosamente confeccionadas com materiais sustentáveis, como barbante ecológico, fio de seda, brim, junco e palha de jornal. As marcas parceiras prepararam peças especiais para compor o visual das bailarinas do Aria Social e das próprias artesãs da Casa de Maria, que terão a honra de apresentar a coleção. A presidente do Aria Social, Cecília Brennand, compartilha sua expectativa: “Será uma experiência única de moda, solidariedade e beleza, uma tarde de celebração do trabalho realizado pela Casa de Maria, com o lançamento da coleção que leva o nome do nosso compositor mestre da cultura pernambucana.” Serviço: Lançamento da Coleção Capiba 12/12/2023 – A partir das 16h Aria Social – Av. Ayrton Senna da Silva, 748 – Piedade – Jaboatão dos Guararapes-PE Ingresso: R$ 50,00 convertidos em compras de produtos da Casa de Maria durante o mês de dezembro. Instagram: @projetocasademaria

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Natal Solidário promove adoção de cartinha de crianças em Pernambuco

O Home Center Ferreira Costa está promovendo mais uma edição do Natal Solidário em suas lojas. Como parte de sua iniciativa de responsabilidade social, a empresa realiza anualmente a arrecadação de brinquedos para crianças em situação de vulnerabilidade. Os clientes podem participar escolhendo uma das cartinhas disponíveis na árvore de Natal, comprando o brinquedo solicitado pela criança e entregando na loja até o dia 17 de dezembro, em todas as filiais do estado de Pernambuco. No Recife, a ação na loja localizada na R. Cônego Barata, 275 – Tamarineira receberá doações para a ONG Lar Maná, beneficiando 27 crianças de 02 a 11 anos. A loja na Av. Mal. Mascarenhas de Morais, 2967 – Imbiribeira beneficiará 99 crianças entre 1 a 6 anos da Casa da Comunidade do CCB SOCIAL Berardo. Em Caruaru, a árvore com as cartinhas está na entrada da loja na Av. dos Estados, 129. Os presentes podem ser entregues na própria loja, beneficiando 50 crianças entre 02 a 12 anos do IMOA – Instituto do Meio Ambiente. Em Garanhuns, a árvore com as cartinhas está na entrada da loja na Av. Santo Antônio, 515 – Centro. Os presentes também podem ser entregues na própria loja, beneficiando 120 crianças entre 02 a 05 anos da Escola Centro de Educação Infantil Professora Maria Vicente de Souza. O Natal Solidário, parte dos projetos sociais da Ferreira Costa, busca promover a solidariedade e proporcionar às crianças carentes uma experiência mais lúdica do Natal. Além disso, os clientes têm a oportunidade de conhecer mais sobre as instituições beneficiadas e se tornarem futuros apoiadores de cada projeto.

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Evento aberto ao público ajuda as pessoas a se preparar para 2024

Fechando ciclos é o nome do evento criado há 11 anos pelo Espaço Terapêutico Ser Integral, a ser realizado no dia 7 de dezembro, às 19h30, no bairro dos Aflitos. A ideia deste grupo, composto por quatro psicólogas, é celebrar 2024 e deixar ajudar os participantes a deixar para trás os pensamentos e crenças limitantes que tem atrapalhado a realização de sonhos e objetivos pessoais e profissionais. Tudo isso através de uma dinâmica terapêutica que acontecerá durante o encontro. “Com o encerramento de mais um ano, um ciclo se fecha. É tempo de receber e deixar fluir as boas energias para que nossa vida se torne mais leve e positiva”, diz a sócia-fundadora do espaço, Nazilda Coelho. A proposta é ampliada para uma ação solidária de apoio ao Grupo de Ajuda à Criança Carente com Câncer de Pernambuco (GAC-PE). É que para participar da dinâmica criada pelo Ser Integral, os interessados deverão se inscrever e levar para o evento produtos de higiene pessoal. Esses produtos serão revertidos para o GAC. A instituição recebe crianças vindas do interior acompanhadas geralmente de suas mães. As famílias chegam para a consulta ou tratamento e às vezes são pegas de surpresa com a necessidade de uma internação. As crianças contam com toda assistência do Gac, mas em geral as mães vêm apenas com a roupa do corpo, sem um sabonete ou desodorante para ajudar a passar mais de um dia fora de casa. Para ajudar a suprir as necessidades dessas pessoas, o Espaço Ser Integral transformou o acesso ao evento numa doação, correspondendo ao sentimento de solidariedade que deve ser compartilhado por todos. Evento: Fechando ciclosRealização: Espaço Terapêutico Ser IntegralData: 7 de dezembroHorário: 19h30Local: Garden Restaurante, que fica na Avenida Conselheiro Rosa e Silva, número 1405Inscrições: (81) 99492-5552

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“Quero tornar a Tambaú uma empresa nacional”

Hugo Gonçalves, presidente da Tambaú conta como seu pai ergueu uma das maiores indústrias alimentícias do Nordeste começando a vender, aos 14 anos, nas ruas de Sertânia, pirulitos feitos em casa. Também fala da segunda e terceira gerações da empresa familiar e dos planos para ganhar o mercado brasileiro. Aos 14 anos, Gerson Gonçalves de Lima era um garoto pobre de Sertânia, no Sertão do Moxotó, que um dia disse ao pai não ter vocação para estudar e que queria ganhar seu próprio dinheiro. A resposta paterna veio em forma de sugestão: que tal fazer pirulitos na cozinha de casa para vender? Proposta aceita, Gerson em pouco tempo já não dependia dos recursos da família, com os trocados que passou a ganhar. Um sucesso que levou seu pai a sonhar mais alto ao propor comercializar doces de frutas tropicais. Montaram uma fabriqueta na vizinha Custódia, onde produziam delícias a partir da goiaba, abacaxi, caju, jaca e até do leite. Tudo feito com receita caseira da família. A produção caiu no gosto do consumidor e transformou a fábrica de Gerson, a Tambaú, numa das maiores indústrias de alimentação do Nordeste. Hoje presidida pelo seu filho, Hugo Gonçalves, a empresa conta com 650 funcionários e produz uma média de 5 mil toneladas de produto acabado por mês – 60 mil toneladas por ano. Hoje, o portfólio é bastante diversificado e inclui, principalmente, derivados de tomates. Essa, aliás, foi mais uma inovação de Gerson. O motivo? “Meu pai disse: `é um mercado muito maior do que o de doces’. Foi uma decisão acertada porque hoje os atomatados representam mais de 70% do nosso faturamento”, ratifica Hugo. Nesta entrevista online a Cláudia Santos, o presidente da Tambaú conta a trajetória da empresa familiar que teve um crescimento de 50% entre 2019 e 2023, mantido sustentável até hoje. O que também permanece é a decisão de manter a fábrica em Custódia, apesar de todos os percalços de se produzir no Sertão. Hugo, porém, tem planos ousados: “pensamos em ter uma outra unidade industrial para poder tornar a Tambaú uma empresa nacional”. É o DNA de empreendedor arrojado de Gerson que persiste na outra geração. Como começou a história da Tambaú? A Tambaú é uma empresa familiar, fundada pelo meu pai Gerson Gonçalves de Lima. Ele era de uma família humilde de Sertânia e, aos 14 anos, disse para o meu avô que não tinha vocação para estudar. Queria ganhar o dinheiro dele e que seu sonho, desde a infância, era ter uma indústria. Foi quando meu avô deu a ideia de começar a fazer pirulitos na cozinha da casa deles. Meu pai saía pela cidade vendendo e no final do dia passava na mercearia, comprava o açúcar que era matéria-prima para o dia seguinte. E foi ganhando dinheiro, não tinha mais a dependência dos pais. Um dia meu avô disse: “Gerson, vamos fazer doces de frutas tropicais”. Naquela época, há 60 anos, na região onde estavam, havia muita produção de frutas porque não havia estiagens tão fortes. Eles alugaram uma outra casa em Custódia onde meu pai montou uma fabriqueta. Inicialmente produziam doce de goiaba. Meu pai era uma pessoa que sempre valorizava a inovação e começou a fazer doces cristalizados, que é aquela mariola. E aí foi de fato, o início da Tambaú. Antes o nome do produto era Goiabada Telma. Depois meu pai teve uma experiência de sair de Custódia para Campina Grande, onde achava que tinha condições de crescer mais rápido por ser um grande centro comercial. Mas chegando lá, percebeu que não havia produção de frutas como na região de Custódia. Ele ainda passou uns dois anos, depois voltou. E veio com três nomes que faziam referência à Paraíba: Tambaú, nome da praia em João Pessoa, Borborema, Campina Grande é conhecida como a rainha da Borborema (referência ao planalto onde fica a cidade) e Cariri (nome da região sertaneja). A família inteira falou que Tambaú era mais bonito. Ele registrou esse nome e inclusive os primeiros rótulos tinham uma alusão a uma praia, com um coqueiro e o mar. Mas, depois, fomos interiorizando mais esse nome, tiramos esses elementos do rótulo e hoje Tambaú, pernambucanamente, é um nome muito forte porque a empresa fez 62 anos, prosperamos e perpetuamos o legado de meu pai. Como era a característica dele como empreendedor? Ele era uma pessoa que valorizava muito a inovação, não se contentou em fabricar somente doces de goiaba. Depois, passou a produzir também de banana, caju, jaca, abacaxi. Quando a empresa fez 25 anos ele disse: “agora vou trabalhar com atomatados”. Perguntei para ele, por que o interesse de entrar nessa área. Ele disse: “é um mercado muito maior do que o de doces”. Como de fato é. Foi uma decisão acertada porque hoje os atomatados representam mais de 70% do nosso faturamento. E em 1997, meu pai foi diagnosticado com câncer de próstata, fez cirurgia e vários tratamentos, mas, no ano 2000, veio a falecer. A Tambaú já era uma empresa bem estruturada e nós nos reunimos – eu, minha mãe, meus irmãos – e, por decisão unânime, passei a ser o presidente, embora fosse o filho mais novo. A empresa começou com meu pai e meu avô, somos a segunda geração e já tem membros da terceira geração trabalhando na empresa. De onde vinham as receitas dos doces? De minha avó, que tinha a habilidade de fazer doces; e meu avô também. Eles passaram muita receita e uma coisa que também faz parte do nosso DNA, que é fazer produtos com foco para o Nordeste. Pessoas de São Paulo, às vezes, comiam nossos doces em calda e achavam muito açucarados, mas nossa região foi colonizada em cima da cana-de-açúcar que, na culinária nordestina, tem um peso muito forte. O nosso ketchup, campeão de vendas, nós o chamamos de “ketchup nordestino” porque é um produto mais adocicado e é o mais vendido porque agrada ao paladar do Nordeste. A Tambaú deixou de fabricar alguns doces. Por quê? Pois

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SOU Porto de Galinhas premiou os 27 maiores parceiros do destino

Na noite de ontem (5), o Marupiara Resort foi palco da 7ª edição do SOU Porto de Galinhas, um evento dedicado à premiação das empresas de viagens que mais se destacaram na última temporada de vendas do destino. Sob a temática SOU Folia, uma homenagem ao carnaval de Pernambuco, a festa surpreendeu os presentes com um show especial do renomado cantor pernambucano Alceu Valença, que entoou seus maiores sucessos. Ao todo, 27 parceiros do mercado nacional foram agraciados com os prêmios SOU. O evento reuniu cerca de 250 pessoas, entre premiados, jornalistas e membros do trade turístico local. Os premiados foram agraciados com uma peça criada pelo Mestre Nido de Sirinhaém, litoral Sul de Pernambuco. Otaviano Maroja, presidente do Porto de Galinhas CVB “Estamos muito felizes em prestigiar os nossos parceiros, que são responsáveis por uma parte significativa das nossas vendas. O evento é uma oportunidade de agradecer, incentivar e proporcionar uma imersão em Porto de Galinhas” Eduardo Tiburtius, o Associação de Hotéis de Porto de Galinhas “Os premiados são grandes parceiros. Sem eles, nosso destino não teria alcançado o destaque que temos hoje no cenário nacional e internacional. Fazemos todos os anos o SOU como forma de agradecer essa parceria de anos, e também para brindar ações e projetos para o próximos anos”. Confira a lista das empresas premiadas:

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O que é o sal-gema e por que sua extração gerou problemas em Maceió?

(Da Agência Brasil) Parte dos moradores de Maceió vivem dias de tensão. Na última quarta-feira (29), a prefeitura da capital alagoana decretou situação de emergência diante do iminente colapso em uma das minas de sal-gema exploradas pela petroquímica Braskem no bairro do Mustange. É mais um capítulo de uma história que se arrasta desde 2018, quando foram registrados afundamentos em cinco bairros. Estima-se que cerca de 60 mil residentes tiveram que se mudar do local e deixar para trás os seus imóveis. O risco de colapso em uma das 35 minas de responsabilidade da Braskem vem sendo monitorado pela Defesa Civil de Maceió e foi detectado devido ao avanço no afundamento. A petroquímica confirma que pode ocorrer um grande desabamento da área, mas afirma que existe também a possibilidade de que o solo se acomode. Um eventual colapso geraria um tremor de terra e tem potencial para abrir uma cratera maior que o estádio do Maracanã. As consequências, no entanto, ainda são incertas. O governo federal também acompanha a situação. Mas o que é o sal-gema? Diferente do sal que geralmente usamos na cozinha, que é obtido do mar, o sal-gema é encontrado em jazidas subterrâneas formadas há milhares de anos a partir da evaporação de porções do oceano. Por esta razão, o cloreto de sódio é acompanhado de uma variedade de minerais. Designado também por halita, o sal-gema é comercializado para uso na cozinha. Muito comum nos supermercados, o sal extraído no Himalaia, que possui uma tonalidade rosa devido às características locais, é um sal-gema. No entanto, o sal-gema é também uma matéria-prima versátil para a indústria química. É empregado, por exemplo, na produção de soda cáustica, ácido clorídrico, bicarbonato de sódio, sabão, detergente e pasta de dente, enfim, na fabricação de produtos de limpeza e de higiene e em produtos farmacêuticos. Indústria Inicialmente, a exploração em Maceió se voltou para a produção de dicloroetano, substância empregada na fabricação de PVC. Não por acaso, desde que inaugurou em 2012 uma unidade industrial na cidade de Marechal Deodoro, vizinha a Maceió, a Braskem se tornou a maior produtora de PVC do continente americano. Outras indústrias, como a de celulose e de vidro, também empregam o sal-gema em seus processos. A exploração de sal-gema, como outros minerais, depende de licenciamento ambiental. A exploração é fiscalizada pela Agência Nacional de Mineração (ANM). No mercado internacional, o Brasil é um ator relevante. Segundo dados da ANM, foram 7 milhões de toneladas em 2002. O ranking do ano passado, no entanto, mostra que os três líderes mundiais têm produção muito mais robusta que todos os demais: China (64 milhões de toneladas), Índia (45 milhões) e Estados Unidos (42 milhões). Em Maceió, a exploração das minas teve início em 1976 pela empresa Salgema Indústrias Químicas, que logo foi estatizada e mais tarde novamente privatizada. Em 1996, mudou de nome para Trikem e, em 2002, funde-se com outras empresas menores tornando-se finalmente Braskem, com controle majoritário do Grupo Novonor, antigo Grupo Odebrecht. A Petrobras também possui participação acionária na empresa, com 47% das ações, dividindo o controle acionário com a Novonor. Atualmente, a Braskem desenvolve atividades não apenas no Brasil, como também em outros países como Estados Unidos, México e Alemanha. Escavação A exploração em Maceió envolvia a escavação de poços até a camada de sal, que pode estar há mais de mil metros de profundidade. Então, injetava-se água para dissolver o sal-gema e formar uma salmoura. Em seguida, usando um sistema de pressão, a solução era trazida até a superfície. Ao fim da extração, esses poços precisam ser preenchidos com uma solução líquida para manter a estabilidade do solo. O problema em Maceió ocorreu por vazamento dessa solução líquida, deixando buracos na camada de sal. Uma hipótese já levantada por pesquisadores é de que a ocorrência tenha relação com falhas geológicas na região. Consequentemente, a instabilidade no solo levou a um tremor de terra sentido em março de 2018. O evento causou os afundamentos nos cinco bairros: Pinheiro, Mustange, Bebedouro, Bom Parto e Farol. Com novos tremores e o surgimento de rachaduras em casas e ruas, a Braskem anunciou o fim da exploração das minas em maio de 2019. A petroquímica diz que já foi pago R$ 3,7 bilhões em indenizações e auxílios financeiros para moradores e comerciantes desses bairros. Uma parcela dos atingidos busca reparação através de processos judiciais. O caso também é discutido em ações movidas pelo Ministério Público Federal (MPF).

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O que foi anunciado para Pernambuco na COP28?

A participação do Governo de Pernambuco na COP28 saiu com anúncios relevantes de investimentos e de compromissos ambientais. A agenda da Governadora Raquel Lyra na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 28) em Dubai, nos Emirados Árabes, encerrou com uma reunião com governadores do Nordeste e representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No encontro, discutiu-se uma proposta para a criação do Fundo Caatinga, uma iniciativa conjunta do Consórcio Nordeste e BNDES, com o objetivo de preservar o único bioma exclusivamente brasileiro. Durante o evento, o Governo anunciou um investimento de R$ 60 milhões destinados à preservação da Caatinga. Desse montante, R$ 30 milhões são provenientes de recursos próprios do estado, enquanto os outros R$ 30 milhões são provenientes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Pernambuco se tornou o primeiro estado brasileiro a assinar o Floresta Viva na Caatinga, bioma que enfrenta um quadro de 50% de sua cobertura vegetal em estado de degradação. Ao longo dos quatro dias da conferência, foram realizados outros anúncios de grande relevância. Dentre eles, destacam-se o lançamento do Plano Pernambucano de Mudança Econômico-Ecológica (PerMeie), um investimento de R$ 20 milhões na planta de produção de H2V que será instalada no Porto de Suape, a apresentação da Estratégia Estadual de Hidrogênio Verde, a adesão ao Consórcio Brasil Verde, visando fortalecer projetos regionais e promover a troca de experiências entre os estados brasileiros. Além disso, houve a participação em discussões com estados subnacionais sobre ação climática global. ACLF comemora Prêmio Ademi-PE na categoria Minha Casa Minha Vida Em uma fase marcada por agressividade e inovação no mercado imobiliário do Recife, a construtora pernambucana ACLF Empreendimentos encerra 2023 com destaque, conquistando o Prêmio Ademi-PE na categoria Minha Casa Minha Vida. O Residencial Vila do Frio, localizado no centro de Paulista, foi reconhecido como o melhor em seu nicho, destacando-se entre os lançamentos de 2020 em todo o estado. O Residencial Vila do Frio, que segue o formato de condomínio clube, apresenta um padrão inovador para a faixa de renda 1 do programa governamental. Uso da Inteligência Artificial (IA) na Comunicação Corporativa é tema de encontro No próximo dia 5 de dezembro, a Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom), seção Pernambuco, promoverá um encontro para discutir os benefícios e impactos do uso da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho, com foco no setor de Comunicação. A iniciativa busca avaliar a relevância das equipes em introduzir aspectos de humanização nas relações entre empresas e consumidores diante do avanço da IA. O evento terá lugar na sede da Fecomércio-PE, localizada no bairro de Santo Amaro, a partir das 16h. Essa discussão reflete a busca por compreender como as agências de comunicação podem equilibrar o uso da IA para otimizar processos, sem perder a essência humana nas interações comerciais. O encontro proporcionará uma análise aprofundada sobre os desafios e oportunidades que a IA apresenta no campo da comunicação empresarial. “IA é a realidade e, como em qualquer setor, temos que usá-la a nosso favor também na Comunicação Corporativa. Nas agências, ela é um instrumento de auxílio aos profissionais. Para a Abracom Pernambuco, debater seu uso, respeitando as pessoas e a legislação, é primordial para a sustentação dos negócios. Estamos muito felizes por terminar o ano pensando e tratando do futuro”, afirma Michele Cruz, diretora regional da Abracom. O tema será debatido em diversas vertentes. O especialista em Branding e Marketing Digital e co-fundador e CSO da Jogga Digital, Anselmo Albuquerque, vai apresentar algumas das principais ferramentas de IA para o setor, mostrando como incorporá-las em um fluxo de trabalho para obter resultados tangíveis.

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