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Concurso PM PE

Bancas definidas para concursos na área de segurança pública em Pernambuco

O Governo de Pernambuco anunciou que o concurso público para preenchimento de 445 vagas na Polícia Civil será organizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe). O edital será publicado em 15 de dezembro de 2023, com a previsão de realização da primeira prova em 25 de fevereiro de 2024. A maioria das vagas (250) é para o cargo de Agente de Polícia, com 150 vagas para Escrivão de Polícia e 45 para Delegados. Haverá concursos para a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado, com a AOCP como empresa responsável pela banca. O certame prevê 2.400 vagas para Praça da Polícia Militar, 600 vagas para Praça do Corpo de Bombeiros Militar, 300 para Oficial da Polícia Militar e 60 para Oficial do Corpo de Bombeiros Militar. As provas ocorrerão em três municípios: Recife, Caruaru e Petrolina (apenas para os cargos de Praça da Polícia Militar e Bombeiro). “Já conseguimos, ao longo desses dez meses, garantir R$ 1 bilhão para equipar as forças de polícia com a troca de viaturas, compra de coletes à prova de balas e investir no Corpo de Bombeiros. Agora vamos realizar concursos públicos de policiais civis e militares que ingressarão no serviço público para transformar a segurança do nosso estado. Teremos prova em janeiro para Polícia Militar e em fevereiro para Polícia Civil”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

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pierre rec n play

“Nós nos consideramos um movimento popular de cultura digital”

Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, comemora o sucesso do Rec’n’Play que atraiu mais de 60 mil pessoas e destaca a grande presença de jovens da periferia no evento. Ele também analisa os desafios para instalar moradias do Centro do Recife e as perspectivas do parque tecnológico. Este ano do Rec’n’Play atraiu 61.700 pessoas que foram ao Bairro do Recife em busca de conteúdos sobre inovação. O sucesso de público surpreendeu até os organizadores. Para Pierre Lucena, presidente do Porto Digital, além da qualidade das palestras, algumas novidades também contribuíram para incentivar as pessoas a irem ao festival, como as ativações de rua — tais como as arenas Gamer e de Negócios — e atividades culturais. Pierre comemora ainda a grande presença de jovens da periferia, que era um objetivo perseguido com mais ênfase nesta edição. Na sua opinião, o aumento do público no evento mostra que o Porto Digital começa a trabalhar melhor o sentido de comunidade no Recife, a partir de uma rede de engajamento muito forte na cidade. Nesta conversa com Cláudia Santos, ele fala do êxito do Rec’n’Play, adianta algumas novidades do evento do ano que vem, analisa os desafios para a revitalização do Centro do Recife e expõe sua visão sobre o futuro do setor. Qual o balanço que você faz do Rec’n’Play? Ficamos surpresos. Eu, particularmente, não achava que seriamos capazes de mobilizar tanta gente em busca de conteúdo. Foram 61.700 inscritos. O ano passado teve 40 mil, que já tinha sido recorde. A que você atribui esse sucesso? Primeiro, começamos a trabalhar melhor o sentido de comunidade. Temos atualmente uma rede de engajamento muito forte na cidade. Hoje, nós nos consideramos um movimento popular de cultural digital. São pessoas que trabalham, estudam, têm interesse em tecnologia e viram no Porto Digital o movimento para que isso surgisse. É muito fora da bolha tradicional de tecnologia. Também qualificamos o evento, com o nível das palestras. Tivemos muita ativação de rua, como a arena de robô incrível — a Arena Gamer —, e a Arena de Negócios. Era um pedido das empresas do ecossistema ter um lugar para as startups se apresentarem. As apresentações estiveram lotadas todos os dias. Na entrevista anterior que concedeu a Algomais, você disse que um dos intentos do Rec’n’Play seria atrair a juventude da periferia para Porto Digital. Isso foi atingido? Isso ficou muito visível no evento. Quando acabou o Carnaval do REC’n’Play, fui ao show de Rayssa Dias, na Avenida Rio Branco. Ela é uma cantora da periferia. Estava lotado. Fiquei impressionado com a quantidade de gente que veio fazer selfies comigo, eram os meninos do programa Embarque Digital. Muitos também não eram e diziam: “muito obrigado por ter trazido a periferia para dentro do Rec’n’Play”. Essa era a grande questão: como é que a gente atrairia esse público? Porque não é atrair para um carnaval, mas para que eles se sintam acolhidos. Foi bonito de ver a participação da juventude. A gente ampliou até a faixa de idade do público, fizemos atividades para bebês – teve muitas ações para criança – até para o grupo 50+. Tudo foi feito de forma colaborativa, o que é muito complexo, porque tem uma margem para dar errado, mas tudo deu certo. O coronel da guarda municipal, disse: “eu nunca fiz um evento de massa que não tivesse uma confusão. Fiquei impressionado. Eu não tive uma ocorrência de roubo de celular”. Mas o ponto decisivo foi a qualidade do evento em termos de conteúdo. A gente teve muita coisa de inovação, de inteligência artificial, trouxemos palestrantes conhecidos. As atividades e palestras estavam todas lotadas. Eu falei para João Campos: colocar 60 mil pessoas no Carnaval para tomar cerveja é fácil. Agora, para participar de conteúdo, de atividades educacionais, é outra coisa. Acho que um dos grandes acertos do Rec’n’Play é ligar tecnologias com arte, com educação. O importante é que esse movimento popular, digamos assim, em torno da tecnologia vem se consolidando no Recife como em nenhuma outra cidade. Às vezes as coisas são muito dispersas, aqui não, aqui é no Porto Digital. E todo mundo se sente bem dentro desse guarda-chuva, se sente protagonista do evento, é um espaço de debates que a cidade conquistou. Queremos manter essa pegada, vamos qualificar mais ainda o evento. No próximo ano, vamos ampliar a área de negócios, vamos manter o Carnaval e insistir na atração de gente de periferia. Vamos debater a de inteligência artificial, o futuro da educação, e já tem a data. Quando será? De 6 a 9 de novembro de 2024. Vamos crescer essa área de negócio absurdamente. Na pauta do ano que vem, vamos discutir o futuro. Ainda não temos temas, mas estamos preocupados com essas discussões. Qual vai ser o futuro da educação, já que na sala de aula a gente tem que buscar uma outra experiência? Qual vai ser o futuro do emprego com a chegada da inteligência artificial? Tem uma outra novidade: vamos abrir para as pessoas montarem as mesas. Como assim? Vamos abrir um período para perguntar: “você quer discutir no Rec’n’Play? Monte uma mesa, faça uma proposta em dois parágrafos dizendo ‘eu quero discutir isso, que vai custar X, vou precisar trazer uma pessoa de São Paulo etc”. Vamos montar uma comissão pública para escolher as propostas. Vamos fazer uma curadoria popular. Se uma empresa ou um coletivo quiser propor uma mesa, nós vamos correr atrás para realizá-la. Se chegar umas mil propostas, vamos selecionar 100. Há uma demanda reprimida nessa área de negócio? Sim. Conversei com o Daniel Coelho (secretário de Turismo do Estado) sobre a necessidade de fazermos do Rec’n’ Play um evento turístico de negócios nacional, porque não tem nada igual. O Brasil precisa saber que esse é o maior festival do País. Vamos precisar fazer isso como um modelo de negócio. Vamos também crescer o número de ativações na rua, que foi uma experiência que deu certo, como a Arena de Robô, a Arena do Bradesco. Vamos manter e qualificar

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Pedagogia Ambiental Suape

Suape recebe prêmio internacional por projeto de Pedagogia Ambiental

Pelo terceiro ano consecutivo, o Porto de Suape recebeu um prêmio internacional da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA) por seu projeto de Pedagogia Ambiental. O projeto foi premiado na categoria “Conscientização, Educação e Envolvimento das Partes Interessadas” na edição 2023 do Prêmio Farol da AAPA. A cerimônia de premiação ocorreu durante a 112ª Convenção Anual da Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA), realizada no Gaylord Rockies Resort & Convention Center, em Aurora, Colorado, nos Estados Unidos. O Prêmio Farol da AAPA faz parte do programa Lighthouse Awards e destaca a inovação e a excelência na indústria portuária, contando com um respeitado painel de jurados. Os cursos de pedagogia ambiental oferecidos pelo Porto de Suape têm como objetivo conscientizar e capacitar os residentes locais a compreender os desafios ambientais e adotar práticas ecológicas para promover a sustentabilidade na região. “A estatal desenvolve, periodicamente, ações que contemplam a Zona de Preservação Ecológica, que ocupa 59% dos 17,3 mil hectares do território do complexo. Na área, há  17 comunidades. Essa nova premiação é um grande reconhecimento dos esforços da empresa no desenvolvimento de ações socioambientais em sintonia com as boas práticas da Agenda ESG (sigla em inglês para gestão ambiental, social e de governança)”, pontua o diretor-presidente do Porto de Suape, Marcio Guiot. Os cursos de pedagogia ambiental acontecem, em média, três vezes por ano. Desde 2010, ano em que o projeto foi lançado, já foram contempladas 5.844 pessoas, todas moradoras dos municípios que fazem parte do território estratégico, como Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Escada, Ribeirão, Rio Formoso e Barreiros. Na programação, são ofertados cursos, minicursos e oficinas que abordam temas como restauração florestal, gestão de resíduos sólidos, licenciamento ambiental, os 17 Objetivos de  Desenvolvimento Sustentável (ONU) e ESG, além de agricultura sustentável e nascentes. (Com informações do Complexo de Suape | foto: Heloíse Oliveira)

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A fé que cresce nas periferias

*Por Rafael Dantas A Terra de Santa Cruz, nomeada assim pelos portugueses há cinco séculos, vai se tornando cada vez mais uma nação dos evangélicos. A Reforma Protestante, que balançou o mundo também há pouco mais de 500 anos e será celebrada no próximo dia 31, tem uma relação com o fenômeno da transição religiosa do País. Uma conversão muito numerosa, principalmente nas periferias das grandes cidades, que influencia o consumo, a cultura e a política nacional. Uma trajetória costurada por muitos testemunhos de transformações pessoais, mas também de agravadas tensões sociais no debate público. Entender quem são os evangélicos e o que querem não é uma tarefa fácil, mas é necessária para fazer uma leitura do presente e do futuro do Brasil. A multiplicidade de denominações e a diversidade de atuação dos fiéis é uma das principais marcas desse grupo religioso. O que se convencionou a chamar de evangélicos engloba desde igrejas luxuosas, com espaços na TV (ou mesmo donos de grandes redes de comunicação) até pequenas comunidades independentes instaladas nas favelas. O porte dos templos não é nem de longe a maior das diferenças. “Há uma massa bastante distinta dos evangélicos. Inclusive dentro da própria história das religiões, classificar de uma forma uniforme se torna bem difícil. Eu costumo usar esse termo bem no plural, os protestantismos e os evangélicos. A gente tem que entender que existe uma história muito consolidada desses protestantes ou desses evangélicos aqui no País,, que começa ainda no Brasil Colônia”, afirma o historiador e professor da Universidade de Pernambuco, Carlos André Silva de Moura. “Se a gente for tentar fazer uma configuração de quem são esses evangélicos hoje, é uma massa extremamente heterogênea, muito inserida nas periferias das cidades e que está em plena expansão”. Muito fragmentados, esses grupos poderiam ser classificados em três grandes blocos: os protestantes históricos, os pentecostais e os neopentecostais (veja na reportagem A formação do Brasil evangélico). Mesmo entre esses setores há discordâncias e tensões imensas, especialmente envolvendo os neopentecostais. Para o pastor e historiador José Roberto de Souza, há um elemento religioso que unifica esse indivíduo que se denomina evangélico. “É aquele indivíduo que faz parte de uma igreja que professa a sua fé unicamente em Jesus Cristo. Essa pessoa se reconhece como pecadora, que precisa do arrependimento dos seus pecados, que nunca o mérito vai estar nela, mas num Cristo”, afirmou o docente, que é doutor em Ciência das Religiões e professor do Seminário Presbiteriano do Norte. As práticas, ênfases teológicas e a gestão dessas igrejas são muito diversificadas. Há desde as denominações que são geridas com princípios democráticos, regidas por assembleias e com votos paritários dos membros, até instituições com donos, que concentram na família pastoral as decisões e os rumos da comunidade. Dos ultraconservadores aos mais liberais. Os dados do Censo 2022 sobre religião ainda não saíram, mas o histórico de todas as pesquisas anteriores trazem inferências importantes sobre a “conversão” dos brasileiros. O fenômeno religioso identificado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) não é somente do avanço evangélico mas, de longe, é a transição mais notável em andamento no País, que ainda é o mais católico do mundo. “Temos dados de 1872 até 2010. Esses dados mostram que os católicos estavam perdendo 1% por década entre 1872 e 1991. Depois, arredondando os números, começou a cair 1% por ano. Todos os outros grupos vieram crescendo. Os evangélicos, os sem religião e as outras religiões cresceram. Mas o destaque, principalmente nos últimos 30 anos, foi dos evangélicos”, afirmou o sociólogo e doutor em demografia, José Eustáquio Alves. Mesmo sem os números mais recentes, a partir de dados de outros institutos, o pesquisador estima que a queda do número de católicos seja de 1,2% ao ano e que a subida de evangélicos esteja em aproximadamente 0,8% por ano. Ele traça a partir disso que a quantidade de fiéis evangélicos, somando as suas diversas denominações, será superior ao de católicos em 2032. Em menos de 10 anos, os evangélicos se aproximariam de 40% da população brasileira. Publicada em 2020, uma pesquisa do Instituto Datafolha sobre o perfil religioso dos brasileiros indicava que 31% da população já se declarava evangélica. Enquanto isso, 50% eram católicos, 10% sem religião. De acordo com o levantamento, os espíritas compõem 3% da população, enquanto os seguidores da umbanda, candomblé e outras religiões afro-brasileiras representam 2%. Além disso, 2% da população segue outras religiões, 1% se declara ateu, e 0,3% é composto por judeus. Na nota técnica Políticas Públicas, Cidades e Desigualdades, produzida pelo Centro de Estudos da Metrópole em 2019, foi constatado que naquele ano foram abertas 6.356 igrejas evangélicas no Brasil. Isso dava uma média de 17 novos templos por dia. Além do número crescente, os estudos apontam um nível de engajamento muito maior dos evangélicos na prática da sua fé. Eles são mais assíduos nos cultos e celebrações e contribuem financeiramente muito mais para suas comunidades religiosas. AMBIENTE DO FENÔMENO DA TRANSIÇÃO RELIGIOSA José Eustáquio Alves aponta alguns fatores socioeconômicos que contribuíram para um encolhimento do catolicismo e avanço do protestantismo nas últimas décadas. Um deles é o processo de urbanização do País que resultou na explosão das periferias. Enquanto os grandes templos católicos permanecem nas regiões mais centrais ou de ocupação mais antiga, o comportamento empreendedor dessas comunidades religiosas chegava de forma muito mais rápida e adaptada ao contexto dos milhões de brasileiros que deixaram a vida rural para morar no subúrbio das cidades. O avanço econômico, com o crescimento significativo das telecomunicações, é outro fator que ajuda a explicar o fenômeno, pois a igreja evangélica, mesmo sendo minoritária, é muito eficiente no uso das TVs e rádios para propagar a sua fé. Além disso, mais recentemente, também dominou rápido o uso da internet e das redes sociais na propagação das suas pautas e sermões. “A partir da década de 1970, os evangélicos começam a utilizar os meios de comunicação massivos. Surge a ideia de igreja eletrônica. Os televangelistas começam a comprar espaços nas emissoras

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senac divulgacao ti

Senac e Porto Digital oferecem vagas gratuitas para Programa Trilha TI

Em uma nova iniciativa, um edital disponibiliza 117 vagas gratuitas para o Programa Trilha TI, uma parceria entre o Senac e o Porto Digital. Os cursos englobam nove opções de qualificação e aperfeiçoamento na área de Tecnologia da Informação. As inscrições estão abertas apenas para residentes em Vitória de Santo Antão, Caruaru, Garanhuns e Petrolina e podem ser realizadas no site https://www6.pe.senac.br/evento/programacao4.0/ entre os dias 25 e 26 de outubro. Os municípios de Caruaru e Garanhuns oferecem dois e quatro cursos, respectivamente, abrangendo tópicos como Fundamentos de Segurança Cibernética, Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Business Intelligence com Power BI, Gestão de Projetos de TI, Lógica de Programação e Metodologia Ágil. Em Petrolina, também estão disponíveis quatro cursos, incluindo Business Intelligence com Excel, Fundamentos de Segurança Cibernética, Implementação de Roteamento e Comutação, além de Instalação e Reparo de Redes de Computadores. Na cidade de Vitória de Santo Antão, há vagas somente para o curso de Metodologia Ágil. A seleção dos candidatos será baseada na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com preferência para os que obtiveram as maiores pontuações. Os requisitos para a matrícula variam de acordo com cada curso, com alguns exigindo experiência na área e uma renda familiar per capita de até dois salários-mínimos. A lista de candidatos aprovados será divulgada a partir da próxima segunda-feira (30), e os selecionados terão os dias 31 de outubro e 1º de novembro para efetuar a matrícula. Vitória de Santo Antão Caruaru Garanhuns Petrolina

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Investimentos pelo Mundo

Como acontece a tributação para brasileiros residentes no exterior?

A tributação de brasileiros que residem no exterior é uma questão intrincada repleta de complexidades e peculiaridades. Renata Escobar, uma advogada especializada em direito tributário do escritório Escobar Advocacia, oferece insights valiosos para auxiliar empresas e investidores na compreensão das ramificações desse assunto. Trabalhando tanto no Brasil quanto em Portugal, Renata enfatiza a importância de uma abordagem personalizada para cada situação, a fim de desenvolver a estratégia tributária ideal que minimize o risco de dupla tributação. Embora ressalte a necessidade de avaliação individualizada, ela destaca algumas questões fundamentais a serem consideradas. Optar por deixar o Brasil e estabelecer residência em outro país implica em obrigações específicas diante da Receita Federal do Brasil. “A primeira etapa é comunicar a saída definitiva do país. Isso deve ser feito na data efetiva de partida ou na data em que o indivíduo é considerado não residente, até o último dia de fevereiro do ano seguinte.” Após notificar as autoridades, a advogada esclarece que é imprescindível apresentar a Declaração de Saída Definitiva do País para declarar o imposto de renda. Essa declaração se assemelha à declaração de imposto de renda convencional, preenchida e enviada por meio do mesmo programa utilizado na Declaração de Ajuste Anual. Todos os ativos, propriedades, e ganhos, tanto no Brasil quanto no exterior, devem ser relatados até a data da saída. “A partir do ano-calendário seguinte à saída, o contribuinte não está mais obrigado a apresentar a declaração de Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). Contudo, é importante lembrar que a saída definitiva não isenta o contribuinte da responsabilidade por eventuais débitos tributários anteriores à saída”, esclarece. Tributação de Renda – Os rendimentos provenientes de fontes no Brasil, para não-residentes fiscais, estão sujeitos à tributação na fonte. Renata diz que “diferentes alíquotas se aplicam a diversas fontes de renda, como a alienação de bens e direitos, operações financeiras, rendimentos de trabalho, aposentadoria, pensão e prestação de serviços. É fundamental consultar a legislação fiscal para cada caso específico”. Acordos de Dupla Tributação – O Brasil possui tratados com diversos países para evitar a dupla tributação dos mesmos rendimentos. Esses acordos podem permitir a compensação dos tributos pagos no Brasil (país da fonte do rendimento) no país de residência. No caso daqueles que decidem manter seu status de residente fiscal no Brasil, mesmo enquanto vivem no exterior, é crucial que estejam atentos e cumpram as obrigações fiscais brasileiras. Renata ressalta que, “os cidadãos brasileiros que deixam o país sem apresentar a Comunicação de Saída Definitiva do País são considerados residentes fiscais no Brasil durante os primeiros doze meses consecutivos de ausência. Portanto, é fundamental formalizar essa saída para evitar possíveis questionamentos por parte das autoridades fiscais brasileiras.” Encerrando sua análise, Renata Escobar destaca que “a tributação de brasileiros residentes no exterior é um tema que requer um profundo entendimento das obrigações fiscais do Brasil e do atual país de residência. É recomendável buscar orientação de um especialista em tributação para garantir o cumprimento de todas as obrigações e evitar problemas futuros.”

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“Pernambuco poderia ter uma relação melhor com a China”

Evandro Carvalho, professor da FGV Direito Rio, é um conhecedor da economia da China e da forma singular e prática como os chineses realizam os negócios. Ele morou em Xangai de 2013 a 2015, quando atuou como senior scholar da Escola de Finanças e Economia da Universidade de Xangai. Em seguida, ajudou a fundar o Centro para Estudos do BRICS da Universidade de Fudan, também em Xangai. Atualmente, está em Pequim, onde é senior visiting da universidade local. Diante de toda essa vivência na China, ele observa que o Brasil e, em especial, Pernambuco, estão muito aquém do potencial que poderiam usufruir com as relações econômicas com o Gigante Asiático. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Evandro Carvalho, que é pernambucano e também professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal Fluminense, analisa os motivos que levam brasileiros a não vislumbrarem as oportunidades com investimentos chineses. Ele destaca principalmente a área das novas tecnologias, que tiveram um grande desenvolvimento nas últimas décadas na China e que podem favorecer a criação de uma infraestrutura necessária para aumentar a competitividade e a eficiência do Brasil. Como o Brasil pode se beneficiar das relações econômicas com a China, que tem investido na infraestrutura dos países? Os investimentos da China no setor de infraestrutura são voltados para portos, aeroportos ou ferrovias que contribuem para a importação de produtos chineses. É normal que os bancos chineses invistam onde identifiquem algo que vai favorecer empresas chinesas naquele país. Muito embora uma boa parte dos investimentos da China tenha sido em eletricidade e, mais recentemente no Brasil, em energia eólica e solar. A China é uma produtora de equipamentos, como geradores de energia solar. Os investimentos beneficiam o Brasil, mas também a China. O Brasil precisa identificar a sua prioridade, não só dentro dos setores em que o País já tem uma presença, como o agronegócio, exportação de soja, minério, petróleo. Quando se fala dos investimentos chineses em infraestrutura, penso na infraestrutura do digital, das novas tecnologias, que é um setor que está muito aquém do potencial que pode ter. O Brasil poderia aproveitar o superávit que tem com a China de US$ 28 bilhões para fortalecer outros setores, outras infraestruturas importantes. Como o Brasil poderia desenvolver a relação econômica nessas áreas? No governo passado houve o problema em relação ao 5G da Huawei, que criou um obstáculo desnecessário ao avanço de uma agenda que é importante para o Brasil. A Huawei estava aqui desde o 2G, 3G, 4G e nunca houve nenhum tipo de suspeita de uso dessa tecnologia que ela vende para as empresas de telecomunicações do País. Ocorreu o contrário, o governo de Dilma Rousseff foi espionado pelo Governo Obama. Não existe um fundamento para o tipo de problema que foi levantado no governo passado. Isso criou um clima de quebra de confiança que atrasou parcerias que poderiam ser desenvolvidas não só no 5G, mas na computação em nuvem, na inteligência artificial, no desenvolvimento da economia digital, no uso dessas tecnologias para favorecer a infraestrutura necessária para aumentar a competitividade e a eficiência do País. A China utiliza essa tecnologia para incrementar toda a sua cadeia de valor, desde o processo de produção até a entrega e toda a informação que circula nisso. Nos inúmeros encontros focados na inovação que acontecem nos hubs de tecnologia no Brasil, você mal vê a presença de empresas chinesas ou parcerias com empresas chinesas. Na China vemos a importância dos superaplicativos. Por trás deles, há uma rede de logística poderosa que o Estado fornece. Então, há uma ausência muito grande de parcerias que poderiam ser feitas usando as novas tecnologias para, por exemplo, o setor de saúde. A China é muito habituada com a gestão de grandes volumes de pessoas e de problemas. Consegue gerir grandes volumes de dados, inclusive com a big data e a computação quântica que ela desenvolveu de maneira extraordinária. Isso tudo ela usa na gestão e na governança do país. Como aproveitar essas experiências que a China tem e que o Brasil também tenta fazer da melhor forma possível? Isso envolve o setor espacial, aéreo, de segurança. Vez ou outra a gente vê notícia de alguns prefeitos de grandes cidades do Brasil que visitam a China para verificar como fazem a gestão da cidade, utilizando essa tecnologia. Mas ainda está muito aquém do potencial, considerando a realidade hoje da China na área de tecnologia. Qual a razão dessa falta de interesse do Brasil em relação a toda essa expertise da China? Tem havido investimentos de empresas chinesas ou empresas chinesas vindo para o Brasil na área de TI. Mas é muito aquém do potencial. O problema tem diversas causas. Primeiro, há uma ausência de clareza por parte do governo de uma política digital e de incremento dessa nova infraestrutura que pudesse dialogar com a China. O Brasil precisa intensificar mais essa discussão e ver quais são as parcerias que poderiam ser feitas entre as instituições de pesquisas sérias de ambos os lados, conectadas com os principais atores econômicos que atuam nos mercados estratégicos. A China tem investido em muitos setores e é preciso identificar quais seriam aqueles que o Brasil tem interesse para poder estimular. Falta também uma visão estratégica mais ampla. Darei um exemplo: os trens bala. O que mais se escuta é que isso caro e é mais complexo no Brasil por causa da topografia. Um trem bala Rio/São Paulo vai passar por diversas cidades, o que pode provocar diversos problemas jurídicos em cada uma delas. Porém qualquer processo de mudança significativo da estrutura econômica de um país não é feito de maneira simples e vai sempre requerer custos e grandes obstáculos. No passado quando se falava em petróleo no Brasil, a quantidade de gente que dizia que o País não tinha petróleo era alta, depois, falava- -se dos custos e, no entanto, hoje o País está autossuficiente. Na China, a estrutura de ferrovias foi um componente essencial para o desenvolvimento do país. Tudo isso permite ter esses superaplicativos de entrega

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Prazo de inscrições para o ANCITI Awards 2023 se encerra em 25 de outubro

O ANCITI Awards 2023, prêmio promovido pela Associação Nacional das Cidades Inteligentes, Tecnológicas e Inovadoras (ANCITI), tem o objetivo de reconhecer e celebrar os municípios que adotam a tecnologia como uma aliada para aprimorar a administração pública com foco no bem-estar da população. A cerimônia de premiação, marcada para ocorrer no Rio de Janeiro nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, aceitará inscrições até o dia 25 de outubro. O processo de avaliação é baseado em uma combinação de informações autodeclaradas e indicadores provenientes de fontes oficiais, que detalham as iniciativas implantadas em cada localidade. O ANCITI Awards se divide em três categorias: Cidades com até 100 mil habitantes, Cidades com até 500 mil habitantes e Cidades com mais de 500 mil habitantes. Em cada categoria, serão reconhecidos três municípios com o primeiro, segundo e terceiro lugares. Além disso, quatro prêmios adicionais estão em disputa: Melhor Case de Tecnologia, Prêmio Cidade Destaque ANCITI, Prêmio Presidente/Secretário Destaque e Prêmio Prefeito Destaque ANCITI. Portanto, ao término da premiação, 13 cidades serão agraciadas entre as concorrentes. Na edição de 2022, mais de 100 municípios participaram desse prestigioso prêmio. Para inscrever a sua cidade, basta preencher o formulário disponível no site https://anciti.org.br/ antes do prazo final, em 25 de outubro.

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Fundação Joaquim Nabuco recebe a Semana de Ciência & Tecnologia

A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) sediará a Semana de Ciência & Tecnologia em novembro, um evento destinado a popularizar a ciência, com foco especial nos estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio da Rede Pública. A programação abrangente inclui exposições, palestras, oficinas e apresentações culturais. A abertura acontecerá no dia 7 de novembro, com a presença do ex-ministro da Ciência & Tecnologia, Sérgio Rezende, e da presidenta da Fundaj, Márcia Angela Aguiar. O evento será dividido em dois blocos, com atividades ocorrendo na Fundaj de Casa Forte de 7 a 10 de novembro e no Engenho Massangana de 21 a 24 de novembro. O tema deste ano é “As ciências básicas para o desenvolvimento sustentável”, abordando disciplinas como Matemática, Física, Química e Biologia. A iniciativa visa estabelecer uma conexão entre a ciência e a cultura popular, incluindo uma oficina sobre o brinquedo popular “Mané Gostoso” que será explicado sob uma perspectiva científica. Além disso, o Laboratório Multiusuários em Humanidades (multiHlab) da Fundaj apresentará a exposição virtual “O sinal está entre nós”. O projeto imageH, parte do multiHlab, explorará como a tecnologia impacta o cotidiano, utilizando a técnica de light painting para representar as relações entre corpos e sinais emitidos por máquinas e linguagens computacionais. A Semana de Ciência & Tecnologia é uma oportunidade valiosa para aproximar a ciência do público amplo e promover a aprendizagem e a conscientização científica.

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Brasil perde 15% de florestas naturais em quase 40 anos, diz MapBiomas

(Da Agência Brasil) Em novo levantamento, a rede MapBiomas constatou que, entre 1985 e 2022, houve redução de 15% da área ocupada por florestas naturais no país, passando de 581,6 milhões de hectares para 494,1 milhões de hectares. O principal fator de devastação foi a apropriação da agropecuária, e os últimos cinco anos aceleraram o processo de desmate, respondendo por 11% dos 87,6 milhões de hectares perdidos, revela a Coleção 8 do Mapeamento Anual da Cobertura e Uso da Terra no Brasil. Segundo o trabalho, os biomas que mais viram florestas sumirem nesse período foram a Amazônia (13%) e o Cerrado (27%). O mapeamento considera diversos tipos de cobertura arbórea: formações florestais, savanas, florestas alagáveis, mangue e restinga. De acordo com o MapBiomas, esses ecossistemas ocupam 58% do território nacional. Quando todos são considerados,  a Amazônia (78%) e a Caatinga (54%) aparecem como os biomas com maior proporção de florestas naturais em 2022. O MapBiomas observou, ainda, que dois terços da área destruída, ou seja, 58 milhões de hectares, foram de formações florestais, que são áreas de vegetação com predomínio de espécies arbóreas e dossel contínuo como as florestas que prevalecem na Amazônia e na Mata Atlântica. A diminuição das formações florestais foi de 14% nos 38 anos analisados. O Pampa foi o único em que o patamar se manteve estável, mesmo com o passar dos anos. Pelos cálculos da organização, quase todo o desflorestamento (95%) se deu como consequência do avanço da agropecuária, que implica tanto a transformação de floresta em pastagens como a utilização das áreas para cultivo agrícola. Nas duas primeiras décadas do período sob análise, registrou-se aumento da perda de florestas, seguido de período de redução da área desmatada a partir de 2006. As florestas alagáveis também fazem parte da paisagem da Amazônia e passaram a ser monitoradas pelo MapBiomas neste ano. Tais florestas são caracterizadas por se formar nas proximidades de cursos d’água. Nesse caso, no intervalo de quase 40 anos, foram perdidos 430 mil hectares de florestas, que ocupavam 18,8 milhões de hectares ou 4,4% do bioma em 2022.

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