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agenda 2022

Agenda TGI discute perspectivas para o mundo, Brasil, Pernambuco e Recife

Na noite de ontem (22), a Agenda TGI, o principal evento empresarial de final de ano de Pernambuco, lotou o Teatro RioMar para tratar dos desafios de 2023 e das perspectivas para o mundo para o Brasil, para o Estado de Pernambuco e para o Recife. Francisco Cunha, consultor empresarial e sócio da TGI, tratou de assuntos chaves para entender 2022 e para refletir sobre o próximo ano, como as mudanças climáticas, a tensão entre China e Estados Unidos e os efeitos da Covid-19 na economia global. No Brasil, sobre a perspectiva da mudança de Governo, após a eleição de Luis Inácio Lula da Silva, Francisco Cunha ressaltou a necessidade de equilíbrio fiscal e social no País, que não suporta nem o desrespeito à saúde das contas públicas, nem a manutenção de uma população de famintos e em situação extrema de vulnerabilidade social. Acerca de Pernambuco, Francisco Cunha sinalizou os principais desafios do Estado nos próximos anos, mas também o equilíbrio fiscal alcançado. O consultor ressaltou o documento “Pernambuco Além da Crise: Propostas aos Candidatos ao Governo de Pernambuco”, elaborado durante a pandemia, com sugestões para a próxima gestão estadual. Entregue a todos os candidatos durante a eleição. Sobre o Recife, Cunha ressaltou a importância do cuidado ambiental, com projetos como o Parque Capibaribe, que cria um caminho de revitalização da capital pernambucana, como uma Cidade Parque. Uma das novidades da edição 2022 da Agenda TGI foram as apresentações culturais da Ária Social, que trouxe ao palco música e dança, inspirados no Movimento Armorial e com um repertório de Capiba. A cobertura completa do retorno dos eventos presenciais da Agenda TGI você confere na Algomais, em dezembro.

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Jose Claudio Oliveira

“Construir a imagem da empresa brasileira de TI não foi uma tarefa trivial”

José Cláudio, CEO da Procenge, empresa de tecnologia que chega aos 50 anos, fala do pioneirismo de atuar numa época em que depósito bancário era feito em papel e o voto colocado em urna de lona. Ele destaca inovações da companhia como ter desenvolvido a TED, a partir de determinações do Banco Central. Para quem cresceu com as facilidades de obter um extrato bancário com um simples toque no celular ou votar na urna eletrônica e conhecer o resultado da eleição horas depois, é difícil entender o cotidiano no Brasil antes dessas revoluções tecnológicas. A empresa pernambucana Procenge, que comemora 50 anos, foi testemunha e protagonista dessas transformações. Cláudia Santos conversou com o CEO da Procenge, José Cláudio Oliveira, que falou da trajetória pioneira da companhia desde os primórdios da então chamada “informática” no País. A empresa criou inovações como a TED (transferência eletrônica disponível) para o setor bancário. Bem-humorado e bom de prosa, o empresário conta passagens engraçadas como as ocorridas no tempo em que se fazia depósitos em papel nos bancos. Confira a entrevista. O que leva o Recife a ter tanto destaque na área de TI? Porque o Recife é uma cidade de mascate. O forte da sua economia sempre foi a prestação de serviços, o comércio. A TI também fornece serviços. Quando você acessa um App no seu celular, você quer o serviço que é oferecido dali. Outra coisa foi o pioneirismo da UFPE em desenvolver cursos nessa área. Mas quando comecei, não havia cursos no Recife na área de tecnologia da informação. Eu nem sabia o que era um computador quando estagiei numa revenda de tratores da Caterpillar. Fiquei curioso quando vi no almoxarifado peças da empresa que vinham de São Paulo, com uns cartõezinhos amarrados. Aqui, eles não serviam para nada, o pessoal jogava fora, mas fui informado que aquilo ali era como a fábrica fazia o controle de estoque das peças. Um dia fui mandado para fazer um curso na Caterpillar de São Paulo e lá compreendi o que eram aqueles cartões perfurados: uma forma de inserir e retirar dados do computador. Eles serviam para identificar se havia estoque das peças. Achei aquilo interessante, me intrigou e me instigou. Quando me formei, fiz um concurso na IBM e passei. O senhor se formou em que área? Em engenharia mecânica na Escola Politécnica de Pernambuco. Depois, na IBM, fiz um curso de vendas. Você aprendia tudo que tinha para aprender da companhia, mas sempre sob uma ótica de venda. Recebi a incumbência de atender o setor de engenharia, que não tinha uma grande quantidade de empresas, mas havia uma que era interessante, a Astep. Ela se tornou grande referência no Brasil e no exterior por ter usado, pioneiramente, um computador para fazer cálculos nas engenharias ferroviária e rodoviária. Na Astep descobriram ser possível usar o computador também para fazer a contabilidade da empresa, a folha de pagamento, o controle de tributos e financeiro. E entenderam que se era um serviço que eles estavam demandando, as outras empresas demandavam também. Havia, portanto, um mercado para esse serviço. Nesse meio tempo, fui promovido e transferido da IBM do Recife para a matriz no Rio de Janeiro. Nessa época, o governo implantou a reserva de mercado no setor e não atentou que esse negócio necessitava de conhecimento tecnológico, de gente e de experiência que não tínhamos. Mas, como era no tempo do governo militar, tentaram fazer a coisa na força. A IBM no Brasil ficou numa situação complicada e começaram um plano de transferência das pessoas no País. Por outro lado, tive notícias de que os diretores da Astep concluíram que as aplicações que haviam desenvolvido – hoje chamadas de backoffice das empresas – não eram o negócio deles, já que atuavam com cálculo de engenharia rodoviária e ferroviária. Então decidiram criar uma outra empresa para atuar nessa área, a Procenge e precisavam de pessoas que conhecessem o mercado da informática, como chamávamos na época. Fui convidado por eles para voltar ao Recife e assumir essa área. A Procenge tinha um modelo de gestão inovador que incentivava a participação dos colaboradores para opinar no andamento da empresa. A Astep também propôs vender as ações da empresa nascente para os funcionários se tornarem sócios. Nesse momento, em 1980, a Procenge fica independente da Astep e um grupo de 21 funcionários se torna acionista da empresa. É aí eu tenho uma participação mais ativa. Como foi a trajetória da empresa, que é conhecida por ser pioneira em várias tecnologias? Além dessa área de backoffice, começamos a trabalhar em projetos tão diferentes como a despoluição do Lago Paranoá até o sistema integrado de transporte do Recife. Nesse grupo de 21 pessoas, havia uma parcela diversificada de consultores, conhecedores de vários tipos de tecnologias e técnicas diferentes, o que fez com que nos aproximássemos desses projetos, tendo o diferencial, para a época, de usar o suporte de um computador. No Recife, nessa época, todas as linhas de ônibus ligavam um bairro ao Centro. Se você quisesse ir de Casa Amarela para Boa Viagem, tinha que sair de Casa Amarela, ir para o Centro e pegar outro ônibus para ir a Boa Viagem. Se você saísse de Camaragibe para Olinda, teria que ir para o Centro do Recife e, de lá, para Olinda. Desenvolvemos um projeto com uma pesquisa de origem e destino, investigando de onde as pessoas vinham e para onde queriam ir. Em cima disso, montou-se um modelo matemático processado no computador que determinou quais seriam as linhas mais propícias para o Recife ter. Criamo um sistema entre bairros, entre cidades da região metropolitana, racionalizando o transporte público e que praticamente criou a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) que, até hoje, é a gestora do sistema de transporte subordinada ao Consórcio Metropolitano de Transporte Urbano. Trabalhamos também com sistemas bancários, em parceria com uma empresa de Blumenau. Desenvolvemos e aperfeiçoamos o sistema de controle de contas correntes porque nessa época não havia o teleprocessamento, era tudo feito no

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Concurso UFRJ provas 2022 Foto Divulgacao

Prefeitura do Recife realizará concurso público com 390 vagas para Emlurb e URB

Projeto de Lei que cria o concurso para as novas contratações já está em tramitação na Câmara Municipal e o edital deverá ser lançado já no primeiro semestre do próximo ano Com o objetivo de fortalecer a prestação do serviço público bem como sua continuidade, o prefeito do Recife, João Campos, encaminhou à Câmara Municipal Projeto de Lei para a criação de quadro próprio de servidores municipais. Os novos cargos, que somam um total de 390 vagas e serão elegíveis por meio de concurso público a ser anunciado já no primeiro semestre do próximo ano, são direcionados à Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e da Autarquia de Urbanização do Recife (URB).  O primeiro passo para o lançamento do edital para o concurso é a aprovação do Projeto de Lei (PL) pelos vereadores da capital. O PL encaminhado pela Prefeitura do Recife também prevê a instituição do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos (PCCV) das duas instituições. Com o chamamento para as provas previsto de ter o edital publicado no primeiro semestre de 2023, com todas as regras, condições e prazos estabelecidos, a Prefeitura do Recife visa qualificar o quadro de servidores das duas autarquias de forma definitiva considerando a importância dos serviços de obras e de zeladoria da cidade que são a essência do trabalho prestado pela Emlub e URB.   “Fizemos um exercício muito grande de captação de operação de crédito e de aumento da nossa capacidade de investimento. Agora vamos ter nossa capacidade operacional ampliada na cidade. E é por isso que a gente precisa aumentar também a nossa capacidade de trabalho, de realizar projetos, de fazer vistorias e de realizar auditoria”, esclarece o prefeito João Campos sobre a realização do concurso. Para ambas autarquias municipais, o PL prevê concurso para: Analista Administrativo; Analista de Gestão Contábil; Analista de Gestão Administrativa (Administrador, Psicólogo, Economista, Assistente Social e Bibliotecário); Analista de Gestão Social (Assistente Social, Psicólogo e Sociólogo); Analista de Obras e Projetos (Arquiteto, Engenheiro Civil, Engenheiro Eletrônico, Engenheiro Elétrico, Engenheiro Agrônomo, Engenheiro Florestal, Engenheiro de Segurança do Trabalho); Analista de Tecnologia da Informação; Analista Jurídico e Analista Técnico (Edificações, Segurança do Trabalho, Tecnologia da Informação, Administração, Contabilidade, Topógrafo, Arquivista, Desenhista Cadista, Geoprocessamento, Ambiental e Eletrônico).CONTRATAÇÃO TEMPORÁRIA – Mesmo com a realização do concurso público previsto para um futuro próximo, a gestão do Executivo Municipal, ainda em setembro deste ano, autorizou a contratação temporária de 170 profissionais a serem distribuídos entre a Emlurb, URB e o Gabinete de Projetos Especiais. O decreto de nº 35.960 leva em consideração a carência de pessoal especializado, principalmente na área fim, que vem impactando nos resultados dos trabalhos, bem como na execução de novos projetos a serem implementados para atender às demandas de gestão do interesse público. A decisão tem impacto diretamente ligado aos anseios da sociedade por melhorias na infraestrutura e urbanização ordenada do Recife. Os 170 profissionais deverão tomar posse de seus respectivos cargos até o final do próximo mês de dezembro e cada um desses novos contratos terá duração de um ano com prorrogação máxima por mais um.

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consciencia negra racismo

Marcha da Consciência Negra ocupa ruas e avenidas do Recife hoje (22)

Mobilização tem como proposta pedir o fim da violência e um basta ao preconceito racial Povos de terreiros, ativistas, pesquisadores e representantes de comunidades negras periféricas da capital pernambucana participam, nesta terça-feira, 22, de uma marcha alusiva às comemorações do mês da Consciência Negra. O ato, que promete ocupar ruas e avenidas do Recife, está programado para iniciar a partir das 17h. A concentração será em frente a escultura de Zumbi dos Palmares, localizada na Avenida Dantas Barreto (Pátio do Carmo), na região central da cidade. Lá, os grupos de afoxés Omô Nilê Ogunjá, Yle de Egbá e Nação do Maracatu Porto Rico, farão uma saudação a Zumbi de Palmares, homenageando toda luta e resistência do povo negro. A mobilização, que tem como intuito pedir o fim da violência e o basta ao preconceito racial, é fruto do projeto da produtora cultural, Jaqueline Araújo, aprovado no edital de apoio da Prefeitura do Recife, por meio do Sistema de Incentivo à Cultura ( SIC). A ação também tem a parceria da União dos Negros Pela Igualdade Racial (UNEGRO) e do Movimento Negro Unificado (MNU), e da Terça Negra. O cortejo deve percorrer cerca de 2 km, em direção ao Pátio de São Pedro, no Bairro de Santo Antônio, no Recife. Ao longo da caminhada, grupos de afoxés, vestidos com suas roupas e entoando cantos aos seus ancestrais, prometem chamar atenção do público. “Será um momento importante para resiginicar a luta do povo negro. Como sabemos, vivemos uma época na qual o racismo e a violência contra os povos de terreiro atentam contra a diversidade do povo brasileiro”, relata a produtora da marcha, Viviane Alves. Ao final, como forma de simbolizar o ato, os artistas pernambucanos, Valdi Afonjah e Isaar – apresentam, um show inédito, fruto de uma turnê realizada na África, no início deste mês. A ideia é que a programação se some as atividades da Terça-feira Negra, coordenada pela Secretaria de Cultura do Recife. Antes da caminhada, as entidades realizaram uma audiência pública na Câmara Municipal do Recife, com início previsto para às 15h. A programação terá a participação produtor-executivo do ato e representante da OSCIP Diálogos, Edilton Euclides de Lima; do Gerente de Igualdade Racial da Prefeitura do Recife, Marcelo Diniz; presidenta do Movimento Negro Unificado de Pernambuco, Marta Almeida; presidenta da UNEGRO – PE, Érika Waléria. Também participam do encontro a presidenta da União de Negras e Negros Pela Igualdade, Elza Maria Torres da Silva; e da Mãe Elza de YEMỌJÁ, que atua junto à rede de articulação da Caminhada de Terreiros de Pernambuco. A sessão será presidida pela poetisa, escritora e ativista cultural, vereadora Cida Pedrosa (PCdoB). Este ano, o evento tem como tema central: “Os desafios do povo negro no contexto social.” A ideia é que os participantes apresentem novas propostas que contribuam para políticas e serviços destinados a superar as desigualdades raciais.

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COP27: presidente eleito cita “combate sem trégua” a crimes ambientais

(Da Agência Brasil. Foto: Ricardo Stuckert) O presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu “combater sem trégua” os crimes ambientais no país, ao discursar na Conferência das Partes (COP27). Para atingir esse objetivo, voltou a citar a criação do Ministério dos Povos Originários, além de fortalecer as organizações de fiscalização e sistemas de monitoramento ambientais. “Esses crimes afetam sobretudo os povos indígenas. Por isso vamos criar o Ministério dos Povos Originários, para que eles próprios apresentem propostas de governo que garantam, a eles, paz e sobrevivência. Serão eles os primeiros parceiros, agentes e beneficiários de um modelo de desenvolvimento local”, disse ao comentar a possibilidade de essas comunidades usarem riquezas naturais para produzirem medicamentos e outros produtos não danosos ao meio ambiente. Lula também citou investimentos na transição energética do país para fontes eólica, solar, biocombustíveis e, também, para a produção de hidrogênio verde, combustível 100% renovável que tem despertado cada vez mais o interesse de outros países. Cooperação internacionalO presidente eleito deu o tom de como será seu governo, a partir do ano que vem: “Quero dizer que o Brasil está de volta para reatar os laços com o mundo; para ajudar novamente a combater a fome no mundo; e para cooperar com os países mais pobres, sobretudo da África e da América Latina”, disse Lula. “A frase que mais tenho ouvido dos líderes mundiais com quem tenho encontrado é: ‘o mundo sente saudade do Brasil’”, disse o presidente eleito. “Voltamos para uma nova ordem pacífica de diálogo, multilateralismo e pluralidade. Para um comércio justo e pela paz entre os povos”, acrescentou. Lula então voltou a defender a necessidade urgente de mecanismos financeiros para remediar perdas e danos causados em função da mudança do clima. “Não podemos adiar esse debate. Não podemos continuar nessa corrida rumo ao abismo”. Ele reiterou a proposta feita mais cedo, de o Brasil, por meio de um estado amazônico, sediar a COP30, em 2025, e convidou os países sul-americanos a se reunirem para discutir “de forma soberana o desenvolvimento integrado da região com responsabilidade social e climática”. O presidente eleito também defendeu uma reforma da Organização das Nações Unidas (ONU), de forma a se adequar a um mundo já distante do contexto de sua criação. “Não é possível que a ONU seja dirigida sob a mesma lógica da geopolítica da Segunda Guerra Mundial”, disse. “O mundo e os países mudaram e querem participar mais, e precisamos de uma governança global, sobretudo na questão climática. Se tem algo que precisa de governança global é a questão ambiental. Precisamos de fórum mundial para isso. É com esse objetivo que eu voltei a me candidatar, e é por isso que falo que voltei não para fazer o mesmo, mas para fazer mais”. Emergência climáticaAo discursar na Blue Zone, área da Organização das Nações Unidas (ONU) na CO27, o presidente eleito comentou as consequências decorrentes das mudanças climáticas, que atingem todos os países. Entre os efeitos, citou os tornados e tempestades tropicais cada vez mais frequentes nos Estados Unidos; os incêndios e os fenômenos meteorológicos na Europa; e as secas e enchentes que têm afetado o Brasil. Citou também os prejuízos causados a países pobres. “Apesar de ser o continente com menor taxa de emissões, a África vem sofrendo efeitos climáticos extremos. A elevação dos níveis dos mares poderá ser catastrófica para os egípcios do Delta do Nilo”. “Países insulares estão ameaçados de desaparecer. A emergência climática afeta a todos, embora seus efeitos sejam mais percebidos entre os mais pobres”. Para corroborar a argumentação, Lula disse que 1% dos países – no caso, os mais ricos – emitem 30 vezes mais gás carbônico do que os menos desenvolvidos, e que isso contribuirá de forma significativa para fazer com que o aumento da temperatura se intensifique ainda mais, impossibilitando o cumprimento do que foi acordado em edições anteriores da COP. “Por isso, a luta contra o aquecimento é indissociável da luta contra a pobreza, e por um mundo menos desigual e mais justo”, acrescentou ao lembrar que a segurança climática está diretamente relacionada à proteção da Amazônia sul-americana – motivo pelo qual assumiu o compromisso de “não medir esforços” para zerar o desmatamento deste e de outros biomas brasileiros. Lula reiterou a importância de que todos os participantes da conferência das partes cumpra acordos feitos em edições anteriores do encontro: “não podemos ficar prometendo e não cumprindo porque seremos vítimas de nós mesmos”, acrescentou ao lembrar dos compromissos feitos na COP15, de Copenhague em 2009, na qual os países mais ricos se comprometeram a destinar, a partir de 2020, US$ 100 bilhões por ano para ajudar os menos desenvolvidos a enfrentarem a mudança climática. “A minha volta é também para cobrar o que foi prometido”, complementou. AgronegócioSobre a agricultura, Lula disse que a meta de seu governo será a de uma produção com equilíbrio, sequestrando carbono e protegendo a biodiversidade, com aumento de renda para agricultores e pecuaristas. “Estou certo de que o agronegócio será um aliado estratégico na busca de uma agricultura regenerativa e sustentável, com valorização da tecnologia no campo. Há vários exemplos exitosos de agroflorestas no Brasil. Temos conhecimento tecnológico para isso, de forma a não desmatarmos um metro sequer. Este é o desafio que se impõe aos brasileiros e demais países produtores de alimentos”, disse ao reiterar o propósito de reduzir a fome no Brasil e no mundo. Segundo ele, o resultado das eleições mostraram que os brasileiros fizeram uma escolha pela paz, pelo bem-estar, pela sobrevivência da Amazônia “e, portanto, pela sobrevivência do nosso planeta”. “A todo momento o planeta nos alerta de que precisamos uns dos outros para sobrevivermos e que, sozinhos, estamos vulneráveis à tragédia climática. Ignoramos esses alertas gastando trilhões em gueras que só trazem morte, enquanto 900 milhões de pessoas não têm o que comer”. “Entre 2030 e 2050, o aquecimento global poderá resultar em 250 mil mortes a mais ano por doenças decorrentes do calor excessivo, e o impacto econômico desse processo é estimado entre

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recife reino unido

Prefeitura do Recife e Governo Britânico ampliam parceria com foco na educação

(Da Prefeitura do Recife | Foto: Alessandro Potter) A Prefeitura do Recife e o Governo Britânico renovaram o Memorando de Entendimento (MoU) – assinado em 2019. Originalmente, o documento estabeleceu a cooperação e intercâmbio de experiências e informações sobre temas tais como Cidades do Futuro; Mobilidade Urbana e Transportes; Inovação e Tecnologia; Infraestrutura; Comércio e Investimentos. Agora, foram acrescidos – Equidade de Gênero e Diversidade; e Clima, Sustentabilidade e Meio Ambiente. A vice-prefeita, Isabella de Roldão, recebeu, na sede da Prefeitura,  o vice-chefe da Missão Diplomática do Reino Unido no Recife, Christopher Wright; a cônsul interina do Reino Unido no Recife, Larissa Bruscky, para realizar a renovação. Um termo de cooperação técnica também foi assinado para a distribuição de material didático e capacitações. “A pauta basilar da sustentabilidade começa pela igualdade de gênero, ela é base para tudo o que vai ser construído pela frente. A gente ter igualdade de gênero no secretariado é muito importante. Essa diversidade é que traz a possibilidade de entender esse mundo que é complexo demais. A gente precisa unir forças, ninguém se salva sozinho; em relação à pauta da sustentabilidade, não adianta fazer a tarefa de casa só. Precisamos socializar conhecimento e fazer com que esse conhecimento seja acessível para todo mundo. Que bom que a gente renova o memorando por mais três anos”, destacou Isabella de Roldão durante o encontro. Na ocasião, Christopher Wright lembrou que a parceria entre o Reino Unido e o Recife já é antiga. “Recife é um dos nossos principais parceiros aqui no Brasil. O consulado tem um time de peso aqui. Temos um longo histórico de cooperação em relação à inovação, clima e cidades inteligentes. Queremos continuar juntos e ajudar o Recife a atingir os seus objetivos. Somando esforços para promover sustentabilidade, Direitos Humanos, paz, empoderamento das mulheres e inclusão”, afirmou ele. A cônsul interina do Reino Unido no Recife, Larissa Bruscky, falou da importância da renovação do memorando e reforçou que sustentabilidade e crescimento econômico andam juntos. “Essa renovação do MoU é um marco muito importante assim como a inclusão de duas áreas que são importantes para o consulado e para o Recife. A capital pernambucana foi uma das primeiras a assinar o Race to Zero, então a gente quer estar junto nesse caminho pela descarbonização da cidade. E o Reino Unido é destaque e pioneiro na redução das emissões desde os anos 1990. Quando o Reino Unido reduziu em 42% as emissões de gases carbônicos foi quando a sua economia cresceu em ⅔”, disse. Também participou do encontro a head de Operações do UK-Brazil Tech Hub, Gabriela Figueiredo. Da Prefeitura do Recife, estiveram presentes a Secretária da Mulher do Recife, Glauce Medeiros, e o Secretário de Meio Ambiente do Recife, Carlos Ribeiro. SKILLS FOR PROSPERITY – Durante o encontro, também foi realizada a assinatura do termo de cooperação entre a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Educação do Recife, e o Governo Britânico para o Skills for Prosperity. O programa britânico tem alcance global e distribui gratuitamente materiais didáticos para ensino de inglês. Além disso, disponibiliza capacitações onlines da língua estrangeira para professores. No Recife, o material didático será distribuído para os anos finais na rede pública, alcançando aproximadamente 40 escolas.

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Restaurantes do Centro levam sabor e conceito de cozinha saudável ao festival REC’n’Play

O polo gastronômico funcionará nesta quinta (17) e sexta (18), das 10h às 20h, na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio (Da CDL Recife) Seis restaurantes do Centro do Recife foram escolhidos pelo Recentro para participarem do Festival da Boa Comida, que acontecerá durante o REC’n’Play, no Bairro do Recife. O polo gastronômico funcionará nesta quinta (17) e sexta (18), das 10h às 20h, na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio. Os estabelecimentos levarão, entre outros, pratos e iguarias da culinária regional, além de cardápios a partir de produtos agroecológicos e com o conceito de cozinha saudável. São eles: Boi Voador, Café do Mercado, Duque Café, O Buraquinho, Vapor e São Pedro. Segundo o diretor da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Recife), Ivson Santos, além da importância na participação do maior festival de tecnologia e inovação do Nordeste, a presença dos estabelecimentos no evento também servirá de vitrine para mostrar diferenciais que a região central do Recife tem e está disponível a quem quer degustar sabores e se alimentar com opções de qualidades variadas. A programação do evento envolve ainda palestras, concurso de gastronomia onde o público escolherá por votação o melhor prato. O polo terá ainda um café e uma feira agroecológica, com produtos fornecidos diretamente de produtores familiares.

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Recentro reúne Festival da Boa Comida no Polo de  Ecologia Urbana no Rec’n Play

Nos dias 17 e 18, das 10h às 20h, na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, público poderá participar de palestras e discussões sobre agricultura urbana, segurança alimentar, agroecologia e outros temas. Festival contará com 6 restaurantes O comportamento das pessoas nas grandes cidades tem impacto no meio ambiente. E quando se trata do consumo de alimentos, ter fornecedores locais diminui o uso de combustíveis fósseis no transporte dos produtos, no tempo e qualidade dos víveres e na mobilidade nos centros urbanos. Essas e questões como agricultura urbana, segurança alimentar, agroecologia, resiliência climática, economia criativa e outros temas serão debatidos, nos dias 17 e 18 deste mês, das 10h às 20h, no Polo Ecologia Urbana, na Praça da Independência. Em paralelo, o público poderá usufruir do Festival Boa Comida, oferecendo opções alimentares baseadas na alimentação sustentável. O evento, organizado pelo Gabinete do Centro do Recife, faz parte da programação do festival Rec’n Play, que ocorre de 16 a 19 deste mês, no Recife. Entre as atividades do Polo Ecologia Urbana estão o Festival da Boa Comida e o Ponto Recentro, que funcionarão na Praça da Independência. O Ponto Recentro ocorrerá dentro de uma arena geodésica, que abrigará debates, palestras, reuniões técnicas e rodas de diálogo. Uma arena montada na praça abrigará o polo gastronômico, com o festival da Boa Comida e que terá a participação de seis restaurantes do centro da cidade: Boi Voador, Café do Mercado, Duque Café, O Buraquinho, Vapor e São Pedro. Os estabelecimentos trabalharão com cardápio diferenciado a partir de produtos agroecológicos. Haverá um concurso de gastronomia onde o público escolherá por votação o melhor prato. O polo terá ainda um café e uma feira agroecológica, com produtos fornecidos diretamente de produtores familiares.  O Polo Ecologia Urbana é um experimento inédito e audacioso que valoriza processos regenerativos e inclusivos de transformação urbana. A estrutura tem a intenção de fortalecer a gestão territorial integrada do centro da cidade. A iniciativa terá duas comitivas internacionais convidadas que participarão das atividades: de Nantes, cidade-irmã francesa do Recife, com 17 integrantes, e de Medellín, na Colômbia, com oito representantes. A arena geodésica contará também com o Palco da Boa Comida, que terá o momento das receitas dos chefs Yuri Machado, do Restaurante Ca-Já; Antônio Nogueira (confeitaria) e Adriana Borges (Unibra). Os especialistas ensinarão receitas regionais de sucesso e seus truques e segredos. No espaço ocorrerão também rodas de diálogo como o tema a “Cultura como Ferramenta de Transformação Territorial” e apresentações artísticas, como Som na Rural, Maracatu Oxum Mirim, Afoxé Oyá Alaxé, Mestre Lucas e Coco de Herança, Bloco das Ilusões, Reisado Imperial, Em Canto e Poesia.  O Festival da Boa Comida visa o fortalecimento do turismo, da gastronomia, da identidade local e da economia criativa do centro do Recife.  POLO ECOLOGIA URBANA – O Polo Ecologia Urbana é uma iniciativa colaborativa desenvolvida pela Prefeitura do Recife, por meio do Gabinete do Centro do Recife e da Secretaria Executiva de Agricultura Urbana, da Agência Recife de Inovação e Estratégia (ARIES), da Universidade Católica de Pernambuco, C.E.S.A.R e Porto Digital, e que tem como principal objetivo promover ações e debates sobre o processo de regeneração urbana do Centro e da cidade do Recife. Confira a programação completa do festival: Quinta-feira (17/11) POLO PALCO DA BOA COMIDA Lançamento Gincana dos eletrônicos nas escolas do Recife – 10h Palestra EMPETUR – 11h Histórias da agricultura agroecológica – 12h Palestra – Circuito digital da poesia: o metaverso cultural pernambucano – 13h Roda de diálogo – A cultura como ferramenta de transformação socioterritorial – 14h Receitas dos chefs: Yuri Machado (Ca-já), Antônio Nogueira (confeitaria) e Adriana Borges (Unibra) – 15h Som da Rural – 17h Afoxé Oxum Mirim – 17h30 Afoxé Oyá Alaxé – 18h Mestre Lucas e Coco de Herança – 19h Performance no Recife – Molhando as palavras de João Cabral – 20h POLO GEODÉSICA  Roda de diálogo – Governança territorial do centro: instâncias de participação cidadã Recentro – 10h30 Debate-oficina: Inteligências do centro e pelo centro: que interações e ações? – 13h30 Apresentações das gerências do Recentro – 15h30 POLO ESTANDE DA SEAU Oficina Agroecológica: Plantas medicinais e seu bom uso – 10h Oficina agroecológica: Minhocário doméstica – 11h Oficina Agroecológica: A compostagem contribuindo para o clima do planeta – 14h Oficina Agroecológica: O fantástico mundo das abelhas nativas na cidade – 15h Oficina Agroecológica: Controle de insetos nas plantas – 16h POLO ARMAZÉM DO CAMPO Reunião técnica: Agenda de ações e políticas públicas de apoio às ferias agroecológicas do Recife – 10h Roda de diálogo: A fome e a segurança alimentar na era do metaverso – 14h Café Agroecológico: O sagrado, a agroecologia e a tecnologia na agricultura urbana – 16h Celebração: Lançamento do selo e do prêmio de boas práticas agroecológicas – 18h POLO GASTRONÔMICO  Almoço: Café do Mercado, Boi Voador, Duque Café, O Buraquinho, São Pedro e Vapor Cozinha Afetiva – das 13h às 15h Jantar: Café do Mercado, Boi Voador, Duque Café, O Buraquinho, São Pedro e Vapor Cozinha Afetiva – das 17h às 20h POLO FEIRA AGROECOLÓGICA Exposição das associações rurais e organizações do campo: Agroflor (Bom Jardim), Assim (Lagoa de Itaenga), Terra e Vida (Igarassu), Aprau (Goiana), Amaterra (Gravatá), Mocotó (Vitória de Santo Antão), Armazém do Campo, Cooperativa de Palha de Arroz, Coletivo Chié do Entra, Cooperativa das Minhoqueiras/CPP e Cefomp – das 10h às 18h Sexta-feira (18/11) POLO PALCO DA BOA COMIDA Palestra EMPETUR – 10h Palestra: Olha! Recife – roteiros afetivos e ocupação urbana do centro – 11h Histórias da agricultura agroecológica – 12h Roda de diálogo: Pacto para regeneração social do centro – 13h Arena periférica: Juventudes, periferia e cultura – Movimento Brega Funk como potência, oportunidade e sustentabilidade – 15h Bloco das ilusões – 17h Ciranda Bela Rosa – 18h Em canto e poesia – 19h POLO GEODÉSICA  Oficina: Desenho coletivo de cidade – urbanismo para todos(as) – 10h30 Bate-papo: Bora pernambucar – política de promoção dos destinos turísticos – 13h Palestra: Política urbana no Recife e declarações de

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RECnPlay

REC’n’Play está de volta e começa nesta quarta (16)

Evento gratuito será realizado no Recife Antigo com mais de 600 atividades gratuitas e shows. As inscrições seguem abertas para todos os públicos. O REC’n’Play está de volta e vai ocupar o Bairro do Recife entre os dias 16 e 19 de novembro. O maior evento de tecnologia e inovação do Nordeste e um dos maiores do Brasil chega à quarta edição com atividades gratuitas de educação, negócios, experiências e entretenimento. Aberto a participantes de todas as idades, o evento gratuito é um Carnaval do Conhecimento que promove a reocupação do Recife Antigo pelo recifense e por participantes de todo o País. As inscrições são gratuitas e já podem ser realizadas no site www.recnplay.pe. Realizado pelo Porto Digital e Ampla Comunicação, o REC’n’Play tem como princípio ocupar o centro histórico do Recife e conectar os participantes com a experiência do ambiente de inovação do parque tecnológico por meio de quatro eixos temáticos: Tech, Cidades Inteligentes, Economia Criativa e Empreendedorismo. Ao longo dos quatro dias de evento, as atividades contemplam especialistas e público geral, trazendo palestras, debates, shows, rodadas de negócios, instalações artísticas, experiências tecnológicas e muito mais. O REC’n’Play 2022 terá mais de 600 atividades distribuídas em 23 prédios, além de ruas e praças do Bairro do Recife e Santo Antônio. O evento também marca a chegada de imóveis reabilitados e em processo de recuperação, como o Edifício Chanteclair. Entre os destaques da programação cultural haverá uma homenagem aos 30 anos do Movimento Manguebeat, shows para o público infantil e troças carnavalescas, trazendo de volta o espírito do Carnaval ao Recife Antigo. “O REC’n’Play volta a ser realizado depois dessa pausa de dois anos por conta da pandemia de Covid-19. É um grande momento de troca de conhecimentos e experiências, totalmente gratuito, e com palestrantes de reconhecida expertise nacional e até internacional que demonstram a importância do Recife para o Brasil e mesmo o mundo”, comenta o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “O maior orgulho que a gente tem, na Ampla, é de ser co-realizador do maior evento de tecnologia e inovação do Brasil. E isso é algo que traz toda uma renovação de marca e trabalho. E agora, depois da pandemia, podemos retomar esse grande evento junto com o Porto Digital”, aponta o co-presidente da Ampla Comunicação, Queiroz Filho. Para participar das atividades do REC’n’Play, os interessados deverão se inscrever no site do evento. Essa inscrição será unificada, valendo para toda a programação, no entanto, a participação em cada atividade dependerá da lotação das salas, seguindo o critério de ordem de chegada. Já os shows e atividades abertas nas ruas não precisam de inscrição prévia. ManguebeatO movimento Manguebeat, que completa 30 anos de criação em 2022, tem um espaço todo especial na quarta edição do REC’n’Play. Entre as atrações musicais estão confirmadas as apresentações de Otto, Isaar e a banda Mundo Livre S.A, além do show da banda Edun Ará Sangô, vencedora do Festival Let’s Play. O evento ainda contará com uma trilha de conteúdo escolhida a dedo pelo produtor cultural Paulo André e pela cantora e filha de Chico Science, Louise França. Entre as atividades previstas constam oficinas, lançamentos de livros, exibição de filmes que trazem conexão com o movimento, além de bate-papos com artistas da época. Conectividade gratuitaOs participantes e visitantes do REC’n’Play poderão se conectar à internet gratuitamente. A Um Telecom, em parceria com a Vagalume, será responsável pela instalação de pontos de conexão em 75 locais, sendo 44 em prédios onde ocorrerão as programações e outros 31 externos, com oferta de Wi-Fi. Serão disponibilizados links dedicados de fibra óptica, com velocidade de 300 Mbps. Parceiros de conteúdoA programação do REC’n’Play 2022 é construída também por importantes parceiros de conteúdo como CESAR, CESAR School, Hospital das Clínicas, Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Insper, Instituto LED, Instituto de Governança Corporativa (IBGC), Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), Prefeitura do Recife, Sebrae, Senac e Sesc. Com amplo espaço na programação, a Prefeitura do Recife irá participar com iniciativas como: Festival de Celebração da Boa Comida, Feira Credpop, Conecta Recife, EITA!, Investe e muitas outras. Pela primeira vez, o REC’n’Play cruza as pontes e ganha o bairro de Santo Antônio com atividades promovidas pelo Recentro, comitê gestor criado pelo poder executivo municipal para revitalizar a área central da cidade. O CESAR, por sua vez, através do seu braço de ensino, o CESAR SCHOOL, levará ao evento toda a sua expertise em educação inovadora e o futuro do mercado de trabalho a partir de uma série de aulas, palestras e debates que abordarão temas como metaverso, design, programação, comunidades digitais e muito mais. Os principais destaques são as trilhas “CESAR School para inspirados” e “CESAR School para inquietos”. O CESAR oferecerá dois hackatons: o Maratona da Inovação e o Hacklabs. O Senac e a Casa Zero também são presenças certas no REC’n’Play. Elas integram a programação, levando desfile, bate-papos, jogos, aplicativos e ampla agenda de palestras e oficinas sobre Moda, Tecnologia, Artes e Gastronomia. Um dos destaques será o desfile de moda “Pierre Cardin e o Movimento Manguebeat” na passarela da Casa Cor PE, no edifício Chanteclair. Ainda no rol das atividades, há construção de miniaplicativos com scratch, voltado para o público infantil. O Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE) e a Faculdade Tiradentes vão comandar a Arena de Drones, que vai ocupar o Boulevard Rio Branco. A ideia é proporcionar ao público vivenciar, na prática, a experiência de pilotar um drone. Diversão e atividades também não vão faltar nos Polos do Sesc, que vão ocupar a Capitania dos Portos e o Boulevard Rio Branco. Além das oficinas de brincadeiras esportivas e com material sustentável, a programação vai contar com recreação esportiva e de lazer, ações de bem-estar, jogos temáticos, atividades musicais e de dança, bem como orientação nutricional e vacinação contra a Covid e gripe. O Sebrae, outro importante parceiro do Carnaval do Conhecimento, vai ocupar o prédio Apolo 235, onde os participantes vão conferir diversas atividades com temáticas relacionadas ao ecossistema de inovação nas áreas de saúde,

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Pierre Lucena porto digital

Queremos levar o jovem de periferia para o Porto Digital

Nesta semana, entre os dias 16 e 19, ruas e prédios do Bairro do Recife voltam a abrigar a programação do Rec’n’Play, depois de dois anos suspenso por causa da pandemia. O evento realizado pelo Porto Digital é uma oportunidade para assistir a palestras e participar de atividades diversas sobre tecnologia, economia criativa, cidades inteligentes e empreendedorismo, além de muitos shows. Afinal, esta edição do festival faz uma homenagem aos 30 anos do manguebeat. Até a garotada poderá se divertir com oficinas de robótica e apresentação do Mundo Bita. Além de proporcionar essa interação dos recifenses com os temas abordados no evento, a realização do Rec’n’Play tem um objetivo estratégico: trazer o jovem da periferia da cidade para conhecer o Porto Digital. Nesse contato, ele poderá vislumbrar que o setor de tecnologia oferece a oportunidade de um futuro de sucesso. “Vivemos um contrassenso, a cidade tem um terço dos jovens desempregados e há vagas sobrando na área de tecnologia”, lamenta o presidente do Porto Digital Pierre Lucena. Nesta conversa por videoconferência com Cláudia Santos, ele fala do esforço da entidade para incluir a população de baixa renda na área de TI, um setor que, segundo analistas, pode ter seu desempenho comprometido por falta de capital humano. “Vamos crescer muito mais rápido, incluindo as pessoas”, alerta Lucena, que também abordou na entrevista o impacto da pandemia sobre os negócios e as perspectivas com a eleição de Raquel Lyra e Lula. Como será esta edição do Rec’n’Play? No Rec’n’Play em 2019 fiz questão de fazer o evento crescer, trazendo nomes conhecidos como Gustavo Franco, Luciano Huck, Caco Barcellos, para furarmos a bolha de tecnologia e trazer a periferia do Recife para o Porto Digital. Fomos bem sucedidos, tivemos 35 mil inscritos, no anterior foram 14 mil. O objetivo do Rec’n’Play é criar uma espécie de imaginário pró-Porto Digital no Recife, pró-tecnologia, pro-economia criativa. Nesta edição vamos tratar de tecnologia, cidades inteligentes, economia criativa e adicionamos o tema do empreendedorismo. Estamos fazendo uma homenagem ao manguebeat que completou 30 anos. A parte de conteúdo acontece durante o dia e, à noite, a parte de entretenimento. No sábado faremos o Dia Kids, com oficinas na rua de pintura e de robótica para as crianças e vai ter, novamente, um show do Mundo Bita, que é a empresa mais famosa do Porto Digital. A abertura será na quarta-feira à noite, no Chanteclair, na rua mesmo, com a participação da Rural de Roger e Renato L fazendo discotecagem em homenagem ao manguebeat. Na quinta e na sexta-feira, o show será na Praça do Arsenal. Na quinta temos Almério e Bione e, na sexta, Mundo Livre e Otto. No sábado, com financiamento da Prefeitura do Recife, terá a apresentação de blocos de Carnaval. Quais serão as atrações das palestras? Entre os convidados estão André Trigueiro, da Globo News, que fala de cidades sustentáveis, Thiago André que faz um podcast muito bom chamado História Preta e Ademara Barros, atriz pernambucana do Porta dos Fundos. Terá uma trilha do Insper (Instituto e ensino e Pesquisa, o Impa (Instituto de Matemática Pura e Aplicada) também terá uma trilha e vai trazer pessoas da Olimpíada de Matemática Nacional, além da UFPE, C.E.S.A.R. School, Sebrae, Senac, Movimento LED, da Globo, todos também terão uma trilha. Vamos ter experiências, como uma arena de drones na rua, o Senac está com um espaço muito legal que vai funcionar na Casa Zero, o Itaú vai ficar no Paço do Frevo, com muito conteúdo para fintech. Haverá muitas atividades sobre cidades, como as que foram planejadas por Francisco Cunha (arquiteto e presidente do Conselho de Administração da ARIES – Agência Recife de Inovação e Estratégia, e colunista da Algomais). Teremos mais de 600 atividades, oficinas, palestras, debates, workshops. Mas, como disse, queremos levar o jovem da periferia para dentro do Porto Digital. O setor estava crescendo, mas com pessoas dentro do perfil tradicional: jovem de classe média, branco e homem. Só temos uma saída para o Recife: melhorar a renda média da população e só se consegue fazer isso se incluirmos as pessoas de baixa renda no jogo. Senão, vamos reproduzir o que Gunnar Myrdal chamava de “o princípio da causação circular cumulativa”. Gunnar estudou o negro americano e observou que ele era pobre e continuava pobre porque comia menos e estudava nas piores escolas. Aquele ciclo de pobreza foi sendo reproduzido entre as gerações e isso não é diferente no Recife e no Brasil. Por isso, estamos voltados para a formação. De que forma o Porto Digital atua para essa inclusão? Veja, vivemos um contrassenso, a cidade tem um terço dos jovens desempregados e há vagas sobrando na área de tecnologia. Por isso, montamos, em 2019, cursos co-branding com instituições como a Universidade Católica, o Senac, a Unit. Fazemos para as universidades a estrutura curricular de cursos de graduação tecnólogos, de dois anos de meio, de sistemas para internet e análise e desenvolvimento de sistemas. Uma das disciplinas é realizada dentro do Porto Digital, é uma residência, onde o aluno, durante um semestre, participa de um squad (equipe formada por profissionais de diferentes áreas que trabalham em conjunto para entregar soluções inovadoras). O aluno vai aprendendo na prática. O programa já tem 1.400 alunos, é mais do que o Centro de Informática, da Federal. Apesar de contar com muitos alunos, faltava incluir a população da periferia. Na eleição de 2020, propusemos aos candidatos que a prefeitura pagasse para incluir essas pessoas. Quando João Campos assumiu, ele topou e deu até nome ao programa, Embarque Digital, e passou a pagar o curso para 600 novos alunos por ano. O projeto está dobrando o número de formados na cidade com pessoas que vieram de escola pública e metade são negros ou pardos. São jovens talentosos que não tinham oportunidade e tiveram uma boa nota no Enem porque é preciso que a seleção seja por mérito. Programação é uma área que requer um conjunto formal de conhecimentos. Não adianta você contratar alguém que não teve uma boa

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