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Brasil, Indonésia e Congo unem-se para preservar florestas tropicais

(Da Agência Brasil) O Itamaraty informou que os três países detentores das maiores florestas tropicais do mundo – Brasil, Indonésia e República Democrática do Congo – firmaram uma aliança para preservação do bioma. O anúncio foi feito pelo Ministério das Relações Exteriores. O texto final do comunicado conjunto pode ser consultado aqui. O comunicado foi firmado em Bali, na Indonésia, por representantes do Ministério do Meio Ambiente do Brasil, do Ministério Coordenador para Assuntos Marítimos e Investimentos da República da Indonésia e do Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da República Democrática do Congo. A criação da aliança tinha sido anunciada no último dia 7, no Egito, durante a COP27, a conferência das Nações Unidas sobre mudanças climáticas. A iniciativa é consequência de tratativas iniciadas durante a COP26, em Glasgow, Escócia, que tiveram continuidade na reunião de ministros do Meio Ambiente do G20, em agosto, em Bali, e aprofundadas durante a pré-COP, em Kinshasa, em outubro passado. O objetivo da coalizão é valorizar a biodiversidade dos países e promover remuneração justa pelos serviços ecossistêmicos prestados pelas três nações – especialmente por meio de créditos de carbono de floresta nativa. A aliança sinaliza para a comunidade internacional que o tema da conservação e uso sustentável desse ativo ambiental deve ser capitaneado por aqueles que detêm as principais florestas do mundo. Em agosto, durante reunião bilateral entre os ministros Joaquim Leite, do Brasil, e Luhut Binsar Pandjaitan, da Indonésia, o Ministério do Meio Ambiente apresentou políticas ambientais desenvolvidas ao longo dos quatro últimos anos, como protagonismo na criação do mercado global de carbono, na COP26, o decreto que estabelece o Mercado Brasileiro Créditos de Carbono, o Programa Metano Zero e o Programa de Pagamento por Serviços Ambientais Floresta+. Na ocasião, o representante da Indonésia reconheceu a liderança do Brasil e mencionou que as boas práticas brasileiras poderiam ser replicadas em seu país e na República Democrática do Congo. Pandjaitan reafirmou ainda o desejo de oficializar a criação do grupo, dessa aliança entre os três maiores detentores de florestas tropicais. O anúncio foi feito pelo secretário de Clima e Relações Internacionais do Ministério do Meio Ambiente, Marcus Henrique Paranaguá, e pelos vice-ministros da Indonésia e da República Democrática do Congo. “Estamos muito felizes em anunciar esse acordo no qual temos trabalhado duro desde o ano passado. Os ministros dos três países reconhecem a importância de cuidar das maiores florestas tropicais do mundo”, afirmou Paranaguá.

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1ª Expo Preta terá a presença da fundadora do Movimento Black Money, Nina Silva

Empreendedora considerada Mulher Mais Disruptiva do Mundo participa no dia 17/11 de bate-papo durante abertura de evento dedicado ao afroempreendedorismo, que contará também com Manoela Alves, do Instituto Enegrecer, e shows de Toni Garrido e Barbarize. Mostra busca fortalecer a representatividade de empreendedores negros e negras no espaço do shopping Para promover a reflexão sobre os desafios enfrentados na construção de uma sociedade com igualdade racial, no mês da Consciência Negra, o RioMar e o Instituto JCPM de Compromisso Social (IJCPM) trazem ao Recife a fundadora do Movimento Black Money, Nina Silva. Considerada a Mulher Mais Disruptiva do Mundo pela Women in Tech Global Awards 2021, a afroempreendedora participará, no próximo dia 17/11, às 18h, do encontro que marca a abertura da 1ª Expo Preta. Dedicada a incentivar o potencial criativo e fortalecer a representatividade de empreendedores negros e negras no espaço do shopping, a mostra segue até o dia 20/11, no piso L3 do mall, com 18 estandes de produtos e serviços, além de painéis de conteúdo e atrações culturais. Um dos objetivos da Expo Preta, o estímulo ao empoderamento através da autonomia financeira também está na base da inspiradora plataforma criada por Nina Silva. O Movimento Black Money conecta afroempreendedores e consumidores negros, promovendo a circulação de recursos monetários dentro da própria comunidade e entre pessoas e empresas comprometidas com a diversidade. A iniciativa nasceu da necessidade de contrapor, com inovação, as limitações impostas pelo preconceito. “Apesar de representarem 56% da população brasileira, 53% dos empreendedores e consumirem cerca de R$ 1,8 trilhão ao ano, negras e negros ainda estão longe dos espaços de poder e recebem salários mais baixos”, destaca Nina, que sentiu na pele as desigualdades de raça e gênero, apesar do currículo repleto de qualificações e da experiência em liderar grandes equipes em multinacionais do setor de tecnologia. É essa trajetória pessoal e a jornada para promover oportunidades à frente do Movimento Black Money que Nina compartilhará com o público, convidado a enriquecer a discussão com perguntas e experiências de enfrentamento à desigualdade racial. O bate-papo, mediado pela apresentadora de TV Maristela Niz, ainda conta com Manoela Alves, diretora executiva do Instituto Enegrecer, afroempreendimento voltado a promover governança corporativa antidiscriminatória, apoiada nos pilares de inovação, diversidade e sustentabilidade. Advogada e sócia-fundadora da Banca Azevêdo e Alves (especializada em Compliance Antidiscriminatório e Due Diligence em Direitos Humanos), mestra em direito, professora de direito constitucional e secretária adjunta da OAB/PE, Manoela faz da educação antirracista, seja nas empresas, seja na universidade ou nas instituições em que atua, uma ferramenta de transformação social. “Não há como se falar em democracia sem uma perspectiva interseccional de equidade de gênero e raça, pois só podemos atingir a plena eficácia dos direitos fundamentais quando a mulher negra tiver lugar nos espaços de poder e saber”, afirma. O Encontro Expo Preta ainda brindará a plateia com performance do Barbarize. Formado por Bárbara Vitória e YuriLumin, o grupo musical e multiartístico tem fortes referências do afrobeat, afropop e afrotrap, utilizando uma comunicação visual pulsante para expressar os anseios da juventude preta e periférica e potencializar o território da favela. O multiartista e ativista antirracismo Toni Garrido e banda encerram a noite, com um show vibrante que reúne os grandes sucessos da sua carreira. Os ingressos já estão à venda por R$ 15 (meia entrada) e R$ 30 (inteira), na bilheteria do teatro ou através do site https://uhuu.com. MOSTRA DE AFROEMPREENDEDORISMO A Expo Preta é fruto do reconhecimento do potencial afroempreendedor existente nas comunidades do Pina, Brasília Teimosa e Ilha de Deus, no entorno do shopping, onde o RioMar e IJCPM atuam. Exceto a abertura, toda a programação é gratuita e ocorrerá nos dias 18, 19 e 20 no Piso L3, das 12h às 22h, na sexta e no sábado, e das 12h às 21h, no domingo. Participam da Expo Preta 18 afroempreendedores de segmentos diversos, como moda, saúde, beleza, bem-estar, artes, música e gastronomia. Miqueline Batista, 27 anos, é uma das expositoras. Proprietária do espaço de beleza A Famosinha das Tranças, a empreendedora de Brasília Teimosa vai levar para a Expo Preta todas as técnicas que aprendeu com a mãe e a avó, além daquelas que desenvolveu por conta própria desde os 12 anos. “A feira será uma oportunidade inovadora de divulgar o nosso trabalho, expandir o público e desfazer visões limitadas sobre a trança, permitindo muitas trocas. Estou super animada”, diz Miqueline, que montou seu empreendimento depois de criar uma conta no Instagram. Pela qualidade do serviço oferecido, o negócio alcançou grande repercussão e se espalhou no boca a boca e no post a post da clientela. A empreendedora, que já foi aluna de quatro cursos do IJCPM, conta que deixou o emprego assalariado para se dedicar à trança, atividade hoje responsável pelo sustento da sua família. PAINÉIS E DEBATES Como a proposta também é promover conscientização, empoderamento coletivo e conexões que estimulem a economia gerada pelo afroempreendedorismo, ainda há uma intensa agenda de painéis, oficinas e atrações culturais. Na sexta-feira (18/11) em especial, Dia da Juventude, a programação é inteiramente voltada para esse público, com atuação de 20 Jovens Embaixadores da Expo Preta, que serão incentivados a divulgar as atividades nas suas redes sociais para visibilizar e multiplicar o conhecimento, especialmente entre pessoas que vivem nas comunidades. Programação: Dia 1718h – Abertura para o público do Encontro Expo PretaBate-papo com Nina Silva, fundadora do Movimento Black Money, e Manoela Alves, CEO do Instituto Enegrecer, além da apresentadora de TV Maristela Niz. Shows do Grupo Barbarize e de Toni Garrido. Dia 1812h – Abertura da mostra / DJ Giva14h30 – Painel I – Educação em Tech – Afro Futuros para educação e trabalho (Cláudio Nascimento /Paloma Saldanha)15h30 – Apresentação cultural (Alaka)16h – Oficina – Dá pra Empreender na Cultura! Aspectos legais do empreendedorismo cultural (José Vitor)17h30 – Apresentação Cultural (Maracatu Nação Porto Rico)18h – Painel II – Diversidade e Juventude no Afroempreendedorismo (Jarda Araújo / Rafaella Gomes)19h Apresentação Cultural (Vixtor Hunters)Dj Boneka Dia 1912h – Abertura da mostra / DJ Vilão

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Porto de Suape recebe prêmio por certificações socioambientais

Em meio a uma semana marcada por esforços do governo estadual na Justiça contra a atracação de um rebocador que transporta casco de um porta-aviões no Porto de Suape, com riscos ambientais e operacionais, a estatal pernambucana conquista mais uma premiação internacional, ocupando o segundo lugar entre os três portos públicos do Brasil com maior número de certificações. Há menos de um mês, a empresa recebeu outra honraria no exterior, desta vez concedida pela Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA), na Flórida (EUA), ao trabalho desempenhado no monitoramento do ambiente estuarino da região, que tem a preservação do cavalo-marinho como referência. A solenidade desta semana ocorreu durante o Congresso Internacional de Desempenho Portuário (IX Cidesport), evento promovido pela Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul), em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e com a Universidade de Valência, na Espanha. O congresso, que busca, entre outros objetivos, estimular a discussão sobre o desempenho do setor portuário, a partir da perspectiva da comunidade científica e dos profissionais que atuam na gestão dos portos, começou na quarta-feira (9) e será encerrado nesta sexta (11), no Majestic Palace Hotel, em Florianópolis, capital catarinense. “O nosso objetivo é garantir a eficiência do Porto de Suape, que opera 24 horas por dia, durante os 365 dias do ano, criando mecanismos para que o complexo seja sustentável e repleto de oportunidades. Ficamos imensamente felizes pelo reconhecimento ao nosso atracadouro”, afirmou o diretor-presidente de Suape, Francisco Martins. Na premiação ocorrida em Florianópolis, o Porto do Itaqui (MA) ocupou o primeiro lugar e o terceiro foi para o Porto São Francisco do Sul (SC), ambos com quatro e duas certificações, respectivamente. O troféu e o certificado foram recebidos pela coordenadora certificação e de Meio Ambiente da estatal portuária, Rafaella Viana. “É com imensa satisfação que recebo essa certificação em nome de todos os colaboradores de Suape, que não pouparam esforços para chegarmos aqui. Atualmente, contamos com a ISO 14001, ISO 16001 e a ISO 9001. Hoje, temos inúmeros motivos para celebrar”, ressaltou a gestora, durante a solenidade. MAIS PRÊMIOSO Porto de Suape também foi um dos vencedores do Prêmio Antaq em Prol da Governança Socioambiental. Dos cinco primeiros colocados, o atracadouro pernambucano foi selecionado com o programa Carbono Zero e com projeto Selo Terminal Amigo do Oceano, sendo o primeiro o vencedor do prêmio. A cerimônia aconteceu na noite de quinta-feira (10), no Clube Naval, em Brasília. O complexo industrial tem área de 13,5 mil hectares, das quais 59% do território é destinado à preservação ambiental, dentro da Zona de Preservação Ecológica (ZPEC). “As premiações nacionais e internacionais reforçam o compromisso de Suape com as boas práticas ambientais, sociais e de governança (ESG, sigla em inglês) e com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), da qual Suape é signatário”, enfatizou o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti. Além da honraria concedida este ano, a Associação Americana de Autoridades Portuárias (AAPA) agraciou a estatal pernambucana, em 2021, com o prêmio Lighthouse Awards, na categoria Mitigação (Melhoria Ambiental), pelo Projeto de Restauração Florestal na Zona de Preservação Ecológica e pelo acordo de cooperação com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A organização representa cerca de 130 autoridades portuárias do continente americano e fomenta iniciativas que ajudam a promover os interesses comuns de seus parceiros e a criar valor econômico e social para as comunidades em que estão inseridos. A solenidade de premiação ocorreu em Austin, no Texas (EUA).

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Reputacao e Valor Compartilhado. Autoras Elisa Prado e Tatiana Maia Lins. Editora Aberje. Credito Tatiana Nolla

“Reputação e Valor Compartilhado” será lançado na Livraria Jaqueira amanhã (12)

O livro Reputação e Valor Compartilhado – Conversas com CEOs das empresas líderes em ESG”, das autoras Tatiana Maia Lins e Elisa Prado, será lançado no Recife amanhã (12), das 16h às 19h na Livraria Jaqueira do Paço Alfândega. Neste livro, publicado pelo selo editorial da Associação Brasileira de Comunicação Empresarial – Aberje, as especialistas de comunicação corporativa Tatiana Maia Lins e Elisa Prado realizam uma série de entrevistas com CEOs das empresas de melhor reputação no Brasil em cada área, uma contribuição para as lideranças corporativas no Brasil e na América Latina. Para compor o quadro de entrevistados, foram escolhidos os CEOs das empresas líderes de reputação nos Rankings Merco – As Empresas Mais Responsáveis ESG no Brasil, divulgados em 2021 e 2022. Foram entrevistados, no total, 12 CEOs, além de Luiza Helena Trajano, por ser a executiva de melhor reputação no país de acordo com o Ranking Merco. São eles: Marcelo Oromendia (3M); Roberto Funari (Alpargatas), Jean Jereissati (Ambev); Malu Nachreiner (Bayer); Gustavo Werneck (Gerdau); Fábio Coelho (Google); Milton Maluhy Filho (Itaú Unibanco); João Paulo Ferreira (Natura); Marta Díez (Pfizer); Walter Schalka (Suzano); Rafael Chang (Toyota); e Christian Gebara (Vivo). “Queríamos entender o nível de consciência dos CEOs de diversos setores da economia sobre as vantagens competitivas trazidas pela reputação para atrair talentos, consumidores e investidores”, destacam as autoras. A autora Tatiana Maia Lins, consultora em Reputação Corporativa e fundadora da Makemake, estará no Recife para o lançamento e acentua que, antes da pandemia, a reputação de uma instituição era formada pela qualidade de seus produtos e serviços, por sua atuação ética, pelo ambiente interno de trabalho, pelo cuidado com o meio ambiente e por suas ações sociais, muitas vezes pontuais. “Nos últimos meses, o componente da geração de valor compartilhado com todos os stakeholders ganhou ainda mais força nesta equação e já é uma realidade na agenda de CEOs, gerando profundas transformações culturais nas empresas”, explica. “Reputação e Valor Compartilhado hoje fazem parte da agenda dos CEOs das maiores empresas do Brasil e do mundo. O Capitalismo de Stakeholders veio para ficar e quanto mais rápido for adotado, maior serão as chances de sucesso da instituição.” O livro pode ser adquirido no site https://www.aberje.com.br/produto/reputacao-e-valor-compartilhado/ (impresso) ou  https://www.amazon.com.br/Reputa%C3%A7%C3%A3o-Valor-Compartilhado-Conversas-empresas-ebook/dp/B0BHXD1FWF (e-book).

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“A cultura impacta o PIB em 2,5% e tem que ser tratada como estratégica em qualquer governo”

Uma das áreas que mais enfrentou revezes na pandemia, a cultura também amarga uma certa invisibilidade dos benefícios econômicos que proporciona e das riquezas que gera. Essa visão, segundo o produtor João Vieira Júnior, sócio da Carnaval Filmes, começa a se modificar. Para demonstrar o tamanho do setor cultural, ele se baseia num estudo da Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro), que revelou um contingente de 935 mil profissionais criativos empregados formalmente e uma participação de 2,5% no PIB nacional. “O que é muito mais significativo do que a contribuição da indústria farmacêutica ou automobilística”, ressalta. João Vieira Júnior tem trabalhado com vários nomes que deram ao cinema pernambucano e brasileiro um destaque internacional, como Cláudio Assis, Hilton Lacerda e Karim Aïnouz, e participado de produções como Tatuagem, Céu de Suely, Estou me Guardando pra Quando o Carnaval Chegar. Nesta semana foi lançado Paloma, filme que a Carnaval produziu, dirigido pelo diretor Marcelo Gomes (o mesmo de Cinema, Aspirinas e Urubus) e ganhador do Festival do Rio. Nesta conversa com Cláudia Santos, ele analisa o impacto no audiovisual da pandemia e das fake news sobre as leis de incentivo à cultura, e aponta as perspectivas do setor. Quais as dificuldades enfrentadas pelas produtoras do audiovisual no País? Antes de responder, gostaria de colocar algumas coisas interessantes que aconteceram este ano, como esta entrevista para a Algomais, revista que é uma antena dos negócios do nosso Estado. O fato de que eu, um produtor de cinema, esteja conversando hoje com a Algomais, é uma mudança que se operou lentamente. Ou seja, começa a haver a percepção dos gestores, das pessoas que geram riquezas, dos pensadores, dos economistas sobre o impacto econômico do setor cultural, a chamada economia criativa. Talvez, a pandemia tenha contribuído para isso. Existem estudos da ONU (Organização das Nações Unidas) apontando que a participação do setor cultural no PIB mundial chega de ser 7% e isso é uma coisa muito expressiva. No Brasil, enfrentamos a ausência de dados porque não aconteceu o Censo mas a Firjan (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) revela que, no País, o impacto da cultura sobre o PIB é de 2,5%. O que é muito mais significativo do que a contribuição da indústria farmacêutica ou automobilística, por exemplo. Sem contar que a distribuição dessa riqueza produzida pelo setor cultural é muito mais pulverizada por todos os Estados. Os estudos da Firjan, de 2021, revelaram que 935 mil profissionais criativos estavam formalmente empregados no setor cultural, o que equivale a 70% de toda a mão de obra que atua na indústria metalmecânica brasileira. Nos créditos finais de Bacurau, obra premiada de Kleber Mendonça, há uma frase informando que aquele filme gerou 800 empregos diretos e indiretos. Trata-se de um setor importante que produz riqueza material mas, também, riqueza simbólica que é incalculável porque inclui a nossa língua, o nosso jeito de pensar, o nosso jeito de vestir, de comer, de sonhar, de desejar. É a cultura que dá ao brasileiro a singularidade dele em relação ao resto do mundo. Então, o setor tem que ser tratado de forma estratégica, dentro de qualquer plano de governo, porque a cultura emprega, faz sonhar e é a indústria mais limpa também. Como produtor, sou o responsável pelo financiamento e pela realização de uma obra, tenho de analisar as condições, a partir do tamanho da minha empresa e do conhecimento da minha participação dentro do mercado. Devo analisar se posso empreender o tamanho daquela obra, se ela vai custar R$ 2 milhões, R$ 3 milhões, R$ 5 milhões. Uma obra cinematográfica, mesmo quando é de baixo orçamento, ela é muito cara, mas tem alto índice de empregabilidade: o ator tem que estar vestido e são necessários costureiras, figurinistas, maquiador, material de consumo para produzir essas roupas. Os atores estão dentro de um cenário que pode ser natural mas, também, pode ser uma casa numa zona rural que você alugou de uma pessoa, ou um sítio, material como tintas foram comprados, você trouxe pessoas de diferentes lugares, contratou alimentação, alugou veículos, comprou combustível, consumiu hospedagem para 70 pessoas. O ideal de uma empresa produtora de filmes é que, enquanto está desenvolvendo um projeto, ela possa estar filmando outro ou cuidando do lançamento de um terceiro para que tenha sempre um volume, uma capacidade para operar no mercado. Às vezes, você pode conseguir algum recurso público estadual mas, geralmente, os filmes de longa-metragem captam dinheiro federal, às vezes internacional, por meio das coproduções. Acima de tudo os empreendedores culturais, especialmente os do cinema, são investidores do Estado. Por exemplo, quando faço uma coprodução com um filme, cujo orçamento pode chegar a R$ 5 milhões – e ele não tem nenhum investimento local do Funcultura – posso dizer que essas empresas que estão envolvidas nesse filme, estão naquele momento sendo investidoras porque estão atraindo negócios para o Estado. Como você encara as críticas às leis de incentivo à cultura? Recentemente, fui convidado por um grupo de advogados para conversar com eles sobre a legislação audiovisual brasileira, porque eu me sinto numa missão constante e ininterrupta de desfazer a enxurrada de fake news a que os agentes culturais brasileiros foram submetidos nos últimos anos. Por exemplo, a Lei Rouanet é muito equilibrada, exige prestação de contas rigorosíssima, possibilita o acesso ao patrocínio dos agentes culturais no País inteiro. Um segmento da população criou distorções sobre essa lei e a força da fake news chegou a criminalizar de alguma forma os artistas. E aí, aparece a pandemia, as pessoas ficam presas em casa consumindo os produtos criativos, audiovisuais, fonográficos, o tempo inteiro. Houve uma alta demanda, mas uma produção muito baixa, porque foi o setor mais afetado, já que a cultura é um trabalho muito coletivo, que reúne muitas pessoas, além de ser um dos setores mais penalizados em investimento público dos últimos quatro anos. É um setor que foi criminalizado e perseguido. Qual o impacto da pandemia no setor? Houve um aquecimento com o streaming, com a Netflix,

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Pernambuco recebe a Conferência Nacional da Unale

Encontro é considerado o maior evento parlamentar da América Latina (Da Secretaria de Turismo de Pernambuco) A Arena de Pernambuco irá sediar, hoje (9), amanhã (10) e no dia 11 de novembro, o maior encontro legislativo de parlamentares do Brasil. Essa será a 25ª edição do evento, que é promovido pela União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale). As palestras reunirão políticos do Brasil e do mundo. Com a temática “Rumo ao Parlamento do Futuro”, o evento terá conferências com temas variados sobre as principais questões do cenário nacional e internacional envolvendo política, empreendedorismo, economia, saúde, turismo, educação, segurança, sustentabilidade, entre outros. Entre os participantes, parlamentares, assessores, servidores legislativos, ministros, especialistas, técnicos, delegações internacionais e estudantes. Os eventos simultâneos terão início na manhã da quarta-feira (9) e seguirão até o final da tarde. A cerimônia de abertura está marcada para às 19h, com a presença de políticos de todo o Brasil e do mundo. Entre os nomes confirmados no evento estão o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema. SERVIÇO: Evento: Unale Data: 9, 10 e 11 de setembro Local: Arena de Pernambuco

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Porto do Recife 3 Mayara Cavalcanti

Porto do Recife recebe três navios de cruzeiro em novembro

(Do Porto do Recife – Foto: Mayara Cavalcanti) Hoje (8), o Porto do Recife recebe a maior embarcação desse início de Temporada de Cruzeiros 2022/2023. Trata-se do AIDASOL com 2.787 passageiros e horário previsto de chegada às 10h. Serão três navios de cruzeiros apenas no mês de novembro.  O segundo navio será o VIKING JUPITER com 1.480 passageiros e horário previsto de chegada às 8h no dia 23. O terceiro é o COSTA FAVOLOSA no dia 30, às 13h, com 4.497 passageiros. A temporada foi iniciada no dia 30 de outubro e segue até 18 de abril do próximo ano. Para receber os visitantes, o Porto do Recife tem atuado em parceria com a Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, a Empetur, a Prefeitura do Recife, a Secretaria de Defesa Social, a CTTU, a Guarda Municipal e a CIATUR. Por meio do Governo de Pernambuco, da Secretaria de Turismo e Lazer e da Empetur, o Terminal Marítimo de Passageiros recebeu nova adesivação, tornando-o ainda mais atrativo para os visitantes. “O turista de cruzeiros é muito estratégico para Pernambuco e com uma série de ações coordenadas nosso objetivo é encantá-lo para que possa aproveitar o tempo livre na capital pernambucana ou retornar em outro momento para curtir outras opções de roteiros turísticos em todo o Estado”, afirma a secretária de Turismo e Lazer de Pernambuco, Milu Megale. No primeiro semestre deste ano, o Porto do Recife passou por uma obra de dragagem e poderá receber navios de maior calado em frente ao Terminal Marítimo de Passageiros. O local está apto a embarcações de até oito metros de calado e 150 metros de comprimento. 

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Shoppings de Pernambuco já se preparam para o natal

A maioria dos shoppings pernambucanos já começaram os preparativos para as festividades natalinas. Confira abaixo as promoções e os destaques de decoração. Shopping Recife apresenta Natal do Harry PotterO centro de compras estará vestido com uma das sagas literárias mais famosas do mundo para o Natal: Harry Potter. A partir de 6 de novembro, o Recife entra para a história dos “potterheads” ao se tornar o primeiro shopping do Brasil a receber a decoração oficial licenciada inédita pela Warner Bros. Na Praça de Eventos, o público entrará no mundo de Wizarding World com cenários instagrameáveis e interativos do castelo de Hogwarts, Grande Salão Comunal, Cabana do Hagrid, escritório do Dumbledore e dar um pulinho na estação King Cross para tirar uma foto imitando a cena do filme em que os bruxos atravessam a parede para a plataforma 9 3/4. Além disso, será possível lançar um Patrono na Floresta Proibida. “Ao longo de tantos anos resolvemos trazer para a capital pernambucana uma decoração impactante e inédita por aqui. Estamos apostando em uma franquia de sucesso, com um dos filmes de maior audiência dos últimos tempos para proporcionar um Natal inesquecível para as famílias. Além disso, várias outras atrações estarão espalhadas pelo mall”, destaca a gerente de Marketing do Shopping Recife, Fabiola Azevedo. Para complementar tudo isso, o Shopping Recife também recebe a loja oficial temática do Harry Potter, com cerca de 100 produtos licenciados e exclusivos, que serão ótimas dicas de presentes para este fim de ano. Sucesso de público desde a estreia no dia 1º/10, o Beco Secreto – Escola de Magia também se soma ao conjunto de atrações para a época, ganhando novas datas na agenda até dezembro. No espaço, amantes do universo bruxo poderão participar de uma experiência imersiva. Ao todo, o Shopping Recife investiu cerca de R$ 4 milhões na edição 2022 do seu Natal. A expectativa é que durante o ciclo natalino, o mall receba cerca de 4,2 milhões de pessoas. RioMar Recife celebra Natal Especial de 10 Anos do shopping O RioMar Recife traz para o Natal 2022 um projeto multipropriedade inédito no Brasil, licenciado Disney e Pixar, que reúne 4 (quatro) universos e seus personagens em um cenário lúdico: Mickey e Minnie, Frozen, Carros e Monstros S.A. Cenários interativos, espaços sensoriais, histórias memoráveis, ambientes instagramáveis, holografia, games e personagens em 3D prometem emocionar crianças e adultos. Para acessar os cenários, o público fará um tour especial guiado por atores profissionais com figurino exclusivo de cada “universo”. Com o tema “Celebrando a Magia” no cenário deste ano, instalado na Praça de Eventos 1, a árvore master atingirá 20 metros de altura e estará elevada acima de uma construção com 4 (quatro) universos. A abertura do Natal acontece no dia 4 de novembro a partir das 19h, no estacionamento externo do empreendimento, em um espaço reservado perto da entrada principal, com acesso gratuito. A programação contará com cenas de Natal e interação com o público interpretada por elenco especial de atores profissionais, traduzindo o encantamento do Natal. Na sequência, haverá um concerto natalino executado por mais de 50 músicos integrantes da Orquestra Cidadã. Durante o mês de novembro e dezembro estão programadas apresentações especiais com orquestras, quartetos musicais e presença de duplas de músicos circulando pelos cenários, trazendo repertório especial de clássicos natalinos. Haverá também apresentações de diversos corais ”Vila da Felicidade” é tema do Natal do Shopping Patteo OlindaUma vila cheia de encantos, magia e alegria, onde as famílias se encontram para celebrar o Natal. Essa é a proposta da decoração natalina deste ano do Shopping Patteo Olinda, que traz o tema “Vila da Felicidade”, que pretende proporcionar a todos os visitantes momentos de diversão e boas lembranças para as família. O grande destaque da decoração fica na Praça de Eventos do centro de compras e tem como elemento central uma árvore de Natal gigante. “Buscamos trazer sempre para os nossos clientes uma decoração mágica e lúdica que representa o espírito das festas de final de ano e que convida as famílias a celebrarem juntas essa data tão especial e repleta de alegria”, afirma Rebeca Amado, gerente de Marketing do Shopping Patteo Olinda. A decoração de Natal do centro de compras será aberta ao público no dia 07 de novembro. Já no dia 12 de novembro, haverá a abertura oficial, a partir das 17h, com parada musical natalina e a chegada do Papai Noel. Entre os dias 7 e 9 de dezembro, haverá apresentações natalinas de escolas de Olinda. Corais natalinos também se apresentam, entre os dias 15 e 16 de dezembro. Para 2022, a expectativa do Shopping Patteo Olinda é fechar o ano com um aumento de 15% no fluxo e 20% nas vendas em comparação aos resultados alcançados nos últimos anos. Natal do Shopping Tacaruna presenteia o público com uma decoração mágica e lúdica O Shopping Tacaruna presenteia o público com uma decoração natalina com o tema “Floresta do Papai Noel. Vamos semear o amor”, fazendo uma conexão entre o Natal e a natureza. A temporada natalina já foi aberta e segue até o dia 02 de janeiro de 2023. O investimento do mall para a temporada natalina é de R$ 2,3 milhões. “Nossa expectativa para este Natal é um incremento de 15% nas vendas e 10% no fluxo de clientes em relação a 2019, último Natal antes da pandemia”, informa a superintendente do Shopping Tacaruna, Sandra Arruda. O Natal deste ano do Tacaruna estará dividido em alguns espaços no mall. O primeiro deles é a Praça de Eventos cujo destaque é uma árvore de Natal principal com 10m de altura, toda decorada e iluminada com LEDs. Como novidade, essa árvore tem o tronco com casca, diferente da maioria das árvores natalinas, e dentro do tronco existe um ambiente todo iluminado com LEDs e decorado, ou seja, uma casinha dentro da árvore. Além disso, há a parte interativa com brinquedos (um mini carrossel com renas, uma casinha com escorregador, um tronco de árvore que serve como passagem e vira brincadeira), além da

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Fundador do Airbnb: “As pessoas achavam que éramos loucos, nós tivemos que fazer um monte de coisa para ganhar atenção”

Nathan Blecharczyk, co-fundador do Airbnb, contou, em palestra no Web Summit, como quase faliram em 2008 e a surpreendente ideia para salvar a empresa. Na época, o Airbnb estava começando e os fundadores acumulavam dívidas. Resolveram, então, aproveitar o clima de eleições presidenciais dos Estados Unidos para fazer um ato ousado de publicidade. Os co-fundadores, excelentes designers, produziram caixas de cereais personalizadas com ilustrações dos candidatos, Obama e McCain. A ideia era vender as caixas para divulgar a empresa. Na época, ela ainda chamava-se Airbed & Breakfast e o cereal, prato típico do café da manhã norte-americano, fazia menção ao negócio: transformar casas residenciais em hospedagem, onde o anfitrião ofereceria café da manhã para seus hóspedes. Foram feitas 1.000 caixas, cada uma comercializada por 40 dólares. O lucro dessa ideia ousada pagou as dívidas e colocou os holofotes nos fundadores. Quando alguns investidores descobriram que a startup tinha sido responsável pelas caixas temáticas, as portas do Vale do Silício foram abertas, gerando possibilidades de negócios e investimentos para o time. Pouco tempo depois, a empresa decolou. Até hoje, a criatividade está no cerne do negócio. “Nada é fácil quando você está fazendo algo novo e ninguém acredita em você. Achavam que éramos loucos de pensar que as pessoas abriram suas portas para estranhos. Nós tivemos que fazer um monte de coisa pra ganhar atenção, para nos tornar relevantes”, relembra Blecharczyk.

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Chris Anderson: “A internet está destruindo nossa capacidade de cooperar”

*Por Beatriz Braga, especial para a Algomais Um dos destaques do segundo dia de Web Summit foi a fala de Chris Anderson, curador do TED, no palco principal. Chris contou a impressionante história da maior rede de palestras do mundo. No site da organização (www.ted.com), é possível encontrar milhares de talks que vão de Michele Obama a Chimamanda Ngozi, além dos maiores cientistas, artistas e pesquisadores do nosso tempo. O TED nasceu nos anos 2000, quando um grupo de entusiastas da internet resolveu publicar os talks que aconteciam na então conferência californiana. Para surpresa dos envolvidos, as palestras viralizaram e o TED foi tornando-se uma organização sem fins lucrativos mundialmente reconhecida. O propósito: compartilhar conhecimento de forma gratuita e inclusiva. “A internet fez isso”, comemora Chris que relembra a empolgação da época. Para eles, a internet iria unir o mundo, as nações, as pessoas… “Mas eu percebi que estava errado. A internet, ao contrário disso, está aumentando a divisão de uma forma realmente terrível. Está destruindo nossa capacidade de cooperar uns com os outros” “O que aconteceu?”, ele reflete. Em sua opinião, as grandes plataformas, ou seja, instagram, facebook, tik tok, twitter, as grandes empresas de tecnologia, estão no topo do problema. Uma vez que a finalidade da tecnologia é maximizar as receitas das empresas e o engajamento do público com seus serviços e produtos, um poderoso ciclo de autoalimentação vai sendo criado. A inteligência artificial, segundo Chris, não está à serviços das pessoas, e, sim, do lucro de poucos. Chris apelou para que os líderes da indústrias estejam atentos à sua parcela de contribuição e mostrou-se preocupado com o esforço insuficiente das plataformas em “moderarem o conteúdo publicado”. Em sua opinião, a moderação não basta, é urgente transformar o design das plataformas. A indústria precisa dar ferramentas para que seus usuários possam preferir a curiosidade em vez da convicção, o diálogo em vez do texto unilateral, o tratamento em vez das ameaças e, claro, a pausa em vez do uso ininterrupto. Chris continua convicto que a internet pode melhorar a vida das pessoas, mas é necessário uma revolução para mudar os rumos da nossa história.

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