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Art Tattoo Expo 2022: Detonautas, Poesia Acústica e Shapeless se apresentam no Recife

O maior evento de tattoo e piercing do Nordeste terá ainda muita música, arte e esporte A segunda edição da Art Tattoo Expo acontecerá de 11 a 15 de novembro, no Classic Hall, no Recife e terá um formato diferente da edição anterior com uma programação musical incrível com a participação do Detonautas, Poesia Acústica e Shapeless. Além disso, a maior feira de tatuagem e body piercing do Nordeste volta com uma programação de cinco dias com batalha de MC´s, eleição de Miss, Mister e Miss Trans Tattoo, como apoio e repúdio sobre qualquer tipo de preconceito à causa LGBTQIAP+, suspensão corporal, apresentações de grupos musicais e bandas autorais durante o evento.  E mais, competições, premiações, palestras técnicas, espaço kids, campeonato e escolinha de skate. Serão aproximadamente 1.400m² de estandes, uma pista de skate com Halfpipe de 8m de comprimento, 3,5m de largura e 1,60m de altura, sendo uma estrutura em forma de U, além de um circuito de streets ocupando um espaço de 200m² e praça de alimentação com cinco opções de comidas, inclusive vegana. Nos dias 11, 12 e 14 haverá shows após o horário de programação da convenção. No dia 11, primeiro dia, a abertura fica por conta da Banda Howay que abre o show de Detonautas. Segundo o organizador do evento, Renato Araújo, “no segundo dia, teremos a Batalha da Escadaria abrindo o show do Poesia Acústica e, no terceiro dia a noite será dedicada à música eletrônica, com os DJs Momx, DJ Luna e a banda principal, Shapeless. No dia 15, além das premiações, teremos shows de bandas autorais”, explicou. O evento é para toda a família e mistura música, arte e tatuagem. Os ingressos podem ser adquiridos pela Bilheteria Digital e os valores variam entre R$ 40 e R$ 450. O evento é realizado pela Art Tattoo Produções, com patrocínio da Panta Neoskin, iPlace, Água Mineral Diamante Azul, Ateliê 0630, Medusa e apoio do Sebrae, Anvisa, Becker, Alpha Plast, TV 7, Top Cenografia, Lancetur, Cantinho da Tattoo e Boss e-bike, com apoio técnico de BIG Z TATTOO. O público pode conferir a programação e comprar os ingressos no site https://www.arttattooexpo.com.br Outras informações pelo www.instagram.com/arttattooexpo_

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“Café no Parque” oferece degustação, feirinha e atividades culturais no Jardim do Baobá

O evento marca a abertura do festival “Eu Amo Café”, que conta com a participação de 26 cafeterias do Recife, Olinda, Jaboatão e Taquaritinga  A segunda edição do festival “Eu Amo Café”, realizado pela Associação de Cafeterias de Especialidade de Pernambuco (ASCAPE), contará com um evento inédito de abertura, o “Café no Parque”. No dia 05 de novembro (sábado), das 9h às 17h, aquele cheirinho de café tomará conta do Jardim do Baobá, nas Graças, Zona Norte do Recife. Durante todo o evento, serão distribuídos, gratuitamente, cafés filtrados para o público. Haverá também feirinha de artesanato e gastronômica, além de diversas atividades culturais. Já a partir do dia seguinte, 06 de novembro, começa o festival “Eu Amo Café”, quando 26 cafeterias do Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes e Taquaritinga do Norte vão oferecer uma “Dupla dos sonhos”: um café especial harmonizado com um doce, por R$ 24,90. Assim, o “Eu Amo Café”, que vai até o dia 11 de dezembro, surgiu para trocar novas ideias e criar mais laços com os coffeelovers ao longo do ano, com a proposta de destacar o café, harmonizando com um doce. Na lista cafeterias participantes desta segunda edição: Aurora Café, Artisano, A vida é bela, Café com dengo, Café mais Prosa, Christal Café, Coffee Cube, Coffee Cube (Jaqueira e Torre), Conexão Café, Contém Café, Ernest CaféBistrô, Fridda Café (Jaboatão), GrãoCheff, Kaffe (Boa Viagem e Espinheiro), La Fuent, Lalá Café, 81 Coffee CO, O melhor cantinho da cidade, Olinda Café, Palastisi, Santa Clara (Graças e Parnamirim), Takwary (Taquaritinga do Norte), Xêro Café e Arte (Olinda) e Zoco Café (Olinda). Todas as cafeterias participantes do “Eu Amo Café” contam com baristas, que é o profissional especializado em cafés e toda sua cadeia produtiva, responsável por extrair do café as suas melhores características. E todas as “Duplas dos Sonhos” são feitas com café especial ou de especialidade (classificados assim aqueles grãos livres de impurezas e defeitos e, por isso, considerados de altíssima qualidade). “Eu Amo Café” 2022 conta com patrocínio do Koar e CoffeeBar, além do apoio da Prefeitura do Recife. Mais informações pelo Instagram @euamocafefestival.  Inscrições abertas para expositores: Interessados em expor no “Café no Parque”, podem se inscrever até o próximo dia 30/10, através de formulário online, neste link. A inscrição é para o processo de seleção das marcas e projetos que irão participar da feirinha cultural. Terão prioridade os produtos relacionados ao mundo do café. Assim, a ASCAPE fará a curadoria das marcas participantes e entrará em contato apenas com as marcas selecionadas. SERVIÇO | FESTIVAL “EU AMO CAFÉ” Abertura: Evento “Café no Parque”, no dia 05 de novembro (sábado), das 9h às 17h, no Jardim do Baobá (Graças, Recife). Período do festival: de 06 de novembro a 11 de dezembro de 2022. Valor da Dupla dos Sonhos (café + doce): R$ 24,90. Realização: Associação de Cafeterias de Especialidades de Pernambuco (ASCAPE). Informações: Instagram @euamocafefestival.     CAFETERIAS PARTICIPANTES 1.    81 Coffee CO Rua das Creoulas, 55ª, Graças, Recife | 81 99778.7140 @81coffeeco   2.    A vida é bela Rua Francisco Lacerda, 394, Várzea, Recife | 81 99405.5178 @avidaebela.cafe 3.    Artisano Rua José Higino, 212, Madalena, Recife | 81 99972.8497 @artisano 4.    Aurora Café Museu Paço do Frevo – Praça do Arsenal da Marinha, Bairro do Recife, Recife @auroracafe.recife 5.    Café com dengo Rua Desembargador Martins Pereira, 45, Rosarinho, Recife | 81 3129.9030 @cafecomdengo   6.    Café Mais Prosa  Gakeria Chalé – Rua da Hora, 284, loja 4, Espinheiro, Recife | 813048.4008 @cafemaisprosa 7.    Christal Café Rua Est. Jeremias Bastos, 266, Pina, Recife | 81 99337.6310 @chirstal.cafe 8.    Coffe Cube – Jaqueira Rua Serrita, 24, Jaqueira, Recife | 81 99650.0201 @coffeecubejaqueira 9.    Coffe Cube – Torre Mercado da Torre – Rua José Bonifácio, 747, Torre, Recife | 81 99203.3952 @coffeecubetorre 10.  Conexão Café Galeria Arco Center – Rua Tamboril, 11, loja 03, Cordeiro, Recife | 99657.0010 @conexao.cafe 11.  Contém Café Estrada de Belém, 624, Encruzilhada, Recife | 81 99400.3003 @contem.cafe 12.  GrãoCheff Rua da Hora, 497, Espinheiro, Recife | 81 3071.8384 @graocheffcafes 13.  Ernest CaféBistrô Rua do Espinheiro, 280, loha 05, Espinheiro, Recife | 81 3127.6658 @ernestcafebistro 14.  Fridda Café Rua Antônio Ferreira Campos, 4366, Candeias, Jaboatão dos Guararapes  81 99282.9133 @friddacafe 15.  Kaffe – Boa Viagem Av. Conselheiro Aguiar, 2178, loja 01, Boa Viagem, Recife | 81 3132.2555 @kaffe.tt 16.  Kaffe – Espinheiro Rua Barão de Itamaracá, 338, Espinheiro, Recife | 81 3048.4714 @kaffe.tt 17.  La Fuent Galeria Coimbra – Rua Carlos Pereira Falcão, 93, Boa Viagem, Recife 99916.4698 @lafuentcafe 18.  Lalá Rua Amélia, 470, Graças, Recife | 81 99750.2001 @lala.cafe 19.  Olinda Café Rua Tertuliano Francisco Feitosa, Casa Caiada, Olinda | @olindacafe_ 20.  O melhor cantinho da cidade Rua Azeredo Coutinho, 10, Várzea, Recife 81 99118.5552 @omelhorcantinhodacidade 21.  Palatsi Empresarial Isaac Newton (térreo) – Av. Agamenon Magalhães, 4779, Ilha do Leite, Recife | 81 97903.2646 @palastirecife 22.  Santa Clara – Graças Rua das Graças, 262, Graças, Recife | 81 3048.2233 @santaclararecife 23.  Santa Clara – Parnamirim Rua Condado, 92, Parnamirim, Recife | 81 3072.6921 @santaclararecife 24.  Takwary Rua Prof. Luís Carlos, 121, Centro, Taquaritinga do Norte | 81 99513.0099 @takwary  25.  Xêro Café e Arte Rua Cel. João Ribeiro, 53, Bairro Novo, Olinda | 81 99784.0624 @xerocafe 26.  Zoco Café Av. Carlos de Lima Cavalcante, 1828, Casa Caiada, Olinda | 81 99724.3909 @cafezoco

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“Nós, idosos, não somos um fardo. Somos um recurso para nossas famílias e a sociedade”

Num país, como o Brasil, considerado o segundo pior para se aposentar, de acordo com ranking da consultoria de investimentos Natixis, o idoso enfrenta muitas dificuldades. Porém, as soluções existem e, algumas delas são criativas e simples. Quem garante é um expert no assunto, o médico gerontólogo Alexandre Kalache, que já comprovou isso na prática. Quando foi diretor do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, ele concebeu a iniciativa Cidades Amigas do Idoso. Implantada em Nova Iorque, em 2008, teve grande sucesso ao executar medidas como aumentar o tempo dos semáforos para permitir que pessoas mais velhas pudessem atravessar as ruas. Kalache fundou a Unidade de Epidemiologia do Envelhecimento da Universidade de Londres onde também criou o primeiro Mestrado em Promoção da Saúde da Europa. Em 2022, foi agraciado com o Prêmio Zilda Arns de Direito das Pessoas Idosas, especialmente por sua mobilização internacional por meio do movimento Velhice Não É Doença, que resultou na retirada do termo “velhice” do Código Internacional de Doença. Atualmente é presidente do Centro Internacional da Longevidade e co-diretor do Age Friendly Insititute, baseado em Boston. Desde 2021 divide seu tempo entre o Brasil, Londres e Granada, onde é professor associado da Escuela Andaluza de Salud Publica. O gerontólogo esteve no Recife para realizar uma palestra no Sesc e conversou com Cláudia Santos sobre a necessidade de uma política voltada ao envelhecimento populacional, como o tema tem sido tratado nas campanhas eleitorais e as iniciativas para o idoso ter acesso a cuidadores. Uma delas, bem criativa, está sendo discutida na capital pernambucana. Num ranking de 44 países, o Brasil aparece como o segundo pior do mundo para se aposentar. Como o senhor avalia essa situação e a ausência de propostas para o idoso nas campanhas eleitorais? É lamentável que o Brasil esteja nesse ranking. A maioria do povo brasileiro que se vê hoje numa situação muito pior do que já era há 10 ou 20 anos. A população 60+ vai dar um salto; ela hoje representa 15% dos brasileiros (em torno de 33 milhões de pessoas), em 2050 chegaremos a 31%, com 68 milhões. Temos que considerar como criar condições de vida para que essa massa de pessoas chegando aos 50 ou 60 ou 70 anos, que já perderam a oportunidade de se preparar desde a infância. E não falo só em relação à aposentadoria. Uma mulher jovem, por exemplo, que não consegue formar massa óssea, vai acabar com osteoporose. Uma pessoa que não tem acesso ao SUS, que está sendo depauperado, não vai prevenir a hipertensão e daqui a 30 anos terá um derrame aos 58 anos, vai cair na dependência, o que terá custo para a família e para o governo. Estamos despreparados e não vejo nos partidos políticos ou nos candidatos uma proposta coerente de uma política para responder ao envelhecimento populacional. Não estou sendo partidário, apenas digo que o único que apresentou – porque me foi pedido para preparar as diretrizes de políticas para o idoso – foi o candidato Lula. Isso foi entregue a ele em mãos, por mim, num evento com 40 pessoas. Não era um evento político e, sim, de conteúdo. Afinal, trabalho há 47 anos nessa área, tenho 35 anos de experiência fora do Brasil, fui diretor da Organização Mundial da Saúde, quero ser útil a este País. Quais as propostas que o senhor sugeriu?A primeira está relacionada à saúde porque 83% dos idosos dependem do SUS, que temos que fortalecer por estar depauperado e não foi ainda mais depauperado porque veio a pandemia e, sem o SUS, seria uma carnificina ainda maior. Outro pilar é a aprendizagem ao longo da vida. É preciso investir, desde a criança até o velho, para que ele continue produtivo, não se torne obsoleto aos 47 anos e perca o emprego. O terceiro pilar que peço ao governo, seja ele qual for, é o direito de participar. Não adianta ter saúde, ter conhecimento e ter as barreiras colocadas por uma sociedade que é hedonista, que não gosta de velho, acha que ele deve morrer, é um fardo. O quarto pilar é que o governo proteja, ampare, dê segurança ao idoso, porque o horror do envelhecimento é não saber se você vai envelhecer com um teto, com comida na prateleira e o mínimo de dinheiro no bolso. A soma de tudo isso é que precisamos de uma cultura do cuidado, que ele não parta apenas da família que perdeu poder aquisitivo e, às vezes, depende da pensão daquele idoso. Quando idosos morreram por Covid-19, muitas famílias entraram na miséria. Não somos um fardo, somos, acima de tudo, recursos para as nossas famílias, para nossa sociedade, para as nossas comunidades. Investir no envelhecimento saudável, ativo e digno, é um motor para a produtividade do País porque enquanto eu estiver trabalhando, pagando imposto, gerando renda, dando emprego a pessoas que trabalham comigo, sou um recurso indispensável neste momento em que teremos menos jovens e vamos precisar cada vez mais de pessoas ativas e velhas. Quais as instituições que atuam em defesa da pessoa idosa? Tivemos as criações dos conselhos pela Constituição de 1988, um deles é o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa. São compostos por integrantes do governo e da sociedade civil. Existem instituições fantásticas, não estou sendo religioso, porque não sou, mas há, por exemplo, a Pastoral da igreja católica, o Rotary Club, o Lyons, as igrejas evangélicas e há, ainda, as sociedades profissionais, como a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Esses conselhos, se forem realmente paritários, alternam o poder. Sua presidência é democraticamente eleita e por dois anos é o governo quem a encabeça, nos outros dois anos é a sociedade civil. O que aconteceu em 19 de junho de 2019? O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa sofreu uma intervenção presidencial que tirou a diretoria democraticamente eleita, no caso a diretora era da Pastoral, e colocou um interventor, que não tem informação nenhuma em gerontologia, nem sobre envelhecimento,

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UFPE oferece 47 vagas para professor formador para cursos a distância

Por meio da Secretaria de Programas de Educação Aberta e Digital (Spread), a Coordenação da Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFPE divulga a realização do processo seletivo simplificado de professor formador para atuar como bolsista UAB nos cursos de bacharelado em Ciências Contábeis e de licenciaturas em Geografia, Letras-Espanhol, Letras-Português, Ciências Biológicas e Matemática na modalidade de Educação a Distância, ofertados pela UFPE. Ao todo, são oferecidas 47 vagas para professor formador e ainda haverá formação de cadastro de reserva. O candidato interessado em participar da seleção deverá possuir formação mínima em nível de mestrado e experiência de um ano no magistério superior para a função de professor formador II; ter experiência mínima de três anos como docente no magistério superior para a função de professor formador I; atender ao perfil de formação de cada curso, conforme descrito no Anexo I do edital; e ter disponibilidade de deslocamento presencial até o Polo EAD ofertante para realizações de atividades previstas quando convocado. Vagas previstas para o período de 2022.2 Cursos EAD  Número de Vagas Bacharelado em Ciências Contábeis  11 + CR Licenciatura em Geografia  7 + CR Licenciatura em Letras-Português  8 + CR Licenciatura em Letras-Espanhol  3 + CR Licenciatura em Ciências Biológicas  9 + CR Licenciatura em Matemática  9 + CR Para efetivar a inscrição, no período de 4 a 14 de novembro, tanto para docentes vinculados quanto não vinculados à UFPE, o candidato deverá apresentar conforme opção do curso, o formulário de inscrição devidamente preenchido, com os documentos completos e legíveis de identificação (frente e verso); diploma de graduação e pós-graduação (frente e verso) ou declaração de conclusão acompanhada do histórico final; declaração de tempo de docência; e o currículo Lattes atualizado e comprovado no que se refere aos itens que o candidato pretende ver pontuados. Os candidatos devem se inscrever especificando a(s) disciplina(s) que pretendem atuar por ordem de prioridade, pois a prioridade será o critério para convocação, respeitada a classificação. UAB NA UFPE – A Universidade Aberta do Brasil (UAB) na UFPE coordena e acompanha as atividades dos cursos ofertados pela Universidade no âmbito do sistema UAB; elabora as diretrizes internas e assessora os coordenadores de cursos na gestão das atividades acadêmicas e administrativas, supervisionando a implantação e desenvolvimento dos cursos a distância nos Polos de apoio presencial. Também, gerencia registros e controles de bolsistas, em conjunto com os coordenadores de cursos, além de fazer a prestação de contas dos recursos descentralizados pela UAB/Capes.

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Criados por jovens recifenses, games ajudam na prevenção e no diagnóstico de doenças crônicas

A ideia foi aliar ludicidade e conscientização para driblar causas e ajudar no diagnóstico de diabetes, hipertensão e obesidade entre crianças e adolescentes Hipertensão, diabetes e obesidade são doenças crônicas que vêm preocupando cada vez mais as famílias e os profissionais de saúde. Elas não afetam apenas as pessoas adultas ou idosas, mas também as crianças e os adolescentes. Pensando em prevenir e orientar para o diagnóstico precoce, jovens desenvolveram games para conscientização dessas doenças e os batizaram de Trunfos Diabetes.  A preocupação surgiu com a ocorrência frequente delas nessa faixa etária. Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que a prevalência de hipertensos na população pediátrica varie de 3 a 15% e que 1,1 milhão de crianças e adolescentes com menos de 20 anos apresentam diabetes tipo 1 no País.  Foi se apegando a esses números que o professor de Educação Física do Colégio GGE, Mário Duarte, resolveu contribuir para mudar não só as estatísticas como também os hábitos alimentares dos alunos. “Os alunos que criaram esses games têm entre 16 e 17 anos, e eles construíram tudo nos campos digital e analógico, sendo o digital em plataformas 2D, wordwall e no jogo roblox, e no analógico por meio de tabuleiros e cartas”, explicou.  A finalidade desses jogos é permitir que, de uma forma lúdica, esses alunos aprendam mais sobre diabetes, hipertensão e obesidade, os seus sintomas e as consequências dessas doenças, permitindo também aliar todo esse aprendizado à prática física. “A escola tem papel fundamental nessa descoberta e no processo de cuidado de crianças e adolescentes, sobretudo com o excesso de peso. Busca-se reverter esses quadros e promover o bem estar mental e melhorar a qualidade de vida deles”, disse o professor.  Duarte explica que esses games funcionam da seguinte forma: os jovens foram responsáveis por gamificar o aprendizado, montando uma série de perguntas e respostas sobre as três doenças. “O objetivo é que, ao responderem, eles busquem acertar cada vez mais e, por meio desse conhecimento, possam melhorar tanto o seu desempenho em etapas importantes da vida educacional, como o ENEM, bem como absorver tudo isso visando conhecer o próprio corpo”.  Outro ponto também analisado pelo professor é que essas atividades permitem que os alunos acompanhem a evolução tecnológica. “As startups da área da saúde vêm apostando em inteligência artificial, telemedicina e na própria internet como forma de contribuir para exames mais eficientes, cirurgias mais seguras e até medicamentos com dosagens mais precisas. Então, nada mais interessante do que colocar todos eles nesse universo”, frisou Duarte. 

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Allycats

Terminal Marítimo do Recife recebe show da banda Allycats

A banda Allycats, formada por Daniboy (guitarra e voz), Carlos Cajueiro (bateria e voz) e Josias Campos (baixo), já confirmou presença no Festival Ekaut Oktoberfest que acontece amanhã (sábado, dia 22) e domingo, dia 23, no Terminal Marítimo do Recife Antigo. O trio do Rockabilly irá se apresentar no sábado com repertório repleto de clássicos de Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Elvis Presley, passando por músicas mais contemporâneas como Michael Jackson, Bob Marley e Nirvana (tudo tocado com uma pegada Rockabilly). Participam do line-up do sábado as bandas Uptownband, Raulberto e Rodrigo Morcego.

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crianca bola

Parque da Macaxeira recebe show do Palhaço Chocolate neste sábado (22)

Atividade é promovida pelo Instituto de Gestão do Esporte e da Cultura Celebrar a infância e reunir os pequenos para uma manhã repleta de atividades. É com esse objetivo que o Instituto de Gestão do Esporte e da Cultura (IGEC), organização administrada por Eduardo Couceiro, promove o Dia das Crianças no Parque neste sábado (22). O evento, que acontece a partir das 8h30, será realizado no Parque da Macaxeira, na Zona Norte do Recife, e terá como atração principal o Palhaço Chocolate. Gratuito e aberto ao público, o Dia das Crianças no Parque também reunirá apresentações de balé infantil que prometem encantar a criançada. Além do evento, os pequenos poderão aproveitar a estrutura do Parque da Macaxeira para se divertir durante o sábado. Com dez hectares, o local oferece playground e espaços de convivência, quadras poliesportivas, campo de futebol e pista de skate. IGECQualificado como Organização Social (OS) pela Prefeitura do Recife, o Instituto de Gestão do Esporte e da Cultura é uma organização não governamental habilitada para atuar na execução de políticas públicas na área esportiva e cultural da capital pernambucana. Seu diretor executivo, Eduardo Couceiro, também atua como diretor presidente do Instituto Incentiva, responsável por eventos já consagrados no cenário esportivo estadual como a Meia Maratona Eu Amo Recife e o Hang Loose Pro Contest. SERVIÇOEvento: Dia das Crianças no Parque com show do Palhaço ChocolateData: 22/10Horário: 8h30Local: Parque da Macaxeira

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Crime Eleitoral

De olho no 2º turno: população pode ajudar a fiscalizar e denunciar crimes eleitorais

Canais de atendimento do TSE e MP Eleitoral recebem informações sobre condutas irregulares para abertura de investigação e penalidades Recebeu uma ligação de telemarketing fazendo propaganda de candidato? Ou ainda uma mensagem no WhatsApp, com uma fake news que prejudica a imagem de alguém que concorre aos cargos públicos? Pois saiba que esses são dois exemplos de crimes eleitorais e que podem ser denunciados por qualquer cidadão para o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com as campanhas para o segundo turno das Eleições 2022 em andamento, é preciso ficar ainda mais de olho para coibir os abusos, e a população pode contribuir com essa fiscalização, garantindo a tranquilidade desse processo democrático. As irregularidades são apuradas pelo Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral).  “Em tempos de redes sociais e internet, as autoridades competentes estão duplamente atentas a todo tipo de ação ou manifestação que possa infringir a lei, mas sem dúvida que a colaboração do cidadão, que em geral está mais próximo aos fatos no dia a dia, pode ajudar muito”, destaca Luís Henrique Bortolai, docente do curso de Direito da Wyden. “Atualmente, há diversos meios de denúncia, inclusive online, facilitando ainda mais esse tipo de registro”, acrescenta. O aplicativo para celular Pardal, criado pela Justiça Eleitoral, é um dos principais canais. Pode ser baixado tanto para Android como para IOS, e usado para encaminhar denúncias. Para quem tem acesso à internet, há também o portal. Segundo o TSE, somente de 16 a 23 de agosto já foram contabilizadas mais de 1.300 queixas. Outro canal, este disponibilizado pelo MP Eleitoral, é o cadastro no site. “Ao fazer a denúncia, é importante que a pessoa tente reunir o máximo de informações, incluindo prints, fotos e arquivos que ajudem a comprovar o ato ilícito”, recomenda Bortolai. “Local, data e horário também são importantes. Se houver indícios suficientes, o MP Eleitoral abrirá uma investigação e, comprovado o crime, os autores estarão sujeitos a multas, conforme o delito praticado”, diz o professor da Wyden. “O objetivo é garantir um processo eleitoral justo e correto, onde os eleitores possam exercer livremente seu direito e os candidatos, apresentar suas propostas e defender seus argumentos, de maneira clara e transparente”. Confira abaixo exemplos de medidas que são proibidas durante o período de campanha eleitoral, conforme o TSE Antes da eleição Instalar qualquer tipo de propaganda em bens e vias públicos (postes, viadutos, passarelas, paradas de ônibus, etc); Distribuir brindes como camisetas, chaveiros, bonés, canetas, cestas básicas e qualquer outro material que proporcionem alguma vantagem ao eleitor; Usar outdoors, tradicionais ou eletrônicos; Telemarketing do candidato em qualquer horário; Criar perfis falsos nas redes sociais para divulgação eleitoral; Disparos de conteúdo eleitoral em massa por qualquer ferramenta; Envio de e-mails, SMS ou WhatsApp mesmo depois que o eleitor já solicitou a remoção do seu endereço da lista de envio; Propagandas pagas no rádio ou na TV; Showmícios com artistas e eventos similares para promoção de candidato; Propagandas que contenham preconceitos de origem, etnia, raça, sexo, cor, idade, religiosidade, orientação sexual, identidade de gênero e quaisquer outras formas de discriminação, inclusive contra pessoa em razão de sua deficiência; Propagandas que implique oferecimento, promessa ou solicitação de dinheiro, dádiva, rifa, sorteio ou vantagem de qualquer natureza em troca do voto; Propagandas que busquem caluniar, difamar ou injuriar qualquer pessoa, bem como atingir órgãos ou entidades que exerçam autoridade pública; Propagandas que depreciem a condição de mulher ou estimule sua discriminação em razão do sexo feminino, ou em relação à sua cor, raça ou etnia. No dia da eleição Aglomeração de pessoas portando camisetas, bandeiras, broches e adesivos padronizados do candidato, caracterizando manifestação coletiva, até o término da votação; Uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou carreata; Arregimentação de eleitor ou a propaganda de boca de urna Divulgação de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos, podendo ser mantida a propaganda que tenha sido divulgada na Internet antes do dia da eleição; Publicação de novos conteúdos ou o impulsionamento de conteúdos na internet, podendo ser mantidos conteúdos publicados anteriormente; Derrame ou a anuência com o derrame de material de propaganda no local de votação ou nas vias próximas, ainda que realizado na véspera da eleição (derramamento de santinhos) – ou seja, nada de calçadas cobertas de papel! Distribuição de camisetas.

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Maria Eduarda

“O conservadorismo ficou ainda mais em evidência em 2022”

O cenário de primeiro turno das eleições no Brasil e em Pernambuco revelou alguns fenômenos sobre pensamento político brasileiro ao mesmo tempo que deixou muitas dúvidas para o próximo pleito eleitoral. Maria Eduarda Dourado, mestre em Relações Internacionais pela UEPB, com estudos na área das ciências políticas, analisa os resultados das urnas e aponta algumas projeções para o Governo do Estado e do País. A partir do resultado das urnas no primeiro turno no Brasil, podemos identificar o avanço do conservadorismo? Que perspectiva para futuro esse fenômeno pode trazer ao Brasil? As eleições de primeiro turno deste ano reforçaram uma tendência que já havia sido forte nas eleições de 2018, as eleições de figuras conservadoras para os diversos cargos eleitorais é um exemplo disso. No caso do Congresso Federal o conservadorismo ficou ainda mais em evidência. O Partido Liberal (PL), partido do presidente Jair Bolsonaro possui a maior bancada, com 99 parlamentares e 14 senadores. É uma composição predominantemente de centro-direita, com pautas bastante conservadoras. Porém, entendo que o comportamento conservador dos parlamentares eleitos estará diretamente ligado a quem se tornar o chefe do executivo. Ou seja, se o presidente Bolsonaro for reeleito, poderemos sim observar uma guinada conservadora no parlamento. Caso o candidato Lula seja eleito, ainda não se pode confirmar que os partidos de centro-direita farão uma oposição sistemática ao novo executivo. Em resumo, embora os partidos conservadores tenham angariado grande maioria das cadeiras do congresso e do senado, não podemos afirmar que haverá uma oposição forte caso o ex-presidente Lula vença as eleições. Sendo assim, a guinada conservadora do legislativo brasileiro dependerá de quem ocupar o novo cargo no poder executivo. A pauta moral/ideológica tomou o protagonismo da economia na decisão do voto dos brasileiros? Acredito que sim. Podemos observar isso por meio dos debates políticos que ocorreram na TV e também nas propagandas eleitorais. Partidos ligados ao do presidente Bolsonaro reforçaram elementos ideológicos e morais, apontando que a eleição do ex-presidente Lula ameaçava os valores morais da sociedade brasileira. A narrativa bolsonarista reforça que o governo do PT traria consigo pautas como legalização do aborto, do consumo de maconha e também uma suposta ameaça a religião católica e protestante. Em compensação, noto que a pauta econômica ganhou força neste segundo turno. O presidente Bolsonaro tem reforçado os resultados positivos na economia e o Auxilio Brasil em seus discursos. Além de uma forte pressão para que o candidato Lula revele o nome de quem ocupará o Ministério da Economia caso ele seja eleito. A gestão da Pandemia foi desconsiderada na decisão do voto? Havia uma expectativa que os erros na gestão trariam grande dificuldade aos representantes do Governo Bolsonaro, mas não vimos isso nas urnas. De fato, podemos indicar que sim, a gestão da Pandemia foi desconsiderada. A questão dos erros da gerencia do executivo durante a pandemia ficaram em segundo plano. Isso ficou bastante evidente no resultado das urnas em cidades do norte do país onde o presidente Bolsonaro obteve maior numero de votos, como é o caso de Manaus (AM). Na qual Bolsonaro conquistou o primeiro lugar nas urnas. Vale ressaltar que foi em Manaus onde houve a crise de oxigênio em janeiro de 2021, onde mais de 60 pessoas morreram por falta de oxigênio em todo o estado do Amazonas. Após 16 anos, o PSB não estará no governo de Pernambuco a partir de 2023. Quais as principais razões poderíamos apontar para explicar o fim desse ciclo? O ciclo do PSB em Pernambuco já estava mostrando desvantagem nas pesquisas anteriores ao primeiro turno, o que se concretizou no dia 2 de outubro. O primeiro elemento que podemos identificar é o movimento do voto útil dos pernambucanos em Raquel Lyra (PSDB), para evitar um segundo turno com Miguel Coelho e Anderson Ferreira, ambos bolsonaristas. Em Pernambuco o bolsonarismo não venceu no primeiro turno. A gestão do governador Paulo Câmara e do ex-prefeito Geraldo Júlio (principal nome a sucessão de Paulo Câmara) fez com que o próprio PSB sofresse com a alta taxa de rejeição entre os pernambucanos, foram operações da polícia federal durante a Pandemia que contribuíram para que Geraldo Júlio tivesse sua boa imagem minada por esses escândalos, o levando a uma rejeição de 60%. O voto útil agregou para o resultado do primeiro turno nesse cenário. As plataformas de governo de Raquel Lyra e Marília Arraes indicam alguma prioridade de gestão que nos permitam refletir sobre o que a vitória de uma ou de outra poderia impactar o Estado nos próximos anos? Uma das principais bandeiras levantada pela campanha da Raquel Lyra foi o combate a violência. Quando prefeita de Caruaru, Raquel angariou bons resultados na diminuição da violência, tanto no espaço rural quanto no espaço urbano de Caruaru.Já as bandeiras levantadas por Marília Arraes, são o espaço da periferia, o combate a pobreza e a desigualdade. Quanto ao impacto em Pernambuco, entendo que Marília Arraes, que já declarou apoio ao candidato Lula para presidência não terá dificuldades de diálogo caso o ex-presidente vença as eleições. Porém, caso haja a reeleição do presidente Bolsonaro, acredito que o diálogo entre Pernambuco e o governo Federal seja um desafio, visto que Marília representa uma forte oposição aos representantes bolsonaristas. Já no caso da Raquel Lyra, que até agora permaneceu neutra em relação ao segundo turno da presidência, acredito que o tom será diferente, uma vez que ela conta com apoio de Miguel Coelho, que declarou apoio ao presidente Bolsonaro. Acredito que um diálogo entre Raquel Lyra com quem vencer o segundo turno presidencial será menos desafiador. No eventual Governo Lula, o que seria diferente dos seus governos anteriores, visto que hoje vemos praticamente uma composição de frente ampla e não mais apenas de esquerda na disputa? Um novo governo Lula irá definitivamente enfrentar grandes desafios para dialogar com o poder legislativo, pois após as ultimas eleições se tornou predominantemente de uma oposição bolsonarista. Lula terá que dialogar com os partidos de centro, e possivelmente indicar representantes destes partidos para compor seus ministérios. O primeiro

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Eleições 2022: Federalismo, paradiplomacia e desafios em Pernambuco e no Brasil

*Por Tiago Lima Carvalho da Silva O avanço internacional dos entes federados brasileiros evidencia a necessidade de uma melhor compreensão desse fenômeno. Embora nas décadas de 1990 e 2000 a internacionalização das cidades tenha se consolidado e se tornado uma prática mais comum, os estados federados também têm recebido atenção por suas incursões no mundo exterior. Nesse sentido, a literatura vem desenvolvendo métodos para entender em que medida tais atividades afetam os processos decisórios, inclusive a própria política externa brasileira. A política externa pode ser entendida como uma série de ações e decisões tomadas por um determinado ator (não necessariamente um estado) em relação com outros estados ou atores externos influenciados por influências domésticas e/ou internacionais. Tradicionalmente, tem sido entendido como uma “política nacional” atuar em áreas sensíveis como a integridade territorial e a soberania nacional. No entanto, a política externa de um país deve representar uma síntese de interesses diferentes e muitas vezes conflitantes. Esse caráter constitutivo da política externa a torna propensa a mudar de acordo com o governo da época e a estar vinculada a outras esferas de governo e até mesmo à sociedade. No Brasil, o Itamaraty considera que a política externa tem uma tradição histórica relativamente contínua, que remonta à época do Barão Rio Branco. No entanto, a presidência de Jair Bolsonaro abandonou essa tradição. Em 2019, várias declarações polêmicas do governo federal foram alarmantes e responsáveis pela erosão da imagem internacional do Brasil. As ações diplomáticas realizadas por Ernesto Araújo parecem seguir o que Lima e Albuquerque (2019) chamam de “estratégia do caos”. O objetivo das atividades de política externa é manter a lealdade e a agitação do eleitorado do atual presidente. No entanto, em um contexto de questionamento da validade da agenda de política externa proposta pelo governo Bolsonaro, as ações e atividades internacionais de entes federativos sugerem caminhos para atingir determinados objetivos. Destaca-se, assim, um possível ponto de virada na paradiplomacia do Brasil, que em particular tem se mostrado complementar à política externa do país, pelo menos desde a redemocratização. Partimos da hipótese de que um tom menos conciliador e progressivamente radical adicionado à agenda utilizada na chamada “nova política externa brasileira” entre janeiro de 2019 e março de 2021 exacerbaria os desequilíbrios federais e prejudicaria os governos locais, portanto, as eleições de 2022 são de fundamental importância para a futura formulação da política externa do país. 2. A PARADIPLOMACIA NO BRASIL A paradiplomacia, também conhecida como diplomacia paralela, é um termo que teve sua origem e desenvolvimento através do acadêmico Panayotis Soldatos (1990) para designar a relação de entes subnacionais – no caso brasileiro, estados e municípios – no ambiente internacional, visando a promoção de seus interesses. Originalmente, a paradiplomacia foi estudada em países norte-americanos e europeus, a partir de uma perspectiva fenomenológica (KUZNETSOV, 2015). Os estudos nos países norte-americanos estavam fortemente influenciados pelo “neofederalismo”, que marcou o processo de internacionalização dos Estados canadenses e norte-americanos, consequentemente, isso levou a maiores aprofundamentos sobre a organização federal e, bem como, aos mecanismos institucionais desenvolvidos para lidar com a nova complexidade das relações internacionais. De forma semelhante, o processo de integração europeia produziu um maior protagonismo nas regiões e cidades, que passaram a procurar por representações a partir de uma estrutura supranacional, ou seja, sem a ação direta de um primeiro-ministro. No Brasil, tal proposta de uma política externa descentralizada apenas surgiu na década de 1990, com a Análise da Política Externa do Brasil (APE). Nesse sentido, em meio ao debate sobre a descentralização da política externa, o modelo de segregação democrática passou a ser questionado, tal modelo havia, em outros momentos, caracterizado o processo decisório das relações exteriores do Brasil. Cabe destacar o importante papel de autores como Mónica Salomón (2011), Tullo Vigevani (2006) e Manoela Miklos (2010), dentre outros, nos estudos de APE, que contribuíram para a definição dos campos de atuação dos estados e municípios, na política externa do país. Ao nos aprofundar na temática da paradiplomacia é importante perceber o debate central que emerge da literatura, tanto brasileira, quanto estrangeira, em torno da dualidade risco-oportunidade na política externa de uma nação. De acordo com Duchacek (1990) e Soldatos (1990), um dos maiores riscos desse processo está na fragmentação da voz externa de uma nação e, consequentemente, os danos que isso pode trazer às ações estratégicas. Esse fenômeno marcaria o debate em torno do fenômeno da paradiplomacia e caracterizaria a tensão permanente na relação entre os governos centrais e os governos locais nas relações exteriores. Para Álvaro Branco (2011), o Brasil tem observado a paradiplomacia nas questões estruturais do próprio sistema federativo, visto que, a concentração de recursos federais tem levado a “guerras fiscais” de estados e municípios em busca de receitas. Por sua vez, o que Ironildes Bueno (2010) chamou de “ativismo internacional dos governadores” tornou-se uma prática institucionalizada no Brasil a partir da década de 1980, primeiro no Rio de Janeiro (1983) e no Rio Grande do Sul (1987) e, posteriormente, estendida a outros estados. Em seu início a paradiplomacia foi vista como um desafio ao então vigente modelo de segregação burocrática que deu os fundamentos da política externa, especialmente no âmbito federal, pois era responsabilidade da União realizar todas as atividades diplomáticas. Isso se refletiu na criação da Secretaria Especial de Assuntos Internacionais do Estado do Rio Grande do Sul (1987), que trouxe um forte foco institucional ao Ministério das Relações Exteriores e marcou a agenda internacional (NUNES, 2005). Nesse cenário, a apreensão do Itamaraty marcou os primeiros anos da paradiplomacia no Brasil, em decorrência dos riscos de contradições nas relações internacionais do país. A partir da criação da Assessoria de Relações Federais (1997) a postura de apreensão deu lugar a valorização e aceitação das ações internacionais perpetradas pelos estados e municípios, o que ampliou a legitimidade política das práticas locais. Desde então, foi desenvolvida uma política nacional de acompanhamento e incentivo à diplomacia nos níveis estadual e municipal dentro da linha geral da política externa nacional. No governo de Fernando Henrique Cardoso a premissa foi

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