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Pernambuco avança no Plano de Convivência a partir de hoje

O Governo de Pernambuco anunciou novas flexibilizações no Plano de Convivência com a Covid-19 em todo o Estado. A partir de hoje (02.08), bares, restaurantes e demais serviços de alimentação vão poder funcionar das 5h até meia-noite, todos os dias da semana. As atividades esportivas coletivas e individuais e os clubes sociais também seguirão esse novo limite de horário. Já os eventos corporativos, que continuam com permissão de funcionamento até às 23h, poderão ser realizados para um público de até 200 pessoas ou 50% da capacidade do local, o que for menor. A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, explicou que as colações de grau, aulas da saudade, cultos ecumênicos, cinemas, teatros e circos também poderão ampliar a capacidade para 300 pessoas, ou 50% do local, o que for menor. Ela esclareceu ainda que cinemas e teatros, especificamente, poderão funcionar até a meia-noite, durante todos os dias, a partir da próxima semana. Ana Paula aproveitou para pedir mais conscientização da sociedade neste momento de flexibilizações das atividades econômicas, e respeito dos frequentadores aos protocolos de saúde. “Por conta de relatos sobre casos de desrespeito aos protocolos nos bares e restaurantes, principalmente após a liberação da música ao vivo, faço um pedido para que todos se conscientizem, pois ainda não vencemos a guerra e os números da pandemia podem voltar a piorar”, afirmou a secretária executiva, reforçando que apesar das medidas de flexibilização, os cuidados devem ser mantidos.

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“A recorrência da corrupção gera uma descrença da sociedade na política”

Túlio Velho Barreto, cientista política e pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco, foi um dos entrevistados da matéria de capa da última semana da Algomais, sobre a corrupção. Ele conversou com o jornalista Rafael Dantas sobre o impacto dos recentes escândalos expostos na CPI para o engajamento político da sociedade e nas eleições 2022. Qual o impacto nos eleitores e na percepção da política na sociedade quando surgem grandes denúncias de corrupção, como as que vemos na CPI? A recorrência do surgimento e evidências de casos de corrupção na administração pública envolvendo agentes do Estado ou atores políticos tende a gerar descrença generalizada da sociedade na política. E também na capacidade dos órgãos públicos de controle e de investigação de inibi-la, e dos órgãos públicos de justiça em puni-la. Em última instância, em muitos casos, pode mesmo criar descrédito nos institutos legais e nas instituições da democracia. Evidentemente, isso tende a fazer com que os eleitores e as eleitoras neguem a política e tornem-se apáticos com relação à própria democracia como um valor imprescindível à República. Daí, abre-se espaço para o surgimento de outsiders da política, aventureiros ou ditadores, ou candidatos a ditadores. Antes de Bolsonaro, outras lideranças políticas já tiveram o discurso anticorrupção como um dos seus pilares, como os ex-presidentes Lula, Collor e Jânio Quadros. Esse tema tão recorrente ainda tem peso na decisão dos eleitores? Na sua avaliação, a pauta corrupção deve surgir forte de novo em 2022 ou será deixado de lado pelos principais candidatos? É provável que o tema da corrupção ainda venha a pautar as próximas eleições. Mas, na minha avaliação, não deve ser um tema central, porque há outros, como a crise sanitária e a omissão, por um lado, e as ações estapafúrdias, por outro, do governo federal quanto a essa questão, que tenderão a ocupar o centro do debate eleitoral em todos os níveis. Nesse momento, o Brasil já ultrapassou mais de meio milhão de óbitos e quase 20 milhões de pessoas contaminadas, e apenas patina em termos de vacinação. Tudo isso em decorrência da forma irresponsável e inconsequente como o governo federal e os seus apoiadores têm agido ou deixado de agir diante da crise sanitária. E a CPI da Covid tem apontado casos de corrupção no ministério da Saúde e envolvendo outros setores do governo federal. Então, tais fatos tenderão a inibir iniciativas de trazer para o centro do debate a questão da corrupção. E deverão dar centralidade à crise sanitária e o quanto esta escancarou e agravou as desigualdades no País, sem que o governo federal tenha sido capaz de dar uma resposta satisfatória. Muito pelo contrário. O Brasil não é o único País, nem deve ser o primeiro, a ter uma trajetória política com vários episódios de corrupção. Olhando para o cenário internacional, o Sr. destacaria algum case de um País que tenha enfrentado com sucesso um quadro de corrupção crônico? Caso, sim, quais os caminhos que foram trilhados? Corrupção há em quase todos os países e sociedades, mas isso não justifica a sua existência dessa forma endêmica que perdura no Brasil. Até porque há países e sociedades em que a corrupção é algo absolutamente residual. A grande diferença é que há sociedades em que há o que chamo de “cultura de intolerância” em relação à corrupção, e em que o Estado e os seus órgãos públicos, criados para tanto, são eficientes em fiscalizar, controlar e punir casos de corrupção. No Brasil, há certa tolerância por parte da sociedade mesmo no dia a dia, até porque não é incomum praticar, vamos dizer, pequenos atos de corrupção no cotidiano. E, por seu turno, os órgãos públicos são lenientes e ineficazes em punir exemplarmente. Veja o caso da operação Lava Jato que se deixou contaminar completamente por opções políticas e por posição de classe. Isso para dizer o mínimo. Ou mesmo porque foi criada e agiu deliberadamente por motivações políticas e classistas. No fim, colocou-se tudo a perder pela forma como agiram procuradores e juízes federais. E tornou-se um escândalo até maior do que aquele que, supostamente, era o seu objetivo investigar e punir. Mas, enfim, não há fórmula pronta e essa “cultura da intolerância” com a corrupção, ou seja, com os corruptos e corruptores, e a eficácia estatal para punir, é algo que tem que ser construído e consolidado no seio da sociedade. Infelizmente, parece que ainda estamos longe disso ainda. A maior exposição da corrupção contribui para disseminar as práticas de corrupção na sociedade, visto que há quase que uma normalização desses assuntos? Não acredito que a maior exposição da corrupção implique em sua disseminação em qualquer sociedade, porque, nesses casos, como você pergunta, haveria uma naturalização. Pelo contrário, acho mesmo que é importante que haja transparência na divulgação de casos de corrupção. Essa almejada transparência, em minha análise, é que pode contribuir para que se crie o que estou chamando de “cultura da intolerância à corrupção” no seio da sociedade, por assim dizer. É preciso mesmo expor ao máximo tais casos e os responsáveis garantindo-se, evidentemente, todo o direito de defesa aos acusados e julgamentos à luz da legislação. O problema, portanto, não é a exposição da corrupção; o problema é a existência da corrupção e a leniência e tolerância dos órgãos públicos em puni-los exemplarmente, como afirmei anteriormente. Sem isso não avançaremos nem tão cedo no combate à corrupção.

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Projeto para Teatro Santa Isabel beneficia cultura, turismo e educação

Há 20 anos, Manaus restaurou o Teatro Amazonas e investiu nos seus corpos artísticos estáveis, ou seja, sua orquestra sinfônica, seu balé e coral. Suas temporadas de ópera, que destacam compositores e a cultura amazônica, passaram a atrair turistas estrangeiros que chegam dos cruzeiros pelo Rio Negro. Em torno do teatro, no Centro Velho de Manaus, surgiram hotéis, o comércio ganhou um movimento maior e a região central foi restaurada. Imagine se acontecesse o mesmo com o Teatro Santa Isabel no Recife? Esse é o objetivo de um projeto ousado, elaborado pela Porto Digital, pela Associação Pernambucana de Ópera, Dança Cênica e Música de Concerto e pela UFPE. Além dos benefícios culturais, com investimentos na Orquestra Sinfônica do Recife, da criação de um balé, de um coral e de formações juvenis desses corpos artísticos, o projeto traria repercussões na economia, na educação e no turismo da cidade. Para saber detalhes, Cláudia Santos conversou com Wendell Kettle, maestro, pianista e compositor, que tem realizado um resgate do repertório operístico brasileiro, e Geber Ramalho, que tem uma longa trajetória ligada ao Porto Digital e é professor do Centro de Informática (CIn) da UFPE, além de compositor, arranjador e músico. Vocês poderiam explicar este projeto que envolve a Orquestra Sinfônica e o Teatro Santa Isabel? Wendell – O projeto foi concebido pelo Porto Digital, pela Associação Pernambucana de Ópera, Dança Cênica e Música de Concerto e pela UFPE propondo um novo modelo de gestão para o Teatro Santa Isabel que visa a colocá-lo num outro patamar dos principais teatros do Brasil. Isso quer dizer que esses teatros têm corpos estáveis. Aqui no Recife temos um só corpo estável que é a Orquesta Sinfônica do Recife e que está um pouco sucateada. Das 120 vagas de músicos, apenas 50 estão preenchidas. Temos aqui cantores líricos e profissionais da dança que poderiam compor um coral lírico do Teatro Santa Isabel e o um Balé Municipal do Recife. Mas, não temos esses corpos estáveis. Esse projeto além de criar um modelo moderno, competitivo e ativo de gestão para o teatro, prevê a criação desses corpos estáveis e a reestruturação da Orquestra Sinfônica. Além dos benefícios artísticos, teremos um fomento da economia criativa em torno dessas atividades e de um outro tipo de turismo. Geber – Pernambuco e o Recife, com toda a sua riqueza musical, têm uma orquestra incompleta e que não se apresenta com frequência. Também temos um teatro, o Santa Isabel, que basicamente é de aluguel de pauta, não um espaço de conteúdo próprio, de experimentação para mostrar as coisas que são feitas aqui. Onde entra o Porto Digital neste projeto? Geber – Estamos interessados na renovação do Centro do Recife e esse projeto faz todo o sentido para renovar a região, porque não envolve apenas a cultura, mas educação, turismo e economia. O segundo ponto é que nós vivenciamos, há 25 anos, o problema de formarmos alunos no Centro de Informática da UFPE, no que havia de mais moderno, e eles iam embora porque não havia mercado para trabalharem aqui. Por isso, criamos o CESAR, depois o Porto Digital: para criar um espaço de trabalho para o pessoal que a gente gastou dinheiro formando e depois foi embora. E os músicos estão na mesma situação que a gente tinha na tecnologia. O papel do Porto Digital é ajudar a desenhar a parte da gestão, baseada na sua experiência que é muito exitosa. O Porto Digital não quer tomar conta do teatro, nem da orquestra, quer ajudar apenas na transição para um modelo baseado em OS (organização social). Fizemos um processo semelhante para uma instituição que pensa no planejamento do Recife, que é a Aries (Agência Recife para Inovação e Estratégia). Faríamos a incubação dessa OS dentro do Porto Digital até ela estar preparada para ser tocada sozinha. É importante salientar que fizemos um benchmarking, consultamos os projetos de sucesso no Brasil. Nos lugares onde uma orquestra funciona, que tem uma boa qualidade musical, tem atividade, onde o teatro funciona como um espaço de experimentação, todos operam no modelo de OS: São Paulo, Minas, Salvador etc. Como funcionaria essa OS? Geber – A ideia de uma organização social, não é a privatização, é para ganhar agilidade, transparência. Numa OS, entrega-se uma política pública para ser tocada por uma entidade privada sem fins lucrativos, que tem um conjunto de controles de governança para não haver desvio. É o que fazemos no Porto Digital. Por isso que Wendell falou que é um novo modelo de gestão. Não é só renovar a orquestra e contratar mais músicos mas pensar num modelo que seja mais sustentável porque permite a captação também de recursos da iniciativa privada para compor com a iniciativa pública e, assim, poder entregar para a população cultura, educação e promover turismo e ter impacto econômico. Existe uma lei que dá as diretrizes para a OS. Qualquer um pode criar uma associação mas para uma associação virar uma organização social é necessária uma decisão do governo federal, estadual ou municipal. Para que o governo conceda essa atribuição, precisa haver certos requisitos como, por exemplo, ter um conselho de administração com representantes do governo e da sociedade. Há um conjunto de regras que regem as organizações que viram OS. Essa organização vai ter um setor de captação de recursos. Em São Paulo, por exemplo, 50% da orquestra é paga com um contrato de gestão da prefeitura e os outros 50% são captados em patrocínio, Lei Rouanet, doações, temporadas, aluguel de teatro. O fato é que o poder público hoje não tem finanças que permitam ter uma orquestra e o conjunto de atividades que deveria ter. Um ponto é bom esclarecer: os músicos que são funcionários públicos da orquestra continuam com o mesmo tipo de contrato, ninguém muda. Agora, os novos músicos serão contratados num modelo de CLT. Como o Santa Isabel entra neste projeto? Wendell – O teatro seria uma espécie de autarquia, uma instituição autônoma. Em São Paulo, existe a rede de teatros municipais, geridos pela Secretaria

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Brasileira da periferia do Recife está entre as finalistas do Miss Alemanha 2021

A modelo internacional e greenfluencer Domitila Barros, de 37 anos, foi escolhida como finalista do Miss Alemanha 2021. O anúncio foi feito na página oficial do concurso no Instagram. A pernambucana, que cresceu na Linha do Tiro, comunidade da periferia do Recife, figura entre as 160 mulheres selecionadas para a competição. “O Miss Alemanha se redefiniu e não é mais considerado um concurso de beleza. É um concurso que dá espaço para mulheres visionárias, criativas e de exemplos que colaboram para o empoderamento feminino com suas atitudes, convicções, personalidades e responsabilidades. A organização do evento seleciona mulheres que possam promover mudanças reais, capacitando, inspirando e apoiando outras mulheres com suas histórias de vida individuais, sempre com o objetivo de promover um futuro melhor. Através do meu artivismo (termo que une arte + ativismo) em defesa da sustentabilidade e do protagonismo feminino, enaltecendo sempre minhas origens e minha raça, consigo fazer com que a minha mensagem chegue a vários lugares do mundo”, conta Domitila, que já trabalhou como modelo em países como Áustria, Holanda, Itália, Indonésia e Estados Unidos e fez campanhas para grandes marcas internacionais. Entre os dias 17 e 19 de setembro, as 160 finalistas participam de um evento em Hamburgo para se conhecerem. Depois disso, em outubro, inicia-se a votação online. Independente do país, todos podem votar. Nesta fase serão escolhidas 80 finalistas e, logo após, 40 delas serão selecionadas por um júri, que vão escolher 20 para a fase final, prevista para acontecer no dia 19 de fevereiro de 2022 no Europa-Park, segundo mais visitado parque temático da Europa. Domitila é formada em serviço social pela Universidade Católica de Pernambuco. Saiu do Recife aos 21 anos para fazer mestrado na Alemanha em busca de aperfeiçoamento acadêmico. Para se sustentar durante o período de estudo, começou a trabalhar como modelo e atriz em Berlim, onde mora há 21 anos. Premiada pela Unesco, ela utiliza suas redes sociais para partilhar experiências e incentivar pessoas no mundo todo a uma mudança de hábitos, inclusive sociais. A pernambucana mantém um trabalho social com mulheres na ONG CAMM, também na Linha do Tiro, entidade fundada pelos pais da modelo na década de 90. No bairro, Domitila capacita mulheres para independência financeira e empoderamento, através da produção de roupas artesanais e biojoias. O trabalho desenvolvido pelas integrantes do projeto foi apresentado por modelos na Semana de Moda de Berlim, em 2019. No último mês, a pernambucana foi homenageada pelo seu ativismo ambiental pelo Ministério das Relações Exteriores da Alemanha. Sua imagem foi destacada no Instagram da instituição, ao lado de mulheres como a médica alemã de origem turca Özlem Türeci, cofundadora da BioNTech, uma das responsáveis por desenvolver a vacina Pfizer/BioNTech. Domitila também já foi eleita no ano passado pela revista americana Formidable Woman Magazine como uma das mulheres mais influentes na categoria Artivist por sua atuação na causa da sustentabilidade.

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Paulo Dalla Nora Macêdo: “O fascismo começou com o discurso de faxina ética”

Paulo Dalla Nora Macêdo, conselheiro do Projeto 72horas e vice-presidente do Instituto Política Viva, fala sobre a compreensão errada do País no combate à corrupção e aponta alguns caminhos que devem ser traçados para minimizar esse problema que corrói a política nacional. Nesta entrevista concedida ao repórter Rafael Dantas, ele trata dos riscos de enfrentar os desvios de recursos públicos com “soluções mágicas”. Qual o impacto do surgimento de novos casos de corrupção no comportamento dos eleitores? Na avaliação do governo certamente esses casos causam um grande estrago. Em relação ao futuro, penso que os eleitores podem avaliar melhor o discurso que outsiders seriam mais confiáveis em relação à corrupção. Ou espero isso. Nos diferentes momentos políticos que o País viveu, há episódios de corrupção em praticamente todos. Quais os caminhos para o sistema político superar essa “doença crônica” nas gestões públicas? Pode parecer provocação, ou ser mal interpretado como um pedido para se “aceitar” corrupção, que não é o caso, mas o primeiro passo é entender que a corrupção vai sempre fazer parte de qualquer sistema político, no Brasil e no mundo. O que devemos buscar são mecanismos para minimizar e puni-la. Se a busca for superar, de vez, já começa com um objetivo impossível e que dá margem a posturas que podem ser ainda mais nefastas. O fascismo começou com o discurso de “faxina ética”. Até penso que uma parte do tamanho da indignação, especialmente da classe alta e média até com um recibo de tapioca, é um pedaço de indulgência plenária pelo nosso comportamento coletivo: os pedidos de dois recibos nas consultas médicas, o pedido de declaração de comorbidade para o médico, etc. Por isso toda uma indústria de comunicadores que se aproveitam para vender essa “indulgência”, com seus programas de TV, de Youtube, destilando indignação, o “prende e arrebenta a corrupção dos outros.” Temos que superar isso e ir para as soluções de minimização sem a falsa expectativa de “acabar”. E dar o peso certo as coisas: uma água com limão espremido na conta paga pela cota parlamentar não poder ser notícia em um site importante de política, como foi recentemente. É ridículo isso. Temos alguma referência internacional de um País que conseguiu combater com resultados a corrupção? Caso, sim, qual foi o caminho trilhado? Todos os países que tem alta educação cívica, como os escandinavos, conseguem excelentes resultados na minimização da corrupção. É todo um pacote: mais participação da sociedade, mais engajamento, mais transparência leva a menos corrupção. Mas para isso tem quer ter o envolvimento. Não vai ter combate efetivo à corrupção enquanto uma parcela importante da população, mesmo os instruídos, não lembrarem em que votaram para deputado nas últimas eleições. Quantas pessoas conhecemos que leu a prestação de contas do seu representante, que escreveu um email indagando e cobrando explicações, que se envolveu, foi a um debate? Na sua avaliação, o tema da corrupção voltará a ser central nas eleições 2022 ou deve ser deixado de lado pelos principais candidatos? Com a nossa maturidade política, vai sempre está no topo da pauta. Uma pena, porque desigualdade, estratégias de crescimento e educação deveriam ter muito mais espaço e acabam ofuscados pelo debate da corrupção. Isso acaba trazendo vantagens para candidatos sem nenhum programa que se escondem atrás desse mantra de “zero tolerância pela corrupção.” Se você assistir a um debate presidencial nos EUA a corrupção entra em alguns momentos mas nunca é o tema principal. Aqui, fica-se com a impressão, mas eleições de governador e presidente, que estamos elegendo alguém para a vaga de delegado da polícia federal para combater crimes contra o patrimônio público.

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Na era da informação, o cidadão não consegue acompanhar a política

*Por Amanda Ribeiro, especial para Algomais Como acompanhar a política? Após eleger os governantes, os cidadãos se deparam com notícias que entristecem, desde os grandes escândalos como o Mensalão e as descobertas da Lava Jato, até gestos que nem sempre ganham tantos holofotes, como deslocamentos da Câmara para destinos turísticos que, em um ano, custaram R$ 3,9 milhões. Periodicamente os brasileiros descobrem gastos exagerados e atitudes aparentemente duvidosas vindas de políticos e não conseguem acompanhar o que de fato ocorreu após o vazamento do escândalo. A fiscalização política e a participação cidadã nos acontecimentos do País são determinantes para a democracia. Na realidade, são importantes diagnósticos sobre a situação democrática da sociedade. Quando o cidadão não tem acesso às informações corretas, não pode exercer o seu direito de voto com plena consciência. Em meio ao cenário de notícias falsas e muitas informações advindas de variadas fontes, como acompanhar o político e entender se as ações que ele toma de fato estão coesas com as promessas do período pré-eleitoral? A grande problemática das Fake News afeta a democracia O fenômeno específico das notícias falsas ou Fake News é mais debatido atualmente no mundo inteiro por abranger uma quantidade de conteúdos noticiosos falsos disseminados em larga escala, normalmente em plataformas digitais. Apesar da própria desinformação ou intencional disseminação de boatos serem ações antigas historicamente, como refere Ivan Moraes (vereador do Recife pelo PSOL) em entrevista, o fenômeno tem tomado cada vez maior atenção no Brasil. “Notícias falsas nunca foram novidade na história da humanidade. Há ‘boatos’ clássicos que fizeram história inclusive na mídia tradicional (…) A diferença agora é que, com a multiplicação das mídias sociais e a facilidade de fazer com que mentiras possam ser contadas em plataformas que se assemelham muito a notícias verídicas – some isso com nossa lacuna histórica de educação para a mídia – o resultado pode ser desastroso. Como está sendo”, afirmou o vereador. Recentemente, inclusive, foi instaurada em território brasileiro a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News para investigar a intensa propagação de notícias falsas durante as eleições de 2018. Posteriormente, em 2020, a CPMI das Fake News passou a focar também nas questões da pandemia, de forma que, em agosto deste ano, a CPI da Pandemia passará a ter a colaboração da CPMI das Fake News para investigar uma possível rede de disseminação de desinformação sobre a COVID-19, como a deslegitimação da eficácia das vacinas e a alegação da existência de “tratamentos precoces”. Ivan Moraes informa que, no seu mandato, as Fake News são mais sentidas no Whatsapp, dificultando a retificação da mensagem e facilitando a grande disseminação da notícia falsa. O vereador acrescenta que as Fake News atrapalham o seu trabalho e a situação se tornou “mais difícil ainda” em período de pandemia. “É lamentável que isso muitas vezes nos obrigue a utilizar nosso tempo de trabalho para dar conta de retificar mentiras que se multiplicam numa velocidade muito grande. No ano passado, por exemplo, houve uma votação na Câmara Municipal sobre a criação de uma comissão para fazer o mesmo que duas outras comissões que já existiam faziam. Votei contra, como a maioria, e a comissão não foi criada. Por conta disso, foram espalhados “cards” dizendo que nós havíamos votado “contra a fiscalização da prefeitura”, o que é uma mentira escandalosa que nós tivemos que responder por muitos meses, porque ela foi muito “requentada” até o período eleitoral”, relatou Ivan Moraes. Esse não é um problema só do Brasil, mas de abrangência mundial, como esclarece o deputado da Assembleia da República portuguesa Luís Monteiro, do partido Bloco de Esquerda. Em entrevista, o político afirma que tem existido “uma pressão cada vez maior e progressiva daquilo que é a necessidade do espaço político e do espaço da sociedade civil em combater a produção de Fake News”. E cita situações vividas pelo próprio partido: “O grupo parlamentar do Bloco de Esquerda, por várias vezes, precisou desmentir principalmente notícias difamatórias em relação a nós: ou que éramos consumidores de drogas, ou que tínhamos patrimônios imobiliários e na verdade não tínhamos. Muitas das vezes não vêm dos órgãos de comunicação tradicionais, mas eles acabam por reproduzir essas notícias falsas. Portanto já houve, em alguns momentos, a necessidade de nós não só combatermos notícias que apareciam em páginas de Facebook ou páginas que se passam por órgãos de comunicação social – e isso já aconteceu várias vezes – como também tivemos que desmentir alguns órgãos de comunicação creditados.” Mesmo paralelamente, Ivan Moraes e Luís Monteiro concordam que há uma crise na confiança da população nos meios tradicionais de mídia. Também é perceptível que o cenário português e brasileiro apresentam outra semelhança: a dificuldade de fazer chegar as informações sobre o que em Portugal chama-se autarquias locais e no Brasil nomeia-se governos municipais. Ambos apontam para a mesma causa aparente: Ivan Moraes afirma que “a cobertura jornalística em particular sobre o legislativo municipal é fraquíssima” e Luís Monteiro diz, em síntese, que “a própria fiscalização democrática do ponto de vista noticioso e informativo é muito menor sobre o poder local” em comparação ao governo central. Como driblar as Fake News e conseguir entender o cenário político? Embora a tecnologia seja a principal ferramenta para a disseminação de Fake News, também é uma grande ferramenta para que o cidadão consiga acompanhar o que está acontecendo na política brasileira e mundial. A utilização das redes sociais para o acompanhamento do político A relação entre as redes sociais e a política de compartilhamento precisa estar mais equilibrada com o próprio funcionamento do Estado. Ivan Moraes sugere ao cidadão “procurar acompanhar diretamente a ação de quem a gente elege, seja pelas redes oficiais das Câmaras, seja pelas redes sociais dos mandatos”. Luís Monteiro confirma que, apesar de não querer fazer das redes sociais “o alfa e o ômega” do seu trabalho, “as redes sociais são uma interface importante de dar a conhecer as propostas do partido, de dar a conhecer o trabalho desenvolvido na Assembleia da República e

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Pernambuco anuncia novas flexibilizações no Plano de Convivência

Da Secretaria de Saúde de Pernambuco O Governo de Pernambuco anunciou novas flexibilizações no Plano de Convivência com a Covid-19. A partir da próxima segunda (26.07), o horário de funcionamento das atividades econômicas em geral será uniformizado em todas as macrorregiões de saúde, igualando todo o Estado à Macrorregião 1, que contempla o Grande Recife, Matas Norte e Sul e parte do Agreste. A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, explicou os detalhes das novas determinações. “Os bares e restaurantes, por exemplo, vão poder funcionar em todo o território estadual das 5h às 23h, todos os dias da semana e feriados. Já os shoppings centers e galerias comerciais estão autorizados a funcionar das 9h às 22h, em todo o Estado, nos dias de semana, fins de semana e feriados”, esclareceu. Ela anunciou ainda que as atividades esportivas terão o retorno do público, no limite de até 100 pessoas, com exceção dos jogos de futebol profissional em estádios. A realização dessas atividades poderá acontecer até às 23h durante toda a semana. Sobre a liberação de música ao vivo no Estado, Ana Paula Vilaça pontuou que as apresentações são permitidas com até três integrantes, utilizando quaisquer instrumentos musicais, incluindo o cantor. No entanto, continua vetada a permanência de pessoas em pé e também a demarcação de pistas de dança. DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – Pela primeira vez desde o início de janeiro, Pernambuco registrou menos de 800 pacientes internados em leitos de UTI para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na rede pública. Segundo o secretário estadual de Saúde, André Longo, o Estado continua assistindo a um cenário de desaceleração dos indicadores da Covid-19 em todas as regiões. Na Semana Epidemiológica (SE) 28, encerrada no último sábado (17.07), os casos de SRAG voltaram ao patamar do final do ano passado. “Foram 705 notificações, o que representa queda de 23% em relação à SE 27 (920) e de 28% em 15 dias (979). Já nas solicitações por leitos de UTI, tivemos uma queda de 8,6% entre as semanas 28 e 27. Com isso, as taxas de ocupação, mesmo com a redução progressiva de leitos, permanecem em patamares baixos, próximos a de 50%”, informou Longo. Para o secretário, o cenário positivo é fruto de uma combinação de fatores essenciais: “Primeiro, a compreensão da grande maioria da população, que assumiu a responsabilidade com a proteção de toda a sociedade. Mas reforço que os próximos passos ainda dependem das nossas atitudes”, argumentou. André Longo lembrou que o esforço realizado pela gestão foi determinante para que Pernambuco tenha registrado uma das melhores respostas no enfrentamento da Covid-19 no Brasil em 2021, com a segunda menor taxa de mortalidade por 100 mil habitantes do País. “Neste momento em que a variante Delta, que já tem transmissão comunitária em alguns Estados, traz uma preocupação adicional em todo o mundo, precisamos acelerar a vacinação e fazer com que as pessoas completem todo o esquema vacinal. É primordial ainda manter e reforçar os cuidados, mesmo quem já está com a imunização completa”, concluiu. FILIPINOS – A Secretaria de Saúde informou ainda que um dos tripulantes filipinos do navio cargueiro Shoveler, de bandeira do Chipre – um homem de 48 anos – recebeu alta hospitalar na última quarta-feira (21.07). O outro tripulante segue internado na enfermaria de uma unidade de saúde privada do Recife, com quadro estável. Já os 41 profissionais que tiveram contato com a tripulação estão sendo monitorados pela SES, com 38 negativos para a doença, um positivo e dois em análise.  

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Cursos de Férias na área do direito

A Faculdade Nova Roma promove, no mês de férias, cursos voltados para a área jurídica. As aulas gratuitas sobre direito do trabalho serão abertas ao público e acontecerão dos dias 26 a 29 de julho. Os temas “A pandemia e seus reflexos na legislação”, “Impactos da tecnologia nos direitos trabalhistas”, “Maternidade e mercado de trabalho” e “Casos práticos, jurisprudências e horizontes” serão abordados por professores de Direito da instituição. Todos os cursos de férias serão gratuitos e online, com transmissão pela plataforma Zoom, sempre às 19h. Os cursos são abertos para o público em geral, com uma didática voltada para cases práticos e linguagem focada no dia a dia de profissionais que atuam nas áreas de recursos humanos, departamento pessoal, administração, ciências contábeis, direito, e empreendedores. Inscrições e informações pelo instagram @fnovaroma. Serviço: “A pandemia e seus reflexos na legislação” Professora Leizenery Lins – advogada e professora Dia: 26/07 Horário: 19h Local: Plataforma Zoom Quanto: Grátis e aberta ao público “Impactos da tecnologia nos direitos trabalhistas” Professor André Costa – advogado e professor Dia: 27/07 Horário: 19h Local: Plataforma Zoom Quanto: Grátis e aberta ao público “Maternidade e mercado de trabalho” Professora Ana Flávia – advogada, professora e pesquisadora Dia: 28/07 Horário: 19h Local: Plataforma Zoom Quanto: Grátis e aberta ao público “Casos práticos, jurisprudências e horizontes” Debate com Ana Flávia (advogada, professora e pesquisadora), André Costa (advogado e professor), Isabela Lessa (advogada e professora e coordenadora do curso de Direito) e Leizenery Lins (advogada e professora) Dia: 29/07 Horário: 19h Local: Plataforma Zoom Quanto: Grátis e aberta ao público

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Brasil deve receber 63,3 milhões de doses de vacinas em agosto

Da Agência Brasil O Ministério da Saúde anunciou que aumentou para 63,3 milhões a previsão de doses de vacinas contra covid-19 que devem ser entregues em agosto pelos laboratórios contratados. A previsão anterior era de 60,5 milhões de unidades. Segundo a pasta, a nova projeção representa um aumento superior a 50% em relação a julho, quando o país deve receber 40,4 milhões de doses previstas. Nesta quarta-feira, o ministério confirmou que recebeu do Instituto Butantan mais 1,5 milhão de doses da Coronavac. Os imunizantes serão incluídos no Programa Nacional de Imunização (PNI) e distribuídos para os estados e Distrito Federal. Além das vacinas recebidas, o instituto aumentou a expectativa de entrega para o próximo mês de 15 milhões para 20 milhões de doses. A entrega de imunizantes da Pfizer também foi ampliada, passando de 32,5 milhões para 33,3 milhões. Além dessas doses, o Brasil também vai contar com a entrega de 10 milhões de doses da AstraZeneca, produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). De acordo com a pasta, 164 milhões de doses de todas as vacinas contra a covid-19 que fazem parte do PNI foram distribuídas aos estados. Do total, foram aplicadas 126,6 milhões, sendo 91,4 milhões de primeira dose e 35,1 milhões de segunda dose e dose única. Segundo o ministério, o número de pessoas que receberam a primeira dose representa mais da metade da população-alvo (57%) de 160 milhões de pessoas com mais de 18 anos no Brasil. Quem está com a imunização completa (2º dose ou dose única) representa 21,7% da população-alvo.

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Pernambuco pode receber nova Escola de Sargentos do Exército

Do Governo de Pernambuco Com o objetivo de apresentar os potenciais de Pernambuco e discutir a instalação da nova Escola de Sargentos do Exército, o governador Paulo Câmara se reuniu com o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Nogueira na sede da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag), no Recife. Caso as negociações se concretizem, o estabelecimento – com investimento orçado em mais de R$ 300 milhões por parte do Governo de Pernambuco e R$ 800 milhões do Exército – vai gerar um impacto econômico positivo para o Estado, com a criação de novos empregos e estímulo ao desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife, além de sediar uma instituição de ensino de nível superior de referência para jovens de todo o País. De acordo com o governador, a escola representa um fator de desenvolvimento social e econômico, alavancando ainda uma área que Pernambuco preza muito: a educação. “Temos os cursos técnicos, os alunos, as famílias que vão vir acompanhar todo esse processo, e isso gera um avanço das cidades que vão ser contempladas, caso o projeto seja instalado aqui. Apresentamos contrapartida no âmbito de estrutura de estradas, infraestrutura hídrica, esgotamento sanitário, além da questão da conectividade, para receber esse empreendimento onde vai circular tanta gente”, afirmou Paulo Câmara. O Governo de Pernambuco também se dispôs a doar um terreno de mais de 150 hectares para que o Exército construa um complexo logístico, com valor estimado em R$ 79 milhões, na área da Cidade da Copa, em São Lourenço da Mata. Serão investidos ainda mais R$ 3,2 milhões na aquisição e disponibilização de uma área de cinco hectares, destinada à construção do Centro de Convivência e Bem-Estar que servirá à nova Escola de Sargentos. Dos 16 municípios do País que se disphttp://portal.idireto.com/wp-content/uploads/2016/11/img_85201463.jpgam a sediar o empreendimento, somente três ainda estão na disputa: Ponta Grossa (Paraná), Santa Maria (Rio Grande do Sul) e Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife. “Aspectos como infraestrutura, áreas de saúde, educação e acessibilidade à área contam muito, porque teremos gente do Brasil todo. Hoje, tive a oportunidade de ver como é o projeto do Governo do Estado, e saímos da reunião muito otimistas. Estou muito satisfeito com o que vi, com a segurança e o engajamento do poder público. Tenho um alto comando que me ajuda a decidir e vamos trabalhar nos próximos dois meses pra definir o melhor futuro para este projeto”, disse o comandante do Exército, General Paulo Sérgio Nogueira. Participaram da reunião os secretários estaduais Humberto Freire (Defesa Social), Fernandha Batista (Infraestrutura e Recursos Hídricos), Alexandre Rebelo (Planejamento e Gestão), Gilberto Freyre Neto (Cultura) e Coronel Carlos José Viana (Casa Militar); Também estiveram presentes o comandante militar do Nordeste, general Marco Antônio Freire Gomes; o chefe do Estado-Maior do Exército, general Marcos Antônio Amaro; o chefe do departamento de Engenharia e Construção do Exército, general Júlio Cesar de Arruda; e o chefe do departamento de Educação e Cultura do Exército, general André Luís Novaes.

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