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São Joãozinho dos Doutores da Alegria é comemorado a partir de hoje no Recife

Entre os dias 17 e 20 de junho, cinco hospitais vão receber cortejos juninos de palhaços e a apresentação da peça Presepada de São João Vai ter arraial nos hospitais! O São Joãozinho dos Doutores da Alegria começa nesta segunda-feira, dia 17, no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), nos Coelhos; no dia 18, é a vez do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC/UPE) e do Procape, em Santo Amaro; no dia 19, os palhaços vão ao Hospital da Restauração, no Derby; e, no dia 20, o forró chega ao Hospital Barão de Lucena, na Iputinga. Os cortejos juninos têm início às 10h, à exceção da terça-feira: neste dia, o arraial começa às 9h30 no HUOC/UPE e segue às 11h para o Procape. “Para as crianças e suas famílias, que não poderão passar as festividades fora do hospital, acompanhar o São Joãozinho é resgatar a memória afetiva da quadrilha na escola, da celebração na rua de casa. Os profissionais de saúde entram na festa conosco. Chegamos aos hospitais e muitos deles estão caracterizados e ainda enfeitam as crianças!”, explica Arilson Lopes, coordenador artístico no Recife dos Doutores da Alegria. Em cada um dos cinco hospitais atendidos pelos palhaços o ano inteiro, o São Joãozinho começa com um cortejo junino nas alas pediátricas, com forró ao vivo, tocado e cantado pelos besteirologistas, com a ajuda de um convidado especial: o forrozeiro Damião Mota, o “São Foneiro”. Em seguida, os palhaços apresentam Presepada de São João, espetáculo baseado no livreto de cordel “A peleja do noivo que tentou enganar a noiva na festa de São João ou vice e versa”. Escrito por Arilson Lopes, que também assina a direção da peça, o folheto conta a história de um casamento matuto, mas com todas as trapalhadas que só os palhaços poderiam aprontar! Dr. Marmelo (Marcelo Oliveira) é o noivo, que foge da noiva, Dra. Baju (Juliana de Almeida) por medo do pai dela, um cabra valente chamado Dr. Mircolino Lampião (Marcelino Dias). As fuxiqueiras acompanham e, claro, se intrometem em toda a história: Dra. Muskyta (Olga Ferrario), Dra. Nana (Ana Flávia) e Dra. MonaLisa (Greyce Braga). Como em toda festa de São João, tem ainda o balão subindo, Dr. Wago Ninguém. A trama combina não só os tradicionais personagens do casamento junino, como traz à cena os três santos celebrados nas festividades – São João (Dr. Eu_Zébio/Fábio Caio), Santo Antônio (Dr. Gonda/Tiago Gondim) e São Pedro (Dr. Dud Grud/Eduardo Filho), além do São Foneiro (Damião Mota). A assistência de direção é de Marcelino Dias e a produção de Nice Vasconcelos. Embora os hospitais não paguem nada para receber o trabalho dos Doutores da Alegria, os palhaços não são voluntários – são todos artistas profissionais, que passam por treinamentos e atualizações constantes, e atuam o ano inteiro nas unidades de saúde. Programação do São Joãozinho nos hospitais: 17/06, segunda-feira, às 10h, no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) 18/06, terça-feira, às 10h, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz e, às 11h30, no Procape 19/06, quarta-feira, às 10h, no Hospital da Restauração 20/06, quinta-feira, às 10h, no Hospital Barão de Lucena Doutores da Alegria – Doutores da Alegria é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que introduziu a arte do palhaço no universo da saúde, intervindo junto a crianças, adolescentes e outros públicos em situação de vulnerabilidade e risco social em hospitais públicos. Fundada em 1991 por Wellington Nogueira, transita pelos campos da saúde, da cultura e da assistência social e reforça a cultura como um direito de todos. Desenvolve o Programa de Palhaços em 14 hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro e Recife. No Rio de Janeiro, com o projeto Plateias Hospitalares, mantém uma programação artística permanente e diversa em sete hospitais. A Escola Doutores da Alegria traz formações diversas para o público em geral, para jovens em situação de vulnerabilidade social e para artistas e, entre suas iniciativas, se destaca o Programa de Formação de Palhaço para Jovens, em São Paulo, e o Curso Livre de Palhaçarias para Jovens, no Recife. Como ajudar na manutenção da associação Doutores da Alegria? O trabalho da associação Doutores da Alegria, gratuito para os hospitais, é mantido por doações de empresas e de pessoas físicas, tanto por recursos próprios quanto por recursos advindos por meio das leis de incentivo fiscal. Os recursos das contribuições permitem a continuidade e a expansão das atividades e da estrutura do grupo, a realização de atividades de formação, oficinas e o aprimoramento técnico dos artistas. Para contribuir com a manutenção do trabalho, basta acessar o site www.doar.doutoresdaalegria.org.br/ajude .

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Enquete da Câmara: maioria dos brasileiros é contra equiparar homicídio ao aborto

(Da Agência Câmara) O setor responsável pela comunicação interativa da Câmara dos Deputados registrou um interesse atípico pelo Projeto de Lei 1904/24, do deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e outros 32 parlamentares, que equipara ao homicídio o aborto de gestação acima de 22 semanas. A proposta atingiu 3,1 milhões de visualizações e 780 mil interações em apenas dois dias – 12 e 13 últimos. Desde o início do ano, estão sendo monitorados cerca de 109 mil propostas nos canais da Câmara, que juntas geraram quase 30 milhões de visualizações. O PL 1904/24 se tornou responsável por 12,22% dessas visualizações em apenas dois dias, enquanto a segunda proposta mais visualizada responde por apenas 3,02%. Até agora, houve 776.939 votos na enquete da proposta, no site da Câmara. A grande maioria (88%) declarou que “discorda totalmente” da proposta. Na quinta-feira (13), em razão do alto número de acessos simultâneos, a página de enquete retornou mensagem de erro para 4% dos usuários, mas o problema foi imediatamente corrigido. O projeto tramita em regime de urgência e pode ser votado diretamente no Plenário, sem passar antes pelas comissões da Câmara. Fonte: Agência Câmara de Notícias

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Enem: pelo menos 5 milhões se inscreveram para a edição de 2024

(Da Agência Brasil) O Ministério da Educação (MEC) registrou 5.055.699 inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2024. O número ainda pode aumentar porque o governo federal vai garantir um período extra para os candidatos do Rio Grande do Sul se inscreverem, entre 16 e 21 de junho. O número definitivo de inscrições confirmadas e do perfil do participante será divulgado após a compensação de todos os pagamentos da taxa de inscrição de R$ 85. O prazo se encerrará na quarta-feira (19). O pagamento é feito por meio de boleto do Banco do Brasil, disponibilizado ao inscrito após acesso ao sistema do exame, por meio do login único do Gov.br. Mais inscritos Mais da metade dos inscritos (2.731.757) não vão precisar pagar a taxa de inscrição porque tiveram a solicitação de isenção aprovada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os concluintes, ou seja, aqueles que estão na última série do ensino médio, correspondem a 1.655.721 inscritos, sendo que 1.330.364 inscrições desse grupo foram gratuitas e 325.357 deverão ser pagas. O número de inscritos em 2024 supera os das últimas edições. Em 2023, o Enem teve 3,9 milhões de inscritos. Em 2022, mais de 3,39 milhões se inscreveram no exame, reconhecido como a principal porta de entrada no ensino superior. A Página do Participante ficou disponível para inscrições no Enem 2024 até as 23h59 desta sexta-feira (14). Rio Grande do Sul  Somente para os moradores do Rio Grande do Sul, a Página do Participante foi reaberta neste domingo (16), quando será iniciado o período extra de inscrição. O prazo vai até às 23h59 da próxima sexta-feira (21). No caso dos candidatos que moram no estado, a inscrição é gratuita. O Ministério da Educação ainda avalia a necessidade de aplicação das provas em nova data para os participantes dos municípios gaúchos. Para mais informações, o edital do Enem 2024 pode ser acessado aqui.

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Felicidade como estratégia de negócios será tema de encontro de lideranças no Recife

No próximo dia 17 de junho, o CEO Fórum 2024, organizado pela Amcham/PE, reunirá importantes lideranças empresariais e representantes do setor público e privado para discutir a importância do bem-estar e da realização pessoal no ambiente de trabalho. Em um cenário marcado por burnout, transições de carreira e conflitos geracionais, o encontro visa mostrar como a felicidade corporativa pode ser uma estratégia eficaz para promover um ambiente de trabalho mais saudável e produtivo. O evento, que acontecerá no Teatro Riomar, trará dados e exemplos práticos sobre a aplicação da felicidade nas empresas. Entre os destaques, está a apresentação da pesquisa Panorama de Lideranças 2024, realizada em parceria com a Humanizadas.br, que revela que 94% dos líderes empresariais acreditam na relação positiva entre bem-estar, motivação e produtividade. Além disso, grandes nomes do setor empresarial compartilharão suas experiências, incluindo Vinicius Kitahara da Vinning, Aline Melo da Heineken Brasil, e Phillipa White, autora de “Return on Humanity”. O CEO Fórum contará também com apresentações de Javier Constant da Dow Brasil, Luana Ozemela do iFood, Patrícia Calfat do YouTube, e Charles Tokarski do Grupo Royal. Esses líderes irão discutir suas abordagens inovadoras para medir e melhorar a felicidade dos funcionários, demonstrando como o foco no bem-estar pode impulsionar o sucesso organizacional.

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LGPD em Tempos de Crise: especialista alerta para a importância de se planejar

As enchentes devastadoras que atingiram o Rio Grande do Sul este ano trouxeram desafios significativos, tanto físicos quanto relacionados à segurança de dados das empresas da região. Em momentos de crise, a proteção de dados pessoais se torna ainda mais crucial. Nesse contexto, a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) se destaca, estabelecendo regras claras sobre como as empresas devem proteger os dados pessoais que coletam, utilizam e armazenam. De acordo com o advogado especialista em adequação de empresas à LGPD, João Fiuza, a lei foi criada para garantir que informações sobre pessoas, conhecidas como dados pessoais – como nome, endereço, informações financeiras e de saúde – sejam tratadas com cuidado e segurança, respeitando os direitos dos titulares, que são aqueles a quem os dados se referem. Em situações de emergência, como as enchentes, esses dados podem estar em risco. Se um servidor for danificado ou um sistema falhar, informações pessoais podem ser expostas ou perdidas. “Durante desastres naturais, as empresas devem se preocupar com os riscos aumentados para a confidencialidade, integridade e disponibilidade das informações. Quando há uma crise, é comum que sistemas falhem e que equipes precisem ser realocadas rapidamente. Isso pode comprometer servidores e backups, expondo dados pessoais e outras informações sensíveis a riscos atípicos”, explica Fiuza. VULNERABILIDADE – Incidentes de perda de dados podem ocorrer devido a falhas em sistemas de backup ou até pela inexistência de um sistema de combate a incêndios apropriado, resultando na perda permanente de dados cruciais. Além disso, em momentos de evacuação, a falta de controle adequado pode permitir que indivíduos não autorizados acessem instalações físicas e roubem informações. Segundo o especialista, a LGPD exige que as empresas tenham planos para proteger os dados pessoais, mesmo em situações de emergência. Isso pode incluir, por exemplo, ter backups seguros e sistemas de recuperação de dados que possam ser acionados rapidamente. “Devemos sempre nos prevenir contra qualquer eventualidade, e estar aptos para responder rapidamente a qualquer incidente caso necessário. Para isso, um bom planejamento é fundamental para que a empresa não coloque sua continuidade em risco”, alerta. Dentro desse contexto, a lei incentiva as empresas a adotarem medidas de segurança robustas, como criptografia e controle de acesso, além de um plano de resposta a incidentes funcional e eficiente. Essas medidas são essenciais para garantir que, mesmo que um sistema seja comprometido, os dados permaneçam protegidos contra acessos não autorizados, perdas ou qualquer outro tipo de incidente. “A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul trouxe uma reflexão sobre a importância da LGPD e da necessidade de uma abordagem proativa na proteção de dados. O amadurecimento na compreensão e adequação das empresas à LGPD é essencial para minimizar riscos e garantir a continuidade dos negócios em tempos de adversidade”, conclui.

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Pernambucast com Tiago Siqueira: “O tempo é o nosso recurso mais escasso”

Tiago Siqueira, consultor e sócio da TGI, é o entrevistado da semana do Pernambucast. Cláudia Santos, editora da Algomais, e Rafael Dantas, repórter da revista, conversaram com o especialista em gestão do tempo e qualidade de vida, em que ele destacou algumas dicas para organizar a agenda e falou sobre os impactos da produtividade na vida profissional. “As 24 horas que eu tenho são as mesmas de todos. A agenda é a forma da gente organizar o nosso tempo. Não basta ter uma agenda preenchida. Precisa ser preenchida, atualizada e sistematicamente consultada. Ela é uma secretária que a gente tem a disposição sem custo nenhum. Ela não vai brigar com a gente. Ela é o instrumento mais importante para a boa gestão do tempo” Tiago Siqueira Confira o episódio com Tiago Siqueira no nosso Youtube: O podcast com Tiago Siqueira é o terceiro episódio da temporada sobre Gestão & Carreiras. Antes de Tiago, o Pernambucast já entrevistou neste ano Francisco Cunha, sobre planejamento estratégico, e Luciana Almeida, acerca da participação das mulheres no mercado de trabalho.

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Caminhos para um salto na educação de Pernambuco

Em palestra no workshop Pernambuco em Perspectiva – Estratégia de Longo Prazo, promovido pela Algomais e Rede Gestão, o ex-senador Cristovam Buarque defendeu a federalização do ensino básico para o País alcançar a qualidade educacional *Por Rafael Dantas A formação educacional, conectada com os desafios do mundo contemporâneo, é um dos eixos estratégicos desenhados pelo projeto Pernambuco em Perspectiva – Estratégia de Longo Prazo para o desenvolvimento do Estado. Com a proposta de discutir soluções para o sistema de ensino local, em evento promovido pela Rede Gestão e pela Revista Algomais, que lotou o auditório do Empresarial RioMar 5, o ex-senador e ex-ministro da Educação, Cristovam Buarque elencou 10 propostas focadas na educação básica para transformar e não apenas qualificar a rede de aprendizagem. “Melhorar não é o mesmo que saltar. Melhorar é ficar em um ano melhor que hoje. Saltar é em alguns anos estarmos no mesmo nível dos melhores do mundo. Precisamos saltar, não apenas melhorar”, afirma Cristovam Buarque. Uma fotografia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na sua primeira gestão ilustrou o que Cristovam Buarque defende diariamente. Em uma de suas passagens pelo Estado, o presidente se aproximou de algumas crianças que estudavam na Escola Municipal Capitão Rufino no Agreste pernambucano, em Caruaru. O ex-ministro Cristovam Buarque retornou ao município anos depois para acompanhar o que aconteceu com aquela escola e, especialmente, com as crianças. Nenhum deles terminou a 5ª série. Um dos meninos foi assassinado. Uma garota, com 16 anos, já era mãe de um filho de um ano de idade. Outro estava foragido por problemas com criminalidade, já tendo passagem pela prisão. Outra jovem vendia castanhas próximo a uma estrada. Todos sobrevivem de subemprego. Curiosamente, a escola não era mais a mesma. A estrutura melhorou, ganhando inclusive ar-condicionado. Apesar da requalificação, não foi dado o salto necessário para quebrar o ciclo da pobreza que assombra as populações carentes. O diagnóstico desenhado pelo educacionista – como Buarque gosta de se definir – é de que, por melhor motivação que o poder municipal tenha, a entrega da educação básica para esse ente da Federação fragiliza a escola. Em outras palavras, o desafio estratégico para o futuro do País, que é preparar sua população mais jovem, está nas mãos de quem menos tem suporte para fazê-lo. Diferente de uma Agência do Banco do Brasil, que tem um padrão infraestrutural em qualquer parte do País, as escolas são melhores nas cidades ricas, em relação aos municípios com baixo orçamento. Enquanto a carreira de um docente do ensino superior é semelhante entre as diversas universidades federais, com seleções rígidas, nos municípios há uma perspectiva muito precária, insegura e também despadronizada. Para quebrar esse ciclo que precariza a educação aos brasileiros nos seus primeiros anos de vida, Buarque é enfático ao defender a federalização. “Não adianta fazer planos nacionais de educação enquanto a execução é municipal.” Ele propõe que ao longo de duas décadas todas as escolas básicas do País integrem uma Rede Federal, a exemplo do que acontece com as universidades. Ele revelou, inclusive, que antes de assumir a direção do MEC, sugeriu ao presidente Lula, na época, a criação de um ministério exclusivo para a educação básica. Mas a proposta não avançou. Presente no evento, o ex-prefeito de Bonito, Laércio Queiroz, lembrou que ao chegar no poder municipal, há duas décadas, os salários dos docentes não chegavam a um salário mínimo, tamanha a precariedade. “Começamos a pagar o salário mínimo, fizemos um plano de magistério e procuramos melhorar as escolas. Mas há grandes dificuldades no ensino”. Ao mesmo tempo que lutava para qualificar a oferta das escolas, o município sofria com o fechamento de uma das grandes indústrias, o que fragilizava a própria economia local. Um fator não incomum no âmbito municipal em razão da guerra fiscal e do ciclo de muitas corporações. “Hoje estamos num mundo em que a velocidade das coisas acontece abruptamente. Isso tem se traduzido cada vez mais num analfabetismo enorme”, afirmou Laércio, exemplificando os desafios ainda maiores que, no máximo, têm sido enfrentados com a entrega de equipamentos, como laptops e tablets, enquanto o orçamento permanece com os mesmos e novos problemas. PASSOS PARA A FEDERALIZAÇÃO Foram apresentados no encontro 10 passos da federalização da educação brasileira, com descentralização gerencial e liberdade pedagógica (veja a arte completa a seguir). As propostas vão em diversas direções, como o aumento das receitas federais para a educação básica e a estruturação de um sistema de monitoramento do desempenho estudantil. Essas ações seriam executadas pelo Ministério da Educação de Base, com a atuação de duas estruturas relacionadas. A primeira é a Superintendência para Aprimoramento dos Sistemas Estadual e Municipal. Essa com uma característica de suporte às transformações que as escolas precisam enfrentar. E a segunda é a Superintendência para Implementação das CEFEs (Cidades com Educação Federal), que seria responsável pela transferência da gestão das escolas e redes para o ente federal. As características básicas dessa Rede de Cidades com Educação Federal seria a adoção de uma carreira nacional do professor, a definição da qualidade das edificações, a modernização dos equipamentos e a adoção do horário integral. Além da formação necessária para falar, escrever, analisar e expressar-se bem em português, a proposta contempla um conjunto de outros conhecimentos e habilidades. Entre os diversos temas elencados por Buarque estão a fluência de um idioma estrangeiro, a capacitação para que o aluno prossiga em uma educação continuada e a capacidade para disputar uma vaga na universidade. Diante dos desafios gigantes fiscais do País, os custos dessa revolução republicana na educação atingiriam em 20 anos o patamar dos 7% do PIB. Inicialmente somando os aportes na melhoria do sistema atual e a transição para a rede federal. O QUE FAZER PARA PROMOVER ESSA TRANSIÇÃO? No caminho para alcançar essa transição, o que Pernambuco pode fazer? O senador propõe duas frentes. Uma delas partiria dos próprios prefeitos, numa articulação política, para induzir a adoção gradual dessas escolas no plano federal. Seriam os primeiros passos para a construção de uma Rede de

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Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora 2024 vai para o Recife

A Prefeitura do Recife foi premiada, nesta terça-feira (11/06), com o Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, que destaca as melhores práticas municipais de incentivo ao empreendedorismo no Brasil. Recife foi reconhecida como a melhor iniciativa nacional na categoria Simplificação e Fomento ao Empreendedorismo, que premia projetos que tornam processos e serviços administrativos mais simples, eficientes e acessíveis. O município venceu a etapa nacional com o programa E.I.T.A! Recife – Esquadrão de Inovação e Transformação Aberta, um dos principais esforços para criar soluções inovadoras para os desafios urbanos, em colaboração com a população, startups, instituições de ensino e empresas. A cerimônia da 12ª edição do prêmio ocorreu em Brasília e contou com a presença do prefeito do Recife, João Campos; do secretário de Ciência e Tecnologia, Rafael Figueiredo; e da secretária de Finanças, Maíra Fischer. Este ano, mais de 2,5 mil projetos foram inscritos em todo o país, com 240 municípios finalistas. Utilizando metodologias inovadoras como Design Thinking e o Marco Legal das Startups, o E.I.T.A! tem se estabelecido, desde 2022, como um exemplo de Inovação Aberta no Brasil. Com mais de 25 prêmios conquistados e o interesse de mais de 200 cidades em seu modelo de contratação, o programa já implementou mais de oito iniciativas em Recife, com outras cinco em fase de conclusão através do segundo Ciclo de Inovação Aberta. A realização desses ciclos permite identificar os desafios da cidade, captar recursos e lançar produtos mínimos viáveis (MVPs), viabilizando a implementação do projeto. João Campos, prefeito do Recife “O Recife acabou de ganhar um grande prêmio no evento nacional do Sebrae Prefeitura Empreendedora. No total, eram 1,7 mil cidades participando. Foram feitas disputas estaduais, nós fomos campeões de Pernambuco e a gente veio pra competição nacional, concorrendo  com 25 cidades, cada uma representando um estado diferente. E Recife foi a grande vencedora, com o Eita!Recife, um programa de inovação aberta, que contrata desafios abertos e que a gente executa através do marco legal das startups, que é uma lei que eu sou co-autor, quando fui deputado federal. Então, muito feliz de compartilhar esse prêmio. O Eita!Recife já ganhou mais de 20 premiações no Brasil e premiações internacionais e agora chegou a vez desse reconhecimento do Sebrae, que é um dos maiores prêmios do Brasil na área de gestão pública municipal”.

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“O rádio não vai acabar porque tem versatilidade”

Wagner Gomes conta como, de apresentador de shows em Arcoverde, tornou-se um dos mais conhecidos profissionais do rádio pernambucano, fala da sua trajetória que começou como repórter esportivo de campo e do trabalho com ícones como Graça Araújo e Geraldo Freire. Também analisa as perspectivas desse meio de comunicação diante do avanço das mídias digitais. O ano de 2024 tem sido muito especial para Wagner Gomes. O jornalista, natural de Arcoverde, recebeu no mês passado o título de Cidadão do Recife, na Câmara de Vereadores da cidade, festejou seus 50 anos e comemorou a edição nº 500 do programa Mesa de Bar, que completa em dezembro 10 anos no ar. Para falar da sua trajetória de sucesso no rádio pernambucano, Wagner conversou com Cláudia Santos e Rivaldo Neto. Ele também analisou as perspectivas desse meio de comunicação diante das transformações provocadas pela internet. Afirmou que o rádio teve a capacidade de se renovar ao agregar as novas ferramentas digitais. “Tudo que foi surgindo, ele foi incorporando. Toda emissora de rádio que se preze hoje transmite, no mínimo, pelo Youtube e coloca imagens, cortes, vídeos”, constata. “Mas mantém a plataforma. Inclusive agora, nessa crise das enchentes no Rio Grande do Sul, o que salvou a comunicação por todo o estado foi o rádio. Como a TV e a internet não funcionavam, o radinho de pilha estava lá informando”, salienta, mas afirma não acreditar na longevidade dos podcasts. Como começou sua carreira no rádio? Fale um pouco da sua trajetória. Começou por acaso. Depois de ser reprovado no vestibular para engenharia mecânica no Recife, precisei voltar para minha cidade, Arcoverde. Lá, em brincadeiras com amigos, festas, eventos e depois fui apresentando shows, todos diziam que eu tinha boa dicção, mas eu nunca levei a sério. Então, em 1994, quando tinha 20 anos, entrei pela primeira vez no ar em um estúdio de rádio, na Itapuama FM. Depois, passei pela Metropolitana FM, de Pesqueira. Em 1997, voltei para o Recife para fazer vestibular novamente, dessa vez passei e cursei Comunicação na UFPE. Em 1999, Luciano do Vale veio para o Recife, pois havia comprado os direitos de transmissão do Campeonato Pernambucano e precisou montar uma equipe aqui. Entrei para a equipe como um dos repórteres de campo. Depois que o campeonato acabou, Luciano vendeu os direitos de transmissão para a TV Globo e eu fui para rádio Universitária AM fazer o estágio da grade curricular. Em junho de 2000, passei na seleção de estagiário no Sistema Jornal do Commercio. Quando ainda não havia começado no estágio, recebi uma ligação de Roberto Souza, que era chefe de jornalismo da rádio, perguntando se eu estava disponível para cobrir uma cerimônia, e eu aceitei. Na rádio, Roberto disse que a pauta era a publicação da ordem de serviço da duplicação da BR-232 no Palácio do Campo das Princesas. O evento estava lotado. Quando cheguei, Jarbas estava discursando. Havia deputados, vereadores e a imprensa com várias emissoras de rádio, TV e jornais. Quando o governador fez a cerimônia e assinou, todos os jornalistas foram pra cima pra pegar o depoimento dele, as câmeras se posicionando. Eu fui por baixo de todos e subi com um gravadorzinho da Rádio Jornal no meio das pessoas. Quando me abaixei, fui entrando, ele foi chegando e eu já engatei a primeira pergunta antes de todo mundo. No dia seguinte, quando cheguei na redação para trabalhar e editar minhas matérias, Roberto me mostrou a foto de capa do Jornal do Commercio, em que eu aparecia ao lado do governador. Ele me disse: “que estreia, hein!”. Um ano depois, o diretor me ligou e falou: “eu quero ver como você se comporta no estúdio”. Comecei a apresentar o programa Redator de Plantão com o locutor principal na ocasião, que era o Rinaldo Melo. Eu estava bem tranquilo, li a abertura do programa. Mas quando Rinaldo começou a falar, eu tremi. Pensei: o que eu estou fazendo aqui?. Ele com um vozeirão, uma elegância. Mas ele sempre muito gentil, muito elegante, no final me parabenizou. Depois, fui convidado para produzir o programa de rádio de Graça Araújo, com aquele formato de consultório, que estava muito desacertado por falha de produção. Elaborei um script, que o programa não tinha, levantei as vinhetas, a abertura do programa, as falas e coloquei na mesa dela, entreguei um para o operador e fiquei com o meu para apresentar com Graça. Quando terminou o programa, ela me pegou pela mão e disse: “o cara é esse aqui”. Fiquei na produção com ela e aprendi muita coisa. Graça Araújo contribuiu muito na minha formação como jornalista. Eu estava terminando a faculdade. Como começou sua parceria com Geraldo Freire? Quando terminei o curso, saí da rádio e voltei em 2004 já contratado por Geraldo Freire para ser seu produtor. Acordava todos os dias às 3 horas da manhã, tinha que estar na redação às 4h para montar o programa com ele. Comecei em fevereiro, bem pertinho do Carnaval. Como eu já tinha aquele trabalho de experiência de palco em Arcoverde, nesse período de 2002 a 2004, comecei a apresentar o Carnaval do Marco Zero para a Prefeitura do Recife. Era um contrato muito bom, eu ainda estudando e ganhava o dinheiro de praticamente um ano. Prestes a apresentar o Carnaval em 2004, Geraldo me chamou para trabalhar com ele e eu disse que aceitava o convite, mas com a condição de começar depois do Carnaval. Ele disse “não, quero você amanhã indo lá. Se vire”. E eu me virei. Terminava no Marco Zero lá pelas 3h30 para 4h ir para a rádio. Virava direto, pois eu chegava às 17h no Marco Zero. Só sei que numa dessas viradas, eu produzi um material sobre saúde com perguntas para médicos. No outro dia o outro produtor, Roberval Medeiros me disse: “oh, Wagner, vem cá, onde tu ouvisse falar em trombose venenosa?” Eu morrendo de sono do Carnaval, escrevia e começava a cochilar e, no lugar de digitar trombose venosa, escrevi trombose venenosa

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Prefeitura do Recife avança com obras do Hospital da Criança do Recife

(Da Prefeitura do Recife) Iniciada em janeiro deste ano, a construção já está com um progresso físico de 40%. Estão sendo investidos R$ 116 milhões na construção da unidade hospitalar, com recursos advindos do Ministério da Saúde e da Prefeitura do Recife As obras do Hospital da Criança do Recife – Antônio Carlos Figueira (HCR), no bairro de Areias, seguem em ritmo avançado. Iniciada em janeiro deste ano, a construção já está com um progresso físico de 40%. Para entregar à população da capital pernambucana uma unidade hospitalar completamente voltada aos cuidados de crianças e adolescentes, estão sendo investidos R$ 116 milhões, com recursos advindos do Ministério da Saúde e da Prefeitura do Recife. “O andamento da construção do Hospital da Criança do Recife é algo inédito na história da cidade. Em seis meses já temos 40% da obra pronta e entregaremos o equipamento completo no fim deste ano. Esta é uma obra que conta com recursos do Governo Federal, através do PAC, e representa o que é fazer uma gestão pública com qualidade. Aqui vemos a capacidade de fazer obras, tirar os projetos do papel e realizar investimentos”, ressaltou João Campos. Com uma área construída de 12 mil m² no terreno de número 121 da Avenida Recife, no bairro de Areias, o Hospital da Criança do Recife deverá ser inaugurado em dezembro deste ano. Neste momento, estão sendo executados os serviços de alvenaria, montagem da estrutura pré-moldada do prédio principal e a instalação dos sistemas hidrossanitários e elétricos. Além disso, estão em andamento as fundações para o pórtico de entrada, a guarita e o bloco de serviços.. “O Hospital da Criança foi totalmente pensado de uma forma fabril. É um projeto muito sustentável, em que prevemos a redução de resíduos. Estamos concluindo toda etapa de estrutura física do pré-moldado e a obra está seguindo como esperado para ser entregue no fim deste ano”, explicou Cinthia Melo, chefe do Gabinete de Projetos Especiais (GABPE), que coordena a obra. O Hospital da Criança do Recife terá capacidade para realizar consultas, exames e cirurgias de pequeno porte, ampliando o acesso de crianças e adolescentes da capital ao Serviço Único de Saúde (SUS). A unidade será equipada com 60 leitos, sendo 50 destinados à enfermaria e dez à terapia intensiva (UTI). “O Recife tem uma demanda muito grande em pediatria e esse será o maior equipamento de saúde da cidade. Serão mais de 14 especialidades, 100 mil consultas por ano, cinco mil cirurgias, dois blocos cirúrgicos e mais de 26 tipos de exames diferentes. Isso tudo vai ajudar na organização da demanda voltada para a infância e as crianças e adolescentes do Recife contarão com um equipamento completo para atender às suas necessidades”, afirmou Luciana Albuquerque, secretária de Saúde do município. Além disso, os meninos e meninas terão acesso a ambulatórios especializados em diversas subespecialidades pediátricas, como ginecologia, psiquiatria e neuropediatria. A unidade também oferecerá leitos integrais de saúde mental, um Serviço de Apoio Diagnóstico e Terapêutico (SADT), um Centro de Apoio ao Atendimento à Criança Vítima de Violência, e um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), garantindo assim um atendimento completo e multidisciplinar. A estrutura física da unidade hospitalar será distribuída em quatro andares, cada um com funções específicas. No térreo, além de seis recepções para acolher os pacientes e seus familiares, estarão localizados os serviços ambulatoriais especializados, SADT,  CEO, salas de vacinação e apoio social, farmácia e necrotério. Nesta mesma área, serão destinados espaços dedicados ao bem-estar e entretenimento das crianças, como playground, brinquedoteca, jardim de inverno, fraldários, lactários e banheiros. No primeiro pavimento, estarão localizados os leitos de UTI e enfermaria. Na área, também serão destinados espaços de acolhimento para as famílias dos pacientes internados, visando proporcionar conforto e apoio emocional durante o período de tratamento. Além disso, será instalado terraço-jardim, playground e espaço ecumênico. O acesso a este pavimento será facilitado por meio de escadas rolantes e elevadores sociais, garantindo praticidade e acessibilidade a todos os usuários. No segundo piso, estará concentrada a parte administrativa do hospital, incluindo um auditório para eventos e reuniões, cozinha, refeitório, depósitos, almoxarifado e vestiários para funcionários. Já no terceiro andar, haverá a Escola Hospitalar, assegurando a continuidade da educação para as crianças e adolescentes internadas no local. O objetivo é garantir que, mesmo durante a hospitalização e a impossibilidade de participar das aulas regulares, eles não tenham seus estudos prejudicados. A estrutura do Hospital da Criança do Recife será projetada com janelas amplas, proporcionando vistas para o ambiente externo e permitindo o aproveitamento da luz natural durante o dia. Além disso, a decoração será enriquecida com painéis de madeira, incorporando elementos e pinturas que remetem à natureza e às brincadeiras infantis. Esses detalhes visam criar um ambiente acolhedor, estimulante e reconfortante para as crianças e adolescentes. No estacionamento, o paisagismo foi planejado para proporcionar conforto térmico aos usuários. Além das vagas para veículos, a área contará com espaços de abrigo e convivência, onde serão incluídos elementos como balanços e piões mexicanos. Eles não apenas servirão como sombreiros, garantindo proteção contra o sol, mas também funcionarão como brinquedos para as crianças.

Prefeitura do Recife avança com obras do Hospital da Criança do Recife Read More »