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Exposicao Vidas em Cordel. Credito Museu da Pessoa Divulgacaox

Exposição “Vidas em Cordel” é prorrogada no Cais do Sertão após recorde de público no Recife

Mostra do Museu da Pessoa supera marcas nacionais, reúne mais de 66 mil visitantes e segue em cartaz até janeiro A exposição “Vidas em Cordel” teve sua temporada prorrogada no Centro Cultural Cais do Sertão, no Recife, após registrar o maior público de toda a trajetória do projeto no país. A passagem pela capital pernambucana reuniu mais de 66 mil visitantes e resultou na gravação de 720 histórias de vida, coletadas na cabine interativa instalada no espaço expositivo. O desempenho no Recife superou com folga outras edições da mostra. O número de visitantes foi mais que o dobro do registrado em São Paulo, segunda cidade com maior público, que contabilizou pouco mais de 28 mil espectadores e 216 relatos gravados no Museu da Língua Portuguesa. Diante do sucesso, a organização decidiu estender o período de visitação até o dia 18 de janeiro, aproveitando o fluxo ampliado de público durante as férias e o recesso de fim de ano. Promovida pelo Museu da Pessoa, com patrocínio oficial da Petrobras, a exposição une literatura de cordel e xilogravura para transformar em arte histórias de brasileiros célebres e anônimos. As obras são apresentadas em versos e imagens que destacam trajetórias marcantes e valorizam a diversidade cultural, social e humana do país. No Recife, a mostra ocupa a sala Todo Gonzaga, no segundo andar do Cais do Sertão. A exposição apresenta grandes painéis ilustrados com xilogravuras, minibiografias dos personagens retratados e textos explicativos sobre a tradição do cordel. O público também tem acesso a cordéis distribuídos gratuitamente, QR Codes com conteúdos interativos, espaço para registro fotográfico e uma cabine de gravação de depoimentos, que passam a integrar o acervo do Museu da Pessoa. O projeto já percorreu cinco estados e soma mais de 80 mil visitantes presenciais e 190 mil acessos online. Além da experiência física, o conteúdo da exposição pode ser acessado virtualmente, com materiais exclusivos disponíveis em plataforma digital. A Programação Cultural do Museu da Pessoa é viabilizada pelo Programa Nacional de Apoio à Cultura, com patrocínio da Petrobras e apoio de instituições públicas e privadas, incluindo o Governo de Pernambuco, por meio do Centro Cultural Cais do Sertão. ServiçoExposição: “Vidas em Cordel”, do Museu da PessoaQuando: até 18 de dezembroVisitação: das 10h às 16h (terça a sexta) e das 13h às 18h (sábados e domingos)Onde: Centro Cultural Cais do Sertão – Avenida Alfredo Lisboa, s/n, Recife AntigoQuanto: acesso gratuito

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O Poste: 21 anos de contracolonização e fortalecimento do Teatro Negro em Pernambuco

Grupo fundado mantém pesquisa em matriz afroindígena, forma novas gerações e amplia circulação nacional e internacional com linguagem cênica própria. *Por Rafael Dantas O que começou como um grupo especializado em iluminação cênica se transformou, ao longo de duas décadas, em um dos mais importantes núcleos de teatro negro, pesquisa artística e formação de jovens no Recife. Criado em 2004, o Grupo O Poste Soluções Luminosas hoje é empresa formalizada, escola, espaço cultural e referência de ações afirmativas no campo das artes. Fundado por Naná Sodré, atriz, diretora, pesquisadora e professora de Artes Cênicas da UFPE, o grupo desenvolve uma pesquisa continuada de matriz afroindígena e sustenta práticas cênicas que deslocam o eurocentrismo de suas estruturas. Da luz à cena: uma transição natural Quando surgiu, o Poste realizava projetos de iluminação de espetáculos. Montava refletores, acompanhava ensaios, dialogava com equipes de figurino e maquiagem. Mas, como lembra Naná Sodré, a vocação artística do grupo já apontava para outro caminho. A partir de 2008, o coletivo assume definitivamente sua identidade como grupo de teatro de pesquisa, ampliando repertórios, métodos e linguagens. Hoje, o grupo desenvolve dramaturgia, direção, sonoplastia, dança, cinema, formação continuada e ações comunitárias. Com sede no Recife e formado atualmente por Naná Sodré, Agrinez Melo e Samuel Santos, O Poste direciona suas criações para ações afirmativas voltadas à negritude. A metodologia própria — construída na pesquisa “O Corpo Ancestral dentro da Cena Contemporânea” — articula movimentações dos Orixás do Candomblé e guias da Umbanda/Jurema. A prática reafirma a busca por um corpo cênico ancestral e atualizado, conectando linguagens, espiritualidades e memórias da diáspora africana. Um quilombo urbano no centro do Recife O espaço físico do grupo, no centro da cidade, abriga a Escola O Poste de Antropologia Teatral, que funciona como principal base financeira e pedagógica. São cursos de 6 a 8 meses com professores, pesquisadores e mestres ligados a práticas negras, afro-indígenas e populares, como capoeira, cavalo-marinho, caboclinho e terreiros de matriz africana. Naná define o espaço como um quilombo urbano: aberto a crianças, jovens, adultos e idosos; a pessoas de múltiplos gêneros; e estruturado para acolher diversidade e promover autonomia. “Nós somos um quilombo urbano.” Teatro negro como projeto político e estético O Poste assume-se como grupo de teatro negro, com estética e narrativas ancoradas em vivências afro-indígenas. Trabalha pesquisas como “o corpo ancestral na cena contemporânea”, desenvolvida em terreiros do Recife, e atua para fortalecer representatividade, identidade e letramento racial no campo artístico. “Estar em cena enquanto pessoa negra, dizendo textos que dialogam com a nossa realidade, muda estruturas”, afirma Naná. O grupo também se inspira na trajetória de artistas e pensadores como Abdias Nascimento e Solano Trindade, figuras que, para Naná, abriram caminhos estéticos e políticos que hoje sustentam a cena negra no país. Ao reconhecer-se como “sementes” desses criadores, O Poste inscreve sua prática em uma linhagem que atravessa o Teatro Experimental do Negro, a poesia de terreiro, as performatividades afroindígenas e os processos de contracolonização que antecedem e orientam a pesquisa contemporânea do coletivo. Formação de jovens e construção de futuros Além das próprias produções, o Poste mantém o Postinho, núcleo formado por quatro jovens entre 20 e 22 anos que passaram por uma formação de dois anos e meio. Eles já assinam projetos, conquistam editais e desenvolvem seus próprios espetáculos. A formação inclui estética, história, processos de criação e também temas como elaboração de projetos, emissão de nota fiscal, contratos, direitos trabalhistas e organização financeira — preparando-os para autonomia e liderança. “Queremos que eles ocupem espaços de poder. Que uma dessas jovens esteja no futuro na cadeira da Cultura da Prefeitura do Recife, por exemplo”, diz Naná. Impacto social: arte que chega onde nunca houve teatro Ao longo dos anos, o grupo levou espetáculos a cidades sem teatros ou equipamentos culturais, viajando pelo rio São Francisco, passando por municípios de Minas e Bahia, e circulando também por localidades periféricas de Pernambuco. O objetivo é simples e profundo: garantir fruição estética a quem nunca teve acesso. Como resume Naná Sodré: “A gente sempre gosta de desaguar nossas artes em lugares onde a fruição estética e artística precisa de uma força. Escolhemos cidades em que as pessoas nunca tinham assistido teatro na vida. Se não tinha teatro, era justamente pra lá que a gente ia.” O Poste também tem atuado diretamente na construção de pautas estruturantes para o setor cultural. A partir de discussões promovidas pelo grupo e de sua participação ativa na cena artística pernambucana, políticas de incentivo passaram a incorporar perspectivas raciais e de representatividade. Um dos resultados mais significativos desse processo foi a inclusão de critérios de cotas e ações afirmativas no Funcultura, medida que ampliou o acesso de artistas negros aos mecanismos públicos de fomento e reposicionou o debate sobre equidade no ambiente cultural do Estado. Afroempreendedorismo como mudança de paradigma Para Naná, o afroempreendedorismo vai além de “negros empreendendo”: é um movimento de transformação estrutural. O grupo defende que o protagonismo negro no teatro, na gestão, na formação e nos espaços de decisão gera impacto direto em políticas públicas, modelos de ensino, representatividade e justiça simbólica — especialmente para crianças e jovens que se reconhecem em artistas, pesquisadores e gestores negros. “Nós sabemos que o racismo não vai acabar de uma hora para outra. Então pensamos como sementes. O que fazemos agora é para florescer no futuro”, afirma. Experiência internacional A trajetória internacional de O Poste também se consolidou nos últimos anos, ampliando o alcance da pesquisa afroindígena do grupo. Após a pandemia, a companhia integrou a Mostra Lusófona, no Piauí, apresentando Ombela — espetáculo que dialoga em português e em umbundo, língua tradicional angolana. Foi ali, em uma rodada de negócios promovida pelo Sebrae, que o grupo estabeleceu conexões com curadores de diversos países, o que abriu portas para novas circulações. Além dessa experiência, o coletivo já levou seus trabalhos à Dinamarca, Uruguai e Portugal, em ações independentes que reforçam a presença transnacional da companhia e ampliam o diálogo do teatro negro produzido no Recife com outras

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Obra de Ploeg Foto Divulgacao

Leilão de arte solidário arrecada fundos para projetos sociais em Olinda e no Cabo

Primeira edição do Esperança com Arte, promovida pela B56 Galeria, reúne 48 obras de artistas consagrados e destina parte da renda a iniciativas comunitárias. A B56 Galeria de Arte realiza, no dia 12 de novembro, às 20h, o primeiro Leilão Esperança com Arte, evento beneficente que une cultura e solidariedade. Parte da arrecadação será destinada aos projetos Cozinhas Afetivas, em Olinda, e à Comunidade de Marisqueiras de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho. A ação busca fortalecer o impacto social da arte e valorizar artistas locais e nacionais. Arte e solidariedade em destaque O leilão reúne 48 obras de 27 artistas, entre eles Abelardo da Hora, Reynaldo Fonseca, Carybé, Antonio Mendes, Ploeg e Wellington Virgolino. As peças terão lances iniciais de 30% a 50% abaixo dos valores de ateliê, ampliando o acesso a obras de relevância artística. A proposta também estimula a renovação de acervos neste fim de ano, associando estética, propósito e generosidade. O evento, realizado de forma online via WhatsApp, é voltado a colecionadores e novos apreciadores de arte. A B56 Galeria pretende consolidar a iniciativa como uma ação anual de economia criativa e incentivo à transformação social por meio da cultura. Inspiração e propósito social “Queremos que o Esperança com Arte seja mais que um leilão — é um movimento de fé na transformação social por meio da cultura. Ao mesmo tempo em que as pessoas adquirem arte, ajudam a alimentar famílias e fortalecer comunidades.” A afirmação é de Benedito Marques, idealizador da B56 Galeria, que destaca o caráter transformador do projeto. Para ele, o evento reforça o papel da arte como ferramenta de conexão entre a sensibilidade estética e a responsabilidade social. Impacto e perspectivas Mais do que um leilão, o Esperança com Arte simboliza a integração entre o mercado artístico e causas comunitárias. A proposta da B56 Galeria é criar um ciclo de solidariedade contínuo, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade e fortalecendo iniciativas locais. O formato digital amplia o alcance da ação e demonstra como a arte pode ser instrumento de desenvolvimento humano e social. Serviço

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Raul Cordula e Cecilia Ribeiro

Geometria e sensibilidade se encontram em nova exposição na Cecí Galeria

Mostra “Geometria Sensível” reúne obras de Raul Córdula e Marcenaria Olinda em diálogo entre arte, design e tradição construtiva A Cecí Galeria, localizada na Jaqueira, Zona Norte do Recife, inaugura no próximo sábado, 8 de novembro, a exposição “Geometria Sensível”, que promove um encontro entre os universos criativos do artista Raul Córdula e de Fernando Ancil, da Marcenaria Olinda. Sob curadoria de Bruno Faria, a mostra propõe uma reflexão sobre como a geometria, elemento essencial da arte, se renova em interpretações contemporâneas e sensoriais. A abertura contará com uma aula aberta de Raul Córdula sobre sua trajetória artística, a partir das 10h, com entrada gratuita. “Em ‘Geometria Sensível’, a tradição da geometria na arte é revisitada e atualizada. A forma não aparece apenas como estrutura compositiva, mas como experiência estética e poética, revelando o diálogo entre raciocínio construtivo e sensibilidade artística. Ao reunir Raul Córdula e Marcenaria Olinda, a Cecí Galeria propõe um encontro entre gerações, práticas e materiais — entre a pintura e a madeira, a cor e a forma, o gesto e o ofício — reafirmando a potência da arte como campo de construção, encontro e reinvenção”, explica o curador Bruno Faria. Reconhecido por sua produção marcada por cores vibrantes e formas geométricas precisas, Raul Córdula apresenta pinturas inéditas em acrílica sobre tela e gravuras criadas na última década, incluindo obras como O Nadador, Paisagem Azul e Paisagem Vermelha. Já Fernando Ancil, à frente da Marcenaria Olinda, expõe composições geométricas em madeira laqueada e esculturas da série “Festejo”, que evocam o encontro entre tradição popular, design e artesania, sempre sob o lema ambiental “Nenhuma árvore a menos.” “A Marcenaria Olinda integra o grupo de artistas representados pela galeria. Já Raul mantém uma parceria conosco há bastante tempo – desde 2022, quando realizou uma exposição aqui. Também lançamos uma serigrafia dele, que marcou o início do nosso programa de múltiplos. Cada um tem um trabalho distinto, um em madeira, outro em pintura sobre tela e serigrafias, mas as cores e composições dialogam de forma muito bonita, quase complementar. Tenho certeza de que será uma exposição especial. Convido todos a visitarem a Cecí.” ServiçoExposição: Geometria Sensível – Raul Córdula e Marcenaria OlindaCuradoria: Bruno FariaLocal: Cecí Galeria – Rua do Futuro, 858, Sala 7, Jaqueira, Recife – PE (em cima do Café No Meio do Mundo)Abertura: 8 de novembro de 2025 (sábado), às 10hPeríodo: até 22 de novembro | Segunda a sábado, das 14h às 18h ou com agendamentoEntrada gratuitaInstagram: @ceci.galeria

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Concerto de Natal 2025 do Aria Social leva música e dança ao Palácio do Campo das Princesas

O Concerto de Natal 2025, regido por Rosemary Oliveira e direção artística de Ana Emília Freire, conta com um elenco de 144 artistas. Foto: Fernando Azevedo. O espírito do Natal ganhará forma, som e movimento nas noites dos dias 5, 6 e 7 de dezembro, quando o projeto Aria Social, em parceria com o Governo do Estado de Pernambuco, realiza o Concerto de Natal 2025. Nesta quarta edição, o espetáculo será encenado em palco montado em frente ao Palácio do Campo das Princesas, no Recife, com entrada gratuita. Com direção geral da bailarina Cecilia Brennand e regência da maestrina Rosemary Oliveira, o concerto reúne orquestra, coral, dança e projeções visuais, em uma celebração de fé, arte e esperança. “Estamos muito felizes e gratos em realizar o Concerto de Natal contando com a parceria do Governo de Pernambuco, sob a liderança da governadora Raquel Lyra. Estamos confiantes de que será uma experiência inesquecível de arte, cultura e esperança para o nosso povo”, afirma Cecilia Brennand, diretora-geral do Aria Social. A montagem envolve 144 artistas — entre bailarinos, músicos e solistas — além de uma equipe técnica com 17 profissionais, somando 162 pessoas envolvidas na produção. Com repertório que une tradição e emoção, o concerto abre com um medley que integra orquestra, coral e bailarinos em uma jornada musical conduzida pela maestrina Rosemary Oliveira. “O repertório passeia desde as tradicionais canções que aquecem os corações, como ‘Adeste Fideles’ e ‘Pinheirinho’, finalizando com o último trecho do quarto movimento da vibrante ‘Nona Sinfonia de Beethoven’”, destaca Rosemary. A regente ressalta que cada acorde e movimento foram pensados para “celebrar a fé, a esperança e a paz que Cristo trouxe para a humanidade”. As coreografias, assinadas por Ana Emília Freire e Inêz Lima, transformam o palco em um quadro vivo de gestos e emoções. “O Concerto de Natal é um quadro vivo — uma pintura coreográfica e musical que se enquadra frente ao Palácio, onde o gesto e a música se unem para expressar fé e amor”, explica Ana Emília, diretora artística do espetáculo. A figurinista Beth Gaudêncio complementa a narrativa com figurinos e aquarela criados especialmente para o evento, traduzindo em cores e texturas a poesia do Natal. Fundado por Cecilia Brennand, o Aria Social é uma instituição sem fins lucrativos com mais de 30 anos de atuação na formação de bailarinos-cantores e músicos, atendendo atualmente 580 alunos da Região Metropolitana do Recife. O projeto é mantido por doações e leis de incentivo fiscal, que garantem a continuidade das ações educativas e culturais. ServiçoConcerto de Natal 2025 – Palácio do Campo das Princesas📅 Datas: 05 e 06 de dezembro, às 19h30; 07 de dezembro, às 17h30📍 Local: Palácio do Campo das Princesas – Praça da República, Santo Antônio, Recife – PE🎟️ Entrada gratuita💻 Mais informações: www.ariasocialcontadobem.com.br

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Exposicao Encontros no MHM. Credito Fhox Midia

“Encontros”, de Thereza Eugênia, permanece em cartaz no Centro Cultural MHM até outubro

Mostra reúne 60 registros de grandes nomes da música brasileira e revela bastidores de uma era marcante da MPB O público tem até o final deste mês para conferir a exposição “Encontros”, de Thereza Eugênia, em cartaz no Centro Cultural Marcos Hacker de Melo (MHM), em Boa Viagem. A mostra, com curadoria do Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS-SP), reúne cerca de 60 registros que eternizam encontros históricos e momentos de intimidade de artistas como Chico Buarque, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Gal Costa, Gilberto Gil, Belchior e Ney Matogrosso, nos anos 60, 70 e 80. O trabalho de Thereza vai além do registro documental. Suas imagens revelam os bastidores da música popular brasileira, evidenciando cumplicidade e naturalidade em momentos raros. Entre os destaques, estão cliques como “Luiz Gonzaga e Gonzaguinha” (1976), “Alcione e Clara Nunes” (1976) e “Regina Casé, Caetano Veloso e Maria Bethânia” (1975), que permanecem como testemunhos visuais de uma época vibrante da cultura nacional. Nascida em Serrinha, na Bahia, Thereza Eugênia iniciou sua trajetória ainda jovem, influenciada pela avó, que mantinha um laboratório fotográfico. Sua carreira deslanchou no Rio de Janeiro, quando passou a registrar apresentações musicais e conquistou a atenção de figuras como o produtor Guilherme Araújo. Com o talento em transformar instantes em retratos icônicos, a fotógrafa chegou a assinar capas de discos, como “Cantar” (1974), de Gal Costa, e “Roberto Carlos no Canecão” (1970). O MHM, espaço dedicado à cultura e ao desenvolvimento sociocultural, abriga a exposição como parte de sua programação diversificada, que une arte, lazer e gastronomia. A instituição também destina sua arrecadação ao Programa Ressignificar, voltado a crianças e adolescentes de escolas públicas da Zona da Mata Sul de Pernambuco. Serviço: Exposição “Encontros”, de Thereza Eugênia📍 Local: Centro Cultural Marcos Hacker de Melo – Avenida Domingos Ferreira, esquina com Rua Tenente João Cícero, nº 258, Boa Viagem📅 Até o final de outubro⏰ Horários: Segunda a sexta, das 9h às 19h | Sábado, das 10h às 20h | Domingo, das 10h às 18h🎟️ Ingressos: Pernambucanos – R$ 40 (inteira) | R$ 20 (meia) | Visitantes de outros estados – R$ 50 (inteira) | R$ 25 (meia) | Gratuito às terças-feiras📩 Informações e agendamentos: agendamento@institutomhm.org

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Samira Pavesi estreia exposição individual na Galeria Janete Costa, no Recife

“O que ecoa por entre vazios” reúne 40 obras inéditas da artista capixaba, entre pinturas, esculturas, fotografias e assemblagens, com visitação gratuita até 30 de outubro A Galeria Janete Costa, localizada no Parque Dona Lindu, recebe a primeira exposição individual de Samira Pavesi no Recife, intitulada “O que ecoa por entre vazios”. A vernissage acontece no dia 2 de outubro, a partir das 18h, e a visitação segue gratuita de 3 a 30 de outubro, de quarta a domingo, das 11h às 20h. O projeto reúne 40 obras inéditas da artista capixaba, que já morou na cidade, contemplando diferentes suportes e linguagens, incluindo pinturas, esculturas, fotografias, desenhos, instalações e assemblagens. Samira Pavesi destaca sua ligação afetiva com a capital pernambucana: “Eu já havia participado de uma mostra coletiva na Christal Galeria, no Recife, há dois anos, mas pela minha ligação afetiva com a cidade, sentia que precisava voltar para apresentar meu trabalho de uma forma mais ampla. O Recife é uma cidade que respira arte e possui um público que valoriza essa efervescência. Então, estou muito feliz de voltar e em uma galeria tão especial como a Janete Costa, além disso a arquitetura do espaço dialoga muito com os trabalhos que irei apresentar”. A curadoria da exposição é assinada por Steve Coimbra, que acompanhou o desenvolvimento do projeto desde abril deste ano. Com experiência em residências internacionais e formação em importantes escolas de artes visuais, Samira explora em suas obras a interação entre corpo, espaço e movimento, questionando liberdade e limites no mundo contemporâneo. Segundo a artista, “Os elementos que uso me levam para um lugar mais subjetivo e isso passa por um questionamento sobre a liberdade, porque, muitas vezes, a gente se coloca em lugares e em posições emocionais e físicas que, na verdade, estão nos limitando e nos prendendo muito mais do que nos libertando e posicionando. Acabamos absorvendo papéis e funções que foram estabelecidas ao longo dos anos, que a gente tenta se desvencilhar, mas que estão ainda muito presentes e internalizadas”. O projeto marca também o retorno da Galeria Janete Costa após manutenção estrutural, celebrando a efervescência cultural do Recife. A mostra de Samira Pavesi convida o público a atravessar olhares e sensações em múltiplos suportes, explorando a subjetividade e a presença do corpo em espaços urbanos. Serviço:Exposição: O que ecoa por entre vazios – Samira PavesiCuradoria: Steve Coimbra | Texto: Daniela AvellarLocal: Galeria Janete Costa – Parque Dona Lindu, Recife–PEAbertura: 2 de outubro de 2025, às 18hVisitação: 3 a 30 de outubro de 2025, quarta a domingo, das 11h às 20hEntrada gratuita

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Dois Mundos: Isa Pontual e Rinaldo Carvalho expõem no Villa Bistrô

Mostra reúne arte figurativa e abstrata em diálogo poético no Recife O Villa Bistrô, no bairro do Espinheiro, abre suas portas no dia 1º de outubro, às 19h, para a exposição Dois Mundos. A mostra reúne obras dos artistas plásticos Isa Pontual e Rinaldo Carvalho, sob curadoria de Márcia Cabral, e promete atrair público do circuito cultural recifense em uma noite de celebração à diversidade da arte contemporânea. No campo da arte figurativa, Isa Pontual apresenta trabalhos que dialogam com memória e identidade. Seu processo criativo, como explica, parte de um movimento contínuo de elaboração: “Criar é recordar, repetir, elaborar” (Heidegger). Segundo a artista, “assim, eu faço e desfaço, acrescento, subtraio, elaborando algo que se tornará uma composição única, resultante de minhas vivências, padrões, imagens que ficaram gravadas na memória. É a expressão do que eu sou, algo inerente à minha natureza”. Em contraste, Rinaldo Carvalho mergulha no abstrato, explorando cores, formas e gestos livres. Suas telas evocam emoções e sensações que escapam da representação literal, revelando uma poética subjetiva. Para ele, “o abstrato é a possibilidade de dar forma ao invisível, de transformar sentimentos em cor e movimento. É como se a tela fosse um espaço de liberdade absoluta, onde o gesto se torna linguagem e cada traço, um instante de revelação”. A exposição Dois Mundos permanece em cartaz até dezembro de 2025 e se apresenta como um convite ao público para vivenciar encontros e contrastes entre diferentes linguagens artísticas. A mostra reafirma que a arte é múltipla, infinita e capaz de unir universos distintos em um mesmo espaço. ServiçoExposição Dois Mundos – Isa Pontual e Rinaldo CarvalhoAbertura: 1º de outubro de 2025, às 19hLocal: Villa Bistrô – Rua da Hora, Espinheiro, RecifeEm cartaz até dezembro de 2025

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Antonio Mendes abre exposição “Vestígios de um Tempo Não Linear” em Olinda

Mostra celebra os 60 anos do artista pernambucano e propõe um diálogo entre tempo, memória e afetos na Casa Guita. Foto: Dayvison Nunes No dia 27 de setembro, das 14h às 18h, a Casa Guita, em Olinda, recebe a abertura da exposição “Vestígios de um Tempo Não Linear”, do artista plástico pernambucano Antonio Mendes, com curadoria do filósofo e professor da UFPE Filipe Campello. A mostra segue aberta ao público até o dia 25 de outubro, reunindo obras que atravessam a trajetória criativa do artista e celebram seus 60 anos de vida. A poética de Mendes transita entre o caos e a ordem, entre cores intensas, traços em expansão e fragmentos de memória. Suas telas trazem lembranças, afetos e paisagens que retornam em diferentes formas — ora figurativas, ora abstratas. Essa construção não-linear se aproxima do conceito de “tempo espiralar”, definido pela filósofa Leda Maria Martins, no qual passado, presente e futuro se entrelaçam em movimento contínuo. Entre os episódios que inspiram a obra do artista, está a lembrança do avô, que ergueu uma cerca com latas de óleo e arame em tempos de escassez. Essa memória, reelaborada na pintura, transforma a precariedade em invenção estética, aproximando o improviso popular da modernidade de nomes como Rothko e Mondrian. “Este momento tem um significado especial para mim. Não é um olhar para trás, mas uma forma de revisitar meu caminho e perceber como cada fragmento da minha história ganha novas camadas e sentidos. É meu modo de dar continuidade ao que nunca se fecha: uma construção em movimento”, afirma Antonio Mendes. Com uma trajetória marcada por individuais e coletivas desde os anos 1990, o artista parte da tradição paisagista figurativa para explorar simplificações de formas e interpretações mais livres. A mostra em Olinda não se apresenta como retrospectiva, mas como um convite a percorrer retornos, reinvenções e novas possibilidades de leitura de sua pintura. Serviço Exposição Antonio Mendes – Vestígios de um Tempo Não Linear📍 Local: Casa Guita – Rua Saldanha Marinho, 206, Olinda/PE🗓️ Abertura: 27 de setembro de 2025, das 14h às 18h📅 Visitação: até 25 de outubro de 2025🎟️ Entrada gratuita🔎 Mais informações: @atelierantoniomendes

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Renda Renascença em livro: tradição do Agreste ganha registro histórico e manual ilustrado

Obra de Ana Flávia Mendonça preserva a memória têxtil pernambucana e será lançada em Pesqueira e Recife A delicada arte da Renda Renascença, patrimônio cultural do Agreste pernambucano, ganha novo fôlego com o lançamento do livro “Renda Renascença: passo a passo com linha e agulha”, da artista e pesquisadora Ana Flávia Mendonça. O trabalho, fruto de sua dissertação de mestrado, transforma em páginas a tradição oral passada de geração em geração em Poção, município considerado berço da técnica em Pernambuco. A iniciativa busca valorizar o ofício das rendeiras e preservar a memória desse saber artesanal. Com três capítulos, a obra percorre desde o resgate da história de Dona Odete Primo Cavalcanti, integrante do primeiro grupo produtivo de renascença no estado, até os resultados de uma pesquisa de campo com 69 rendeiras de Poção, que revelou tanto os desafios quanto as potências da cadeia produtiva. Além disso, o livro apresenta uma representação visual inédita do passo a passo de 16 pontos da renda, tornando-se ao mesmo tempo registro histórico e guia prático para novos aprendizados. A publicação conta ainda com o prefácio da Profª Drª Maria Alice Vasconcelos Rocha, do departamento de Design da UFPE, que destaca: “A renda renascença encanta à primeira vista, mas só revela toda sua profundidade quando entendemos o tempo, a paciência e o afeto investidos em cada ponto”. Com diagramação da designer Isabela Loepert, o livro alia técnica e sensibilidade, reafirmando a resistência silenciosa das mulheres que seguem tecendo tradição no Agreste. SERVIÇOLançamento do livro “Renda Renascença: passo a passo com linha e agulha”📍 PESQUEIRA – 19/08, às 10h | Biblioteca Municipal📍 RECIFE – 20/08, às 9h | Faculdade SENAC – auditório (22º andar) | Durante a 18ª Semana Estadual do Patrimônio Cultural🎟 Evento gratuito | Classificação: livre

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