recife

Festival No Ar Coquetel Molotov se aproxima ainda mais da música eletrônica e confirma Gui Boratto

Há 16 anos no Recife (PE), o No Ar Coquetel Molotov é, indiscutivelmente, um festival que adora lançar tendências ao se jogar em diferentes caminhos e por sempre apostar em novos nomes da música emergente, enquanto também celebra artistas clássicos. Nesse cenário, pode-se afirmar, que a música eletrônica tem crescido cada vez mais. Em 2017, Recife recebeu a festa paulista Mamba Negra no palco do festival e ano passado foi a vez da Selvagem sair de São Paulo e ir até a capital pernambucana. Para este ano, dia 16 de novembro, além da festa GopTun, que vai encerrar um dos palcos, o evento terá o reverenciado ícone da música eletrônica, Gui Boratto. Com o disco Pentagram lançado em 2018, quase dez anos depois de Take My Breath Away, e um EP deste ano chamado Human, Gui Boratto sobe aos palcos do festival logo depois de uma breve apresentação de Coppola, aposta do selo DOC Records, que pertence a Gui. “Fazer um warm up pro Gui é como tocar em casa, um ambiente totalmente livre para explorar novas músicas e pegadas diferentes na pista! Além de trabalharmos juntos, tem o lance da amizade entre a gente, o que facilita muito as coisas”, afirma Coppola. A produção do No Ar conta que está bem ansiosa para essa apresentação. É a primeira vez que a música eletrônica ocupa um espaço de grande destaque no festival em Recife: “Já tivemos performances memoráveis, como da Milena Cinismo, do Batekoo Rec, NoPorn, Teto Preto, além de Iury Andrew e Ana Gizele, que ano passado abriram o show de Azealia Banks. Sem contar as festas que já recebemos, como Mamba Negra e Selvagem. Mas agora com Gui Boratto vai ser bem diferente. Acho que ele vai tocar para um público completamente novo, que não tem o costume de ir nas festas de música eletrônica da cidade”, aponta Ana Garcia, idealizadora do evento. “Vale ressaltar que a cena underground tem crescido muito em todo Brasil e naturalmente no Recife. Temos diversas festas como a Hypnoss, Reverse, Batekoo, além de DJs que têm fomentado a cena como Libra, Pedro Renor, Iury Andrew, Milena Cinismo e outros”, continua a produtora. Ana Garcia ainda lembra de como conheceu Gui Boratto: “Sou fã dele desde 2007! Lembro que quando ele lançou Chromophobia fui convidada pela inglesa Plan B (revista do icônico jornalista Everett True) para entrevistá-lo. Vi Gui crescendo de longe e sempre pareceu uma figura impossível de trazer para o No Ar, apesar dele sempre dialogar com festivais, tocando, inclusive, no Primavera Sound. Mas aí o time dele entendeu o nosso propósito e será marcante encerrar o festival com um nome tão grande”. NO AR Com uma atuação cada vez mais engajada com acessibilidade e um compromisso selado com a sustentabilidade ambiental, o festival No Ar Coquetel Molotov teve ingressos esgotados nos dois últimos anos atraindo oito mil pessoas no Caxangá Golf Club em cada edição. O No Ar tornou-se mais que uma imensa festa para os apreciadores de música e diversão e virou um espaço onde a diversidade é respeitada e incentivada. Um festival de resistência que preza pelo respeito e fortalece suas ativações com importantes parcerias, sendo o único que tem a Women Friendly – Empresa Amiga da Mulher como parceira. Para 2019, até agora o line up conta com Liniker & os Caramelows, Black Alien, MC Tha, a iraniana Sevdaliza, Rosa Neon e Drik Barbosa, além da festa Goptun e, claro, Gui Boratto e Coppola. Mas a programação vai além e ainda conta com cinema, moda, dança e economia criativa em vários locais da capital pernambucana. Com apresentação do TNT Energy Drink e pelo terceiro ano consecutivo no Caxangá Golf Club, essa será mais uma edição com muita música e ações de sustentabilidade, igualdade de gênero e acessibilidade. Ingressos já estão à venda pela Sympla aqui e os patrocínios são da Baterias Moura, cerveja Itaipava e Natura Musical. SERVIÇO No Ar Coquetel Molotov 2019 Shows com MC Tha, Drik Barbosa, Rosa Neon, Sevdaliza, Black Alien, Gop Tun e Liniker e os Caramelows, entre outros Local | Caxanga Golf Country Club – Av. Caxangá, 5362 – Iputinga Data | 16.11 Horário | a partir das 13h Ingressos LIMITADOS | 2º Lote: R$ 55,00 (meia), R$ 110,00 (inteira) e R$ 80,00 (social – levar 1 kg de alimento não-perecível) Link para compra online | www.sympla.com.br/noar2019 Pontos de venda | Avesso (Avenida Rui Barbosa, 806) – seg a sexta, das 9h30 às 19h30 e sábado das 9h às 18h. Formas de pagamento no local | Dinheiro Classificação indicativa para 16 anos com desde que estejam com esta autorização por escrito e com firma reconhecida pelos seus responsáveis legais em duas cópias. www.coquetelmolotov.com.br | www.facebook.com/noarcm

Festival No Ar Coquetel Molotov se aproxima ainda mais da música eletrônica e confirma Gui Boratto Read More »

Bairros de São José e Santa Rita estão de cara nova

O mês de setembro começou com uma novidade muito esperada no Centro do Recife. Acontece que os bairros de São José e Santa Rita, agora, estão mais organizados. Foram construídos três novos equipamentos para abrigar os comerciantes: o Centro de Comércio do Cais de Santa Rita, o Anexo do Mercado de São José e o Novo Mercado das Flores. Eles já estão em funcionamento e têm a capacidade de beneficiar cerca de 550 trabalhadores da área. Agora, com a transferência dos vendedores para os equipamentos, o Centro do Recife ganhou novos ares. O Mercado de São José, a Praça Dom Vital e a Basílica da Penha estão mais visíveis para o turista e para o recifense, o pedestre tem mais mobilidade e os comerciantes têm um lugar mais confortável e digno para comercializar seus produtos. Os novos espaços contam com banheiros e coberta, dando mais estrutura também aos clientes. A primeira etapa do Centro de Comércio do Cais de Santa Rita está em funcionamento desde 2017, com cerca de 40 boxes de alimentação. A etapa que está sendo entregue agora tem capacidade para 374 bancas e boxes de roupas, alimentação, feira de frutas e verduras, fiteiros, estivas e alimentos como grãos, charque e frios em geral. Além desse equipamento, também está sendo entregue o Anexo do Mercado de São José, com 87 boxes de ervas medicinais e artigos religiosos, que antes ficavam no entorno no Mercado de São José, nas conhecidas barracas verdes. O equipamento vai permitir a passagem de pedestres entre a Praça Dom Vital e o terminal de ônibus do bairro. Já o Novo Mercado das Flores, que antes funcionava próximo à sede do Consórcio Grande Recife, agora está com nova localização e funciona na continuidade do Centro de Comércio do Cais de Santa Rita. São cerca de 40 vendedores de flores beneficiados. Para o secretário de Mobilidade e Controle Urbano do Recife, João Braga, é uma enorme alegria concluir mais esta fase no ordenamento da cidade. “Estamos devolvendo para o cidadão e para o turista uma área que estava escondida há muitos anos. Agora, vai ser possível ver toda a beleza da fachada histórica do Mercado de São José, da Praça Dom Vital, da Basílica da Penha e os pedestres vão ter mais segurança no caminhar. O trabalhador também vai ter mais dignidade para receber os seus clientes. O Recife merecia isso e estamos muito orgulhosos com mais essa entrega”, comentou. FEIRAS NOVAS – Em 2016 e 2017, já foram entregues as Feiras Novas de Água Fria, Afogados e Nova Descoberta, beneficiando mais de 650 comerciantes.

Bairros de São José e Santa Rita estão de cara nova Read More »

Largo do Mercado da Boa Vista e pátios das igrejas de Santa Cruz e São Gonçalo terão passeios requalificados

Com o início da segunda etapa do projeto Calçada Legal na rua Gervásio Pires e um investimento de R$ 2.795.492,45, a Prefeitura do Recife garante acessibilidade e levará novos ares a importantes equipamentos turísticos da cidade. Requalificar as calçadas da cidade, garantindo o respeito aos padrões de acessibilidade, preservação de características históricas e priorizando trânsito não motorizado. Alinhado com esses conceitos, o projeto Calçada Legal segue transformando os passeios públicos do município e entra, na noite desta segunda-feira (02), na segunda etapa da rua Gervásio Pires, no Bairro da Boa Vista. Nesta fase da iniciativa, a Prefeitura do Recife, por meio da Autarquia de Urbanização do Recife (URB), requalificará também o largo do Mercado da Boa Vista e os pátios das igrejas de Santa Cruz e São Gonçalo. Será contemplada uma extensão total de 1.730,00m, da Gervásio Pires até a rua de São Gonçalo, incluindo vias do perímetro do Mercado da Boa Vista, totalizando um investimento de R$ 2.795.492,45. As obras começam com a demolição da calçada antiga da rua Gervásio Pires, que passará a contar com novos passeios feitos com materiais antiderrapantes, pisos táteis e rampas de acessibilidade. No entanto, o grande destaque desta etapa promete mesmo ser o perímetro do Mercado da Boa Vista. Neste trecho, além das calçadas, as próprias vias serão requalificadas, com a utilização de bloco intertravado, pedra mineira e recuperação das calçadas em ladrilho e pedra lioz. Serão contempladas com os serviços as ruas de Santa Cruz, São Gonçalo, da Alegria, Leão Coroado e Travessa Pedro Albuquerque. Estas três últimas, que compõem o perímetro do Mercado da Boa Vista, passarão a ter as ruas no mesmo nível do passeio e serão consideradas como uma área de velocidade reduzida para tráfego de veículos. O objetivo é promover maior qualidade no tráfego não motorizado e garantir acessibilidade em toda extensão das ruas. Com a mesma intenção, a frente do Mercado ganhará uma travessia elevada, garantindo o acesso seguro ao espaço, que também será contemplado com recuperação de calçada frontal e pátio interno com o uso de pedra mineira, respeitando padrões de acessibilidade. O pátio da Igreja de Santa Cruz também passará a ter calçada e rua no mesmo nível, ambas executadas em bloco intertravado. Já o pátio da Igreja de São Gonçalo será requalificado em pedra mineira e também ganhará soluções de acessibilidade. A iniciativa inclui ainda o plantio de árvores em todo o percurso. Ao final da obra, que tem previsão de conclusão para o final do mês de dezembro, serão aproximadamente 2.700m² de acréscimo de calçadas e 1.600m² de rua no mesmo nível do passeio. Este eixo das ruas Gervásio Pires, Santa Cruz e São Gonçalo apresenta uma grande integração entre importantes equipamentos da região e apresenta um grande fluxo de pedestres. Projeto – O Calçada Legal foi lançado em 2017 pela Prefeitura do Recife, por meio da Autarquia de Urbanização do Recife (URB), e está requalificando, atualmente, 17 passeios públicos da cidade. A iniciativa beneficia os principais corredores viários e será executada em todas as Regiões Políticas Administrativas (RPA’s). Estão em andamento os trabalhos nas ruas Barão de Souza Leão (Boa Viagem), Maria Irene (Jordão), Rui Barbosa e Amélia (Graças), João de Barros e do Príncipe (Santo Amaro), Gervásio Pires e Riachuelo (Boa Vista), Arquiteto Luiz Nunes (Imbiribeira), Augusto Calheiros e Santos Araújo (Afogados), Avenida do Forte e Carlos Gomes (Cordeiro), Coelhos (Coelhos) e João Líra e Mário Melo (Santo Amaro). Já foi concluída a Rua Carlos Chagas (Santo Amaro). O objetivo é privilegiar o caminhar, uma vez que mais de 70% da população do Recife usa transporte público ou se locomove a pé para casa, trabalho ou escola/faculdade.

Largo do Mercado da Boa Vista e pátios das igrejas de Santa Cruz e São Gonçalo terão passeios requalificados Read More »

Um passeio pelo estilo da Art Déco no Recife

Neste domingo (1), o grupo Caminhadas Domingueiras, que é conduzido pelo consultor e arquiteto Francisco Cunha, fez um passeio pela cidade do Recife para observar os prédios que tiveram a influência do estilo arquitetônico da Art Déco. Essa escola teve sua manifestação espalhada pelas artes visuais, arquitetura, design de interiores, cinema, moda, entre outros. Internacionalmente esse movimento ocorreu de forma mais forte entre 1925 e 1939. Na arquitetura brasileira, muitos edifícios foram erguidos ou projetados sob a influência da Art Déco durante a ditadura de Getúlio Vargas. No Recife, a região mais emblemática que foi planejada sob a influência desse estilo arquitetônico é na Avenida Guararapes. A imponência dos prédios, o design destacando a verticalização, uso de formas geométricas e a simplicidade das fachadas (como um contraponto aos estilos anteriores mais rebuscados) são algumas das características dessa escola na arquitetura. Na caminhada Francisco Cunha lembrou da referência dos navios antigos. Muitos desses prédios, de fato, trazem a lembrança da imagem de grandes embarcações do passado. O nome “Art Déco” é originado do termo francês “Arts Décoratifs” que tem como significado Artes Decorativas. A caminhada partiu do Marco Zero do Recife e com poucos metros do passeio, ainda na Av. Alfredo Lisboa, o grupo se deparou com o prédio da Receita Federal. Ainda no Bairro do Recife foi possível identificar edificações na Rua do Bom Jesus e na Avenida Rio Branco com as características da Art Déco. . . . . Seguindo pelas ruas do Bairro de Santo Antônio, os destaques foram para o atual prédio da OAB-PE, antigo Jornal do Commercio e para toda a Avenida Guararapes, que tem, por exemplo, o prédio dos Correios. Fizemos ainda uma parada na Praça do Sebo, que fica “no quintal” dos vários prédios. . Vista dos prédios a partir da Praça do Sebo. Ainda no Bairro de Santo Antônio, passamos pela antiga Confeitaria Glória, que foi o lugar onde João Pessoa foi assassinado. O crime foi fundamental para a Revolução de 30, que levou Vargas ao poder. Foi durante o período do Estado Novo, a partir de 37, que o ex-presidente incentivou o uso da influência Art Déco na arquitetura. A confeitaria era vizinha do Cinema Art Palácio,  fundado na década de 40, que tem uma característica mais moderna, mas também recebeu influências do Art Decó. . . . Entrando pela Boa Vista, a recepção da Art Déco veio pelo Cinema São Luiz. “O cinema São Luiz, pertencente ao grupo de Luiz Severiano Ribeiro, foi inaugurado no térreo do Edficio Duarte Coelho, no dia 7 de setembro de 1952, com modernas e luxuosas instalações”, afirmou Lúcia Gaspar, da Fundaj, no artigo Cinemas Antigos do Recife. Na Avenida Conde da Boa Vista pudemos observar outras edificações com os traços típicos desse período. . Pela Boa Vista passamos ainda pela Escola de Engenharia, na Rua do Hospício, pelo Hospital do Exército no bairro e pelo Santuário Nossa Senhora de Fátima. . . . Já na Encruzilhada, o grupo das  Caminhadas Domingueiras passou pela Escola Técnica Professor Agamenon Magalhães até chegar no mercado, que foi o ponto final do passeio. Na descrição da sua história, a escola afirma que “Em 1946, a ETEPAM estava passando por uma mudança de estrutura passando a funcionar nas instalações atuais. A escola foi apelidada de ‘’menina dos olhos do governo’’ devido aos constantes investimentos do governo na infraestrutura da instituição”. Etepam. Já o Mercado da Encruzilhada, que funciona desde 1824, passou a estrutura atual em 1950, durante o governo de Barbosa Lima Sobrinho.     Os “Vestígios do Art Déco na cidade do Recife (1919-1961): abordagem arqueológica de um estilo arquitetônico” foi inclusive o tema da tese de doutorado de Stela Gláucia Barthel, em 2015. No resumo do seu trabalho ela conta que “Foi elaborada uma Base de Dados que identificou seiscentos e oitenta e três edifícios (…). Eles se encontram em quarenta bairros, distribuídos por todas as regiões da cidade. São obras de arquitetos, engenheiros, projetistas e de pessoas que nunca estudaram Arquitetura. Pertencem a todas as classes sociais. Foram construídos entre 1919 e 1961”. Nas conclusões, a autora apontou que “Uma das constatações desta pesquisa é a de que no Recife o tempo do Art Déco se estendeu mais do que no restante do Brasil. A data mais recente é 1961, quando no resto do país isto vai até o início dos anos 50 (…). Entretanto a data mais antiga é 1919 e isto mostra que aqui o estilo chegou rapidamente, porque no mundo ele é datado no período entre guerras (1918-1939). Isto pode ter explicações pela posição que a cidade ocupa nas rotas marítimas ou aéreas, no contato com estrangeiros, que vieram trabalhar ou passear, na circulação de revistas e jornais trazidos por eles. Os bairros centrais, como o da Boa Vista e o de São José, apresentam exemplares desde 1919 e foram os pioneiros com a construção de edifícios mistos. Em todas as outras áreas da cidade há construções desde os anos 20. (…) A maioria dos autores estudados coloca como o auge do estilo no Brasil os anos 30, mas no Recife a maior parte das construções é dos anos 40. Ou seja, conviveu ainda com o Ecletismo tardio e com o Modernismo”. Você pode acessar esse estudo no link: https://repositorio.ufpe.br/bitstream/123456789/14975/1/tese.pdf Confira abaixo um vídeo que fizemos da Caminhada Domingueira do Estilo Art Déco. Em breve mais informações sobre o próximo passeio pelos estilos arquitetônicos do Recife.

Um passeio pelo estilo da Art Déco no Recife Read More »

“Bacurau” faz retrato de um Nordeste que insiste em resistir

Houldine Nascimento Em um primeiro momento, Bacurau, a comunidade retratada no filme homônimo dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, aparenta ser arcaica, mas vários elementos presentes na trama desmistificam essa impressão. Já nos minutos iniciais, o vilarejo localizado no “oeste de Pernambuco” demonstra estar bastante atento e conectado às novidades. O retorno de Teresa (Bárbara Colen) a sua terra natal serve de introdução para que o espectador tenha acesso às particularidades daquele ambiente. A falta d’água é uma realidade e o funeral da matriarca Carmelita (Lia de Itamaracá) reúne os habitantes, num rito que nada tem de melancólico, exceto pelo comportamento inapropriado da médica Domingas (Sonia Braga), uma das conselheiras do local. A partida da grande figura é o primeiro marco de “Bacurau” (Brasil/França, 2019), o filme – em cartaz nos cinemas brasileiros –, e antecede uma sequência de estranhos acontecimentos que a população passa a assistir. O clima de tensão é crescente: a cidade some do mapa. O caminhão-pipa que trafega com frequência para dentro e para fora da comunidade é misteriosamente atingido por tiros e cavalos soltos em disparada no fim de noite acentuam essa atmosfera. Isolada do restante do Brasil e abandonada à própria sorte, Bacurau resiste às inúmeras dificuldades a sua maneira. Há um senso de união entre os moradores, especialmente diante da chegada de um político oportunista e de dois forasteiros. Qualquer entrada atípica na cidade é motivo de alerta. As ações contínuas preparam o público para um segundo ato bastante explosivo, que sintetiza o distanciamento entre pessoas do Norte e do Sul do Brasil e a forma como uma região enxerga a outra. A partir de um grupo de estrangeiros que aporta nas redondezas, a obra delibera a pretensa superioridade que alguns brasileiros imaginam ter sobre os outros e o chamado “complexo de vira-lata”, abordado outrora por Nelson Rodrigues, perante outras nações. Não há um claro protagonista em “Bacurau”, a não ser a própria cidade. O entra e sai de atores não dificulta o trabalho da montagem, assinada por Eduardo Serrano, que consegue dar um dinamismo aos acontecimentos, garantindo fluidez na transição das personagens. As boas atuações saltam aos olhos. Um dos destaques é Lunga (Silvero Pereira), um foragido da justiça muito festejado pela população. Sua figura híbrida poderia muito bem ter saído de um “Mad Max”. A participação do alemão Udo Kier como Michael, o líder dos estrangeiros, também é marcante em razão das nuances que ele consegue empregar. Há, ainda, uma forte presença de povo, com passagens reservadas a moradores da comunidade de Barra, em Parelhas, no Sertão do Seridó (RN), onde o filme foi rodado. A narrativa de “Bacurau” é bastante intensa na segunda parte e não economiza na violência. O filme transita por diversos gêneros: ficção científica, ação, suspense, faroeste, terror e drama. Isso faz lembrar um bolo recheado com diversas camadas. Numa comparação, é como um suculento bolo de rolo pernambucano. Em seu terceiro longa-metragem de ficção, Mendonça Filho se juntou a Dornelles, designer de produção de “O som ao redor” e “Aquarius”. Uma curiosidade é que a ideia de tecer “Bacurau” surgiu em 2009, anos antes dos dois filmes. O roteiro também foi escrito pela dupla e reserva diálogos muito consistentes, o que, por vezes, costuma ser uma grande dificuldade das produções ficcionais brasileiras. Embora no começo os letreiros anunciem que a história se passa “daqui a alguns anos”, há muitos elementos que se chocam com a situação política do Brasil. O entreguista prefeito Tony Jr., vivido com brilhantismo por Thardelly Lima, talvez seja o que existe de mais evidente nesse sentido. É difícil apreender uma obra como “Bacurau” em sua completude. Experienciar este filme inclassificável será quase sempre muito melhor do que qualquer relato. Trata-se de uma produção única dentro do cinema brasileiro, daquelas que provocam imersão total e fazem a plateia vibrar.

“Bacurau” faz retrato de um Nordeste que insiste em resistir Read More »

Amcham Talks 2019 terá participação de Claudio Garcia

Com o objetivo de debater as principais tendências de mercado e gestão de pessoas bem como o que as empresas estão fazendo para se adaptarem a essas mudanças e acelerarem a transformação nos seus negócios, chegará a Recife, no próximo dia 04/09, a segunda edição do maior festival de inovação do Nordeste: o Amcham Talks 2019. O evento, que é promovido pela Amcham Recife e conta com o apoio da consultoria Lee Hecht Harrison (LHH), reunirá CEOs, diretores e profissionais de RH de vários segmentos para debaterem e compartilharem experiências, ideias e atitudes capazes de adaptar e impulsionar as pessoas a seguirem em frente com os seus objetivos. Um dos destaques será a participação ao vivo e on-line direto de Nova York, de Claudio Garcia, vice-presidente global de estratégia da LHH. Ele falará sobre como os gestores podem lidar com a atual pressão para transformar suas empresas, processos e culturas, e os mitos e verdades que envolvem esse processo e o malefício da resistência à mudança. Os interessados em participar podem obter mais informações pelo telefone (85) 3205-1861 ou pelo email: recife@amchambrasil.com.br . Serviço AMCHAM Talks Local: Museu Cais do Sertão (Avenida Alfredo Lisboa) Horário: 10h às 17h

Amcham Talks 2019 terá participação de Claudio Garcia Read More »

Ernest, o bistrô dos cafés e empadas especiais

Há alguns anos Neide Wink trabalhava como gestora em uma concessionária. Com a crise econômica veio o desemprego e novos desafios. Uma irmã sugeriu: por que você não faz empadas? Mesmo sem habilidades profissionais de cozinha naquela época, ela começou a testar. Mão na massa literalmente e após alguns meses, Neide e a filha Ane Wink empreenderam investindo uma food bike, a Empabike. Com um pouco mais de um ano passou a servir café, acompanhando as suas já procuradas empadas em um food park. A boa combinação e o crescimento das cafeterias no Recife levou mãe e filha ao novo negócio em ascensão: as casas de cafés especiais. Elas assumiram em 2018 o Ernest Café, no bairro do Espinheiro, que estava fechado há alguns uns meses. Com a reconquista da antiga clientela e muita criatividade das novas donas, o local voltou a cair no gosto do público da Zona Norte. Hoje tanto Ane como Neide são baristas e preparam os cafés especiais em diferentes métodos na casa. O Ernest traz diferentes grãos de café especial a cada mês. No dia da nossa visita, a casa tinha grãos catuaí vermelho e o catuaí amarelo, um do Espírito Santo e o outro de Minas Gerais. O empreendimento é membro da Associação dos Empresários do Café de Especialidade de Pernambuco (Ascape) e participa do evento Recife Coffee desde 2018. O cardápio traz bolos, quirches, sanduíches e, o carro chefe da casa, as empadas. Neide conta que 90% produtos da casa são de produção própria. A empada mais pedida do público frequentador é a de queijo do reino. Mas, entre outros sabores mais pedidos, Neide destaca uma: “Temos uma exclusividade que é a empada de carne de panela, com molho barbecue e geleia de cebola caramelizada”. Conectada a sua especialidade, em julho a casa promoveu o primeiro Festival de Empadas. Para o segundo semestre, a segunda edição do evento está sendo preparada. . . Além dos cafés, doces e salgados, há seis meses a casa virou também um bistrô, oferecendo novas opções de refeição. Os crepes, inhoques, saladas e omeletes entraram no cardápio do Ernest, que passou a receber um público maior também para almoço no espaço. “Buscamos sempre inovar para não ficar na mesmice. Estamos sempre incluindo novas comidinhas no cardápio”, conta Neide. Além da segunda edição do Festival de Empadas, o Ernest Café e Bistrô está com outras novidades. No final do ano, Ane promete que o espaço voltará a oferecer oficinas de preparo de cafés para os clientes. “Há um público que quer aprender os métodos para fazer seu próprio café especial e procura por essa formação”, conta. O espaço já vende o café e os utensílios para o preparo de diferentes métodos em casa. . . Outro serviço que passa a ser ofertado pelo Ernest é um sistema de delivery próprio para os bairros mais próximos. Hoje, o empreendimento já vende seus produtos também pelos principais aplicativos de pedidos de refeições. Serviço Ernest Café e Bistrô R. do Espinheiro, 280 – Espinheiro, Recife Segunda a sexta de 10h às 19h Sábado de 10h às 15h Domingo de 15h às 19h . *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com) . VEJA TAMBÉM Café Mais Prosa: Um café familiar na Zona Norte . Na Venda, tradicional café das Graças inova no cardápio . Leiva: um café artesanal e uma inspiração familiar . Lalá, o café afetivo do bairro das Graças . Cordel, o novo recanto dos cafés especiais no Parnamirim

Ernest, o bistrô dos cafés e empadas especiais Read More »

Trilogia do Feminicídio aborda casos reais em formato de peça teatral

Com incentivo do Funcultura, através da Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo do Estado de Pernambuco, o projeto TRILOGIA DO FEMINICÍDIO traz à tona o universo de quatro mulheres e suas histórias: “APARECIDA”, “TRIZ” e “COISAS QUE ACONTECEM NO QUINTAL”, e estreia no dia 04 de setembro no Teatro Hermilo Borba Filho. Baseados em histórias reais, esses espetáculos possuem direção executiva e artística de Eric Valença e foram formulados a partir de pesquisas com vítimas de violência doméstica, delegadas e profissionais em centros de acolhimento. No elenco estão as atrizes Gheuza Senna, Nínive Caldas, Laís Vieira e Tati Azevedo. Em curta temporada, TRILOGIA DO FEMINICÍDIO possui mais três datas no Teatro Hermilo Borba, com apresentações nos dias 05, 11 e 12 de setembro. Todos os espetáculos serão apresentados no mesmo dia, em horários seguidos e com bilheteria diferenciada com valor promocional de R$10 acrescido da doação de um item de higiene pessoal. Toda a renda será revertida para compra de objetos de uso e asseio para serem doados a mulheres encarceradas e crianças nascidas no sistema penitenciário do estado de Pernambuco. O foco principal destas apresentações cênicas é o drama do feminicídio, onde cada fragmento mostra personagens que vivenciam a violência no cotidiano independentemente de sua condição social, status e história de vida. São relatos de mulheres que foram subjugadas, violadas, assediadas, exploradas, torturadas e perseguidas fisicamente, psicologicamente e moralmente. Para Eric Valença, além da denúncia, um dos objetivos da TRILOGIA DO FEMINICÍDIO é o de fortalecer a rede que cuida das mulheres que estão sendo ressocializadas. “Acreditamos que temos o dever de humanizar esse contexto e acreditamos que será através da arte em forma de teatro que vamos alcançar um maior número de pessoas”, explica. Sinopse dos espetáculos: APARECIDA, interpretada por Gheuza Senna, é o passional que não existe, é a morte em cores apresentada ao público. O desenvolvimento da personagem de Gheuza se deu em pesquisas realizadas no Centro de Referência Clarice Lispector, na Delegacia da Mulher através de boletins de ocorrências e no IML. “Aparecida é também uma referência a Nossa Senhora de Aparecida e gira em torno da força da mulher negra, ao mesmo tempo que questiona a posição da mulher com relação a esse poder que ela tem dentro da sua profissão. Ela faz uma análise entre ser mulher e ser negra dentro do universo da polícia e da investigação dos crimes de feminicídio”, conta Gheuza. “TRIZ”, interpretada por Nínive Caldas e Laís Vieira, é onde vemos o círculo vicioso e o abuso introduzido na vida de forma involuntária. A pesquisa dos papéis das duas atrizes foram aprofundada através de conversas com psicólogas, assistentes sociais e advogadas junto ao Centro de Referência Clarice Lispector e a Secretaria Executiva de Ressocialização – SERES. “A peça TRIZ fala não só da violência física mais também da violência psicológica, da pergunta que não tem resposta: O por quê da pessoa se submeter a essa situação?”, conta Nínive. “COISAS QUE ACONTECEM NO QUINTAL”, interpretada por Tati Azevedo, mostra o que está em todo lugar, com a triste constatação de uma verdade revelada. Para a criação desses personagens, Tati realizou uma pesquisa no Centro de Referência Clarice Lispector, na Igreja Universal do Reino de Deus e na Delegacia da Mulher. A peça traz três personagens: uma mulher trans, a Pastora Adélia e Mainha, uma parteira e rezadeira. “A peça é aquilo que nunca queremos encontrar ou o que temos e não queremos revelar. É a violência domesticada na alma da mulher desde seu nascimento. É uma herança com o manto da obrigação, da subserviência, de não ter vontade própria, de estar à margem da pobreza e da ignorância” revela Tati. Serviço: TRILOGIA DO FEMINICÍDIO “Aparecida” / “Triz” / “Coisas que Acontecem no Quintal” Local: Teatro Hermilo Borba Filho Dias: 04, 05, 11 e 12 de setembro Quarta / 04/09 18:30 COISAS QUE ACONTECEM NO QUINTAL 19:40 APARECIDA 21:00 TRIZ Quinta / 05/09 18:30 TRIZ 19:40 COISAS QUE ACONTECEM NO QUINTAL 21h APARECIDA Quarta / 11/09 18:30 APARECIDA 19:40 COISAS QUE ACONTECEM NO QUINTAL 21h TRIZ Quinta / 12/09 18:30 TRIZ 19:40 COISAS QUE ACONTECEM NO QUINTAL 21h APARECIDA Preço: R$ 10,00 (Promocional) + 1 item de higiene pessoal a ser doado

Trilogia do Feminicídio aborda casos reais em formato de peça teatral Read More »

Caminhada Domingueira será dedicada ao estilo Art Decó

O grupo Caminhadas Domingueiras, que é conduzido por Francisco Cunha, fará neste domingo (1) um passeio pela cidade do Recife dedicado ao estilo arquitetônico Art Déco, precursor do estilo Moderno. O ponto de encontro para partida do grupo será na Praça do Marco Zero, no Bairro do Recife, seguindo até o Mercado da Encruzilhada. O trajeto tem aproximadamente 9 quilômetros. O estilo arquitetônico Art Decó foi a grande referência no Recife para a Avenida Guararapes. Outros prédios de destaque influenciados pelo estilo que serão vistos na caminhadas são da Escola Técnica Professor Agamenon Magalhães (Etepam), o Mercado da Encruzilhada e o Santuário Nossa Senhora de Fátima (no antigo Colégio Nóbrega). “Serão vistos no percurso mais de 40 edifícios em estilo Art Déco, sem contar os prédios da Avenida Guararapes, um dos raros exemplos no Brasil de uma avenida volumetricamente projetada em seu conjunto (década de 1940)”, afirmou Francisco Cunha. Serviço: Caminhada Domingueira do estilo Art Decó Data/Horário: domingo 01 de setembro, das 8h às 11h Local de Partida: Praça do Marco Zero (Bairro do Recife) Local de Chegada: Mercado da Encruzilhada

Caminhada Domingueira será dedicada ao estilo Art Decó Read More »

Odontocape anuncia novas unidades e expectativa de contratar 16 pessoas

O Grupo Odontocape completa 23 anos de atuação no segmento odontológico de Pernambuco e segue investindo e gerando empregos. A rede vai abrir duas novas clínicas, ainda este ano, em Boa Viagem, e a expectativa é contratar 16 novos empregos diretos. A inauguração das unidades será em dezembro, na Rua Antônio Falcão e na Barão de Souza Leão. “Com a construção das duas unidades e dos empregos diretos, há ainda incontáveis empregos indiretos gerados, como os terceirizados, os fornecedores de serviços, dentre outros. Portanto, seguimos ajudando a movimentar a economia local”, explica Kleber Lacet que é dentista e diretor do Grupo Odontocape. Após a conclusão das duas unidades, o grupo fecha o ano com a meta obtida, ter inaugurado em 2019, três novas clínicas. Em maio, Olinda recebeu uma unidade da rede. O Grupo Odontocape trabalha com foco na democratização do sorriso e por isso fornece um serviço de parcelamento dos procedimentos em até 10 vezes. Atualmente, já conta com clínicas nas Graças, no Derby, em Boa Viagem, em Piedade, em Camaragibe, em Olinda e em Caruaru, e com um cadastro de mais de 90 mil pacientes.

Odontocape anuncia novas unidades e expectativa de contratar 16 pessoas Read More »