tecnologia

Luciana Santos MCTI

MCTI e Finep lançam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis para inovação industrial

Subvenção econômica será distribuída em 13 editais voltados a setores estratégicos da Nova Indústria Brasil O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Finep lançam nesta sexta-feira (6/2) a segunda rodada de seleção pública dos Programas Estruturantes e Mobilizadores, no âmbito do Programa Mais Inovação. Ao todo, serão disponibilizados R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis, por meio de 13 editais de subvenção econômica, com foco na reindustrialização do país, na sustentabilidade, na autonomia tecnológica e na redução da dependência externa, com impacto direto na geração de emprego e renda. As chamadas são direcionadas a empresas brasileiras de todos os portes que apresentem projetos de desenvolvimento tecnológico alinhados aos seis setores estratégicos da Nova Indústria Brasil (NIB): cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Entre os itens financiáveis estão despesas com pessoal, serviços de consultoria, aquisição de equipamentos e material de consumo, entre outros custos vinculados à execução dos projetos. A distribuição dos recursos contempla diferentes áreas prioritárias. Os setores de Cadeias Agroindustriais, Saúde, Tecnologias Digitais, Base Industrial de Defesa e a Chamada Regional receberão R$ 300 milhões cada. Transformação Mineral contará com R$ 200 milhões; Economia Circular e Cidades Sustentáveis, R$ 150 milhões; Mobilidade Sustentável, R$ 120 milhões; Semicondutores, R$ 100 milhões; e Desafios Tecnológicos, R$ 210 milhões, incluindo editais específicos para Trator da Agricultura Familiar e Eletrolisador Nacional. A maior fatia será destinada à Transição Energética, com R$ 500 milhões. “Este governo tem um compromisso inegociável com a inovação, com a igualdade de oportunidades entre as diferentes realidades do nosso Brasil continental, com o fortalecimento da indústria nacional e com a soberania que eleva o país a patamares superiores frente ao mundo. Temos a vocação de impulsionar a produção nacional e seguiremos essa receita que tem gerado frutos substanciais para o desenvolvimento da nossa capacidade produtiva e tecnológica”, afirma a ministra Luciana Santos. As chamadas buscam apoiar projetos com elevado grau de inovação, risco tecnológico e relevância econômico-social, alinhados a desafios considerados prioritários pela NIB, como tecnologias para insumos farmacêuticos, fertilizantes, inteligência artificial, baterias, transição energética e minerais críticos. A Finep também anunciou que, no primeiro trimestre de 2026, será lançada uma nova rodada da Seleção Pública “Conhecimento Brasil”, que passará a contemplar não apenas a repatriação, mas também a fixação e atração de pesquisadores de excelência no país, com orçamento de R$ 500 milhões. Para a submissão das propostas, é obrigatório que as empresas estejam associadas a Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs). Projetos apresentados em rede — com pelo menos duas empresas e uma ICT — terão condições diferenciadas de contrapartida, estimulando a articulação do sistema nacional de inovação, a transferência de tecnologia e o desenvolvimento regional. “O propósito desta rodada de oferta de recursos de subvenção econômica às empresas é contribuir para fomentar a inovação, reduzir assimetrias regionais, promover a transferência de tecnologia e fortalecer a competitividade nacional, de forma que a política pública da NIB alcance os resultados esperados”, afirma o presidente da Finep, Luiz Antônio Elias. ServiçoLançamento dos editais: sexta-feira, 6 de fevereiroPúblico-alvo: empresas brasileiras com projetos de inovação tecnológica em parceria com ICTsRecursos: R$ 3,3 bilhões em subvenção econômica

MCTI e Finep lançam R$ 3,3 bilhões em recursos não reembolsáveis para inovação industrial Read More »

28.01.2026 Capa FW

Tecnologia: Internet das Coisas amplia eficiência e inovação na saúde

A Internet das Coisas avança no setor de saúde no Brasil, impulsionando as healthtechs com monitoramento remoto, cuidado preventivo e gestão baseada em dados, ao mesmo tempo em que exige atenção à segurança e à LGPD. A Internet das Coisas, tecnologia que conecta dispositivos físicos, sensores e plataformas digitais para troca contínua de dados, vem se consolidando como uma das principais alavancas de inovação no setor de saúde no Brasil. No ecossistema das healthtechs, esse avanço cria novas possibilidades. “A Internet das Coisas viabiliza a coleta e análise contínua de dados em tempo real, criando um novo paradigma para o cuidado assistencial, a gestão de serviços e a tomada de decisão baseada em evidências”, afirma Sormane Britto, médico ortopedista, especialista em healthtech e inovação. No cuidado direto ao paciente, a tecnologia amplia a capacidade de monitoramento clínico e operacional. Segundo Sormane, o modelo de cuidado mais preventivo e contínuo, é especialmente relevante em um país de dimensões continentais como o Brasil. “Dispositivos vestíveis, sensores biométricos e equipamentos médicos conectados possibilitam o acompanhamento remoto de pacientes crônicos, idosos e pós-operatórios, reduzindo internações evitáveis e promovendo um modelo de cuidado mais preventivo e contínuo”, destaca. O especialista lembra que é preciso também ter outro cuidado. A adoção dessas soluções exige atenção à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que estabelece regras para a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais e sensíveis, como as informações de saúde. “O sucesso dessa transformação dependerá da integração entre tecnologia, governança, regulação e visão estratégica de longo prazo”, conclui Sormane Britto.

Tecnologia: Internet das Coisas amplia eficiência e inovação na saúde Read More »

IMG 20251215 WA0001 Easy Resize.com

Porto Digital chega aos 25 anos com foco no interior e no mercado global

Ecossistema tecnológico comemora o crescimento das empresas e do faturamento, as iniciativas de revitalizar o Bairro do Recife e o incentivo à formação de profissionais da área de inovação *Por Rafael Dantas Há 25 anos, o Bairro do Recife vivia o mesmo esvaziamento que atingia os centros das grandes capitais brasileiras e de várias cidades do mundo. As atividades econômicas tradicionais haviam perdido força, o número de moradores diminuía e o território histórico parecia perder sua função urbana. Foi desse vazio que surgiu o Porto Digital. Hoje, o ecossistema soma 21 mil postos de trabalho, 475 empresas e um faturamento de R$ 6,5 bilhões, números que reforçam uma vocação cada vez mais global. A imersão do setor de tecnologia em inovação e empreendedorismo transformou a paisagem do bairro e segue impulsionando um crescimento que está longe de alcançar seu limite. O desempenho do ecossistema nos últimos anos surpreendeu até o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “Fizemos algumas apostas e deram um resultado muito significativo. A principal delas foi na formação de capital humano. O Porto Digital ultrapassou as nossas expectativas e temos agora a projeção de gerar até 60 mil empregos nos próximos 25 anos”. Com mão de obra qualificada, vinda de diferentes iniciativas, programas e empreendimentos, o Recife se consolidou como um dos principais formadores de profissionais de tecnologia do País. Pierre ressalta que alguns dos gigantes do Porto Digital seguem sendo empresas que nasceram aqui, como o Cesar, a Neurotech e a Tempest. Esses convivem com grandes players nacionais e globais, a exemplo da Accenture que é norte-americana, mas tem sede na Irlanda, e da japonesa NTT Data, e com centenas de startups que estão na batalha para escalar seus negócios. A Stellantis, empresa francesa que tem uma planta industrial em Goiana, também tem um Software Center instalado no ecossistema. É um ambiente dinâmico tanto para a economia, como para o urbanismo local. EMBARQUE DIGITAL Para Pierre Lucena, o Embarque Digital é hoje uma das “infraestruturas invisíveis” mais estratégicas do Porto Digital. O programa, realizado em parceria com a Prefeitura do Recife, amplia a formação em tecnologia na rede pública, democratiza o acesso ao setor e cria uma base de talentos que alimenta diretamente o crescimento do ecossistema. Um marco que, por consequência, tem atraído grandes empresas para o ecossistema e que tem fornecido trabalhadores-empreendedores para alavancar os negócios locais. Um dos jovens recifenses que passou pelo programa e acabou de se formar é Vinicius da Silva Grillo, 22 anos. Ele estava estudando para concursos quando descobriu o Embarque Digital e decidiu concorrer. Ao conseguir a vaga, em 2023, iniciou a formação na Unicap em Sistemas para Internet. A trajetória de Vinícius começou ainda no ensino técnico, na Escola Técnica Estadual Cícero Dias, onde teve o primeiro contato com programação de jogos e fundamentos da tecnologia. Apesar dessa base, a área ainda parecia “nebulosa”. Ao ingressar no curso, Vinícius encontrou uma realidade completamente diferente da formação técnica anterior: mais prática, mais rápida e mais próxima das demandas reais do mercado. A residência de software, realizada em contato direto com empresas do ecossistema, foi o ponto decisivo. Ele participou de desafios com grandes companhias, alternando projetos a cada semestre. Esse contato, afirma, trouxe clareza sobre caminhos possíveis na carreira e sobre como o setor funciona na prática. Depois de concluir o curso, Vinícius chegou à Deloitte, onde atua como analista de sistemas na área de integração e dados. A dinâmica da consultoria, com diferentes projetos, clientes e desafios, o surpreendeu por ser semelhante à lógica do Porto Digital. “É um ecossistema lá dentro também”, destaca. A experiência ampliou sua visão profissional e o motivou a continuar os estudos. Agora, recém-formado, planeja iniciar uma pós-graduação em gestão de projetos e agilidade. “A área de tecnologia tem espaço para todo mundo. O Embarque incentiva muitas meninas na área, o que não era comum até um tempo atrás. Hoje, inclusive, trabalho com pessoas de todas as idades e realidades econômicas”, afirmou. Histórias como a de Vinicius se multiplicaram nos últimos anos, levando o Recife a consolidar-se como a capital brasileira com maior número de estudantes de tecnologia da informação por habitante. Agora, são 717,8 alunos matriculados a cada 100 mil habitantes, segundo o Censo da Educação Superior 2024, uma liderança mantida há sete anos consecutivos e quase 50% acima da segunda colocada, Brasília. Além de registrar um salto no número de concluintes, que passou de 728 em 2022 para 1.427 em 2024, o Embarque Digital tem ampliado a diversidade no setor, com 32% de participação feminina e 60% de estudantes negros, índices muito superiores às médias nacionais. Com modelo pedagógico inclusivo e forte conexão com o mercado, o programa também mantém evasão significativamente menor, cerca de um terço da taxa brasileira. NOVOS INVESTIMENTOS LOCAIS O Recife celebrou o investimento da multinacional francesa Capgemini que passou a integrar o Porto Digital. Para 2026, a empresa deve quadruplicar o seu quadro de profissionais na cidade e criar pelo menos mil novos empregos na capital pernambucana. Outra novidade recente foi a decisão da EY (Ernst & Young) em construir no Recife um Centro de Entrega de Serviços. O empreendimento, que tem centros tecnológicos semelhantes na América Latina apenas na Colômbia e na Costa Rica, deve gerar na capital pernambucana 350 empregos. Nos últimos anos, outros investimentos de destaque que passaram a fazer parte do polo foram a Coca Cola, o Bradesco, a Liferay, a Deloitte e a Baterias Moura. Juntas, apenas essas empresas anunciaram aproximadamente 3 mil vagas. O Banco Inter também reforçará o movimento de chegada de grandes empresas ao Porto Digital. A fintech está se instalando no Paço Alfândega onde alugou o último espaço de aproximadamente 900 m². Segundo Pierre Lucena, o banco já iniciou a reforma do ambiente, que deve abrigar sua nova operação. RECUPERAÇÃO IMOBILIÁRIA Além de gerar empregos, essa dinâmica tem contribuído para a recuperação imobiliária do histórico Bairro do Recife. Nesses 25 anos de atividades, a Área de Arquitetura e Obras do Núcleo de Gestão do Porto

Porto Digital chega aos 25 anos com foco no interior e no mercado global Read More »

pulseira pcr

Recife lança sistema pioneiro de identificação infantil com tecnologia assistida

Iniciativa da Prefeitura do Recife usa QRCode e geolocalização para facilitar a localização de crianças perdidas na orla e em grandes eventos. Foto: Edson Holanda/PCR A Prefeitura do Recife deu um passo inédito na proteção da infância com o lançamento de um sistema pioneiro de identificação infantil que utiliza tecnologia assistida para facilitar a localização de crianças perdidas. A ação, desenvolvida pelas secretarias de Turismo e Lazer e de Direitos Humanos e Juventude, começou no último sábado (1º), com o cadastramento de mais de 100 crianças na praia de Boa Viagem, durante o Projeto Praia sem Barreiras. Cada criança recebeu uma pulseira com QRCode que armazena informações essenciais, como dados pessoais, contatos dos responsáveis e observações de saúde. “Tem pulseira de identificação de criança nova na área, agora com QRCode, geolocalização, registro de foto da criança e drone, tudo isto com tecnologia e cuidado. Começa aqui no Praia sem Barreiras na praia de Boa Viagem e vamos usar esse modelo nos grandes eventos, como o Réveillon, Carnaval, Natal e São João. Garantindo a identificação da criança com proteção, para evitar qualquer tipo de transtorno com as famílias”, afirmou o prefeito João Campos. O sistema funciona de forma simples e ágil: em caso de desaparecimento, basta escanear o QRCode da pulseira e clicar no botão “pessoa encontrada” para que a equipe responsável receba a localização imediata. O QRCode também disponibiliza botões diretos para acionar o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar e o WhatsApp do responsável. Nos grandes eventos, as imagens das crianças cadastradas poderão ser exibidas em telões, agilizando o reencontro com os familiares. Segundo o secretário de Direitos Humanos e Juventude, Marco Aurélio Filho, o Recife modernizou o protocolo de proteção à infância, detalhando informações sobre saúde e perfil das crianças. “Agora, a Prefeitura do Recife modernizou o protocolo de proteção à infância, com dados mais detalhados sobre a saúde da criança, como por exemplo se ela tem alguma alergia ou se possui alguma neuro divergência. Seguimos firmes no compromisso de construir uma cidade que cuida e garante direitos desde a primeira infância até a longevidade”, destacou. A ação também integra o programa “Turismo Seguro”, coordenado pela Secretaria de Turismo e Lazer. “Todos nós quando estamos em um ambiente de lazer, temos a tendência de relaxar e, com isso ficamos mais vulneráveis a incidentes. As pulseiras de identificação com o QRCode lançadas hoje na praia vão proporcionar ao recifense e ao turista prevenção, mais segurança e eficiência na resposta quando uma criança se perder”, afirmou o secretário Thiago Ângelus. ServiçoIdentificação Infantil na Orla de Boa Viagem📍 Local: Praia de Boa Viagem (altura da Rua Bruno Veloso, próximo ao Posto 7)🕗 Dias e horários: sextas, sábados, domingos e feriados, das 8h às 13h📸 Cada criança deve estar acompanhada do responsável para o cadastro e registro fotográfico.

Recife lança sistema pioneiro de identificação infantil com tecnologia assistida Read More »

mv

MV anuncia entrada no mercado dos Estados Unidos e reforça expansão global

Empresa brasileira, com sede no Recife, investirá US$ 10 milhões em parceria com grupo Medstation e levará soluções em telemedicina, jornada assistencial e inteligência artificial para clínicas na Flórida A MV anunciou sua entrada no mercado norte-americano. A operação será feita em parceria com o grupo Medstation, marcando um passo decisivo no processo de internacionalização da companhia. A iniciativa levará às clínicas da Flórida soluções digitais como o MV Clinic e a plataforma Global Health, que integram dados clínicos e aprimoram o cuidado centrado no paciente. Investimento e operação nos EUA A expansão contará com uma equipe dedicada à internacionalização e o apoio de parceiros locais para lidar com regulamentações do setor de saúde norte-americano. Nos próximos dois anos, a MV deve investir cerca de US$ 10 milhões no projeto, com inovações que também terão reflexo no Brasil. A operação amplia o alcance global da empresa, que já atua em 11 países da América Latina e possui escritório no Panamá, além de clientes em Angola. Integração com inteligência artificial A tecnologia da MV será fortalecida pela integração das soluções de Inteligência Artificial da startup Sofya, que recentemente recebeu investimentos da companhia. A IA será incorporada aos sistemas de prontuário eletrônico para oferecer suporte à decisão clínica e otimizar a rotina médica, tornando os processos mais ágeis e eficientes. Receptividade no mercado americano A presença internacional da empresa já vinha sendo preparada desde março de 2025, quando a MV apresentou suas tecnologias durante a HIMSS, em Las Vegas, evento global de inovação em saúde digital. “Já vínhamos testando o mercado norte-americano há algum tempo e identificamos uma lacuna importante no setor de saúde dos EUA que pode ser atendida com a experiência e as inovações que desenvolvemos no Brasil. Estar presente nesse mercado, que é o mais competitivo e desafiador do mundo, é um passo essencial para consolidar nossa posição global”, explica Paulo Magnus, CEO da MV. Conexão entre ecossistemas de saúde Na primeira fase da parceria com a Medstation, serão oferecidas soluções voltadas à jornada assistencial, telemedicina e inteligência artificial, com previsão de expansão para outras áreas do sistema de saúde norte-americano. “Estamos construindo uma ponte entre dois ecossistemas de saúde que podem aprender muito um com o outro. O investimento nos Estados Unidos vai fortalecer nossa presença internacional e trazer aprendizados valiosos para continuarmos inovando também no Brasil”, complementa Magnus.

MV anuncia entrada no mercado dos Estados Unidos e reforça expansão global Read More »

foto Pierre Lucena

Pierre Lucena: “A área de negócio está cada vez maior no Rec’n’Play”.

Presidente do Porto Digital anuncia que haverá mais espaço nas ativações do festival realizadas nas ruas e em atividades, como a Arena de Inovações, e que mais de 200 startups vão negociar com grandes investidores no Cais do Sertão. Também ressalta que o Recife é a cidade que tem o maior número de alunos e profissionais no setor de TI no País.  Rec‘n’Play, que acontece entre os dias 15 e 18 deste mês, chega à sua sétima edição com um grande estímulo às startups. A Arena de Negócios, neste ano, vai ocupar o prédio inteiro do Cais do Sertão e mais de 200 dessas novas empresas vão mostrar as suas inovações para investidores. Outra novidade é que as ações do evento realizadas nas ruas contarão com mais espaço, proporcionando mais conforto ao público. Uma mudança necessária já que, segundo o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, na edição passada, estimava-se uma frequência de 60 mil pessoas, mas apareceram 90 mil. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Pierre Lucena, fala de outras novidades, como a Arena de Inovações, que estará no Armazém 14, com ativações relacionadas à inteligência artificial, Internet das Coisas, entre outras tecnologias, o Let’s Play, festival que traz talentos promissores da música pernambucana, além da participação do historiador Leandro Karnal, do jornalista Guga Chacra, entre outros.  Lucena também comenta as ações de interiorização do Porto Digital e o desempenho do Recife, que registrou o maior percentual de crescimento de emprego formal na área de TI no País, graças aos programas de formação de profissionais. Ele defendeu, ainda, que os eventos no Estado se transformem também num atrativo do turismo. E, de olho nesta perspectiva, o presidente do Porto Digital, planeja, para o ano que vem, organizar o Rec‘n’Play dentro de um calendário turístico de negócios. O Rec‘n’Play está na sétima edição. Quais as novidades em relação à edição passada e qual a expectativa para este ano?   Sempre nos preocupamos em mobilizar as pessoas do Recife para criar o imaginário da inovação. Isto está no DNA do Porto Digital e o Rec’n’Play é hoje nosso principal instrumento de comunicação com a cidade. Tivemos mais de 90 mil inscritos na edição passada, esperamos a mesma quantidade este ano. Ano passado surpreendeu porque trabalhamos com um teto de 60 mil. A primeira decisão tomada para esta edição foi espaçar mais as ativações para evitar que as ruas fiquem muito cheias e para proporcionar mais conforto ao público. Talvez se tenha a impressão de que o festival está mais vazio, na verdade, estará mais espaçado.  Ano passado, a fila da Arena de Inteligência Artificial estava sempre quilométrica. Decidimos alugar todo o Armazém 14 para realizar a Arena de Inovações, com mais de 10 inovações de maneira geral – não só na área de IA – trazidas pela Prefeitura do Recife, Governo do Estado, inventores e empresas. Teremos o Batom Inteligente, com o qual o CESAR ganhou um prêmio, uma ativação da Neurotech, experiências relacionadas à IOT (Internet das Coisas).  Teremos um espaço para o Porto Mais, com programas de diversidade que estamos começando no Porto Digital. Um deles é o Pilar Universitário, no qual oferecemos bolsa de estudo na Faculdade Senac para moradores da comunidade do Pilar. Fizemos uma turma de 50 pessoas trans. Além da capacitação, o programa também ajuda na busca por emprego.   E sobre os negócios? A divulgação do evento afirma que haverá um espaço voltado à internacionalização.  Sim. A área de negócio está cada vez maior no Rec’n’Play. A Arena de Negócios, patrocinada pelo Governo de Pernambuco, vai estar cada vez mais dentro do festival. Ela foi inaugurada em 2023 em uma sala. Ano passado, fizemos uma exposição de startups, este ano, ela vai acontecer no prédio inteiro do Cais do Sertão e será bem maior. Serão mais de 200 startups buscando investidores, duas salas de conteúdo e um hall, que é um espaço de articulação e de exposição, tipo um auditório, onde são feitos os pitchs de cases.  Estamos trazendo o presidente do Google Brasil [Fábio Coelho], a presidente da Microsoft Brasil [Priscyla Laham], o presidente da Stefanini [Marco Stefanini], entre outras empresas e investidores. Essa arena é o espaço qualificado de negócios do Rec’n’Play e vai crescer cada vez mais como uma opção estratégica do evento.  Também investimos no conteúdo da internacionalização, pois temos o Porto Digital em Portugal. Entre outras pessoas, vamos trazer a embaixadora da Alemanha [Bettina Cadenbach] e o embaixador da França [Emmanuel Lenain] e anunciar a chegada de uma empresa francesa no Porto Digital, a maior empresa europeia de serviços e tecnologia. É uma programação especial em razão do ano do Brasil na França e da França no Brasil.  Quais as novidades na programação cultural? A cultura é uma opção estratégica do evento. Mas o objetivo não é transformar o Rec‘n’Play em um festival de entretenimento, queremos ser um festival cultural. A Cultura está no DNA do Porto Digital, e a principal inovação do Rec‘n’Play, neste sentido, é promover um festival de música pernambucana, chamado Let’s Play. Abrimos uma chamada, vieram mais de 240 artistas, e a curadoria do selo Estelita selecionou 20 atrações. Queremos descobrir os novos artistas que daqui a 10 anos vão encher o Marco Zero, como aconteceu com o Abril pro Rock.  Além do festival, teremos quatro palcos: o de Hip Hop, o Palco do Sesc, o Palco Pernambuco Meu País, que é do Governo do Estado, e o palco da Prefeitura do Recife, que este ano será na frente do Paço Alfândega. A programação vai contar com nomes como: Filipe Catto, Cordel de Fogo Encantado, Academia da Berlinda, Otto, Ave Sangria, Del Rey, Joyce Alane, Sandra de Sá, Walter de Afogados, um cantor brega muito conhecido nos anos 1970/80.  No palco do Sesc, entre outras atrações, haverá uma festa com Lúcio Maia, que foi da Nação Zumbi, e BNegão, do Planet Hemp. No sábado, teremos o Pagode do Didi e um carnaval com a presença dos blocos Homem da Meia-Noite, Vassourinhas e Pitombeiras.  Apostamos também na

Pierre Lucena: “A área de negócio está cada vez maior no Rec’n’Play”. Read More »

Diego presidente acate 2

Diego Ramos: “Nosso tempero secreto é a cultura de colaboração”

Em entrevista exclusiva durante o Startup Summit, Diego Brites Ramos, presidente da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), detalha como a capital catarinense construiu em quatro décadas um dos maiores polos de inovação do Brasil — um caminho que dialoga com os desafios e conquistas do Porto Digital, em Pernambuco. Durante a cobertura da participação das startups pernambucanas no Startup Summit, a Algomais também voltou os olhos para outro protagonista da cena nacional de inovação: Florianópolis. A capital catarinense tem hoje na tecnologia o setor responsável por 25% do seu PIB, resultado de um processo de organização que começou ainda nos anos 1980 e que hoje se desdobra em um ecossistema com quase 30 mil empresas espalhadas pelo estado. Na entrevista a seguir, Diego Ramos, presidente da Acate (Associação Catarinense de Tecnologia), explica ao repórter Rafael Dantas como uma cidade que não podia depender da indústria de transformação ou de um turismo sazonal reinventou sua matriz econômica. Ao relatar a importância da cultura de colaboração, das incubadoras e do fortalecimento de polos regionais, Ramos oferece pistas que dialogam diretamente com os desafios enfrentados em Pernambuco, onde o Porto Digital também busca ampliar conexões com setores tradicionais e fortalecer a presença das empresas locais no cenário global. Por que Florianópolis está “bombando” em tecnologia e inovação? O que esse polo tem feito impulsionar o sistema?  Eu sempre falo, o que a gente está vivenciando agora não é algo que foi construído da noite para o dia. É algo que a gente vem construindo há muito tempo, praticamente há quatro décadas. Em Florianópolis, vivemos em uma ilha, onde mais da metade do território é de preservação ambiental. Logo, a cidade não pode comportar a indústria de transformação.  Então, lá atrás, pensamos: poxa, não dá para depender só do turismo, que diferente do Recife, que vocês têm oportunidade, tem calor o ano inteiro. Aqui não temos. Nosso turismo é muito sazonal. Também não podemos depender só do poder público.  Entendeu-se que deveríamos focar numa nova matriz econômica. E foram se construindo as bases para tudo isso. Uma dessas foi a Acate, a Associação Catarinense Tecnologia. Essa foi uma forma de as empresas se organizarem. Mas tem o nosso tempero secreto, que a gente fala, que é essa cultura de colaboração que a gente construiu. Por exemplo, eu e esses tantos aqui – diretores da associação – somos voluntários. A gente busca um propósito maior de construir um ecossistema em que todos possam se beneficiar dentro desse espírito de colaboração.  E crescemos bem acima da média geral em 2024, fazendo com que passássemos do sexto para o quinto faturamento do Brasil, ultrapassando o Rio Grande do Sul. Isso é representativo, porque estamos falando de forma absoluta. Nosso Estado é pequeno, tem apenas 1,1% do território e 3,4% da população brasileira. Sermos o quinto maior polo de faturamento é bem representativo. Qual é o tamanho da Acate? A CAT tem 39 anos, ela começou com menos de 10 empresas associadas. Hoje já são 1.800, o que nos faz ser uma das maiores entidades de tecnologia do País, embora tenhamos atuação somente regional. Como é que funciona esse ecossistema local?  As empresas estão localizadas no estado inteiro. O número total é de quase 30 mil empresas de tecnologia. Então, obviamente, o setor é muito maior que os nossos associados.  Uma característica importante de Santa Catarina é que a tecnologia tem a força do Polo da Grande Florianópolis, que hoje tem se destacado bastante, mas temos mais sete polos espalhados pelo Estado. A gente busca sempre fortalecer cada vez mais esses polos.  Nós temos em Florianópolis a Incubadora Miditec há 27 anos, mantida com parcerias com o Sebrae. A incubadora é um de sucesso, eleita por três vezes uma das cinco melhores do mundo. Uma estrutura que graduou grandes empresas, com 95% a taxa de sobrevivência de quem participa desse programa. A gente estruturou uma metodologia e vamos replicar isso em todo o estado.  Em termos de participação na economia, qual o tamanho desse ecossistema de tecnologia? Hoje nós temos Florianópolis com uma capital que se destaca com 25% do PIB da cidade do setor de tecnologia. E falando em termos de estado, são 7,75% do PIB. Então, a gente tem bastante pista ainda para percorrer.  Como é o relacionamento desse setor de tecnologia com os demais setores produtivos do estado? Ele é muito bom, mas a gente precisa explorar um pouco mais. Isso é o desafio que a gente tem, principalmente de aproximar, o que a gente chama de indústria tradicional da nossa indústria, que é uma indústria mais digital. Ainda temos uma indústria que é muito conservadora e a Acate tem esse trabalho de atuar, por exemplo, com a Federação das Indústrias, de conseguir apoiar as empresas. Temos um programa de inovação aberta, que é o LinkLab, que é uma forma também de a gente conectar essa indústria com o setor de tecnologia. Hoje em Pernambuco, temos algumas dificuldades também nesse sentido.  Às vezes uma empresa de tecnologia local tem mais conexões até com o mercado exterior do que às vezes com o mercado local. Isso parece um desafio comum na área de tecnologia. Hoje, das atividades das empresas locais de tecnologia há alguma característica principal em que esses negócios estão mais conectados? Aqui nossas empresas de tecnologia atuam muito no B2B (Business-to-Business, negócios que vendem para outras empresas).  Diferente de grandes centros, como São Paulo e Rio de Janeiro, que acaba sendo muito B2C (Business-to-Consumer, venda para o consumidor final). Então, temos essa característica, mas elas atendem os mais diferentes setores. Tanto que a Acate hoje tem 13 verticais de negócio: agro, fintech, educação, manufatura, entre outros. Então acaba tendo clientes de diversos setores, mas são a maior parte B2B e também é a maior parte SaaS também, desenvolvimento de software como serviço. Em geral, esses polos têm muitas empresas, mas algumas gigantes que ancoram o setor. Quais são as grandes empresas do polo tecnológico de Santa Catarina?  Como é um ecossistema já de

Diego Ramos: “Nosso tempero secreto é a cultura de colaboração” Read More »

IMG 20250929 WA0054

Nina Silva abre o 21° Congresso Internacional de Inovação na Educação no Recife

Fundadora do Movimento Black Money ministra palestra sobre educação empreendedora no primeiro dia do evento promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE O Recife recebe entre os dias 1º e 3 de outubro o 21° Congresso Internacional de Inovação na Educação, um dos maiores encontros do setor no Brasil. A abertura ficará por conta de Nina Silva, reconhecida como uma das 100 pessoas afrodescendentes mais influentes do mundo com menos de 40 anos. A fundadora do Movimento Black Money subirá ao palco às 10h do dia 1º para apresentar a palestra “Educação Empreendedora: Inclusão, Tecnologia e Novas Economias para o Futuro”. A programação do primeiro dia segue intensa. Às 11h, Débora Garofalo, eleita entre as 10 melhores professoras do mundo pelo Global Teacher Prize, fala sobre “O Professor como Arquiteto do Conhecimento na Era Digital”. Em seguida, Zaika dos Santos aborda “Inclusão Digital e Educação: Reduzindo as Barreiras Tecnológicas”, às 13h. O ativista maker Edgar Andrade assume o palco às 14h com a palestra “Política Pública e Inovação: Novos Arranjos e Incentivos”. Já às 15h, Luciano Meira discute neurociência e motivação. Encerrando o dia no auditório principal, Alex Sandro Gomes, professor da UFPE, apresenta reflexões sobre personalização do ensino-aprendizagem e o papel da inteligência artificial. O congresso vai além do palco central e conta com mais de 10 espaços interativos. Ambientes como o Espaço Narrativas e Storytelling na Educação, Conexões Literárias, Neurociência e Aprendizagem e Data Science na Educação oferecem experiências práticas e colaborativas. Entre as atividades, estão o lançamento do livro “Comunicação, Consumo, Envelhecimento: Desafios para Qualidade de Vida a partir da Percepção do/a Idoso/a” e oficinas que incluem desde a criação de jogos educativos no Pictoblox até o uso de ferramentas digitais como Canva e Figma. O evento será realizado em formato híbrido, com atividades presenciais no Recife Expo Center e programação online acessível para todo o Brasil. A expectativa é reunir educadores, estudantes, gestores e especialistas em inovação para debater caminhos e soluções para a educação do futuro. Serviço21º Congresso Internacional de Inovação na EducaçãoQuando: 1 a 3 de outubroLocal: Recife Expo CenterEndereço: Av. Alfredo Lisboa, antigos Armazéns 16 e 17, Santa Rita, RecifeInscrições: www.pe.senac.br/congressoValor: R$ 189 (programação presencial) | R$ 69 (programação 100% virtual)Mais informações: (81) 3413.6666

Nina Silva abre o 21° Congresso Internacional de Inovação na Educação no Recife Read More »

congresso educacao tecnologia

Congresso internacional debate inovação e futuro da educação no Recife

Evento promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE acontece de 1 a 3 de outubro, com programação presencial e online De 1 a 3 de outubro, o Recife será palco de debates e reflexões sobre o presente e o futuro da educação nacional e mundial. O 21° Congresso Internacional de Inovação na Educação, promovido pelo Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, traz como tema “Educação em Movimento. Grandes Ideias, Novos Caminhos”. O evento acontece no Recife Expo Center, no Bairro do Recife, e também oferece programação 100% online, com atividades a partir das 9h. Reconhecido por reunir especialistas do Brasil e do exterior, o congresso contará com mais de 15 palestras e mais de 10 espaços experienciais, além de oficinas, workshops, bate-papos, painéis interativos, videocasts ao vivo e lançamento de livros. Também serão entregues os prêmios Lucilo Ávila, que valoriza práticas pedagógicas bem-sucedidas em Pernambuco, e Josias Albuquerque, voltado a personalidades que contribuem para a educação no Estado. O vencedor do Lucilo Ávila receberá ainda uma bolsa de pós-graduação lato sensu da Faculdade Senac PE. A programação reunirá nomes de destaque em diferentes áreas. No primeiro dia (01/10), estarão presentes Nina Silva, fundadora do Movimento Black Money; Zaika dos Santos, cientista de dados; e Luciano Meira, mestre em psicologia cognitiva. No segundo dia (02/10), o consultor Márcio Marietti abordará inovação voltada à empregabilidade, enquanto Thomas Kiss tratará sobre negócios sustentáveis. Já no último dia (03/10), Mariano Enguita, professor de sociologia e escritor espanhol, ministrará a palestra “O meio-termo: equipes, centros e redes no centro da inovação e transformação educacional e digital”. O encerramento ficará por conta de Marcelo Tas, que discutirá criatividade e inovação. Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac-PE, Bernardo Peixoto, no congresso “ideias ganham força, experiências são compartilhadas e soluções inovadoras surgem a partir do diálogo entre profissionais do Brasil e do mundo. É uma satisfação promover um evento que mobiliza educadores, pesquisadores e estudantes em torno do que realmente importa: transformar vidas por meio do conhecimento”. Além das palestras no auditório principal, o evento contará com espaços temáticos de aprendizagem ativa, como o Espaço Narrativas e Storytelling na Educação, Conexões Literárias, Neurociência e Aprendizagem e Data Science na Educação. O Espaço do Conhecimento reunirá produções acadêmicas de diferentes regiões do país em formatos de artigos científicos e relatos de experiência. Serviço21º Congresso Internacional de Inovação na EducaçãoQuando: 1 a 3 de outubroLocal: Recife Expo Center – Av. Alfredo Lisboa, antigos Armazéns 16 e 17, Santa Rita, RecifeInscrições: www.pe.senac.br/congressoValor: R$ 189 (presencial) | R$ 69 (virtual)Mais informações: (81) 3413.6666

Congresso internacional debate inovação e futuro da educação no Recife Read More »

Inovacao e Tecnologia em Icones

Pernambuco na rota da inovação e da tecnologia

Com startups em expansão, ecossistema fortalecido e soluções sustentáveis, o Estado se consolida como polo estratégico do Nordeste, mas ainda enfrenta desafios de escala e inserção no mercado nacional. *Por Rafael Dantas A inovação tornou-se palavra de ordem no planejamento estratégico das empresas, nos debates sobre gestão pública e, também, na busca por respostas aos novos desafios de um mundo cada vez mais tecnológico e marcado pelas mudanças climáticas. Impulsionados pelo Porto Digital, pelos investimentos privados e pelas universidades, os empreendimentos de base tecnológica pernambucanos – verdadeiras pontas de lança dessa engrenagem – vêm ganhando força em atividades produtivas de grande relevância para a economia local. O Estado lidera o número de startups no Nordeste, com 780 em operação, segundo pesquisa do Sebrae. Na semana passada, parte desse ecossistema marcou presença em um dos maiores eventos do setor no País, o Startup Summit, levando para Santa Catarina insights e soluções made in PE. O ecossistema local já movimenta cifras relevantes. Segundo pesquisa da Caravela a partir de dados da Neoway, o faturamento do setor de tecnologia – que tem 14.858 empresas no Estado – em 2024 foi de R$ 13,8 bilhões, 5,9% superior ao registrado em 2023. O movimento é crescente nos últimos anos. Em 2018, por exemplo, o faturamento total foi de R$ 9,2 bilhões.  Porém, quando a lupa se volta para a participação da economia pernambucana, o setor responde por 4,79% do PIB de Pernambuco. Além disso, o Estado ocupa a 10ª posição nacional no ranking de maior protagonismo do setor na economia estadual, que é liderado pelo Amazonas (14,9%), por São Paulo (10,5%) e por Santa Catarina (7,7%).  Quando analisada a parcela de contribuição de Pernambuco na produção nacional, o Estado responde por apenas 1,69% do faturamento do setor no Brasil. Uma participação ainda tímida, mesmo com todo crescimento do Porto Digital nos últimos anos. Pernambuco tem vantagens claras em serviços de tecnologia, saúde, mas também sobre o bioma da Caatinga e na economia azul. São segmentos com grande potencial de inovação e mercado”. Evelyne Labanca POTENCIAIS LOCAIS Os estudos empreendidos pelo ecossistema de inovação do Sebrae no Estado revelam alguns diferenciais competitivos. Na pesquisa Startups Sebrae Report 2025, 14,75% dessas empresas são da tecnologia da informação. Na sequência já aparece o segmento de saúde e bem-estar, com 12,82% de representação.  “O Estado tem vantagens claras em serviços de tecnologia, saúde, mas também sobre o bioma da Caatinga e na economia azul (modelo econômico focado no uso sustentável dos recursos oceânicos e costeiros para promover o desenvolvimento). São segmentos com grande potencial de inovação e mercado”, destaca Evelyne Labanca, gerente de Negócios Inovadores do Sebrae-PE. Dois exemplos ajudam a ilustrar esse potencial: a Gumlife, que aposta no bioma da Caatinga ao desenvolver insumos sustentáveis para cosméticos a partir da resina do cajueiro, e a AICury, que inova na saúde com inteligência artificial para monitorar pacientes no pós-operatório. Ambas foram destaques no Startup Summit e mostram como ciência e empreendedorismo podem se transformar em impacto econômico e social. Com um olhar na Caatinga, tanto na pesquisa quanto no mercado, a Gumlife nasceu dentro da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco). Ela apresentou ao País soluções inovadoras a partir da resina do cajueiro, que é adquirida diretamente de agricultores familiares, criando uma nova fonte de renda no campo.  Incubada no Parque.TeC UFPE, a empresa surgiu em 2020 a partir de pesquisas acadêmicas de estudantes de farmácia, biomedicina e medicina, consolidando-se como empresa em 2022. O objetivo é claro: transformar ciência em impacto real. “A gente sentia a necessidade de trazer algo para o mercado. A sociedade cobra muito: ‘o que é que vocês trazem de volta para a gente?’”, destaca a CEO Joandra Leite. O principal produto desenvolvido pela Gumlife é uma goma purificada, obtida da resina extraída do cajueiro, que  pode ser aplicada nas indústrias cosméticas, alimentícias e farmacêuticas. O insumo natural traz propriedades hidratantes, anti-inflamatórias e estimulantes da síntese de colágeno para o rejuvenescimento facial. Além dele, a empresa desenvolve um suplemento prebiótico voltado para a saúde intestinal. Segundo Joandra, a proposta é entregar soluções veganas e sustentáveis, reforçando a inovação nordestina. “Além de ser natural, nosso cosmético é vegano e traz propriedades de rejuvenescimento e saúde para a pele”, explica. O modelo de negócio da Gumlife combina a venda de insumos para outras empresas (B2B) e o desenvolvimento de produtos próprios. A startup mostra em feiras os cosméticos, enquanto aguarda o registro da Anvisa para lançar sua primeira linha de dermocosméticos ao consumidor, prevista para dezembro de 2025. Já o suplemento prebiótico deve chegar ao mercado ao longo de 2026. Várias inovações ancoradas no semiárido estão despontando nos eventos de mercado e científicos. Essas novas tecnologias partem de centros de pesquisa acadêmicos, como também de instituições estatais como Embrapa e IPA (Instituto Agronômico de Pernambuco), além de empresas que já descobriram os potenciais da Caatinga.   INOVAÇÃO QUE RIMA COM SAÚDE, IA E WHATSAPP No campo da saúde, o Recife desponta como o segundo polo médico no País. É nesse contexto que nasceu a AICury, startup recifense incubada também no Parque.Tec da UFPE. Ela desenvolveu uma tecnologia pioneira que utiliza inteligência artificial para acompanhar pacientes no período pós-operatório, diretamente pelo WhatsApp.  Criada há dois anos, a solução garante assistência remota por até 30 dias após a alta hospitalar, permitindo que complicações sejam detectadas mais cedo e os pacientes retornem ao hospital com menor risco. “Conseguimos identificar com 99% de acurácia uma infecção pós-cirúrgica mais cedo, o que melhora a qualidade de vida do paciente e reduz custos para os hospitais”, explica José Willian Nascimento, diretor de produtos da AICury. Conseguimos identificar com 99% de acurácia uma infecção pós- cirúrgica mais cedo. O objetivo é garantir qualidade de vida ao paciente e gerar economia de recursos, especialmente para o setor público. José William do Nascimento Batizada de Lucy, a IA conversa com pacientes de diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade, analisando padrões de resposta para identificar sinais de alerta. Caso seja detectado risco de complicação, o sistema aciona

Pernambuco na rota da inovação e da tecnologia Read More »