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Cientistas aliam nanotecnologia e produtos naturais para combater pragas agrícolas

Maria Fernanda Ziegler, de Paris – O Brasil é uma das grandes potências agrícolas do mundo e também um dos líderes no uso de agrotóxicos. Se por um lado os defensivos permitem controlar pragas e aumentar a produtividade, por outro, contaminam a água, o solo e os alimentos, afetando indiretamente a saúde humana. Em busca de alternativas mais sustentáveis, pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) em Sorocaba têm apostado na combinação de nanotecnologia e produtos naturais. O tema foi abordado por Leonardo Fraceto, coordenador do Laboratório de Nanotecnologia Ambiental da Unesp, em palestra apresentada na FAPESP Week France. “Existe uma demanda crescente por alimentos em todo o mundo e a nanotecnologia permite criar metodologias para aumentar a produção agrícola. Não me refiro a um aumento na área plantada e sim na eficiência produtiva”, disse Fraceto. Como explicou o pesquisador, o objetivo do grupo é pesquisar diferentes sistemas para encapsular agentes de controle de pragas, como agrotóxicos sintéticos ou inseticidas e repelentes de origem botânica. “Outra linha de pesquisa propõe o uso de agentes biológicos, como fungos e bactérias, encapsulados em micropartículas”, disse. No âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP, o grupo da Unesp estuda os mecanismos de ação e a toxicidade das metodologias desenvolvidas. De acordo com Fraceto, o uso de nanopartículas possibilita a entrega do composto ativo diretamente no local em que está a praga a ser combatida, reduzindo a quantidade de pesticida aplicada na lavoura, a toxicidade para a planta e, consequentemente, a contaminação ambiental. “A praga, por outro lado, recebe uma carga mais concentrada do ativo, o que permite diminuir o número de aplicações”, disse. O grupo desenvolveu, por exemplo, um sistema para encapsulamento da atrazina, um dos herbicidas mais vendidos no Brasil e já banido na União Europeia pela alta toxicidade. “Nos testes em laboratório, a formulação em nanopartículas poliméricas foi mais eficiente para o controle de pragas do que a convencional. Conseguimos reduzir a dosagem necessária de 3 quilos para 300 gramas por hectare. Nosso próximo passo será avaliar a formulação em estudos de campo”, disse o pesquisador. Em outro trabalho, publicado na revista Pest Management Science, os cientistas misturaram três diferentes compostos botânicos – geraniol (encontrado no gerânio, no limão e na citronela, por exemplo), eugenol (presente no óleo de cravo) e cinamaldeído (do óleo de canela) – em nanocápsulas poliméricas feitas de zeína, uma proteína do milho. “Somos uma equipe multidisciplinar e buscamos soluções satisfatórias tanto do ponto de vista ecológico como econômico. Elencamos algumas substâncias que julgamos interessantes para o manejo de pragas como a lagarta Helicoverpa [praga da soja], a lagarta-do-cartucho [do milho] e o ácaro-rajado [que ataca frutas, grãos e outras culturas], por exemplo”, disse. O simpósio FAPESP Week France foi realizado entre os dias 21 e 27 de novembro, graças a uma parceria entre a FAPESP e as universidades de Lyon e de Paris, ambas da França. Leia outras notícias sobre o evento em www.fapesp.br/week2019/france. Por Agência FAPESP

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Avanço em aprendizado de máquina possibilita novas tecnologias baseadas na análise de imagens

Agência FAPESP – Máquinas podem ser treinadas para classificar imagens e, desse modo, identificar tumores em tomografias, composições mineralógicas em rochas ou patologias em análises de microscopia óptica. Essa área da inteligência artificial é conhecida como aprendizado de máquina e vem ganhando novas aplicações nos últimos anos. O treinamento da máquina é feito por meio da repetição de imagens usadas como exemplos de um determinado contexto ou situação e a preparação adequada desse material requer um esforço de especialistas das mais diversas áreas. “O humano é que coordena. Sem o controle do especialista sobre o processo de treinamento, a máquina pode aprender a tomar decisões com base nas características da imagem que não estão relacionadas ao problema-alvo. Isso gera um resultado ruim ou restrito àquela base de dados em que a máquina foi treinada. Quando muda a base de dados, o erro aumenta consideravelmente, tornando a análise da máquina pouco confiável”, disse Alexandre Xavier Falcão, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em palestra apresentada na última quinta-feira (21/11) na FAPESP Week France. Falcão tem unido a ciência da computação com diferentes áreas do conhecimento a partir de projetos em machine learning, desenvolvidos com o apoio da FAPESP, linha de pesquisa que investiga a interação humano-máquina na tomada de decisões. Automatização da detecção de parasitas Um dos projetos liderados por Falcão e apresentados na FAPESP Week France teve como objetivo automatizar a detecção de parasitas em exame de fezes. A pesquisa foi conduzida por meio de uma parceria entre a Immunocamp e pesquisadores dos Institutos de Computação e de Química da Unicamp, além da Faculdade de Ciências Médicas da mesma universidade. A equipe interdisciplinar desenvolveu uma máquina – patenteada e em breve disponível no mercado – capaz de identificar as 15 espécies mais prevalentes de parasitas que infectam humanos no Brasil. A técnica de aprendizado de máquina demonstrou eficiência superior a 90%, bem maior que as análises convencionais realizadas por humanos por meio de análise visual de lâminas de microscopia óptica, cujos índices variam de 48% a, no máximo, 76%. A máquina também é capaz de processar 2 mil imagens em quatro minutos. “A ideia não é substituir o trabalho de humanos, até porque eles precisam treinar as máquinas para a identificação de mais espécies de parasitas e confirmar o diagnóstico dos patógenos detectados pela máquina, mas evitar a fadiga dos humanos e aumentar a precisão dos resultados”, disse. A tecnologia inédita contou também com apoio da FAPESP por meio do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). Aprendizado interativo de máquina De acordo com Falcão, a primeira dificuldade do projeto foi ensinar a máquina a distinguir nas imagens o que era impureza e o que era, de fato, parasita. “Só conseguimos contornar esse obstáculo por meio da combinação entre técnicas de processamento de imagens, aprendizado interativo de máquina e visualização. O especialista e a máquina participam de forma colaborativa no ciclo do aprendizado da máquina. Outro ponto importante é que áreas da saúde e da química têm criado técnicas para gerar lâminas de microscopia óptica mais ricas em parasitas e com menos impurezas fecais”, disse. Uma das inovações criadas pela equipe da Unicamp foi um sistema para separação de parasitas e impurezas baseado no princípio de flotação por ar dissolvido. A máquina é capaz de fazer a varredura automatizada da lâmina e detectar os parasitas que aparecem em imagens na tela do computador. Isso foi possível por meio de técnicas computacionais que separam os componentes da imagem para verificar e decidir se são impurezas ou uma das 15 espécies parasitárias. “A interação humano-máquina tem potencial para reduzir o esforço humano e aumentar a confiança na decisão algorítmica. Nossa abordagem tem mostrado que a inclusão do especialista no ciclo de treinamento gera sistemas confiáveis de tomada de decisão baseada em análise de imagem.” O intuito da metodologia é minimizar o esforço do especialista na anotação de imagem em larga escala visando a construção de sistemas de tomada de decisão com alto índice de acerto. “A abordagem clássica, que usa exemplos pré-anotados e sem interação humana durante o treinamento, deixa várias perguntas sem resposta. São questões essenciais, como quantos exemplos são necessários para que as máquinas aprendam ou como explicar as decisões tomadas pela máquina. A nossa metodologia consiste em incluir o especialista no ciclo do aprendizado de máquina para que perguntas como essas sejam respondidas”, disse. A estratégia da equipe de Falcão para construir sistemas de tomada de decisão confiáveis tem sido explorar habilidades complementares. “Os humanos são superiores na abstração de conhecimento. Já as máquinas não se cansam e são melhores no processamento de grandes quantidades de dados. Desse modo, o esforço do especialista é minimizado ao controlar o ciclo de aprendizado e as decisões das máquinas passam a ser explicáveis”, disse. Aprendizado autônomo Outra técnica de machine learning que tem sido empregada cada vez mais para desenvolver novas tecnologias baseadas em análise de imagens é a de deep learning, que visa treinar as máquinas a aprenderem sozinhas por meio de reconhecimento de padrões e, dessa forma, agirem e interpretarem dados de modo mais natural. Os avanços nessa área têm possibilitado inovações importantes baseadas na análise de imagens, como reconhecimento facial, identificação de corpos celestes ou sistemas capazes de descrever o conteúdo de uma foto, destacou Nina Hirata, pesquisadora do Instituto de Matemática e Estatística da Universidade de São Paulo (IME-USP), em palestra apresentada também na última quinta-feira (21/11) durante a programação da FAPESP Week France. “Tarefas comuns em problemas de análise de imagens, como classificação, reconhecimento de objetos, segmentação [delineação precisa do contorno de objetos] e interpretação do conteúdo, podem ser abordadas com técnicas de machine learning e, nos últimos anos sobretudo, com técnicas de deep learning”, disse Hirata. Como explicou a pesquisadora, deep learning envolve técnicas que permitem processar uma imagem diretamente, sem que um humano precise descrever as características da imagem durante o treinamento da máquina. “Antes era preciso escrever algoritmos muito específicos para extrair informações de características da imagem. Cada caso era um

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Jeep, Sesi-PE e Comau lançam projeto de robótica inédito no Brasil

A FCA, através do Polo Automotivo Jeep e da Comau, firmou com o SESI-PE uma parceria para um novo programa de educação. O e.Do Learning Center traz para a sala de aula um ambiente de aprendizado inovador no qual os estudantes do ensino fundamental utilizam o robô e.Do para aprimorar matérias curriculares, como física e matemática. “Investir em educação tem sido um pilar importante da FCA nos municípios em torno do Polo Automotivo Jeep. Acreditamos que essa é a principal ferramenta para transformar realidades”, destaca Fernando Elias, Coordenador de Sustentabilidade e Relacionamento com a Comunidade da FCA. “A prosperidade de uma comunidade está intimamente relacionada ao grau de formação e educação de seus habitantes. Por isso, a relevância de contribuir com o fortalecimento da qualidade da educação nessas cidades”, finaliza Fernando Elias. O programa, em sua fase piloto, vai acontecer durante seis meses na escola SESI Goiana, que também poderá receber alunos da rede de ensino municipal. A expectativa é que cerca de 780 alunos da Rede de Educação do SESI-PE do Ensino Fundamental II, do Ensino Médio e da Educação Básica Articulada com Educação Profissional – EBEP – sejam contemplados. Para a superintendente do SESI-PE, Cláudia Cartaxo, a iniciativa inovadora auxiliará no processo de ensino-aprendizagem, contribuindo para o desempenho acadêmico dos jovens. “O SESI-PE está sempre em busca de trazer inovação à sala de aula e esse projeto estimulará nossos jovens a terem contato com novos recursos tecnológicos, percebendo que a robótica vai além da construção de um robô e proporciona o desenvolvimento de trabalho em equipe, raciocínio lógico e resolução de problemas”, comentou. Já o presidente do Sistema FIEPE, Ricardo Essinger, acredita que os robôs serão um meio interativo de ensinar as crianças e futuros profissionais do setor produtivo sobre matemática, tecnologia e engenharia, além de estimulá-los a seguir carreira nessas áreas. “Vivemos na era da tecnologia e é de suma importância que nossos estudantes utilizem ferramentas inovadoras no ambiente escolar. Esse projeto promoverá a difusão de diversos conhecimentos e acreditamos que irá fomentar o interesse deles pelas áreas de ciências e exatas”, disse. Com a plataforma educacional projetada pela Comau, os professores usam o robô e.Do para promover uma abordagem de aprendizado fora do convencional. Trata-se de um kit robótico modular, compacto, leve, de plataforma aberta, projetado com um conceito interativo para qualquer pessoa que deseja explorar e expandir seu universo de robótica. O robô e.DO™ foi desenvolvido pela Comau especialmente para a robótica educacional, com o objetivo de estimular a criatividade e a participação ativa dos alunos durante o aprendizado de matérias STEAM (Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática), adquirindo de maneira simples e divertida as competências necessárias para utilizar ou programar um robô. “A inovação tecnológica abre caminho para novos métodos de ensino e de aprendizagem”, explica Donatella Pinto, Diretora Global de Recursos Humanos na Comau. “e.DO é um ótimo exemplo, ele foi a base de desenvolvimento para o e.DO Experience, um programa de formação que permite com que jovens, professores e profissionais, experimentem a eficácia e utilidade de métodos de aprendizado inovadores, capazes de despertar a curiosidade, envolver e inspirar. Com este projeto a Comau, mais uma vez, demonstra acreditar no potencial das novas gerações e em sua capacidade de orientar a transformação digital que já está acontecendo” Jonas Brito Feliciano é professor de Ciências Exatas e Robótica do SESI-PE e participou da capacitação de professores, que durou quatro dias. “Foi um momento de muito aprendizado e de atualização de conhecimentos”, conta. Para os jovens, Jonas acredita que será importante conhecer a aplicação da robótica. “É uma forma de os estudantes conhecerem as potencialidades dessa tecnologia e se prepararem para o mercado de trabalho”, completa.

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Aprendizado contínuo para se manter no mercado

Por Rafael Dantas* Tudo o que é sólido desmancha no ar. A ilustração do filósofo alemão Karl Marx para explicar as transformações da sociedade de sua época segue atual e pode ser aplicada às inúmeras mudanças que presenciamos na educação e no mercado de trabalho. O antigo modo de formação das pessoas para a vida profissional está sendo atropelado por outras formas de aprendizagem. As tradicionais relações de trabalho que conhecemos se dissolveram por meio da tecnologia e de mudanças legais. Profissões antes veneradas e cristalizadas de status abrem caminhos para novas atividades em ascensão, principalmente ligadas à computação e à economia criativa. Para compreender os desafios desse cenário em constante instabilidade que afeta o mundo inteiro, ouvimos especialistas e estudantes no Workshop Algomais Educação 2019 realizado na Cesar School durante o Rec’n’Play. “Não tenho uma bola de cristal para falar como será o futuro das profissões, mas temos algumas pistas de um movimento que o mundo vem mostrando. Com o avanço das tecnologias todas as profissões serão impactadas e nós devemos nos preparar para isso”, advertiu o diretor-executivo da Cesar School Felipe Furtado. Ele conduziu o debate, promovido pela Revista Algomais, com mais de 100 estudantes de escolas públicas e privadas pernambucanas. Adaptabilidade, flexibilidade e saber se comunicar são algumas das habilidades necessárias para qualquer profissional, segundo publicação da Hays, empresa líder mundial em recrutamento. “É preciso ser capaz de se adaptar a vários cenários. É necessário estudar muito, entender de várias coisas ao mesmo tempo (não apenas da sua área específica de conhecimento) e, principalmente, desenvolver competências socioemocionais para se reinventar nos novos contextos”, orientou Felipe. Parar de aprender não está nos planos do pernambucano Pedro Macedo, 26 anos, que se encaixa bem nesse perfil do profissional do futuro. Ele teve um início de carreira cheio de viradas. Sound designer e produtor musical, começou a trabalhar em shows no Recife, passou por produtoras em São Paulo e, atualmente, montou um estúdio no seu apartamento no bairro de Perdizes, na capital paulista, e presta serviços para clientes diversos. Seu trabalho está presente no cinema, nas publicidades e na gravação de álbuns musicais. O mais novo campo está nas mídias interativas, em que ele presta serviço para um app feito para a plataforma do Google Assistente. Pedro trabalha no aperfeiçoamento do áudio das conversações dos usuários de aplicativos com robôs, como a Siri, a assistente inteligente da Apple. Pesquisador de música desde a adolescência, o pernambucano fez um curso tecnólogo de produção fonográfica. Depois disso, trabalhou alguns anos na Fundarpe, onde aprendeu a fazer a produção de palco e shows, além da montagem de som. Há dois anos sua formação profissional deu um novo passo em São Paulo, onde foi fazer um curso de áudio e acústica. Estão nos planos do profissional seguir para a França e estudar programação para artes e mídias interativas. “Pesquiso muito sobre os cursos e as manifestações que estão sendo feitas no mundo. Fiz algumas formações online, mas planejo voltar a estudar uma formação mais longa que pode ajudar a agregar muito na minha produção de áudio para arte sonora”, planeja Pedro. De acordo com o diretor da Cesar School, há 20 ou 30 anos as pessoas recebiam uma educação tradicional que servia para o resto da vida. Mas hoje a geração que está nascendo precisará, assim como Pedro, aprender continuamente durante a vida. O trabalho home office para vários “patrões” – que estão distribuídos pelo País e até no exterior – é outra tendência das carreiras profissionais que também é uma realidade na rotina de Pedro. Além de prestar serviços em casa, ele também viaja bastante. Pedro fechou a agenda do último mês com uma turnê no interior de São Paulo em shows, a produção de um filme em Maceió e um job em uma gravadora na capital paulista. Para onde ele vai, leva ainda um “mini estúdio”, que é uma unidade móvel para atender aos clientes remotos. “É difícil gerir o tempo com várias coisas acontecendo. Abri mão de um emprego certo para trabalhar com uma rede de clientes. Mas hoje posso morar em qualquer lugar do mundo e tenho trabalho”, diz, entusiasmado com a adaptação aos novos mercados que se abriram. As mudanças na carreira de Pedro estão em sintonia com uma tendência de autonomia que já é uma realidade no mundo inteiro. “Temos uma relação de trabalho que aponta para a autonomia do indivíduo, que está colocada não apenas na sua própria atividade de trabalho, mas na formalização do contrato de trabalho”, aponta Bruno Montarroyos, que é mestre em ciência política com foco em relações internacionais e especialista em políticas educacionais e inovação. “O aumento do home office ou do teletrabalho e o fato do profissional controlar o seu próprio horário são algumas tendências que encurtam a distância entre o empregado e o empregador. Uma situação em que o próprio trabalhador faz a gestão do seu tempo e monitora os seus resultados”, apontou Montarroyos. Bruno, por exemplo, é líder da Divisão de Gestão de Atendimento Técnico de Serviços no Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados), mas se divide em uma série de atividades. Ele é Google innovator certificado para a educação (educador inovador), atua como mentor em eventos de hackatons e como voluntário em startups weekends. Teve que batalhar desde muito cedo e fez várias atividades. Uma trajetória que o ensinou bastante e contribuiu para suas múltiplas atividades profissionais. “Hoje consigo ver o quanto isso foi bom. Quanto mais experiências múltiplas melhor. Sempre buscando uma vivência nova, com pessoas diferentes e aprendendo junto”. Em um mundo em constante mutação, onde as empresas têm valorizado cada vez mais a diversidade de olhares nas suas equipes, o especialista acredita que conhecimento compartilhado e trabalho colaborativo, além de aumentar a competitividade dos profissionais, podem tornar a vida das pessoas cada vez melhor. AUTOMAÇÃO Com as mudanças tecnológicas, enquanto algumas profissões devem desaparecer ou ser altamente impactadas, outras estarão em alta. De acordo com a OCDE (Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico) quase

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BID deseja fomentar ações de CT&I no Nordeste

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) planeja viabilizar projetos na área de ciência, tecnologia e inovação para o Nordeste. Nesta quarta (20.11), o chefe da divisão de Competitividade, Tecnologia e Inovação da instituição, Gonzalo Rivas, esteve em João Pessoa-PB, no Palácio da Redenção, reunido com secretários de CT&I. O banco tem a área como prioritária e está prestes a disponibilizar US$ 120 milhões para financiar ações na região. Representante do Nordeste na diretoria do Conselho Nacional de Secretários de Ciência Tecnologia e Inovação, Aluísio Lessa destacou a importância desta iniciativa, que é chancelada pelo Consórcio Nordeste. “Realizamos projetos em Pernambuco com o BID e desejamos ampliar esta parceria com a instituição, agora em convergência com os nove estados do Nordeste. As ações de Ciência, Tecnologia e Inovação serão mais impactantes se envolverem toda a região”, declarou. “Consideramos Ciência Tecnologia e Inovação é uma parte importante para o desenvolvimento da América Latina. O Nordeste possui talento e tem se destacado na área. Queremos apoiar projetos de educação voltados para a Ciência, Tecnologia e Inovação”, comentou o executivo, sinalizando que o BID está disposto a incentivar ações de CT&I no Nordeste. Acompanhado pelo especialista principal em Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Anta; a especialista líder em Ciência Tecnologia e Inovação para o Brasil, Vanderleia Radaelli; e o especialista em Ciência, Tecnologia e Inovação para a República Dominicana, Michael Hennessey, Gonzalo Rivas participou de reunião com a governadora em exercício da Paraíba, Lígia Feliciano, e se encontrou com os dirigentes estaduais da área. Participaram do evento o secretário executivo da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Cláudio Furtado; o presidente Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq), Roberto Germano; o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pernambuco, Aluísio Lessa; o presidente da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia de Pernambuco (Facepe), Fernando Jucá; a secretária de Ciência Tecnologia e Inovação da Bahia, Adélia Pinheiro; e a secretária-executiva de Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Ceará, Nágyla Drumond.

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Black Friday: vendas por comércio eletrônico se equiparam às de lojas

Por Cristina Índio do Brasil As vendas por meio de comércio eletrônico (e-commerce) da Black Friday devem, pela primeira vez, estar muito próximas das realizadas em lojas físicas. A projeção é da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). Ela prevê para este ano, durante a promoção, um faturamento para o comércio acima de R$ 3 bilhões. O diretor de Relações Institucionais da entidade, Luiz Augusto Ildefonso, disse hoje (19) que as vendas crescem, anualmente, desde 2010 quando a promoção, muito comum nos Estados Unidos, chegou ao Brasil. Lojistas esperam movimento acentuado no comércio durante a Black Friday (Arquivo/Marcelo Camargo/Agência Brasil) “Sempre foi uma distância muito grande. Até o ano passado, era muito mais volumoso o pedido de compras na internet do que na loja física”, disse, lembrando que, até 2017, a iniciativa era voltada, na maior parte, para o comércio eletrônico e a loja física era praticamente um apêndice da data. A queda na taxa de juros, a liberação de saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do PIS/Pasep (Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público) e o pagamento da primeira parcela do 13º salário favorecem o cenário de otimismo. Facilidade O diretor revelou que atualmente a facilidade de comprar pelo comércio eletrônico e pegar a mercadoria vendida no site em uma loja de shopping tem levado o cliente aos centros de compras, aumentando a presença nas lojas físicas e ampliando as vendas. “Indo lá, há uma possibilidade de o consumidor comprar mais alguma coisa na loja. Isso tem sido extremamente favorável à loja física”, contou. “Isso agrega no volume de venda. É uma experiência que as lojas iniciaram e está ocorrendo firmemente, principalmente, em vestuário, calçados e perfumes”, explicou. Ildefonso afirmou que o movimento de consumidores nas lojas aumenta na própria sexta-feira que é a data onde, nos Estados Unidos, costuma concentrar o maior número de compradores, que chegam a passar a noite nas filas aguardando a abertura das portas, todos atrás de preços baixos. “Aqui no Brasil, a Black Friday nunca é em um dia só, mas na sexta-feira, no dia 29 de novembro, a expectativa é que o fluxo de pessoas no comércio vai ser muito próximo das compras na internet neste ano”, disse. Acrescentou que os smartphones são os mais procurados nesta data. Quem compra procura trocar o aparelho atual por um com tecnologia mais nova. O mesmo ocorre com os televisores. Em terceiro lugar, aparecem roupas e calçados. Por Agência Brasil

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Caruaru recebe curso de imersão digital no próximo dia 23

Um treinamento que ajuda o empreendedor a aplicar técnicas de vendas do mundo digital ao seu negócio, seja online ou offline. Essa é a proposta do “Imersão Digital 3.0- Caruaru”, evento que apresenta a primeira edição na cidade no próximo sábado, dia 23, no Armazém da Criatividade, sob o comando do especialista em marketing digital, Marcelo Antonioli, e do especialista em inbound marketing, Igor Moraes. A imersão, com duração de 10h, é voltada para profissionais liberais e também empresas que querem conhecer técnicas de Marketing Digital para aplicação imediata na promoção do negócio. Agências de publicidade que desejam capacitar seus colaboradores e profissionais de marketing que buscam atualização no online, também podem participar. Geração de conteúdo de valor, etapas do funil de vendas e como elaborar ofertas, são alguns dos temas em destaque no encontro. “Transformar seguidores em clientes é a missão, não importa a especialidade da pessoa nem da empresa, se é produto ou serviço. Falo seguidores porque o Instagram é o queridinho do momento, mas todo o conteúdo que ensinamos pode ser aplicado em qualquer ferramenta, inclusive em canais fora do digital. O primordial é saber qual a dor do cliente e como você pode resolver isso”, pontua Marcelo, um dos facilitadores. Mais informações e o link de inscrição para o evento estão disponíveis em https://www.sympla.com.br/imersao-digital-30—caruaru__678930 . As vagas são limitadas.

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Evento para comemorar os 10 anos de League Of Legends acontece neste domingo no Recife

A Conexão NERDeste e a Vivo realizam mais uma ação especial juntas. Para comemorar os 10 anos de League Of Legends (LOL), haverá um torneio especial neste domingo (17), a partir das 15h, na Loja Vivo do Shopping Recife, em Boa Viagem. O evento irá contar com a presença da streamer e digital influencer Juliana Lima, que irá participar de um bate-papo sobre esta uma década de LOL e a importância do game na atualidade. Para participar do torneio basta se inscrever gratuitamente no site da Vivo – as vagas são limitadas. Serão três rodadas e um grande vencedor – que terá direito a uma premiação exclusiva. Cosplays e amantes do jogo estão mais que convidados. Todo o evento, que vai até as 19h, é gratuito. A ação faze parte do programa Acontece na Vivo, que tem o objetivo de buscar novas formas de se relacionar com os clientes por meio de experiências relevantes dentro das lojas da operadora. Os encontros são gratuitos para clientes e não clientes. League Of Legends foi lançado oficialmente no dia 27 de outubro de 2009, e hoje é sucesso no mundo inteiro, contando com torneios profissionais e fãs por todo o planeta. SERVIÇO Torneio Batalha League Of Legends Data: 17 de novembro (domingo) Horário: das 15h às 19h Local: Loja Vivo do Shopping Recife Inscrições para o torneio: clique aqui Entrada e inscrição gratuitas

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In Loco abre mais de 100 vagas

A In Loco, que recebeu recentemente aporte de US$ 20 mi dos fundos Valor Capital e Unbox Capital em Series B, abre mais de 100 vagas, sendo 80 somente para desenvolvedores front, backend e full-stack. Além de vagas para Analista de Dados (BI), Atendimento (CS), Vendedor, entre outros. Candidatos de todo o Brasil podem se inscrever, e caso sejam aprovados, terão ajuda de custo de moradia arcado pela empresa. “Estamos atrás de talentos, não importa onde morem atualmente desde que tenham disponibilidade para viver em São Paulo ou Recife, dependendo da vaga” afirma Thaís Cavalcante, Diretora de Pessoas da empresa, que completa: “Justamente porque queremos talentos com competência técnica e fit com nossa cultura, não importando qualquer outra característica. Além disso, há posições para PcDs, por exemplo, em qualquer posição da empresa”. Os interessados devem cadastrar os currículos diretamente no site https://jobs.kenoby.com/inlocoglobal. O processo de seleção inclui análise de currículo, entrevista com a área de pessoas, prova técnica e teste de idiomas. Os contratados terão como benefícios: salário compatível com o mercado, vale refeição e/ou vale alimentação, vale-transporte, Uber ou estacionamento, benefícios flexíveis, seguro saúde e odontológico, suporte ao desenvolvimento profissional, horário flexível, free snacks e ambiente descontraído, sem dress code, entre outros. “Estamos em plena expansão e, por isso, precisamos de cada vez mais pessoas com vontade de aprender e de construir uma empresa de tecnologia brasileira, cercado de profissionais altamente capacitados, que interagem e participam ativamente da estratégia da empresa”, afirma André Ferraz, CEO da empresa. “Estamos construindo uma empresa que será a plataforma da Internet da Coisas, entregando ao consumidor a conveniência do digital, mas garantindo o seu direito à privacidade. Quem se identificar com nosso propósito e quiser crescer junto é só se aplicar. São mais de 100 oportunidades”, finaliza o CEO.

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Estudantes da rede do Recife são tricampeões na Olimpíada Brasileira de Robótica

Os alunos da rede municipal de ensino do Recife são tricampeões nacionais da Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR). A equipe The Monsters, da Escola Municipal Pedro Augusto, conquistou o primeiro lugar da OBR e a vaga para disputar o mundial em Portugal, no próximo ano, na competição Robocup Junior. Com a premiação, em 2020 os alunos da rede acumularão a 5ª experiência em mundiais, além do título de tricampeão nacional da OBR (2015, 2016 e 2019), prêmio de Melhor Estratégia Resgate nível 1 e de Divulgação Científica nível 2 (Equipe Legião Robot). A disputa aconteceu neste fim de semana, na cidade de Rio Grande (RS), dentro do evento Robótica 2019, que abarcou ainda a Latin American Robotic Competition (Larc) e a Mostra Nacional de Robótica (MNR). No total, uma delegação de 23 estudantes participaram do evento, um dos mais importantes da América Latina nas áreas de robótica e inteligência artificial. As equipes Poetas Robóticos e DMC Evolution, das escolas municipais Poeta Jonatas Braga e Padre Antônio Henrique, conquistaram o segundo e quarto lugar, respectivamente. “O destaque para esses meninos vai além da técnica. Foi muito emocionante testemunhar humildade, parceria, união e o espírito esportivo deles. Educar é essa soma de valores. O acúmulo de experiências nas competições de robótica incentiva esses estudantes a investirem em pesquisa e desenvolvimento, além de participarem de programas de intercâmbio e troca de experiência com colegas do exterior. Nós estamos investindo no futuro deles”, destacou Bernardo D´Almeida, secretário de Educação do Recife. O desafio da Olimpíada Brasileira de Robótica foi a categoria Resgate. Durante a disputa, os robôs programados pelos estudantes do nível 1 (4º ao 8º ano) resgataram uma “vítima”, representada por uma bolinha, para a área de salvamento. Já os alunos do nível 2 (8º e 9º ano) deram continuidade à competição, suspendendo a “vítima” (representada pela bola) e colocando-a em uma área segura. Essa etapa foi disputada pela equipe Legião Robot, da Unidade de Tecnologia e Cidadania (Utec) Cordeiro. Os alunos recifenses também disputaram a Latin American Robotic Competition (Larc), pela primeira vez na categoria Soccer. A equipe The Hackers Soccer, do Clube de Robótica do Centro de Educação, Tecnologia e Cidadania (Cetec) da Prefeitura do Recife, ficou em terceiro lugar. Eles competiram com dois robôs jogadores de futebol, um atacante e um goleiro. No espaço da Mostra Nacional de Robótica (MNR), foram apresentados quatro projetos: o Eco Barco, um protótipo automatizado, que tem como proposta solucionar a poluição dos rios; o Clear Space, uma base lunar para o reaproveitamento do lixo espacial; a Frevobótica, um robô que dança ao som do frevo; e o drone como ferramenta no processo de aprendizagem. HISTÓRICO – Em 2014, os estudantes da Prefeitura do Recife participaram como convidados da competição que aconteceu na Rússia, já por conta do destaque do aprendizado em robótica. Em 2016 e em 2017, os estudantes estiveram na Robocup – Campeonato Mundial de Robótica e ficaram entre os oito melhores na Alemanha e no Japão, respectivamente. Nos próximos dias 8 e 10 de novembro, os estudantes da rede municipal de ensino do Recife participam da Word Robot Olympiad (WRO) – na categoria Júnior, na cidade de Győr, na Hungria. No âmbito nacional, eles já conquistaram o primeiro lugar da OBR Nacional (2015, 2016) e, em 2017 e 2018, o segundo e o terceiro lugar na mesma competição. Na competição Larc, em 2016, eles ficaram em quarto lugar; em 2017 ficaram em terceiro lugar; e, em 2018, em sexto lugar.  

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