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Carnaval deve movimentar R$ 10,8 bilhões em Pernambuco

Estudo da Fecomércio-PE projeta impacto direto de R$ 141,8 milhões em mercadorias durante os quatro dias de festa, mesmo com retração no consumo O Carnaval deve impulsionar a economia de Pernambuco em fevereiro de 2026, com movimentação estimada em R$ 10,79 bilhões na circulação de mercadorias, segundo levantamento do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE. Apesar da relevância da festa para o comércio, o valor representa retração de 1,3% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo um cenário macroeconômico mais restritivo ao consumo das famílias. Arrecadação e comportamento sazonal A projeção também indica arrecadação aproximada de R$ 2,2 bilhões em ICMS ao longo de fevereiro de 2026, com dados deflacionados a preços de dezembro de 2025. A análise da série histórica entre 2013 e 2026 mostra tendência de crescimento real da arrecadação, marcada por oscilações sazonais e maior volatilidade a partir de 2020, associada aos efeitos econômicos da pandemia. Os meses de Carnaval, em geral, apresentam desempenho igual ou superior à média mensal, enquanto o período pós-folia tende a registrar acomodação da atividade. Impacto direto do Carnaval Para este ano, a estimativa é de que o Carnaval acrescente cerca de R$ 141,8 milhões exclusivamente em mercadorias durante os quatro dias de festa. Esse montante corresponde a 1,3% da movimentação total prevista para fevereiro e é 1,6% superior ao registrado no Carnaval de 2025, considerando intervalo de confiança de 95%, entre R$ 119,1 milhões e R$ 164,5 milhões. Avaliação da Fecomércio-PE Para o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, Bernardo Peixoto, os números confirmam a importância do período para a economia estadual. “O Carnaval de Pernambuco mantém relevância para o setor terciário. No comércio de mercadorias, o período representa uma perspectiva de reforço de caixa e de efetivação de vendas. De forma complementar, os segmentos de serviços e turismo registram aumento de demanda durante as festividades. Trata-se de um período de oportunidades para o setor.” Já o economista Rafael Lima, do Hub de Dados do Comércio da Fecomércio-PE, destaca: “As projeções de arrecadação do ICMS indicam uma movimentação econômica otimista durante o Carnaval, com expectativa de que o consumo associado exclusivamente ao período supere em 1,6% o resultado observado no ano anterior. A ampliação dessas oportunidades do setor terciário está associada principalmente à capacidade dos empresários de planejar e executar estratégias direcionadas ao aproveitamento desse aumento temporário da demanda.”

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Para onde caminham as ferrovias do Nordeste?

Novos trilhos avançam no Brasil, mas mantém a região na periferia logística *Por Rafael Dantas Enquanto o Brasil vive uma nova “corrida ferroviária”, o Nordeste corre o risco de continuar fora dos principais trilhos do desenvolvimento, apesar de voltar a receber projetos bilionários. Além da Transnordestina, três empreendimentos estratégicos estão em andamento: a Ferrovia de Integração Oeste-Leste, no sul da Bahia, uma extensão que conectará o Maranhão ao Pará e a ligação entre Eliseu Martins (PI) e a Ferrovia Norte-Sul, ainda em estudo de viabilidade. Apesar desses investimentos, especialistas alertam que a porção oriental da região (que engloba Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte), segue alijada desse novo ciclo da infraestrutura ferroviária e que o volume de conexões permanece muito inferior ao previsto para o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O resultado pode ser a manutenção ou o aprofundamento da posição periférica do Nordeste na logística nacional nos próximos anos. O mapa da carteira de projetos do Ministério dos Transportes, que prevê oito leilões, deixa evidente que o maior montante dos R$ 600 bilhões previstos para serem injetados seguem concentrados nas regiões que já possuem mais linhas férreas. “Quando a gente olha o mapa das ferrovias do Brasil, fica muito claro que o Nordeste não é prioridade nos investimentos”, constata a economista Tânia Bacelar. A especialista em desenvolvimento regional observa, contudo, que essa configuração tem uma explicação objetiva: os investimentos seguem a lógica produtiva dos grãos e dos minérios, mais concentrados em outras regiões do País. A ausência dessas cargas no Nordeste, que hoje iriam apenas para o Porto de Pecém, restringem novos investimentos em trilhos na região. A região detém apenas 8% dessas cargas. Tânia Bacelar afirma que o Nordeste Oriental não é prioridade nos investimentos de implantação de ferrovias no Brasil porque a maior parte desses projetos são destinados ao transporte de grãos e minérios, cargas que são minoritárias na região, correspondendo a apenas 8% do total da produção dessas commodities no País. A configuração disposta atualmente, com uma nova ligação ao sul da região (Ilhéus) e outra, ao norte, em São Luís, ligando-se ao Oeste, expõe um problema para os estados mais orientais e, consecutivamente, mais distantes das fronteiras agrícolas do Matopiba.“Eu diria que os dois extremos do Nordeste terão, a médio prazo, uma articulação importante com esses eixos ferroviários que estão sendo remodelados. O ‘miolão’ da região é que está em discussão, e é onde se localiza a Transnordestina, que sofreu uma mudança recente de trajetória importante a favor do Ceará e em prejuízo de Pernambuco”, analisa Tânia Bacelar. Confira a entrevista com Tânia Bacelar sobre o cenário das ferrovias RISCO DE APROFUNDAR AS DESIGUALDADES REGIONAIS Mesmo com a concretização dos grandes investimentos em curso – o que já seria um grande desafio – o planejamento em andamento não atende ainda a necessidade da região, segundo o engenheiro civil Maurício Pina. Especialista em transporte e membro do comitê tecnológico permanente do CREA-PE (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco), ele alerta que a lógica adotada – que privilegia aportes no Sul, Sudeste e Centro-Oeste – amplia as desigualdades entre as regiões e mesmo dentro do Nordeste. Ele é um dos grandes críticos das mudanças do projeto original da Transnordestina. “No momento em que se olha apenas o aspecto estritamente econômico [para decidir investir em infraestrutura], tornamos as regiões ricas em ainda mais ricas e as regiões pobres em mais pobres. Aumentamos assim a desigualdade entre as regiões do País. Se o interesse é desenvolver o Nordeste é preciso construir a ferrovia, o desenvolvimento vem depois”, defendeu Maurício Pina. “Se olhar apenas o aspecto econômico [para decidir investir em infraestrutura], aumentamos assim a desigualdade entre as regiões do País. Se o interesse é desenvolver o Nordeste é preciso construir a ferrovia, o desenvolvimento vem depois”. Maurício Pina Seguindo na mesma direção, o economista Werson Kaval alerta que “se essa carteira se concretizar como está desenhada, o Brasil aprofunda um verdadeiro apartheid logístico”. O avanço da malha ferroviária do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, que concentram a maior parte dos investimentos do País, consolida corredores logísticos integrados entre áreas produtivas e portos exportadores. Kaval aponta para o fato de que “essas regiões passam a operar com custos logísticos significativamente menores, maior previsibilidade operacional e maior atratividade para investimentos industriais e agroexportadores”. O Nordeste, por sua vez, permanece com uma malha ferroviária fragmentada, com projetos pontuais e baixa densidade de rede, o que limita seu potencial de inserção em cadeias produtivas de maior valor agregado. FERROVIAS NO CENTRO DA DISCUSSÃO DO NORDESTE Existe, entretanto, a esperança de que essas desvantagens sofridas pelos estados nordestinos possam ser aplacadas com novas iniciativas da Sudene (Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste). O superintendente Francisco Alexandre afirma que a estratégia da autarquia está alinhada ao PRDNE (Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste), que trata a logística como núcleo central do desenvolvimento. “O PRDNE estabelece, no eixo de Infraestrutura Econômica e Urbana, um programa específico de Integração Logística Regional, voltado a ampliar os investimentos em ferrovias, rodovias, portos e aeroportos, com o objetivo de reduzir os custos de transporte e aumentar a competitividade do Nordeste”, explica. Francisco Alexandre afirma que Sudene tem planos de construir um sistema logístico integrado no Nordeste, capaz de conectar o interior ao litoral. “Isso inclui a modernização da malha existente e a implantação de novas conexões ferroviárias.” Segundo ele, essa diretriz passa justamente pela superação do déficit histórico de infraestrutura da região e pela integração entre áreas produtivas e os portos. “A lógica é construir um sistema logístico integrado, capaz de conectar o interior ao litoral e permitir que a produção regional chegue aos mercados nacionais e internacionais em condições mais competitivas”, afirma. “Isso inclui tanto a modernização da malha existente quanto a implantação de novas conexões ferroviárias.” O superintendente acrescenta que há estudos em curso para ampliar essa articulação. Ele destaca ainda que a agenda envolve também o transporte de passageiros: “Existe uma discussão para incluir trechos de passageiros nos próximos leilões ferroviários, como Recife-João Pessoa e

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BC mantém Selic em 15% ao ano pela quinta vez seguida

Juros básicos seguem no maior nível em quase 20 anos, apesar do recuo da inflação (Com informações da Agência Brasil) O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 15% ao ano, repetindo pela quinta vez consecutiva a manutenção dos juros básicos da economia. A decisão, anunciada nesta terça-feira (28), já era amplamente esperada pelo mercado financeiro, mesmo diante da desaceleração da inflação e da queda recente do dólar. Com a decisão, a Selic permanece no patamar mais elevado desde julho de 2006, quando alcançou 15,25% ao ano. No comunicado oficial, o Copom indicou que poderá iniciar um ciclo de redução dos juros na reunião de março, caso o cenário inflacionário siga sob controle e não haja deterioração relevante das condições econômicas. “O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o Banco Central. A reunião ocorreu com o colegiado desfalcado, após o término dos mandatos de dois diretores no fim de 2025. As novas indicações para o comando do Banco Central só devem ser encaminhadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a retomada dos trabalhos do Congresso Nacional, em fevereiro. Desde setembro de 2024, a taxa básica vem sendo elevada, atingindo 15% em junho do ano passado, nível mantido desde então. Em 2025, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou em 4,26%, o menor resultado anual desde 2018 e dentro do teto da meta contínua de inflação, que é de 3%, com intervalo de tolerância entre 1,5% e 4,5%. Para 2026, o Banco Central projeta inflação de 3,5%, embora o mercado seja mais cauteloso e estime 4%, segundo o boletim Focus. Juros elevados seguem sendo o principal instrumento de controle da inflação, mas também encarecem o crédito e limitam o ritmo de crescimento econômico. Para 2026, o Banco Central projeta expansão de 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto o mercado aposta em um crescimento um pouco maior, de 1,8%.

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A porta para a Europa está aberta: o que o acordo Mercosul–UE muda para Pernambuco

Com novas oportunidades para o agronegócio, a indústria e a atração de investimentos, o Estado ganha acesso a um mercado de 450 milhões de consumidores, mas enfrenta o desafio de se preparar para competir com os europeus. *Por Rafael Dantas A porta está aberta. Com a aprovação do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, Pernambuco passa a ter acesso facilitado a um dos maiores mercados consumidores do mundo, em um momento em que o multilateralismo global é posto à prova. Do outro lado, há oportunidades, investimentos e novos parceiros. Mas atravessar essa porta não será simples. Nem todos estão prontos. Além disso, a chegada de concorrentes do Velho Mundo tende a redesenhar o jogo econômico nos próximos anos. A exemplo do que se projeta no cenário nacional, o agronegócio tende a ser um dos grandes beneficiados pelo acordo. Em Pernambuco, o polo de fruticultura irrigada do Vale do São Francisco desponta como destaque. Fora do campo, o Estado também vislumbra um avanço mais qualificado em setores de maior valor agregado, como a indústria de alimentos processados e bebidas, bem como a produção petroquímica, de plásticos e resinas de Suape. Soma-se a isso o potencial de atração de investimentos europeus em energia renovável, indústria verde e infraestrutura, apontados por especialistas como vetores estratégicos de crescimento de longo prazo. “A assinatura do Acordo Mercosul–União Europeia tende a trazer impactos positivos e relevantes para o crescimento econômico do Estado de Pernambuco, especialmente quando analisada à luz do comércio exterior e da economia internacional. Em primeira instância, destaca-se a ampliação do acesso ao mercado europeu, um bloco que reúne mais de 450 milhões de consumidores e responde por cerca de 15% do PIB mundial”, destacou o economista Demorval dos Santos. Os dados são da Eurostat, o Serviço de Estatísticas da União Europeia. O economista aponta que diante da redução ou eliminação de tarifas, nossos produtos de maior vantagem competitiva são açúcar, frutas tropicais (uva, manga), sucos e derivados do agronegócio. Esses ganham ainda mais competitividade. “Além dos produtos da agricultura, Pernambuco tem sido destaque na exportação de combustíveis minerais, lubrificantes, máquinas e equipamentos de transporte, produtos químicos e animais vivos. Atualmente, a União Europeia já figura entre os principais destinos das exportações pernambucanas, e o acordo tende a ampliar esse fluxo, reduzindo custos e barreiras comerciais”. EXPECTATIVAS DO CAMPO No Vale do São Francisco, principal vitrine do agronegócio pernambucano no mercado internacional, as expectativas são positivas. José Gualberto, presidente da Valexport, destaca que algumas frutas da região já têm forte inserção externa, especialmente a uva. No caso da manga, a vantagem competitiva já existe. “A manga já não paga nada para entrar na Europa. Somos o maior exportador de manga do mundo para a Europa”, afirma. Segundo ele, a expectativa é de expansão dos volumes, acompanhando a tendência mundial de aumento do consumo de frutas. A uva, por sua vez, aparece como o produto que mais deve sentir os efeitos diretos do acordo. Hoje, explica Gualberto, a tributação varia conforme a época do ano, entre 8% e 12%, o que pesa sobre a rentabilidade do setor. “A uva é muito importante no São Francisco. Aí teremos um ganho grande”, afirmou o empresário, ao apontar que a eliminação dessas tarifas representa uma diferença expressiva para a eficiência e a remuneração da cadeia produtiva. Ele ressalta, no entanto, que essa abertura não será exclusiva do Brasil, já que outros países também terão acesso facilitado ao mercado europeu. Para Gualberto, mais do que ampliar mercados, a inserção internacional impõe um padrão mais elevado de produção. “A vantagem de ter inserção em mercados internacionais é que obriga a melhorar qualidade, eficiência, produtividade e a cadeia produtiva de forma geral”. Esse processo envolve certificações e compromissos sociais, ambientais e trabalhistas. O principal gargalo, segundo ele, está no crédito: a fruticultura irrigada exige investimentos altos e de maturação longa. “Precisamos crescer, aumentar áreas, para aproveitar esse acordo, mas hoje não temos linhas de crédito adequadas”, diz, destacando que juros elevados e a falta de políticas específicas limitam a expansão da produção. OPORTUNIDADES E AMEAÇAS NA INDÚSTRIA Se no campo o acordo tende a abrir novos mercados, na indústria o movimento funciona mais como um limiar a ser atravessado. Para Maurício Laranjeira, gerente de Política Industrial da Fiepe, o tratado entre Mercosul e União Europeia não representa um ponto de chegada mas o início de um percurso. “O acordo não é um evento; é um processo”, adverte. Do lado industrial, os ganhos devem se concentrar nos segmentos que já chegam a essa porta com maior preparo competitivo, capacidade de inovação e inserção em cadeias globais. Pernambuco possui ativos relevantes para tentar essa travessia. Além dos setores já mencionados,  alimentos e bebidas processados, química e petroquímica, há grandes oportunidades para o Complexo de Suape e para as atividades ligadas à transição energética e à indústria verde. Ainda assim, Laranjeira ressalta que o tratado apenas destrava o acesso formal. “O acordo cria a porta. Atravessar ou não vai depender muito da preparação e da coordenação regional”, observa. O economista Demorval dos Santos avalia que o acordo fortalece o papel do Complexo Industrial Portuário de Suape como ativo estratégico. “Em 2025, por exemplo, o porto movimentou mais de 23 milhões de toneladas, com crescimento consistente no comércio exterior. A intensificação das relações comerciais com a Europa tende a consolidar Suape como hub logístico internacional, atraindo novas rotas marítimas, operadores logísticos e empresas exportadoras”. O acordo também amplia o potencial de atração de investimentos estrangeiros diretos vindos da União Europeia, segundo o economista. Ao reduzir incertezas e oferecer maior previsibilidade regulatória, Pernambuco passa a se posicionar como uma plataforma estratégica para empresas europeias interessadas em acessar o mercado brasileiro e sul-americano. A tendência é de maior interesse em setores como indústria, energia, química, farmacêutica e infraestrutura logística, nos quais escala produtiva, localização e integração regional são fatores decisivos. Para parte do parque industrial, porém, a abertura da porta também expõe fragilidades. Segmentos menos internacionalizados e com menor valor agregado devem sentir primeiro

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Recife registra queda de 6,5% no custo da cesta básica no segundo semestre de 2025

Capital pernambucana acompanha tendência nacional de redução dos preços dos alimentos, segundo balanço da Conab e do Dieese O custo da cesta básica no Recife caiu 6,51% no segundo semestre de 2025, acompanhando o movimento de redução registrado em todas as capitais brasileiras no período. De acordo com o balanço divulgado nesta terça-feira (20) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em parceria com o Dieese, o valor médio da cesta na capital pernambucana passou de R$ 637,62 em junho para R$ 596,10 em dezembro, uma redução acumulada de R$ 41,52. O resultado faz parte dos primeiros seis meses da ampliação da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, que passou a abranger as 27 capitais do país. A iniciativa, firmada em agosto de 2025, permitiu uma leitura mais abrangente do custo de vida urbano e mostrou uma queda generalizada dos preços no período, com variações negativas que chegaram a 9,08% em Boa Vista e ficaram em 1,56% em Belo Horizonte, a menor retração do país. No Nordeste, o Recife apresentou desempenho intermediário, com queda superior à registrada em Salvador (-2,62%) e São Luís (-3,95%), e próxima a capitais como Natal (-6,25%) e João Pessoa (-6,05%). Fortaleza liderou a redução na região, com recuo de 7,90% no semestre. A diminuição dos preços na capital pernambucana reflete, sobretudo, a queda expressiva de itens como arroz, feijão, tomate e leite, que puxaram o custo médio da cesta para baixo. Em nível nacional, a Conab destaca que o comportamento dos preços está associado ao aumento da oferta de alimentos, resultado de uma safra recorde e do fortalecimento das políticas de abastecimento. A ampliação da produção, aliada à normalização de cadeias logísticas e à redução de pressões climáticas em algumas culturas, contribuiu para aliviar o orçamento das famílias nas principais regiões metropolitanas. A continuidade do monitoramento mensal dos preços em todas as capitais passa a ser uma ferramenta estratégica para a formulação de políticas públicas de segurança alimentar. No caso do Recife, a queda no custo da cesta básica representa um alívio relevante para as famílias de menor renda, ainda que o valor absoluto dos alimentos siga elevado e sensível a oscilações sazonais e macroeconômicas.

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Banco do Nordeste entra para o Top 5 do Boletim Focus do Banco Central

Instituição se destaca pela precisão nas projeções econômicas e consolida atuação técnica no cenário macroeconômico nacional O Banco do Nordeste (BNB) passou a integrar o Top 5 do Boletim Focus, grupo que reúne as instituições financeiras com maior precisão nas projeções econômicas divulgadas pelo Banco Central. O resultado foi alcançado em menos de um ano após a entrada do Banco no Sistema de Expectativas de Mercado, evidenciando a consistência técnica das análises produzidas pela instituição. Desempenho nas projeções da Selic O destaque do BNB ocorreu especialmente na estimativa da taxa Selic para o final de 2025. O desempenho é atribuído às análises desenvolvidas pela equipe macroeconômica do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), responsável pela elaboração das projeções encaminhadas ao Banco Central. Avaliação do economista-chefe Para o economista-chefe do Banco do Nordeste, Rogério Sobreira, o reconhecimento é resultado direto do trabalho técnico realizado pela área econômica da instituição. Segundo ele, integrar o Top 5 indica que “as projeções enviadas ao Banco Central apresentam precisão consistente, baseada nos métodos adotados e na atuação da equipe do Etene”. Contribuição ao debate macroeconômico Sobreira também ressalta que o desempenho reflete a contribuição do Banco do Nordeste ao debate macroeconômico nacional. “As análises partem da realidade regional e dialogam com os indicadores do país, ampliando a diversidade das expectativas de mercado”, afirmou o economista, ao destacar a importância de incorporar diferentes perspectivas às projeções econômicas.

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Saúde mental deixa de ser discurso e vira obrigação legal nas empresas

A atualização da NR-1 torna a saúde mental uma exigência legal ao incluir os riscos psicossociais no gerenciamento de segurança e saúde no trabalho. A norma obriga as empresas a identificar e prevenir fatores como estresse, assédio, ansiedade e burnout por meio do PGR, com fiscalização prevista para maio de 2026.

Pesquisa da Amcham Pernambuco mostra que a maioria das empresas ainda não está preparada: 61% têm conhecimento limitado sobre a norma e apenas 34% tratam a saúde mental como prioridade. O texto destaca que, além de cumprir a lei, o desafio é promover mudanças culturais, fortalecer a comunicação e capacitar lideranças, reconhecendo a saúde mental como fator estratégico para produtividade, engajamento e sustentabilidade organizacional.

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Novo salário mínimo será de R$ 1.621 em 2026

(Da Agência Brasil) Dieese: incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões O salário mínimo será de R$ 1.621 a partir de 1º de janeiro de 2026. O valor teve um aumento de 6,8%, um pouco mais de R$ 100, e foi estipulado por meio de publicação, na última quarta-feira (24), no Diário Oficial da União pelo governo federal. O mínimo anterior era de R$ 1.518. Pelas regras, o valor do salário mínimo deve ser atualizado anualmente pela inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses até novembro, mais o crescimento da economia brasileira de dois anos antes, ou seja, do ano de 2024, sujeito ao limite máximo de 2,5% ao ano, por conta do teto de gastos. Os dois componentes, juntos, garantem um aumento real do piso, diferente da política dos governos anteriores para o salário  mínimo, de Michel Temer e Jair Bolsonaro, quando o reajuste era feito somente pela inflação. “Esse modelo teve efeitos adversos sobre o poder de compra em contexto de inflação relativamente elevada”, disse o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica sobre o novo mínimo. “Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”. O órgão acrescentou que, somente a reposição da inflação, entre 2020 e 2022, não foi suficiente para diluir o impacto dos preços dos alimentos, que subiram acima da média, pesando de forma desproporcional no rendimento das famílias pobres. O salário mínimo é a menor remuneração que um trabalhador formalizado pode receber no país e deve ser suficiente para atender a necessidades vitais básicas próprias e de sua família, como moradia, alimentação, saúde, lazer, higiene e transporte, de acordo com a Constituição Federal. Com essa intenção, de acordo com o Dieese, a mínimo mensal de uma família de quatro pessoas no Brasil deveria ser de R$ 7.067,18, em novembro de 2025, o equivalente a 4,3 vezes o novo piso do mínimo nacional em janeiro de 2026. De acordo com o departamento, cerca de 62 milhões de brasileiros recebem o mínimo. Com o reajuste para R$ 1,621, o incremento na economia será de R$ 81,7 bilhões.

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Especial Algomais 2025: Raio X da Indústria Pernambucana

*Por Cláudia Santos Desde o início da produção econômica de Pernambuco, quando os engenhos processavam a cana para produzir o açúcar, a atividade industrial se fazia presente. De lá pra cá, a indústria viveu altos e baixos. Os cotonifícios, por exemplo, que transformam em tecido o algodão cultivado na região sertaneja, tiveram seu auge e entraram em declínio. Mas surgiram o Polo de Confecções no Agreste e a moderna indústria automotiva na Zona da Mata Norte, região antes dominada justamente pelos pioneiros que cultivavam canaviais. Esta edição especial da Algomais traz um compilado das reportagens que analisaram segmentos industriais de Pernambuco. Um trabalho de fôlego do repórter Rafael Dantas, que mostra as inovações e a potência do setor, seja no interior, como a Tambaú, em Custódia, ou próximo à região metropolitana, como a Stellantis. As matérias também abordam os desafios da indústria, que não são poucos. A começar da logística, com destaque para a Transnordestina. A não conclusão da ferrovia é um dos fatores estratégicos que dificultam o escoamento da produção e pressionam os custos operacionais das empresas. Mas nada que não seja solucionado com a união do setor, a parceria com o poder público e a mobilização de todos. E, nós, da Algomais, aproveitamos a esperança, que sempre é renovada no período natalino, para desejar que o desenvolvimento de Pernambuco supere os entraves e traga prosperidade e bem-estar aos pernambucanos. E desejamos aos nossos leitores um Feliz Natal! *Editora da Revista Algomais

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Porto Digital chega aos 25 anos com foco no interior e no mercado global

Ecossistema tecnológico comemora o crescimento das empresas e do faturamento, as iniciativas de revitalizar o Bairro do Recife e o incentivo à formação de profissionais da área de inovação *Por Rafael Dantas Há 25 anos, o Bairro do Recife vivia o mesmo esvaziamento que atingia os centros das grandes capitais brasileiras e de várias cidades do mundo. As atividades econômicas tradicionais haviam perdido força, o número de moradores diminuía e o território histórico parecia perder sua função urbana. Foi desse vazio que surgiu o Porto Digital. Hoje, o ecossistema soma 21 mil postos de trabalho, 475 empresas e um faturamento de R$ 6,5 bilhões, números que reforçam uma vocação cada vez mais global. A imersão do setor de tecnologia em inovação e empreendedorismo transformou a paisagem do bairro e segue impulsionando um crescimento que está longe de alcançar seu limite. O desempenho do ecossistema nos últimos anos surpreendeu até o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “Fizemos algumas apostas e deram um resultado muito significativo. A principal delas foi na formação de capital humano. O Porto Digital ultrapassou as nossas expectativas e temos agora a projeção de gerar até 60 mil empregos nos próximos 25 anos”. Com mão de obra qualificada, vinda de diferentes iniciativas, programas e empreendimentos, o Recife se consolidou como um dos principais formadores de profissionais de tecnologia do País. Pierre ressalta que alguns dos gigantes do Porto Digital seguem sendo empresas que nasceram aqui, como o Cesar, a Neurotech e a Tempest. Esses convivem com grandes players nacionais e globais, a exemplo da Accenture que é norte-americana, mas tem sede na Irlanda, e da japonesa NTT Data, e com centenas de startups que estão na batalha para escalar seus negócios. A Stellantis, empresa francesa que tem uma planta industrial em Goiana, também tem um Software Center instalado no ecossistema. É um ambiente dinâmico tanto para a economia, como para o urbanismo local. EMBARQUE DIGITAL Para Pierre Lucena, o Embarque Digital é hoje uma das “infraestruturas invisíveis” mais estratégicas do Porto Digital. O programa, realizado em parceria com a Prefeitura do Recife, amplia a formação em tecnologia na rede pública, democratiza o acesso ao setor e cria uma base de talentos que alimenta diretamente o crescimento do ecossistema. Um marco que, por consequência, tem atraído grandes empresas para o ecossistema e que tem fornecido trabalhadores-empreendedores para alavancar os negócios locais. Um dos jovens recifenses que passou pelo programa e acabou de se formar é Vinicius da Silva Grillo, 22 anos. Ele estava estudando para concursos quando descobriu o Embarque Digital e decidiu concorrer. Ao conseguir a vaga, em 2023, iniciou a formação na Unicap em Sistemas para Internet. A trajetória de Vinícius começou ainda no ensino técnico, na Escola Técnica Estadual Cícero Dias, onde teve o primeiro contato com programação de jogos e fundamentos da tecnologia. Apesar dessa base, a área ainda parecia “nebulosa”. Ao ingressar no curso, Vinícius encontrou uma realidade completamente diferente da formação técnica anterior: mais prática, mais rápida e mais próxima das demandas reais do mercado. A residência de software, realizada em contato direto com empresas do ecossistema, foi o ponto decisivo. Ele participou de desafios com grandes companhias, alternando projetos a cada semestre. Esse contato, afirma, trouxe clareza sobre caminhos possíveis na carreira e sobre como o setor funciona na prática. Depois de concluir o curso, Vinícius chegou à Deloitte, onde atua como analista de sistemas na área de integração e dados. A dinâmica da consultoria, com diferentes projetos, clientes e desafios, o surpreendeu por ser semelhante à lógica do Porto Digital. “É um ecossistema lá dentro também”, destaca. A experiência ampliou sua visão profissional e o motivou a continuar os estudos. Agora, recém-formado, planeja iniciar uma pós-graduação em gestão de projetos e agilidade. “A área de tecnologia tem espaço para todo mundo. O Embarque incentiva muitas meninas na área, o que não era comum até um tempo atrás. Hoje, inclusive, trabalho com pessoas de todas as idades e realidades econômicas”, afirmou. Histórias como a de Vinicius se multiplicaram nos últimos anos, levando o Recife a consolidar-se como a capital brasileira com maior número de estudantes de tecnologia da informação por habitante. Agora, são 717,8 alunos matriculados a cada 100 mil habitantes, segundo o Censo da Educação Superior 2024, uma liderança mantida há sete anos consecutivos e quase 50% acima da segunda colocada, Brasília. Além de registrar um salto no número de concluintes, que passou de 728 em 2022 para 1.427 em 2024, o Embarque Digital tem ampliado a diversidade no setor, com 32% de participação feminina e 60% de estudantes negros, índices muito superiores às médias nacionais. Com modelo pedagógico inclusivo e forte conexão com o mercado, o programa também mantém evasão significativamente menor, cerca de um terço da taxa brasileira. NOVOS INVESTIMENTOS LOCAIS O Recife celebrou o investimento da multinacional francesa Capgemini que passou a integrar o Porto Digital. Para 2026, a empresa deve quadruplicar o seu quadro de profissionais na cidade e criar pelo menos mil novos empregos na capital pernambucana. Outra novidade recente foi a decisão da EY (Ernst & Young) em construir no Recife um Centro de Entrega de Serviços. O empreendimento, que tem centros tecnológicos semelhantes na América Latina apenas na Colômbia e na Costa Rica, deve gerar na capital pernambucana 350 empregos. Nos últimos anos, outros investimentos de destaque que passaram a fazer parte do polo foram a Coca Cola, o Bradesco, a Liferay, a Deloitte e a Baterias Moura. Juntas, apenas essas empresas anunciaram aproximadamente 3 mil vagas. O Banco Inter também reforçará o movimento de chegada de grandes empresas ao Porto Digital. A fintech está se instalando no Paço Alfândega onde alugou o último espaço de aproximadamente 900 m². Segundo Pierre Lucena, o banco já iniciou a reforma do ambiente, que deve abrigar sua nova operação. RECUPERAÇÃO IMOBILIÁRIA Além de gerar empregos, essa dinâmica tem contribuído para a recuperação imobiliária do histórico Bairro do Recife. Nesses 25 anos de atividades, a Área de Arquitetura e Obras do Núcleo de Gestão do Porto

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