Colunistas

Fachada Mioche

Grupo Mioche inaugura nova operação no Nordeste

O Grupo Mioche, especializado em moda masculina de alto padrão, inaugurou em junho sua 19ª loja na região Nordeste, localizada na Paraíba. De acordo com o diretor comercial, Rhuan Penaforte, a empresa planeja abrir dez novas unidades ainda este ano, expandindo sua atuação em novas praças. Atualmente, a Mioche está presente nos estados da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte. Para o próximo ano, a empresa prevê a abertura de mais 15 lojas, com uma estimativa semelhante para 2026. O investimento total para essa expansão é de R$20 milhões. A empresa, com 32 anos de atuação, possui uma fábrica em Campina Grande (PB) que atende tanto sua rede própria quanto mais de mil lojas multimarcas em diversos estados do Brasil, que representam e revendem os produtos da Mioche.

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Revista Algomais Carlos Lima

Massagem medicinal: integração do corpo, emoções e espiritualidade para uma vida saudável

ENTREVISTA Você sabia que a massagem medicinal (chamada também de holística) é aliada na promoção da saúde e bem-estar? Nesta entrevista, o fisioterapeuta e especialista em acupuntura integrada Carlos Frederico Lima, revela os benefícios dessa prática terapêutica, as técnicas utilizadas e quem pode se beneficiar mais desses cuidados. Confira! O que é a massagem medicinal (holística)?  Como ela se diferencia de outras formas de massagens? A massagem medicinal tem o propósito da reestruturação do corpo para o seu modo original de estar ou de ser. Através das massagens medicinais, é possível tratar o indivíduo de inúmeras patologias ou doenças. Muitas vezes, essas queixas, já estão alojadas profundamente no corpo do paciente. É comum estes pacientes chegarem ao consultório relatando dores de diversos tipos que já ocorrem há anos e muitas vezes décadas. Com poucos sessões de massagens medicinais, a condição da qual a pessoa reclamava pode sumir ou diminuir em uma grande porcentagem. A massagem medicinal não tem nada a ver com massagens de relaxamento, como o próprio nome diz. A massagem de relaxamento é utilizada somente para relaxar a pessoa, mas não tem em seu fundamento a reestruturação do corpo. Já as massagens medicinais têm como fundamento a reestruturação das fibras musculares, ossos e face. Uma vez reestruturados, a condição patológica da qual o paciente vem sofrendo será efetivamente tratada. Como a massagem contribui para a integração do corpo, mente e espírito? As massagens medicinais juntamente com outras modalidades medicinais naturais, tais como a acupuntura, a fitoterapia, o uso de óleos medicinais para dores agudas ou crônicas promovem a integração de tudo o que é natural para o benefício da saúde do ser humano. Uma vez que o corpo da pessoa esteja livre de contraturas musculares excessivas e desequilíbrios, esta mesma pessoa tende a lidar melhor com as suas emoções, com as pessoas que o cercam e é frequente a interação dessa pessoa com atividades da vida que promovem a saúde tal como uma boa alimentação, atividades físicas regulares e experiências que promovem a vida espiritual. Quais as técnicas mais comuns utilizadas na massagem medicinal? As técnicas mais comuns são as que podem modificar a estrutura do corpo do paciente. Entre elas estão: a Tui Na (massagem medicinal chinesa), Shiatsu (massagem medicinal Japonesa), massagem Ayurvédica (massagem medicinal indiana), entre outras. Vale ressaltar que estas massagens são utilizadas há centenas e centenas de anos no Oriente, com eficácia medicinal. Para quem a massagem é indicada? Existem contraindicações? Essas massagens são indicadas para qualquer indivíduo, seja criança, adulto ou idoso, que através das modalidades medicinais tradicionais do ocidente, não estejam obtendo resultados satisfatórios. Exemplo disso, uma paciente que toma remédio há anos para tratar enxaqueca crônica e que através das massagens medicinais consegue obter resultados superiores aos dos remédios, liberando tensões que estão acumuladas há anos ou até mesmo décadas, em poucas sessões de tratamento. Tratamos demais estes tipos de condições diariamente, e com uma taxa de melhoria muito alta. Como cada pessoa é um ser único, é preciso avaliar com atenção o fundo da causa do problema a ser tratado, e adequar cuidadosamente as massagens às necessidades do paciente. Então, contra indicações basicamente não existem, se o profissional for realmente capacitado em entender como proceder em cada situação apresentada pelo paciente. Na verdade, as massagens medicinais podem contribuir em diversos casos de doenças, mas são minimamente utilizadas ainda pela população em geral. Em nossa cultura ocidental, recorremos sempre aos remédios farmacêuticos, mas esta realidade também vem mudando aos poucos, pois estamos passando por um processo de educação no qual estamos entendendo que é melhor buscar métodos naturais de cura e prevenção de doenças primeiro, assim descartando os nocivos efeitos colaterais que os medicamentos podem nos causar. Como vivi 18 anos nos Estados Unidos e muitos destes no principal centro de Medicina Integrada do Ocidente, que fica na cidade de San Diego, Califórnia, pude comprovar essa busca por métodos naturais de tratamento. Este é o futuro que também nos aguarda no Brasil, caso as pessoas acordem para esta realidade tão promissora para o nosso próprio bem-estar. Quais os principais benefícios? Os principais benefícios das massagens medicinais são as reestruturação das fibras musculares, reestruturação da fáscia que envolve as fibras musculares, relaxamento profundo, sensação de leveza, sensação de um peso ter sido removido do corpo da pessoa, bem-estar, além de poder tratar inúmeras patologias, tais como enxaqueca crônica, dor de cabeça, dores crônicas, sejam elas nas pernas, braços, costas, abdômen entre vários outros benefícios que o paciente sente quando usufrui do procedimento. Fique à vontade para suas considerações finais Particularmente eu recomendo a massagem medicinal para qualquer pessoa que nunca teve um tratamento desses na vida, pois os relatos que temos de nossos pacientes são relatos que determinam um novo marco na saúde individual. Para que você entenda melhor do que estou falando, imagine uma pessoa que vem sofrendo com dores no corpo há mais de 10 anos, já tomou diversos tipos de medicamentos, já fez vários tipos de tratamentos sem uma eficácia razoável e que após iniciar o seu tratamento com massagens medicinais tem uma melhora extremamente eficaz nas queixas que ela tinha. As massagens medicinais, além de outras modalidades medicinais naturais comprovam o poder de possível cura e prevenção de doenças. Carlos Frederico Lima é fisioterapeuta e especialista em acunputura integrada. @acupunturaintegrada | mais informações AQUI O inverno chegou! Será que existem restrições para fazer natação com as temperaturas mais baixas? O prof. Lucas Clemente, que é personal trainer e treinador de natação, esclarece sobre o assunto. Acompanhe. Para Lucas Clemente não há restrições para a prática de natação no inverno. Ele fornece alguns conselhos para o período após o treino na água. “É bom tomar alguns cuidados quanto ao pós-aula, como se enrolar em uma toalha ou roupão, tomar um banho morno e trocar de roupas. Fora isso, a atividade em água fria traz diversos benefícios”, esclarece. Lucas Clemente informa que nadar em água fria traz diversos benefícios, entre eles: O treinador Lucas Clemente nos informa quando a

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relacoes internacionais

Relações internacionais ganha-ganha

Por Eduardo Carvalho, Harvard/IPERID fellow Diplomacia, em síntese, é a arte de construir relacionamentos pacíficos, respeitosos e significativos com pessoas e  grupos. Representa um abordagem tipica da política externa dos países. Agir com diplomacia é ter respeito pelo próximo, objetivando relações ganha-ganha em diferentes contextos. O indivíduo que age com diplomacia é chamado de diplomata, tem a missão fundamental de representar os interesses de uma nação globalmente. É através desse profissional e/ou da missão diplomática que são fechados vários acordos  entre os países, estimulando o intercâmbio comercial, cultural,educacional, ambiental, econômico, entre outros. A missão é liderada por embaixador ou alguém que lhe represente, como um conselheiro de negócios. No contexto estadual ou regional, conta com a colaboração de cônsul. O Centro de Educação para Diplomacia (The Center for Education Diplomacy) define um modelo para orientar a diplomacia nas suas relações, que compreende: comunicar-se construtivamente, buscar interesses convergentes, trabalhar colaborativamente, construir consenso para impactar positivamente as partes em negociação. É essencial que o diplomata seja competente em mediar conflitos, habilidade que pode lhe ser exigida continuamente.  No contexto de um Município ou Unidade Federativa, a relação com entidades internacionais, conceitua-se como Paradiplomacia. Pode ser realizada tanto por instituições públicas ou privadas. As parcerias consideram diferentes estratégias, possibilitando conexões em diversos setores, como economia, cultura, meio ambiente, política, educação, esporte e saúde. O objetivo é estabelecer acordos, cooperações, intercâmbios e desenvolver projetos entre entidades de cada país ou países com interesses mútuos.  Assim, a Paradiplomacia pode constituir uma função  importante para o desenvolvimento de estados e municípios, considerando que o gestor local possui uma visão mais realista das necessidades  da sua comunidade do que o gestor federal. Há casos que a cidade ou município conta com organizações privadas para lhe representar, podendo essas, inclusive, serem protoganistas para viabilizar e realizar as atividades. Em Pernambuco, o IPERID- Instituto de Pesquisas Estratégicas em Relações Internacionais e Diplomacia é referência. Como diretor de associação binacional, por mais de três décadas,  destaco alguns exemplos de parcerias realizadas, através da interação com cerca de 90 diplomatas: Desenvolvimento de alunos e professores de rede pública; promoção de  intercâmbios  educacionais, profissionais e culturais, conferências e reuniões com especialistas de ambos os países, bolsas de estudo para professores brasileiros estudarem em universidades no exterior, feiras educacionais. Também, conseguimos doações para implantação de instalações e tecnologias, como auditórios, centro de vídeo-conferência, laboratórios, galeria de artes, bibliotecas. Essas ações beneficiaram mais de 60 mil crianças, jovens e adultos, provando-se ser uma parceria ganha-ganha entre países.  Outros exemplos de atividades de paradiplomacia são: implantação de escritórios em cidades no exterior, com o objetivo de captar investimentos, promover o comércio e divulgar o potencial turístico do local; assinatura de acordos e convênios com  atores internacionais para transferência de know-how; participação nas delegações nacionais, conferências, eventos e missões no exterior; criação de cidades-irmãs. São iniciativas realizadas por universidades, instituições privadas sem fins de lucro, órgãos de governo, entre outras organizações. Há uma demanda crescente de paises interessados nessas relações. Para viablizá-las, se faz necessário que haja cofiança mútua para que os objetivos e metas definidos na parceria sejam cumpridos.  Em alguns países, os conceitos e práticas da diplomacia, como relações internacionais e liderança, estão sendo cada vez mais utilizados no sistema educacional, conceituando-se como diplomacia educacional. Tendo como objetivo promover mudanças transformadoras, tais como a promoção da paz e soluções sustentáveis para problemas humanos complexos.

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Complexo Porto Novo promete ser uma das peças para revitalizar o Centro do Recife

Com um investimento de R$ 280 milhões, o Complexo Porto Novo promete movimentar a região do Cais de Santa Rita, no Bairro de São José, com a atividade turística e de eventos. São R$ 200 milhões aplicados no Novotel Recife Marina e os outros R$ 80 milhões no Recife Expo Center. O empresário Romero Maranhão Filho, sócio e diretor da Maxxima e investidor do empreendimento explica as expectativas e já informa as datas de abertura dos espaços. Qual a previsão de inauguração do hotel e do centro de convenções? O Novotel Marina Recife tem previsão de início das operações para o dia 29 de julho. No dia 1º de julho, iremos realizar no Novotel um evento exclusivo para convidados com o lançamento do livro “Inspiração Recife”, de Camila e Eduarda Haeckel, onde 100% do valor arrecadado com a venda dos livros será destinado a projetos sociais. A ideia do livro “Inspiração Recife” surgiu de uma conversa com as autoras para criar uma obra que enaltecesse nossa cidade, destacando seu desenvolvimento e mostrando como a iniciativa pública e privada, juntas, estão mudando a cara do centro do Recife. Francisco Cunha assina um capítulo do livro com o tema Recife 500 anos. Já o Recife Expo Center terá sua abertura no dia 6 de agosto deste ano com a estreia da feira Multimodal Nordeste 2024, de 6 a 8 de agosto, das 14h às 20h. A feira acontecerá no Pavilhão Sul do Recife Expo Center em uma área de 2.100 m² com a participação de mais de 80 marcas e uma expectativa de movimentação econômica superior a R$ 150 milhões. Nos três dias de evento, são esperadas aproximadamente 4 mil pessoas, entre especialistas, empresários e autoridades para discutir as tendências e desafios da logística multimodal na região. Qual a expectativa de geração de empregos nesses dois empreendimentos? Estimamos uma média de geração de empregos diretos para aproximadamente 300 pessoas durante as operações de todo o Complexo Porto Novo. Durante a construção, tivemos aproximadamente 450 postos de trabalho diretos. O número, no entanto, tende a ser muito superior quando contabilizamos também os indiretos, os terceirizados durante a operação de feiras, eventos e convenções. Isso porque entendemos que são equipamentos que irão beneficiar indiretamente toda a cadeia produtiva do turismo, desde os taxistas, motoristas de aplicativo, guias de turismo, agências de receptivo, além de produtores de eventos, equipes de limpeza, segurança, audiovisual, uma infinidade de profissionais que serão impactados com a inauguração e operação do Complexo. Essa é uma região central da cidade, mas carece de uma ativação, maior circulação. Há alguma expectativa do empreendimento de quantas pessoas devem circular no local? Que tipo de atividades devem ser ativadas com a operação do empreendimento?O Novotel Marina Recife dispõe de 300 apartamentos, então, durante a ocupação máxima estimamos uma média de 600 pessoas. Já o Recife Expo Center tem capacidade para receber até sete mil pessoas. Acreditamos que esse número de visitantes irá flutuar durante o dia dependendo do período. Teremos ainda o público que irá almoçar ou jantar nos restaurantes do Complexo e também aqueles que irão até a Marina Recife. O que motivou os empreendedores a fazerem esse investimento no centro? O projeto do Complexo foi concebido não apenas como uma intervenção na paisagem urbana, mas como uma oportunidade de valorizar toda a área circundante do centro do Recife. Com este investimento acreditamos que podemos dar mais um impulso para o renascimento do centro, pois sabemos que é uma área com um potencial enorme a ser explorado. Durante uma visita ao Recife, o navegador Amyr Klink, conhecido pelas expedições marítimas, apontou que onde erguemos a Recife Marina seria o melhor local no Nordeste para uma marina. Ele veio e escolheu esse ponto exato, que tem as condições perfeitas para receber embarcações de tamanhos variados, ideal para uma marina de classe internacional. Além disso, o Recife ainda não possuía um centro de convenções, então, resolvemos criar um novo equipamento nessa área da cidade, que estava totalmente carente de tudo e percebemos que teríamos condição de construir um espaço com um tamanho bom que pudesse atender tanto o público local quanto eventos nacionais e internacionais. O Complexo vai se tornar um espaço único no Brasil por reunir essas características singulares com um hotel, uma marina e um centro de convenções, numa paisagem igualmente única. Acreditamos que haverá um impacto significativo na economia local, gerando empregos, atraindo investimentos e fomentando o turismo, marcando assim um novo capítulo na história da cidade. BERNARDO PEIXOTO RECEBERÁ A MEDALHA JOSÉ MARIANO Na próxima terça-feira (02), Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco, será homenageado com a Medalha de Mérito José Mariano, durante cerimônia especial na Casa do Comércio, sede da Federação, a partir das 19h. Com proposição do vereador Marco Aurélio Filho, autor do Decreto Legislativo n° 986/2021, a honraria é a maior da Câmara Municipal e visa homenagear personalidades que prestam serviços notoriamente relevantes à capital pernambucana, à humanidade e à paz mundial. GOVERNO DE PERNAMBUCO LANÇA LINHA DE FINANCIAMENTO PARA O POLO GESSEIRO O governo de Pernambuco lançou uma linha de financiamento específica para que as indústrias do polo gesseiro do Araripe, no Sertão do Estado, possam converter seus equipamentos e utilizar uma matriz energética do gás natural, mais sustentável. A linha de financiamento, oferecida através da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), visa apoiar as indústrias do setor de gesso do Sertão do Araripe na aquisição de equipamentos necessários para a utilização do gás natural. Cada empresa poderá obter até R$ 1 milhão em crédito, com uma taxa de juros competitiva de 0,7% ao mês. “A AGE desenvolveu uma taxa de juros extremamente competitiva para assegurar que as empresas consigam promover a mudança de sua matriz energética”, declara a presidente da AGE, Angella Mochel. Microempreendedoras entregam primeiros cinco mil fardamentos escolares em Araripina Até o fim deste ano, 21 mil fardamentos produzidos por microempreendedoras do ramo da costura, em Araripina, devem ser entregues para estudantes da rede municipal. Essa é a meta contratada pela prefeitura

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ANDRE SALLES DIRETOR PRESIDENTE DA SOLAR COCA COLA Easy Resize.com 1

Solar Coca-Cola anuncia chegada ao Porto Digital

Para se aproximar ainda mais das empresas de inovação e tecnologia e consolidar sua presença como marca empregadora no setor, a Solar Coca-Cola, fabricante do Sistema Coca-Cola com atuação em 70% do território nacional (regiões Norte e Nordeste, Mato Grosso e parte de Tocantins e Goiás), anuncia sua entrada no Porto Digital, em Recife. Andre Salles, diretor-presidente da companhia, assinou um acordo de parceria com o ecossistema de inovação de Pernambuco, reforçando o compromisso da empresa com a inovação. A transformação digital da Solar Coca-Cola é fundamentada em três pilares: Pessoas, Infraestrutura/Plataformas e Advanced Analytics. Em 2021, a empresa lançou o Decola Tech, um programa de estágio focado em mulheres na tecnologia, promovendo aprendizado e inovação. Na estratégia de Advanced Analytics, a criação do Centro de Excelência e Decisões Baseadas em Dados, juntamente com uma robusta plataforma Data Lake e aplicações de inteligência artificial e Machine Learning, contribuem para a tomada de decisões e a personalização do atendimento. A Solar também investe em Infraestrutura/Plataformas, desenvolvendo tecnologias para aumentar a flexibilidade e agilidade, exemplificado pelo Aplicativo Solar+, que vai além de compras, oferecendo suporte na gestão e acesso a energia renovável. Essas inovações ajudaram a 52% dos clientes passarem a comprar via canais digitais. Andre Salles, diretor-presidente da empresa “Reconhecemos a importância do apoio constante ao ecossistema de inovação para incorporar novas ideias e tecnologias disruptivas. Temos como objetivo ser referência no nosso segmento, liderando na transformação digital e no relacionamento B2B otimizado pela tecnologia. Em 2023, completamos dois anos do início do projeto de transformação digital, com um balanço impressionante de R$ 1 bilhão movimentados. A aproximação com o Porto Digital só vai contribuir para avançarmos ainda mais”. Pierre Lucena, presidente do Porto Digital “A Solar Coca-Cola embarca agora no Porto Digital em um momento de transformação digital em que a conexão com o ecossistema de inovação fará toda a diferença na empresa. Para o parque tecnológico, é também uma chegada valiosa para gerar novas oportunidades de negócios, trabalho e desenvolvimento. Ou seja, essa vinda da Solar já causa impacto desde o primeiro dia”. Raquel Lyra, governadora “Eu não tenho dúvida nenhuma que o Porto Digital tem um papel fundamental para o desenvolvimento de Pernambuco. Já tem hoje, mas terá muito mais a partir do momento que a gente consegue trazer empresas como essas. O governo chegando, as prefeituras conseguindo cumprir as suas partes para fazer o nosso Estado merecer, sem deixar ninguém para trás” Isabella de Roldão, vice-prefeita do Recife “O Porto Digital nasceu para as pessoas, com as pessoas. Chegamos nesse ambiente aqui e a gente se sente acolhida, se sente bem. Estar no Porto Digital é o avesso do que disseram sobre o que era tecnologia. Aqui é um lugar de união, de leveza, de troca, de leveza”.

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grupo individuos

Como a ideologização, a coletivização e a monetização estão formatando as “tribos-bolhas”

*Por Bruno Queiroz Ferreira Tenho discutido aqui na coluna da Algomais inteligência artificial, transição energética, crise climática, envelhecimento da população e intergeracionalidade como fatores que vão impactar o futuro das pessoas, das empresas e dos governos. No artigo desta edição, trago um novo fator que precisa ser observado e analisado com a mesma importância dos demais: a consolidação das tribo-bolhas. A primeira causa desse novo estilo de vida é a ideologização. Se o comportamento ideológico estava associado historicamente às religiões e, mais recentemente, à disputa eleitoral, o que se vê agora é o espalhamento para vários segmentos da sociedade. Podemos dizer, inclusive, ser uma tendência em processo de consolidação, que deve ser incorporada ao estilo de vida daqui para frente. O debate ideológico se ampliou da moral religiosa e do posicionamento político para as questões de gênero (binários X não binários), de raça (brancos X pretos), geográficas (nordestinos X sulistas), econômicas (socialismo X neoliberalismo), de regimes de governo (democracia X autocracia) e, até mesmo, científicas (pró-vacinas X antivacinas). Não basta mais casar, ter filhos, emprego, pagar boletos e fazer um churrasco no final de semana, é preciso ter uma opinião sobre quase tudo, como diria Raul Seixas. Se antes era possível viver ao largo disso, atualmente há uma “pressão” para que a ideologia seja expressa e se torne uma bandeira de vida. Não apenas nas rodas de amigos, mas também no trabalho, na família, na vizinhança e em outros grupos sociais. O mais grave é que a ideologização leva a uma lógica binária (se não está do meu lado, está contra mim) que segrega as pessoas e impede o convívio com as diferenças. Na prática, é o “nós contra eles” permanente: das expressões artísticas às manifestações públicas, diferentemente do ato de torcer por um time, por exemplo, que separava as pessoas apenas no momento do jogo. A segunda causa é a coletivização. Potencializada pela ideologização, pelo amplo alcance e alta velocidade de disseminação das redes sociais, grande parte dos temas subiram de patamar e se tornaram coletivos. Uma guerra no Leste da Europa ou no Oriente Médio, por exemplo, é de todos nós agora. Não basta ser Lula ou Bolsonaro, também temos que escolher um lado entre ucranianos e russos, palestinos ou judeus e, até mesmo, entre Biden e Trump, mesmo que isso não afete nossas vidas, na prática. Além disso, a coletivização está diminuindo o espaço de expressão individual. Estigmatizado pelo maniqueísmo e pela simplificação, o comportamento coletivo acaba se sobressaindo em relação ao ser humano. Portanto, se você é homem, logo você é machista. Se você é mulher, logo você é feminazi. Se você é preto, logo você é ladrão. Se você é branco, logo você é opressor. Conviver com as contradições está ficando mais difícil a partir da ótica da ideologização e da coletivização das causas. O contraditório está perdendo espaço. A terceira causa é a monetização. A começar pela carona pega na ideologização e na coletivização, marcas se associam às causas criando produtos específicos para explorar mercados cada vez mais segmentados e desconectados com o todo. O que poderia ser, em um primeiro momento, perda de consumidores de ideologia contrária, na verdade, se configura em aumento de vendas e fidelidade de consumidores de ideologia a favor. Isso reforça ainda mais o comportamento das tribos-bolhas. A monetização avançou também para a exploração da “pessoa”. Se antes apenas o produto resultante da agricultura, das fábricas e dos serviços eram comercializados, o indivíduo é o grande produto agora. Por outro lado, o estilo de vida ou a opinião não é mais baseada nas próprias convicções. Elas estão a serviço da construção de notoriedade, para vender palestras, cursos, treinamentos, livros etc., mesmo que não se tenha autoridade no assunto. Do lado institucional, isso também vale para as causas. A ideologização, a coletivização e a monetização estão nos levando, no final das contas, à radicalização e ao separatismo, como no passado remoto das tribos, que viviam isoladas, voltadas para suas próprias questões. Infladas pelas redes sociais, as tribos-bolhas promovem uma visão distorcida de uma realidade mais complexa. As tribo-bolhas limitam o debate amplo – desconsideram a diversidade e a inclusão – e se tornam um grande meio de propagação de intolerâncias e preconceitos.

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Revista Algomais Natalia Canto capa

De dentro para fora: como a estética regenerativa promove bem-estar e beleza

A regeneração da pele é feita pelo próprio organismo, tratando tecidos envelhecidos e estimulando a produção de colágeno. Esses são alguns benefícios da estética regenerativa, vertente inovadora da medicina regenerativa que se concentra em reparar e restaurar os tecidos da pele que sofreram com o tempo e diversas condições, como o envelhecimento e as doenças dermatológicas. A técnica tem ganhado cada vez mais adesão pelo resultado natural porque os tecidos voltam a ter função e a estrutura semelhante a um tecido mais jovem e saudável. É o que explica a especialista em Estética Avançada e Regenerativa, Natália Canto.  “Essa terapia tem sido considerada como o futuro da cosmiatria porque visa acelerar o ritmo de regeneração das células, em um processo natural, sem riscos e com melhora progressiva da pele”, afirma Natália. Nos últimos tempos, a terapia marcou presença nos debates dos principais congressos de dermatologia, a exemplo do Congresso Internacional de Medicina Estética e Cirurgia Dermatológica (IMCAS) 2024, em Paris. O principal evento mundial que costuma apresentar as grandes tendências e novidades do segmento. “A técnica está numa crescente porque tem bons resultados e prioriza a prevenção do aparecimento dos sinais do envelhecimento e ainda trata problemas mais profundos que as queixas de envelhecimento podem estar envolvidas.” explica a especialista. Natália detalha que a estética regenerativa agrupa uma variedade de tratamentos que já são usados, desde procedimentos pouco invasivos como, bioestimuladores e toxina botulínica de colágeno, até terapias mais profundas, visando a revitalização e regeneração da pele. “Em vez de simplesmente camuflar rugas ou manchas, os tratamentos regenerativos visam estimular a produção de colágeno, elastina e outras substâncias que conferem à pele sua firmeza e elasticidade, devolvendo os traços de um rosto mais jovem. Estamos aproveitando os próprios mecanismos de regeneração do corpo para promover mudanças reais e duradouras”, ressalta. O investimento varia conforme os materiais usados. Quanto mais “padrão ouro” for o material, ou seja, que entrega um bom resultado em uma única sessão, mais valor agregado vai ter o procedimento. “Além do rejuvenescimento, a estética regenerativa promove a melhora da qualidade da pele e pode ser utilizada no tratamento de acne, queda capilar, flacidez, regeneração global da face, entre outras indicações”, finaliza Natália Canto. Natália Canto é farmacêutica e especialista em estética regenerativa. @nataliasccanto Arquitetura e ambientação como estratégias de negócio nas academias Por Roberta Imperiano* A arquitetura e ambientação são hoje estratégias de negócio essenciais para atender às expectativas e exigências dos consumidores. Nas academias de ginástica isso não é diferente. A ambientação é capaz de atrair até 30% e fidelizar até 70% dos alunos de academias. Anteriormente a preocupação era só com o físico, hoje investimos muito além da estética, queremos saúde, qualidade de vida, mobilidade, interação, jovialidade e longevidade, ou seja, somos wellness! O rústico e apenas funcional das academias de anos atrás, deu lugar a espaços minuciosamente pensados em bem-estar. Diminuíram-se os espelhos, investe-se mais em iluminação, cores, climatização, som, acústica, plantas, espaços infantis, recepção, fachada, tecnologia de implantação de plataformas para aplicativos que personalizam o treino. Tudo isso faz parte do planejamento de transformar um lugar funcional em um espaço que traz a percepção de aconchego. A ambientação nas academias vai muito além do que é belo, deve despertar o desejo de pertencimento e satisfação e aumentar a sensação de bem-estar agregando valor ao local. Esses cuidados remetem a uma experiência que não é só racional. Passam-se subliminares que valorizam os serviços prestados. As academias agora são frequentadas por pessoas de todas as idades, gêneros e níveis de condicionamento físico. O cuidado com a ambientação traz um clima mais inclusivo e acolhedor, o que faz com que mais pessoas se sintam à vontade para praticar exercícios. Portanto, a contratação de um profissional em ambientação é investimento certeiro para o retorno financeiro dos donos de academia. Esse profissional deve ser considerado no projeto e nas pequenas mudanças e reparos necessários com frequência. Atrair até 30% e fidelizar até 70% de alunos requer atenção específica de quem estuda e se dedica para esse fim. *Roberta Imperiano é publicitária, empresária, estilista e decoradora de interiores @roberta_imperiano Loja saudável da Zona Norte deixa franquia e lança marca própria Depois de dois anos como franquia, o mês de junho trouxe uma nova versão da loja saudável mais conhecida da Zona Norte do Recife, na charmosa casa de número 45 da Avenida Doutor Malaquias, próximo ao Parque da Jaqueira. Um novo nome, cara nova, mas com a garantia da mesma excelência no mix de produtos que atendem toda a família – granel, produtos de despensa e geladeira, suplementos nutricionais e de rendimento físico, além de lanches saudáveis e grande variedade de doces sem açúcar, zero lactose, livres de glúten. “É um novo capítulo da nossa história, cada vez mais comprometida com a saúde e o bem-estar de nossos clientes e suas famílias, atendendo com carinho e alegria. Agora somos Naturale Jaqueira, a sua loja de produtos saudáveis”, encerra a empresária Stela Fucale. A Naturale Jaqueira continua no mesmo endereço: Av. Dr. Malaquias, 45, telefone: 9.8112.2610. @naturalejaqueira

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JB Alcooquimica Pernambuco

Grupo JB comemora 60 anos e as expectativas do mercado

O Grupo JB, que está completando 60 anos, encerra a safra 2023/2024 com a produção de 70 mil metros cúbicos de etanol e 75 mil toneladas de açúcar a granel. Nesse mix, se destaca o álcool, carro-chefe da companhia, e que tende a ganhar uma importância ainda maior no negócio, segundo a diretora executiva Carolina Beltrão.  Bioenergia Ela avalia que a descarbonização da economia global abre grandes oportunidades para as indústrias de biocombustíveis, como a JB, que atende ao mercado interno e exporta para América, Europa e África. No Nordeste, por exemplo, estão duas montadoras que vão fabricar carros híbridos a álcool já a partir deste ano: Stellantis e BYD. Também na região, estão previstos investimentos bilionários na produção de hidrogênio verde, com a possibilidade, em estudos, de uso do etanol como matéria-prima para a industrialização do H2V.  Diversidade na produção Na área de energia limpa, além de biocombustíveis, a JB atua na geração de eletricidade por meio de biomassa de cana. A eletricidade é destinada à operação de suas unidades industriais e à venda no mercado livre. Já no segmento de gases industriais, a corporação detém 12% do mercado brasileiro de CO² puro grau alimentício, por meio da Carbogás. Essa operação, a partir do reaproveitamento do dióxido de carbono dos seus processos fabris, gera uma receita importante para o grupo e reduz as emissões diretas da companhia na atmosfera, reforçando sua agenda ESG.

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Manu Siqueira Crianca

Olha pro céu, meu amor!

Por Manu Siqueira As festas de São João, sem dúvida, são um dos momentos mais esperados do ano, principalmente aqui, no Nordeste. Elas carregam uma bagagem cultural muito rica. É um balaio cheio de tradições e memórias afetivas que atravessam gerações. Lembro, com carinho, das festas juninas de quem, assim como eu, foi criança no final dos anos de 1980, quando a simplicidade e a tradição eram as protagonistas da celebração. Naquela época, as quadrilhas eram o ponto alto da festa. As crianças da vizinhança se reuniam para ensaiar os passos ao som de “alavantú”, “balancê” e “anarriê” para depois brincar, dançar e se divertir livremente nas ruas. Todo mundo participava: vizinhos, irmãos, colegas de escola, primos. Tenho certeza de que essas quadrilhas deixaram registros na memória de cada criança que ali dançava. Os vestidos coloridos não eram comprados em shoppings, geralmente eles eram confeccionados pelas avós ou por costureiras que, nessa época, ficavam lotadas de encomendas. Além dos vestidos, as camisas xadrez e os chapéus de palha formavam o traje oficial do matuto e da matuta, mas o que realmente importava eram a alegria e a diversão que a gente compartilhava. O cenário das festas era um espetáculo à parte. Lembro das ruas enfeitadas com bandeirinhas coloridas, feitas à mão, com recortes de restos de tecidos, jornais e revistas, e que criavam uma atmosfera mágica e sustentável, antes mesmo da gente saber o significado da palavra sustentabilidade. A grande mesa, recheada de comidas típicas deliciosas, era um convite irrecusável. Havia bolo de milho, pamonha, canjica, pé de moleque, arroz doce e tantas outras delícias que enchiam os olhos e forravam o estômago. Embora nunca tenha gostado de fogos de artifício, é impossível não lembrar os traques de massa e os chuveirinhos, que exalavam um cheiro forte de pólvora, mas garantiam a diversão das crianças. As fogueiras, também, não podiam faltar, embora até hoje eu me pergunte que santo ficaria feliz em receber um monte de fumaça em sua homenagem. Enfim, o mundo mudou, mas as noites chuvosas de junho, até hoje, continuam sendo o centro de muitas histórias, encontros, e muita diversão. No início dos anos 2000, no Poço da Panela, Zona Norte do Recife, descobri um forró que teimava em resistir. Uma casinha simples, uma palhoça no quintal, chão de terra batida, um trio de sanfoneiros. Resultado: forró até o dia clarear. Pena que nunca mais soube notícias desse forrozinho cheio de aconchego e tradição. Essa simplicidade das festas de antigamente pode até ter se transformado, mas a alegria e o espírito de comunidade parecem continuar vivos. Hoje em dia, as festas de São João continuam a ser celebradas com entusiasmo, mas com algumas mudanças. A modernidade trouxe novas tecnologias e influências, fazendo com que algumas tradições sejam adaptadas. As quadrilhas ainda existem, mas agora são exibidas para grandes públicos, e não mais nas ruas dos bairros. As festas cresceram e, em muitos lugares, se tornaram grandes eventos com shows e atrações variadas. Apesar das mudanças, a essência das festas de São João ainda resiste, pelo menos em algumas capitais. Ainda nos reunimos para celebrar com amigos e família, desfrutar das comidas típicas e dançar ao som de um trio de forró. Aliás, o São João, para mim, sem o forró autêntico, genuíno, “de raiz”, simplesmente não é São João. E, falando nisso, deixo aqui a minha indignação por ter que ver, todo ano, sanfoneiros e mestres do forró implorando por espaços nos shows produzidos na capital e no interior de Pernambuco. Não dá para enterrar a riqueza cultural desse jeito. Em contrapartida, fico feliz por ver o movimento de novos cantores trazerem ao seu público, tão jovem quanto eles, pérolas e clássicos do forró eternizados por Luiz Gonzaga, Domiguinhos, Anastácia, Marinês, Jorge de Altinho, Quinteto Violado e tantos outros. É muito bonito e revigorante presenciar as belas canções passando de geração em geração. Guardo as lembranças das festas juninas da minha infância como quem guarda tesouros no coração. Elas me lembram, o tempo todo, que a felicidade está nas pequenas coisas: nas adivinhações ao redor da fogueira, nos passos desajeitados nas quadrilhas, na partilha de uma mesa farta. Hoje, ao olhar para o céu estrelado das noites de São João, sou transportada de volta àquela época mágica, revivendo memórias que nunca se apagarão. Para mim, as festas juninas são um elo entre o passado e o presente, um momento de celebração e união que, embora se modernize, nunca perde seu encanto original. Que possamos sempre olhar para o céu, meu amor, e reviver a mesma alegria de antigamente. Esse é o meu desejo. Feliz São João!

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PONTE PRINCESA ISABEL

O extraordinário Centro do Recife tem jeito, sim!

Por Francisco Cunha Ao falar recentemente no encerramento de uma homenagem que recebi, junto com Ana Paula Vilaça (Chefe do Gabinete do Centro do Recife), feita pela ADVB-PE (Associação do Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil, secção Pernambuco), tive oportunidade de dizer que o Centro do Recife tem jeito, sim! E disse mais: quem diz que não tem jeito é que não tem jeito. Digo isso com base na minha experiência pessoal de 25 anos, como consultor da CDL/Recife (Câmara dos Dirigentes Lojistas do Recife), de luta cotidiana, cidadã, sem quartel como dizem, pela recuperação da região central da nossa capital. Disse também que na maior parte desse percurso o sentimento que tínhamos era de frustração por não conseguir impedir a decadência. Talvez tenhamos apenas ajudado a frear um pouco o ritmo da queda… Então, depois de mais de meio século de um processo contínuo, intenso e progressivo de abandono e decadência, o Centro do Recife tem sido objeto, na atual gestão municipal, de uma atenção organizada em torno de, pelo menos, três vertentes: (1) um programa de incentivos fiscais para ações de recuperação predial (chamado de Recentro); (2) uma instância de gestão territorial da região central (chamado de Gabinete do Centro – Gabcentro); e (3) um plano estratégico de desenvolvimento integrado de médio e longo prazos (chamado de O Centro na Rota do Futuro). São vertentes que se completam na medida em que o Gabinete do Centro articula tanto as ações relacionadas aos incentivos como as demais relativas à zeladoria e à animação dos espaços decaídos (alguns “detonados”, mesmo). O que não é, diga-se de passagem, nada fácil por conta, não só do imenso passivo acumulado mas, também, por ser uma atuação totalmente contraintuitiva numa gestão municipal estruturada há séculos para agir verticalmente pela cidade inteira e, nunca, num território específico e delimitado como o Centro. Trata-se, em última instância, de uma contradição entre a chamada gestão funcional e a gestão territorial, o que resulta num problema de natureza cultural, de mindset como dizem os consultores americanófilos. No que diz respeito ao indispensável plano estratégico de longo prazo que está sendo ultimado, tive oportunidade de dizer também que o destino quis que eu me encontrasse presidente do Conselho de Administração da organização social Aries (Agência Recife para Inovação e Estratégia) quando ela foi demandada pela Prefeitura do Recife para, com base em sua experiência de ter coordenado a elaboração do Plano Recife 500 Anos, coordenar a elaboração do plano de longo prazo do Centro. Esse plano é justamente a peça-chave que ainda está faltando para que se complete o desenho do arranjo estratégico-organizacional capaz de colocar a recuperação do Centro numa trajetória virtuosa e, fazendo figa, irreversível. Neste contexto, o plano deve funcionar como uma espécie de software para o hardware do Gabinete do Centro. Isso porque é indispensável um instrumento que possa tratar de forma consequente, não só a orientação das ações relevantes para a construção do futuro da recuperação da região central da cidade como, também, possa dar conta do tratamento das assimetrias estruturais do processo em curso. O estágio de recuperação do Bairro do Recife, por exemplo, é completamente diferente daquele dos bairros da chamada Ilha de Antônio Vaz (Santo Antônio, São José, Cabanga e Joana Bezerra), em especial Santo Antônio que se encontra numa espécie de “fundo do poço” do processo de decadência. No que diz respeito ao Bairro do Recife, não é despropositado dizer que o “Cabo da Boa Esperança” da recuperação já foi cruzado. Que o digam os investimentos estruturadores que estão sendo feitos lá como, por exemplo, o Moinho Recife, ao norte, e o Hotel Marina e o Centro de Convenções, ao sul, que, ainda que situado tecnicamente no Bairro de São José, do ponto de vista de influência territorial pode ser considerado como englobado pelo Bairro do Recife. E tudo isso precisa ser adequada e estrategicamente endereçado para que o tratamento consequente dessas assimetrias possam resultar em maior sintonia da recuperação geral. É, justamente, por este conjunto de coisas e iniciativas virtuosas que disse no dia da homenagem (e reforço aqui também) que o Centro do Recife não só tem jeito como esse jeito está em curso na contramão da trajetória de degradação das últimas décadas. Disse ainda que, embora a recente trajetória esteja, de fato, em curso, a sua manutenção depende do apoio de todos os recifenses de boa vontade e que querem sinceramente o bem da cidade e do seu extraordinário centro histórico, talvez o mais extraordinário dos pontos de vista histórico, cultural e paisagístico do País, excetuando-se, talvez, o do Rio de Janeiro que foi capital da colônia, do Império e de boa parte da República. E disse que a primeira coisa a fazer neste sentido é não falar nem permitir que se fale depreciativamente que o Centro não tem jeito. Cheguei mesmo a dizer que, quando ouço algo do gênero, digo ao interlocutor que quem não tem jeito é quem diz que não tem jeito. Certamente não é uma atitude que se possa definir como um primor de etiqueta mas a causa é maior porque se muita gente ficar espalhando que não tem jeito, aí, de fato, não terá jeito mesmo e, então, teríamos perdido nosso extraordinário Centro para sempre. E não podemos deixar que isso aconteça, de jeito nenhum, sobretudo quando o círculo virtuoso da recuperação deu a partida que precisava ser dada. Precisamos fazer o que estiver ao nosso alcance para que ela seja, de fato, definitiva e irreversível. *Francisco Cunha é arquiteto, consultor empresarial e sócio da TGI

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