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Demetrius Montenegro

"Em época de férias, com aglomerações e confraternizações, a transmissão dos vírus da Covid aumenta"

Chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Oswaldo Cruz, Demetrius Montenegro diz que, graças à vacina, a Covid deixou de ser uma doença grave, mas apresenta grande capacidade de transmissão. Ele também avalia a possibilidade de aumentar os casos de dengue hemorrágica em Pernambuco, as perspectivas da nova vacina contra a dengue e as chances de ocorrer uma nova pandemia. Dados compilados por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unesp (Universidade Estadual Paulista) revelam que o Brasil contabilizou 57.713 casos de Covid-19 nas três primeiras semanas de 2025, o maior registro dos últimos 10 meses. O número representa um aumento de 151% nos diagnósticos da doença em comparação com as três últimas semanas do mês passado que somaram 23.018 infecções. Mas de acordo com o infectologista Demetrius Montenegro, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Oswaldo Cruz, esse aumento ainda é bem menor do que foi registrado no período do final de 2023 para o início de 2024. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Montenegro, que também é infectologista do Hospital Português, explica que o SARS-CoV-2, o vírus da Covid, tem uma capacidade de transmissão muito grande mas, graças à vacina, a maioria dos casos não apresenta gravidade. Ele também analisou a possibilidade de aumentar a prevalência do sorotipo 3 da dengue em Pernambuco, o que provocaria um aumento de casos com sintomas graves, como a hemorragia. O infectologista abordou ainda o impacto das mudanças climáticas no aumento das infecções e não descartou a hipótese de o mundo enfrentar outra pandemia. No verão, o número de casos de algumas viroses tende a aumentar. Por que isso acontece? Alguns vírus têm um comportamento sazonal. Ou seja, dependendo da época ou estação do ano, determinado vírus pode ter uma circulação maior. A característica da sazonalidade do vírus da Influenza é vir principalmente em épocas mais chuvosas ou na época de inverno, porque favorece a aglomeração das pessoas. Há, por exemplo, um vírus respiratório que acomete muito crianças no período de abril a maio. No caso do SARS-CoV-2, que é o vírus da Covid, em duas épocas do ano, mais ou menos, haverá um aumento do número de casos. Estamos observando que, em época de férias, aglomeração e confraternizações, a transmissão dos vírus aumenta. Em janeiro de 2024, também houve um aumento dos casos de Covid, como em janeiro de 2025. No entanto, este ano, o aumento ainda é um número bem menor do que foi o período do final de 2023 para o início de 2024. Ou seja, o vírus da Covid mudou muito sua genética. Antes, era um vírus devastador, muito grave, agora, com essas novas variantes, ele se transformou num vírus que tem uma capacidade de transmissão muito maior, porém uma gravidade menor. Vírus respiratórios podem circular ao longo do ano todo mas, em alguns períodos, pode aumentar sua transmissão. Então a capacidade de transmissão do vírus da Covid é maior que a da Influenza? Sim. Na influenza, mesmo que as pessoas não se isolem em casa, às vezes, apenas uma ou duas pessoas se contaminam, mas, na Covid, muito mais gente vai se contaminar. Outra diferença é que a vacina da gripe tem uma eficácia maior para proteger contra a doença. Então, a grande vantagem da vacina da Covid não é a pessoa não pegar a doença, lógico que diminui a chance de contaminação, mas o grande ganho é prevenir a evolução para casos mais graves. Por isso, a história da Covid hoje é outra, passamos de um conto de terror para praticamente um conto de fadas, a realidade hoje é totalmente diferente. Nas regiões Sul e Sudeste, principalmente no litoral, há relatos de contaminação por norovírus, que causa sintomas como diarreia. O número foi maior que nos anos anteriores. No Nordeste, também houve aumento dos casos? Existem vírus cuja característica é de transmissão respiratória e causam doenças respiratórias, e outros que podem até ter transmissão respiratória mas seu local de proliferação é o trato gastrointestinal, causando doenças gastrointestinais e também podem ser transmitidos por meio da ingestão de alimentos contaminados. Esse tipo de vírus é realmente mais comum nesta época do verão, como aconteceu no litoral do Sudeste, principalmente de São Paulo onde houve uma epidemia desse vírus. Ou seja, há relação com a água contaminada, praia contaminada, principalmente nessas grandes cidades, onde, por mais que haja cuidados, é mais comum a água do mar ser contaminada pelo esgoto. Então, as pessoas podem adoecer e também transmitir. Já aqui no Nordeste, não observamos. Se houve, foram casos bem pontuais de diarreia, mas que não se caracterizavam como uma transmissão viral em massa, como uma epidemia. Ficou restrito realmente no Sul e Sudeste. Além das vacinas, há alguma forma de prevenção contra essas infecções, tanto as respiratórias quanto as do trato gastrointestinal? Sim, o afastamento social. Não me refiro ao isolamento, que tem o estigma da doença infecciosa como a Covid no momento crítico quando a pessoa tinha que ficar trancada no quarto. Mas o recomendado é você se afastar de outras pessoas, principalmente no ambiente de trabalho, ou usar máscaras. É sabedoria dos povos orientais que, antes mesmo da existência do vírus da Covid, usam máscaras quando estão com sintomas respiratórios. Isso já seria uma quebra muito grande da transmissão. Associado a isso, a vacina vem se mostrando, cada vez mais, a grande ferramenta e foi o que girou a chave em relação à pandemia. E não só a pandemia da Covid mas, também, a pandemia do H1N1 que foi uma variante da Influenza totalmente desconhecida do nosso sistema imunológico e, assim como a Covid, pegou o mundo desprotegido. Rapidamente, quando a população começou a se vacinar, o número de casos diminuiu. Então, a vacina é fundamental, assim como a lavagem das mãos e aquela etiqueta respiratória de cobrir o nariz ao espirrar para diminuir a quantidade de partículas e do vírus no ambiente e nas superfícies. Em relação à Covid, os testes de farmácia são válidos ou o recomendável é fazer em laboratório? Eles

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Dicas para melhorar a qualidade de vida de pacientes com Alzheimer

Especialistas apontam práticas essenciais para manejo e prevenção da doença que afeta milhões no mundo A doença de Alzheimer, identificada em 1901 pelo neuropsiquiatra alemão Alois Alzheimer, é um transtorno neurodegenerativo que afeta mais de 50 milhões de pessoas globalmente, segundo a OMS. A condição compromete a cognição, memória e comportamento, e seu tratamento envolve cuidados contínuos. No Brasil, os números também são preocupantes: a projeção é que até 2050, 5,6 milhões de brasileiros estejam vivendo com Alzheimer. O transtorno é dividido em quatro fases, desde as primeiras alterações na memória até a perda de funcionalidade total no estágio final. Especialistas ressaltam a importância de hábitos saudáveis para prevenir a doença, mesmo sem medicação específica para a prevenção. Drusus Pérez Marques, neurologista da Hapvida, destaca três principais fatores de risco para o Alzheimer: envelhecimento, histórico familiar e doenças como hipertensão e diabetes. A chave para o controle da doença é manter o cérebro ativo, e atividades como exercícios cognitivos são essenciais para retardar a progressão. "O paciente deve sempre tentar fazer alguma coisa para poder estimular o raciocínio e o cérebro, como se fosse exercício, e esse estímulo pode fazer com que o cérebro se atrofie mais lentamente", orienta o geriatra Flávio Renato. A prática regular de atividade física também é fundamental tanto na prevenção quanto no tratamento do Alzheimer. Para Renato, caminhadas leves e exercícios de peso corporal podem melhorar a funcionalidade do paciente, reduzir o risco de quedas e aumentar a atenção e concentração. "Assim, o paciente mantém a sua funcionalidade, diminui os riscos de queda e ainda exercita a atenção e concentração, fatores que contribuem para a qualidade de vida dele", explica o geriatra. Uma alimentação equilibrada, rica em castanhas, peixes e vegetais, também é importante para o bem-estar dos pacientes. Além dos cuidados físicos, a saúde mental do paciente com Alzheimer merece atenção especial. O tratamento de sintomas como agressividade, distúrbios do sono e paranoia é essencial. Medicamentos ajudam a melhorar a função cognitiva e a memória, prolongando a qualidade de vida do paciente. "Embora a medicação não trate o cerne da doença, ela contribui para a melhora da função cognitiva e da memória, o que, em longo prazo, pode ajudar a prolongar a vida do paciente", afirma Drusus. Em casos mais graves, um acompanhamento psiquiátrico pode ser necessário para lidar com quadros de delírios e mudanças comportamentais. O Alzheimer não afeta apenas o paciente, mas também toda a família, tornando o acolhimento fundamental. O psiquiatra Nikolas Vale destaca que a abordagem deve ser multidisciplinar e que a criação de um ambiente acolhedor e respeitoso é essencial para o bem-estar do paciente. "A abordagem deve ser multidisciplinar, porque é muito difícil lidar com a perda de personalidade do paciente", afirma Vale. Manter hábitos diários, como reforçar as datas e delegar tarefas adequadas ao paciente, são estratégias que ajudam a estimular o cérebro e a manter a independência, promovendo autoestima e um senso de pertencimento.

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Therapy Training: exercício físico como terapia ganha espaço na saúde e reabilitação

Profissional de Educação Física e Fisioterapeuta cria método que alia exercício físico e reabilitação Com mais de duas décadas de experiência em Educação Física e Fisioterapia, Michelle Sousa Dias desenvolveu o conceito de Therapy Training. O método une diversas abordagens do exercício físico e da reabilitação para promover a saúde e a qualidade de vida, indo além da estética e do desempenho atlético. Inspirado por experiências em UTIs e academias, o Therapy Training busca um olhar personalizado sobre a condição clínica de cada paciente, trazendo um novo conceito de profissional: o Therapy Trainer. O exercício físico é amplamente reconhecido por seus benefícios à saúde, mas seu potencial terapêutico ainda não é plenamente explorado. Pensando nisso, Michelle Sousa Dias criou o Therapy Training, um método que integra diferentes técnicas para tornar o movimento uma ferramenta essencial na prevenção e no tratamento de diversas condições. "A necessidade de movimentação adequada dos pacientes transplantados para melhorar a perfusão e o funcionamento do órgão transplantado foi um divisor de águas no meu entendimento sobre o papel do exercício físico na medicina", destaca Michelle, que atuou na UTI de Transplante do Hospital Pedro II (IMIP). Atividade Física x Exercício Físico: entenda a diferença Antes de aprofundar o conceito de Therapy Training, é essencial compreender a diferença entre atividade física e exercício físico, dois termos frequentemente confundidos, mas com propósitos distintos para a saúde. De acordo com especialistas, a atividade física engloba qualquer movimento corporal que resulte em gasto energético acima do metabolismo de repouso. Isso inclui tarefas cotidianas, como caminhar, dançar, cozinhar e cuidar do jardim. Já o exercício físico é caracterizado como uma atividade planejada, estruturada e repetitiva, com o objetivo de melhorar ou manter componentes da aptidão física, como força muscular, resistência cardiovascular, equilíbrio e flexibilidade. É nesse contexto que o Therapy Training se destaca. A abordagem utiliza o exercício físico de forma planejada e personalizada, não apenas como uma forma de manutenção da aptidão física, mas também como um recurso terapêutico. Com um acompanhamento especializado, essa metodologia contribui para a reabilitação e prevenção de diversas condições de saúde, promovendo bem-estar e qualidade de vida. Compreender a distinção entre atividade e exercício físico é essencial para adotar práticas adequadas e obter os melhores resultados para a saúde física e mental. Contexto do método Diante dessa vivência, a profissional buscou especializações que complementassem sua prática. Entre elas, destacam-se o Pilates, a metodologia École du Dos do fisioterapeuta André Petit, a certificação CFSC (Certified Functional Strength Coach) de Michael Boyle e o método Rehab Barbell do Dr. Michael Mash. "Unindo esses conhecimentos, concebi o Therapy Training, que combina o melhor de cada método para oferecer um programa de exercícios altamente personalizado", explica Michelle. "Esse conceito traz uma nova categoria de profissional: o Therapy Trainer, aquele que aplica o exercício físico com um olhar clínico e personalizado, indo além do treinamento convencional". O papel do Therapy Trainer - Diferente do personal trainer tradicional, que foca principalmente em desempenho e estética, o Therapy Trainer trabalha com uma abordagem integrativa. Ele avalia histórico clínico, padrão respiratório, mobilidade e outras particularidades do paciente antes de elaborar um programa de exercícios. Os principais diferenciais desse profissional são: Para Michelle, o Therapy Training representa um avanço na maneira como o exercício é utilizado na saúde. "O movimento tem um poder transformador. Quando aplicado com precisão e conhecimento, pode ser um divisor de águas na reabilitação e na prevenção de doenças", conclui. Histórico: paixão pela reabilitação e movimento A inquietação em aprofundar os conhecimentos sobre o exercício físico como ferramenta terapêutica surgiu cedo para Michelle Souza Dias, filha de um médico cardiologista. Após a formação em Educação Física, a curiosidade a levou a ingressar também na faculdade de Fisioterapia em 2007. Ao longo da trajetória acadêmica e profissional, o interesse por compreender doenças, suas fisiopatologias e os processos de reabilitação e restauração de função se tornou cada vez mais evidente. Diante desse cenário, Michelle decidiu estruturar um método próprio de trabalho, combinando diferentes abordagens para potencializar os benefícios do exercício na reabilitação. Para isso, buscou certificações que complementassem sua prática profissional, trazendo embasamento técnico e inovação ao atendimento. Entre as especializações adquiridas, destacam-se: O método é um olhar atento à individualidade de cada paciente, sendo uma dinâmica atual e integrativa na área da reabilitação e do fortalecimento físico, unindo ciência e prática para promover qualidade de vida e recuperação eficaz. Michelle Sousa Dias @michellediastherapytrainer | Email: therapytrainermd@gmail.com 3ª edição do Difusora Running em Caruaru abre inscrições Já estão abertas as inscrições para a 3ª edição do Difusora Running, que este ano será realizado no dia 17 de maio. O evento que já está no calendário esportivo da cidade, abriu o primeiro lote de inscrições com valor promocional. Nesta primeira etapa, os interessados em participar podem realizar a inscrição através do site: https://www.ticketsports.com.br/. A inscrição custa R$ 110,00 mais 1kg de alimento não perecível que deve ser entregue no dia da retirada do kit. Os participantes PCD têm desconto de 50%.Este ano os competidores irão concorrer nas categorias de caminhada 3km e corrida, segmentados por masculino e feminino, em trajetos de 5km e 10 km. A premiação será destinada aos competidores da categoria corrida de rua. Nos dias 14, 15 e 16 de maio, os atletas devem retirar o kit corrida no Shopping Difusora, no stand de atendimento que será montado no shopping. O kit é composto de camisa Dry-Fit Sport, com 50% UV, sacochila, chip descartável, número de peito, medalha (entregue após a conclusão da prova). O kit só será retirado com a identificação do participante e a entrega do alimento não perecível. Não será entregue kit no dia do evento. A largada da corrida e  chegada será na Avenida Agamenon Magalhães, em frente ao Difusora, onde será montada uma estrutura para receber os corredores, que durante o percurso, receberão água e ao fim do evento, uma mesa com frutas será disponibilizada para hidratação dos atletas. Informações clique AQUI Hobbyterapia: como atividades manuais e criativas ajudam na saúde mental | Técnica

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Cresce o número de diagnósticos de neurodivergências

Especialistas apontam que crescimento se deve ao avanço dos critérios diagnósticos, ao maior acesso aos técnicos de saúde e à conscientização da população. Mas há profissionais que enxergam nesse aumento uma tendência à medicalização do comportamento humano e a transformação das emoções em transtornos. *Por Rafael Dantas Talvez você tenha percebido uma presença maior de estudantes no espectro autista nas escolas ou mesmo nas ruas. Ou notado mais diagnósticos de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e dislexia, inclusive em adultos. Essas são algumas das principais condições neurodivergentes representadas pelo símbolo do infinito colorido ou pelo quebra-cabeça, este último associado ao autismo. Enquanto essas imagens ganham espaço em campanhas na mídia, essa população também se destaca em produções audiovisuais de sucesso, como The Good Doctor ou Uma Advogada Extraordinária. Mas, afinal, onde estavam essas pessoas décadas atrás? Em apenas um ano, o número de alunos com autismo matriculados nas escolas brasileiras aumentou 48%, de acordo com o Censo Escolar de 2023. O crescimento dos diagnósticos dessa condição é uma tendência global, conforme aponta o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Na década de 1970, o autismo era identificado em cerca de 1 em cada 10 mil crianças. Em 1995, essa proporção subiu para 1 em cada 1.000 e, em 2023, alcançou 1 em 36, evidenciando uma evolução significativa nos índices. Os dados referentes ao tamanho da população no TEA (Transtorno do Espectro Autista), por exemplo, ainda são desconhecidos. Porém, esse tema foi incluído na última pesquisa do Censo Demográfico 2022, ainda não divulgado. A população neurodivergente é formada por pessoas que apresentam autismo, TDAH, dislexia, síndrome de Tourette, entre outras condições. Esses grupos são caracterizados por apresentarem diferenças no funcionamento cerebral que afetam áreas como percepção, processamento de informações, comportamento e interação com o ambiente. Essas diferenças podem incluir desafios em algumas habilidades, como atenção, leitura ou interação social mas, também, pontos fortes únicos, como criatividade, memória ou resolução de problemas. Apesar da maior percepção da presença dessa população na sociedade e dos expressivos números de novos diagnósticos, há diferentes interpretações para explicar esse crescimento. A corrente científica majoritária considera três fatores principais: a amplitude dos diagnósticos, o maior acesso aos profissionais de saúde e a conscientização da população. “Neurodiversidade é um conceito que reconhece a variabilidade do nosso funcionamento neurológico. Temos os marcos do desenvolvimento mas todos não seguem o mesmo padrão”, afirma Victor Eustáquio, sócio-fundador da Somar Special Care, psicopedagogo e especialista em neurociência. “Eles sempre existiram. O que mudou foi a percepção”, avalia. Os pilares apontados pelo especialista são os avanços dos critérios de diagnósticos. Esse aperfeiçoamento seria uma das razões para o crescimento do número de pessoas diagnosticadas, incluindo os casos mais leves. Anteriormente, por exemplo, só seriam reconhecidos como autistas os quadros mais severos. Hoje percebe-se um panorama que considera perfis moderados e leves. Os outros pilares apontados pelo psicopedagogo são justamente o maior acesso da população aos profissionais de saúde. Se anteriormente o comportamento distinto do filho era negligenciado pela família ou, nos casos mais graves, até escondido da sociedade, a procura pelos médicos foi ampliada nas últimas décadas. Os investimentos mais massivos em comunicação midiática, seja pelo jornalismo ou no entretenimento, e nas campanhas educativas teriam levado também a sociedade a enxergar essa população que era invisibilizada. O Dia do Autismo, do TDAH, da Dislexia… entre tantas outras datas ajudaram a popularizar o tema. No caso brasileiro, um marco importante foi a entrada em vigor da MBI (Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência), no ano de 2015. Considerada decisiva para a visibilidade e os direitos das populações neurodivergentes no Brasil, a lei reconhecia as pessoas no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições neurodivergentes como parte do grupo de indivíduos com direitos ao acesso mais amplo a políticas de inclusão e suporte. “Havia muitas pessoas neurodivergentes, sim, antes disso. Mas, elas não estavam abraçadas por essas leis de proteção, pelo direito ao tratamento. Além disso, só era considerado com TEA aquele paciente bem caracterizado. Mas hoje a gente sabe que o espectro autista é muito mais abrangente”, declarou o fundador e diretor executivo da Clínica Mundos, Leonardo Lyra. Antes das leis e do avanço da comunicação, essa população não era percebida pela sociedade. “Muitas vezes essas pessoas estavam escondidas em casa pelas famílias, sofrendo em silêncio, ou eram aqueles indivíduos que tinha uma série de limitações mas tinham que se adequar ao ambiente normal. Isso não é incomum. Se fizermos esse exercício de parar um pouquinho e refletir, vamos lembrar daquele amiguinho da escola ou alguma pessoa próxima que poderia ser neurodivergente. Os dados atuais indicam que em cada sala de aula vamos ter pelo menos uma criança com essa característica”, afirmou Leonardo. DESAFIOS EDUCACIONAIS O avanço da população neurodivergente nas escolas é perceptível aos pais e um desafio às instituições. Se antes eram invisíveis, não chegavam às escolas ou dentro das salas de aula não tinham o devido apoio, hoje, a atenção educacional voltada para essas crianças está muito mais sofisticada. “Agora a gente tem muito mais conhecimento, mais embasamento e mais diagnóstico. Entendemos que essa quantidade de crianças já existia. Mas elas sofriam bullying, eram repetentes. Elas estavam lá, mas não eram vistas dentro da sua necessidade”, avalia a Gabriela Camarotti, diretora pedagógica da Escola Vila Aprendiz. Com 16 anos de atuação, a escola percebeu o aumento da procura das famílias com diagnósticos de autismo, TDAH, entre outras neurodivergências. “A Vila nasceu com o pilar da personalização da educação. Nosso objetivo lá atrás já era conseguir fazer a trilha de desenvolvimento mais personalizada por aluno. Mas percebemos, sim, um aumento significativo das crianças neurodivergentes com as mais diversas necessidades”, constata a diretora. 7A instituição, portanto, desenvolveu uma abordagem pedagógica personalizada, que integra psicologia e educação especial, promovendo um ambiente acolhedor e inclusivo. O maior vínculo com as famílias das crianças e o investimento em capacitação contínua em neurociências e educação especial, inclusive com visitas anuais a escolas em São Paulo, para

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Capa Debora Wagner

Volta às aulas: como montar uma lancheira saudável e atraente para as crianças?

Com o início do ano letivo, é hora de organizar a rotina das crianças, e a preparação da lancheira se torna um desafio para pais e responsáveis. Entre as cantinas escolares repletas de frituras e doces industrializados e a preocupação com uma alimentação nutritiva, surge a dúvida: como equilibrar prática e saudabilidade? A nutricionista Débora Wagner explica como criar lancheiras que combinem atratividade e nutrientes essenciais para o desenvolvimento infantil. “Uma lancheira saudável é equilibrada e contempla todos os macronutrientes: carboidratos, proteínas e gorduras boas. Além disso, deve incluir uma boa dose de micronutrientes vindos de frutas e vegetais para apoiar o crescimento e fortalecer o sistema imunológico das crianças”, detalha a nutricionista. Os pilares da lancheira: como dividir os macronutrientes? De acordo com Débora, os carboidratos são a principal fonte de energia e precisam vir em formas mais nutritivas, como pães e bolos integrais ou biscoitos caseiros. As proteínas, essenciais para o crescimento e a manutenção dos tecidos, podem ser garantidas com iogurtes naturais, queijos magros, ovos cozidos ou patês saudáveis, como os de frango ou atum. “Não podemos esquecer das gorduras boas, presentes em alimentos como castanhas, sementes ou uma pequena porção de abacate, que ajudam no desenvolvimento cerebral”, acrescenta. Colorir também é nutrir Para manter a lancheira atrativa, a variação de cores é um grande aliado. “Quanto mais colorido, maior a diversidade de nutrientes”, afirma a nutricionista. Frutas como morangos, uvas, bananas e mangas trazem dulçor natural e são fontes ricas em vitaminas. “Incluir vegetais crus, como cenouras em palitos ou tomate-cereja, torna o lanche mais completo e ainda estimula o paladar das crianças”, complementa. E a hidratação? Embora a água seja insubstituível, outras opções podem ser incluídas com moderação. “Água de coco, sucos naturais sem açúcar e chás leves, como camomila ou hortelã, são boas alternativas, especialmente em dias mais quentes. No entanto, o consumo de refrigerantes e bebidas industrializadas deve ser evitado, pois contêm altos níveis de açúcar e aditivos”, alerta Débora. Envolvendo as crianças no preparo Uma estratégia para aumentar a aceitação é trazer as crianças para o planejamento da lancheira. “Permita que elas participem da escolha dos alimentos e do preparo dos lanches. Essa atitude simples gera curiosidade, promove autonomia e torna a experiência mais divertida”, sugere. Até a ideia de “montar o próprio lanche” na escola pode estimular um maior consumo das opções saudáveis. Para manter o aspecto lúdico, a mamãe pode adotar estratégias como a criação do “dia do bolo caseiro” ou fazer frutas em formatos divertidos, transformando a hora do lanche em um momento especial. Concorrendo com as cantinas escolares A variedade de alimentos ultraprocessados, como frituras e doces, nas cantinas escolares muitas vezes dificulta a manutenção de uma alimentação equilibrada. “Proibir não é o caminho. Prefira um equilíbrio: converse sobre os benefícios do que foi preparado em casa e negocie dias para consumir algo da cantina, garantindo que isso seja eventual”, orienta a especialista. Segundo a nutricionista Débora Wagner, optar por versões assadas de alimentos como o pastel é uma escolha mais saudável. "Os alimentos assados geralmente possuem menos gordura saturada, o que os torna melhores para a saúde, especialmente no contexto da alimentação infantil, que deve ser balanceada e nutritiva", explica. Mesmo assim, a recomendação é priorizar alimentos naturais e preparados em casa sempre que possível. Turnos e a diferença nas escolhas alimentares As necessidades podem mudar conforme o período escolar. Pela manhã, é importante oferecer alimentos que sustentem e deem energia para as atividades. “Aqui, os carboidratos integrais, combinados com frutas e uma fonte de proteína, como um pedaço de queijo, fazem muita diferença”. Já no turno da tarde, a prioridade é evitar lanches muito pesados. “Opte por algo mais leve, como uma fruta acompanhada de iogurte natural ou uma pequena porção de castanhas”, recomenda. A alimentação e o desempenho cognitivo: a conexão para aprender mais e melhor A nutrição adequada não impacta apenas o crescimento físico, mas também desempenha um papel importante no desenvolvimento cerebral e no desempenho escolar. “Uma alimentação balanceada, rica em nutrientes como ômega-3, ferro, zinco e vitaminas do complexo B, está diretamente ligada à capacidade de concentração, memória e aprendizagem. Por outro lado, uma dieta pobre em nutrientes ou rica em açúcares e ultraprocessados pode levar a dificuldades cognitivas e queda no rendimento escolar”, ressalta Débora Wagner. Garantir que a lancheira inclua alimentos nutritivos significa mais energia e disposição para enfrentar os desafios do dia letivo, além de estimular habilidades importantes para o desenvolvimento infantil. Dicas rápidas para uma lancheira equilibrada: Receita: Sanduíche natural fácil e nutritivo Ingredientes: Modo de preparo: Espalhe o creme de ricota no pão. Monte o sanduíche adicionando os demais ingredientes. Corte ao meio e armazene em um recipiente térmico. @nutrideborawagner @marehortacafebistro Escola Alimentação saudável na escola fortalece aprendizado e bem-estar infantil Nutricionistas Mariana de Souza e Betina Schmidt destacam a importância de orientar famílias, capacitar profissionais e tornar a cantina uma aliada na promoção de hábitos alimentares saudáveis entre os alunos. A alimentação saudável nas escolas é um tema essencial para o desenvolvimento infantil, e as instituições devem investir em orientações e projetos para estimular bons hábitos alimentares entre seus alunos. Segundo Mariana de Souza, nutricionista escolar da Sapore, prestadora de serviço da Escola Eleva, os pais e responsáveis recebem cartilhas com sugestões de ingredientes nutritivos e naturais para compor a lancheira dos estudantes. "A orientação sobre alimentação saudável nas lancheiras é essencial para promover o crescimento e ofertar a energia necessária para o desenvolvimento das atividades diárias e melhor desempenho escolar das crianças", afirma. Betina Schmidt, gerente de nutrição da Escola Eleva, destaca que, em escolas de tempo integral, a formação de hábitos alimentares ocorre de forma significativa dentro do espaço escolar. "Metade das refeições do dia são realizadas no ambiente escolar, incluindo o almoço, que, especialmente no Brasil, tem um significado muito importante na nutrição e no convívio social do indivíduo. Sendo assim, não é apenas pertinente tratar deste assunto em nossa escola, como faz parte de uma série de projetos desenvolvidos com alunos

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Saúde em debate: empresários discutem desafios e inovação no setor médico-hospitalar

Sindhospe promove encontro no Recife para tratar de cibersegurança, compras coletivas e negociações com operadoras O setor de saúde inicia 2025 com uma agenda estratégica no Recife. No dia 13 de fevereiro, o Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe) realiza o 2º Encontro da Região Metropolitana, reunindo especialistas e empresários para debater os principais desafios e tendências do setor médico-hospitalar. Entre os temas centrais do evento estão a cibersegurança nos hospitais, estratégias para reduzir custos por meio de compras coletivas e as negociações de contratos com operadoras de planos de saúde. A ciberimunidade, conceito voltado para a proteção digital de hospitais, ganha destaque na programação. Professores da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Alberto Borges e Rodrigo Pellegrino, discutirão como redes hospitalares podem se proteger contra ataques cibernéticos e garantir a segurança de dados sensíveis. Para o presidente do Sindhospe, George Trigueiro, a atualização constante é essencial: “A área da saúde fica mais desafiadora a cada ano e, por isso, é imprescindível que se busque atualização permanente para driblar adversidades e ofertar sempre o melhor serviço”, afirma. Além da segurança digital, o evento trará uma análise sobre as convenções coletivas, com a participação do desembargador Fábio André de Farias e advogados especializados, abordando o impacto dos acordos trabalhistas na sustentabilidade do setor. Também será debatido o uso de compras coletivas como ferramenta para otimizar investimentos e melhorar a gestão financeira das unidades de saúde, com palestra da especialista Luciana Bruere. Com início às 9h e encerramento às 17h, o encontro será realizado na sede do Sindhospe, no bairro de Santo Amaro. À noite, um jantar institucional reunirá convidados para networking e alinhamento de estratégias para 2025. Pernambuco possui o segundo maior polo de saúde do Brasil e o maior do Norte e Nordeste, gerando mais de 70 mil empregos e movimentando R$ 7 bilhões anualmente. SERVIÇO📅 Evento: 2º Encontro da Região Metropolitana do Sindhospe📍 Local: Sindhospe – Rua Dom Vital, nº 129, Santo Amaro, Recife-PE⏰ Data e horário: 13 de fevereiro, das 9h às 17h (jantar institucional às 19h30)📞 Informações: Agência Esfera – (81) 99145-4014 (Rafael Souza)

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DRA ANA ELIZABETH CRIANCA COMPORTAMENTO

Outros olhares sobre o crescimento da população neurodivergente

Nem todos os especialistas, porém, compartilham das mesmas visões sobre a neurodivergência. A psicanalista Ana Elizabeth Cavalcanti, que integra o CPPL (Centro de Pesquisa em Psicanálise e Linguagem) destaca, por exemplo, que há uma outra leitura também sobre o crescimento do número de diagnósticos. Além da perspectiva de que essas condições sempre existiram, mas passaram a ser identificadas com o aprimoramento dos métodos diagnósticos, ela aponta uma segunda linha que sugere que as condições que levaram a uma explosão do número de pessoas diagnosticadas são, em parte, construções históricas e culturais, moldadas por fatores contextuais e ideológicos. Ela reforça que essa polêmica entre o que sempre existiu e o que é historicamente construído é complexa, mas indispensável para se compreender a evolução do campo da saúde mental. “O autismo, por exemplo, foi descrito pela primeira vez pelo psiquiatra austríaco Leo Kanner em 1943, dentro de um contexto em que a psiquiatria ainda era uma especialidade médica, vista com certo ceticismo e fortemente influenciada pela psicanálise e pela fenomenologia”, relembrou. Porém, a partir da década de 1970, a psiquiatria passou por uma transformação, rompendo gradualmente com a psicanálise e a fenomenologia, passando a aderir aos critérios de diagnóstico médico, buscando maior credibilidade como ciência. Essa mudança deu origem à chamada “psiquiatria biológica”, que deslocou o foco da subjetividade para a identificação precisa de transtornos. Segundo ela, essa transição também impulsionou a medicalização do comportamento humano, transformando emoções e comportamentos antes descritos de maneira cotidiana, como tristeza ou desobediência infantil, em diagnósticos clínicos, como depressão e TOD (Transtorno Opositor Desafiador). "Quando uma criança tinha dificuldades, a primeira questão era: o que está acontecendo com essa criança? Hoje, a primeira questão é: qual é o diagnóstico médico-psiquiátrico?”, afirma a psicanalista. Essa mudança de paradigma, segundo ela, reforça uma visão médica que privilegia o diagnóstico e o tratamento, com forte pressão da indústria farmacêutica, deixando em segundo plano questões mais subjetivas e contextuais em que esses comportamentos surgem. LEIA TAMBÉM Cresce o número de diagnósticos de neurodivergências

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Fisioterapeuta Nathascha Lima divulgacao

Fisioterapia preventiva: o segredo dos corredores de alta performance para mais desempenho e menos lesões 

A corrida de rua, uma modalidade esportiva em constante crescimento no Brasil, tem conquistado cada vez mais adeptos e se destacado nas principais cidades do país. Conforme o Relatório Anual sobre Tendências de Esportes do Strava, o país registrou mais de 19 milhões de corredores de rua no ano passado, consolidando-se como uma das práticas esportivas mais populares do mundo. No Brasil, os clubes de corrida cresceram 109% em 2024, quase o dobro da média global.   Nordeste - a corrida de rua tem ganhado cada vez mais adeptos na região Nordeste. O levantamento do “Perfil do Atleta Brasileiro”, realizado pela Ticket Sports, plataforma de venda de inscrições para eventos esportivos, revela um crescimento expressivo na participação de atletas do Nordeste em eventos esportivos, que passou de 9% em 2023 para 22,3% das inscrições no ano passado. A região foi a que mais cresceu no interesse pela prática esportiva. Mais do que cuidar do corpo, a prática da corrida contribui para a saúde mental e ajuda na prevenção de doenças crônicas. Isso se deve à liberação de endorfinas, hormônios que promovem bem-estar e melhoram o humor. A fisioterapeuta e corredora Nathascha Lima reforça esse ponto. “Correr é um esporte que reduz o estresse e a ansiedade, além de trazer diversos outros benefícios, como melhora do humor, da qualidade do sono, das relações sociais e também promove um aumento do VO₂ máximo (quantidade máxima de oxigênio que uma pessoa pode consumir por minuto, por quilograma de peso corporal, durante o exercício físico), o que parece estar relacionado ao aumento da expectativa de vida das pessoas. Esses são alguns dos principais fatores que explicam o aumento no número de praticantes a cada ano”, pontuou.   Nesse contexto, a fisioterapia preventiva tem se tornado uma aliada indispensável para atletas de alta performance que desejam melhorar o desempenho e evitar lesões. Nathascha explica que essa abordagem tem ganhado cada vez mais espaço. “Na nossa clínica, percebemos um aumento no número de pacientes que procuram a fisioterapia para potencializar a recuperação muscular entre as sessões de treinamento, além de realizar exercícios preventivos e aprimorar o rendimento na corrida”, destacou.   Os cuidados, conforme a fisioterapeuta, incluem desde a recuperação pós-treino até a prática de exercícios específicos de força, resistência e potência muscular. “É fundamental que quem pratica atividades físicas tenha um acompanhamento médico, como de um cardiologista ou médico do esporte, além de profissionais como educadores físicos, nutricionistas e fisioterapeutas, para garantir uma prática segura e evitar problemas de saúde”, afirmou.   Para integrar musculação e fisioterapia preventiva, Nathascha, sócia do Instituto de Terapias Integradas (ITI), em Boa Viagem, Recife, inaugurou recentemente o ITI Wellness. O novo espaço oferece protocolos personalizados, voltados para atender às necessidades específicas de esportistas que desejam melhorar sua performance.   O administrador Gustavo Melo, corredor há 13 anos, encontrou na fisioterapia preventiva a solução para potencializar seu desempenho nas pistas. “A corrida é um esporte de alto impacto, e muita gente acha que basta colocar o tênis e sair correndo. Não é assim. Ela exige muito do corpo. Hoje, consigo praticar o esporte sem sentir dores ou me machucar. Fazer fisioterapia preventiva também me proporciona um envelhecimento com mais qualidade de vida”, relatou.   A radiologista Beatriz Maranhão, outra adepta da fisioterapia preventiva, reforça os benefícios da prática. "Há cinco anos faço fisioterapia preventiva e não abro mão da minha sessão semanal por nada. Sou radiologista, corredora e pratico outras atividades físicas. Após múltiplas lesões, iniciei o atendimento com fisioterapia preventiva e obtive ganhos no condicionamento físico, na qualidade da musculatura, nos movimentos e na prevenção de novas lesões. Além disso, aumentei meu rendimento nas competições, melhorei o sono e o nível de estresse do dia a dia, contribuindo também para uma vida mais saudável no futuro", contou. Com o crescimento da corrida de rua, a busca pela fisioterapia preventiva reflete uma maior conscientização dos atletas sobre a importância de cuidar do corpo de uma forma integral. Além de garantir melhores resultados, essa abordagem promove mais saúde, qualidade de vida física e mental e longevidade no esporte. Nathascha Lima é fisioterapeuta @nathaschalima

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Revista Algomais corrida

Corrida UNIFG movimentará Jaboatão com premiações e categorias diversificadas

Evento esportivo será realizado em fevereiro com percursos de 3km, 5km e 10km, incentivando saúde e bem-estar O Centro Universitário dos Guararapes (UNIFG) promoverá a Corrida UNIFG 2025 no dia 9 de fevereiro, em Jaboatão dos Guararapes. A iniciativa busca incentivar hábitos saudáveis e a prática de atividades físicas entre os participantes. A largada será realizada no campus Piedade da UNIFG, localizado na Rua Comendador José Didier, 27. Com percursos de 3km, 5km e 10km, o evento promete atrair tanto amadores quanto atletas experientes, com prêmios de até R$ 1.000,00 para as categorias de 5km e 10km. As inscrições, que já estão abertas, podem ser feitas online e contam com lotes promocionais: R$ 80,00 no primeiro lote, R$ 90,00 no segundo e R$ 100,00 no terceiro. Estudantes, funcionários da UNIFG e idosos terão direito a 50% de desconto. A taxa inclui um kit exclusivo contendo camisa, garrafa, gym sack e medalha, esta última entregue ao final do percurso. A entrega dos kits será feita no campus Piedade nos dias 7 e 8 de fevereiro. A programação do dia da corrida começa às 5h com a concentração dos atletas. A primeira largada, para a categoria de 10km, está prevista para as 5h50, seguida pelas demais, com intervalos de 10 a 15 minutos. Para mais informações, os interessados podem entrar em contato com Alcides Tenório pelo número (81) 98627-7180 (também disponível no WhatsApp). Serviço:Data: 9 de fevereiro de 2025Horário da concentração: 5hLocal: UNIFG campus Piedade – Rua Comendador José Didier, 27, Piedade, Jaboatão dos GuararapesInscrição: Online (link disponível no site oficial da corrida)Categorias: 3km, 5km e 10km

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Foto Danilo Taccito dermato

Como proteger a pele e os cabelos dos danos do verão

Especialista Marina Coutinho aponta cuidados essenciais para aproveitar a estação mais quente do ano sem prejudicar sua saúde e beleza. Foto: Danilo Táccito Dias ensolarados, mergulhos, maresia e o contato frequente com água clorada fazem parte do verão de todo brasileiro. Mas, cabelos e pele sofrem impactos durante a estação mais quente do ano. Para aproveitar piscina e praia com saúde, a dermatologista Marina Coutinho destaca cuidados essenciais que ajudam a manter a hidratação e prevenir danos a longo prazo. "Não é só sobre estética, mas também sobre saúde. Cuidar da pele e do cabelo é essencial para evitar problemas como ressecamento, manchas e enfraquecimento dos fios," pontua Marina. A exposição ao sol intenso, somada ao contato excessivo com o cloro da piscina e à salinidade da água do mar, é altamente agressiva. "O sol pode causar manchas, queimaduras e acelerar o envelhecimento precoce da pele. Já o cloro e o sal retiram a hidratação natural, tanto da pele quanto dos cabelos, deixando-os ressecados e vulneráveis," explica Marina Coutinho. Nos cabelos, o impacto é ainda maior para quem tem fios quimicamente tratados. "Eles perdem a camada protetora com mais facilidade, o que resulta em pontas duplas, quebras e até mudanças na tonalidade da tintura", alerta. Cuidados com a sua pele Tratando o ressecamento capilar "Cuidar dos cabelos no verão vai além da estética: envolve proteger a saúde e manter a autoestima em alta mesmo nos dias de sol intenso. As pessoas estão corretas ao focar nos cuidados com a pele no verão, mas os cabelos merecem atenção especial. O cloro e o sal retiram os óleos naturais que protegem os fios, e os raios UV também degradam a estrutura capilar. Com os cuidados certos, dá para manter os fios hidratados e bonitos durante toda a estação”, explica Marina Coutinho.  É o dermatologista quem avalia a saúde dos cabelos e do couro cabeludo, identificando sinais de danos como ressecamento excessivo, quebra ou fragilidade, além de possíveis condições associadas, como dermatite seborreica causada pelo excesso de oleosidade no calor, indica produtos específicos para proteção dos fios, como shampoos, condicionadores e máscaras, aplica luz de LED em consultórios, para potencializar a absorção de nutrientes, reconstrução capilar dermatológica (recupera as camadas internas dos fios).  “Podemos criar um plano individualizado, considerando o tipo de cabelo da pessoa (liso, crespo, ondulado) e o nível de exposição ao cloro, ao sol e ao sal. E, após os excessos do verão, sugerir ajustes nos cuidados regulares, incluindo o uso de suplementos que promovam a recuperação da saúde capilar, como biotina e silício orgânico”, acrescenta.  Cuidados para os cabelos Reparação de danos à pele e aos fios Se, mesmo com tantos cuidados, a pele ou os cabelos sofrerem, a dermatologista sugere ações de recuperação. "Para a pele, invista em cremes ricos em antioxidantes e ácido hialurônico. Já para os cabelos, tratamentos de reconstrução à base de queratina são altamente recomendados". Verão é sinônimo de diversão, mas não pode ser motivo para descuidar da saúde da pele e do cabelo. "Com atenção e os produtos certos, é possível aproveitar os dias de sol com tranquilidade e manter a beleza e a saúde em alta", completa Marina Coutinho.

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