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Beijo no Carnaval eleva risco de doenças infecciosas, alerta especialista

Troca de saliva, baixa imunidade e aglomerações favorecem transmissão de mononucleose, herpes, gripe e outras infecções durante a folia O Carnaval é marcado por festas, multidões e intensa interação social, cenário que amplia o risco de circulação de agentes infecciosos. A troca de saliva por meio do beijo, somada à proximidade física em ambientes lotados e pouco ventilados, cria condições favoráveis para a transmissão de doenças, segundo especialistas da área da saúde. Entre as enfermidades mais associadas a esse tipo de contato estão a mononucleose infecciosa, conhecida como “doença do beijo”, além de herpes labial, gripe, resfriado e outras infecções virais. O contato direto com secreções é apontado como uma das principais formas de disseminação desses agentes durante o período carnavalesco. O risco é potencializado por fatores comuns na folia, como consumo excessivo de bebidas alcoólicas, noites mal dormidas e exposição prolongada ao sol. Essas condições contribuem para a queda da imunidade, tornando o organismo mais vulnerável a infecções e aumentando a probabilidade de adoecimento após o fim das festas. “A mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV), cuja transmissão ocorre principalmente pela saliva, por meio do beijo, podendo o vírus permanecer incubado por até seis semanas antes do início dos sintomas”, explica Nely Cristina Medeiros Caires, coordenadora do curso de Odontologia da Wyden. “Entre os sintomas mais frequentes estão febres, dor de garganta, cansaço excessivo, dor de cabeça e dores no corpo. Atualmente, não existe um tratamento específico para a mononucleose infecciosa. A orientação é procurar atendimento médico e odontológico e evitar o contato íntimo até a confirmação do diagnóstico”, completa a especialista. Como forma de prevenção, a recomendação é evitar beijar pessoas com lesões visíveis na boca e não compartilhar copos, garrafas, talheres ou objetos de uso pessoal. Caso surjam sintomas após o Carnaval, a orientação é buscar atendimento médico e odontológico, já que o diagnóstico precoce ajuda a reduzir complicações, aliviar os sintomas e impedir a transmissão para outras pessoas.

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Abertas as inscrições para a 4ª edição do Difusora Running

No calendário esportivo da cidade, evento será realizado no dia 16 de maio de 2026 Já estão abertas as inscrições para a 4ª edição do Difusora Running, que será realizada no dia 16 de maio, em frente ao Shopping Difusora, na Avenida Agamenon Magalhães, no bairro Maurício de Nassau, em Caruaru. O evento, que já faz parte do calendário esportivo da cidade, reúne atletas amadores e profissionais em uma grande celebração ao esporte, à saúde e à inclusão. A concentração dos atletas está marcada para 17h30, em frente ao Shopping Difusora. A largada da categoria PCD – 5 km acontece às 18h25, seguida, às 18h30, pela largada da caminhada de 3 km e das corridas de 5 km e 10 km. Durante o percurso, os participantes contarão com pontos de hidratação e, ao final da prova, uma estrutura com frutas e apoio aos corredores. Modalidades Os participantes poderão escolher entre as modalidades caminhada de 3 km e corrida, com percursos de 5 km e 10 km, nas categorias masculino e feminino. A prova de 10 km contará ainda com premiação por faixa etária, dividida nas seguintes idades: de 18 a 29 anos, 30 a 39 anos, 40 a 49 anos, 50 a 59 anos, 60 a 69 anos e 70 anos ou mais. A premiação em dinheiro será destinada às categorias de corrida de rua, conforme regulamento do evento. Inscrições As inscrições podem ser realizadas por meio do site ticketsports.com.br. O primeiro lote segue disponível até o dia 10 de março de 2026, com valor de R$ 130,00, acrescido da taxa do site, além da doação obrigatória de 1 kg de alimento não perecível. O segundo lote estará disponível até o dia 8 de maio de 2026, ou enquanto durarem as vagas, ao valor de R$ 150,00, também acrescido da taxa do site e da doação do alimento. Atletas idosos, a partir de 60 anos, e Pessoas com Deficiência (PCD), para a prova de 5 km, têm direito a 50% de desconto, mediante comprovação no ato da inscrição. Os alimentos arrecadados serão destinados a instituições filantrópicas. Premiação Na premiação, os três primeiros colocados gerais dos 5 km, nas categorias masculino e feminino, receberão troféus e valores em dinheiro, sendo R$ 800 para o primeiro lugar, R$ 500 para o segundo e R$ 300 para o terceiro. A categoria PCD – 5 km segue a mesma premiação. Já nos 10 km – categoria geral, os vencedores receberão R$ 1.000 para o primeiro lugar, R$ 800 para o segundo e R$ 500 para o terceiro, além de troféus. Também haverá entrega de troféus para os três primeiros colocados de cada faixa etária nos 10 km. Retirada dos Kits A retirada dos kits acontecerá nos dias 13, 14 e 15 de maio, no Shopping Difusora, em local previamente sinalizado. O kit do atleta é composto por camisa Dry-Fit com proteção UV 50+, sacochila, número de peito, chip de cronometragem (exceto caminhada) e medalha, que será entregue após a conclusão da prova. Para a retirada, será obrigatória a apresentação de documento oficial com foto e a entrega do alimento não perecível. Não haverá entrega de kits no dia do evento. O edital completo você pode conferir pelo site ticketsports.com.br.

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Giselly Verissimo

Giselly Veríssimo assume presidência da SBOT Pernambuco e anuncia foco em educação médica

Nova gestão da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia no Estado prevê congresso em setembro, ações de capacitação e campanhas de conscientização em saúde ortopédica A médica ortopedista Giselly Veríssimo tomou posse como nova presidente da regional Pernambuco da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT-PE), iniciando uma gestão voltada ao fortalecimento científico, educacional e institucional da especialidade no Estado. Entre as prioridades anunciadas está a realização do Congresso Pernambucano de Ortopedia, previsto para setembro, além da ampliação das atividades de educação continuada para ortopedistas, com ênfase na atualização técnica e científica da categoria. “Queremos intensificar ações de ensino e treinamento voltadas aos médicos residentes, contribuindo para a formação de profissionais cada vez mais qualificados”, comenta a primeira presidente da regional Pernambuco, Giselly Veríssimo. A nova diretoria também pretende investir em campanhas educativas direcionadas à população, com foco na informação, na prevenção e na conscientização sobre a saúde ortopédica. No campo institucional, a gestão inclui ainda a defesa da valorização profissional, da dignidade no exercício da medicina e de melhores condições de atuação da especialidade, reforçando o papel da ortopedia no sistema de saúde. A posse marca, assim, não apenas a renovação da diretoria da SBOT-PE, mas o compromisso com uma atuação mais próxima dos profissionais e da sociedade pernambucana.

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Janeiro Branco: “Quantas dores você sente que não aparecem em um exame de sangue?”

*Por Marcos Lima Essa pergunta atravessa o Janeiro Branco como um incômodo necessário. Vivemos em uma era de precisão clínica, onde buscamos nos números, taxas, índices, gráficos e laudos, a confirmação de que estamos bem. Se o exame não acusa, se o marcador não sobe, então, supostamente, não há motivo para preocupação. Mas o sujeito sabe: nem toda dor sangra, nem todo sofrimento deixa vestígios laboratoriais. Para a psicanálise, o humano começa justamente onde a métrica termina. Existe um território vasto, silencioso e, muitas vezes, negligenciado: a dor psíquica. Um sofrimento que não se localiza em órgãos, mas na história; que não altera exames, mas altera o modo de existir. O Janeiro Branco surge como um convite a olhar para esse invisível, não para romantizar a dor, mas para reconhecê-la. A medicina tradicional, em sua importância e eficácia, cuida do corpo enquanto organismo. A psicanálise lembra que o corpo também é linguagem. Quando a palavra falta, o corpo fala. É o aperto no peito que o eletrocardiograma não explica. É a exaustão profunda que nenhum descanso resolve. É a dor de cabeça recorrente, o estômago em alerta, o sono que não restaura. Não se trata de imaginação, mas de somatização: o sintoma como mensagem. Vivemos sob a lógica da produtividade constante. Sentir demais virou fraqueza; parar virou ameaça. Reprime-se o afeto, engole-se a angústia, empurra-se o sofrimento para “depois”. Mas o que é reprimido não desaparece, retorna, muitas vezes, em forma de sintoma. A repressão emocional funciona como uma barragem: tudo parece sob controle na superfície, até que a pressão interna rompe estruturas inteiras. Nesse cenário, multiplicam-se dores silenciosas:– a ansiedade funcional, que mantém o sujeito operante enquanto o consome por dentro;– a tristeza sem nome, um luto difuso por algo que não se sabe exatamente o que é;o cansaço emocional, que não melhora com sono porque nasce do excesso de exigência;– a culpa constante, o medo difuso, a sensação persistente de inadequação. Nada disso aparece em exames laboratoriais, mas tudo isso governa vidas inteiras. A sociedade contemporânea valoriza o rápido, o mensurável, o eficiente. O tempo subjetivo, necessário para elaborar perdas, frustrações e desejos, é tratado como desperdício. O vazio existencial causa horror. Queremos consertar a dor rapidamente, esquecendo que, muitas vezes, o sofrimento é um sinal vital de que algo na história do sujeito precisa ser ouvido. Cuidar da saúde mental exige romper com a pressa. A psicanálise nos ensina que o tempo do sujeito não é o tempo do relógio. Feridas antigas podem permanecer abertas por décadas, e nenhum exame de imagem revelará essa cicatriz. Saúde mental não é ausência de conflitos, mas a capacidade de sustentar a própria verdade sem se fragmentar. O Janeiro Branco nos convida à escuta. Se o exame diz que está tudo bem, mas o silêncio da noite insiste em dizer o contrário, talvez seja hora de escutar o silêncio. Dar lugar à palavra, legitimar o sofrimento psíquico, reconhecer limites e buscar cuidado não é fraqueza, é coragem, responsabilidade e humanidade. Porque a dor que não aparece no sangue é, muitas vezes, a que mais precisa ser ouvida. *Marcos Lima é psicanalista

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Regulamentação da cannabis medicinal anima associações de pacientes e pode destravar oferta no SUS

Aliança Medicinal, instalada em Olinda, espera avanços com norma da Anvisa após decisão do STJ. Foto: Rebeca Freitas A aguardada regulamentação do cultivo da cannabis medicinal no Brasil entra em uma nova fase nesta semana e gera expectativa entre associações de pacientes. Nesta quarta-feira (28), a Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realiza sua primeira Reunião Pública para discutir a proposta que regulamenta todas as etapas de produção da cannabis para fins exclusivamente medicinais e farmacêuticos, em cumprimento à determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ), de novembro de 2024. Entre as entidades diretamente impactadas está a Aliança Medicinal, primeira fazenda urbana de cannabis medicinal do país, instalada em Olinda (PE). A associação atua há três anos com base em liminar judicial que autoriza o cultivo da Cannabis sativa, a produção do óleo medicinal e a dispensação dos medicamentos a cerca de 17 mil associados em todo o Brasil, atendendo pacientes que dependem do tratamento para diferentes patologias. A proposta de regulamentação da Anvisa inclui uma Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) específica para associações de pacientes, considerada fundamental para garantir segurança jurídica e acesso ao tratamento a pessoas que não conseguem arcar com os altos custos de medicamentos importados ou produzidos pela indústria farmacêutica. “Mesmo sem parâmetros regulatórios claros, associações como a nossa assumiram a responsabilidade de atender pacientes diariamente, garantindo tratamento, orientação e continuidade terapêutica quando o Poder Público ainda não oferecia respostas estruturadas”, afirma o diretor-executivo da Aliança Medicinal, Ricardo Hazin Asfora. Engenheiro agrônomo, Ricardo Hazin Asfora é responsável pelo desenvolvimento do modelo de cultivo em contêineres climatizados adotado pela associação, além do processo de padronização que assegura a qualidade farmacêutica dos medicamentos produzidos. Com o aumento da demanda, a Aliança vem ampliando sua capacidade instalada e diversificando a produção, que hoje inclui óleo medicinal, pomadas e cremes à base de cannabis, lançados em 2025. Em Pernambuco, a expectativa é que a regulamentação federal acelere a implementação das leis já aprovadas no Recife e no Estado, viabilizando o fornecimento de medicamentos derivados da cannabis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A lei municipal foi sancionada em novembro de 2024 pelo prefeito João Campos, e a lei estadual, promulgada em dezembro de 2025 pela Assembleia Legislativa de Pernambuco, ainda aguarda regulamentação para entrar em vigor.

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Carnaval inclusivo ganha espaço em Pernambuco com orientações para pessoas com autismo

Planejamento, adaptação sensorial e previsibilidade ajudam a garantir a participação de pessoas com TEA na folia O Carnaval é uma das expressões culturais mais marcantes de Pernambuco, mas o excesso de estímulos sensoriais — como música alta, multidões e cores intensas — pode dificultar a participação de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diante desse cenário, especialistas destacam que a inclusão no Carnaval é possível quando há planejamento, informação e respeito às diferenças. A psicóloga Frínea Andrade, especialista em autismo, mãe atípica e fundadora do Instituto Dimitri Andrade, defende que a participação de pessoas neurodivergentes em eventos culturais deve ser garantida com sensibilidade. “Pessoas neurodivergentes também têm o direito de viver as festas e tradições culturais. Participar dessas comemorações é uma forma importante de estimular a socialização, fortalecer vínculos com a comunidade e se conectar com a nossa cultura”, afirma. Segundo a especialista, pequenas adaptações podem reduzir significativamente a sobrecarga sensorial durante o Carnaval. Entre as principais medidas estão a disponibilização de espaços mais silenciosos para pausas, o uso de comunicação visual com imagens e a divulgação prévia da programação, facilitando a compreensão da rotina do evento por pessoas com TEA. A preparação gradual também é apontada como essencial para uma experiência positiva. “Seja nas festas escolares ou em outras programações sociais é fundamental realizar uma aproximação gradual da pessoa com autismo aos estímulos da celebração”, orienta Frínea Andrade. Recursos como histórias sociais, vídeos explicativos, marcação das datas no calendário e o uso de abafadores de som ajudam a reduzir a ansiedade e favorecer a adaptação. No ambiente familiar, a recomendação é introduzir os elementos do Carnaval de forma progressiva, respeitando os limites individuais. Experimentar fantasias com antecedência, optar por roupas confortáveis e apresentar as músicas de forma lúdica contribuem para a familiarização. “Incluir pessoas com autismo no Carnaval não significa expô-las a situações de sofrimento, mas oferecer condições para que participem com conforto e segurança. Com informação, planejamento e respeito às diferenças, a festa pode ser vivida de forma mais acessível e acolhedora para todos”, conclui a psicóloga.

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LETICIA APOLINARIO

Volta às aulas: como facilitar a adaptação emocional das crianças

Para muitas famílias, esta é a última semana de férias escolares, e as mudanças na rotina podem gerar agitação, cansaço e dificuldades de atenção nas crianças. A terapeuta ocupacional Letícia Apolinário explica que a previsibilidade, o ajuste de expectativas e a construção de uma rotina funcional são fundamentais para tornar a adaptação à volta às aulas mais leve, respeitando o ritmo e o desenvolvimento infantil. Com o retorno às aulas, muitas famílias retomam a rotina com expectativas de organização e bom desempenho. No entanto, esse período de transição, que envolve novos horários, demandas escolares e, em alguns casos, novos ambientes; pode representar desafios importantes para as crianças. Segundo a terapeuta ocupacional Letícia Apolinário, a rotina vai muito além de uma simples sequência de compromissos. “Para o cérebro humano, especialmente o infantil, a rotina funciona como um mapa de segurança. Ela ajuda a prever o que vai acontecer e organiza o comportamento e as emoções”, explica. Por isso, quando há mudanças significativas, como a volta às aulas, o impacto costuma ser inevitável. O que varia de criança para criança é a intensidade e a forma como essas mudanças se manifestam. “Algumas ficam mais agitadas ou irritadas, enquanto outras apresentam cansaço excessivo, alterações no sono, dificuldades de atenção ou maior dependência dos pais. Não é regressão sem motivo, é um sistema tentando se reorganizar”, ressalta Letícia. A importância do olhar e do posicionamento dos pais O papel dos pais é fundamental para tornar essa adaptação mais tranquila. A terapeuta orienta que as crianças sejam preparadas com antecedência, com conversas claras sobre a volta às aulas, expectativas realistas e retomada gradual dos horários. Manter elementos estáveis no cotidiano, como o ritual do sono, momentos de alimentação e pequenas pausas de descanso, ajuda a criar previsibilidade e segurança emocional. Outro ponto de atenção é o ajuste das expectativas. “Volta às aulas não é sinônimo de desempenho imediato”, destaca Letícia. A terapia ocupacional pode ser uma aliada nesse processo, auxiliando as famílias a organizar o cotidiano de forma prática e personalizada, respeitando o ritmo e as necessidades de cada criança. Como montar uma rotina funcional para a volta às aulas Antecipe os ajustes: comece a reorganizar horários de sono e alimentação alguns dias antes do retorno.Defina prioridades: descanso adequado, alimentação, tempo de brincar, estudo e momentos de vínculo familiar.Estruture o dia em blocos: manhã, tarde e noite, com expectativas claras, mas sem rigidez excessiva.Inclua pausas reais: após a escola, o corpo e o cérebro precisam de tempo para se autorregular.Observe e ajuste: rotina funcional não é fixa; ela se adapta conforme a resposta da criança.Avalie pelo comportamento: mais participação, menos irritabilidade e maior organização emocional são sinais de que a rotina está funcionando. A volta às aulas é um processo de reorganização emocional para toda a família. Quando adultos oferecem acolhimento, previsibilidade e flexibilidade, a criança se sente mais segura para enfrentar as mudanças. Com escuta atenta e apoio adequado, esse período de transição pode se transformar em uma experiência de crescimento, autonomia e fortalecimento dos vínculos.

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Volta às aulas: check-up oftalmológico nas férias é essencial para crianças

Exame preventivo ajuda a identificar problemas de visão, contribui para o aprendizado e garante um ano letivo mais saudável Aproveitar o período de férias para realizar o check-up oftalmológico das crianças é uma medida fundamental antes da volta às aulas. Dificuldades para enxergar podem comprometer diretamente a aprendizagem, influenciar a formação da personalidade e até afetar a adaptação no ambiente escolar. Por isso, especialistas reforçam a importância da avaliação visual preventiva ainda antes do início do ano letivo. As oftalmologistas Catarina Ventura e Kátia Dantas, do Instituto de Olhos Fernando Ventura, destacam que o acompanhamento regular permite identificar precocemente alterações na visão e prevenir doenças oculares. “A grande maioria dos problemas de visão em crianças podem ser detectados e tratados precocemente com exames regulares. Nessa fase escolar, por exemplos, podemos descobrir catarata congênita, glaucoma infantil, hipermetropia, miopia e retinoblastoma. Além disso, o exame ajuda a ajustar corretamente óculos ou lentes de contato e fornece orientação sobre cuidados oculares”, ressalta Catarina Ventura. De acordo com a oftalmologista Kátia Dantas, a frequência das consultas varia conforme a idade. Crianças de até dois anos devem passar por avaliação oftalmológica a cada seis meses, enquanto aquelas com mais de dois anos precisam realizar, no mínimo, consultas anuais. O exame deve incluir avaliação da acuidade visual, teste de refração, análise da coordenação ocular, exame de fundo de olho e verificação da saúde ocular geral. Além de agendar as consultas antes do retorno às aulas, os pais devem acompanhar o uso de dispositivos eletrônicos e ficar atentos a possíveis sinais ou sintomas apresentados pelos filhos. “Os pais devem agendar os exames para antes das aulas, monitorar o uso de dispositivos eletrônicos e orientar os filhos sobre possíveis sintomas ou sinais. Não subestime a importância do check-up oftalmológico. A saúde visual é fundamental para o sucesso escolar”, completou a oftalmopediatra Kátia Dantas.

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Dor nos pés pode sinalizar alterações estruturais e exige avaliação especializada

Problemas na pisada afetam tornozelos, joelhos, quadris e coluna e elevam o risco de lesões por sobrecarga e rigidez A dor nos pés sem causa aparente é mais comum do que parece e pode indicar alterações estruturais que merecem atenção médica. Dados da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) mostram que cerca de 20% da população com até 69 anos relata algum desconforto nos pés ou tornozelos; entre pessoas acima dessa idade, o índice ultrapassa 50%, muitas vezes associado a deformidades que comprometem a estrutura dos pés e a qualidade da mobilidade. Arco plantar em foco: pé chato e pé cavo Entre as alterações mais frequentes estão as que envolvem o arco plantar, como o pé plano (chato) e o pé cavo. O ortopedista especialista em pé e tornozelo Fernandes Arteiro explica as diferenças: “No pé cavo, o arco é excessivamente elevado, o que faz com que o calcanhar e a parte da frente do pé fiquem mais pressionados. Já no pé chato, a planta do pé quase inteira entra em contato com o solo, aumentando o impacto a cada passada”. Efeitos em cadeia no corpo Segundo o especialista, essas condições alteram a forma de caminhar e a distribuição do peso corporal. “Essas alterações na pisada comprometem o mecanismo natural de amortecimento do pé, podendo provocar dores não apenas nos pés e tornozelos, mas também nos joelhos, quadris e coluna. Além disso, aumentam o risco de instabilidade e de lesões por sobrecarga ou rigidez”, alerta. Sinais de alerta e fatores associados Os sintomas variam conforme a deformidade, mas incluem dor ou sensibilidade na planta do pé, tornozelos ou pernas; inclinação excessiva dos calcanhares para dentro; mudanças no padrão da caminhada; inchaço; rigidez; formação de calos e deformidades nos dedos menores, como dedos em garra. A predisposição genética é um fator importante, mas não o único. “No pé chato, traumas no pé ou tornozelo, doenças neuromusculares, coalizão tarsal, além de fatores como diabetes, hiperlaxidez ligamentar e obesidade, podem favorecer o problema. Já o pé cavo costuma estar associado a distúrbios neurológicos, como AVC, paralisia cerebral, distrofias musculares, doença de Charcot-Marie-Tooth e até sequelas da poliomielite”, esclarece Arteiro. Tratamento, infância e esportes de impacto Na infância, o pé chato costuma fazer parte do desenvolvimento e raramente exige cirurgia. “A cirurgia é indicada apenas em situações raras, quando há dor persistente ou limitação funcional importante. Na grande maioria dos casos, o tratamento envolve o uso de palmilhas e fisioterapia”, explica o ortopedista. As opções incluem fisioterapia, palmilhas, exercícios de fortalecimento e alongamento e, em casos selecionados, cirurgia. “Quando o tratamento conservador não é suficiente ou quando a deformidade evolui, a cirurgia pode ser necessária. Atualmente, utilizamos técnicas minimamente invasivas, feitas por pequenos acessos, que permitem corrigir o alinhamento do pé com menor tempo de recuperação”, afirma. Para corredores e praticantes de esportes de impacto, a orientação é conhecer o tipo de pisada: “Usar um tênis adequado ao padrão do pé ajuda a evitar compensações posturais e reduz o risco de lesões nos tornozelos, joelhos e coluna”.

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Dormir bem pode ser decisivo para prevenir o burnout

Qualidade do sono ganha destaque diante do avanço da exaustão emocional e do impacto direto na saúde mental e na produtividade Dormir bem deixou de ser apenas um hábito desejável e passou a ocupar lugar central nas discussões sobre saúde mental e prevenção do burnout. A Síndrome de Exaustão já apresenta sintomas em mais de 80% dos brasileiros, segundo pesquisa da Wellhub, e tende a se intensificar no fim do ano, período marcado por sobrecarga de trabalho, compromissos sociais e mudanças na rotina. Nesse contexto, o descanso adequado surge como um fator-chave para reduzir o estresse e preservar o equilíbrio emocional. Estudos científicos reforçam essa relação. Pesquisas conduzidas por especialistas do Centro Médico da Universidade do Kansas e da Universidade de Chicago indicam que a privação de sono está diretamente associada ao burnout, não apenas como hipótese teórica, mas comprovada por análises observacionais com trabalhadores de diferentes áreas. O sono de qualidade atua na regulação do cortisol, hormônio do estresse, e na reconstrução da resiliência emocional, enquanto sua falta funciona como combustível para o esgotamento físico e mental. A literatura médica também destaca esse impacto. No livro “Durma Bem, Viva Melhor”, o médico Franklin Lipman explica que a redução na produção de melatonina leva ao aumento da liberação de cortisol, intensificando o estresse. A obra também chama atenção para a importância de fatores que influenciam o descanso, como a escolha do colchão. “Todos deveriam comprar colchão da mesma forma que compram um carro. Se passamos pelo menos oito horas por dia em nossa cama, muito mais do que costumamos ficar dentro de um carro, então seria inteligente levar isso em consideração e priorizar esse investimento”, diz trecho do livro. Um colchão inadequado pode comprometer seriamente a qualidade do sono. Falta de suporte ergonômico, desconforto e má regulação térmica favorecem microdespertares ao longo da noite, impedindo que o cérebro alcance fases profundas do sono. Essas etapas são essenciais para a consolidação da memória, a recuperação psicológica e a eliminação de toxinas acumuladas durante o dia, processos diretamente ligados à saúde mental e à capacidade de lidar com o estresse. Para especialistas do setor, investir em boas condições de descanso é parte fundamental da prevenção ao burnout. “Investir em um colchão de qualidade é um passo decisivo para combater o desgaste profissional. Dormir bem não é luxo, é uma necessidade fisiológica inegociável. Um colchão que se adapta ao corpo, promovendo o alinhamento da coluna e o conforto, é a primeira linha de defesa para garantir que essas horas de descanso sejam, de fato, reparadoras. É durante o sono profundo que o cortisol (hormônio do estresse) é regulado e a resiliência emocional é reconstruída”, afirma Vanessa Ferraz, Head de Ecommerce da BF Colchões.

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