Cultura e história

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Artesanato de Pernambuco ganha vitrine internacional com loja no Porto, em Portugal

Iniciativa conecta artistas populares ao mercado europeu e fortalece a economia criativa do estado A cultura pernambucana atravessou o Atlântico e ganhou um novo espaço de destaque no cenário internacional. Foi inaugurada no Porto, em Portugal, a primeira Loja do Artesanato de Pernambuco fora do Brasil. Instalada na sede do Instituto Pernambuco-Porto Brasil (IPPB), no bairro de Campo Alegre, o espaço busca valorizar a arte popular do estado junto ao público europeu, por meio de uma parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADEPE). A abertura oficial reuniu autoridades brasileiras e portuguesas, artistas e representantes culturais. O corte simbólico da fita foi feito por Camila Bandeira, diretora de Promoção da Economia Criativa da ADEPE, e por Zeferino Ferreira da Costa, presidente do IPPB. “Através da loja, a comunidade local e os turistas terão a oportunidade de levar para casa a força e a beleza do artesanato de Pernambuco, que carrega histórias, territórios e tradições”, destacou Zeferino. A cerimônia contou ainda com a presença do economista Carlos Martins e de Zeferino Filho, da Construtora Vale do Ave. Com 50m², o espaço foi pensado como uma verdadeira imersão na cultura popular pernambucana. Mais de 150 peças de artistas consagrados — como Nicola, Marcos de Sertânia, Seu Heleno, Mestre Zuza, Luiz Benício e Cida Lima — estão à disposição do público. A curadoria reforça a diversidade da produção artesanal do estado e a conexão entre tradição e inovação. A loja também consolida o IPPB como ponte cultural entre Pernambuco, Portugal e os países da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), promovendo o artesanato como símbolo de identidade, ancestralidade e criatividade. O projeto arquitetônico do espaço foi assinado pela arquiteta Roberta Borsoi.

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20 anos do Movimento Pró-Museu

*Por Ricardo Andrade Ainda me lembro, em meados de 2005, quando ainda fazia o Mestrado em Gestão de Políticas Públicas na FUNDAJ, e ouvi a notícia de que a Prefeitura do Paulista queria patrocinar um acordo com a especulação imobiliária, derrubando árvores do Jardim do Coronel, mudar os locais, do busto docoronel para construir um centro comercial. Foi aí que junto com outros historiadores, professores e estudantes de Direito, tivemos a ideia da formação do Movimento Pró-Museu, inicialmente com a ideia de defender o patrimônio da Casa Grande e o Jardim do Coronel, cravado no centro do Paulista, antiga moradia da família Lundgren, num local onde os coronéis abriam o Jardim aos domingos, para os operários e demais moradores do município, onde funcionou um pequeno zoo e abrigou vários Parques de Diversão. Havia no Conselho Estadual de Cultura/Fundarpe, uma proposta de tombamento, apresentado pelo IAHGPE (Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano), mas isso por si só, não significava a garantia de patrimonialização. Por isso propus ao Pároco da Igreja, Pe. Valdemir José, a realização de abraços em torno do equipamento, após a Missa da Graça (Missa do Comércio) de 13h, para pressionar o Conselho a ser favorável ao tombamento. Anos após várias reuniões no Conselho, o parecer pelo tombamento foi escrito pelo relatório, o saudoso Prof. José Luiz Mota, referência na área de arquitetura, urbanismo e preservação do patrimônio histórico e cultural do Recife e RMR. O Projeto “Cartões Postais do Paulista” foi outra iniciativa, desenvolvida em parceria com a imprensa, onde a população escolheu os bens mais simbólicos da cidade, através de uma espécie de urna eletrônica, pautada pelos telejornais e periódicos diários. A participação no processo de tombamento das Chaminés das antigas fábricas da CTP (Companhia de Tecidos Paulista), solicitado pelo MP, também foi marcante, mas uma campanha muito significativa, defendida pelo Movimento Pró-Museu, foi a consulta popular sobre o nome do Shopping, que resultou na incorporação do nome da cidade no empreendimento. A lei dos IEP (Imóveis Especiais de Preservação), elaborado pela secretaria de planejamento e aprovada na Câmara Municipal, foi resultado e produto das lutas em defesa da preservação. Palestras, seminários em Centros Universitários e escolas, visitas e passeios guiados pelo patrimônio, com estudantes das redes pública e privadas, marcam a trajetória da educação patrimonial, ofertadas pelo grupo. O Pró- Museu realiza todos os anos, a FECONORTE (Feira de Economia Criativa do Litoral Norte), em parceria com as Associações de Artesãos do Paulista, de Goiana e pequenos empreendedores de Abreu e Lima e Igarassu, sempre com temas relacionados ao patrimônio histórico-cultural. Tivemos a iniciativa de propor o tombamento da Igreja de Santa Isabel, eleita o principal Cartão Postal do Paulista, que demorou para conseguir o reconhecimento pelo CEPPC (Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural/Fundarpe). Em nova enquete, realizada na FECONORTE de 2024, perguntamos à sociedade, qual a frase mais simbólica representa Paulista, e a vencedora foi, “Paulista, cidade das chaminés”, sempre trabalhando os conceitos de, identidade, memória e pertencimento. Destacamos também, o trabalho do Professor e Historiador, José Ricardo, um dos coordenadores, criador e produtor de conteúdo das páginas, “Muita História pra contar” e o site sobre a História do Paulista. O “Muita História pra contar” é uma rede de disseminação de conhecimento histórico, que publica diariamente e simultaneamente em várias redes sociais – as efemérides dos principais fatos e personagens que marcaram História. José Ricardo é sócio honorário do IAHGP (Instituto Arqueológico, Histórico, Geográfico Pernambucano), além de ser um dos grandes quadros, militantes de nossa articulação, desde o início. Com a realização do I Encontro dos Institutos Históricos e entidades congêneres do litoral norte, em 2023, o Movimento Pró-Museu se aproximou das entidades da região e da RIPHE (Rede de Institutos Históricos de Pernambuco), participando de seu Congresso em Caruaru (2023). Em 2024, o Movimento Pró-Museu, foi o grande impulsionador da fundação do IHGAAP (Instituto Histórico, Geográfico, Arqueológico, Antropológico do Paulista) e as primeiras agendas do Instituto, foi a defesa da antiga Biblioteca Municipal, demolida pela Prefeitura, a valorização e preservação do Teatro Paulo Freire, do Forte de Pau Amarelo(IPHAN), do Alto do Sumaré, das Ruínas da Matriz de N. A dos Prazeres (atual santuário) e a luta pelo tombamento do Centro Histórico do Paulista. Completando 20 anos de lutas e conquistas, agora no dia 25 de julho, o Movimento Pró-Museu estabeleceu parcerias importantes, com as Igrejas, Católica, Batista, espíritas, o Sindicato dos Tecelões, e a ALAP(Academia de Letras e Artes do Paulista), e tem sido um repositório de preservação e salvaguarda de nosso patrimônio: parabéns! Dedico esse texto aos fundadores:as Jornalistas Lucélia Gomes, Luciene Gomes, aos Mestre(as)/poetas/poetisas, Amaro Rodrigues Bernadete Serpa, Margareth Leite, ao Turismólogo/Advogado Marcondes Andrade, aos Historiadores e Professores, Judite Andrade,Sandra Veríssimo, Vlademir Oliveira, ao Advogado Josevaldo Bezerra *Ricardo Andrade é Historiador, Cientista Político, Presidente do IHGAAP.

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Festival Pernambuco Meu País começa itinerância cultural neste fim de semana em Salgueiro e Triunfo

Primeiro de sete fins de semana contará com shows de nomes como Pablo, Xande de Pilares, Adilson Ramos e Limão com Mel, além de atividades de circo, artes visuais, artesanato, cultura popular, dança, fotografia, literatura, moda, teatro e ações formativas A partir de desta quinta-feira (24), todos os caminhos levam para Salgueiro, onde serão abertas as portas da cultura no Festival Pernambuco Meu País, realizado pelo Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura do Estado (Secult-PE) e da Fundação de Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe). A data marca o início da segunda edição do evento e a retornando a maratona de shows e ações das mais diversas linguagens artísticas e de economia criativa em mais de 15 polos. Serão quatro dias de festival, com apresentações de grandes nomes da música pernambucana e nacional, como Pablo, Xande de Pilares, Adilson Ramos, Xanddy Harmonia e Limão com Mel, além das ações de circo, artes visuais, artesanato, cultura popular, dança, fotografia, literatura, moda, teatro e atividades formativas. No mesmo fim de semana, o projeto Pernambuco Meu País chega à Terra dos Caretas para reforçar a programação da Festa do Estudante de Triunfo, com o palco Pernambuco Meu País na cidade, trazendo atrações de destaque da música pernambucana e nacional. E a segunda edição do festival começa com novidades. Na quinta-feira (24), em Salgueiro, a cidade já vai entrar no clima de festa com a chegada da Trupe Pernambuco Meu País tomando as ruas da cidade com um grupo de artistas trazendo circo, dança, música, poesia e teatro, promovendo um verdadeiro arrastão cultural com a participação do povo. Na sexta-feira (25), os mais de dez polos espalhados pela cidade iniciam suas programações até o domingo (27). O palco Pernambuco Meu País, montado na Praça da Bomba, abre sua grade sempre com grupos de cultura popular pernambucana, com apresentações do Grêmio Recreativo Escola de Samba Preto Velho e do Coral Aboios de Serrita. Por lá, no palco que leva o nome do festival, teremos dias dedicados a ritmos como o samba, o brega, o arrocha e o forró. As vozes românticas de Adilson Ramos, Pablo e Kelvis Duran animam a primeira noite. O pagode e o samba dominarão a noite do sábado através do som de Xande de Pilares e Xanddy Harmonia. Na última noite, as principais atrações colocarão o público para dançar juntinho ao som de Limão com Mel, Mastruz com Leite e Anjo Azul. Como na primeira edição do festival, as atividades das sextas-feiras no palco são abertas pelo espetáculo Pernambuco Meu País, um portal que se abre para a riqueza e a diversidade da cultura pernambucana. Deste portal saem as veias culturais que nos compõem como povo pernambucano: as diversas tradições espalhadas pelo nosso Estado. A dramaturgia é cantada e tocada ao vivo, com direção coreográfica de Maria Paula Costa Rêgo, trilha sonora dirigida por Maciel Salu e projeção digital de Gabriel Furtado. Já os intervalos serão comandados por DJs na tradicional agitação cultural do Som na Rural, outra novidade desta edição. Durante o festival, também retornam os Cortejos Brincantes de Pernambuco, que levarão fundamentais expressões da nossa cultura popular, como o boi, frevo, maracatu, caboclinho, quadrilha e bacamarte para as ruas da cidade por todos os dias. Em Salgueiro, serão aportados os países das Artes Cênicas, da Música, das Brincadeiras (Infantil), das Conexões Urbanas, das Conexões Visuais, da Economia Criativa (Feira de Artesanato e Gastronomia), das Culturas Populares e da Literatura.. Neste ano, o Governo do Estado implementará o Forma PE, núcleo de formação, diálogo e serviços do festival, voltado para o fortalecimento da profissionalização de artistas, produtores, artesãos e fazedores de cultura, e o Fórum Cadeia Produtiva da Cultura, da Criação ao Mercado. Neste primeiro fim de semana, as atividades educativas serão voltadas para a imersão prática no desenvolvimento de projetos culturais, assim como ações voltadas para a moda, incluindo passarela e upcycling. Uma ação que chega reforçada para esta edição é o Rede PE que conta com serviços, formação e orientações de órgãos do Estado para o público do festival. A primeira cidade-sede do festival receberá ações do Funcultura, Detran-PE, Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), Secretaria de Desenvolvimento Profissional e Empreendedorismo (Sedepe), da Secretaria da Mulher e da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Agricultura, Pecuária e Pesca (SDA). “O retorno do Pernambuco Meu País marca a consolidação de uma das mais importantes iniciativas de democratização e descentralização de políticas públicas em cultura que surgiram nos últimos tempos. Será o começo de mais uma linda jornada que mostrará, mais uma vez, a força da classe artística do estado e a nossa vocação para a diversidade cultural, agora repleta de novidades”, afirma a secretária de Cultura, Cacau de Paula. ” O Festival Pernambuco meu País chega a sua segunda edição consolidado como uma política pública, que promove a democratização do acesso à cultura no Estado, a partir da difusão das manifestações artísticas, nas diversas linguagens culturais. Com uma curadoria plural, construída com raizes sólidas, confirma o compromisso da Governadora Raquel Lyra com descentralização das ações do governo, valorização dos artistas pernambucanos e fortalecimento da economia criativa ”, destaca a presidente da Fundarpe, Renata Borba TRIUNFO No mesmo fim de semana, o Governo do Estado, por meio da política pública de cultura Pernambuco Meu País, também marca presença na 67ª edição da Festa dos Estudantes de Triunfo, reforçando a programação da tradicional evento do calendário triunfense com o palco montado na beira do Lago João Barbosa, no Pátio de Eventos Maestro Madureira. Por lá, as apresentações já começaram a rolar desde o último sábado (19), recebendo nomes como Mano Walter, Jéssica Caitano e Hungria. De quinta (24) a sábado (26), algumas das atrações que subirão ao palco Pernambuco Meu País, em Triunfo, são Paulo Miklos, Walkyria Santos, Jorge de Altinho, Calcinha Preta, Trio Parada Dura e The Fevers. Toda a relação completa de atividades ofertadas e cobertura das ações podem ser encontradas no Instagram oficial do festival, o @festivalpernambucomeupais e no @culturape. CONFIRA A PROGRAMAÇÃO COMPLETA SALGUEIRO:

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O Recife recebe Armando Fuentes na turnê “Uma Viagem Pelas Américas”

O show que tem um tributo a Luis Miguel acontece no Manhattan Café Theatro em Boa Viagem Com a turnê Uma Viagem Pelas Américas o Recife recebe o artista Venezuelano, Armando Fuentes. O show que rende um tributo ao afamado ícone mundial, Luis Miguel, acontece no Manhattan Café Theatro, hoje, dia 25 de julho, às 20h. No espetáculo que promete levar o público a uma jornada pelos grandes sucessos do “Sol de México”, como tambem da cultura das Américas, canções emblemáticas conhecidas por uma excelência na melodia e letras e já premiadas pelo Grammy e pela Bilboard darão o ritmo da noite. Armando Fuentes, conhecido por seu excelente desempenho artístico no palco e potência de interpretação nas notas altas e de loga extensão recriará junto a músicos da qualidade de Caio Covosk (piano), Márcio Scooby (baixo), Bené Sena (violão com cordas de aço), Federìco Diório (violão com cordas de nylon), Ademário Ferreira (congas e guiro de madeira), Janilson Ferreira (bongo e clave), André Botelho (timbale) e Pedro Torres (bateria), a atmosfera dos concertos de Luis Miguel, prometendo uma experiência musicalinesquecível para os fãs. “Me sinto muito honrado por voltar ao Recife onde se tem um público que conhece de música internacional e da valor a shows de qualidade. A oportunidade de me apresentar num palco como o do Manhattan no qual grandes artistas do Brasil e do mundo se apresentam também me traz satisfação. Por fim cantar em tributo a Luis Miguel, é sem dúvida um privilégio sem igual”, afirma Fuentes. SERVIÇO: Quando: 25 de julho às 20h Onde: No Manhattan Café & Teatro, na R. Francisco da Cunha, 881 – Boa Viagem, Recife – PE, 51020-041 Valor: R$80,00 por pessoa, pix ou espécie, pagamento antecipado. (Na hora, portaria R$100). Reservas: 3325-3372

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Roberto Marcos vencedor da categoria Romance

Prêmios Cepe revelam novos destaques da literatura brasileira

Autores de cinco estados vencem nas categorias Romance, Conto, Poesia, Infantil e Infantojuvenil em premiação nacional da Cepe Editora. Na foto, Roberto Marcos, vencedor da categoria Romance A Cepe Editora anunciou os vencedores da 8ª edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura e da 5ª edição do Prêmio Cepe Nacional de Literatura Infantil e Infantojuvenil. Os autores premiados foram selecionados entre 1.740 obras inscritas, vindas de diferentes regiões do país. Os ganhadores receberão R$ 20 mil e terão suas obras publicadas e lançadas pela editora pernambucana. Na categoria Romance, o destaque foi Os escritos de Blanca Mares, do mineiro Roberto Marcos, que narra a vida de Timóteo, o velho Tussa, e sua relação afetiva com a Estrada de Ferro Bahia-Minas. “Acompanho o Prêmio Cepe há muito tempo e tenho o maior respeito pelo trabalho sério que vem sendo realizado em Pernambuco pela literatura. Isso me motivou muito a inscrever o romance. Estou muito feliz com a notícia”, afirmou o autor. No Conto, o premiado foi Atemoia, do paulista Daniel Keichi, elogiado pelo júri por suas histórias bem estruturadas e protagonizadas por personagens de mundos invisibilizados. Já na Poesia, o gaúcho Felipe Julius arrebatou o prêmio com Cicatrizes na paisagem, uma road novel poética sobre as enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul. “Era uma promessa de ano novo que fiz após ter vivido in loco a situação de 2024… talvez já tivesse alinhado tudo na minha mente e só faltava botar no papel, sou super grato pelo rumo”, declarou. Na categoria Infantil, Ernani Ssó venceu com A morte e o estagiário da morte, obra que aborda com leveza e humor um tema sensível, equilibrando profundidade e diversão. “É uma tremenda alegria, porque não sou apenas eu que ganha o prêmio. Muitas crianças, com quem falei em escolas, me pediram mais histórias sobre a morte… Isso não tem preço”, disse o autor, que tem mais de 30 livros publicados e é também tradutor de grandes clássicos. A mineira Lisa Alves venceu na categoria Infantojuvenil com A menina que não queria ver Deus, que apresenta a trajetória de Maria Antônia, uma menina de 11 anos em busca de sentido num mundo adulto cheio de silêncios e ausências. “Ganhar o Prêmio Cepe com A menina que não queria ver Deus é um alívio amargo… Obrigada a todas as mãos que cuidam das palavras. E a quem, como Maria Antônia, ainda prefere as perguntas às certezas”, afirmou. Para o editor da Cepe, Diogo Guedes, os prêmios literários promovidos pela casa são essenciais para a valorização da literatura nacional, pois incentivam a escrita e garantem a entrada de novos autores em seu catálogo. A 8ª edição teve a participação de jurados renomados como Cidinha da Silva, Jussara Salazar e Nara Vidal, além de uma pré-seleção com especialistas em cada gênero. A 5ª edição do prêmio infantil e infantojuvenil contou com júri único formado por Ana Estaregui, Nina Rizzi e Thiago Corrêa, que avaliaram as obras de forma anônima. “O processo da premiação é anônimo, então o que pesa é a qualidade dos textos e a negociação entre os diferentes repertórios do júri final, que este ano foi composto de três mulheres”, destacou a editora-assistente Gianni Gianni. Serviço:A lista completa dos vencedores e informações adicionais estão disponíveis no site oficial da Cepe Editora: www.cepe.com.br/premio-cepe.

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José de Abreu estrela espetáculo “A Baleia” em curta temporada no Recife

Peça aborda isolamento, intolerância e reconexão com direção de Luís Artur Nunes Após mais de uma década longe dos palcos, o ator José de Abreu retorna ao teatro com o monólogo “A Baleia”, de Samuel D. Hunter, para uma curtíssima temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, em Recife. As apresentações acontecem de 31 de julho a 3 de agosto, com sessões de quinta a sábado às 20h e domingo às 18h. A montagem marca o reencontro de Zé de Abreu com o diretor e tradutor Luís Artur Nunes, seu parceiro em montagens anteriores como Fala, Zé! e A Mulher Sem Pecado. A peça ganhou projeção internacional ao ser adaptada para o cinema em 2022, com direção de Darren Aronofsky e Brendan Fraser no papel principal — que lhe rendeu o Oscar de Melhor Ator. Na versão teatral brasileira, José de Abreu interpreta um professor recluso e com obesidade severa que busca se reconectar com a filha. “A dramaturgia é de excelência, construída no modo realista, mas com uma estrutura de grande modernidade”, destaca Luís Artur Nunes. “A Baleia não segue uma linha narrativa tradicional — é uma espécie de narrativa em mosaico, cujos fragmentos se articulam num todo surpreendentemente coerente”. A montagem destaca temas como homofobia, intolerância religiosa, culpa e empatia, tratados com sensibilidade. “A peça nos fala de intolerância religiosa, homofobia, culpa, reconexão e empatia, sempre a partir de personagens humanos, complexos e cheios de contradições”, afirma o diretor. Para dar vida ao protagonista de quase 300 quilos, Zé de Abreu passa por um processo de caracterização detalhado, com próteses, enchimento e figurino climatizado, desenvolvido por Carlos Alberto Nunes e a visagista Mona Magalhães. O elenco conta ainda com Luisa Thiré, Gabriela Freire, Eduardo Speroni e participação especial de Alice Borges. A produção reúne grandes nomes das artes cênicas: Bia Junqueira assina o cenário, Maneco Quinderé responde pela iluminação, e a trilha sonora é de Federico Puppi. A peça é apresentada pelo Ministério da Cultura e patrocinada pela CAIXA Residencial, que aposta em projetos culturais com impacto social em diferentes regiões do país. Serviço📍 Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu – Recife)📅 De 31 de julho a 3 de agosto🕗 Quinta a sábado, às 20h | Domingo, às 18h🎟️ Ingressos: R$ 25 a R$ 180🎫 Descontos:– 50% para clientes CAIXA Residencial (até dois ingressos)– 40% para clientes Vivo Valoriza💻 Vendas online: teatroluizmendonca.byinti.com

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EDIPO REC FOTO CAMILA MACEDO

Magiluth apresenta “Édipo REC” no Recife com provocações sobre identidade e memória

Espetáculo une tragédia grega, cultura da imagem e interação ao vivo nos dias 25 e 26 de julho Após circular pelo Nordeste e Sul do país, o Grupo Magiluth retorna ao Recife com o espetáculo “Édipo REC”, trazendo uma experiência teatral e audiovisual que confronta o público com temas como identidade, memória e hiperexposição. A montagem será apresentada em curta temporada no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu, nos dias 25 e 26 de julho (sexta e sábado), sempre às 20h. Inspirado na tragédia de Sófocles, o 15º trabalho do coletivo pernambucano reinventa o mito de Édipo à luz da sociedade contemporânea, marcada pela cultura digital e pela performance constante. A peça transforma o teatro em uma arena de exposição e desconstrução, onde se confrontam o que escolhemos mostrar e aquilo que não conseguimos ocultar. Dividido em dois atos, o espetáculo propõe uma transição radical de linguagem. No primeiro, o público é imerso em uma festa performática com projeções ao vivo e intensa interação. No segundo, a celebração se dissolve, revelando um cenário de colapso íntimo e narrativo. “Édipo REC” investiga os limites entre o real e o encenado, o íntimo e o público, o passado e sua reedição. Com direção de Luiz Fernando Marques (Lubi) e dramaturgia de Giordano Castro, a peça marca o retorno da presença feminina ao grupo, com a atriz Nash Laila no papel de Jocasta. Outro destaque é o Coro-drag, interpretado com irreverência e acidez por Erivaldo Oliveira. Os figurinos são assinados por Chris Garrido. Serviço🎭 Espetáculo: Édipo REC (Classificação: 16 anos)📅 Datas: 25 e 26 de julho (sexta e sábado)🕗 Horário: 20h📍 Local: Teatro Luiz Mendonça (Parque Dona Lindu – Recife)🎟️ Ingressos: byinti.com📲 @teatroluizmendonca

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Novica Joao Caldas

A Noviça Mais Rebelde volta ao Recife com duas apresentações no Teatro do Parque

Espetáculo com Wilson de Santos celebra 16 anos de sucesso com sessões especiais nesta sexta (25) e domingo (27) Depois do sucesso arrebatador em 2024, a comédia musical A Noviça Mais Rebelde retorna ao Recife para duas apresentações imperdíveis no Teatro do Parque: nesta sexta-feira (25), às 20h, e no domingo (27), às 19h. Criada e interpretada por Wilson de Santos, a irreverente Irmã Maria José promete arrancar gargalhadas do público com suas confissões divertidas, números musicais e jogos interativos. Com 16 anos em cartaz, o espetáculo já foi assistido por mais de 600 mil pessoas, em mais de 700 sessões por todo o Brasil. A personagem nasceu a partir da montagem brasileira de Nunsense, sucesso da Off-Broadway, com direção de Wolf Maya e encenação da Cia Baiana de Patifaria, e ganhou vida própria nas mãos de Wilson, que imprime seu talento cômico em histórias provocativas e reflexões bem-humoradas sobre fé, identidade e transformação. Wilson comemora o retorno à capital pernambucana com entusiasmo: “A recepção calorosa do público superou todas as expectativas! Desde então, os recifenses nos cobravam: ‘E o Recife, quando volta?’ Pois bem, a hora chegou!”, brinca o ator, que também já brilhou em produções como A Bofetada e Noviças Rebeldes. Como diz a protagonista: “Não operamos em milagres, mas rir é o melhor remédio — e não tem contraindicação!” ServiçoEspetáculo: A Noviça Mais Rebelde📍 Local: Teatro do Parque (Recife-PE)📅 Datas: Sexta (25/07), às 20h | Domingo (27/07), às 19h🎟 Ingressos à venda na Sympla e na bilheteria do teatro💡 Classificação indicativa: 12 anos

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Adriana Birolli retorna ao Recife com a comédia “NÃO!” no Teatro de Santa Isabel

Espetáculo sobre autoestima, limites e autenticidade terá sessões nos dias 25, 26 e 27 de julho Após conquistar plateias em Portugal e em várias cidades brasileiras, a atriz Adriana Birolli traz de volta ao Recife o espetáculo “NÃO! A comédia para quem tem dificuldade de dizer não”, para uma curta temporada no Teatro de Santa Isabel. As apresentações acontecem nos dias 25, 26 e 27 de julho, com sessões sexta às 20h, sábado às 19h e domingo às 18h. Com texto e direção de Diogo Camargos, a peça mistura humor e sensibilidade para tratar de um tema universal: a dificuldade de impor limites e dizer “não”. A trama acompanha uma mulher prestes a completar 36 anos, que hesita em ir à própria festa de aniversário. Enquanto decide se sai ou não de casa, mergulha em memórias e reflexões sobre suas escolhas, desejos e frustrações. “Todo mundo se identifica com as dificuldades que a personagem revela durante o espetáculo”, afirma Adriana Birolli. “É muito gostoso ver a plateia reagindo, rindo, refletindo junto. A comunicação é intensa, porque afinal, quem realmente sabe dizer NÃO na vida?” A peça convida o público a refletir sobre temas como autoestima, pressão social, relações interpessoais e a busca por autenticidade. Com uma performance solo intensa e carismática, Birolli conduz o espetáculo com leveza e profundidade, gerando identificação imediata. ServiçoEspetáculo: NÃO! A comédia para quem tem dificuldade de dizer nãoOnde: Teatro de Santa Isabel – Praça da República, 233, Santo Antônio, RecifeQuando: 25 a 27 de julho — sexta (25), às 20h | sábado (26), às 19h | domingo (27), às 18hIngressos: A partir de R$ 40,00, disponíveis no Sympla: sympla.com.br/event/107774 e na bilheteria do teatro nos dias das sessões.

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Batalha do Casarão realiza seletivas em seis bairros e estreia categorias feminina e kids

Com oficinas, torneio de basquete, feira criativa e shows, evento gratuito celebra cultura hip-hop nas periferias do Grande Recife A 7ª edição da Batalha do Casarão já começou sua trajetória em busca de novos talentos do hip-hop nas periferias do Recife. Até 7 de agosto, o Instituto Iputinga Sociocultural (ISC) realiza seletivas gratuitas em seis bairros da Região Metropolitana, como Beberibe, Caxangá, IPSEP, Janga, Ibura e Várzea. As disputas são feitas em parceria com coletivos locais e definem os MCs classificados para a grande final, marcada para o dia 31 de agosto, no Casarão do Barbalho. “Queremos dar voz e visibilidade a quem rima nas praças e nos encontros de MCs das periferias do Recife e da Região Metropolitana”, afirma Wedlon Cláudio, organizador do evento. Além da tradicional Batalha de Rima, o evento estreia duas novas categorias: a Batalha de Rima Feminina e a Batalha de Rima Kids, para crianças de 8 a 13 anos. As inscrições para essas duas modalidades acontecem no próprio dia do evento. Os prêmios variam de R$ 300 a R$ 1.000, como incentivo à formação de novos talentos desde cedo. Outra novidade é o torneio de basquete 3×3, com inscrições abertas até 20 de julho via Instagram (@iputinga_sociocultural). As equipes devem doar 4 kg de alimentos no dia da competição, e o resultado da seleção será divulgado no dia 26. A programação da final promete transformar o Casarão do Barbalho em um verdadeiro festival de cultura urbana. Haverá live painting com 15 artistas convidados, feira de empreendedores locais, shows, oficina de rima e estrutura profissional de som, telão e iluminação. Com entrada gratuita, o evento tem incentivo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), por meio do Ministério da Cultura e da Prefeitura do Recife.

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