Cultura e história

Fachada IAHGP FotoKeila Castro

Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano celebra 163 anos com reabertura do Museu em fevereiro

Instituto também empossa novos membros na celebração da próxima terça-feira (28). Foto: Keila Castro O Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), um dos principais guardiões da memória de Pernambuco, completa 163 anos nesta terça-feira (28) com uma Sessão Magna comemorativa, aberta ao público. O evento, marcado para às 19h, ocorrerá no auditório do IAHGP, no bairro da Boa Vista, em Recife, e celebrará, além do aniversário do Instituto, os 371 anos da Restauração Pernambucana, momento histórico que expulsou os invasores holandeses do Estado. Durante a cerimônia, serão empossados 12 novos sócios, com destaque para Mário Muniz, graduado em Direito e Medicina, e auditor da Receita Federal, que assume o posto de sócio efetivo. Em paralelo às comemorações, o IAHGP também celebra as melhorias estruturais realizadas ao longo do último ano, incluindo a reestruturação do Museu do IAHGP. Este processo visa proporcionar uma experiência mais imersiva e informativa para os visitantes, reorganizando o acervo de maneira a contextualizar os períodos históricos de forma narrativa. “Estamos trabalhando em etapas para que, em breve, todas as salas do museu possam ser reabertas, mostrando o acervo de valor singular que preservamos no Instituto”, afirmou Dirceu Marroquim, historiador e sócio do IAHGP, que será o orador da noite. Em julho de 2024, o Museu já havia reaberto a Sala da Restauração, que explora a ocupação holandesa e a Guerra da Restauração. Na próxima terça-feira (28), será inaugurado um novo módulo: a Sala das Revoluções. Esta sala reúne objetos históricos sobre os momentos de turbulência vividos em Pernambuco nos anos de 1817 (Revolução Pernambucana), 1821 (Convenção de Beberibe) e 1824 (Confederação do Equador), aprofundando o conhecimento sobre o ciclo revolucionário no Estado. A previsão é de que o Museu esteja totalmente reaberto ao público em fevereiro de 2025. A atual presidente do IAHGP, Margarida Cantarelli, reforçou a importância de tornar o Museu acessível a diferentes públicos, como estudantes, pesquisadores e turistas. “As intervenções e obras previstas para serem concluídas em 2024 se estenderam por conta de entraves burocráticos. Estamos confiantes de que, com o cumprimento dessas exigências, iremos finalizar as obras para a ampliação da estrutura física do prédio”, explicou a presidente. Com a conclusão das reformas, o IAHGP ganhará mais espaço, permitindo uma melhor organização do acervo e a criação de uma nova experiência de expografia. A reestruturação do Museu não só ampliará as possibilidades de exibição, mas também proporcionará mais interatividade e aprendizado, favorecendo a comunicação direta com o público e destacando a importância da preservação da história de Pernambuco. “A história de Pernambuco é permanente”, destacou Margarida Cantarelli, reforçando a missão contínua do IAHGP de manter a memória histórica viva e acessível. Os novos sócios a serem empossados na Sessão Magna do IAHGP incluem Mário Muniz, advogado e médico, que assume como sócio efetivo, e os associados honorários Adilson Agrícola Nunes, juiz de Direito aposentado; Bruno Almeida de Melo, especialista em Gestão Ambiental e Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente; Débora Assis Mendes, especialista em conservação e restauração de bens culturais; Flávio José Gomes Cabral, professor e doutor em História; Josemary Pereira Borba, consultora pedagógica em educação infantil; e Luanna Maria Ventura dos Santos Oliveira, doutora em História. Também serão empossados como associados correspondentes Flávio Emanuel Lopes Leandro Furtado, professor e ex-diretor de Cultura de Bodocó; Johny Santana de Araújo, doutor em História Social; Júlio Caio César Rodrigues Vasconcelos Sobrinho, especialista em História de Alagoas; Júlio Lima Verde Campos de Oliveira, especialista em História Militar; e Maria do Socorro Barros y Durán, historiadora e fundadora de movimentos culturais na Mata Sul pernambucana. Serviço:A visitação ao Museu do IAHGP está temporariamente suspensa devido às obras de reestruturação. Entretanto, pesquisadores e estudantes podem consultar o acervo e realizar atendimentos presenciais aos sábados pela manhã ou enviar consultas pelo e-mail: arqueologico@iahgp.org.

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Farol Santander apresenta mostra de Cícero Dias com obras inéditas no Brasil

Exposição celebra o legado do artista pernambucano, com destaque para a inédita “Cabaré” O Farol Santander São Paulo inaugura hoje (24 de janeiro) a exposição Cícero Dias – com açúcar, com afeto. A mostra reúne 42 obras do artista pernambucano, sendo algumas delas exibidas pela primeira vez no Brasil. Com curadoria de Denise Mattar, produção da MG Produções e consultoria de Sylvia Dias, filha do artista, a exposição estará aberta até o dia 27 de abril no 22º andar do centro cultural. A iniciativa celebra os sete anos do Farol Santander e conta com o apoio do Ministério da Cultura, Santander Brasil e Emdia. Entre os destaques, está a aquarela Cabaré (1920), nunca antes exibida no Brasil. Adquirida por colecionadores brasileiros após décadas na Europa, a obra integra o núcleo inicial da mostra, que explora o lirismo onírico da década de 1920. Outro destaque é a tela Casa Grande do Engenho Noruega (1933), que ilustrou a capa de edições do clássico Casa-Grande & Senzala, de Gilberto Freyre. A exposição também inclui obras táteis, promovendo acessibilidade, como Baile no Campo (1937). A exposição traça a trajetória de Cícero Dias em núcleos temáticos, desde as aquarelas dos anos 1920 até sua produção dos anos 1980. O público poderá explorar momentos marcantes de sua carreira, como a fase surrealista em Paris e o período abstrato dos anos 1950, quando integrou o Grupo Espace na Europa. Mesmo tendo vivido boa parte de sua vida fora do Brasil, o artista manteve uma conexão profunda com sua terra natal, Pernambuco, refletida em suas obras. Maitê Leite, vice-presidente do Santander Brasil, destaca a importância do evento: “Apresentar a obra de Cícero Dias é resgatar uma parte essencial do modernismo brasileiro e celebrar a riqueza cultural do Nordeste, que influenciou tanto o trabalho do artista”. Já Denise Mattar, curadora da exposição, reforça a singularidade de sua arte: “Cícero Dias trouxe um lirismo vibrante que desafiou as convenções da época, tornando sua obra atemporal”. Além de peças cedidas por colecionadores particulares, como Gilberto Chateaubriand e Marcos Simon, a mostra conta com obras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e do Museu de Arte Brasileira da FAAP. A programação ainda inclui registros fotográficos e digitais, exibindo a convivência do artista com nomes como Pablo Picasso, Alexander Calder e Paul Éluard. Cícero Dias, nascido em 1907 no Engenho Jundiá, Pernambuco, é um dos grandes nomes do modernismo brasileiro. Sua obra, marcada pela diversidade estilística, rompeu fronteiras ao dialogar com vanguardas internacionais. A exposição no Farol Santander celebra não apenas seu talento artístico, mas também a essência lírica que resgata as paisagens e as memórias de sua terra natal.

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O amigo Selton Melo

*Por Bruno Moury Fernandes Há uma cena que vale um prêmio, mas que nunca será estampada em capa de jornal. Não estava no roteiro, não tinha holofotes direcionados, nem contava com direção de arte. Selton Mello, em sua cadeira no Globo de Ouro, mais parecia um homem de plateia do que um astro do cinema. E por que não? Era seu momento de ser amigo, e ele brilhou como nunca. Câmera na mão, olhos marejados e um sorriso que transbordava uma coisa rara: alegria genuína pelo sucesso alheio. Fernanda Torres subiu ao palco e levou o Globo de Ouro de melhor atriz, mas quem ganhou meu respeito eterno foi Selton. E é sobre isso que precisamos falar: quantos amigos temos que fotografam, filmam, choram e vibram com o nosso sucesso? Esses são raros, raríssimos. Mais escassos do que um roteiro de filme brasileiro com orçamento generoso. E não me refiro aos aplausos protocolares, à palmada no ombro e aos “parabéns, você merece” ensaiado. Refiro-me ao descontrole da alegria, ao choro emocionado, àquelas palmas que ficam vermelhas de tanto bater. Ah, como é fácil ser amigo na dor! A dor é democrática, nos humaniza, nos iguala. Quem nunca apareceu com uma panela de sopa ou um conselho clichê no momento de crise? Estar lá quando tudo vai mal é importante, claro, mas exige um esforço quase automático. E depois, convenhamos, há sempre aquele pequeno consolo egoísta: “pelo menos não sou eu que estou passando por isso”. Mas o sucesso do outro… ah, esse dói em quem não está preparado para ser grande. O sucesso alheio escancara nossas inseguranças, joga luz no palco vazio das nossas conquistas. Requer generosidade genuína, aquela que não espera troféu nem camarim. É difícil olhar para o outro brilhando e não sentir uma pontada de inveja ou, no mínimo, um desconforto em ter que assistir ao show da primeira fila. Selton, com sua câmera trêmula e lágrimas sinceras, é o anti- -herói perfeito para esse enredo de amizades modernas. Ele nos ensina, sem querer, que ser amigo no sucesso do outro é uma arte. E talvez seja mesmo algo que só os grandes artistas, os que já ensaiaram tantas quedas e ressurgiram tantas vezes, conseguem fazer com naturalidade. Fernanda ganhou o Globo de Ouro, mas foi Selton que protagonizou a cena que deveria ser lembrada. A plateia dos grandes amigos é pequena. Se é que existe. São poucos os que realmente vibram quando acertamos na mosca. Selton fez isso. Sem ensaio, sem maquiagem. No filme da vida, ele não quis ser protagonista, mas uma espécie de diretor de fotografia da alegria alheia. E eu cá me pergunto: quantos Seltons temos na vida? E, mais importante: para quantos já fomos Selton?

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Recife celebra a música erudita com recital gratuito nesta sexta-feira

Evento marca o encerramento da Oficina de Ópera do Recife com apresentação especial em Boa Viagem Nesta sexta-feira (24), às 19h30, o Recife será tomado por uma experiência cultural única. A Oficina de Ópera do Recife encerra suas atividades com um recital gratuito na Igreja Batista Emanuel, em Boa Viagem. O espetáculo promete emocionar o público com árias e trechos icônicos do repertório operístico, interpretados por vozes lapidadas ao longo do curso. Durante a oficina, os participantes aprimoraram técnicas de canto e interpretação, sob a orientação de profissionais renomados. A apresentação final reflete todo esse aprendizado, oferecendo uma oportunidade imperdível para amantes da música clássica e para quem busca novas experiências culturais. Com produção da Sonetto e apoio da Prefeitura do Recife, por meio do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC), o evento reforça o compromisso com a democratização da arte e a valorização de talentos locais. “A proposta é fomentar a arte lírica na cidade, contribuindo para a formação de novos talentos e oferecendo uma experiência cultural diferenciada.” ServiçoO que: Recital de Encerramento da Oficina de Ópera do RecifeQuando: Sexta-feira (24), às 19h30Onde: Igreja Batista Emanuel (R. Maria Carolina, 500 – Boa Viagem, Recife)Quanto: Entrada gratuitaInformações: (81) 99142-6351

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Olinda recebe 5ª Convenção de Circo e Arte de Rua com apresentações gratuitas

Evento reúne artistas circenses de todo o Brasil para fomentar trocas de experiências e promover espetáculos ao público. Foto: Gabriel Catunda De 23 a 26 de janeiro, Olinda se transforma no epicentro da arte circense com a 5ª Convenção Pernambucana de Circo e Arte de Rua. O evento reúne mais de 150 artistas, palhaços e técnicos de diversas regiões do Brasil para trocar experiências e debater a sustentabilidade de suas carreiras. Além das atividades voltadas aos inscritos, o público poderá conferir exibições gratuitas em diferentes dias, destacando números com fogo, dança, acrobacias e outras linguagens do circo. A programação aberta ao público começa na quinta-feira (23), às 20h, com a Noite de Fogo, um espetáculo de labaredas na Escola Dom João Crisóstomo, no Monte. Na sexta-feira (24), a Noite das Maiorias dá palco a artistas mulheres, LGBTQIAPN+ e não-brancos, como Anderson Svanci, Shayana Santos e Aranha. No sábado (25), a Noite de Gala encerra a programação noturna com talentos como Beatriz Nascimento e Doduô. Já no domingo (26), as apresentações ao ar livre animam a Praça do Rosário, no Amparo, a partir das 16h. “Somos a única convenção ativa no Nordeste que incorpora ‘arte de rua’ no nome. Esse encontro vai além das apresentações: ele é um espaço para compartilhar saberes, discutir novos equipamentos e formas de melhorar o espetáculo para o público”, destaca Caro Marafigoh, produtora-executiva do evento. A edição de 2025 é a primeira a contar com recursos do Funcultura e inclui oficinas, debates e números apresentados por artistas como Márcia Ferreira, Carol Yanina e Kapalla Circo. A convenção é organizada coletivamente pelo Coletivo Malanarquista, Circo do Monte e Flor de Figo Produções. ServiçoO que: 5ª Convenção Pernambucana de Circo e Arte de RuaQuando: 23 a 26 de janeiroProgramação gratuita:

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Com orçamento recorde, Funcultura lança editais e iniciativa focada no Patrimônio

Governo de Pernambuco amplia verba para R$ 39 milhões e cria edital inédito para preservação cultural O Governo de Pernambuco deu início a uma nova etapa de incentivo à cultura no Estado com o lançamento dos editais 2024/2025 do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura). Este ano, o programa atinge o maior orçamento de sua história: R$ 39 milhões, um aumento de 22% em relação aos R$ 32 milhões de 2023. Além disso, pela primeira vez, será lançado um edital exclusivo para o setor de Patrimônio Cultural, atendendo a uma antiga demanda de produtores culturais e especialistas. “Estamos aumentando os recursos que serão repassados para diversas linguagens culturais. Uma novidade deste ano é o lançamento de um edital específico para o Patrimônio, em reconhecimento à riqueza e diversidade de nossa cultura e história”, destacou a governadora Raquel Lyra. Os cinco editais (Audiovisual, Música, Microprojeto, Geral e Patrimônio) estarão disponíveis a partir desta quarta-feira (22) no Mapa Cultural de Pernambuco (www.mapacultural.pe.gov.br). As inscrições começam no dia 1º de abril e serão realizadas exclusivamente pela plataforma. Para participar, os produtores culturais precisam atualizar o Cadastro de Produtor Cultural (CPC) até o dia 17 de março e possuir um perfil de “agente” no sistema. Edital de Patrimônio: Preservação em FocoEntre os avanços desta edição, o lançamento do edital de Patrimônio Cultural é o grande destaque. Com um orçamento de R$ 3,5 milhões, o edital contempla dez categorias de incentivo, incluindo restauração de bens tombados, preservação de acervos museológicos, salvaguarda do patrimônio imaterial e capacitação profissional. As inscrições para este edital específico ocorrerão de 14 de abril a 13 de maio. “O Funcultura é uma ferramenta essencial para a valorização da cultura em Pernambuco. O novo edital reflete o compromisso do governo em preservar e difundir nosso patrimônio cultural, fortalecendo a cadeia produtiva do setor”, afirmou Renata Borba, presidente da Fundarpe. Investimento que Gera Emprego e RendaA ampliação do orçamento também é vista como uma oportunidade para impulsionar o setor cultural e gerar impacto econômico positivo. Segundo a secretária de Cultura do Estado, Cacau de Paula, o incremento nos recursos permitirá maior circulação de artistas, aumento de projetos aprovados e geração de empregos. “Nossa meta é dinamizar o setor cultural em todas as regiões do Estado, promovendo qualificação e formação de plateias, sempre de forma democrática”, reforçou. ServiçoPara informações completas sobre os editais e inscrições, acesse o Mapa Cultural de Pernambuco: www.mapacultural.pe.gov.br. Dúvidas podem ser esclarecidas na Fundarpe ou pelo e-mail disponível na plataforma.

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3a Mostra Rural de Cinema leva cultura audiovisual as comunidades rurais de Vicencia em Pernambuco 2

Cinema ao ar livre leva cultura às comunidades rurais de Vicência

3ª Mostra Rural de Cinema promove exibições gratuitas e oficinas audiovisuais até o dia 23 de janeiro A 3ª Mostra Rural de Cinema chega aos distritos rurais de Vicência, em Pernambuco, até o dia 23 de janeiro de 2025. Com sessões gratuitas ao ar livre, o evento exibirá curtas-metragens de cineastas pernambucanos e oferecerá uma oficina de formação audiovisual. As localidades de Borracha, Angélicas, Murupé e Trigueiros receberão a programação, sempre às 19h. O evento busca democratizar o acesso ao cinema, promovendo a valorização da cultura e da criatividade local. Os curtas, selecionados pelo curador Caio Dornelas, destacam a diversidade da produção audiovisual pernambucana e incluem obras de cidades como Condado, Itamaracá e Nazaré da Mata. “A Mostra não apenas apresenta filmes, mas também celebra as histórias e talentos que surgem dessas comunidades”, afirmou Dornelas, idealizador da Mostra Canavial de Cinema. Além das sessões de cinema, a cineasta Mila Nascimento ministrará a oficina “O Mundo e o Minuto”, voltada para jovens e adultos interessados em explorar a linguagem audiovisual com dispositivos móveis. As oficinas ocorrerão durante o dia nos Núcleos de Assistência Social de cada localidade, incentivando os participantes a criarem suas próprias produções. A Mostra foi viabilizada por meio da Lei Paulo Gustavo, com apoio do Governo de Pernambuco e do Ministério da Cultura. O projeto reafirma o compromisso com a descentralização da cultura, levando o cinema para além dos grandes centros urbanos. Serviço3ª Mostra Rural de CinemaQuando: 20 a 23 de janeiro, às 19h Curtas selecionados:O Homem da Mata (Antônio Carrilho)Ciranda Feiticeira (Lula Gonzaga e Tiago Delácio)O Crochê que me deu (João Oliveira)Na Boca da Noite à Barra do Dia (Tiago Delácio)Rei da Ciranda Pesada (Cíntia Lima)Pedro e Inácio (Caio Dornelas)Quebra Panela (Rafael Anaroli)Noé da Ciranda (João Marcelo)

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Musical celebra Capiba no Janeiro de Grandes Espetáculos

Espetáculo mistura música, dança e teatro para homenagear o compositor pernambucano O musical “CAPIBA, pelas ruas eu vou” promete encantar o público do festival Janeiro de Grandes Espetáculos com uma apresentação única neste sábado (18), às 20h, no Teatro Santa Isabel. Sucesso de público com mais de 24 mil espectadores em Recife e São Paulo, o espetáculo celebra a vida e a obra de Lourenço da Fonseca Barbosa, o Capiba, grande homenageado do carnaval pernambucano deste ano. A direção geral é de Cecília Brennand, bailarina e presidente do projeto Aria Social. Mais de 60 artistas entre bailarinos-cantores e músicos trazem à cena a diversidade da obra de Capiba, mesclando frevo, maracatu, choro e valsas românticas em um formato que integra teatro, dança, música, coral, cinema e fotografia. “Por ser múltipla, a produção do artista permite transitarmos por diversos gênros musicais, do frevo ao maracatu, passando pelo choro e as valsas românticas, mostrando o que há de mais vibrante e autêntico nos ritmos pernambucanos”, destaca Cecília Brennand. Um dos momentos mais marcantes do musical é a adaptação da Missa Armorial, que traduz a espiritualidade de Capiba. “Adaptamos essa peça, mantendo as características e sentimentos do autor, e trazemos ao palco a grandiosidade do Movimento Armorial, de Ariano Suassuna”, explica Rosemary Oliveira, diretora musical, maestrina, violinista e pianista responsável pela regência e arranjos. Complementando o visual vibrante, o figurino assinado por Beth Gaudêncio traz cores alegres e simplicidade sofisticada. Projeções de cinema e fotografias antigas enriquecem o cenário, enquanto a coreografia de Ana Emília Freire integra gestos e dança com a ancestralidade dos ritmos regionais. A direção teatral é de Tuca Andrada, com direção audiovisual de Max Levay e Ana Emília Freire. Serviço: Evento: Musical “CAPIBA, pelas ruas eu vou” Data: Sábado, 18 de janeiro de 2025 Horário: 20h Local: Teatro Santa Isabel Ingressos: A partir de R$ 40,00 Vendas: Clique aqui para comprar

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Cabras de Lampião celebra 30 anos com show no Janeiro de Grandes Espetáculos

Grupo de xaxado inicia comemorações com apresentação especial no Teatro de Santa Isabel O grupo de xaxado Cabras de Lampião inicia a celebração de seus 30 anos de história com uma apresentação especial no 31º Janeiro de Grandes Espetáculos. O espetáculo “Cabras de Lampião – 30 anos de Xaxado” ocorrerá no dia 21 de janeiro, às 19h, no Teatro de Santa Isabel. A apresentação contará com participações de renomados artistas da cultura popular, como Assisão, Isabelly Moreira, Luizinho de Serra e Flaira Ferro. Segundo Anildomá de Souza, produtor da Fundação Cabras de Lampião, o espetáculo representa um momento marcante na trajetória do grupo, destacando a identidade nordestina e a criatividade sertaneja. Cleonice Maria, também produtora da instituição, enfatiza que a originalidade e o compromisso cultural são essenciais para a longevidade do grupo. O elenco musical do Cabras de Lampião inclui Djalma Ventura, Luis Carlos, Sandra Barbosa e Bia Santos. Entre os dançarinos e dançarinas estão Karl Marx, Diego Adones, Otávio Alexandre, Bruno Vasco, Edilson Leite, Laisa Magalhães, Cinthia Anjos, Branca Souza, Ana Raquel e Gorete Lima. Os ingressos custam entre R$ 30 e R$ 60 e estão à venda pelo Sympla. Fundado em 25 de março de 1995, o grupo tem como missão manter viva a história de Lampião através do xaxado. O Cabras de Lampião se consolidou como um dos principais divulgadores da dança sertaneja, levando o Cangaço aos palcos nacionais e internacionais. Além das apresentações, o grupo administra a escola de xaxado, o Museu do Cangaço e o Sítio Passagem das Pedras, promovendo a cultura e a inclusão social por meio de atividades artísticas.

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Você viu a Manu Siqueira? Viajou T-O-T-A-L-M-E-N-T-E sozinha!

Por Manu Siqueira Não podemos deixar o meme maravilhoso da atriz, igualmente maravilhosa, Fernanda Torres, morrer. E, pegando carona nele, você já foi julgada por ações que só diziam respeito a você mesma? Se você é mulher e está lendo isto, com certeza a resposta é sim. Pois bem, em 2017, após sair de uma empresa, senti uma enorme vontade de ter essa experiência pela primeira vez. Já havia viajado sozinha antes, mas sempre para encontrar amigos em alguns lugares. Desta vez, queria vivenciar a solitude, estar completamente sozinha. Escolhi Salvador, na Bahia, um lugar que já conhecia, mas onde não pisava há tempos, na terra encantada do axé. Fui sem nada planejado, apenas quatro dias para experimentar a solitude. Assim que cheguei à pousada, deixei a mala e corri para o Farol da Barra, com o objetivo de ver o pôr do sol e, claro, comer um acarajé. Fui andando e, no caminho, pedi a duas mulheres para tirarem uma fotografia minha. Isso bastou. Elas também eram do Recife e estavam hospedadas perto de mim. Ficamos amigas em três minutos. E foi muito bom. Fomos para a Concha Acústica ver o show de Carlinhos Brown e dos Filhos de Gandhy, tomamos sorvete na Ribeira, andamos pelos quatro cantos do Pelourinho, almoçamos no Mercado Modelo e nos divertimos muito. Acabei não conseguindo vivenciar plenamente o que queria, que era ter um tempo sozinha, mas foi muito válido conhecer essas mulheres, pois tivemos uma grande sintonia. Há uns três anos, procuro ter dias completamente sozinha e sem obrigações profissionais. Como tenho uma relação de amor e devoção ao mar, prezo sempre estar em conexão com ele. A aventura começa quase sempre pela própria viagem em si. Mochila nas costas e vontade de escrever minha própria rotina sem rotina alguma. É muito bom! Mas, como tudo que é bom, também tem seu lado ruim. Se você adoecer, terá que ir sozinha ao hospital ou pedir ajuda a algum funcionário do hotel. Por isso, minha primeira dica é: hospede-se em hostel, pousada ou hotel e evite aluguéis por Airbnb. Opte por tênis ou sapatos fechados, pois sandálias, sejam baixas ou altas, são mais propensas a tropeços e “virar o pé”. Brincos grandes do tipo argolas também têm mais facilidade de se enganchar em roupas e podem causar ferimentos na orelha. Um brinco prático e pequeno é sempre mais seguro. Eu sempre levo um arsenal de remédios, afinal, é melhor prevenir do que remediar. Dicas básicas como não fazer uso excessivo de bebida alcoólica, evitar sair com desconhecidos e sempre preferir ruas mais movimentadas são, infelizmente, regras para quem é mulher. É preciso ter em mente que a mulher que viaja sozinha ainda é vista como uma extraterrestre. Em alguns casos, ela ainda é uma presa fácil, por isso, todo cuidado é pouco. Uma amiga querida teve uma experiência traumática em um hotel de grande porte quando um garçom tentou invadir seu quarto enquanto levava um lanche para ela à noite. Felizmente, deu tudo certo, mas foi um baita susto. Na praia, sempre fico atenta a quem está ao meu redor e evito levar celular e cartão de crédito. Opto por dinheiro em espécie, pois, caso seja roubada enquanto tomo banho de mar, o prejuízo será o mínimo possível. Para mim, uma viagem curta, para me conectar com a natureza, descansar e usar pouco as telas, funciona super bem. Mas concordo que, em uma viagem mais longa, em um destino que você sonhou muito em conhecer, a companhia de alguém, seja família, amigos ou parceiros amorosos, é uma ótima opção. Outra amiga queridíssima disse, com toda a razão, que a alegria e a felicidade só podem ser profundamente experimentadas se compartilhadas, e eu concordo plenamente. Eu, se fosse você, viajaria sozinha pelo menos uma vez na vida, afinal, como disse Mário Quintana: “Viajar é mudar a roupa da alma”. *Manu Siqueira é jornalista (mmsiqueira77@yahoo.com.br)

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