Arquivos Cultura E História - Página 70 De 362 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Cultura e história

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Caixa Cultural Recife recebe a nova formação do Núcleo Popular da Orquestra Criança Cidadã

O Núcleo Popular da Orquestra Criança Cidadã fará sua reestreia no Teatro da Caixa Cultural Recife nesta quinta-feira, dia 11 de maio. O concerto gratuito, marcado para as 19h30, apresentará uma nova faceta da OCC, valorizando a música popular brasileira. Sob a coordenação da professora Viviane Bezerra, o grupo trará canções de diversos artistas, como Luiz Gonzaga, Roberto Carlos, Alceu Valença, Tom Jobim, Titãs, Legião Urbana e AnaVitória, em um repertório plural que inclui sucessos regionais, MPB e pop/rock nacional. O retorno do Núcleo Popular, após quase três anos de hiato, promete surpreender o público com talentos descobertos e novos aprendizados musicais. As apresentações dos grupos representativos fazem parte do calendário oficial de concertos da Orquestra Criança Cidadã, que também realizará apresentações sinfônicas ao longo do ano. Para mais informações sobre o calendário completo, acesse o site da OCC: https://orquestracriancacidada.org.br/concertos

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Estudantes do Cabo criam literatura de cordel ao versalizar imagens nas escolas

Nova edição do projeto de ensino de literatura de cordel nas escolas do Cabo de Santo Agostinho terá lançamento de livro como resultado Desenvolver em estudantes de escolas públicas do Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, o amor pela literatura de cordel e estimular o aprendizado de novos saberes a partir da ludicidade e da musicalização deste gênero literário. Esta é a proposta da segunda edição do projeto Versalizando Imagens, de ensino da literatura de cordel, que reúne o professor e poeta Esperantivo e o produtor e fotógrafo Renato Moura em oficinas semanais nas salas de aula da cidade. O projeto é uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho nas Escolas em Tempo Integral. Em sua segunda edição, o projeto trará o lançamento de um livro como resultado das oficinas feitas neste ano. De acordo com o poeta Esperantivo, a expectativa para essa nova edição é impactar ainda mais alunos. “Queremos ver a emoção desses alunos quando estiver tudo pronto e que ele possa falar em casa: “eu faço parte de um livro que está na biblioteca da cidade ou da minha escola. Eu escrevi junto com os meus amigos da escola”. E a partir disso sentir a autoestima desses alunos sendo elevada”, explicou Esperantivo. O tema das oficinas dessa segunda edição é Fauna e Flora: florescer é crescer, preservação é nosso dever. A ideia da produção de um livro surgiu durante as aulas da primeira edição do projeto e da vontade de construir algo físico com os alunos, além de deixar registrado todo o processo em um produto. “Nossa ideia era fazer com que os alunos desenvolvessem algo físico mesmo para deixar registrado no tempo as oficinas. Porque nós que construímos as aulas sabemos da importância de deixar algo depois do processo”, disse o poeta, cuja intenção é distribuir esses livros nas bibliotecas das escolas do Cabo. Renato complementa explicando que o livro será de versos como nos cordéis e recheado de fotos, unindo as duas propostas do projeto. “O livro vai ter o verso complementando o que a gente quis transmitir na foto e é uma construção coletiva com os alunos participando de todos os passos”, detalhou o produtor. Segundo Renato o livro vai ser viabilizado pela prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e a ideia é realizar o lançamento após as oficinas. Um documentário sobre as oficinas também está em desenvolvimento pelo produtor cultural. O cordel é uma linguagem singular da cultura popular para explorar e manifestar, de forma única, as descobertas e emoções dos jovens. As oficinas constroem um paralelo entre os conteúdos que são trabalhados em sala de aula com os elementos típicos da cultura popular. “Nas oficinas trabalhamos diversas habilidades nos jovens, como a capacidade de comunicação, linguagem, escuta ativa, aprendizagem ativa, criatividade, enfim, são várias as competências que conseguimos desenvolver”, detalhou Renato. Para Milena Quirino, gestora da Escola Municipal em Tempo Integral Laura Rodrigues, em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, a importância das oficinas está em abrir a mente dos alunos com a cultura popular. “Eu acho um projeto fundamental porque arte e a cultura popular devem sempre estar inseridos no processo de formação dos nossos alunos. É a questão da identidade, precisamos nos reconhecer a partir da nossa cultura”, disse. “Quando não conhecemos a nossa cultura, não nos reconhecemos nela. Então quando isso é inserido em sala de aula, com musicalidade e poesia, nós fortalecemos nossa identidade”, completou. A segunda edição das oficinas do Versalizando Imagens contemplará todas as dez escolas da rede municipal de ensino em tempo integral do Cabo de Santo Agostinho. São quatro escolas em continuação do ano passado e seis novas escolas inseridas no projeto.. São três encontros semanais com alunos do 5º e do 7º ano do ensino fundamental. Ao todo, são 24 turmas e 715 alunos impactados.

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Viva a Guararapes celebra o Dia das Mães neste domingo

No próximo domingo, 7 de maio, será realizado o evento Viva a Guararapes em comemoração ao Dia das Mães. A celebração acontecerá na Avenida Guararapes, bairro de Santo Antônio, e contará com 13 polos temáticos, com atrações culturais, esportivas, gastronomia e economia criativa. Dentre as atividades programadas, estão oficinas de pintura, oficina de gentileza, oficinas de psicologias das cores para mães e pais, apresentação de coral, além de ações de saúde como vacinação e troca de mudas e composto orgânico por plástico reciclável. Além disso, haverá Food Trucks, feirinhas de vinil, feira geek e just dance, barracas de comida, e a promoção Restaurant Week estará presente. Também terá atividades para as crianças como futebol de sabão, recreação, pula-pula, muro de escalada, brinquedos infláveis, cama elástica, e oficinas de pintura e balão. Zizi e Luiza Possi fazem show especial no Recife em homenagem ao Dia das Mães Zizi e Luiza Possi farão um show especial em homenagem ao Dia das Mães na Campanha do RioMar. A apresentação ocorrerá no Teatro RioMar Recife no dia 8 de maio às 19h e terá transmissão ao vivo gratuita na Praça de Alimentação, uma vez que os ingressos já foram esgotados. O repertório selecionado com cuidado pelas cantoras inclui sucessos como Força Estranha, Me Faz Bem, Luiza, Proposta, Folhetim, Asa Morena e outros, que prometem emocionar a plateia. Mãe e filha entoarão as canções. “Ariel a Pequena Sereia” ganha mais duas sessões no Barreto Júnior O espetáculo “Ariel, a Pequena Sereia” da Humantoche Produções retorna aos palcos do Teatro Barreto Júnior para uma nova oportunidade de assisti-lo. Inspirado no clássico da literatura mundial de Hans Christian Andersen, o espetáculo usa efeitos especiais em 4D, como chuva de confetes, bolhas de sabão e iluminação especial, para envolver o público e encantar as crianças. A apresentação serve como um aquecimento para o lançamento do live action da Disney. Os ingressos estão à venda pelo Sympla a R$70 a inteira e R$35 a meia, com opção de ingresso promocional por tempo limitado. Além disso, crianças de até 12 anos pagam meia entrada, assim como estudantes, professores, PNE e idosos. Para mais informações, acesse o link encurtado (https://www.encurtador.com.br/agrLR).

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Orquestra Criança Cidadã abre temporada de concertos com obras de Beethoven e Villa-Lobos

A Orquestra Criança Cidadã apresenta, no próximo sábado (06), às 18h, o 1º Concerto Oficial de 2023, na Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, no Recife. Com entrada gratuita e aberto a todos os públicos, o evento marca a sequência de sete concertos oficiais durante o ano, até o mês de dezembro. “Estamos muito felizes com a volta dos concertos oficiais, que cumprem uma função importante”, explica o maestro titular da Orquestra, José Renato Accioly. “Além da formação de plateia, formamos o repertório profissional dos alunos e também os acostumamos a apresentações de forma regular”, explica Accioly, coordenador musical do projeto social.  Para o primeiro concerto oficial do ano, com a Orquestra Jovem – composta pelos músicos mais avançados do projeto –, o programa trará a Abertura “Egmont”, op. 84, de Ludwig van Beethoven, e a “Sinfonia n° 8 em fá maior, op. 93”, do mesmo compositor. Entre estas, também será apresentada a versão para orquestra de cordas da “Bachianas brasileiras n° 9”, de Heitor Villa-Lobos. Além dos concertos oficiais, a Orquestra Criança Cidadã segue com as apresentações dos Concertos para a Comunidade e de seus grupos representativos durante todo o ano. O calendário completo está disponível online, no site da OCC: https://orquestracriancacidada.org.br/concertos.

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Daniel de Moraes maestro Wendell Kettle Mariane Mariz profa. Rose Mary Martins e Elias Marques

Ópera O Professor de Música estreia no Dona Lindu

Depois do sucesso de público e crítica do Festival de Ópera, realizado no ano passado no Recife, será aberta a temporada artística 2023. O espetáculo O Professor de Música (Il Maestro di Musica), do italiano Giovanni Battista Pergolesi, será exibido nos dias 2 e 3 de maio, no Teatro Luiz Mendonça, no Parque Dona Lindu. É mais uma produção da Academia de Ópera e Repertório e da Sinfonieta UFPE, sob a direção artística, cênica e regência do maestro Wendell Kettle. O maestro e a universidade têm realizado produções operísticas elogiadas pela qualidade, além de várias ações para a formação de profissionais e público para esse gênero artístico. O Professor de Música é uma ópera barroca, de curta duração – tem dois atos – por ser um intermezzo. “Os intermezzos eram pequenos dramas musicais apresentados nos saguões dos teatros, nos intervalos das grandes óperas, com estilo cômico. Então, o espetáculo que vamos apresentar também é uma obra cômica e é a primeira vez que será exibida no Recife”, esclarece Kettle. “Seu autor, Pergolesi, é um compositor muito famoso, tem uma história de vida muito interessante. Ele morreu com 26 anos, mas tem um extenso trabalho”, informa o maestro. “Escolhemos essa ópera para abrir nossa temporada 2023 pela beleza e atratividade que ela exerce sobre o público. A música e o enredo possuem grande vivacidade cênico-musical”. O espetáculo conta a história de um professor de canto lírico, que tem entre os seus discípulos uma aluna preferida, Lauretta, que faz o papel principal da ópera dirigida pelo professor. Ocorre que um empresário é esperado na sua escola para selecionar e contratar cantores para a prestigiada Ópera de Nápoles. O professor fica preocupado porque Lauretta é a aluna mais talentosa. “Na verdade, ele tem medo de perdê-la, pois se apaixonou por ela. Essa trama entre os três personagens faz a gente se envolver: será que ela vai aceitar o convite do empresário de ir para a Ópera de Nápoles ou ela vai ficar com o professor? E o final é surpreendente”, diz Kettle em tom de suspense. A produção traz no elenco Karla Karolla e Mariane Mariz, ambas no papel de Lauretta, Bruno Lacerda e Elias Marques, como Lamberto (o professor de música) e Daniel de Moraes, como Colagianni (empresário de ópera), além do Coro da Academia de Ópera e Repertório da UFPE. A montagem chama a atenção pela qualidade dos músicos e cantores e pela beleza do cenário e do figurino. Para chegar a esse patamar Kettle e seu grupo, no entanto, tiveram que usar de muito trabalho, criatividade e contar com a parceria da UFPE porque fizeram a montagem sem financiamentos. “Não usamos recursos de editais, mas a universidade está nos ajudando, em especial a pró-reitora de Extensão e Cultura, Conceição dos Reis”, conta o maestro. Para enfrentar as dificuldades, a ordem foi reciclar. “A UFPE nos emprestou os móveis históricos do seu acervo para compor o cenário. A professora Rose Mary Martins fez um fantástico trabalho de elaboração dos figurinos, ao reciclar peças, houve toda uma transformação. Quem já viu nosso ensaio aberto constatou que os figurinos estão belíssimos. Os alunos do curso de teatro vão fazer a iluminação”, conta Kettle. Não por acaso o maestro afirma ser um “um espetáculo raiz”, porque remontou ao período em que chegou à UFPE e começou a fazer atividade operística sem recursos. Na época, ele montou a ópera O Contrato de Casamento, de Rossini, com a mesma garra e criatividade de agora. “Nessa ópera voltamos às nossas origens. Os cantores estão sem cachê, porque estamos fazendo um trabalho de formação dos alunos e eles estão colocando a mão na massa. É bem interessante. Com essa configuração, o resultado se torna surpreendente”. O Professor de Música será exibido no Teatro Luiz Mendonça nos dias 2 e 3 de maio (hoje e amanhã) às 20h. Dentro da estratégia de formação de público, haverá a récita especial para alunos das redes públicas de ensino e comunidades do Compaz, às 17h. Todas as apresentações são gratuitas, com entrada no teatro 30 minutos antes do início do espetáculo, conforme a ordem de chegada.

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80 anos de Raul Córdula na Amparo 60

Espaço-Tempo é a retrospectiva exibida na Galeria Amparo 60 dedicada ao trabalho do artista Raul Córdula que comemora seus 80 anos em 2023 e tem uma trajetória de mais de 60 dedicados à arte. A exposição marca, ainda, o início das celebrações dos 25 anos da Amparo 60 comemorados este ano. A retrospectiva reúne mais de 20 trabalhos de várias fases do pintor, do início, na década de 1960, até trabalhos mais recentes. A seleção foi feita pelo próprio artista. “São pinturas, gravuras, aquarelas sobre papel, guaches sobre papel. Meu trabalho começou na geração dos anos 1960, passou pelo abstracionismo e depois ela se tornou mais geométrica, o que sigo fazendo até hoje”, conta o artista. A exposição segue até 26 de maio na Galeria Amparo 60 (Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187 - Boa Viagem, Recife)

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Guararapes, o imaginário da fé

Por sua importância na formação histórica da nacionalidade brasileira, as colinas de Guararapes vieram a ser consideradas Monumento Nacional no ano de 1964; quatro anos depois, com a indenização paga aos monges beneditinos de Olinda, deu- -se início ao processo de desapropriação e criação do Parque Histórico Nacional dos Montes Guararapes, criado pelo Decreto Federal nº 68.527, de 19 de abril de 1971. Três colinas – conhecidas como Morro do Telégrafo, Morro da Ferradura e Morro do Oitizeiro – compõem os 225,40 hectares do Parque Histórico dos Montes Guararapes. Em seu sopé, travaram--se duas das mais renhidas batalhas contra os exércitos holandeses que ocupavam o Nordeste do Brasil desde 1630. Na primeira, em 19 de abril de 1648, 5 mil soldados da Companhia das Índias Ocidentais, sob o comando do general Sigmund von Schkoppe, foram derrotados por 3.500 combatentes comandados por João Fernandes Vieira, Vidal de Negreiros, Filipe Camarão e Antônio da Silva. Nas baixas do exército holandês figuravam 523 feridos e 515 outros, entre mortos e prisioneiros, dos quais 46 oficiais. No confronto, perderam as vidas os coronéis Hendrick van Haus, Cornelis van Elst e Servaes Carpentier, ficando feridos o general von Schkoppe e o coronel Guilherme Houthain. Do lado dos luso-brasileiros foram computados 84 mortos e mais de 400 feridos. A segunda batalha dos Montes Guararapes aconteceu 10 meses depois, em 19 de fevereiro de 1649, quando 2.600 homens que integravam as tropas luso-brasileiras, sob o comando do general Francisco Barreto de Menezes, vêm derrotar 3.510 combatentes do exército da Companhia das Índias Ocidentais comandados pelo tenente-general Johan van den Brincken. A derrota nas duas refregas veio a se tornar nos maiores fracassos da história dos exércitos holandeses. Enquanto nas perdas do lado luso-brasileiro foram computados 47 mortos e 200 feridos, do lado dos invasores perderam a vida o comandante-geral, tenente-general Johan van den Brincken, o vice-almirante Giesseling e 101 outros oficiais que, somados às demais baixas, perfaziam um total de 1.044 mortos e mais de 500 feridos. Estava, assim, selado o fim do Brasil Holandês em terras do Nordeste brasileiro: cinco anos mais tarde, acontece a rendição das tropas ocupantes, assinada por Sigmund von Schkoppe em 26 de janeiro de 1654. Em memória das duas batalhas dos Montes Guararapes, ocorridas nos anos de 1648 e 1649, o general Francisco Barreto de Menezes, mestre-de-campo, general do Estado do Brasil e governador da capitania de Pernambuco, mandou erguer uma capela em louvor a Nossa Senhora dos Prazeres. A partir de 1656, como era de se esperar, as gerações de pernambucanos que se sucederam jamais esqueceram os feitos gloriosos de seus antepassados, atribuindo à providência divina as vitórias de nossos desprovidos e despreparados exércitos contra forças numericamente superiores, adestradas e infinitamente bem armadas. Entende o imaginário pernambucano que fora a excelsa padroeira da Igreja dos Montes Guararapes a responsável pelas vitórias aqui alcançadas, daí sua presença nos painéis comemorativos mandados confeccionar pela Câmara de Olinda, em 1709, e nos dois da própria igreja, confeccionados em 1801, possivelmente pelo pintor José da Fonseca Galvão, e atualmente integrantes do acervo do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano. Como centro de devoção e romarias, o santuário dos Montes Guararapes já era conhecido no Século 18, com a documentação da existência das casas destinadas aos romeiros de 1734. Sua festa, instituída por seu fundador em comemoração às vitórias alcançadas sobre os holandeses, que acontece anualmente na segunda segunda- feira após o Domingo de Páscoa, tomou caráter mais popular que religioso, sendo descrita com detalhes curiosos por Bernardino Freyre de Figueiredo Abreu e Castro, quando da publicação de seu romance, Nossa Senhora dos Guararapes, impresso no Recife em 1847. Já naquele tempo trazia em seu bojo uma forte presença das nações africanas – cabindas, cabundá, malabar, além dos devotos em geral, sendo marcada por verdadeiros banquetes regados por “vinhos portugueses das mais diferentes e consagradoras marcas”. Para o padre Lino do Monte Carmelo Luna, a festa se estendia por oito dias numa mistura de religiosidade e paganismo, venerando- se os santos padroeiros dos altares laterais e figuras de orixás criadas pelo imaginário do sincretismo religioso afro-brasileiro. O abade do Mosteiro de São Bento de Olinda, D. Pedro Roeser, nos dá informes curiosos sobre a Festa dos Prazeres, mostrando que, há mais de um século, o sincretismo religioso encontra-se presente como sendo “um exemplo de mistura de catolicismo e paganismo”. A festa de Nossa Senhora dos Prazeres era de grande pompa. Prolongava-se por oito dias. O primeiro era dedicado à Nossa Senhora do Rosário, o segundo à Nossa Senhora dos Prazeres, o terceiro à Senhora Santana, o quarto a São Gonçalo, o quinto ao Bom Jesus das Bouças, o sexto à Nossa Senhora da Soledade, o sétimo à Nossa Senhora da Conceição e o oitavo ao Deus Baco.

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Agenda Cultural para o feriadão do Dia do Trabalhador

Galeria Marco Zero homenageia pluralidade da arte de Montez Magno em ‘Canto à Liberdade’ Após o sucesso de Montez Magno na SPArte, a Galeria Marco Zero, liderada por Marcelle Farias e Eduardo Suassuna, apresenta um novo recorte da trajetória do artista pernambucano. Com curadoria de Itamar Morgado e Bete Gouveia, a exposição "Canto à Liberdade" conta com mais de 100 obras distribuídas em dois pavimentos da galeria. A mostra tem como ponto de partida um poema visual que retrata o olhar livre e atemporal do artista. Com entrada gratuita, a exposição estará aberta ao público a partir desta quinta-feira (27) até o dia 22 de junho. A Galeria Marco Zero está localizada na Avenida Domingos Ferreira, nº 3393, no bairro de Boa Viagem. 'Encanto, a Família Madrigal' retorna ao Teatro Barreto Júnior No próximo domingo, dia 30/04, o Teatro Barreto Júnior, localizado no bairro do Pina, receberá a produção "Encanto, a Família Madrigal", da Humantoche Produções. Com sessão marcada para às 16h30, o espetáculo promete muita animação e beleza, incluindo efeitos em 4D, como uma chuva de papel picado e até neve. Além disso, a iluminação especial completa a encenação. Inspirado na animação homônima da Disney, o espetáculo conta a jornada de Mirabel Madrigal em busca de seu poder mágico, em uma reflexão sobre autoconhecimento, família, perdão e redenção. Os ingressos estão disponíveis para compra no Sympla, com valores de R$ 70 (inteira), R$ 35 (meia) e R$ 35 + 1kg de alimento não perecível (ingresso social). A portaria do teatro abrirá meia hora antes da apresentação, e os assentos são de livre escolha de acordo com a ordem de entrada. Vale lembrar que crianças de até 12 anos pagam meia entrada. Parte da arrecadação dos ingressos será doada ao abrigo infantil Lar Paulo de Tarso. Museu de Cera em Porto de Galinhas é uma opção cultural para o feriadão Uma opção de lazer para toda a família durante o feriado prolongado do Dia do Trabalhador é o Museu de Cera Dreamland, em Porto de Galinhas. O espaço conta com mais de 80 réplicas de celebridades, políticos, jogadores de futebol, personagens fictícios e históricos. Recentemente, o espaço recebeu novas estátuas, como a do Papa Francisco, do Príncipe William e do ator Bruce Willis. Durante o feriadão, o museu terá horário especial de funcionamento, das 9h às 22h20. O espaço também conta com acessibilidade, loja temática e áreas instagramáveis. O museu fica na Rua Esperança, 163, em Porto de Galinhas. Praça do Sebo, no centro do Recife, recebe a 5ª edição do Abril Pro Livro A Praça do Sebo, localizada no Centro do Recife, será o cenário do Abril Pro Livro, evento organizado por livreiros e sociedade civil que ocorrerá no próximo sábado (29) em celebração ao Dia Mundial do Livro. Com recital de poesias, apresentações musicais e roda de diálogos, o evento terá como tema "histórias que curam" e contará com a presença de bibliotecárias e psicólogas para discutir a influência da literatura, arte e cultura na promoção do autocuidado e saúde mental. O Abril Pro Livro é uma iniciativa que busca reativar as atividades culturais da Praça do Sebo, que completa 42 anos de existência e resistência em 2023, e que já foi palco de grandes encontros e agitos literários.

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Orquestra de Câmara encerra turnê por Pernambuco em Camaragibe

A música armorial, representação artística sonora do Movimento Armorial encabeçado por Ariano Suassuna é tema, em abril e junho, da Orquestra de Câmara de Pernambuco (OCPE). Inspirado nos 50 anos do Armorial, o conjunto, comandado pelo maestro José Renato Accioly, se lança no Circuito de Música de Câmara – Edição Armorial, realizando cinco concertos gratuitos em cidades de Pernambuco e do Maranhão. Depois de passar por Sertânia e pelo Recife, a turnê chega, nesta sexta-feira (28), ao Teatro Bianor Mendonça Monteiro, em Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife. Depois de Camaragibe (28/4), na Região Metropolitana do Recife, as maranhenses Santa Rita (9/6) e Itapecuru Mirim (10/6) serão as próximas a receber o grupo. "Camaragibe, pela proximidade com o Recife, acaba não recebendo apresentações de orquestras, assim como Santa Rita e Itapecuru Mirim, que também são próximas a São Luís. Então será a oportunidade de alcançar essas cidades sem tradição neste tipo de música”, ressalta a produtora Carla Navarro.

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O feitor de enigmas

*Paulo Caldas Natanael Lima Júnior segue meticuloso os caminhos do existencial neste “O feitor de enigmas”, e ressalva, sob o ponto de vista conteudístico, o tenaz desafio de decifrar a origem das ardilosas idiossincrasias nossas de cada dia. Do todo flui um discreto hermetismo que tangencia momentos outros, quando a apreciável verve do autor se faz soberana ante os mistérios intrínsecos do humano. Atento aos aspectos estéticos, trata as palavras com o devido esmero, expondo versos bem postos tanto em momentos intimistas, quanto nas abordagens horizontais. Neste sentido, manuseia rimas internas e aliterações vistas em “Rosa Efêmera”, expressa a dureza dos metais, caso do poema AI5, por exemplo, ou com a sonoridade presente no poema "Acordes dissonantes". Ainda em “Rosa Efêmera” existe um visível capricho na dosagem dos ritmos marcados pelas proparoxítonas. O talento autor vem em boa companhia: assinaram depoimentos sobre a obra escritores do nível de Sidney Nicéas, Valmir Jordão, Urariano Mota, Cida Pedrosa, Lourdes Nicácio, Lourdes Sarmento, Lourdes Horta, Neílton Florentino, Marcelo Mário de Melo e Jorge Lopes. A publicação tem o selo da Imagética Edições, prefácio de Cláudio Aguiar, projeto editorial de Natanael Lima Júnior, concepção visual de Erivaldo Passos, ilustração de Ângela Lúcia Costa, revisão de Neílton Florentino e impressão da Luci Artes Gráficas. Os exemplares podem ser adquiridos através da @imageticaediçoes ou pelo fone 81 98800312. *Paulo Caldas é Escritor

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