Cultura e história

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Oficina Francisco Brennand oferece programação diversa no Mês das Férias

Após um hiato de três anos sem funcionar com todos os espaços expositivos nas tradicionais férias de janeiro, a Oficina Francisco Brennand entra em 2024 oferecendo aos visitantes locais e turistas uma experiência completa no espaço cultural instalado na Várzea, Zona Oeste da cidade. Ao longo do mês, além da cidadela, das exposições em cartaz “CapiDançaBaribéNois” e “Invenção dos Reinos” e dos recém-inaugurados Salões das Esculturas, a Oficina promoverá atividades como visita guiada, lançamento da publicação educativa “Flechas, Folhas, Pássaros: Caminhos na Educação” e oficinas de vestimenta e percussão. A agenda especial de férias da Oficina Francisco Brennand se inicia no dia 14 de janeiro, com a oficina de ativação dos instrumentos de percussão que compõem a exposição “CapiDançaBaribéNois”, com o pesquisador, educador na Gerência de Educação e Pesquisa Oficina Francisco Brennand, Henrique Falcão. No intuito de introduzir aos presentes, ritmos da cultura popular pernambucana, a iniciativa é planejada por meio do Ateliê, projeto exercido pela equipe que compõe a Gerência de Educação e Pesquisa da instituição, na elaboração e execução de uma série de atividades voltadas para a prática. Já no dia 20, as atividades seguem com o lançamento do livro “Flechas, Folhas, Pássaros: Caminhos na Educação”, fruto do Laboratório de Publicações Educativas, que celebra as experiências e vozes de professores dedicados ao ensino básico em Pernambuco. O material foi desenvolvido a partir dos principais conceitos da recém-inaugurada exposição “Invenção dos Reinos”, a coletiva inédita que apresenta uma seleção de mais de cem criações de Francisco Brennand em convergência com obras – entre telas, fotografias, instalações e esculturas – com mais de 30 artistas do País. Com base nas leis federais 10.639/03 e 11.645/08, a publicação incentiva o ensino das culturas afro-brasileira e indígena e fomenta suas intersecções com o cotidiano escolar.  No último fim de semana do mês, nos dias 27 e 28, a programação fica por conta do projeto Ateliê e da visita guiada ao espaço expositivo Estádio. No sábado (27), a ação gratuita proposta pelo Ateliê, com a oficina “Oralituras do Sonho: fazendo y akontecendo”, investigará a construção de um diálogo guiado por experiências que acontecem no tempo do sonho e do (auto)conhecimento, para resultar na confecção,  por meio da performance e assemblagem (técnica de colagem tridimensional), de peças vestíveis. A produção, guiada pela artista Silè e a poeta Maria Cecília Villanova, terá base em experiências oníricas, imersas na importância do sonho, campo especialmente caro às trajetórias e corporeidade de pessoas não brancas, periféricas e dissidentes à cisheteronomatividade.  No domingo (28), a Oficina oferece a visita guiada pela exposição “CapiDançaBaribéNois” do artista Ernesto Neto, abordando as temáticas relacionadas ao Rio Capibaribe e suas influências sociais e ambientais em Recife, com a curadora, escritora e professora em arte, Clarissa Diniz. Marcando o retorno do artista à capital pernambucana após duas décadas – a última vez que expôs na cidade foi em 2003, no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam), a exposição de Ernesto Neto, vigente na Oficina, se desenvolveu a partir de novas incursões pelo Rio Capibaribe. Composta por uma escultura inédita comissionada, feita em crochê e com quase 50 metros de comprimento, a obra intitulada “CapiDançaBaribéNois” foi criada junto com artistas e coletivos pernambucanos como o Maracatu Real da Várzea, Agda, Sula Patrício, Libélula e Iputinga SocioCultural, no galpão do Estádio. EXPOSIÇÕES PARA CONHECER Marcando uma nova fase na Oficina Francisco Brennand, o espaço recebe o trabalho de outros artistas em diálogo com a criação de Francisco, com as exposições “CapiDançaBaribéNois” e “Invenção dos Reinos”, abertas ao público até o segundo semestre de 2024, além da experimentação expográfica “Núcleo Saturno”.  A iniciativa nasceu do diálogo com o conjunto artístico de Brennand e materializa um desejo do próprio ceramista, que, pouco antes de sua morte, em 2019, criou o instituto sem fins lucrativos que rege, desde então, a atuação do museu.  Com curadoria de Ariana Nuala e Marcelo Campos, a coletiva  “Invenção dos Reinos” instalada no espaço Accademia, referencia a Jurema, uma religiosidade de matriz indígena, originária antes do período colonial, que se encontra com saberes remanescentes dos povos afrodiaspóricos, por meio do trabalho de mais de 30 artistas majoritariamente negros e indígenas. Sendo eles: Abelardo da Hora, Abiniel Nascimento, Adailton de Dedé, AORUAURA, Bezinho Kambiwá, Bozó Bacamarte, Clara Moreira, Daiara Tukano, Diogum, Fakhô Fulni-ô, Francisco Brennand, Francisco Graciano, Fykyá Pankararu, Geraldo Dantas, Helcir Almeida, Ianah Maia, Irís e Iara Campos, Jaider Esbell, José Cláudio, Lidia Lisbôa, Luiz Marcelo, Elson e Mestre Gerar, Nádia Taquary, Paulo Apodonepá, Rafaela Kennedy, Rayo, Reginaldo de Mestre Quebra Pedra, Thiago Costa, Tiganá Santana e Zé Crente. Homenageando o Rio Capibaribe e a vida e cultura que nasce a em suas margens que cruza a cidade do Recife, a exposição “CapiDançaBaribéNois”, criada por um dos mais relevantes nomes da arte contemporânea brasileira, Ernesto Neto, se corporifica por meio de uma espécie de serpente de quase 50 metros de comprimento, suspensa no galpão do Estádio, que reabriu para abrigar exposições após quase 20 anos funcionando como espaço multiuso. Após 18 meses fechado, o Salão das Esculturas é composto por 10 ambientes expositivos distintos. Sob curadoria de Rita Vênus, duas salas formam o “Núcleo Saturno”, dedicado à exploração da genealogia do deus pagão Saturno – tema profundamente conectado à poética de Francisco Brennand, com obras que evocam narrativas clássicas da mitologia grega. VISITAS GUIADAS  A partir do dia 16 de janeiro, a Oficina abre seu formulário de inscrição para as visitas guiadas, que acontecerão a partir do dia dois de fevereiro, a grupos escolares, e não escolares, interessados em conhecer as obras e os espaços de exposição O programa que oferece diálogos, trocas de experiências e saberes sobre as práticas artísticas, culturais e sociais presentes nas exposições, é uma oportunidade de ver de perto a presença dos temas natureza, territórios e cosmologias na obra do artista Francisco Brennand, trabalhadas pela equipe de educação, mediante percursos sugeridos no momento do agendamento. As visitas são oferecidas nas quartas e sextas, nos horários de 10h30 e 14h30, e aos sábados às 14h30. SERVIÇO: VISITAÇÃO De

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Alexsandro Souto Maior lança o livro “O Paraíso e seus Destroços”

Alexsandro Souto Maior, escritor pernambucano, está prestes a lançar seu novo livro de poesia intitulado “O Paraíso e seus Destroços”. O lançamento está agendado para o dia 11 de janeiro, às 19h, na Furdunço Café e Cultura. O evento contará com a participação do Dr. professor e escritor Robson Teles, da também escritora Conceição Rodrigues, que recitarão poemas do autor, e do maestro Israel de França. A obra foi escolhida pela editora Patuá em uma seleção que recebeu mais de três mil originais de todo o Brasil, sendo lançada anteriormente na Casa Gueto durante a última edição da FLIP (Festival Literário de Paraty). “O Paraíso e seus Destroços” apresenta mais de setenta poemas, muitos deles explorando imagens e ideias de paraíso. A obra inicia com poemas narrativos que conduzem o leitor por um percurso tenso e reflexivo, explorando deslocamentos em busca do paraíso. Ao longo do livro, o cotidiano é retratado de maneira ora apocalíptica, ora esperançosa. A poesia de Souto Maior é marcada por antíteses, paradoxos, prosopopeias, metáforas e outras figuras de linguagem, ampliando o imaginário do sagrado e do profano. O livro também incorpora elementos de poesia visual, explorando palavras que não apenas ocupam espaço nas páginas, mas também expandem o conceito da palavra poética. O escritor destaca a liberdade da palavra, que brinca e cria imagens e tensões. A obra inclui elegias, anedotas, pequenas parábolas, diários e biografias, revelando a diversidade dessa poesia. Alexsandro Souto Maior, além de escritor, é ator e professor de literatura. Entre suas obras, destaca-se o texto dramatúrgico “Luzia no Caminho das Águas”, vencedor do Prêmio Funarte de Dramaturgia, e outros trabalhos premiados como “Mariano, irmão meu” e “Eu e os Avelós”. Em 2020, conquistou o Prêmio Ariano Suassuna com “O Mistério do Casarão de Dona Niná”. Na poesia, recebeu menção honrosa da Academia Pernambucana de Letras por sua obra “A Seiva” e é autor de “Recife Anfíbio e Outras Paragens”, originada de um projeto audiovisual contemplado pela Lei Aldir Blanc.

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2ª Edição da Rota do Café chega a Petrolina para agitar a cena gastronômica

Petrolina se prepara para receber, a partir de 18 de janeiro, a segunda edição do evento que promete explorar novidades no universo do café. A Rota do Café, realizado em parceria entre a Artfully e o Sebrae Pernambuco, traz a participação de 16 cafeterias locais. Até 08 de fevereiro, cada estabelecimento oferecerá um menu especial por um preço fixo de R$ 29,90. O menu inclui uma bebida à base de café, acompanhada de um doce ou salgado especialmente desenvolvido para o festival. Para degustar essas delícias, basta visitar o estabelecimento participante durante o período do festival e escolher a opção oferecida pela casa. A escolha de Petrolina para sediar o evento visa impulsionar um setor em crescimento na região: as cafeterias e confeitarias. Segundo Bernardo Lima, diretor da Artfully, “a relação intrínseca do nosso país com o café vai além da agricultura e economia. Ele influencia nossa cultura, história e hábitos no cotidiano por muitos anos… nada melhor do que incentivar uma rota de valorização dessa que é uma das expressões mais autênticas do nosso Brasil.” Charlys Bezerra, gestor do Sebrae, destaca a importância do festival para o município, fortalecendo o crescimento dos empreendimentos do setor e impulsionando o turismo de entretenimento na região do sertão do São Francisco, criando um novo atrativo para Petrolina e fomentando o desenvolvimento econômico local. O festival inclui uma dinâmica de gamificação com passaporte, onde os primeiros a completarem o circuito de visitas ganham cestas com produtos desenvolvidos pelas cafeterias participantes. Além disso, está prevista uma agenda agitada de eventos nos estabelecimentos participantes, incluindo intervenções artísticas e oficinas relacionadas ao tema. Empresas participantes da Rota do Café em Petrolina incluem Café de Bule, Café e Açúcar Confeitaria, Café Onde Quiser, Cafeto, Cheirin Bão, Empório Barracão, Estoril, La Marie, Magrella Bolos, Mais1 Café – Catavento, Many Confeitaria Saudável, Oxe Vinhos, Reduto Coffice, The Lopes Coffee, Valle Café e Villa’s Café & Bistrô. Fique por Dentro:

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Casarão na Mata Sul, citado por Dom Pedro II em diário, recebe obras de restauração

Restauração da propriedade tombada na zona rural de Rio Formoso reafirma a vocação da região para a preservação do patrimônio histórico. Na Zona da Mata de Pernambuco, surge uma nova vocação econômica e cultural como alternativa à monocultura da cana-de-açúcar. O resgate do patrimônio histórico ganha destaque, recebendo maior atenção de proprietários e do Poder Público como fonte geradora de atividade econômica, cultural e educacional. Um exemplo é o casarão do engenho Machado, localizado em Rio Formoso (Mata Sul), a 80 quilômetros do Recife, que está passando por um processo profundo de restauro para recuperar seus traços originais, remontando ao século 19, com registros da visita do imperador d. Pedro II em 1859. Reconhecido pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) com o tombamento em 1979, o imóvel estava em lento processo de deterioração. Adquirido em 2007 por Francisco Julião de Oliveira Sobrinho, o juiz de Direito iniciou o projeto de restauração, contemplando a estrutura fundamental e, posteriormente, a parte interna com assoalhos e janelas. Após sua morte em 2016, a família continuou o projeto, aprovando em 2018 parte do restauro pelo Funcultura da Fundarpe, recebendo recursos públicos para a restauração. Em contrapartida, abriram a edificação para visitação de alunos de escolas públicas e realizaram oficinas sobre preservação do patrimônio histórico. A casa, em arquitetura colonial típica, agora passa por um processo gradativo de avanço na restauração, recuperando não apenas suas paredes, mas também seu valor histórico e cultural. VISITAÇÃO Após a conclusão da fixação do piso e assoalho em madeira, preservando suas características originais, a edificação abriu suas portas para receber a primeira visita de estudantes da rede pública. No final de novembro, 70 alunos da escola municipal Pedro de Albuquerque, de Rio Formoso, desfrutaram de uma manhã enriquecedora com uma aula de campo de história sobre o imóvel. Durante a visita, os alunos puderam explorar as características arquitetônicas do casarão e aprender sobre a significativa passagem de d. Pedro II pelo local, como registrado em seu diário “Viagem a Pernambuco”: “De tarde fui ao alto da Fazenda Machado (…) donde se vê a barra do Rio Formoso com o célebre reduto (…) mostrando-me a direção do rio ou gamboa e do canal, que reúne os rios Formoso e Sirinhaém” (páginas 118 e 119). “Esse projeto vai além da questão da recuperação do imóvel histórico, que, por si só, é muito importante: é um projeto que busca integrá-lo à comunidade, seja pela visitação dos estudantes, seja pelo curso de preservação do patrimônio, como também tem potencial para exploração como ponto turístico e cultural”, explica a arquiteta Maryanne Oliveira, responsável técnica pelo projeto de restauro e filha do idealizador do restauro.

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Gravatá anuncia calendário de eventos do primeiro semestre de 2024

Gravatá inicia 2024 anunciando um calendário especial de eventos para o primeiro semestre. A diversificada programação começa neste fim de semana com a Festa de Nossa Senhora dos Anjos, seguida por eventos religiosos e shows de artistas locais. Entre os destaques estão a retomada do Baile Municipal, quatro edições do Tardes no Polo, a Semana Santa e o São João. O município busca consolidar-se como um destino turístico atraente, aproveitando eventos religiosos tradicionais. A Festa de Nossa Senhora dos Anjos, realizada nos dias 6 e 7 de janeiro, marca o início do calendário religioso e cultural. A programação inclui eventos oficiais e apresentações de Denis e Forró Desassossego, banda Pikap Turbinada, Vera Freitas, Banda Expresso É Show, entre outros. O evento é uma tradição secular que atrai moradores e visitantes. O calendário segue com festividades como a Festa de Reis, Festa de São Sebastião em diferentes localidades, e a retomada do Baile Municipal em 26 de janeiro, aquecendo o clima carnavalesco. O Tardes no Polo, iniciativa de sucesso, terá quatro edições, destacando a tradição das serestas e abrindo espaço para o Carnaval. A Semana Santa, essencial para a economia e turismo local, será marcada por uma edição especial do Tardes no Polo em 23 de março. A programação religiosa e cultural se estende até o Domingo de Páscoa, com destaque para a Paixão de Cristo e shows com grandes atrações. O São João encerra o semestre com a promessa de ser histórico. O Arraial da Felicidade, que começa em 25 de maio com um Tardes no Polo temático, terá diversos polos na zona rural e no centro da cidade, apresentações de quadrilhas, shows, arrastão junino e atividades variadas, consolidando Gravatá como um dos maiores destinos juninos de Pernambuco. O calendário completo oferece uma variedade de eventos, garantindo entretenimento e movimentação turística durante todo o primeiro semestre de 2024. CALENDÁRIO DE EVENTOS DE GRAVATÁ Janeiro 6 e 7/1 – Festa de Nossa Senhora dos Anjos/ Distrito de Russinha. Programação religiosa e shows de Denis e Forró Desassossego, e banda Pikap Turbinada (6); Vera Freitas e Banda, Banda Expresso É Show (7) 13 e 14/1 – Festa de Reis/ Pátio de eventos e Praça da Matriz. Programação religiosa, quermesse, parque de diversões, procissão e shows musicais. Atrações: Moura Rossi, Banda Labaredas e Priscila Senna (13); Faby Mel, Lipe Lucena e Cavaleiros do Forró (14) 18 a 21/1 – Festa de São Sebastião no Bairro da Boa Vista. 20/1 – Festa de São Sebastião no Distrito de Avencas 26/1 – Baile Municipal de Gravatá 27 e 28/1 – Festa de São Sebastião no Distrito de Uruçu Mirim Fevereiro 2/2 – Carnaval dos Idosos 4 a 10/2 – Semana Pré-Carnavalesca de Gravatá 11 a 13/2 – Carnaval: desfiles de blocos e agremiações 24/2 – Tardes no Polo. Tema: antigos Carnavais 27/2 – Festa de São Severino no distrito de São Severino Março 23/3 – Tardes no Polo. Tema: abertura da Semana Santa 28 a 30 – Teatro Nossa Paixão no Pátio de Eventos   29 e 30/3 – Semana Santa: shows com grandes atrações Abril 27/4 – Tardes no Polo – Seresta 28/4 – Centenário do distrito de Mandacaru Maio/Junho 25/5 – Tardes no Polo. Abertura do São João de Gravatá. 27/5 a 31/5 – São João da Gente – arraial itinerante em bairros da cidade 1º a 29/6 – São João de Gravatá – Arraial da Felicidade. Vários polos espalhados pelo município

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Memória da cidade: 7 imagens de Boa Viagem antigamente

Cartão postal tradicional do Recife, a praia de Boa Viagem se urbanizou rapidamente nas últimas décadas. Nesse período de verão e muito calor na cidade, trazemos uma seleção de imagens do bairro mais nobre da zona sul em períodos que guardam ainda um bucolismo de uma praia menos badalada. Bondes elétricos, carros antigos, vendedores de caju e banhistas com trajes muito distintos dos atuais compõem o cenário desse acervo pertencente à Fundaj. “A povoação da Boa Viagem tem seu início no século XVII, devido à existência de algumas vendas que serviam de local de descanso dos viajantes que por ali transitavam vindos do caminho do sul da Capitania de Pernambuco”, afirmou Leonardo Dantas no artigo Arrudando pelo Recife. Ele destacou que a construção da Avenida Boa Viagem (1924) e a proximidade com o Aeroporto dos Guararapes foram fundamentais para que o bairro ganhasse em 1954 o seu primeiro hotel de classe internacional, o Hotel Boa Viagem. 1. Casa térrea na Avenida Boa Viagem em 1937 (Acervo Benício Dias) 2. Destaque para formação rochosa na praia, em 1965. Legenda da foto indica Hotel Boa Viagem (Acerto Katarina Real) 3. Automóvel na Avenida Boa Viagem em 1939 (Acervo Josebias Bandeira) 4. Praça de Boa Viagem e o Obelisco. Destaque para o bonde elétrico na imagem (Acervo Josebias Bandeira) 5. Trecho da praia nas proximidades das Ruas Ribeiro de Brito e Bruno Veloso, em 1950. (Acervo Benício Dias) 6. Vendedores de caju na praia de Boa Viagem na década de 1940 (Acervo Benício Dias) 7. Banhistas na Praia de Boa Viagem em 1938 (Acervo Benício Dias) Se você deseja indicar alguma pauta para a seção de imagens antigas ou mesmo nos enviar algumas imagens do seu acervo, mande um e-mail para rafael@algomais.com

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Pernambuco celebra edição de 30 anos do Janeiro de Grandes Espetáculos

O festival Janeiro de Grandes Espetáculos, que completará três décadas em 2024, acontece de 9 a 31 de janeiro com uma programação diversificada que inclui teatro, dança, circo e música. Ao todo serão 91 atrações. A programação está disponível no site festivaljge.com.br e além do Recife, a maratona cênica alcançará as cidades de Caruaru, Garanhuns, Arcoverde, Goiana, Serra Talhada, Limoeiro e Petrolina. Serão apresentadas 11 peças teatrais de várias cidades do Brasil, como Retratos Imorais, solo do baiano João Guisande, com texto de Ronaldo Correia de Brito; Cúmplices (Salvador/Recife); Babilônia Tropical: A Nostalgia do Açúcar (São Paulo); Histórias de Lua e Sol (Guarabira – PB); Formigas Bebem Absinto no Armazém do Caos (João Pessoa); Agreste (João Pessoa); Noite de Mistério (São Paulo); Isto Também Passará, Antes que Eu Morra (Brasília); Novos Velhos Corpos 50+, de Porto Alegre e Uma Noite em Ritmo Quente (Fortaleza). Nessa Mesa de Bar (Rio de Janeiro), uma homenagem a Reginaldo Rossi, leva aos palcos a homenageada do JGE Fabiana Karla e Leandro da Mata. Cinco países serão representados pelas montagens Cartas d’Abril (Portugal), Tranquilli!!! (Itália), Ária (Portugal), Sertão do Mar (França) e Violinista Europeu Tocando Músicas Europeias e Brasileiras (Eslováquia). A edição contará com várias estreias locais, como Ânim@ – Do Pão ao Pão (Anexo Bando de Teatro), E se Anne Frank…(Teatro do Amanhã) e Marginalha (Coletivo Grão Comum). Dança, circo, música e infantis A programação musical contará com shows de artistas como Lia de Itamaracá (homenageada do festival), Karynna Spinelli, Geraldo Maia, além de Maciel Salu e Lucas dos Prazeres. Em dança, destacam-se o III Festival de Pole Dance de Pernambuco e a montagem Berlim, estreia do bailarino Dielson Pessoa. Em circo, o destaque é Cabaré Janeiro de Palhaças, espetáculo de variedades circenses. Entre as 12 montagens infantis, serão apresentados grandes sucessos, como Os Saltimbancos, Aladdin – O Musical, Alice no País das Maravilhas, Seu Sol Dona Lua, O Dia em que a Morte Sambou e As Aventuras de Simba.

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Animage no Teatro do Parque 2021Foto de Jose Brito

​Prefeitura anuncia investimento de R$ 13,5 milhões em novos editais culturais

A Prefeitura do Recife conclui o ano cultural de 2023 anunciando a chegada de novos editais do Sistema de Incentivo à Cultura (SIC). Embora as inscrições estejam programadas para iniciar no próximo mês de janeiro, os editais já representam um marco significativo para a realização cultural na cidade, sendo os primeiros lançados sob a vigência da nova Lei do SIC, de número 19.052, sancionada em abril do ano passado. Esses editais confirmam, mais uma vez, o maior investimento já realizado pelo poder público municipal no principal instrumento de fomento cultural da região. O montante total a ser investido na produção cultural recifense é de R$ 13,5 milhões, abrangendo diversas linguagens, cenas, expressões e tradições artísticas. Este valor será distribuído entre os dois mecanismos de incentivo previstos: fundo e mecenato. O investimento direto da Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, aumentou significativamente, passando de R$ 7,8 milhões no edital anterior para R$ 9 milhões no atual chamamento. Da mesma forma, o valor total destinado ao mecenato, que envolve o direcionamento de parte dos impostos municipais por empresas para projetos validados pelo SIC, também cresceu, indo de R$ 4,2 milhões para R$ 4,5 milhões. A previsão é de um aumento gradual nesse montante, reafirmando o compromisso do Recife com sua rica herança cultural. Os editais serão divulgados no Diário Oficial de amanhã (30) e estarão disponíveis para consulta no site www.culturarecife.com.br. As inscrições serão feitas virtualmente no mesmo site, a partir de 26 de janeiro, com prazo final em 12 de março. Um ponto de atendimento presencial estará disponível para auxiliar nas inscrições no Núcleo de Cultura Cidadã, Casa nº 39, no Pátio de São Pedro, durante os dias úteis, das 10h às 16h. Atendimento telefônico também estará disponível nos números (81) 3224.3674 / 3224.3660 durante todo o período de inscrições. Uma inovação nesses editais, após as alterações na Lei do SIC, é a inclusão de três novas linguagens e manifestações culturais: Pesquisa e Formação Cultural; Design e Moda; e Artes Culturais Integradas e Arte e Tecnologia. A lei abrange ainda outras 13 possibilidades de celebração e produção cultural e artística, como Gastronomia, Música, Teatro, Circo, Ópera, Dança, Audiovisual, Fotografia, Literatura, Artes Visuais, Artesanato, Patrimônio Cultural e Museologia, e Cultura Popular. A participação nos dois editais do SIC será exclusiva para proponentes cadastrados no Cadastro Cultural do Recife. O cadastro pode ser realizado antes e durante todo o período de inscrições no site https://cadastrocultural.recife.pe.gov.br/. Cada proponente poderá inscrever, no máximo, três projetos em cada edital. Ambos os editais se destinam a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado, incluindo MEI.

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A arte e as impressões de mundo nas telas Hava Ramalho

*Por Rafael Dantas | Fotos: Alexsandro Leite (especial para a Algomais) Os temas e as referências nas telas parecem a expressão de um artista mais velho, mas sua autora tem apenas 17 anos. Um pouco de histórica, umas pinceladas de filosofia e os traços que nascem da inspiração da Hava Ramalho vão formando um acervo de pinturas que ainda está restrito à família, mas que ela deseja expor ao mundo. Autista, a jovem pintora se interessa pela arte desde a infância, mas há dois anos se dedica regularmente às aulas e a experiência de levar para o pincel as imagens que nascem nos seus sonhos, reflexões e incômodos, especialmente sobre questões sociais. Hava Ramalho é filha do artista plástico Marram Med (que integrava a Sociedade Pernambucana de Artistas Plásticos), que faleceu há 13 anos, quando ela era criança. Nascida no Recife, mas tendo passado a infância no município de Tracunhaém, ela se mudou com a mãe, a assistente social Nane Medeiros, há 4 anos para Camaragibe e, em seguida, de volta para a capital pernambucana. No entanto, as manifestações culturais que conheceu quando era pequena estão entre os maiores destaques da sua obra. As telas preferidas dela envolvem os caboclinhos de lança. As suas inspirações, entretanto, atravessam em muito os limites das referências que aprendeu na zona da mata pernambucana. A jovem artista plástica acaba de concluir o ensino médio na Escola Técnica Estadual Professor Alfredo Freyre, localizada no bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife. Durante esse período, teve a oportunidade de realizar, em paralelo ao ensino médio, o curso técnico em artes visuais. Além de sua dedicação à pintura, ela é uma leitora voraz, explorando desde a literatura brasileira e as histórias de Machado de Assis até a filosofia de pensadores como o alemão Friedrich Nietzsche, o romeno Emil Cioran e o russo Fiódor Dostoiévski. Entre os autores pernambucanos, destaca-se o clássico ‘Sobrados & Mucambos’, do sociólogo Gilberto Freyre, que serviu de inspiração para uma de suas pinturas. Como uma apaixonada pela arte, ela também tem um repertório extenso para uma adolescente, estudante da rede pública de ensino e que nem foi para tantas exposições. Entre os artistas plásticos que mais a inspiram estão o surrealismo do espanhol Salvador Dali, do português Cruzeiro Seixas, do pernambucano Cícero Dias, além também as obras do seu pai. Embora suas pinturas passeiem entre diferentes estilos, ela gosta de dizer que sua arte é “super naturalismo”, que bebe nas fontes do surrealismo e do impressionismo. “Eu misturo um pouco do surrealismo e do impressionismo. O professor já diz que eu misturo. Tenho esse conceito que sou super naturalista. Não gosto de me conectar muito a uma ou a outra”, conta Hava. Entre os traços do surrealismo, ela diz que tem a prática de pintar sonhos. “Sou meio que surrealista, ao acordar tento pegar meus sonhos e transformar em obras. Algum conceito do meu sonho. Salvador Dalí fazia isso, anotava sonhos e transformava em alguma coisa. Vou colocando também a consciência na folha. Penso em uma coisa e vou conectando com outras”. A temática da desigualdade social está expressa de forma direta ou indireta em vários de suas pinturas. A diferença social, a necessidade de nascimento de um novo Brasil e as expressões de dor e de sofrimento estão colocados nas telas. Das imagens da cultura e paisagens locais estão os caboclinhos da zona da mata, estão as periferias da Região Metropolitana do Recife, algumas figurações que parecem os bonecos de barro – típicos de Caruaru e de Tracunhaém. Em uma de suas obras, uma bandeira do Brasil se forma a partir da gema de dois ovos que foram quebrados. Hava faz mistério ao contar o que cada inspiração significava, mas nesse quadro ela conta: “É uma pessoa quebrando o ovo e saindo a bandeira do Brasil, porque eu sinto que o Brasil precisa renascer de novo”. O Palácio do Planalto, com uma multidão de pessoas, tendo o sinal da diferença marcando o prédio desenhado por Oscar Niemeyer, é outra obra que não passa despercebida e que traz um diálogo muito forte com as questões sociais do País. Para conhecer mais da trajetória da jovem pintora, é possível segui-la no seu perfil do Instagram, onde expõe suas pinturas mais recentes (@havaramalho). Hava acabou de encerrar o ensino médio, tem sonho de vender suas obras e segue sua caminhada de formação artística, pintando e refletindo. Tem potência de expor uma arte que vai além do que é belo, mas da que provoca, incomoda e abre a possibilidade de diferentes interpretações. Como a maioria dos artistas, ela não gosta de explicar o que pintou. Ela deixa essa missão aos olhos que contemplam suas telas. *Rafael Dantas é jornalista e repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

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Olhar poderoso sobre cotidiano e as coisas da vida

Por Ney Anderson No verso do cartão do pedágio estão fotos de pessoas desaparecidas. Em outro momento, os horrores presentes em uma exposição e a pureza do coração selvagem nas pinturas inclassificáveis de Clarice Lispector. Há também as espetaculosas exposições sem obras, ditas imersivas, com o uso da tecnologia audiovisual. Ainda a estátua da famosa poeta com as mãos arrancadas, vandalizada não apenas através da figura inanimada, mas na memória depredada e desrespeitada.   O filho que chega com hora marcada para ir embora. Uma mãe que tudo sabe. As coisas que nos deixam sem palavras e, consequentemente, a importância do silêncio. Sombras que são esconderijos. Cães chorosos nas férias dos donos ao serem enviados para hotéis pet e as consequências dos desastres ambientais, misturadas com histórias de crianças que perdem a infância e a sebedoria dos mais velhos. As coisas não ditas de uma senhora leitora na intimidade deixada nos rabiscos dos seus livros da pequena biblioteca particular. Tudo isso e mais um pouco faz parte das histórias presentes no livro de crônicas “Turno da Madrugada”, da autora Mariana Ianelli, publicado pela editora Ardotempo. Na antologia composta por 130 crônicas, publicadas entre 2010 e 2022 em livros, jornais e sites, a autora cria mundos a partir de imagens que lhes surgem constantemente. Como as pessoas que desapareceram por vontade própria, em busca de novas histórias. A cronista reflete sobre os lugares distantes, e seus respectivos nomes diferentes, que apenas chegam para pessoas ao redor do mundo por conta das suas íntimas tragédias.   Como boa cronista atenta, Mariana observa os mínimos detalhes e retira daí o extrato fino para os seus textos. Mesmo nas mais tristes das histórias, como as dos condenados à morte em algum país, há um trato refinado. A cronista joga o leitor para dentro da cena, sendo impossível não sair marcado de alguma maneira. Mariana tenta descrever, por exemplo, o que é o silêncio, o verdadeiro silêncio. E descobre ser o lugar onde se habita. O poeta Rilke, retratado por ela, um sedutor celestial. A poesia como espelho para ver o mundo, além dos livros. E pessoas anônimas de feitos interessantes, reveladas em lápides cheias de nomes e histórias no cemitério. Alguns textos do “Turno da madrugada”, por vezes, se assemelham aos contos, por conta da estrutura quase ficcional, recheada por detalhes. A observação de Matilde, a fiel funcionária da avó, com as suas vidas secretas. A morte dessa mesma avó em um outubro azul, dia de Nossa Senhora Aparecida, está presente na obra. Crônicas sobre filmes diversos, o impacto que uma triste fotorreportagem causa no mundo, alçando o seu autor ao céu dos prêmios e ao inferno do remorso. Vários textos são nada mesmo do que incríveis.  Sobre crônica sobre as muitas vidas dos livros e a estranha e perfeita combinação dos exemplares dispostos em uma biblioteca. Onde Saramago e Lobo Antunes podem viver pacificamente, lado a lado, nas prateleiras. Da mesma forma que Garcia Márquez e Vargas Llosa. Entre tantos outros exemplos, tendo os gatos, seres quase mágicos, a caminhar sob todos eles. A partir de cenas aparamente simples, como o menino que deixa escapar o seu balão, a autora entra por mundo novos. Crônicas sobre a finitude e o que fazer da vida, com os finados nunca findando de verdade, permanecendo presos à terra.  Ianelli desfila textos sobre temas atuais, como o jovem escritor que prega em seu recente livro as vinte razões para parar de ler. Aliás, muitos são os poetas e santos que rondam “Turno da madrugada”, relevando a suas intimidades em cartas e mais cartas, com lições e ensinamentos. Dor de ternura das pequenas grandes coisas da vida. Amigos de um só dia, provérbios de tempos passados que chegaram aos dias de hoje, alguma tentativa de explicação para coisas absurdas e a viva respiração de um êxtase são costurados por Mariana com linhas invisíveis. O acontecido e o imaginado misturados ao olhar poético da autora, a epopeia de uma concordância, que vai passando, passando, sem ninguém perceber. São textos que conversam com o leitor e chamam para dançar perguntando como está a paz de quem os lê. A memória de um livro esquecido na estante. O falso cotidiano da madrugada em vidas sonâmbulas e o que vibra dentro de cada um. Os cantos de pássaros noturnos, o ato sexual à luz do dia, que na visão da cronista ganha ares de poesia e de ficção. Mariana Ianelli se pergunta em determinado momento: o que se pode salvar de um mundo em chamas? A forma premonitória que os escritores escrevem é pensado pela autora. A misteriosa telepatia e a eterna sucessão de eternidade. Enquanto olha pela janela a cronista imagina e vislumbra os temas. Ela evoca tempo, dias, anos. São pequenas memórias de uma cidade, da vida. O olhar do homem que sonha o sonho do pintor da obra. Crônicas que falam sobre a suposta paz de espírito, a relação conturbada entre pais e filhos escritores clássicos. Muitos são os autores lembrados nas crônicas de Mariana. Se percebe um trato diferente com a palavra, no modo da autora juntar as sentenças, numa mistura orgânica de sentimentos e sensações. A liberdade de escrever sobre qualquer coisa. É justamente isso que ela busca nas realidades que a rodeiam. A margem do mistério, a sutileza e o arrepio, todas fontes de uma mesma existência. A autora é essa artista que vê serventia onde os outros só veem descarte. A cronista ressalta: a crônica pode estar doente de realidade. No entanto, é essa mesma realidade a matéria-prima do seu trabalho a sutileza presente na beleza entranhada no mistério de um rosto, o olhar frio e duro para a pandemia que tanta gente matou, transformando em reflexão de como se extingue um dia. Neste livro, Mariana Ianelli escreve a partir do trivial, mas que nas mãos dela se transformam em outra coisa. A autora provoca com esses textos o prazer de ler, seja em qual turno for. Mas, sobretudo, naquele estado de mansidão, de

Olhar poderoso sobre cotidiano e as coisas da vida Read More »