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Pandemia ainda provoca impactos no mercado de trabalho, diz Ipea

Da Agência Brasil A melhora da atividade econômica e o crescimento da população ocupada não foram suficientes para reduzir o impacto provocado pela pandemia da covid-19 no mercado de trabalho, que segue com alta no desemprego, subocupação e desalento. A avaliação faz parte da análise do desempenho recente do mercado de trabalho e perspectivas para 2021 apresentado, hoje (28), pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), em março, o estudo mostra que a taxa de desocupação ficou em 15,1%, o que representa 2,3 pontos percentuais acima do resultado do mesmo período do ano anterior. O crescimento do contingente de desalentados também indica que o mercado de trabalho não se recuperou. Nos últimos 12 meses, o número de pessoas com idade de trabalhar que estavam fora da força de trabalho por conta do desalento avançou de 4,8 milhões para quase 6 milhões, uma alta de 25%. Desemprego Segundo a pesquisadora do Grupo de Conjuntura do Ipea e autora do estudo, Maria Andréia Lameiras, os níveis de desemprego ainda estão ruins porque a cada dia que passa, mais gente volta para o mercado de trabalho para procurar emprego, o que não ocorria no período inicial da pandemia. “Muita gente deixou de procurar emprego por medo de contágio, porque sabia que a situação econômica estava muito ruim e a probabilidade de conseguir um emprego era muito pequena e porque existiu o auxílio emergencial que, bem ou mal, deu segurança ao trabalhador de ficar em casa se protegendo e ter algum meio de subsistência”, informou em entrevista à Agência Brasil. A movimentação da economia que apresentou sinais de melhora no primeiro trimestre de 2021, o avanço da vacinação e o valor menor do auxílio emergencial, segundo Maria Andréia, estão fazendo as pessoas procurarem mais o mercado de trabalho o que vai continuar impactando o nível de desemprego. “Todas as pessoas que ficaram desempregadas na pandemia e, também têm chegado para este contingente, as pessoas que estavam inativas e sem procurar emprego. Quando chega ao mercado de trabalho sem uma colocação é considerado um desempregado e, por isso, o contingente de desempregados continua crescendo e vai continua crescendo, porque o movimento de retorno só tende a crescer nos próximos meses”, afirmou. Informalidade O estudo indica ainda que a recuperação da ocupação vem ocorrendo de maneira mais intensa entre os empregados sem carteira e os trabalhadores por conta própria, que integram os segmentos informais do mercado de trabalho. O contingente de trabalhadores sem carteira e por conta própria registraram recuos menos expressivos no primeiro trimestre de 2021 com retrações de 12,1% e de 1,3% respectivamente, do que no trimestre móvel encerrado em agosto de 2020, quando os recuos foram de 25,8% e de 11,6%. Para a pesquisadora, a melhora da recuperação da ocupação pelos informais já era esperada. “Porque primeiro foi o segmento mais afetado pela pandemia que foi o de serviços e de comércio. Segundo porque a gente já tinha visto que a pandemia causou menos estrago no setor formal. O emprego com carteira acabou sendo um pouco mais preservado durante a pandemia, porque é o trabalho com melhor qualificação, o trabalhador consegue fazer home office, então, foi de fato mais preservado. O informal foi mais atingido e é compreensível que, na retomada, acabe liderando”, comentou. A pesquisadora destacou que, embora apresentasse sinais de recuperação no período de pré-pandemia, a situação do mercado de trabalho não era excepcional. “Vem a pandemia e piora ainda mais, sendo que a gente já estava partindo de um ponto que não era excepcionalmente bom. Só que, quando a gente olha a foto do último trimestre, há indícios de melhora, porque a gente está vendo que a ocupação que caiu fortemente no segundo semestre, ela já começa a melhorar, claro que quando compara com o número de ocupados de um ano atrás a gente ainda está com taxa de negativa, mas quando olha a margem essa taxa negativa está cada vez menor”, disse. Mais atingidos A análise mostrou ainda que, no primeiro trimestre de 2021, se comparado ao mesmo período de 2020, a taxa de desocupação foi maior para as mulheres (17,9%) do que para os homens (12,2%). Além disso, os mais jovens seguem como os mais prejudicados, com taxa de desocupação de 31%; enquanto o desemprego dos mais idosos é menor (5,7%). Na escolaridade, os trabalhadores com ensino médio incompleto e completo foram os mais impactados pela pandemia na relação com as taxas de desocupação, que avançaram de 20,4% e 14,4% para 24,4% e 17,2%, de 2020 para 2021, respectivamente. Já os trabalhadores com menor taxa de desemprego, no período, foram os que possuem ensino superior (10,4%). Nas regiões, a alta do desemprego foi generalizada. Com exceção de Roraima e do Amapá, todas as unidades da federação registraram aumento da desocupação este ano. As maiores taxas ficaram com Pernambuco (21,3%), Bahia (21,3%), Sergipe (20,9%), Alagoas (20%) e Rio de Janeiro (19,4%). Perspectivas O cenário é favorável para 2021, de acordo com a economista Maria Andreia Lameiras. “Para os próximos meses, a expectativa é que o movimento de recomposição da força de trabalho se intensifique. O avanço da vacinação combinado à retomada mais forte da atividade econômica deve ampliar a geração de empregos”, destacou. A expansão da ocupação, entretanto, não será suficientemente forte para reduzir a taxa de desemprego no período devido ao esperado aumento da força de trabalho (com mais pessoas procurando emprego). Pré-pandemia A pesquisadora acredita que, mantido o cenário atual, o mercado de trabalho poderá voltar ao nível pré-pandemia no primeiro trimestre de 2022. “No primeiro trimestre de 2022, acho que a gente volta para o nível pré-pandemia. Mantido o cenário atual. A gente está imaginando que não vai ter nenhuma grande variante [de covid-19], nenhum distúrbio político no país. A gente está imaginando com as informações que tem hoje de uma economia que está ganhando força. Tudo leva a crer que a gente vai ter a ocupação aumentando no segundo semestre

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Prefeitura do Recife investe R$ 55 milhões no novo programa de ensino híbrido da cidade

Da Prefeitura do Recife A pandemia mudou o jeito de fazer educação em todo o mundo. Aqui no Recife não foi diferente, para se adaptar a esse momento e inaugurar um novo modo de fazer educação, o prefeito João Campos lançou o EducaRecife, programa vanguardista que estabelece o novo programa de ensino híbrido nas escolas municipais da cidade. De agora em diante, o ensino municipal contará com estrutura de quatro novos estúdios para gravação de aulas, acesso à internet gratuita e uma nova plataforma para acompanhamento das aulas e interação de estudantes e professores. A Prefeitura garantiu ainda aquisição de mais de 42 mil tablets que serão entregues a estudantes do Ensino Fundamental e da Educação Especial. Inovador, o EducaRecife, que recebe investimentos na ordem de R$ 55 milhões e conta também com uma nova unidade educacional para aulas digitais, instalada no Centro de Educação, Tecnologia e Cidadania (CETEC), na Boa Vista. O programa coloca a tecnologia como grande aliada no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes, amplia os espaços de conhecimento ao permitir que o aluno aprenda na escola e em casa; e traz o professor como um dos principais personagens neste mix de aulas presenciais e digitais. Devido à pandemia da covid-19, as aulas presenciais nas escolas e creches da Rede Municipal de Ensino do Recife estão suspensas desde março do ano passado. Mesmo com o anúncio da retomada dessas atividades presenciais, em etapas, a partir do dia 22 de julho, o ensino híbrido, que envolve atividades presenciais e não-presenciais, será uma realidade no pós-pandemia para professores e estudantes, que diante do cenário pandêmico tiveram que se reinventar na forma de ensinar e aprender. “A gente lança hoje o Educa Recife, o maior programa de ensino híbrido que o Recife já viu. São 55 milhões de reais investidos com 42 mil tablets que serão distribuídos para as crianças do 4º ao 9º ano. Com a garantia de que toda criança com deficiência da rede municipal vai receber o tablet. A gente vai também garantir a internet gratuita para todos os gestores, professores e estudantes da rede. E mais do que isso, a gente conta com uma rede que está animada, engajada, com professores e professoras, gestores e gestoras que vão poder se dedicar e transmitir o conhecimento para os nossos estudantes nesse momento”, detalhou o gestor municipal. No anúncio, o prefeito João Campos ainda destacou que o EducaRecife permite uma grande ampliação do volume de aulas transmitidas pela internet e por TV aberta, passando da atual 1 hora diária, para um total de 14h30 de aulas transmitidas. “É fundamental manter o vínculo da criança com a escola e da relação com o conhecimento . A gente vai multiplicar por 14 vezes o número de horas transmitidas diariamente. Serão 14h e 30 minutos por dia na televisão aberta em cinco canais. A gente construiu uma escola municipal digital, onde já tem quatro estúdios funcionando. A partir de amanhã, já começa a transmissão nos canais abertos de televisão, pra gente garantir que toda criança e jovem recifenses vão ter acesso a educação de qualidade”, acrescentou o prefeito. “O maior objetivo do programa é complementar o trabalho que vai ser desenvolvido nas escolas com o ensino híbrido, que consiste em uma parte das aulas presenciais e outra parte de forma remota. Toda essa estrutura, além de ajudar nesse contexto de pandemia, é um grande legado que fica para a educação do Recife. Vai permitir uma série de atividades, formação de professores, lives e transmissões das mais diversas, tanto pela internet, quanto pela TV. Com certeza vai ajudar a fortalecer a educação do Recife e trabalhar, inclusive, na recuperação da aprendizagem das crianças que foram prejudicadas com a pandemia”, reforçou o secretário de Educação, Fred Amâncio. Como representante dos parceiros do programa EducaRecife, o CEO da Fundação Lemann, Denis Mizne, parabenizou o Recife por oferecer em tão pouco tempo uma solução que pode levar os estudantes para o futuro da educação. “A gente vê um enorme potencial no que está sendo feito aqui, porque as nossas crianças precisam mais do que nunca de mais apoio, de ter mais interação, de ter mais cuidado nessa volta. O ensino vai ser híbrido pra sempre, ele não vai ser só híbrido agora, a gente tem que compatibilizar o melhor da tecnologia com o melhor do presencial. Isso vai permitir que a gente consiga atender melhor os desafios de cada estudante, lidar melhor com aqueles que estão um pouco pra trás, tornar a aula, mais atraente, tudo isso a gente tá vendo. É muito emocionante e inspirador pra gente ver que é possível, numa cidade grande como Recife, uma capital. A Fundação Lemann é parceira da Secretaria de Educação do Recife em muitos projetos. Aqui no EducaRecife a gente está ajudando na formação dos professores para o ensino híbrido, está ajudando com recursos para a conexão dos alunos à internet e possibilitando a troca com outras secretarias do Brasil, com outros especialistas que estão lidando com os mesmos desafios. A gente está muito feliz em fazer parte dessa parceria, não só a Fundação Lemann, mas também o Instituto Gesto, Instituto Natura, Instituto Península”, disse. Para viabilizar o ensino híbrido e garantir aprendizagem dos estudantes para além da sala de aula, 42 mil unidades de tablets serão entregues. A aluna do 6º ano do Ensino Municipal, Thayse Alves, 12 anos, foi a aluna escolhida para representar todos os alunos da rede no lançamento. “Antes tinha pouco tempo para tirar todas dúvidas e conversar com os professores. Eu acho que agora vai ser muito mais interessante, porque a gente vai poder esclarecer mais as dúvidas, vai ficar mais fácil falar com eles e fazer as atividades. Vai facilitar bastante para todos os estudantes”, compartilhou Thayse. ESCOLA MUNICIPAL PARA AULAS DIGITAIS – A Escola Municipal para Aulas Digitais foi criada especialmente para o programa e conta com 45 professores que contemplam todas as etapas e modalidades de ensino ofertadas pela Rede Municipal de Ensino do Recife, além

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“É positivo para o PSB de Pernambuco a entrada de Dino e Freixo no partido.”

S emanas atrás, dois políticos que tinham forte identificação com seus partidos – Marcelo Freixo que era do PSOL e Flávio Dino, do PCdoB – surpreenderam ao declararem sua filiação ao PSB. Nesta conversa com Cláudia Santos, a cientista política, professora da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), Nara Pavão, analisa como essas duas figuras, de atuação reconhecida nacionalmente, podem beneficiar a legenda socialista, em especial em Pernambuco. Nara comenta também as perspectivas para as próximas eleições e afirma que o presidente Jair Bolsonaro tem chances de se reeleger. Segundo a cientista política, ele conta com uma base de eleitores incondicionalmente fiel e pode trabalhar os resultados da vacinação e da recuperação econômica (que deve acontecer no ano que vem) a seu favor. Mas caso seja rejeitado nas urnas, ela acredita que tentará um golpe, porém não contará com o apoio de setores da sociedade e, provavelmente, não terá sucesso. Autora de uma pesquisa sobre fake news nas eleições de 2018, ela assegura que as notícias falsas não têm a capacidade de mudar o voto das pessoas, mas é munição para acirrar ainda mais a polarização. Como a senhora analisa a filiação de Marcelo Freixo e Flávio Dino ao PSB? Acho que há dois efeitos. O primeiro deles é sobre a fragmentação partidária. Esses dois políticos estão saindo de partidos menores para um partido um pouco mais estruturado. Então, isso é visto positivamente porque o sistema partidário brasileiro é muito fragmentado e a ida desses dois políticos para um partido um pouco mais forte sinaliza na direção da redução da fragmentação. Claro que o PSOL e o e o PCdoB não deixam de existir porque esses dois políticos saíram desses partidos. Mas, essa saída é boa porque diminui um pouco essa fragmentação. São políticos de peso que vão para o mesmo partido e para um partido que já era um pouco mais forte do que aqueles que eles estão deixando para trás. Outro efeito é que tanto o Dino quanto o Freixo são políticos claramente associados com à esquerda. Não são ambíguos em relação a isso. Já o PSB é um partido um pouco amorfo, principalmente no nível nacional. Ele não tinha uma marca ideológica muito forte. Com a ida desses dois políticos claramente de esquerda, o PSB assume mais o seu perfil de esquerda mesmo. E isso fica mais claro, sinaliza para população que o PSB é um partido de esquerda. Então, eu acho que os dois efeitos são bons. Existe a possibilidade do PCdoB se fundir ao PSB? É possível ter sucesso uma frente da esquerda e centro-esquerda? Em relação à primeira parte da pergunta, eu não saberia dizer quais são as reais intenções do PCdoB e se de fato quer se fundir ao PSB. Agora, é possível, sim, ter uma frente de esquerda e de centro-esquerda. A de centro-esquerda é a que estão querendo costurar. Na verdade, quem conseguir ganhar o centro, seja a esquerda, seja a direita, vai ter uma vantagem muito grande em 2022. E no atual momento, a esquerda está sendo mais capaz de flertar com centro do que a direita, e muito devido à moderação dos atores de esquerda, que entendem que o momento requer essa união e essa moderação. Ou seja, em razão dessa aproximação da esquerda com o centro, como também pelas ações deliberadas de Lula de tentar costurar uma aliança que envolva forças mais moderadoras, é muito possível que se forme uma coalizão de centro-esquerda. Quais as repercussões que essa situação traz para o cenário político de Pernambuco? Isso é muito positivo para o PSB. Pernambuco é um Estado muito petista, a força do PT e do lulismo é muito forte no Estado e no Recife. Então, é muito positiva para o PSB essa identificação mais forte com as forças de esquerda, com partidos de esquerda e com líderes claramente de esquerda. E não me refiro apenas a essa aproximação do PSB com Flávio Dino e com Freixo mas, também, à aproximação de Lula com PSB. Inclusive ele está combinando uma vinda a Pernambuco para, exatamente, costurar essas alianças. Então, eu acho que isso tende a fortalecer o PSB no nível estadual e no nível nacional, ao se apresentar mais claramente como um partido de esquerda ou de centro-esquerda. Huck e Amoêdo desistiram de se candidatar para a Presidência da República. Por que candidaturas encaradas como “terceira via” continuam inviáveis na conjuntura atual? A polarização é muito forte. O PT, Lula e as forças de esquerda estão se unindo mais, se identificando e se assumindo mais enquanto forças de esquerda e, principalmente, enquanto forças de oposição ao Bolsonaro. E tem também o lado bolsonarista que é bastante forte, bastante coeso e que representa, sim, um peso importante para 2022. Se você perguntar para a população, grande parte dela não gostaria de votar em Lula e em Bolsonaro. Existe essa demanda por uma terceira via. O que não existe é consenso a respeito do formato, da cara dessa terceira via. Não é fácil preencher e criar uma terceira via viável e com apelo que inspire consenso na população num momento de alta polarização. Não é um trabalho trivial. Amoêdo não seria um consenso, eu não o vejo como uma terceira via. Huck seria, porque ele, inclusive, tem se apresentando como a terceira via, como alguém que está muito no centro e que teria capacidade de diálogo e que seria um outsider. Por isso avaliava a candidatura dele como sendo a que poderia ter maior sucesso nesse sentido. Amoêdo não acho que conseguiria se apresentar como uma terceira via viável, acho que ele já é muito associado a forças da centro-direita. Ele é um centro-direita diferente da direita tradicional, acho que a demanda para esse tipo de político é muito baixa no sistema atual. LEIA A ENTREVISTA COMPLETA NA EDIÇÃO 183.4 DA REVISTA ALGOMAIS: assine.algomais.com

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Procura por serviços de saúde mental aumentou 80% por empresas da indústria

Como as empresas estão lidando com o quadro acentuado de estresse e ansiedade das suas equipes? Ao menos no setor industrial, o Sesi informa que em um ano houve um aumento de 80% da procura por serviços de saúde mental. Na análise de Lívia Rabelo, que é analista de qualidade de vida do Sesi em Pernambuco, esse movimento revela a preocupação das corporações com seus trabalhadores. “Esse é o principal desafio para as empresas. São as pessoas que geram renda e resultados. Se elas não estiverem saudáveis física e mentalmente haverá um grande impacto social e na economia. É essencial esse olhar para os trabalhadores”, afirma. Livia afirma que há uma percepção do aumento das ações no setor da indústria no cuidado com a saúde física dos seus trabalhadores, mas essa procura é maior sobre a saúde mental, que vem trazendo impactos para a produtividade do setor. “O cenário que temos vivido desde o ano passado é totalmente novo. As indústrias estão tendo também que se adaptar a todas as mudanças. E o momento que estamos estamos vivendo da pandemia, segundo a OMS, é marcado pelo aumento dos transtornos mentais e traumas psicológicos”. Ela lembra que uma pesquisa recente da IPSOS, encomendada pelo Fórum Econômico Global, revelou que a saúde mental de 53% dos brasileiros piorou no último ano. “Muitos desses são profissionais da indústria e trabalhadores ativos. Isso vem trazendo impacto grande nesse ambiente de trabalho”. Além do próprio medo da doença, as mudanças bruscas nas rotinas de trabalho que foram impostas pela pandemia, seja para um serviço remoto, híbrido ou mesmo presencial, contribuíram para o aumento do estresse laboral.  “O home office trouxe grandes dificuldades, pois as casas em geral não tem estrutura adequada para as reuniões virtuais. É preciso compartilhar espaços com companheiros e filhos. Isso traz tensão e desgaste. Para quem segue no trabalho presencial há um medo constante da contaminação e transmissão com seus familiares, muitos convivem com pessoas dos grupos de risco. Tudo isso gera impactos na saúde mental, além do estresse normal do trabalho”. Livia relata que de acordo com dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, houve um aumento de 33,7% das concessões de auxílio doença por causa de transtornos mentais em 2020. Todo o cenário de medo, ansiedade e estresse que temos vivido tem resultado no aumento do número de afastamentos do trabalho, a partir de questões relacionadas aos transtornos mentais, e também do presenteísmo. “Isso tem relação com a perda de produtividade. Absenteismo é ausencia. Mas tem profissionais que estão presentes, mas a carga emocional é tão forte que eles não conseguem produzir bem. Presenteísmo está relacionado aos profissionais que estão presentes, mas não produzem o que poderiam produzir”. A analista do Sesi Pernambuco conta que os programas com foco na saúde mental oferecem serviços como consultas com psicólogos, lives, roda de conversa (que podem ser ser presenciais, seguindo os protocolos de segurança, ou também virtuais), aconselhamento individual, escuta ativa para o trabalhador, além da circulação de pequenos vídeos com dicas. Ações que trazem retornos reais para as empresas e para a vida produtivas dos profissionais. “De acordo com a OMS, cada euro investido em tratamento para depressão e ansiedade traz o retorno de 4 euros para saúde e capacidade de trabalho. Existe um retorno para os investimentos relacionados aos programas de saúde mental dos trabalhadores”.

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Pernambuco tem o segundo voo mais procurado do País e aumenta em 20% a movimentação

Da Secretaria de Turismo de Pernambuco Pernambuco dá passos importantes para uma retomada segura e exitosa na atividade turística. Duas boas notícias chegam como presente neste fim de junho: além de ampliar em 20% a movimentação de passageiros no mês de maio com relação a abril, no mesmo período, o Estado foi responsável pela operação do segundo voo mais procurado do País. Pesquisa divulgada pelo Portal Aeroin analisou dados da Agência Nacional de Aviação (Anac) e listou as dez ligações mais movimentadas do Brasil no mês de maio. De acordo com a análise, a rota Guarulhos-Recife-Guarulhos foi a segunda mais procurada, contabilizando 108.403 passageiros no último mês. “Os números apresentados pela Anac e analisados pelo Aeroin e pela Unidade de Pesquisas da Empetur apontam que estamos no caminho certo da retomada gradual do nosso turismo. Já temos o segundo voo mais procurado do País e ficamos ainda mais felizes pelas companhias aéreas anunciarem o incremento das rotas agora para julho. Isso só nos incentiva a seguirmos fortalecendo nosso turismo, com todos os cuidados, reforçando os protocolos sanitários e capacitando os trabalhadores do setor por meio do Bora Pernambucar”, comenta o Secretário de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes. Além da boa colocação da frequência Recife-Guarulhos, Pernambuco também conta o quarto terminal mais movimentado do País: o Aeroporto Internacional dos Guararapes – Gilberto Freyre. O ranking da Anac nos coloca atrás apenas de Guarulhos (SP), Viracopos (Campinhas, SP) e Brasília. Só em maio, o Aeroporto do Recife registrou 481.918 embarques e desembarques. No ranking do Nordeste, Salvador segue na 2ª colocação, contabilizando 268.573 visitantes no mês passado Além do Recife, o Aeroporto Senador Nilo Coelho, em Petrolina, também dá sinais positivos para a retomada segura. Em maio, foi registrado um aumento de 26,97% na movimentação de passageiros comparado com abril. Foram 17.390 pessoas embarcando ou desembarcando pelo terminal sertanejo.

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Pernambuco ultrapassa aplicação de 4 milhões de doses de vacina

Pernambuco já aplicou mais de 4 milhões de doses de vacina contra a Covid-19, desde o início da imunização no Estado, no dia 18 de janeiro. Ontem (24/06), Pernambuco registrou exatas 4.003.664 aplicações, sendo que 1.056.024 pernambucanos já completaram seu esquema vacinal e 2.947.640 foram imunizados com a primeira dose. Ao todo, foram feitas a primeira dose em 304.776 trabalhadores de saúde; 26.073 povos indígenas aldeados; 43.367 em comunidades quilombolas; 7.700 idosos em Instituições de Longa Permanência; 665.715 idosos de 60 a 69 anos; 399.662 idosos de 70 a 79 anos; 203.295 idosos de 80 anos e mais; 1.554 pessoas com deficiência institucionalizadas; 17.967 trabalhadores das forças de segurança e salvamento; 377.974 pessoas com comorbidades; 28.348 pessoas com deficiência permanente; 53.220 gestantes e puérperas; 169.932 pessoas de 40 a 49 anos; 381.830 pessoas de 50 a 59 anos; 966 pessoas em situação de rua, 885 pessoas privadas de liberdade; além de 264.376 trabalhadores de serviços essenciais. Em relação à segunda dose, já foram beneficiados 219.221 trabalhadores de saúde; 25.702 povos indígenas aldeados; 5.845 em comunidades quilombolas; 5.771 idosos institucionalizados; 303.566 idosos de 60 a 69 anos; 328.524 idosos de 70 a 79 anos; 160.743 idosos de 80 anos e mais; 1.181 pessoas com deficiência institucionalizadas e 5.471 trabalhadores das forças de segurança e salvamento; totalizando 1.056.024 que já finalizaram o esquema vacinal.

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Seguro de renda é opção viável para quem busca segurança financeira

A pandemia provou que não dá para controlar tudo ao nosso redor. Muita gente que estava tranquila financeiramente, se viu sem fonte de renda por motivos de saúde ou das restrições e distanciamento social necessários para conter a contaminação pelo Coronavírus. Contudo, é possível se programar para imprevistos, para isso é que existem os seguros. Segundo a Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o setor obteve um crescimento anual de 3,6% em janeiro. Dados da Sicredi Recife dão conta de que o número de emissão de propostas para seguros de vida aumentou em 136%, quando comparamos o primeiro trimestre de 2020 com o de 2021. A alta procura demonstra que muita gente já percebeu a importância e protagonismo do serviço para quem busca uma maior segurança financeira. INCAPACIDADE TEMPORÁRIA – Existe uma grande variedade de seguros, desde os que protegem o patrimônio, passando pelos de vida, que garantem um valor estipulado em caso de morte do titular, e também os que preveem a possibilidade de incapacidade temporária de trabalhar: o SERIT – Seguro de Renda por Incapacidade Temporária, garante renda mensal, em caso de afastamento do trabalho por acidente ou doença. Para o momento atual, um recurso importante. Segundo Mônica Muniz, gerente de negócios na Sicredi Recife, que oferece o produto através da Seguradora Seguros Unimed, esta é uma modalidade direcionada para profissionais liberais como advogados, arquitetos e, principalmente, os da área de saúde, como médicos e dentistas, que frequentemente ficam expostos no ambiente de trabalho: “Se o associado, com idade até 70 anos, tiver que se ausentar das suas funções por motivo de doença, incluindo Covid, além de acidente ou cirurgia, o seguro será acionado a partir do décimo primeiro dia do afastamento. Ele garante a renda durante o afastamento temporário por até 365 dias, com o associado recebendo uma diária compatível com o que foi contratado. No caso da Sicredi Recife, o teto chega a R$40 mil.” – explica a gestora. O Dr. Carlos Rodriguez, é um dos profissionais liberais que já contaram com o apoio do SERIT: “Tive Covid e, em julho de 2020, fui internado por 22 dias. Fui entubado, mas reagi e tive alta hospitalar. Ao todo foram 35 dias afastado do trabalho, pois ainda precisei passar por reabilitação com fisioterapia. Ou seja, foram dois meses sem ir à clínica.” – relata. O odontólogo conta ainda: “O seguro veio para me auxiliar. Minha esposa acionou a seguradora e, passado o período de carência, que no meu caso foram 12 dias, comecei a receber uma renda mensal como se estivesse trabalhando” – relembra. Ainda de acordo com o Dr. Rodriguez, o momento atual intensifica a necessidade de o profissional liberal, autônomo, se resguardar: “Em minhas palestras, eu sempre falo desta necessidade que nós, autônomos, temos de nos resguardar para um caso de necessidade, com ou sem pandemia. Mas, claro, em tempos como os que estamos vivendo, uma cobertura que garanta renda ganha muito mais importância.” – concluiu.

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As igrejas de Garanhuns e suas histórias, ontem e hoje

*Por Caio Mateus Pessoa, especial para a Algomais. As fotos são de Carlos Tenório “Conheço uma cidade bem pernambucana que todo mundo chama de Suíça brasileira”. É assim que o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, define a cidade de Garanhuns na canção “Onde o Nordeste Garoa”. Muitos a conhecem pelo clima, beleza e o Festival de Inverno, porém poucos conhecem a fundo sua história. Como é tradição comemorar as festas juninas nesta época, iremos trazer fotos antigas e novas das igrejas, além de alguns detalhes da origem delas. Dia 13 de junho é o dia de Santo Antônio e um dos santos comemorados nesta época festiva. O Santo é o padroeiro da cidade e leva o nome da principal igreja de Garanhuns. Esta foi uma das primeiras construídas na Suíça pernambucana em conjunto a igreja de Nossa Senhora da Conceição. Sobre isto, Igor Cardoso, pesquisador do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP) nos conta sobre a história da construção delas.   Catedral de Santo Antônio “A primitiva matriz de Garanhuns foi construída pelo casal Manoel Ferreira de Azevedo e Simoa Gomes de Azevedo no centro do atual Largo do Colunata/Espaço Cultural Luís Jardim, que era a sede da fazenda deles, a Fazenda do Garcia, isso na década de 1710. Já era matriz, sempre dedicada a Santo Antônio, e possuía um cura d’almas, isto é, um pároco, em 1715, como encontramos em um documento da época. Era uma construção muito modesta e rústica, em taipa, e precisou ser restaurada várias vezes ao longo do tempo. Sabe-se, por exemplo, de uma grande reconstrução ocorrida por volta de 1742-43. Na década de 1850, projetou-se a construção de uma nova matriz, mais ampla e em alvenaria, como consta da Planta de 1854, pertencente ao acervo do Arquivo Público Estadual. Essa nova matriz viria a ser, com a criação da Diocese de Garanhuns, em 1918, elevada à condição de Catedral de Santo Antônio, e ficava do outro lado da avenida. Uma vez finalizada a nova matriz, a antiga passou à invocação de Nossa Senhora da Conceição e o espaço em seu redor, o velho “Quadro da Vila”, ficou conhecido por “Largo da Conceição”, ou “Praça da Conceição”. Mas, muito precária, a primitiva igrejinha ruiu completamente em 1891, como atesta Alfredo Leite Cavalcanti, sendo seu material construtivo utilizado na construção do cemitério que existiu nas vizinhanças do Parque Euclides Dourado”. A Paróquia de Santo Antônio foi criada em 1786, quando a pequena Igreja deixou de ser Capela do Curato, sendo elevada à categoria de Matriz. O primeiro Vigário foi Pe. Fabiano da Costa Pereira, no período de setembro de 1786 até outubro de 1793. Atualmente, a Catedral de Santo Antônio é liderada pelo Pe. Josenildo Bizerra da Silva, no qual celebra missas de terça à domingo. Durante o Festival de Inverno de Garanhuns, é palco de música erudita.   . . Igreja de São Sebastião A história da Igreja de São Sebastião se entrelaça com o surgimento do bairro da Boa Vista. Os habitantes pensaram em criar a Paróquia no alto de São Miguel, como relata Gonzaga de Garanhuns, autor do livro Garanhuns em Versos. “O idealizador desta criação foi Pascoal Lopes Vieira de Almeida em que teve apoio da população e iniciaram a construção no ano de 1894. Depois que fizeram os alicerces abandonaram as obras”. A inauguração da igreja só vem acontecer mesmo em 7 de setembro 1922, em conjunto ao Monumento do Ipiranga, mais conhecido como Pirulito, símbolo que marcou o centenário da independência do Brasil. “A história dela começa muito antes disso, quando houve um surto de varíola e os habitantes fizeram uma promessa de que se a doença acabasse iriam fazer uma igreja e assim aconteceu. Construíram uma pequena capela e o pessoal esqueceu. Com isso, ficou abandonada e coincidentemente outra doença voltou e retomaram as obras da igreja”, comenta Thiago Cavalcanti, ex-secretário da Igreja de São Sebastião, a partir e histórias que ouviu dos padres e que foi documentada no jornal da comunidade. “A arquitetura da igreja foi muito modificada em relação a 100 anos atrás e já passou por várias reformas. Numa das construções achamos a placa que marca a inauguração, toda quebrada. Nós ajeitamos e colocamos numa pilastra da paróquia para preservar a história e a memória dela”, relata Thiago sobre sua contribuição para manter viva a história da Igreja. . . Seminário de São José O Seminário São José começou sua construção em 1926, sendo inaugurado em 16 de julho 1927. O primeiro bispo de Garanhuns esteve à frente do projeto foi D. João Tavares Moura. Este também foi responsável por fundar a Escola de Moços Pobres do Trabalho, a União Social Católica de Homens, Filhas de Maria, Apostolado da Oração e a Conferência de São Vicente de Paulo. O primeiro reitor foi o Pe. Miguel Dias Neto, no qual comandou os alunos do internato que iniciavam no ensino fundamental até a conclusão do segundo grau. Segundo o historiador Eduardo Silva, este era um seminário menor e posteriormente viria a ser inaugurado um maior. Em 22 de fevereiro de 1952 foi inaugurado o Seminário São José. Obra que teve a idealização de Dom Mário Villas Boas e houve ajuda para concluir devido ao D. Juvêncio Britto. Na ocasião, reuniu diversos nomes do clero no qual foi realizada uma comemoração. “O Seminário São José, além de preparatório, é também momento de perceber onde estamos. Assim como maior parte das coisas na vida, o Seminário é transitório. Nos faz lembrar que nem tudo está sobre o nosso controle e que precisamos estar sempre em deslocamento, para que possamos alcançar os nossos sonhos aliados aos de Deus. No S. São José aprendemos a amar o outro com seus defeitos, pois com a convivência percebemos principalmente as nossas fraquezas e estamos sempre tendo que lidar melhor com estas inclinações que nos afastam do propósito da vocação dada pelo próprio Deus. Aprendemos cotidianamente o valor da vida interior, buscando sempre diminuir essa desfragmentação natural que ocorre durante o percurso da

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Municípios do Sertão avançam no Plano de Convivência

O Governo de Pernambuco, após análise do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, anunciou em coletiva online, que a partir da próxima segunda-feira (28.06) a Macrorregião 3 – que engloba parte do Sertão e tem como sedes as cidades de Arcoverde, Afogados da Ingazeira e Serra Talhada – vai avançar no Plano de Convivência. As atividades econômicas podem voltar a funcionar até às 20h, tanto nos dias de semana como aos sábados e domingos. Os comércios de bairro e de rua e os escritórios terão horário especial, podendo funcionar até às 19h nos finais de semana. A capacidade permitida nos estabelecimentos será de 50% do total. A secretária executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, alertou que apesar da flexibilização, todos precisam manter os cuidados e a atenção máxima no cumprimento dos protocolos. “Durante as festas juninas, devemos evitar as aglomerações, restringindo as comemorações apenas aos núcleos familiares. Essa é uma fase essencial para que o governo consiga manter o suporte na saúde e que a economia não precise sofrer novas restrições”, apontou. Ela relembrou a recomendação do Ministério Público de Pernambuco, em vigor desde o ano passado, sobre a proibição de fogueiras e queima de fogos de artifício. Ana Paula reforçou ainda as medidas válidas nas demais macrorregiões do Estado. “No Grande Recife, nas Zonas da Mata Norte e Sul, no Agreste e nos demais municípios do Sertão, no geral, o horário de funcionamento das atividades pode se estender até às 22h durante a semana e 21h nos fins de semana”, explicou. Segundo ela, a exceção são as academias de ginástica, que devem fechar às 22h durante a semana e às 18h nos sábados e domingos. Museus, teatros e cinemas podem funcionar, mas com limite de 30% da capacidade, e os eventos corporativos podem ser realizados com até 50 pessoas. ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA – De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, na análise da última Semana Epidemiológica (SE 24), pela 3ª semana consecutiva, Pernambuco observou uma redução nos indicadores da Covid-19, configurando uma tendência clara de desaceleração. “Em relação aos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), foram 1.395 registros – o menor patamar desde meados de março. E na comparação com a Semana 23, houve redução de 21%. Em 15 dias, a queda foi de 28,5%”, informou. Já em relação às solicitações de leitos de UTI, Pernambuco teve uma redução de 15%. Com isso, pela primeira vez em sete meses – desde novembro do ano passado – a taxa de ocupação dos leitos de terapia intensiva está na casa dos 80%. Até na 3ª Macrorregião, a mais preocupante, também houve queda nos casos de SRAG – de 21% em uma semana e 23% em 15 dias, justificando o avanço no Plano de Convivência. SÃO JOÃO – Apesar da tendência de queda nos indicadores, André Longo ressaltou que a população precisa ficar atenta para evitar um novo recrudescimento da doença, e alertou para os cuidados durante os festejos juninos. “Apesar de animadores, os indicadores não significam que vencemos a pandemia. O vírus continua entre nós e, neste momento, 1.750 pessoas estão internadas, lutando pela vida em leitos de UTI das redes pública e privada. Assim como já vimos em outros momentos, o comportamento negligente no São João poderá cobrar seu preço. Comemore com segurança, porque só protegendo a vida poderemos superar a pandemia e seguir em frente”, completou o secretário.

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Festas Juninas e o Autismo

São João se aproximando, algumas escolas e famílias já estão preparando suas festinhas – seja presencial, respeitando os protocolos, ou virtual. Esse é um momento que requer atenção dos cuidadores de crianças no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), porque sabemos que crianças autistas podem ser mais sensíveis a estímulos muito comuns nessa época, como: o barulho dos fogos de artifício, a música alta, as roupas, o colorido, entre outros. O importante mesmo é lembrar que o que vale, é a criança se sentir confortável para vivenciar as festas. A fonoaudióloga comportamental Maria Bethânia Mendes deixa algumas dicas para ajudar nesse processo: . Ainda dá tempo de fazer em casa, uma simulação da Festa Junina, para que a criança vá se familiarizando. Ela pode experimentar a roupa de São João, treinar a maquiagem, provar os acessórios e ouvir as músicas características da época; previsibilidade é essencial! . Vídeos reproduzindo festas juninas, também podem ajudar as crianças com autismo a se acostumarem com a celebração. Videomodelagem é uma ferramenta preciosa! . Se a criança frequenta a escola e lá terá um momento de festa junina com a turminha e mesmo com toda a preparação, ela ainda estiver insegura, talvez possa estar acompanhada de algum cuidador para mediar o processo e ajudá-la a sentir-se mais segura e tranquila; a mediação é um dos instrumentos mais indispensáveis na atuação junto a pessoas no TEA. . Considere usar abafadores de ruído como fones de ouvido, por exemplo, se houver fogos de artifício em alguma comemoração, no bairro onde mora, etc, e sua criança for muito sensível a esses barulhos; diminuir a carga e a intensidade dos estímulos aversivos pode ser necessário. . E, apesar de tudo isso, está tudo bem se a criança preferir não participar. Esse processo já foi uma aproximação! O mais importante é ela se sentir bem!

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