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“De 80% a 90% do hidrogênio verde produzido em PE será exportado para Europa”

Armando Abreu, presidente da Qair Brasil, fala sobre o investimento bilionário previsto da empresa para Pernambuco. Caso seja confirmada a viabilidade técnica e econômica, a primeira fase da instalação da usina de hidrogênio verde deverá trazer para o Estado US$ 1 bilhão de aportes da corporação de origem francesa. Nesta entrevista concedida à Revista Algomais, ele, que é PhD em energias renováveis, fala ainda do principal destino do hidrogênio verde produzido no Estado e no Nordeste e na capacidade de atração de outros empreendimentos dessa cadeia produtiva. Vocês anunciaram o início dos estudos de viabilidade técnica e econômica. Que fatores são essenciais nesses dois aspectos para que haja uma decisão da construção da Planta de Hidrogênio Verde em Pernambuco? Os fatores que nos levaram a escolha do Porto de Suape têm a ver essencialmente com a localização exata do porto, que é favorável geograficamente, bem como as condições naturais do estado em relação ao mercado de energias renováveis e o excelente ambiente de negócios, criado pelo Governo do Estado de Pernambuco. Há alguma previsão de tempo para conclusão desses estudos? Cerca de 1 ano ou 1 ano e meio. Então acreditamos que até o final de 2022 teremos respostas sobre a implantação. Uma planta prevê a instalação de 4 conjuntos de eletrolisadores de água em áreas localizadas na Zona Industrial Portuária em 4 fases de implantação. Qual a ordem de investimentos para um empreendimento deste porte, caso aprovado? O projeto total engloba 2240 MW de capacidade, divido em 4 fases, com investimento global de aproximadamente US$ 4 bilhões. O início da implantação está previsto para 2023 até 2030, iniciando com proximamente US$ 1 bilhão entre 2023 e 2024 e depois, entre 2026 e 2028, com US$ 1 bilhão, respectivamente, até que se complete a capacidade e o investimento total. Em geral, um empreendimento estruturador como esse tem capacidade de atrair outros investimentos para atender sua cadeia produtiva. Que tipo de empreendimentos poderiam ser atraídos para atender a cadeia produtiva do hidrogênio verde? O tipo de empreendimento e/ou industrias que podem ser atraídos são no setor de metalmecânica, da indústria de serviço e de energia eólica e solar, ou seja, há toda uma cadeia produtiva ligada, independente de toda aposta de investimento em desenvolvimento tecnológico, e até mesmo de formação de pessoas. Quais seriam os principais clientes do hidrogênio verde no Brasil? E como está a demanda de exportação deste produto? Os principais clientes de hidrogênio verde no Brasil, na minha opinião, hoje, com os dados que temos, eu penso que 80% a 90% será virado para a exportação na Europa. Como todos sabem, a comunidade europeia tomou uma decisão de, até 2030, implantar 80 gigawatt de hidrogênio, dos quais quarenta seriam produzidos na comunidade, quarenta seriam importados de outros locais. É aí que o Brasil e o Nordeste, Pernambuco, se situam. Por isso, numa primeira fase eu acho que entre 80% e 90% da produção será para exportar para a Europa. Hoje praticamente não há exportação nenhuma de hidrogênio, se houver é muito pouca. Nós temos algumas indústrias locais que consomem hidrogênio também, mas eu continuo convencido de que a grande maioria da produção de hidrogênio será para exportação.

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Prefeitura do Recife entrega 2 km de novas avenidas com ciclovia na região do Rio Beberibe

Da Prefeitura do Recife O prefeito João Campos entregou mais de dois quilômetros de obras de saneamento e requalificação das margens do rio Beberibe. As obras foram executadas pela Secretaria de Saneamento do Recife e estão dentro do programa PAC Beberibe. O investimento foi em torno de R$ 29 milhões, incluindo pavimentação, ciclovia, drenagem, esgotamento sanitário, abertura de vias e desobstrução das margens. “Estamos aqui na margem do Rio Beberibe, em uma nova obra construída pela Prefeitura do Recife, com expansão de vias, de ciclofaixa e de calçadas. A gente sabe que é fundamental melhorar a infraestrutura da cidade e aqui a gente pode estar ajudando as pessoas com a drenagem e expansão do saneamento”, disse o prefeito João Campos. As margens do Rio Beberibe ganharam mais 1,5 km de avenida, começando na avenida Cidade do Monteiro e conectando-se com importantes vias da região, como as avenidas Hildebrando de Vasconcelos, Uriel de Holanda e Beberibe. A pista de rolamento tem 7 m de largura, com calçadas, acessibilidade, sinalização, iluminação pública, redes coletoras de esgoto, galerias de drenagem pluvial e arborização. Foi feita também uma nova avenida de 700 metros nas margens do Rio Morno, afluente do Beberibe, até a Rua Guarajá. A população passa a contar também com a Ciclovia Beberibe, que tem 2 km de extensão e se conecta à Ciclofaixa Sebastião Salazar, formando, assim, uma rede de 68 km conectados entre o Centro e a Zona Norte da cidade. Até o final de setembro, o Recife terá 160 km de malha cicloviária para garantir a segurança dos ciclistas e fomentar a mobilidade ativa. Devolver a dignidade a quem vive em áreas ribeirinhas é um compromisso da gestão, como lembrou Erika Moura, secretária de Saneamento do Recife. “A gente hoje está entregando 2,2 quilômetros de via pavimentada, com calçamento e ciclofaixa, para dar mais dignidade, saúde e qualidade de vida às pessoas. A gente retirou a população das palafitas, removeu mais de 2 mil pessoas para habitacionais e hoje aqui está entregando uma obra de grande impacto para a vida dos moradores.” CRESCIMENTO – A malha cicloviária do Recife vem recebendo destaque devido à sua evolução nos últimos anos. A cidade foi a que mais avançou na execução do Plano Diretor Cicloviário de Pernambuco, com mais de 70% das rotas complementares sob responsabilidade da PCR cumpridas. Em 2019, o Recife foi eleito a quarta cidade com a rede cicloviária mais acessível do Brasil em um índice do Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) que contabiliza a população que está até 300 metros próximo a uma estrutura cicloviária. Desde o início da pandemia da Covid-19, já foram implantados 39,8 km de rotas cicláveis na cidade.

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“Quando retornarmos à normalidade, a universidade vai voltar diferente”

E m maio do ano passado, ainda na primeira onda da Covid-19, Marcelo Carneiro Leão foi eleito reitor da UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco). De lá pra cá, tem enfrentado muitas dificuldades. A principal delas originada do corte de 21% no orçamento da instituição e sobre esse valor cortado há ainda 13,8% bloqueado pelo MEC. Neste período, o reitor tem presenciado também aceleradas transformações no ambiente acadêmico provocadas pela introdução repentina do ensino remoto. Nesta entrevista a Cláudia Santos, o reitor da UFRPE fala sobre as mobilizações que as universidades públicas têm realizado junto ao Congresso Nacional e à sociedade para a recomposição orçamentária das instituições. Conhecido por sua grande interatividade nas mídias sociais, Marcelo Carneiro Leão também comenta os desafios para implantar o blended learning, ou ensino híbrido de qualidade no País. Esse é um caminho sem volta, segundo Carneiro Leão, que é pós-doutor no uso das tecnologias da informação e comunicação no ensino de ciências pela Universitat de Barcelona. “Quem esteve no dia 15 de março de 2020 aqui na Rural, vivenciou um dia histórico: o último dia em que a Universidade Federal Rural de Pernambuco funcionou naquele formato. Isso serve para todas as instituições superior de ensino. Teremos uma nova universidade, o impacto que a pandemia causou não permite retornar da mesma forma que antes”, vaticina o reitor. Quais as consequências desses cortes no orçamento da universidade? Já vínhamos sofrendo, desde 2015, um decréscimo orçamentário que se agravou nos últimos dois anos e, principalmente, neste ano. Comparativamente – vou informar os números específicos da Rural – tivemos um corte de 21% no orçamento em relação ao ano anterior e sobre esse orçamento cortado ainda tem 13,8% bloqueado pelo MEC. Nosso orçamento é dividido em duas grandes áreas: investimento e custeio. No investimento, estamos zerados, tínhamos R$ 16,6 milhões, hoje temos um recurso de R$ 42 mil que é para a acessibilidade, já vem carimbado, e duas emendas, uma para o Instituto Menino Miguel, R$ 250 mil, e R$ 150 mil para Parnamirim (Estação de Agricultura Irrigada de Parnamirim, um campus avançado). Ou seja, não tenho nada para fazer de investimento este ano se não for recomposto o orçamento. Isso é grave, mas ainda mais grave é a situação do custeio que inclui pagamentos de água, luz, bolsa, terceirizados etc. Tivemos que cortar vários postos de terceirizados nas áreas de limpeza, transporte, recepção, só não cortamos em segurança. Fizemos um corte grande. Mantivemos as bolsas dos alunos e vamos reavaliar daqui a dois meses porque esperamos que alguma coisa seja recomposta desses 21%, caso contrário, ficaremos sem condição. Com toda certeza, se hoje estivéssemos com aulas presenciais, talvez não chegássemos no próximo mês com condições de manter a universidade funcionando, com o restaurante universitário aberto, aumento de energia etc. Sem isso, ganhamos um fôlego de dois a três meses. Mas, se não houver recomposição, vai ser bem problemático. Que ações as universidades públicas têm feito para reverter essa situação? A única forma de reversão é no Congresso Nacional na forma de um projeto de lei. A Andifes (Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior) está mobilizada. Estamos mobilizando nossos senadores e deputados, conversando com eles sobre a possibilidade de uma recomposição orçamentaria por meio de um projeto de lei. Já fizemos o que preventivamente como gestor teríamos que fazer que são esses cortes para ganhar um certo fôlego. Estamos fazendo ações também junto à sociedade. Estamos participando de divulgações, de entrevistas, de mobilizações, para que a própria sociedade perceba a importância das universidades no seu cotidiano, no enfrentamento da pandemia e pressione os parlamentares para a recomposição orçamentária. Qual tem sido a receptividade dos deputados e senadores? Os parlamentares independentes e oposicionistas absorvem a ideia e estão participando e colaborando. Infelizmente, existe uma base negacionista muito complexa mas acreditamos que possa haver algum movimento favorável numa parte dessa base. É aquela base de políticos que, ao perceber que a sociedade está se mobilizando para um lado, eles vão junto. Então, estamos mobilizando a sociedade e as entidades para ver se eles se sentem pressionados e, como vai ter uma eleição ano que vem, talvez isso mude um pouco o pensamento deles sobre essa questão orçamentária. O senhor acha que as universidades deveriam estar mais próximas da população, inclusive para ela entender a importância dessas instituições? Com certeza. Essa é uma das questões que a gente tem sempre que pensar e as universidades têm que fazer um mea culpa. Nós passamos muito tempo sem nos comunicarmos bem com a sociedade e parte dela acha que a universidade é algo isolado, uma ilha, não percebe a importância da formação dos profissionais, da pesquisa que é desenvolvida e da extensão. E isso permitiu que pessoas inescrupulosas começassem a passar a visão de que aqui na universidade só havia balbúrdia, sexo, drogas, e que aqui ninguém fazia nada. Uma parte da sociedade se apropriou dessa informação de forma equivocada por culpa também da universidade. Hoje, temos trabalhado a necessidade de melhorar o nosso diálogo, nossa comunicação com a sociedade. Há uma cultura que precisa ser vencida nas universidades – que existe até pela questão de financiamento – que é se preocupar em publicar papers etc. e não ir, por exemplo, para as periferias. O que é que as periferias das cidades sabem da universidade? Como os projetos de extensão podem impactá-las? Então, isso está servindo como um subproduto bom da pandemia, dessa crise orçamentária, que é a necessidade de repensarmos essa relação sociedade/universidade. Leia a entrevista completa na edição 183.2 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Prefeitura apresenta políticas públicas para modernização do Bairro do Recife

Da Prefeitura do Recife Buscando construir um ambiente que propicie a atração de negócios, aliando preservação do patrimônio histórico, cultural e turístico, com respeito à vocação tecnológica e de inovação. Seguindo essas premissas, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife apresentou, durante audiência pública virtual promovida pela Câmara Municipal de Vereadores, nesta terça-feira (15), o projeto de modernização do Bairro do Recife. No encontro, que contou com a presença do secretário Rafael Dubeux e teve as participações de representantes de setores produtivos, como Porto Digital, CDL Recife, Sesc-PE e vereadores, também foram discutidos temas ligados à mobilidade urbana, descarbonização, conectividade e para a região. Durante a audiência pública, o secretário municipal Rafael Dubeux apresentou algumas ações previstas dentro do Projeto de Modernização do Bairro do Recife, a exemplo do o embutimento de fios da rede elétrica e de telecomunicações, projeto-piloto que está em fase de elaboração. Segundo o secretário, a proposta abrange a requalificação e alargamento de calçadas, iluminação inteligente – que pode ser alterada de acordo com a necessidade de um evento -, a implantação de novas rotas de ciclovias, arborização dos espaços, ampliação da pedestrianização de ruas do bairro, a exemplo do que ocorreu na Rua do Bom Jesus, além da elevação do leito das ruas, permitindo uma melhor acessibilidade para a população. “Os postes e a fiação escondem a beleza de prédios históricos e queremos tornar a cidade mais atrativa. Esse é um projeto que tem potencial transformador para o bairro, que beneficiará o recifense, atrairá turistas e novas atividades econômicas para a região”, disse Rafael Dubeux, durante o encontro. De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, a Prefeitura do Recife pretende implantar no bairro abrigos de ônibus conectados, que disponham de carregadores de USB e painéis. Esses equipamentos vão exibir informações sobre os percursos dos ônibus e horários de chegada em tempo real. Ainda dentro da proposta de modernização do bairro do Recife, a gestão municipal pretende implantar relógios inteligentes com sensores atmosféricos, ampliar conexões de telecomunicações, através de redes de cabos submarinos para atração de datacenters e infraestrutura de conexão de qualidade 5G, entre outras iniciativas. A audiência pública foi presidida pelo vereador Marco Aurélio Filho e participaram o presidente do Sindlojas e CDL Recife, Fred Leal; o presidente do Sistema Fecomércio, Bernardo Peixoto; o presidente da Abrasel-PE, André Araújo; o superintendente do Porto Digital, Gustavo Rocha; o professor e urbanista Francisco Cunha; o diretor do Museu Militar do Forte do Brum, coronel André Monteiro; o presidente da Associação Comercial de Pernambuco, Thiago Carneiro; o gerente de Desenvolvimento Turístico do Recife Antigo; Tota Faria; representante do empreendimento Moinho Recife, Fabian Bezerra; e os vereadores Zé Neto e Alcides Cardoso.

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Nova fase do Bora Pernambucar incentiva a retomada do turismo

A Secretaria de Turismo e Lazer e a Empetur anunciaram novidades do Bora Pernambucar, o programa de interiorização do Turismo do Estado. Com foco na preparação de municípios para a retomada do setor no segundo semestre, foram apresentados o projeto Pernambulando, o novo design no site Bora Pernambucar e a programação de divulgação online do destino Pernambuco. “É com muita expectativa que apresentamos essa nova etapa do Bora Pernambucar, uma iniciativa que muito nos orgulha, por ter conseguido de fato despertar o interesse dos pernambucanos por viajar pelo Estado. Durante todo este tempo de pandemia, seguimos trabalhando para uma retomada gradual e segura neste segundo semestre. E agora apresentamos nosso novo site, a campanha de mídia focada em redes sociais e em revistas de turismo, ação nos voos da Azul e o Pernambulando, que vai estruturar as cidades que ainda não possuem CAT”, detalha o secretário Rodrigo Novaes. Nova menina dos olhos do Bora Pernambucar, o Pernambulando vai funcionar como um ponto móvel de divulgação das atrações turísticas dos municípios. Em formato de carroça, ele tem estrutura móvel, podendo ser facilmente levado a eventos, espaços diversos, possibilitando que a cidade utilize-o da melhor forma que desejar. O nome deste “centro de atendimento volante” traduz a ideia do caminhar, andar por diferentes locais, sem rumo, e ao mesmo tempo, tendo Pernambuco como destino certo. Inicialmente, 23 municípios das três regiões receberão o novo equipamento: Arcoverde, Águas Belas, Bonito, Buíque, Cabo de Santo Agostinho, Caruaru, Garanhuns, Gravatá, Goiana, Igarassu, Ilha de Itamaracá, Itapissuma, Ipojuca (Porto de Galinhas), Lagoa Grande, Palmares, Pesqueira, Petrolândia, São Benedito do Sul, São José da Coroa Grande, Serra Talhada, Sirinhaém, Tamandaré e Triunfo. Além de um lote do Passaporte Pernambuco, carimbos das cidades e seus atrativos, o Pernambulando terá folheteria atualizada sobre os destinos, o Guia Bora Pernambucar e um tablet acoplado para que os visitantes possam navegar pelo site do programa. O site do Bora Pernambucar também foi renovado. Agora, 50 municípios são contemplados. Uma das principais novidades é a possibilidade do usuário acessar roteiros integrados, com programação de um a oito dias, por várias cidades. É possível fazer o download da programação da viagem. A Empetur também deu início a uma nova campanha de mídia digital para divulgar Pernambuco como um destino seguro, dando destaque ao Selo Turismo Seguro, criado pelo Governo do Estado e à certificação internacional, Safe Travels. “A ideia é apresentar Pernambuco como um local seguro para os turistas que estão pesquisando destinos para viajar. Escolhemos trabalhar com mídias especializadas, redes sociais, além de ação com a Azul, que possui o hub no Aeroporto do Recife. Acreditamos que a campanha ajudará bastante a impulsionar a retomada do turismo local”, pontua o presidente da Empetur, Antonio Neves Baptista. As peças serão publicadas nas redes oficiais do Turismo do Estado e em sites e revistas especializadas. Um novo vídeo institucional também foi apresentado, além de ações para divulgação da Azul Linhas Aéreas. Ao longo dos meses de junho e julho, serão feitos speech temáticos (fala do comissário) a bordo de aeronaves, anúncio no site da companhia e no Tapete Azul – tecnologia de realidade aumentada usada para indicar ao passageiro o momento certo de embarcar. Essa última ação foi realizada em 16 portões do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas.

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Saúde mental: empresas devem ficar atentas ao adoecimento de suas equipes

Que as incertezas da pandemia aumentaram o nosso nível de estresse não é novidade para ninguém. Mas o que as corporações e pesquisadores têm identificado é que os impactos na saúde mental tem efeitos diretos também na produtividade no trabalho e, consecutivamente, no desempenho das empresas. Conversamos com Luciana de Almeida, consultora e sócia da TGI, sobre esse cenário da vida profissional. Ela analisa esse impacto e dá dicas de como as lideranças devem agir. Em um período que tantas pessoas enfrentam problemas relacionados a ansiedade e tem dificuldades de manter a saúde mental devido à pandemia, que cuidados as empresas devem ter com sua equipe de profissionais? Estamos vivendo uma época em que a saúde mental das pessoas está sendo muito afetada. O Brasil é um dos países campeões em adoecimento por ansiedade e depressão, e isso é muito sério. É preciso desmistificar a doença psíquica para que ela possa ser tratada e acolhida pela comunidade em que o indivíduo faz parte. Existe um comportamento mais comum quando nos deparamos com pessoas com comprometimento psicológico que é o afastamento. Muitas vezes motivado pelo preconceito, outras pelo sentimento de não saber como lidar com a situação. Mas o fato é que a pandemia trouxe esse assunto para a vida de todos nós. Pesquisas mostram que um terço ou até a metade da população pode vir a ter alguma doença psíquica decorrente da situação atual. Isso é muito grave e afeta a todos de um modo geral. As empresas tem um papel importante nos cuidados com suas equipes e devem ficar atentas aos sinais de adoecimento e, além disso, promover ações que possam favorecer a saúde e bem estar dos colaboradores, seja pela ação do RH seja pela atuação das lideranças. Entre os quatro pilares da gestão de pessoas, que são respeito, cuidado, estimulo e reconhecimento, nesse momento de pandemia, a atenção deve se voltar especialmente para o respeito – especialmente às diferenças, compreendendo que as pessoas reagem de forma diferente às situações, e cuidado – e neste caso tem espaço demais para desenvolver ações de acolhimento aos que adoeceram e de prevenção para evitar mais sofrimento. Diálogo, escuta, interesse pela vida das pessoas e seus familiares, apoio, disponibilidade… são ações simples que as lideranças devem ficar atentas em desenvolver nesse momento. Do ponto de vista prático, as empresas pode estabelecer momento de conversas sobre o tema, favorecendo o maior esclarecimento sobre o assunto, compartilhando histórias de pessoas que venceram a doença mental, por exemplo, momento de convivência entre as equipes, mesmo que virtual, favorecendo a troca e a manutenção dos vínculos entre as pessoas e diminuindo a sensação de isolamento imposta pela pandemia; implantar rotinas de acompanhamento das equipes em homeoffice focando a atenção ao provimento de necessidades básicas que podem impactar diretamente na saúde (alimentação,hidratação, qualidade de sono etc), incentivar a prática de exercícios físicos e de autocuidado, compartilhar informações sobre o negócio e o futuro também ajuda a diminuir o grau de incerteza e insegurança, incentivar ações solidárias e engajamento social também pode ser uma boa alternativa. Como uma situação de desequilíbrio mental e emocional afeta a produtividade de um profissional e pode afetar o desempenho de uma empresa? É importante entender que saúde não é ausência de doença. Saúde é um estado de bem estar físico, mental e social. Portanto, esse equilíbrio é fundamental para as nossas vidas. Quando não estamos bem em algum dos aspectos, qualquer um deles, sofremos e corremos o risco de perder produtividade. Focando na saúde mental, situações de desanimo, falta de energia, tristeza, depressão, ansiedade entre outras, podem causar perda de foco, insegurança na realização das tarefas, medo, isolamento, afastamento da atividade de trabalho, entre tantas outras coisas. Todos esses exemplos tem um impacto direto no desempenho, na qualidade da tarefa e no clima no ambiente profissional. Sem contar que muitas vezes esses comportamentos demoram a ser diagnosticados como doença e essas pessoas ainda sofrem o preconceito dos colegas e medo de perder o emprego, impactando ainda mais nos resultados e entregas. Qual deve ser o papel do líder ou gestor ao identificar esse tipo de problema nas pessoas da sua equipe de profissionais? Deve haver uma parceria grande na atuação entre as lideranças e o RH. A identificação dos sintomas de adoecimento é fundamental para o início de qualquer tratamento. Neste momento é importante atenção redobrada, mais acolhimento e menos julgamento, diálogo para além dos processos e do resultado, entendendo o que está por trás das entregas que estão sendo feitas. Ao constatar algum desequilíbrio importante, é valido facilitar o acesso à profissionais especializados que possam encaminhar o tratamento e acompanhar a evolução junto a família. É muito importante envolver os familiares nesse processo.

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78% dos brasileiros se sentem mais produtivos no trabalho remoto

Se a pandemia assustou o mercado de trabalho quando começou, agora a adaptação ao trabalho remoto já é visto com bons olhos, 78% dos brasileiros se sentem mais produtivos trabalhando remotamente e 94% das empresas passaram a utilizar algum tipo de atividade em Home Office durante a pandemia de acordo com pesquisa da Cyrela; – Em novembro de 2020, 7,3 milhões de pessoas estavam trabalhando remotamente no Brasil, sendo que destes 84,4% eram trabalhadores formais. Lembando que 71% dos profissionais em Home Office se dizem mais felizes. No mundo, 37% da força de trabalho já é mobile, conforme a IDCResearch. “A tendência é que, no Brasil, o Home Office, cresça 30% após a pandemia. Assim, como no trabalho remoto, esta realidade já está incorporada nas empresas” explica Renato Pádua, Gerente Comercial da CWBem. Trabalho Remoto x Home Office Para separar bem como é cada modelo de negócio, o trabalho remoto engloba todo trabalho desenvolvido à distância. Também chamado de teletrabalho, a característica principal é a independência da presença física do trabalhador em um escritório formal, podendo ser realizado de casa, de um coworking ou até mesmo em trânsito. Já o Home Office se caracteriza no desenvolvimento das atividades de trabalho a partir da sua própria residência. Por conceito é um modelo híbrido dividido por alternância entre trabalho em casa e trabalho na empresa: “Este modelo necessita de ajustes na ergonomia e custeio de infraestrutura e comunicação, ou seja, precisa de um projeto especial. Só desta maneira, com um apoio profissional para a mudança, é possível evoluir para um formato de Home Based, quando o trabalho passa a ser 100% em uma estrutura fora da empresa com suporte adequado” lembra Renato. Mobilidade Corporativa A condição de realizar as tarefas de trabalho de qualquer lugar, com acesso virtual a sistemas, ferramentas sem prejuízo do resultado, traz benefícios para todos os lados e, é por este motivo que os números mencionados são tão elevados, como reforça Renato: “Há impacto positivo nas relações corporativas, com a obrigatoriedade de ajuste rápido das empresas à aplicação do novo formato. Mas o lado positivo só acontece com a adequação de estruturas dos colaboradores para realização das atividades, com modelagem e controles. A tendência é que este modelo se torne permanente”. Já nas pessoas, o impacto é igualmente positivo. Envolve mudança na rotina com as pessoas mais tempo em casa, convivendo com o restante da família em um ambiente que mescla trabalho e atividades domésticas. A gestão da empresa precisa se fazer presente: “Os colaboradores são obrigados a desenvolverem autogestão e cuidarem isoladamente de tarefas e prazos a que não estavam acostumadas. A gestão dos colaboradores faz parte do projeto de trabalho remoto, com diversos desafios” completa o especialista.

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Vice-prefeita do Recife debate relações entre Brasil e China

A vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, será uma das palestrantes do 1º Congresso Internacional Direito e Economia Política Internacional, que tem como tema Reflexões sobre a China contemporânea. O evento é promovido pelo Programa de Pós-graduação em Direito Político e Econômico (PPGDPE) da Universidade Presbiteriana Mackenzie de São Paulo junto com um pool de instituições brasileiras e internacionais. Isabella participará, de maneira remota, no painel As relações sino-brasileiras sob a ótica do federalismo e da paradiplomacia, marcado para a quarta-feira (16), a partir das 19h. Além da vice-prefeita, também estarão no debate o governador do Maranhão, Flávio Dino; o governador do Piauí, Wellington Dias; a professora da Universidade Federal da Paraíba Liliana Froio e o assessor internacional da Prefeitura de São Paulo, Bruce Campos. A mediação será do professor João Cumarú, integrante do Instituto de Estudos da Ásia da UFPE e Assessor Especial da Secretaria de Meio Ambiente de Pernambuco. “É uma satisfação imensa participar de um evento que busca aprofundar o conhecimento sobre esse gigante que é a China, a segunda maior economia do mundo, com uma rica história milenar. Temos muito a intercambiar e a aprender com o modelo de desenvolvimento dessa nação, que saiu da pobreza para se tornar uma potência global em cerca de 70 anos. Uma cultura que também vem contribuindo para a pluralidade do nosso País através da migração. Somente em Pernambuco, há uma comunidade de mais de 8 mil chineses, a maior do Nordeste. Nossas trocas comerciais, no entanto, ainda têm muito a crescer, sobretudo em setores de alto valor agregado, como os de tecnologia e energias renováveis. Estamos trabalhando para isso”, diz Isabella de Roldão, que é Coordenadora Estratégica das Relações Internacionais da Prefeitura do Recife. O Congresso Internacional Direito e Economia Política contará com 11 painéis temáticos ao longo da semana, com tradução simultânea. As atividades começam no dia 14 e vão até o dia 18 de junho. As inscrições são gratuitas e estão abertas até o primeiro dia do evento, no site: even3.com.br/lipeconference. No endereço, também é possível conferir a programação completa.

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Como a longa duração da pandemia afeta a saúde mental?

Os efeitos da pandemia na saúde mental dos brasileiros preocupam o psiquiatra e psicoterapeuta Amaury Cantilino. Doutor em Neuropsiquiatria e Ciências do Comportamento pela UFPE e presidente da Sociedade Pernambucana de Psiquiatria, ele fala nesta entrevista ao repórter Rafael Dantas sobre como a insegurança e incerteza do tempo presente afetam as nossas emoções. Mais que analisar o momento, ele também dá algumas dicas do que podemos fazer para garantir mais equilíbrio, mesmo no meio das tensões da vida em convívio com o novo coronavírus. . Como a pandemia tem afetado a saúde mental das pessoas? Quais os principais prejuízos de um desequilíbrio mental na qualidade de vida? Numa narrativa em que procuramos um ponto final, só estamos encontrando reticências. O ser humano que se apoia na sua ilusão de controle do destino, está agora amputado da sua capacidade de predição. Qualquer conjectura em relação ao curso da pandemia se dissipa numa nova notícia. A incerteza, o medo e a insegurança passam a ser perenes meses a fio. A necessidade de distanciamento afrouxa os laços de amizades, inviabiliza inéditos encontros. A vida social, outrora fonte de energia e satisfação para muitos, passa a ser impertinente. Não surpreende que as pessoas acabem por referir este mal-estar como uma espécie de definhamento, com uma sensação de estagnação e vazio. É como uma planta mal regada. Não necessariamente estão com um transtorno depressivo, mas um estado de enfraquecimento da motivação que afeta a capacidade de concentração e leva à falta de produtividade. Alguns vivenciam o luto pelos entes queridos, outros estão enlutados pela perda da vida “normal”, muitos preocupados com a situação econômica, mais uns tantos aflitos com as tensões políticas. Isso tudo vai espalhando marasmo e comprometendo o funcionamento social, familiar e ocupacional. . Como manter o equilíbrio mesmo depois de tanto tempo de pandemia? Há alguma recomendação diferente das que foram dadas no início da pandemia? A pandemia persistentemente tomou a nossa rotina, algumas pessoas referem que já nem lembram direito como era o seu cotidiano anterior. Isso significa que a pandemia também deixou a possibilidade de renovação. Quem focou no que estava disponível conseguiu descobrir novos interesses, remodelou as suas atividades e reformou os seus planos. A ideia é concentrar-se no que pode ser feito, seja em termos de trabalho ou de lazer, seja no desenvolvimento acadêmico ou na estrutura familiar. É tempo de contabilizar e aproveitar os recursos e as pessoas que ficaram no nosso entorno. É ocasião de nos voltarmos para as necessidades dos outros, para a solidariedade, para a nossa capacidade de resignação, assim como de superação, diante do contexto adverso. . Existem algumas pesquisas que apontam um prejuízo na produtividade dos profissionais que estão enfrentando problemas na sua saúde mental. Como as empresas podem apoiar suas equipes a manterem o equilíbrio mental? Num momento de instabilidade econômica, há tensão nos mais diversos setores de uma empresa. O pavor da falência e a eventual perspectiva de uma perda de emprego evidenciam-se em forma de mal humor, de abatimento. Será necessário que se tenha compreensão nas relações de trabalho. Sobretudo, será imprescindível que se preserve o espírito de corpo, de pertencimento, de união. Mesmo empresas que não estão em dificuldades econômicas precisam lidar com mudanças nos seus rituais de trabalho. O home office deu uma nova configuração corporativa. Já não há mais o bate-papo informal, o tempo do cafezinho, o happy hour distensionador. A convivência trazia problemas mas ao mesmo tempo também facilitava os vínculos, fomentava amizades, instigava a vida. Vejo empresas preocupadas em promover videoconferências para debates e palestras motivacionais, que não tem necessariamente relação com o objeto de trabalho. Há também gestores que procuram viabilizar um ambiente ocupacional agradável no local onde o funcionário desenvolve o teletrabalho, mesmo em casa. Alguns proveem suporte em saúde mental online para os colaboradores, seja com psicoterapia de apoio, mindfulness, ioga, etc. São ações como estas que atenuam os impactos negativos. . Além do medo da pandemia e das suas consequências, o uso intensivo de tecnologias contribui para haver alguma complicação mental? Muitos têm se queixado do tempo em tela, da dificuldade em manter a atenção em reuniões longas, da fadiga por permanecerem tanto tempo numa só posição. Há relatos de exaustão do uso das plataformas de teletrabalho. Além disso, estão expostos a mais distratores, como crianças, movimentações habituais da casa, redes sociais. Como no home office os colegas de trabalho não têm como saber se o sujeito está ocupado, a interrupção com telefonemas e mensagens de texto se tornam maiores. Há empresas que têm adotado práticas de “turnos sem interrupção.” Por ex., o colaborador não é acionado durante as manhãs ou as tardes para que se mantenha focado nas suas demandas. Especialmente quanto às redes sociais, têm sido mais acessadas durante a pandemia, mas vale à pena o cuidado com o excesso. Primeiro porque as redes sociais podem criar um padrão de referência de vida bem acima das possibilidades do indivíduo. Mesmo que estejamos advertidos de que o que se posta no Instagram, por exemplo, é um instantâneo do melhor momento do melhor dia daquela pessoa que estamos seguindo, tomamos aquela cena como modelo. Na inviabilidade de reproduzirmos aquele ideal nas nossas vidas cotidianas, passamos a achar, por meio da comparação, que a nossa existência está ordinária, rasteira. Um segundo aspecto diz respeito à disposição dos internautas às criticas severas. Qualquer discordância pode ser motivo de linchamento público, sem nenhuma preocupação com a dignidade, a história ou os sentimentos do indivíduo. Eventualmente leio comentários de notícias e percebo que se transformam em praças de guerra. Muitas pessoas sofrem verdadeiras violências na internet. As reações podem ser as mais diversas, desde raiva, retraimento, desassossego, e até adoecimento mental. . Que medidas de saúde pública deveriam ser tomadas para enfrentar o problema que a pandemia deixa como sequela na saúde mental da população nos próximos anos? Alguns serviços de saúde pública estão relatando que, mais do que infectologistas, os psiquiatras e os psicólogos têm sido mais procurados durante a pandemia. Isso põe

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Expedição para retirar coral invasor de embarcação naufragada acontece hoje

Da Semas A Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE) promove hoje (14) a primeira expedição com mergulhadores para fazer a retirada de coral-sol (Tubastraea spp) visando conter a bioinvasão da espécie exótica. A ação é fruto de uma parceria com UPE, UFRPE, Syrien Dive, Abssal Mergulho, Projeto de Conservação Recifal – PCR e o Corpo de Bombeiro de Pernambuco. Ao todo, 20 mergulhadores e pesquisadores vão participar da expedição rumo ao naufrágio Virgo, distante cinco quilômetros da costa, localizado em frente à cidade do Recife. Segundo José Bertotti, secretário da Semas/PE, o coral-sol é uma espécie invasora com alto poder de dispersão que coloca em risco a biodiversidade nativa. “É uma ameaça ao nosso ecossistema recifal nativo, podendo esse animal provocar ainda impactos negativos junto ao turismo subaquático e à pesca artesanal. Por isso, estabelecemos um plano de ação para controlar a presença dessa espécie no litoral continental e oceânico do Estado. São estratégias consistentes elaboradas junto com a academia e a sociedade civil, que agora também contribuem com a execução das iniciativas”, frisou. O naufrágio Virgo, afundado em 2017, fica a 20 metros de profundidade. Ele está com cerca de 24% de sua área tomada pelo coral e foi o primeiro a ter presença da espécie invasora identificada pelo ONG PCR. Na atividade, os mergulhadores serão divididos em duas equipes e cada uma atuará em um lado da embarcação. A retirada acontecerá da proa em direção a popa do barco naufragado. Contando os intervalos de descanso e reposição de equipamentos, a operação pode durar até seis horas. Parte do material coletado será encaminhado às universidades e aos pesquisadores parceiros. O restante seguirá para destinação adequada. Bertotti reforça que essa é a primeira expedição de uma série de cinco já previstas para a retirada do coral em naufrágios contaminados. Também serão realizados outros mergulhos para verificação de presença da espécie em novas áreas de naufrágios e em ambientes naturais distribuídos da costa pernambucana, sendo três deles no Arquipélago de Fernando de Noronha. “O coral-sol tem uma facilidade de se alojar em casco de navios e materiais artificiais. Então, decidimos fazer uma pesquisa nos pontos mais prováveis em que possam aparecer. Precisamos ainda verificar os recifes naturais e, principalmente, evitar que esses sejam contaminados”, argumentou. Plano de Ação – Com a chegada do coral-sol ao litoral pernambucano, a Semas elaborou, em parceria com Agência CPRH, Distrito Estadual de Fernando de Noronha, universidades Federal (UFPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade de Pernambuco (UPE) e Projeto Conservação Recifal, o Plano de Ação para combater a espécie exótica. O documento prevê cinco etapas: Diagnóstico; Remoção; Monitoramento; Comunicação e Normas. Essas etapas são realizadas simultaneamente como forma de garantir um controle mais efetivo do animal. Na etapa de diagnóstico, o objetivo é ter uma visão do status da contaminação dos ambientes marinhos consolidado em relatório com mapa e medidas mitigadoras a serem adotadas. Já a fase remoção prevê até o momento a extração de indivíduos nos outros quatro naufrágios: Walsa, Bellatrix, São José, Phoenix. Na etapa de monitoramento, o plano contempla a realização de mais campanhas de mergulho, além de um reforço na comunicação com as autoridades portuárias, mergulhadores profissionais, pescadores e instituições que atuam em ambientes recifais. Coral-sol – Espécie exótica-invasora, originária do Oceano Pacífico Sul, o coral-sol é encontrado principalmente no Arquipélago de Fiji. Os vetores de introdução dele estão relacionados à plataforma e outras estruturas da exploração de petróleo, contudo, os navios também são tidos como vetores, através, principalmente, da incrustação da espécie em seu casco. Os indivíduos se fixam ao encontrar costão rochoso ou materiais artificiais como cimento, granito, aço e cerâmica, podendo ocupar áreas até onde não há incidência de luz. São capazes de se reproduzir em alta velocidade, ocupando o espaço da fauna nativa e provocando um efeito devastador na biodiversidade marinha brasileira.

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