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Raul Lody lança o livro infantil Kianda, a sereia de Angola

Em “Kianda, a sereia de Angola que veio visitar o Brasil” (Pallas Míni, selo infantil da Pallas Editora), escrito e ilustrado por Raul Lody, o antropólogo conta a história de Kianda, uma sereia que vive no Rio Kuanza, em Angola, e decide cruzar o Oceano Atlântico a fim de conhecer Iara, a sereia indígena do Rio Amazonas, e o Brasil tão semelhante culturalmente com a sua África natal, na culinária, na capoeira e na música. Em uma longa viagem com escalas, Kianda visita as entidades das águas Olokun e Iemanjá, reencontra peixes e pescadores amigos e se apaixona pelos tesouros naturais do fundo do Atlântico, até chegar ao seu destino: a morada de Iara, na paraense Ilha de Marajó. As duas sereias criam laços verdadeiros de amizade e traçam planos de preservação da Amazônia – um valioso tema a abordar com as crianças neste ano em que a maior floresta tropical do mundo mais ardeu em chamas na última década. “O livro infantil é uma preciosa ferramenta para a formação dos futuros cidadãos. Kianda, em especial, promove ludicidade e informações através dos desenhos que mostram cenários tropicais de Angola e do Brasil. E fazer as ilustrações foi muito gostoso. Foi viver um forte sentimento de expressão antropológica, numa narrativa formadora de respeito à diferença e à diversidade”, diz o autor. Com 48 páginas, “Kianda, a sereia de Angola que veio visitar o Brasil” é um livro sobre liberdade e ecologia, com direito a conselhos da árvore da vida, e ilustrações tão bonitas que dá vontade de emoldurar páginas inteiras. Custa R$ 43 nas livrarias e no site www.pallaseditora.com.br Raul Lody é autor de mais de 70 livros, três deles infantis e lançados pela Pallas (completam a trilogia “Seis pequenos contos africanos sobre a criação do mundo e do homem”, e “As Gueledés – a festa das máscaras”). Carioca radicado em Recife, antropólogo, museólogo e professor, é autoridade no que diz respeito às religiões afro-brasileiras. Lody escreveu algumas obras de referência, entre elas o “Dicionário de Arte Sacra e técnicas Afro-brasileiras”, além de “Danças de Matriz Africana”, “Xangô, o senhor da casa de fogo” e “Santo também come”, também do catálogo Pallas Editora.

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Oportunidades: 308 vagas de emprego em Pernambuco

Do Governo de Pernambuco As Agências do Trabalho oferecem, nesta segunda-feira (14), 308 vagas de emprego, cinco para pessoas com deficiência e 13 temporárias, com salários que variam até R$ 2,5 mil. A maior oferta é no município do Recife, chamando atenção para a demanda de costureira. Para quem ainda não sabe, a intermediação de uma vaga no mercado de trabalho em Pernambuco pode ser feita por agendamento no site www.seteq.pe.gov.br. A marcação tem sido on-line em virtude da pandemia do coronavírus. “Preparei o currículo, fiz o procedimento com a Agência do Trabalho e aguardei a resposta. Em 15 dias, me chamaram para fazer o treinamento na empresa. Fiquei bastante impressionada, achei que nem fosse ser chamada, principalmente por não ter experiência na área, mas só a possibilidade de participar da seleção já me deixou muito feliz”, conta. Antes de tentar a vaga, Mariana, que mora no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste do Recife, sustentava a casa com a venda de doces. Ela mora com a mãe, Adriana Barbosa, 45, e os avós Vera Lúcia (72) e José Barbosa (72).Com a despesa da faculdade, as contas apertaram, então uniu a necessidade de ter uma renda fixa à vontade de ter conhecimento e experiência no campo profissional. Naquele período, a empresa estava disponibilizando várias vagas para o setor de telemarketing, mas se engana quem acha que a seleção foi fácil. “Começamos em dezembro, próximo ao Natal. Eu fiquei um pouco nervosa porque era o meu primeiro emprego, mas busquei demonstrar interesse pela vaga. Sabia que o principal eu tinha dentro de mim que era a vontade de aprender e de crescer. No final, eu fiquei bastante feliz ao ser aprovada. Foi uma experiência muito boa e inesquecível”, narra. No campo profissional tudo é aprendizagem, como revela o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação de Pernambuco, Alberes Lopes. “A história de Mariana serve de inspiração para outros jovens que estão tentando conquistar o primeiro emprego e iniciar a carreira no mundo empresarial. Em janeiro, a jovem completa um ano de trabalho. Atualmente, ela está trabalhando das 9h30 às 15h50 com serviço direcionado ao receptivo, onde atende a clientes de todo o Brasil. “Nos primeiros dias, eu senti um desespero, porque não estava habituada ao universo do trabalho, mas posso dizer que eu aprendi muito. Na empresa, os meus supervisores sempre foram compreensíveis. Conseguiram viabilizar junto à empresa a troca de horário para que eu pudesse continuar a faculdade. Isso me ajudou muito, no final do ano irei concluí-la e será mais um degrau vencido”, relata Mariana.

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Orquestra Bachiana no Natal da Fundaj

A Orquestra Bachiana Filarmônica será a grande atração de abertura do Natal da Esperança, da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), com estreia neste domingo (13). De prestígio nacional, a filarmônica regida pelo maestro João Carlos Martins preparou um repertório especial para a ocasião. O concerto será transmitido, ao vivo, no canal da Instituição no YouTube. A orquestra executará composições como a Marcha Turca, de Beethoven, a Dança Húngara nº 1, de Brahms, A Rainha da Noite, de Mozart, e Asa Branca, de Luiz Gonzaga, entre outros clássicos. Para a temporada, o conjunto conta com participação da soprano Ana Beatriz Gomes. “Quero parabenizar a Fundação Joaquim Nabuco e a própria Fundação Bachiana por essa parceria. Principalmente em um ano tão trágico como esse que tivemos, esse concerto de Natal é um símbolo de esperança para  2021. Parabens à Fundação  Joaquim Nabuco”, disse o maestro João Carlos Martins. Ainda dentre as surpresas da iniciativa, está a divulgação do resultado do Concurso de Ensaios Aécio de Oliveira. O certame faz parte das atividades em comemoração aos 40 anos do Muhne — iniciada em 2019 — e premia pesquisas sobre o equipamento com R$ 10 mil, cada. “Inauguramos o Natal da Esperança junto com a primavera, como estratégia para inspirar desejos melhores em todos e para todos. Como sabemos, o momento é de desafios, mas, também, é próprio desta época que os sonhos e votos de prosperidade se destaquem. Com orgulho, encerramos o ano com chave de ouro, após diversas atividades promovidas com excelência”, declara o presidente da Fundaj, Antônio Campos. Reservadas ao período vespertino, a programação de abertura tem início no dia 13, às 14h, com a apresentação do recital poético-teatral Natal da Esperança, da Literatrupe. Na sequência, às 15h, a antropóloga do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), Ciema Melo, conta histórias do ciclo natalino e seus desdobramentos no Nordeste brasileiro. A Diretoria de Memória, Educação, Cultura e Arte (Dimeca), da Fundaj, divulga o resultado do Concurso de Ensaios Aécio de Oliveira às 16h. Na sequência, às 16h30, é a vez do aguardado concerto da Orquestra Bachiana, que encerra as atividades do primeiro dia. Continuação No dia 14, a programação contará com a exibição do longa-metragem Morte e Vida Severina (Rede Globo, 1981), dirigido por Walter Avancini. A produção é uma adaptação do auto de natal homônimo escrito pelo diplomata pernambucano João Cabral de Melo Neto, que neste ano celebrou seu primeiro centenário. Ainda no segundo dia, um dos autores do Baile do Menino Deus, o escritor e dramaturgo Ronaldo Correia de Brito apresenta Quando a estrela corre o céu. O espetáculo resgata brincadeiras do ciclo, como lapinhas, reisado e pastoril. As composições são assinadas em parceria com Antônio Madureira e Assis Lima. “A intensidade e a variedade da programação têm a ver com esse espírito fértil que há na força vital do Natal com toda a naturalidade, e neste ano, em que os rituais, as festas, os calendários de modo geral, se problematizaram, a importância de reiterar um simbolismo assim terminou por fecundar mais de uma ação e linguagem”, declarou o diretor da Dimeca, Mario Helio. “A importância de fechar o ano com um quase festival de Natal mostra a vitalidade da Instituição, a capacidade de realização e de superação, o esforço conjunto, especialmente da Dimeca, que potencializa as ações de suas duas coordenações gerais.” Ainda nos dois primeiros dias, a Coordenação de Ações Educativas do Muhne promove oficinas sobre folguedos do Nordeste, como Pastoril e Bumba-meu-boi. O material produzido será disponibilizado para o projeto Museu vai à Escola, do Muhne, formatado neste ano para estreitar o vínculo entre o equipamento cultural e diversas instituições de ensino no Estado. “Para celebrar este momento tão especial em meio a um período desafiador, apresentaremos a todos, desde as crianças aos adultos, como confeccionar elementos e adereços tão significativos para a nossa festa. Será um Natal tipicamente nordestino”, diz a coordenadora de Ações Educativas, Edna Silva. Já para o dia 15, último dia do evento, as surpresas estão garantidas. Preparada para o público, o Muhne e o Centro de Documentação e de Estudos da História Brasileira (Cehibra) lançam a exposição Presente de Natal, que reúne documentos da revista homônima editada no Recife, na década de 1950. A exposição ficará disponível na Sala Valdemar Valente, no campus Casa Forte. O encerramento do Natal da Esperança contará com a apresentação do Coral da Fundaj, sob a regência do maestro Jadson de Oliveira. Concurso Aécio de Oliveira Os vencedores do concurso de Ensaios Aécio de Oliveira serão anunciados no dia 13, às 16h. A competição foi organizada em comemoração aos 40 anos do Museu do Homem do Nordeste (Muhne), vinculado à Fundaj. A escolha dos vencedores foi realizada por comissão julgadora, composta por sete professores doutores em atuação em universidades e instituições de pesquisa. Os vencedores receberão um prêmio individual no valor de R$10 mil. A lista dos premiados será publicada também no Diário Oficial da União. Os ensaios selecionados obedecem, obrigatoriamente, às seguintes linhas temáticas: Olhares sobre a Coleção; História e Memória Institucional; Ações museológicas do Muhne e os discursos sobre a Região Nordeste. Programação Dia 13 14h — Recital poético-teatral Natal da Esperança Grupo Literatrupe 14h — Abertura Antônio Campos, presidente da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) 15h — A origem do Ciclo Natalino e o Natal no Nordeste Ciema Melo, antropóloga do Museu do Homem do Nordeste 15h40 — Oficina Conhecendo o Pastoril Coordenação de Ações Educativas do Museu do Homem do Nordeste 16h — Divulgação do resultado do Concurso de Ensaios Aécio de Oliveira Mario Helio, diretor da Dimeca/Fundaj Fernanda Machado Guimarães, coordenadora-geral do Museu do Homem do Nordeste 16h30 — Apresentação da Orquestra Bachiana, com participação do Coral da Fundaj Dia 14 15h50 — Abertura Mario Helio, diretor da Dimeca/Fundaj 16h00 —  Exibição do filme Morte e Vida Severina (Walter Avancini, 1981) Adaptação do auto de natal homônimo de João Cabral de Melo Neto Presencial: Cinema da Fundação/Museu 17h — Oficina Criando uma miniatura de Bumba-meu-boi Coordenação de Ações Educativas do Museu do

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Pernambuco exportou 45% da produção de açúcar deste ano

O setor sucroenergético é um dos gigantes do campo pernambucano. Histórico e distribuído princialmente na zona da mata, as empresas que produzem açúcar, etanol, energia da biomassa e outros produtos derivados da cana-de-açúcar tiveram um ano de 2020 positivo, apesar da pandemia. As exportações e o aumento de consumo impulsionado pelo isolamento social foram alguns dos motores do desempenho deste ano. Conversamos com o presidente do Sindaçúcar, Renato Cunha, para fazer um balanço deste ano e apontar as novidades que fortaleceram o mercado. Ele foi um dos entrevistados da edição de capa desta semana da Revista Algomais. Apesar do abalo na economia brasileira em 2020, o setor agrário de modo geral teve indicadores positivos. Como você avalia o desempenho do setor sucroenergético em 2020? Quais as razões que impulsionaram o setor? O setor passou por altos e baixos, com muitas retrações de consumo no início da pandemia, notadamente no período “março, abril e maio”. Contudo, por integrar a economia denominada de “essencial”, o fluxo de vendas do açúcar voltou a dar sinais de vida, mesmo com o isolamento social,quando as pessoas passaram a consumir mais alimentos, carboidratos, sobremesas, sorvetes, refrigerantes, iogurtes, doces, bolos, etc. No entanto esse fenomeno só veio a ocorrer de forma mais intensa a partir de agosto e setembro, quando, também, a taxa do dólar subiu de R$ 5 reais para cerca de R$ 5,40, o que recuperou ainda as exportações de açúcar, situação associada ao fato da commodity nas bolsas ter se elevado de US$ 270 por ton para níveis próximos de US$ 300, balanceando os fluxos das empresas que sofreram e sofrem com as contrações no consumo do etanol. O câmbio reduzido contribuiu para os segmentos da economia com experiência em exportação. Como foi a exportação das empresas sucroenergéticas neste ano? Na safra atual 20/21, deveremos exportar cerca de 45% da produção de açúcar, ou, em torno das 440.000 tons .O contingente é superior ao volume 330.000 tons da safra passada -19/20. As exportações nesse atual ciclo serão de 300 mil tons de açúcar refinado ensacado, destinadas, sobretudo, ao norte da África (Argélia e Tunísia), Turquia e Oriente Médio, assim como; 140.000 tons do açúcar VHP-Very High Polarisation com destino às cotas preferenciais que, anualmente, enviamos para os EUA e Europa. Quais são as perspectivas para 2021? É de novo crescimento? Esperávamos superar as 13 milhões de tons de cana a serem esmagadas nessa safra 20/21, mas deveremos repetir os mesmos patamares da safra 19/20, com 12,5 milhões de tons, ou,um pouco mais,posto que os meses de outubro e novembro deixaram a desejar para uma adequada sustentação hídrica nos canaviais. Ainda é cedo para as projeções da safra 21/22, posto que ainda estamos no curso da colheita da safra atual, não tendo os cronogramas de colheita atingindo a 60% da safra prevista. Houve algum avanço tecnológico no setor em 2020 que você avalia como relevante para a competitividade das empresas sucroenergéticas pernambucanas? As empresas têm focado em irrigação, assim como, com vistas a avanços em pesquisas e práticas de plantio em “Agricultura Biológica e Sustentável”, objetivando técnicas de plantio com melhor produtividade em fertilidade e microbiologia do sólo. São as práticas 4.0 em inovação de uma Agricultura Multifuncional, transdisciplinar e com pesquisas de base Biológica.

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Teatro do Parque é devolvido ao Recife com programação especial

Da Prefeitura do Recife Após a grandiosa requalificação que resgatou a elegância do projeto arquitetônico de 1929 da casa de espetáculos mais unânime da capital pernambucana e lhe assegurou os mais modernos equipamentos cênicos, de som, iluminação e projeção, a Prefeitura do Recife devolve o Teatro do Parque à cidade neste fim de semana, com uma programação especialmente concebida em atenção aos protocolos sanitários reforçados em meio aos índices novamente crescentes da pandemia que assola o mundo inteiro. Hoje (11) e amanhã (12), um espetáculo teatral e a exibição de um filme histórico pernambucano marcarão o retorno do equipamento que formou muitas gerações de artistas, sob os aplausos de heterogêneas, calorosas e sempre numerosas plateias. Preparada pela Secretaria de Cultura e pela Fundação de Cultura Cidade do Recife, a programação incluía, inicialmente, a realização de um concerto da Banda Sinfônica do Recife, que precisou ser cancelado, devido ao decreto recentemente anunciado pelo Governo de Pernambuco, proibindo a realização de shows, com ou sem cobrança de ingressos e independente do número de participantes. Também será adiada, para evitar grandes aglomerações, em função da pandemia, a pré-estreia do premiado longa King Kong em Assunción, do cineasta pernambucano Camilo Cavalcante, que havia sido programada para este sábado. Uma nova data será anunciada tão logo seja possível e seguro para o público. O Parque aguardará esse encontro ansioso, cheio de saudade e de recursos tecnológicos para devotar ao cinema de Pernambuco e do mundo. Hoje (11), a programação começa com a apresentação do espetáculo teatral Vozes do Recife, da Companhia Fiandeiros de Teatro. O espetáculo foi a primeira montagem da Companhia e traz à cena a poesia de Ascenso Ferreira, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Cardozo, Manuel Bandeira e Carlos Pena Filho, desenhando no palco um mosaico poético sobre a cidade do Recife e sua trajetória para se tornar uma metrópole na visão desses cinco poetas. O texto é de André Filho, com pesquisa dele e de Carlos Mendes. A direção geral é de André Filho, a música é de Samuel Lira e a direção de arte leva a assinatura de Manuel Carlos. No elenco, a poesia ganha as vozes de Manuel Carlos, André Filho, Daniela Travassos , Kellia Phayza, Charly Jadson e Samuel Lira. A programação da sexta-feira não será aberta ao público, reunindo uma diminuta plateia de convidados, bem inferior à capacidade do teatro e em consonância com os protocolos sanitários que o momento exige. No sábado (12), a partir das 16h, haverá a exibição do filme O Canto do Mar, de 1952, do diretor Alberto Cavalcanti. A película, que faz parte do acervo da cinemateca do Teatro do Parque, batizada justamente em homenagem ao diretor, foi filmada no Recife, com uma equipe de nomes ilustres da cultura local, como César Guerra-Peixe (música) e Hermilo Borba Filho (roteiro). A cópia que será exibida ao público, resgatando a rica história do audiovisual pernambucano, que teve muitos de seus capítulos contados no Parque, foi telecinada, digitalizada e editada pela própria equipe do teatro, que ainda conta com profissionais que atuavam na casa antes de seu fechamento para obras. Uma hora antes da sessão, a partir das 15h do sábado, serão distribuídos 50 convites para o público, na bilheteria do teatro. Visitas – A partir da próxima segunda-feira (14) até o final de dezembro, o Parque está de portas abertas para todos os recifenses, com expedientes de visitação de segunda a quarta, das 9h às 12h, para quem quiser entrar e conhecer as novas instalações da casa. Os grupos não poderão exceder 10 pessoas, com intervalo mínimo de 30 minutos entre um grupo e outro. O uso da máscara será obrigatório. Programação de abertura do Teatro do Parque Sexta-feira (11) Horário: 18h Falas oficiais, seguidas da apresentação do espetáculo Vozes do Recife, da Companhia Fiandeiros de Teatro Público: 100 pessoas (convidados) Sábado (12) Horário: 16h Exibição de cópia telecinada e digitalizada do filme O Canto do Mar, de 1952, do diretor Alberto Cavalcanti Público: 100 pessoas, entre convidados (50) e público espontâneo (50) A distribuição dos ingressos será a partir das 15h, na bilheteria do Parque

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6 fotos do Recife do início do século passado

As imagens da coluna Pernambuco Antigamente de hoje fazem parte do Acervo Manoel Tondella, datadas de 1905. Confira os registros do Recife há 115 anos, que contemplam alguns dos lugares que fazem parte dos cartões postais da cidade. Praça da República . Ponte Santa Isabel . Porto do Recife . Mercado de São José . Teatro Santa Isabel . Palácio das Princesas, de 1910 . VEJA TAMBÉM 7 fotos de fábricas de Pernambuco Antigamente   9 museus de Pernambuco Antigamente       20 imagens de Escolas de Pernambuco Antigamente     7 fotos da Rua Duque de Caxias Antigamente   *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalismo@gmail.com)

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“A pandemia trouxe foco para a saúde e isso fez crescer o consumo de orgânicos”

Na última edição da Revista Algomais, em que tratamos sobre o crescimento do setor agropecuário em Pernambuco e no País em 2020, conversamos também com o diretor da Organis (Associação de Promoção dos Orgânicos) Cobi Cruz. Confira as três perguntas que ele respondeu para a nossa redação sobre como o segmento enfrentou a pandemia e quais as perspectivas para os próximos anos. Como a Organis analisa o ano de 2020 no segmento de produção orgânica? Em 2020, os orgânicos continuaram firmes em seus avanços e conquistas. E a percepção geral de quem vive esse mercado é que o crescimento deste ano deve ser ainda maior do que o observado de 2018 a 2019, que foi de cerca de 20% e movimentou quase 1 bilhão de dólares, ou cerca de 4,5 bilhões de reais no câmbio da época. É um número que impressiona, mas ainda está bem longe do esgotamento, pois o setor tem caminho aberto para crescer muito mais, acompanhando a consciência global de que precisamos nos alimentar sem causar danos à nossa saúde, à terra, ao ar, à água, à flora e à fauna, enfim, à vida do planeta. Portanto, os orgânicos brasileiros trabalham e planejam com a consciência de que ainda têm grandes desafios a vencer, inclusive no mercado externo, ainda que saibam que tudo começa no fortalecimento das nossas bases locais. Podemos dizer que 2020 deu ao mercado, e até mesmo aos próprios orgânicos, uma prova de que temos condições de atender com alta qualidade a uma demanda cada vez maior, não apenas em termos de capacidade de produção, mas, também, assumindo novas e modernas formas de divulgação, contato, comercialização, entrega. A procura por produtos sem agrotóxicos cresceu na Pandemia? Qual a importância disso para o segmento? A pandemia colocou em foco a questão da saúde e isso certamente fez crescer o consumo de produtos orgânicos, graças ao conceito firmado de que eles alimentam melhor e fortalecem a defesa imunológica contra a ameaça das atuais e novas cepas de vírus. Mas, é preciso deixar claro, esse aumento de demanda já vem se consolidando há alguns anos, independentemente deste ou daquele fenômeno isolado. Os eventos de 2020 já encontraram a marca coletiva construída pelo movimento dos orgânicos posicionada entre as opções mais confiáveis para quem busca uma nutrição sem aditivos químicos ou manipulações que reduzam os teores de nutrientes. Outro importante quesito a ser colocado nesta balança é a percepção de que o produtor orgânico, seja ele agrícola, artesanal ou industrial, é visto como alguém que colabora com a manutenção e a recuperação do meio ambiente, prevenindo a migração de vírus e bactérias perigosas para os centros urbanos. Não podemos, também, perder de vista que os produtos orgânicos oferecem outros importantes diferenciais de sabor, cor, textura e outras qualidade que certamente também sustentam essa alta na demanda. Quem experimenta e aprova, quer repetir. Finalmente, cabe observar que a ausência de agrotóxicos e outros aditivos químicos é apenas um dos muitos quesitos levados em conta na produção orgânica certificada que, apenas em Pernambuco, conta com 804 unidades produtivas cadastradas. Quais as perspectivas para 2021? 2021 será um ano excelente para o movimento orgânico, começando pelos ventos que vem do Norte. Ao que tudo indica, temos agora uma superpotência global que, desde antes de iniciar a gestão, já vem colocando as questões ambientais como uma de suas grandes prioridades. É óbvio, portanto, que, com o imenso poder de marketing dos EUA voltado a essa temática, isso vai abrir uma “vitrine” maior para a divulgação dos conceitos orgânicos e, consequentemente, um aumento da presença de seus produtos nas mais diversas formas de comercialização. A presença dos mais diversos tipos de produtos orgânicos em supermercados já é uma crescente realidade há alguns anos, mas, com certeza, terá sólidos avanços em 2021. Por estas e outras razões, acreditamos que as perspectivas para o ano que vem são muito boas. E o grande desafio será, como tem sido ao longo do tempo, o da comunicação, num processo que integra informação, educação e sedução. As pessoas precisam saber cada vez mais os benefícios de optarem por produtos que respeitam a saúde das pessoas, que preservam e recuperam do meio ambiente, além de fortalecerem a economia sustentável, que não tem o efeito colateral de acentuar os problemas sociais. O grande foco será o da cidadania, tanto na forma de responsabilidade pessoal quanto no aspecto coletivo. Decidir-se por uma alimentação saudável e evitar consumir marcas que exploram a natureza de maneira predatória é consequência. Cidadãos conscientes fazem a diferença em todos os aspectos. Eles são propensos a ver não apenas produtos, mas a maneira como são feitos, a trajetória de cada um até chegar a ele. E o movimento dos orgânicos se orgulha de ser, acima de tudo, cidadão.

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Novo prédio de Medicina da UFPE no Agreste será inaugurado hoje (10)

Da Ascom da UFPE O novo prédio do Núcleo de Ciências da Vida (NCV) do Centro Acadêmico do Agreste (CAA), destinado ao curso de Medicina, tem inauguração marcada para hoje (10), em Caruaru. A cerimônia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) terá a presença do ministro da Educação, Milton Ribeiro, do reitor da UFPE, Alfredo Gomes, do diretor do CAA, Manoel Guedes, e de autoridades locais. O evento presencial terá a participação limitada a 40 convidados e cumprirá os protocolos de biossegurança estabelecidos no período de pandemia de covid-19. O prédio do curso de Medicina do CAA possui área total de aproximadamente 7.000 m², distribuídos em quatro pavimentos. São oito salas de aula, 24 salas de tutoria, dez laboratórios de ensino e pesquisa, três laboratórios de informática, salas de videoconferência e simulação, salas dos professores, auditório com 100 lugares, cantina, biblioteca setorial, além de área administrativa, almoxarifado e área de convivência. O projeto arquitetônico é assinado por Maria Isabel Pinto e Enio Eskinazi, ambos arquitetos da UFPE. A construção teve início em 2018. Metade dos espaços está equipada e mobiliada, permitindo o imediato funcionamento do curso de Medicina no novo bloco. O investimento total na edificação, incluindo obras, equipamentos e mobiliário, foi de R$ 21 milhões, com recursos advindos do Ministério da Educação (MEC). Já a aquisição do terreno, em 2016, teve o apoio de um conjunto de emendas parlamentares no valor de R$ 1,8 milhão. Para o reitor Alfredo Gomes, o novo prédio representa uma conquista muito importante para a UFPE e para o curso de Medicina do CAA. “A inauguração vai permitir as melhores condições para a formação dos futuros médicos e vai integrar o curso de Medicina ao Centro Acadêmico do Agreste, ampliando as condições para realização das atividades de ensino, pesquisa e extensão. A entrega também evidencia a importância do Estado nas áreas de educação e saúde. Parabéns a todos que fazem o CAA”. Com a obra inaugurada, as atividades do curso médico, que funcionava provisoriamente no Polo Comercial de Caruaru, estão sendo transferidas para dentro do CAA. Atualmente as atividades presenciais da UFPE estão suspensas devido à pandemia do novo coronavírus. Quando tudo estiver normalizado, todas as atividades presenciais de Medicina serão realizadas no novo bloco. Para o professor Manoel Guedes, diretor do CAA, o prédio representa um marco para a história da UFPE, da Medicina e da região. “Ele favorecerá a ampliação da interdisciplinaridade e interculturalidade, com a possibilidade de uma maior relação com os demais núcleos e cursos, além de uma maior presença da comunidade externa no campus em eventos, projetos e ações. Nada disso seria possível sem um esforço integrado de muitas pessoas. Essa edificação é mais que um prédio; é a realização de um sonho”, comemora o docente. O Núcleo de Ciências da Vida (NCV) do CAA, ao qual está vinculado o curso de Medicina, tem atualmente 480 alunos de graduação em Medicina, 33 alunos de residência médica, 71 docentes e 18 técnicos-administrativos. Para o professor Saulo Feitosa, coordenador do NCV, a inauguração do prédio é um passo importante no processo de interiorização da UFPE. “Ele vai ampliar a capacidade de resposta da Universidade para as demandas da comunidade, possibilitando o fortalecimento do diálogo com a sociedade e a qualificação do processo de ensino e aprendizagem. Também vamos poder ampliar nossos projetos de extensão, permitindo que o público também possa ocupar aqueles espaços”, avalia o coordenador, que tem como vice o professor Vitor Caiaffo Brito. Segundo a professora Carolina Paz, coordenadora do curso de Medicina do CAA, o prédio foi construído segundo o projeto pedagógico do curso, que visa a formação integral dos estudantes. “Nosso curso é plenamente interiorizado. Isso significa que todos os estágios são feitos no e para o interior, de modo a dialogar com as necessidades da população de Caruaru e região. E o prédio vem dar expressão a essas necessidades”, afirma a docente que tem como vice a professora Juliana Martins Barbosa. A primeira turma do bacharelado em Medicina do Campus Caruaru ingressou no curso no ano de 2014. A cerimônia de Colação de Grau desse grupo aconteceu em janeiro de 2020.

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Setor industrial de Pernambuco foi o segundo que mais cresceu no País

Da Agência Brasil O setor industrial nacional cresceu em oito dos 15 locais analisados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM-Regional), na passagem de setembro para outubro. O resultado mostrou também que nove localidades superaram o patamar pré-pandemia de covid-19: Amazonas, Santa Catarina, Ceará, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Pará e Rio Grande do Sul. O resultado foi divulgado ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A maior influência no resultado nacional em outubro foi o Paraná, onde houve crescimento de 3,4%. É a sexta taxa positiva consecutiva, com ganhos acumulados de 51,5% nesse período. O analista da pesquisa, Bernardo Almeida, disse que o resultado se deve em grande parte ao crescimento do setor de máquinas e equipamentos, bastante atuante na indústria do estado. Pernambuco (2,9%) e Santa Catarina (2,8%) também tiveram crescimento acentuado. A indústria pernambucana voltou a crescer após registrar recuo em agosto (-3%) e setembro (-1,1%). Já a indústria catarinense registrou alta acumulada de 52,4% entre maio e outubro de 2020. A Região Nordeste (1,7%) também teve alta maior do que a média nacional (1,1%). Segundo o IBGE, os estados de Mato Grosso (1,1%), do Ceará (0,5%), de São Paulo (0,5%) e de Minas Gerais (0,4%) completam a lista de locais com aumento de produção industrial em outubro, com destaque para a indústria paulista, que, apesar da alta menor que de outras regiões, teve a segunda maior influência, dado o tamanho do parque industrial. “Este mês, a maior influência na indústria paulista foi do setor de outros equipamentos de transporte, principalmente veículos ferroviários, com a produção de vagões”, afirmou Almeida. Segundo ele, tradicional motor da indústria do estado, o setor de veículos também foi importante para a taxa positiva. O estado registrou a sexta taxa consecutiva, com acumulado de 47% no período, e está 5,3% acima do patamar pré-pandemia de fevereiro. Entre as quedas, Rio de Janeiro (-3,9%) e Goiás (-3,2%) registraram os recuos mais elevados. É o segundo mês seguido de queda na produção em ambos os estados, acumulando, nesse período, perdas de 7,8% e 3,3%, respectivamente. De acordo com o IBGE, a queda no setor de derivados do petróleo, área com muita influência na indústria fluminense, foi uma das responsáveis pelo resultado do estado. Já a produção industrial goiana teve a perda mais intensa desde novembro de 2019 (-6,4%), puxada pela diminuição do índice no setor de alimentos, muito atuante na produção local. “O setor de derivados do petróleo e biocombustíveis também influenciou negativamente na indústria goiana”, disse Almeida. Espírito Santo (-1,8%), Pará (-1,8%), Amazonas (-1,1%) e Bahia (-0,1%) também apresentaram resultados negativos em outubro na comparação com setembro. Já o Rio Grande do Sul repetiu o patamar de produção de setembro e se manteve estável.

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Cida Pedrosa: “Até que enfim existe um olhar para a diversidade da literatura.”

Neste final de 2020, Cida Pedrosa recebeu dois importantes reconhecimentos: o dos eleitores, ao se eleger vereadora do Recife, pelo PCdoB, e da crítica literária. Sua obra Solo para vialejo, editada pela Cepe, recebeu dois prêmios Jabuti – o mais reverenciado do País – nas categorias poesia e livro do ano. Uma trajetória e tanto dessa sertaneja de Bodocó, de uma família de 15 filhos, alfabetizada pela mãe que nunca frequentou a escola. No processo de produção do livro, a poeta resgatou uma foto da Jazz Band União Bodocoense e, surpresa, descobriu que várias cidades do sertão contavam com suas bandas de jazz. Entre sons, lembranças e paisagens, o poema narra a viagem, uma migração invertida do mar para o sertão, a mesma que fizeram os indígenas que não queriam ser escravizados na colonização e pelos negros fugidos do cativeiro. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Cida Pedrosa, que já esteve à frente da Secretaria da Mulher do Recife, fala do seu livro premiado, deste momento da literatura brasileira que tem destacado obras de mulheres, negros e indígenas, da discriminação de produções fora do eixo Rio-São Paulo taxadas como “regionais” e dos planos como vereadora e poeta. Solo para vialejo teve como ponto de partida o resgate da Jazz Band União Bodocoense. Conta um pouco dessa história. Como uma jazz band foi criada em pleno Sertão do Araripe e qual o tema do livro? Eu tinha ciência da existência da jazz band porque um amigo viu publicado num jornal de Petrolina essa foto (que consta na capa do livro). Eu sabia que Bodocó tinha uma banda de música, meu cunhado dizia que seu Miguel era o maestro, mas ninguém dizia que era um jazz band. Eu procurava essa foto há uns oito anos, já tinha conversado, com Miguelzinho, que é filho do maestro Miguel Roberto, e ele disse que a foto existia, mas a tiraram do álbum de fotografias da família. Quando eu estava saindo de Bodocó para o Crato, no meio da estrada, pegando a Serra do Araripe para a Serra do Cariri, tive uma forte iluminação e escrevi dez páginas desse poema. Na mesma viagem, fui pra Petrolina – porque eu e meu companheiro somos curadores de literatura e íamos contratar Virgílio, um poeta de Ouricuri que mora lá e o filho dele, Davi, que é neto de Raimundo Maciel, um dos músicos da Jazz band. E aí aconteceu uma coisa incrível: quando cheguei na casa dele e disse que procurava pela foto, ele falou: “eu tenho!”. Foi no computador e me deu a foto. Depois dessas dez páginas, o poema quis crescer muito e aí comecei a pesquisar quem eram os músicos. Descobri que não só tinha jazz band em Bodocó, mas Petrolina, Tuparetama, Serra Talhada também tinham, ou seja, após a Segunda Guerra Mundial, espalha-se o jazz no mundo, e no sertão começam a surgir as jazz bands. O poema é muito sobre a música, sobre o blues. Sou uma grande ouvidora de blues, inclusive, o primeiro título do livro, era Canto para Muddy Waters, que é um bluseiro que eu amo muito. Nessas dez primeiras páginas já mencionava a diáspora dos negros, porque eu já falava do algodão cultivado no sertão e de como a cultura do algodão tem a ver também com a cultura da música. É assim no blues nos Estados Unidos e é assim também no sertão, onde as pessoas cantam quando vão colher algodão, cantam benditos, aboiam, cantam canções. Aí eu comecei a tentar descobrir quem eram os músicos e eu só conseguia distinguir seu Miguel Roberto, que é saxofonista e maestro, Raimundo Maciel e Otacílio Rodrigues. E me invocou muito porque ninguém sabia quem eram os negros que tocavam banjo, ou seja, você tem o silenciamento daqueles que são negros. Isso tinha tudo a ver com a temática do livro, os negros e negras que iam no caminho dos índios e índias. Os índios foram se afastando do litoral na medida em que os portugueses queriam escravizá-los e os negros que foram escravizados, quando fugiam, partiam sertão abaixo. Esse livro é um caminho de volta do mar ao sertão, onde eu caminho com negros e indígenas e vou também descobrindo a mim mesma nessa volta. Ao mesmo tempo, vou falando dos músicos e dos artistas da minha cidade que na grande maioria são negros e são invisibilizados. Solo de vialejo é o livro de uma mulher sertaneja, que conta a sua história e conta memórias coletivas da sua cidade e das cidades que percorrem a BR- 232. É um livro que tenta entender a mim e tentando entender a mim, eu tento também entender o Brasil. Muitos escritores tornam-se conhecidos em todo o mundo por abordar a sua terra natal. Você, que é tão ligada a Pernambuco e ao Araripe, também concorda com Tolstoi que disse: “Cante a sua aldeia e serás universal”? Acredito que a aldeia é universal sim, porque a dor, a saudade, o mal, a beleza são temas universais que acontecem para uma mocinha de Bodocó ou para uma mocinha de Nova Iorque. Quando você tem a capacidade de tratar temas universais, mesmo que você coloque todo o seu arcabouço de cultura próprio, isso vai tocar pessoas em qualquer parte do mundo. Também tenho uma clareza muito grande de que existe uma forma opressora no que diz respeito à aldeia, porque é como se todas as vezes em que o Nordeste escreve, querem dizer que nós escrevemos literatura regional. Se alguém faz um romance ou poema sobre o que acontece na Avenida Paulista, isso não é regional, porque é como se o Brasil acontecesse a partir da Avenida Paulista ou de Ipanema. Agora, se eu falo de Bodocó, do Recife, é regional. Então, de que regionalismo estamos falando? Falamos do regionalismo da cultura opressora que há no Brasil e coloca a centralidade econômica e cultural no eixo Sul e Sudeste. E tudo que não for pensado e visto a partir daquele olhar, é regional. Em entrevista você declarou que Solo de

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