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Covid-19: plano nacional de vacinação terá quatro fases

Da Agência Brasil O plano nacional de vacinação contra a covid-19 terá quatro fases. Em cada etapa serão atendidos determinados tipos de públicos, escolhidos a partir do risco da evolução para quadros graves diante da infecção, da exposição ao vírus e de aspectos epidemiológicos da manifestação da pandemia no país. A proposta preliminar foi discutida em reunião realizada com a participação do Ministério da Saúde e outras instituições, como a Fundação Oswaldo Cruz, o Instituto Butantan, o Instituto Tecnológico do Paraná e conselhos nacionais de secretários estaduais (Conass) e municipais (Conasems) de saúde. A primeira fase terá como prioridade trabalhadores de saúde, pessoas de 75 anos ou mais e idosos em instituições de longa permanência (como asilos), bem como povos indígenas. Na segunda fase a imunização será focada nos idosos de 60 a 74 anos. Pacientes a partir de 60 anos são considerados grupo de risco pelo risco maior da contaminação evoluir para uma morte. Na terceira fase estarão pessoas com comorbidades, condições médicas que também favorecem um agravamento do quadro a partir da covid-19. Entre as doenças crônicas incluídas neste grupo estão as cardiopatias e doenças renais crônicas. A quarta fase vai focar em professores, forças de segurança, trabalhadores do sistema prisional e pessoas privadas de liberdade. O conjunto destes segmentos soma 109,5 milhões de pessoas, que deverão receber, cada um, duas doses. No comunicado do Ministério sobre a reunião não há informações sobre o restante da população. O Brasil já firmou acordo para compra de 100,4 milhões de doses com o consórcio Oxford/Astrazeneca e 42,5 milhões no âmbito do grupo Covax Facility, que reúne governos e empresas de diversos países. De acordo com o ministério, o planejamento apresentado pode sofrer alterações no decorrer dos debates sobre o esforço de imunização contra a covid-19. Os representantes da pasta informaram durante a reunião que estão negociando a aquisição de mais seringas e agulhas. O órgão está providenciando a aquisição de 300 milhões de seringas no mercado nacional e 40 milhões no internacional. O Ministério da Saúde manteve reunião nas últimas semanas com outros grupos desenvolvendo vacinas, como Pfizer e Biontech (EUA e Alemanha), Instituto Gamaleya (Rússia), Baharat Biontech (covaxin). Governo estaduais firmaram parcerias próprias, como o de São Paulo com Sinovac para a Coronavac e os governos do Paraná e da Bahia com o Instituto Gamaleya para a Sputinik V, mas não houve anúncio de planos específicos. Nenhuma destas vacinas obteve ainda a autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

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Geraldo Julio e João Campos iniciam processo de transição no Recife

Da Prefeitura do Recife Pouco mais de 36 horas após a divulgação do resultado das eleições municipais, o prefeito Geraldo Julio e o prefeito eleito João Campos realizaram a primeira reunião do processo de transição na Prefeitura do Recife. Além do prefeito e do prefeito eleito, participaram o vice-prefeito Luciano Siqueira, a vice-prefeita eleita Isabella de Roldão, alem de secretários municipais. Por solicitação do prefeito eleito, o prefeito Geraldo Julio se comprometeu a apresentar um relatório atualizado com as informações da Prefeitura do Recife. Os gestores afirmaram ainda que entre as prioridades desse trabalho está as ações que impactam nos primeiros 90 dias de 2021. “Queria dizer a todos da alegria que é estar recebendo o prefeito eleito, João Campos e a sua vice, Isabella de Roldão. Trinta e seis horas após os resultados das eleições, o que mostra seu compromisso para iniciar o processo de transição. Processo este que vamos fazer com muita responsabilidade e buscando máximo de eficiência, porque, em função da pandemia, a data da eleição foi modificada, e teve um período de transição mais apertado”, avaliou o prefeito Geraldo Julio. Sobre a reunião, o prefeito Geraldo Julio detalhou como foi o primeiro momento da transição e os próximos passos que serão dados. “O prefeito eleito já pediu as informações do momento da Prefeitura, e das ações importantes que acontecem no primeiro trimestre do ano, e a gente vai poder trabalhar em conjunto. O esforço feito da atual e da futura gestão para que se possa ter decisões em conjunto no mês de dezembro que tenham impacto no primeiro trimestre do ano para que o povo saia ganhando. E que essa transição seja o melhor para o recifense. Foi assim, que o prefeito eleito pediu”, disse. Já o prefeito eleito João Campos enfatizou que o encontro serviu para traçar o trabalho dos próximos trinta dias para fazer uma análise dos pontos importantes que devem ser implementadas logo no primeiro trimestre da próxima gestão. “É importante que junto com a equipe de transição a gente possa fazer essa análise entendendo quais são as prioridades e pontos importantes que devem ser tomados logo no início da nossa gestão. Uma dinâmica que possibilite que a partir de janeiro já comece a nova gestão podendo fazer as ações necessárias em diversas áreas da nossa cidade”, disse o prefeito eleito. O prefeito eleito detalhou ainda alguma das prioridades que devem guiar o trabalho. “Naturalmente, nós temos um foco que é poder enfrentar as desigualdades sociais, poder fazer uma melhoria da qualidade de vida na nossa cidade, ter um foco permanente na educação. Será a pauta que vocês vão ver diariamente em nossa gestão. E projetos estruturantes que são relevantes para a nossa cidade, como tivemos a oportunidade de apresentar o compromisso de fazer o Hospital da Criança do Recife. De fazer o Parque do Aeroclube, Geraldo já deu início ao Habitacional que está sendo construído,e tem o parque e a urbanização de toda área do Bode. Temos também o parque da Tamarineira, o projeto da triplicação da BR-232, são projetos grandes que naturalmente não acontecem e não terminam no primeiro ano. Então, o início desses projetos, logo na largada do governo, serão decisivos, dentro dos quatro anos, para que possamos entregar ações estruturadas para a nossa cidade”, complementou.

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CNI: produtividade do trabalho na indústria cresce 8% no 3º trimestre

Da Agência Brasil Depois de seis meses seguidos de queda por causa da pandemia do novo coronavírus, a produtividade do trabalho na indústria recuperou-se no terceiro trimestre. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o indicador subiu 8% de julho a setembro em relação ao trimestre anterior. O crescimento desconsidera as sazonalidades, oscilações típicas de determinadas épocas do ano. A produtividade representa o volume produzido pela indústria da transformação dividido pela quantidade de horas trabalhadas. No terceiro trimestre, a produção subiu 25,8% em relação ao período de abril a junho. As horas trabalhadas aumentaram 16,4% na mesma comparação, o que indica que cada trabalhador produziu em média 8% a mais que nos três meses anteriores. Com o desempenho do último trimestre, a indústria reverteu a queda da produtividade e passou a registrar crescimento de 7,2% em relação ao quatro trimestre de 2019. O nível alcançado no terceiro trimestre (111,2 pontos) é 4,5% superou o recorde anterior de 110,7 pontos registrado no quatro trimestre de 2017 Movimento temporário Na avaliação da CNI, tanto a aceleração da produtividade no terceiro trimestre como a queda acentuada do indicador nos seis primeiros meses do ano são movimentos temporários que refletem a reabertura da economia. Segundo a confederação, o crescimento está ligado ao aumento da intensidade do trabalho depois de um período de pausa ou de pouco trabalho, não a ganhos de produtividade como maior qualificação do empregado. Apesar da forte alta no terceiro trimestre, a CNI projeta que a produtividade do trabalho na indústria encerre 2020 com baixa expansão. De acordo com a entidade, o indicador fechará o ano com crescimento abaixo de 1%, mesmo que o ritmo de alta seja mantido no último trimestre.

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Mostra de Ploeg na Arte Plural Galeria (APG) marca triplo aniversário

O olhar apurado de um artista que se orgulha de somente conseguir pintar o que vê, mesmo que com uma visão ímpar, vai guiar o público, a partir do dia 2 de dezembro, na exposição “Ploeg e outras narrativas”. A mostra, na Arte Plural Galeria, tem um caráter comemorativo de 25 anos de dedicação às artes e de 65 anos de vida do artista plástico Roberto Ploeg, além dos 15 anos da Arte Plural Galeria. Nascido na Holanda, mas radicado no Nordeste Brasileiro há 40 anos, Ploeg volta à APG após seis anos, com obras que registram um olhar sobre a própria história e identidade de Ploeg e um olhar amoroso e, ao mesmo tempo, crítico sobre o Brasil através do retrato. A curadoria é do artista pernambucano Luciano Pinheiro. A exposição tem na maior parte trabalhos inéditos, inclusive, de tamanhos grandes, e outros mais antigos, até então carinhosamente guardados no acervo particular de Ploeg. Das 21 obras, todas em óleo sobre tela, surgem figuras das mais diversas, todas do convívio pessoal, que somam “47 pessoas habitando as paredes da galeria”, diz ele. Entre tantos personagens está o próprio artista em “Autorretrato quando triste”, quando na perda do amigo Bernard. Ploeg se sente também representado quanto aos seus sentimentos de angústia por motivos políticos no quadro “O Cavalo Desolado”, único animal retratado em meio às figuras humanas. “A arte de Ploeg não é inocente, ela anuncia e denuncia com a delicadeza dos iluminados”, ressalta Luciano Pinheiro em seu texto curatorial. Outra celebração em 2020 é o aniversário de 15 anos da Arte Plural Galeria (APG). Instalada no bairro do Recife desde 2005, a galeria se consolidou como referência no Nordeste, com mais de uma centena de mostras realizadas, além de outros projetos culturais. Em tempos de pandemia, o tradicional catálogo da exposição será digital e estará disponível no site da APG (www.artepluralgaleria.com.br), bem como um vídeo que percorrerá toda a mostra. Para os que preferem o modo presencial, a exposição será aberta para visitações na segunda, quarta e sexta-feira das 10 às 17 horas, seguindo todos os protocolos de biossegurança para prevenção da Covid-19. Aos sábados, com prévio agendamento, grupos de até oito pessoas poderão participar de visitas guiadas com a presença de Ploeg. Como participar – Aos sábados de dezembro (05/12, 12/12 e 19/12), com prévio agendamento, grupos de até sete pessoas podem participar das de visitas guiadas com a presença do artista Roberto Ploeg. Será possível marcar para às 14h30 ou 16h. O agendamento é feito no link: https://minhaagendavirtual.com.br/ploegeoutrasnarrativas Serviço: O que? Exposição “Ploeg e outras narrativas Quando? A partir do dia 2 de dezembro Como? Presencial às segundas, quartas e sextas, das 10h às 17h. Aos sábados, visitas guiadas com o artista para pequenos grupos. com agendamento aqui: (neste link – https://minhaagendavirtual.com.br/ploegeoutrasnarrativas) Onde? A APG fica na Rua da Moeda 140, Recife| Telefone: (81) 3424-4431 | @arte_plural_galeria | www.artepluralgaleria.com.brdiv

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Domitila Barros: “Sonho que meninas negras tenham acesso a oportunidades”

Após uma semana marcada pelas atividades do Dia da Consciência Negra e pela morte bestial de João Alberto no Carrefour, é alentador conhecer a trajetória de Domitila Barros. Moradora da Linha do Tiro, na periferia do Recife, Domitila cresceu em meio ao trabalho da mãe, Roberta, à frente da ONG CAMM (Centro de Atendimento a Meninas e Meninos), que oferece atividades de lazer e educação para os jovens da comunidade. Domitila era responsável pelas aulas de leitura, dança e arte, um trabalho pelo qual foi escolhida pela ONU como um dos jovens “sonhadores do milênio”, aos 15 anos. Formada em serviço social, com mestrado em políticas sociais pela Universidade de Berlim (Alemanha), Domitila tornou-se também modelo e criou uma marca de moda praia e biojoias cujas peças são feitas por mães solteiras da Linha do Tiro para quem é revertido o resultado das vendas. Sua mais recente conquista foi ter sido escolhida embaixadora mundial da Symrise Cosmetics Ingredients, companhia com sede na Alemanha, que produz matérias-primas utilizadas por empresas de beleza. São produtos naturais, produzidos por pequenos produtores rurais alemães. Com essa pegada ecológica, a Symrise viu em Domitila a identidade perfeita de uma embaixadora com características de diversidade, respeito ao meio ambiente e impacto social. Com sua beleza negra, a recifense estrela a campanha com posts para 80 mil seguidores no Instagram e com a imagem estampada em todas as ações de marketing na Europa e, em breve, nos Estados Unidos, Emirados Árabes, América Latina, Ásia e África. Nesta entrevista a Cláudia Santos, a modelo de 36 anos conta a sua história, fala de temas como sustentabilidade e negritude e de seus planos futuros. Como você saiu da Linha do Tiro para Berlim? Uma coisa que me marcou muito no contexto da minha história de vida foi o fato de ter nascido no CAMM, na Linha do Tiro, periferia do Recife. Quando penso nos caminhos e aventuras que a vida me proporcionou, lembro que nasci em condições humildes, mas cheia de amor. Amizade, lealdade, confiança, carinho, proteção e fé são fontes de força e motivação diária. Meus pais criaram o projeto CAMM que atende as crianças da comunidade da Linha do Tiro, além do Morro da Conceição, Alto José Bonifácio e adjacências, tudo isso antes do meu nascimento. Então, tudo o que sei e aprendi sobre a vida foi sempre dividido ali dentro, com os amigos, educadores, visitantes, professores e pesquisadores. Ainda na infância tive a oportunidade de acompanhar meus pais em uma visita à Europa. Eles viajaram como palestrantes sobre o trabalho com as crianças em situação de risco. Com essa experiência, foi despertado em mim esse espírito aventureiro de querer sempre ir a lugares desconhecidos e conhecer culturas novas. Esse desejo me levou a Berlim aos 21 anos para fazer o meu mestrado. Na época fui descoberta por um olheiro de uma série alemã chamada GZSZ. Fui convidada para um teste e daí surgiu a primeira oportunidade de trabalhar na TV alemã. A experiência foi incrível e, por um ano, trabalhei na série de horário nobre. O trabalho me rendeu outros frutos na carreira. Meu pai sempre quis que eu me formasse no Brasil antes de embarcar para o exterior. Para eles, a educação vem em primeiro lugar. Então, a oportunidade da bolsa de estudos para o mestrado foi o que me permitiu viver em Berlim. Sair da Linha do Tiro foi muito difícil porque eu sou uma pessoa muito família e a nossa família é muito unida. Mas, como ainda vim muito jovem, acho que a adaptação foi mais fácil. O que representou para você ser escolhida como um dos “sonhadores do milênio” pela ONU? Foi uma surpresa incrível e uma das coisas mais importantes na minha trajetória de vida. Isso me possibilitou várias oportunidades até hoje, coisa que eu jamais teria vivido se não tivesse sido escolhida naquela época. Com as pessoas que conheci mantenho contato até hoje. Elas vivem espalhadas pelo mundo e, mesmo depois de 20 anos, a nossa conexão só cresce a cada ano. O meu sonho ganhou um empurrão de autoestima e de ideias a serem focadas num âmbito mais universal do que local a partir daquele momento. Creio que isso foi um acontecimento marcante que vou levar pra sempre no meu coração e na memória. Como surgiu a ideia da marca She is from the Jungle? E como foi a apresentação da coleção na Semana de Moda de Berlim? Foi bem espontânea. Eu estava trabalhando como modelo na época e tinha acesso aos bastidores, o que me deu um entendimento e interesse de moda mais detalhado e do que significa essa indústria. Foi quando percebi que a indústria de moda polui mais que aviões e navios. É a segunda maior consumidora de água no mundo, como apontam os especialistas e os sindicatos do setor. A maioria dos itens de vestuário de grandes marcas tem produtos químicos perigosos, além da geração de lixo, etc. Pensei o seguinte: por que não juntar o prazer pelo trabalho como modelo à criação de uma marca com uma proposta mais ambiental, social e empoderada? Comecei, então, com a produção de 20 biquínis feitos manualmente por amigas na comunidade da Linha do Tiro. Trouxe as peças para a Europa e as clientes enlouqueceram. Vendi tudo rapidinho! Primeiro, vendi às amigas e depois pela internet. Depois do sucesso com os biquínis, surgiu a ideia das biojoias. Tudo sempre pensando na questão ambiental. Como é feita a comercialização das peças? As peças são feitas por mães solteiras da comunidade da Linha do Tiro. Essa foi uma maneira encontrada para gerar renda para essas mulheres, muitas vezes abandonadas pelos companheiros e que sustentam a casa sozinhas. Os produtos são comercializados pela internet e também em lojas de biojoias em Báli, na Indonésia, locais com os quais criei parceria para essas vendas. Tínhamos, até o inicio do ano, três lojas físicas parceiras em Berlim e uma em Los Angeles, porém fecharam as portas durante a pandemia. Somos uma marca de empreendedorismo social, o que

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Contas públicas registram saldo positivo após oito meses de déficit

Da Agência Brasil Depois de oito meses seguidos de resultado negativo, as contas públicas fecharam outubro com saldo positivo. O setor público consolidado, formado por União, Estados e municípios, apresentou superávit primário de R$ 2,953 bilhões em outubro, segundo o relatório de estatísticas fiscais divulgado ontem (30) pelo Banco Central (BC). De acordo com o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, é a primeira vez que o mês de outubro apresenta superávit primário. “Há uma mudança muito grande neste cenário após, de março ou abril para cá, observarmos déficits primários muito significativos. Este superavit de [quase] R$ 3 bilhões do setor público consolidado vem depois de déficits acima de R$ 100 bilhões mensais em abril, maio e junho”, disse em coletiva sobre o resultado das contas públicas. Segundo o documento, houve, no Governo Central, déficit de R$ 3,210 bilhões. Já os governos regionais (estados e municípios) e as empresas estatais apresentaram superávit de R$ 5,164 bilhões e de R$ 998 milhões, respectivamente. Até outubro, o déficit primário acumulado do setor público consolidado estava em R$ 632,973 bilhões. No mesmo período de 2019, este item apresentava déficit de R$ 33,047 bilhões. Segundo o relatório, no acumulado de 12 meses o déficit primário ficou em R$ 661,798 bilhões, representando 9,13% do Produto Interno Bruto – PIB. Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 33,877 bilhões em outubro. No mesmo mês do ano anterior ele estava em R$ 20,330 bilhões. De acordo com o BC, essa progressão foi influenciada pela “evolução desfavorável do resultado das operações de swap cambial” (perda de R$ 7 bilhões em outubro de 2020, ante ganho de R$7,7 bilhões em outubro de 2019). “Nos últimos 12 meses, os juros nominais atingiram R$ 349,2 bilhões (4,82% do PIB), comparativamente a R$ 366,5 bilhões (5,10% do PIB) no acumulado até outubro do ano anterior”, acrescenta a nota divulgada pelo BC. O resultado nominal do setor público consolidado em outubro – item que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados – ficou deficitário em R$ 30,924 bilhões. De janeiro a outubro, o déficit nominal chegou a R$ 919,446 bilhões, contra R$ 919,446 bilhões. Em 12 meses, o déficit nominal chegou a R$ 1,011 trilhão, o que corresponde a 13,95% do PIB. Dívida pública Em outubro, a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) está em R$ 4,435 trilhões (61,2% do PIB), resultado que, segundo o Banco Central, reflete os impactos da desvalorização cambial de 2,3%; do efeito da variação do PIB nominal; e dos juros nominais apropriados. No ano, a relação DLSP/PIB aumentou 5,5 pontos percentuais, em decorrência do déficit primário acumulado, que cresceu 8,7 pontos percentuais; das despesas com juros (aumento de 4 pontos percentuais); do efeito da desvalorização cambial acumulada de 43,2% (redução de 6,5 pontos percentuais); e do ajuste da paridade da cesta de moedas da dívida externa líquida (redução de 0,7 ponto percentual). A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) registrada em outubro, que compreende governo federal, INSS e governos estaduais e municipais, ficou em R$ 6,574 trilhões, valor que equivale a 90,7% do PIB (aumento de 0,2 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior). “Essa evolução decorreu principalmente da incorporação de juros nominais (aumento de 0,5 ponto percentual), do efeito da desvalorização cambial (aumento de 0,2 ponto percentual), e do efeito da variação do PIB nominal (redução de 0,4 ponto percentual)”, informou o BC. No ano, o aumento de 15 pontos percentuais na relação entre Dívida Bruta e PIB se deve às emissões líquidas de dívida (aumento de 9 pontos percentuais); à incorporação de juros nominais (aumento de 3,8 pontos percentuais); e à desvalorização cambial acumulada (aumento de 2,1 pontos percentuais).

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Festival Varilux de Cinema Francês movimenta salas do Shopping ETC

Na capital Recife, o Festival Varilux de Cinema Francês está com sete salas disponíveis para o evento nacional, dessas, quatro estão na rede Moviemax, no Shopping ETC Rosa e Silva, e recebe até o próximo dia 3 de dezembro a exibição de longas-metragens, alguns são inéditos e recentes.Comédia dramática, comédia romântica, animação e documentário são alguns dos gêneros das produções participantes. Com uma edição anormal devido à pandemia provocada pela Covid-19, o evento estará na rede exibidora que segue rígido protocolo recomendado pelas autoridades sanitárias a fim de oferecer segurança tanto ao público quanto aos profissionais envolvidos na sua realização. No reencontro tão aguardado com a filmografia francesa nos cinemas, os espectadores poderão se deliciar com trabalhos de diretores, astros e estrelas consagrados e de representantes da nova geração. Como atividade paralela gratuita, será oferecida uma mostra com oito filmes de cineastas integrantes da Nouvelle Vague. Confira algumas opções da programação do Festival Varilux Moviemax, no Shopping ETC Rosa e Silva: “Verão de 85”, “Notre Dame”, “DNA”, “Minhas férias com Patrick”, “Gagarine”, “Apagar o Histórico”, “Meu Primo”, “Belle Epoque” , “A Boa Esposa”, e “Mais que Especiais.” Sobre o Festival Varilux de Cinema Francês 2020: Um clássico e 17 longas-metragens inéditos e recentes (2019/2020) da cinematografia francesa integram a seleção do Festival Varilux 2020 que será realizado nos cinemas de todo país e realizado Bonfilm, produtora. Entre eles, um documentário e 17 longas de ficção com gêneros como comédia, drama e animação. Ainda não há um número definido de cidades e de cinemas participantes. SERVIÇO: Festival Varilux de Cinema Francês 2020 Onde: Moviemax – Shopping ETC Rosa e Silva Quando: até 3 de dezembro de 2020 Ingressos e programação: http://moviemax.com.br/fv20/

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João Campos é o novo prefeito do Recife

Da Agência Brasil A corrida pela prefeitura de Recife foi disputada, mas não “voto a voto” como se imaginava ocorrer entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). As pesquisas indicavam diferença mínima de porcentagem entre um e outro, mas Campos venceu com 56,27%, contra 43,73% de Arraes. Logo após o resultado, o prefeito eleito usou o Twitter para agradecer seus eleitores. “Obrigado, muito obrigado, Recife. Que caminhada incrível! A felicidade é muito grande por aqui, estamos juntos pelos nossos sonhos. O futuro começa agora!”, disse ele na rede social. Campos tem 27 anos e está no início de sua vida política. Foi eleito deputado federal em 2018 e chega ao seu segundo cargo político. João segue os passos do seu pai, Eduardo Campos, candidato a presidência da República em 2014. Durante a campanha à presidência, Eduardo morreu em um acidente de avião, abreviando sua trajetória política. Além de filho de Eduardo, João é bisneto de Miguel Arraes, ex-governador de Pernambuco e um dos maiores nomes da política do estado, e neto de Ana Arraes, ex-deputada federal pelo estado e ministra do Tribunal de Contas da União (TCU). A disputa do segundo turno em Recife tinha uma particularidade familiar, uma vez que João é primo de Marília Arraes.

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Abstenção dos eleitores no segundo turno foi de 29,50% no Brasil

Da Agência Brasil O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso que a abstenção dos eleitores no segundo turno das eleições municipais foi maior que o desejável pela Justiça Eleitoral. Durante a apresentação do balanço das eleições, Barroso afirmou que a pandemia da covid-19 fez com que parte do eleitorado deixasse de comparecer às urnas por medo de contaminação pelo novo coronavírus. Com 100% das seções eleitorais apuradas, a abstenção dos eleitores foi de 29,50%, equivalente a 11,1 milhões de pessoas. Nas eleições de 2018, 2016 e 2014, o índice de eleitores faltosos ficou em torno de 21%. Na avaliação do presidente, embora a abstenção tenha sido maior que o desejado, a realização das eleições em meio à pandemia, com a participação de 70,50% dos eleitores, merece ser celebrada. “É um número maior do que nós desejaríamos, mas é preciso ter em conta que nós realizamos eleições em meio à uma pandemia, que já consumiu 170 mil vidas, e que muitas pessoas, com o compreensível temor de comparecem às urnas, deixaram de votar. Muitas por estarem com a doença, muitos por estarem com sintomas e muitas por estarem com medo”, afirmou. De acordo com o balanço final das eleições, houve 3,89% (1 milhão) de votos brancos e 8.81% (2,3 milhões) de votos nulos. Ataque hacker Durante a coletiva de imprensa, o presidente do TSE também afirmou que não foram registrados ataques bem sucedidos de hackers aos sistemas do TSE no segundo turno. Barroso também elogiou o trabalho da Polícia Federal (PF), que prendeu ontem (28) um suspeito de envolvimento no ataque ao sistema do tribunal durante o primeiro turno. “Há os que fazem esses ataques para procurar atacar a democracia e o sistema eleitoral, e procurarem tornar as instituições vulneráveis. Todos eles são criminosos, merecem o repúdio das pessoas de bem e merecem a ação da Justiça”, disse.

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Jones Albuquerque: “Estamos diante de um risco altíssimo de nova onda”

Diante do avanço da pandemia na Europa e dos alertas de aumento de números de casos no Brasil, o repórter Rafael Dantas conversou com o pesquisador Jones Albuquerque sobre o risco de Pernambuco viver o crescimento de uma nova onda da Covid-19. Ele, que atua no IRRD (Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco) da UFRPE e no Lika (Laboratório de Imunopatologia Keizo-Asami) da UFPE, defende um “break-down” e acerta para a taxa de reprodução do coronavírus no Estado. Em que momento da pandemia estamos atravessando em Pernambuco? Como ele é caracterizado? O mundo, como um todo, está, pelo que parece, atravessando sua 3a. grande “onda”, como alguns gostam de chamar, de infecção e de óbitos por COVID-19 [Fontes: irrd.org e www.worldometers.info]. Alguns Países perceberam as 3 ondas como o Japão, outros países como a Polônia só esta última, a Europa como um todo, duas ondas. E Pernambuco? Bem, Pernambuco percebeu a 1a. e continua nelas desde então como o Brasil e os Estados Unidos, que não conseguiram conter as infecções e decidiram “conviver” com o Coronavirus. Agora, Pernambuco e o Brasil parecem seguir em ascensão síncrona da Infecção com os Países da Europa e com o mundo como um todo. . Esse aumento de casos recente é o prenúncio de uma nova onda ou é ainda a primeira que estava estabilizada num platô alto e apresentou um novo crescimento? Qual a taxa atual de contágios? Parece os dois: resquícios dos feriadões e do processo de reabertura progressiva de atividades mesmo com taxas diárias de centenas de infectados/dia e a entrada na nova onda de infecçao que atinge o mundo como um todo. Nossa taxa de contágio encontra-se acima de 1, em 1.07 (Fonte: https://www.irrd.org/covid-19/graficos-interativos/) mesmo com testagem limitada pela capacidade operacional do LACEN e Laboratórios privados. Entretanto, o Risco Epidêmico (verde- baixo, amarelo-moderado e vermelho-alto) piorou bastante desde o dia 05 de novembro que estávamos apresentando risco moderado com tendência a risco-baixo com a média acumulada dos 14 dias anteriores (Fonte: https://www.irrd.org/covid-19/diagramas-de-risco/): . Quais as principais mudanças que você aponta entre o auge da pandemia (entre abril e maio) e esse período atual? Quais os maiores aprendizados e quais as maiores ameaças comparando esses dois momentos? As principais mudanças que observa-se é que: (1) os hospitais e intensivistas fizeram um excelente trabalho e aprenderam muito rapidamente como lidar emergencialmente com COVID-19 e isso, per si, já reduz bastante a mortalidade. (2) a Secretaria de Saúde aprendeu e já sabe como ampliar leitos e instalar hospitais de campanha. (3) uma fração da população e dos estabelecimentos realmente aprendeu a se prevenir e se cuidar e isso garante um mínimo de proteção à população. Estamos nos aculturando a viver assim: sob risco. Mas nem tudo está melhor. Por exemplo, entre o auge da pandemia e agora, a mobilidade das pessoas está pior (bares, igrejas, escolas, tudo funcionando), muito alta para os padrões de infecção que estamos agora. E, comparativamente com abril, nosso o risco COVID-19 agora é bem maior que lá em abril. As principais ameaças são: (a) não sinalizamos as cidades do estado com placas de risco COVID (pontos de ônibus, feiras livres, praças, shopping centers) e a população perdeu a vigilância e está muito exausta de tudo isso e, por isso, não sabemos como irá tolerar medidas mais rígidas, se assim forem necessárias; Sinalizações feitas pelas próprias comunidades para afixarem e distribuírem entre seus moradores: . . (b) como sabemos um pouco mais sobre COVID-19, podemos nos iludir que já compreendemos a doença e estamos seguros. Mas lembremo-nos que os Países de Europa e o próprio USA também tiveram os mesmos “aprendizados” e observemos como estão agora, em colapso dos seus sistemas; (c) a maior ameaça de todas, o descrédito das pessoas na autoridades sanitárias que segue aumentando. Assim, seguir os protocolos estipulados pelo Governo de Pernambuco para a convivência econômica durante a pandemia se torna cada vez mais raro entre a população em geral, é visível. . O quão estamos preparados para lidar com uma nova onda de casos? A Secretaria de Saúde aprendeu como organizar suas atividades para absorver COVID-19 ao processo de vigilância, O Instituto para Redução de Riscos e Desastres de Pernambuco validou indicadores muito mais precisos que os até então utilizados pelo monitoramento epidemiológico, por exemplo, esta 3a. onda de infecção foi detectada em crescimento no estado em 15 de outubro (Fonte: https://www.irrd.org/covid-19/ricci/): Mas, mesmo assim, sendo sinalizado com antecedência e incorporando COVID-19 às práticas diárias de vigilância, não estamos preparados para combater a doença preventivamente. Continuamos adotando as mesmas práticas do plano de convivência econômica: observando os doentes graves, leitos e óbitos. O risco de se monitorar a doença assim, pelo fim dela (doentes graves, leitos ocupados e óbitos), é que já começamos perdendo vidas para doença. E quando se perceber que a “onda” está muito forte, é porque ela já estará gigante, uma vez que COVID-19 acomete 80% das pessoas levemente. . Inicialmente na Europa, na sua segunda onda, havia uma perspectiva de que o número de casos era muito alto, mas havia uma menor mortalidade. Isso se confirmou ou não? Nesse momento de reaceleração de casos em PE, a relação de novos casos x mortes tem sinalizado menor mortalidade ou não? Sim a mortalidade continua baixa, mas o volume de infectados está muito maior dessa vez, alguns países apontaram cifras de até 1000% maior que na 1a onda européia. Assim, mesmo a mortalidade de COVID-19 continuando baixa, o que preocupa é o volume de infecção. Hoje, por exemplo, recordes de óbitos/dia em vários Países novamente (Fonte: https://www.worldometers.info/coronavirus/) Lembremos que estamos numa PANdemia de COVID-19 e o Brasil já detém uma das piores taxas de mortes/milhão de habitantes do mundo e, Pernambuco não é diferente, infelizmente. . Diante do fato da população ter perdido o “medo” e ter cansado das medidas de proteção e associando isso à expectativa da vacina e às festividades de final de ano, podemos dizer que estamos num momento de grande risco? Esses cenários mais

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