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Algomais vence o Prêmio Fiepe de Jornalismo 2023

Com a série “Desafios do Desenvolvimento de Pernambuco”, assinada pelo repórter Rafael Dantas, Revista Algomais foi a vencedora do 1º Prêmio Fiepe de Jornalismo, na categoria impresso. A celebração do concurso é da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), em parceria com o Sindicato dos Jornalistas de Pernambuco (Sinjope). O Prêmio FIEPE de Jornalismo objetiva estimular, divulgar e apoiar a realização de reportagens informativas relacionadas ao setor industrial de Pernambuco e, com isso, contribuir para a melhor compreensão pela sociedade e pelo Poder Público sobre a importância do setor produtivo para o desenvolvimento de Pernambuco. Além disso, a presente iniciativa também é uma forma de reconhecer o compromisso da imprensa com o fortalecimento do Estado e de aproximar a Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) de toda a comunidade. A reportagem foi publicada no final de 2022, discutindo os desafios de cada uma das regiões do Estado (Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife), ouvindo especialistas, gestores públicos, representantes empresariais e empresários de destaque pernambucanos. Foram premiados ainda na noite de ontem (23), em evento realizado na sede da Fiepe, trabalhos do G1, TV Globo e do portal Leia Já.

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Agenda TGI faz alerta sobre era dos extremos

Evento traz balanço de 2023 e principais projeções econômicas e políticas para 2024 Uma oportunidade para empresários analisarem os impactos, em seus negócios, das grandes mudanças que estão ocorrendo no mundo. Estão abertas as inscrições gratuitas para a 25a edição da Agenda TGI | Painel 2024, realizada pela TGI Consultoria, em parceria com a revista AlgoMais. Com o tema “A Era dos Extremos chegou. Como atravessá-la”, a Agenda TGI será realizada no dia 28 deste mês, às 19h, no Teatro RioMar, no Pina. O tema será apresentado pelo consultor e sócio fundador da TGI, Francisco Cunha, que também celebra os 33 anos da empresa. Francisco Cunha vai fazer um balanço abrangente dos fatos mais marcantes de 2023 e traçando as principais projeções econômicas e políticas para 2024, com uma abordagem sobre o mundo, o Brasil, Pernambuco e Recife. De acordo com Francisco Cunha, a inspiração para o tema do evento veio do ensaio clássico “A Era dos Extremos”, do célebre historiador inglês, Eric Hobsbawn, sobre o século XX. Porém, na opinião de Cunha, é no século XXI que as contradições estão ainda maiores e mais desafiadoras. “A era dos extremos está realmente sendo vivida agora, com impactos nunca antes vistos no clima, na área de tecnologia e também na política”, comenta Cunha, citando, como exemplo, o aquecimento global e o uso em larga escala da inteligência artificial. O mais recente relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) mostra uma bomba-relógio climática: o planeta já aqueceu 1,1°C, com o ser humano potencializando esse processo, trazendo eventos climáticos cada vez mais extremos e frequentes em todo o mundo. “Estamos vivendo o ano mais quente de toda a nossa história, as pessoas estão vendo as mudanças climáticas e nada fazem, sem pensar nos impactos gigantescos. A inteligência artificial, como a que vemos com a chegada do ChatGPT, joga a realidade empresarial para uma grande incógnita. O impacto é muito grande e muitos não sabem como enfrentar isso”, adverte Francisco Cunha. Para participar do evento, os interessados devem se inscrever pelo link https://agenda.tgi.com.br/. Como já é tradição nos eventos da Agenda TGI, também será realizada a distribuição gratuita da agenda em formato físico na abertura do evento, mas em quantidade limitada. Serviço: AGENDA TGI 2023 | Painel 2024 Quando: Dia 28 de novembro Onde: Teatro RioMar Recife Inscrição gratuita: https://agenda.tgi.com.br/

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Pernambuco Centro de Convenções inaugura área para eventos de até 40 mil pessoas

O Pernambuco Centro de Convenções, gerido pelo Consórcio CID, acaba de disponibilizar uma nova área externa de 20 mil m² para eventos de grande porte. A inauguração ocorreu com a festa “Último Trap do Ano”, que atraiu 30 mil pessoas, e futuramente abrigará shows como o da turnê nacional dos Titãs, marcado para 24 de novembro, e uma apresentação do grupo Sorriso Maroto em 26 de novembro. A área externa foi desenvolvida a partir da requalificação dos primeiros 20 mil m² liberados pelo Mirabilandia em julho. O restante, atualmente ocupados pelo parque de diversões, será desocupado até julho de 2025, resultando em novos projetos e espaços no Pernambuco Centro de Convenções. O trecho já requalificado passou por nivelamento de piso, retirada de árvores – replantadas em outras partes do complexo – e construção de saídas de emergência. Agora, o centro conta com uma área exclusiva para shows e eventos ao ar livre, com capacidade para até 40 mil pessoas. “Assim como as feiras de negócios, o Estado tem uma tradição em grandes eventos ao ar livre, especialmente no Centro de Convenções. Tivemos o cuidado de ouvir o trade para fazer todas as adaptações necessárias e entregamos a nova área externa com todas as condições para que ela seja adaptada com cenários, palcos, área de bar e tudo o mais que seja necessário para shows e eventos do porte de Titãs, por exemplo. A estreia foi um sucesso, com a festa Trap, com excelente público de quase 30 mil pessoas, e nossa expectativa é abrigar iniciativas ainda maiores”, declara o CEO do Pernambuco Centro de Convenções, Cláudio Vasconcelos. O investimento do Consórcio CID nessa nova área externa demonstra sua relevância ao incrementar eventos captados para o principal equipamento do Estado. Em 2023, serão entregues 20 shows e festivais ao ar livre, em comparação com os seis eventos realizados em 2022. A diretora comercial do Pernambuco Centro de Convenções, Alice Becco, destaca o esforço de captação e antecipa novidades para eventos nacionais e internacionais em 2024 e 2025. EVENTOS NO CALENDÁRIO Para celebrar a inauguração, os Titãs realizarão um show na sexta-feira, marcando os 40 anos da banda. Os ingressos estão à venda a partir de R$ 100 (meia-entrada pista) até R$ 320 (pista VIP) no site Eventim. Já no domingo, o grupo Sorriso Maroto agitará os fãs de pagode na nova área externa, com ingressos a partir de R$ 110 (front) até R$ 460 (camarote open bar premium social), disponíveis no site Ingresso Prime.

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“Pesquisa da Amcham com líderes empresariais no País mostrou que 68% já usam IA”

Alessandra Andrade, superintendente da Amcham para o Nordeste, afirma que estabilidade política do País e avanço tecnológico levam gestores a preverem crescimento de suas empresas acima de 10% em 2024. Também fala das ações da organização e da sua atividade de conscientizar as empresas no apoio às mães atípicas. Alessandra Andrade é “cria” da Amcham (American Chamber of Commerce). Ela entrou na entidade como estagiária em 2004, em pouco tempo já liderava os estagiários e, em 2009, assumiu a coordenação da unidade regional. Passou um período fora da organização, ao se mudar para o Maranhão. Mas foi por pouco tempo. “Um ano depois, o meu antigo diretor em São Paulo disse que a gerente do Recife estava saindo, que era minha antiga chefe, e ela me indicou. Ele me chamou e não resisti, voltei como gerente da operação do Recife”, conta a executiva. Desde 2018 ela é responsável pela gestão das unidades do Nordeste (Salvador, Recife e Fortaleza) e este ano também assumiu a de Curitiba. Nesta entrevista a Cláudia Santos, ela relata as ações da Amcham para aumentar a produtividade das empresas, para ajudar os empresários a se organizarem para as boas práticas de ESG, a estimular o benchmarking entre os setores e para detectar oportunidades de negócios, inclusive nos Estados Unidos. Alessandra também analisa a pesquisa da Amcham Brasil com líderes empresariais nacionais, que revela o otimismo deles em relação ao ano que vem: 56% dos entrevistados estimam que o crescimento de suas empresas será superior a 10% em 2024. Uma expectativa ancorada na estabilidade política mas, também, no avanço tecnológico, principalmente da inteligência artificial. Mãe de uma filha autista, Alessandra também fala da sua atividade de conscientizar as empresas no apoio às carreiras das chamadas mães atípicas. Como tem sido a atuação da Amcham no Nordeste, especialmente em Pernambuco? Ano que vem a gente faz 25 anos de operação no Recife, 10 em Fortaleza, e 15 em Salvador. A Amcham busca promover conexões entre pessoas e empresas. O principal objetivo é criar networks entre indivíduos, por meio dessa rede de relacionamento para que possam tanto descobrir oportunidades como conhecer outros mercados. Entre as empresas, a Amcham é multissetorial e essa diversidade permite que um setor, que esteja enfrentando um desafio, possa entrar em contato com outro setor, que esteja vivendo o mesmo ou talvez um desafio parecido, mas que tenha um outro olhar sobre esse problema. Isso traz para os empresários insights e referências que no mundo da sua área, com seus pares, talvez não consigam perceber. No Recife, há um foco especial no diálogo público/privado dentro dos nossos comitês estratégicos, fóruns de discussão e entendendo também vieses de oportunidade a partir de demandas que os associados trazem. Não defendemos pleitos de uma empresa pontualmente mas, se entendemos que um desafio que uma empresa apresenta é o mesmo que outros estão vivendo, então vamos trabalhar em cima disso. Temos olhado essa formação das pessoas e das empresas no que tange a um conteúdo importante, diferenciado, gerando networking qualificado e, em paralelo, discutindo com o poder público uma melhoria nos incentivos e na política para que tenhamos um Estado e uma cidade mais competitivos, assim como a Amcham Brasil faz na esfera federal e nas relações comerciais com os Estados Unidos. Pernambuco pulsa inovação, então essa pauta sempre foi transversal na Amcham, tanto que, em 2017, provocados por um então secretário de Desenvolvimento do Estado, começamos a trazer a discussão de como podemos promover Pernambuco como um Estado importante para receber investimentos, por exemplo, na área de tecnologia. Foi quando surgiu o projeto PE Avança que acontece até hoje. Recentemente, a pauta ESG tem sido bastante discutida por empresas e pessoas e a Amcham sempre olhou com muito cuidado para a pauta de sustentabilidade. Temos o prêmio ECO, que é o prêmio de sustentabilidade mais antigo do Brasil, criado há mais de 40 anos. Temos um olhar mais ampliado para as outras letrinhas do ESG, olhando o social e a parte de governança, trazendo de forma forte na nossa agenda e também de forma transversal. A pauta entra nas discussões dos nossos comitês estratégicos, criamos eventos específicos como a primeira edição do Fórum ESG que fizemos este ano. Buscamos ser uma entidade que promove o alicerce para empresas que queiram se capacitar e estar prontas para receber essas oportunidades. Até 2020 a Amcham era 100% presencial. A materialização da Amcham para o associado do Recife ou do Nordeste era muito vinculada ao que essa unidade promovia de entrega de eventos presenciais. Mas não tínhamos o melhor aproveitamento de eventos promovidos pelas outras regionais. A partir da pandemia passamos a conectar essas empresas associadas por meio do universo online. Então olhando Pernambuco e o Nordeste entendemos a questão da regionalização, da cultura, do perfil do empresário que é diferente do perfil das outras regiões. Então, promovemos a interação entre o empresário daqui com os outros do Brasil. A senhora mencionou que um dos papéis da Amcham é incentivar o contato entre governos e os empresários. Atualmente qual a pauta que vocês trabalham nessa área? Por ser multissetorial, sem fins lucrativos e apartidária, a Amcham contribui nesse diálogo de forma neutra. Não levantamos nenhum pleito em prol de uma empresa, mas de setores e pensando no aumento da competitividade. No Brasil temos grupos de trabalho que reúnem os empresários que, voluntariamente, têm interesse em discutir determinada pauta, que formulam documentos que se tornam contribuições com trabalho ligados à tributação, à articulação Brasil/Estados Unidos, à transformação digital, à propriedade intelectual. Acabamos de lançar um grupo de trabalho sobre políticas ambientais. Os grupos redigem os documentos que são entregues na esfera federal ou promovemos eventos aonde a pauta é discutida. Na esfera regional, as discussões acontecem dentro dos nossos comitês estratégicos compostos por pessoas que têm o know-how e a experiência naquele determinado tema para começar um grupo de estudos para redigir um documento e, aí, a Amcham faz a apresentação para uma entidade. Por exemplo, este ano a Amcham participou

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Algomais é finalista do Prêmio Fiepe de Jornalismo em duas categorias

O Prêmio Fiepe de Jornalismo 2023 anunciou os finalistas e a Revista Algomais está classificada com duas publicações, do repórter Rafael Dantas. A série de reportagens Desafios do Desenvolvimento de Pernambuco foi uma das três indicadas na categoria Impressa. Entre as matérias selecionadas na categoria Internet, a finalista é a série Uma década do Polo Automotivo de Goiana. A premiação é promovida pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe) em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope) e com a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). A série “Desafios do Desenvolvimento de Pernambuco” discutiu com especialistas de todo o Estado os principais problemas, potenciais e possíveis soluções para as quatro grandes regiões do Estado (Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana do Recife). Para a reportagem, a revista contou com o suporte de dados socioeconômicos levantados pelo gestor de pesquisas do IBGE, Romero Maia, além de entrevistas com acadêmicos e representantes empresariais e do poder público de cada região. Já a Série “Uma Década do Polo Automotivo de Goiana”, foi um projeto teve apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Meta Journalism Project, em parceria com o International Center for Journalists (ICFJ). Uma década após o inicio das obras, o Polo Automotivo de Goiana promoveu grandes transformações na cidade sede, nos municípios do entorno e até na balança de exportações de Pernambuco. As reportagem produzidas pelo jornalista Rafael Dantas trouxeram olhares de especialistas de diferentes áreas, do Grupo Stellantis e dos moradores do município de tradição sucroalcooleira que virou o berço de uma das indústrias mais modernas do mundo no setor de produção de automóveis. “Foram dois projetos de fôlego da nossa redação que apontaram avanços e também levantaram questionamentos sobre o desenvolvimento do nosso Estado. A diversidade de olhares contribuiu para uma análise mais ampla tanto dos entraves para um novo ciclo de desenvolvimento do Estado, como para a situação de transformação em curso dos municípios que estão na área de influência do polo automotivo liderado pela Stellantis, em Goiana. Em ambos, tive a edição caprichosa da nossa editora Cláudia Santos e o trabalho criativo do nosso designer Rivaldo Neto para desenhar as reportagens, além das capas de Henrique Pereira”, afirmou o repórter Rafael Dantas. Na série sobre o pólo automotivo, o projeto contou ainda com fotos de Tom Cabral. Os premiados serão conhecidos no dia 23 de novembro, em uma cerimônia realizada na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco. Confira abaixo algumas das reportagens dos projetos finalistas. Especial: Uma década do polo automotivo de Goiana Desafios do Desenvolvimento do agreste passam pela questão hídrica e por preservação ambiental Desafios para o Desenvolvimento do Sertão Desafio do Desenvolvimento da RMR é o equilíbrio social e econômico Desafio do Desenvolvimento da Zona da Mata pernambucana

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Estudo mostra desafios da educação infantil brasileira

(Da Agência Brasil) O estudo Qualidade da oferta da Educação Infantil no Brasil: análise do Saeb 2021, divulgado nesta quinta-feira (16), chegou à constatação de que a qualidade da infraestrutura das escolas (creches) para crianças de 0 a 3 anos e da educação infantil de 4 a 5 anos de idade, apresenta muitos desafios em todo o Brasil. Essa foi a primeira coleta de dados em larga escala efetuada nas escolas para essas faixas etárias, com base em informações do Censo Escolar 2022 e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) da Educação Infantil, de 2021.  O levantamento foi efetuado por Tiago Bartholo e por Mariane Koslinski, pesquisadores do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais (LaPOpE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com financiamento da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal (FMCSV). Ele permite, em alguma medida, captar como as políticas nesse campo estão sendo implementadas. Bartholo comentou que a educação infantil vem recebendo, de fato, aumento de recursos nos últimos anos, com maior cobertura para crianças de 0 a 3 anos na creche e crianças de 4 a 5 anos frequentando a educação infantil. “Isso é muito importante mas o que os estudos todos mostram é que garantir a vaga é insuficiente quando estamos pensando naqueles benefícios que a educação infantil traz para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças. Para que esse benefício se concretize, é importante que essa oferta seja de qualidade”. Equipamentos A partir de um indicador que considera a soma dos sete equipamentos voltados para o público infantil (tanque de areia, gira-gira, gangorra, escorregador, casinha, balanço e brinquedo para escalar), foi observado que escolas das regiões Norte e Nordeste, em média, apresentam 2,2 e 2,1 equipamentos, respectivamente. Já as escolas das regiões Sudeste e Centro-Oeste apresentam quatro equipamentos, e as da Região Sul, 4,8. No que diz respeito à dependência administrativa, as escolas públicas possuem, na média, 3,2 equipamentos. O número sobe para quatro, nas escolas privadas conveniadas e 4,3 nas escolas particulares não conveniadas. Sob a perspectiva da infraestrutura das unidades educativas, os dados indicam baixa frequência de brinquedos para o público infantil como gira-gira (46,2%), gangorra (38,5%) e balanço (34,3%) nas escolas. O levantamento investigou dois grandes grupos: um é o chamado de qualidade da infraestrutura e dos materiais pedagógicos disponíveis e outro é a qualidade das atividades propostas, das interações entre professor e as crianças. “O Saeb 2021 permite olhar com mais detalhe e refinamento para essa questão da qualidade da infraestrutura”, manifestaram os pesquisadores. Observa-se, por exemplo, que essa é uma dimensão que ainda tem desafios muito importantes, especialmente na rede pública. Há desigualdades de oportunidades em relação à rede privada conveniada e à rede privada. “O desafio, sem dúvida, é maior na rede pública. Mas a gente observou também diferenças quando pensa em diferentes regiões e estados do Brasil”. Qualidade O que os dados sugerem é que quando se olha para a qualidade da infraestrutura das escolas de educação infantil, o Norte e o Nordeste são os que apresentam os piores indicadores, mais desafiadores do ponto de vista de uma demanda por uma melhora dessa qualidade. Isso demanda, por sua vez, aumento do investimento para a primeira infância. Tiago Bartholo sustenta que, por um lado, há necessidade de mais investimento para expandir a qualidade da infraestrutura, como os equipamentos presentes nas escolas, verificando-se se a instituição tem área externa e sombreada para as crianças brincarem; se tem vegetação; se tem horta; se tem banheiros adaptados para essa faixa etária; se existem brinquedos que incentivem e permitem movimento das crianças, como balanço, gangorra. Esses fatores, segundo o pesquisador, impactam diretamente o trabalho desenvolvido, as experiências que as crianças têm e as oportunidades de se desenvolverem. Além do desafio da melhoria da qualidade da infraestrutura, Bartholo salientou que ficou bem claro o desafio da desigualdade entre rede púbica e privada. “Na média, segundo dados do Saeb e dos indicadores que nós construímos, a rede pública tem níveis de infraestrutura piores do que a rede privada e a rede conveniada. Disse também que escolas que têm oferta de educação infantil exclusiva, em vez de educação infantil e fundamental funcionando no mesmo ambiente, apresentam, na média, estrutura mais adequada para educação infantil. Isso também se verifica por região. Os melhores indicadores são encontrados no Sul do país, seguido pelo Sudeste e Centro-Oeste, e com indicadores piores em relação à infraestrutura no Norte e Nordeste. Cerca de 21,6% dos municípios brasileiros indicaram não possuir programas desse tipo. A Região Sul apresenta o maior índice de oferta (89,5%), seguido pelo Nordeste (80,7%). Já o Sudeste é a região com menor índice de oferta (70,6%), seguido pelo Norte (72,3%) e Centro-Oeste (73,9%). Recursos pedagógicos Em relação aos recursos pedagógicos, o estudo abordou três questões: se as crianças têm autonomia para manusear os livros, se manuseiam os livros todos os dias e se os professores leem livros para as crianças diariamente. Essa pergunta foi feita no Saeb para os professores. As informações do Saeb foram coletadas a partir de questionários online, respondidos por 4.677 gestores municipais, 35.188 diretores e 23.953 professores. Bartholo informou que o total de professores contatados foi de mais 62 mil, mas menos de 40% que estavam na mostra responderam. Os professores de escolas públicas têm taxas de resposta mais elevadas que das escolas privadas não conveniadas. Isso diminui a capacidade de monitoramento do que está acontecendo de fato na educação infantil, indicou Mariane. “E o questionário do professor é o mais interessante para monitorar a educação infantil”. A pesquisadora disse que gostaria de ver mais questões que consigam descrever os processos pedagógicos que acontecem dentro de sala de aula. “Na nossa visão, há pouca informação sobre os planejamentos que são propostos, as atividades que são feitas com as crianças. A gente acha que nas edições futuras do Saeb, isso seria interessante porque têm relação direta com as experiências que as crianças estão tendo dentro da sala de aula e a literatura toda mostra que esses são aspectos muito importantes para o desenvolvimento

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Cachaça pernambucana Triumpho é medalha de ouro em concurso internacional

A cachaça Triumpho venceu mais um prêmio internacional. A cachaça branca, produzida pelo Engenho São Pedro, em Triunfo, Sertão de Pernambuco, foi medalha de ouro no Concours Mondial de Bruxelles. A Triumpho é também a cachaça pernambucana premiada com duas medalhas de ouro no 23º Concurso de Vinhos e Destilados do Brasil, um dos mais importantes do País. O concurso teve recorde de rótulos inscritos e o júri formado por enólogos, jornalistas e especialistas no setor que fazem a seleção às cegas. A Triumpho conquistou as medalhas de ouro na categoria cachaça tradicional, com os tipos prata e envelhecida em barril de carvalho, por dois anos. Foram mais de 650 amostras de 13 Estados brasileiros. HISTÓRIA – A história da Cachaça Triumpho começou em 2002, nas terras do Engenho São Pedro, quando o ex-funcionário de banco, amante e estudioso de cachaça, Pedro Júnior, resolve reformar o local pertencente a seu avô e transformá-lo na fábrica da premiada Cachaça Triumpho. “Meu pai frequentava muito Triunfo quando criança e a relação com a cidade sempre foi de muito carinho. Ele resolveu criar a Triumpho como homenagem à cidade, comprou o terreno do Engenho São Pedro, onde ele fez a fábrica da cachaça, e conseguiu trazer para o município um ar mais turístico, participando no processo de desenvolvimento da região”, lembra Ana Carolina Macedo, sócia executiva da marca. As bebidas da marca são todas destiladas em alambique e envelhecidas em barris de carvalho ou descansada em freijó, possuindo características singulares de aroma e sabor proporcionadas pelo cultivo da cana e ritual de produção em região de terras altas, acima de 1.000 metros de altitude. Matuta é um dos destaques em Concurso Internacional realizado na Itália A Cachaça Matuta, originária de Areia (PB) e fortemente presente no mercado pernambucano, foi uma das grandes vencedoras da edição deste ano do Concurso Mundial de Bruxelas de destilados, realizado em Treviso, na Itália. Reconhecidas com grande medalha de ouro os destaques foram a Cachaça Matuta Cristal, a Cachaça Matuta Umburana e a Abelha Rainha. Já a Cachaça Matuta Bálsamo recebeu medalha de prata. Todas as cachaças levam a assinatura do Mestre Cachaceiro, Aurélio Leal Júnior. A seleção de bebidas Spirits Selection do Concurso Mundial de Bruxelas tornou-se o evento internacional que premia bebidas de todo o mundo. Uísques, conhaques, brandies, rum, vodcas, gins, piscos, grappas, baijiu, tequila, são avaliados e classificados por um painel de especialistas reconhecidos internacionalmente. Em 2022, foram avaliadas mais de duas mil amostras por 120 provadores de 30 nacionalidades diferentes.

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Alepe discute hoje (16) em audiência pública a violência em Pernambuco

A Comissão de Cidadania, Direitos Humanos e Participação Popular e a Comissão de Segurança Pública e Desenvolvimento Social da Assembleia Legislativa de Pernambuco promovem uma audiência pública para debater o aumento da violência letal e a ausência de um plano de segurança no estado. A iniciativa é conduzida pela deputada Dani Portela e pelo Deputado João Paulo, em resposta a uma solicitação do Fórum Popular de Segurança Pública, e ocorrerá hoje (16), às 14h, no Auditório Senador Sérgio Guerra, na Alepe. Após a suspensão do Pacto pela Vida, a governadora Raquel Lyra anunciou, no início do ano, o programa “Juntos Pela Segurança”, destinado a substituir o anterior e responsável por desenvolver um novo planejamento de segurança pública para o estado. “Ouvir do nosso povo suas queixas sobre essa temática vai nos ajudar a intensificar as cobranças ao Governo do Estado. Já são 11 meses de governo e Pernambuco segue sem um plano efetivo de segurança pública. Esse cenário se converte em insegurança ao sair de casa, e principalmente, no aumento das mortes. Precisamos agir com urgência para que esse cenário mude”, ressaltou a deputada Dani Portela, presidenta da CCDHPP. “A redução da violência em Pernambuco passa também pela melhoria da estrutura de segurança, a valorização dos profissionais das polícias, formação em direitos humanos e mais integração entre os governos municipais, estadual e federal. É necessário ainda combater a fome e a miséria e investir mais em educação”, afirmou o deputado João Paulo.

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Ernani Martins: “Possivelmente teremos um apagão de professores”

Pró-reitor de graduação da UPE, Ernani Martins, alerta que escolas enfrentam escassez de docentes em algumas disciplinas e que essa situação tende a se agravar em todas as áreas do conhecimento. Ele propõe a adoção de políticas públicas de valorização de professores para solucionar o problema. Um estudo recente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) revela que muitos estudantes em 2023 estão finalizando o ano letivo sem terem aulas de física ou sociologia com professores habilitados para ministrar essas disciplinas. Em Pernambuco, apenas 32,4% das docências em física no ensino médio são ministradas por licenciados na matéria. A escassez de docentes pode se agravar. O Instituto Semesp (Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de Sao Paulo), projeta que em 2040 o Brasil poderá enfrentar um apagão de professores na educação básica. Para Ernani Martins, pró-reitor de graduação da UPE (Universidade de Pernambuco), a solução é implantar políticas públicas de valorização do professor, não apenas em termos salariais mas, também, com a oferta de melhores condições de trabalho. Ele é um conhecedor do assunto. Além de ter atuação na formação de professores na universidade, fez licenciatura em matemática. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Martins afirma que a consulta pública do Novo Ensino Médio é um alvissareiro começo para se debater a questão. Mas adverte que se a solução não for encontrada rapidamente, as consequências serão graves. “Teremos uma estagnação no País porque a educação é a mola propulsora para que a gente avance no PIB e no IDH”, adverte. Há uma projeção do Instituto Semesp de que em 2040 o Brasil poderá enfrentar um apagão de professores na educação básica. O senhor concorda com essa estimativa e quais as suas causas? Não tenho dados concretos, mas é possível que entre os anos 2030 e 2040 tenhamos esse quadro de uma maneira mais exacerbada. Já temos um apagão em algumas áreas do conhecimento, como matemática e ciências da natureza (que envolvem física, química e biologia). Até na construção do cenário atual de novos currículos como a inserção, por exemplo, do pensamento computacional na educação básica, não temos um contingente de docentes com esse tipo de formação para atuar. Possivelmente teremos um apagão de professores em todas as áreas do conhecimento. Isso se deve muito a uma construção social do que é ser um professor porque temos essa cultura, que precisa ser desmistificada, da docência como algo feito apenas por amor, apenas pela vocação, e esquecemos de olhar para o lado profissional. Não estou dizendo que não é necessário ter vocação ou amor – condições que devem estar presentes qualquer outra profissão – mas também deve ser ressaltada a valorização desse profissional como em qualquer outra área. Ao longo do tempo, temos passado por um processo de desvalorização profissional muito forte a respeito do papel do professor que é dicotômico porque, à medida que a educação vai se democratizando no País (a educação não era direito de todos até a Constituição de 1988), paralelamente, a gente vai tendo a desvalorização da figura do professor em todas as áreas do conhecimento. Partimos do Século 19 para o Século 20, de um olhar que tínhamos sobre como o aluno aprende, para passar do Século 20 para o 21, sobre como é que a gente ensina. Por isso, o Brasil passa a construir políticas públicas para formação inicial e continuada de professores. Investiu-se muito, por exemplo, nas políticas públicas de acesso dos estudantes à educação, na valorização da escola. Mas esse processo não foi acompanhado da valorização do professor que deveria vir em paralelo. Os jovens que hoje terminam o ensino médio têm a vivência de um longo período de suas vidas convivendo na instituição escola, por isso, conhecem a rotina de um professor. Isso não os motiva a serem professores. Um estudo do Global Teacher de 2018 fez uma consulta em 35 países sobre se haveria interesse da população jovem em ser professor. O Brasil foi o país que ficou na última posição, devido à desvalorização profissional, que envolve vários aspectos desde o financeiro à condição de trabalho. É importante ressaltar que a atuação do docente tem impacto não somente dentro mas, também, fora da sala de aula, tem impacto no desempenho dos estudantes, na qualidade da escola, no progresso do País como um todo porque ele forma o cidadão que vai atuar em diversas instâncias. Como deveria ser o processo de valorização do professor? A valorização do professor passa por diversos fatores, não é somente o financeiro, embora seja óbvio que é o primordial. Temos no Brasil, professores com jornada dupla, às vezes até tripla, sem um salário digno. Temos o sucateamento de escolas, a falta de condição de trabalho, isso também pesa nessa questão da valorização profissional. Não adianta ter um bom salário e não ter recurso didático adequado, não ter uma formação continuada necessária. Do ponto de vista do desenvolvimento profissional o professor precisa continuamente de estudo e atualização principalmente com o avanço dos meios de comunicação e tecnologia. A velocidade de informação é muito rápida e a gente precisa de investimento nessa área. Como é que um professor vai investir na sua formação com jornada dupla ou tripla? Muitas vezes essa realidade é observada pelos que podem até ter interesse em ser professor mas dizem: “eu vou precisar ter uma jornada exaustiva para ter minimamente um salário adequado para sobreviver, então talvez seja mais interessante eu investir numa carreira em outra área do conhecimento”. A soma de todos esses fatores faz com que não haja interesse dos jovens em ser professor. Os estudantes na faixa de 16 a 17 anos, que entram na universidade ou que estão fazendo a escolha pela carreira profissional não fazem a opção pela licenciatura, a não ser aqueles que queiram realmente isso. Temos um perfil na licenciatura de alunos um pouquinho mais velhos, são estudantes numa faixa etária dos 19 anos em diante, ou seja, eles tiveram tempo para pensar, amadurecer um pouco essa ideia

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Brasileiros que estavam em Gaza chegam ao Brasil nesta segunda

Da Agência Brasil Os brasileiros e seus familiares palestinos que deixaram a Faixa de Gaza chegam nesta segunda-feira (13) ao Brasil. O governo federal já tem uma operação de acolhimento pronta para o grupo, como atendimento médico e psicológico e regularização de documentos.  Eles cruzaram a fronteira com o Egito pelo Portal de Rafah, no início da manhã deste domingo (12). A chegada ao Cairo ocorreu no início da noite. Na capital egípcia, o grupo pega o voo para Brasília. A previsão é que a aeronave decole às 11h50 (horário local) e pouse em Brasília às 23h30 (horário local). Antes disso, haverá três paradas técnicas: em Roma, na Itália; em Las Palmas, na Espanha; e na Base Aérea do Recife, já no Brasil.  Os repatriados receberão apoio psicológico, cuidados médicos e imunização e terão um período de repouso em Brasília, em alojamento da Força Aérea Brasileira (FAB), antes de se deslocarem para outras cidades no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) está sendo mobilizada para oferecer aos repatriados os cuidados em saúde necessários logo no momento de chegada ao Brasil, em Brasília.  “A oferta no momento da recepção envolve cuidados psicológicos e clínicos, incluindo urgências e emergências que possam surgir. A equipe será formada por cinco profissionais da saúde: um médico, um enfermeiro e três psicólogos. Além disso, será disponibilizada uma ambulância do Samu/DF, tipo UTI móvel, com médico e enfermeiro, se houver necessidade de atendimento especializado em unidade da rede de saúde”, explicou a pasta, em resposta à Agência Brasil.  Ao chegarem ao Brasil, também será feita a regularização migratória, pela Polícia Federal, e a emissão de outros documentos que permitam o acesso a serviços públicos e ao emprego.  De acordo com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, algumas pessoas têm familiares no Brasil, enquanto outras serão acolhidas em um local no interior de São Paulo, disponibilizado pelo Ministério do Desenvolvimento Social. O grupo a caminho do Brasil tem 22 brasileiros de nascimento, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos familiares próximos. Dos 32 repatriados, 17 são crianças, nove mulheres e seis homens.

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