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Desafios ambientais de Goiana e as experiências da Stellantis na região

*Por Rafael Dantas A chegada de um grande polo industrial em geral cria preocupações acerca do impacto ambiental da instalação e operação das fábricas. Após inúmeros casos ao longo das últimas décadas da formação de clusters, com passivos de poluição e destruição ambiental, muitos dos novos investimentos do século 21 já nascem com uma proposta ambiental mais responsável. Embora, isso não seja uma regra ainda. Na análise do pesquisador e professor do IFPE, Anselmo Bezerra, a chegada do polo automotivo de goiana não trouxe nenhuma mudança significativa na questão ambiental da região. “A fábrica da Jeep não trouxe um impacto ambiental significativo, como aumento de poluição e resíduos, até por ser uma multinacional que tem uma política muito rígida na área ambiental, com certificações que a impede de ser poluidora”. Os desafios ambientais da cidade e da região onde se instalou o pólo, porém, não são pequenos. Anselmo destaca que há um cenário herdado de séculos, cuja origem dos principais problemas está na questão fundiária, especialmente pela produção de cana de açúcar, além do histórico processo de desmatamento e fragmentação da mata atlântica da região. “A partir dos anos 90 houve uma série de medidas para reduzir o impacto e controlar mais esse processo, além da maior visibilidade da questão ambiental pela população. Esse processo histórico de desmatamento vai sendo reduzido. Mas, mesmo com redução, não têm o fim desse processo. Tem pequenas áreas sendo desmatadas, por atividades extrativistas, como a coleta de lenha, caça e a agricultura não sustentável. Goiana tem pouco ainda do que restou da Mata Atlântica”. Outra preocupação levantada pelo pesquisador é acerca dos recursos hídricos e dos manguezais. “Em sua maioria, eles sofrem com a poluição de dejetos, principalmente domésticos. A falta de saneamento faz com que esgotos se comuniquem com o manguezal, que é um berçário de várias espécies marinhas, com impacto na diminuição dos pescados. O uso de agrotóxicos na agricultura, que ainda abrange uma área extensa no município, acaba por prejudicar o solo e os cursos d’água da região”. EXPERIÊNCIA AMBIENTAL DA STELLANTIS Com o pólo automotivo tendo sido contruído sobre uma região de plantação de cana de açúcar, não houve na instalação das fábricas a redução dos resquícios de mata atlântica da região. A empresa, na verdade, criou um viveiro, com espécieis nativas e está promovendo o plantio dessa vegetação como uma das ações de responsabilidade socioambiental. “Estamos trazendo de volta para Goiana parte do bioma que já não existia quando o pólo foi construido. Hoje são 295 espécieis diferentes que nascem no nosso viveiro. Mais que um projeto de paisagismo, quisemos trabalhar com espécieis nativas. Em 2014 e 2015 fizemos um trabalho de pesquisa técnica e histórica, com a UFPE e a UFRPE, da área para entender o que se tinha aqui. A partir disso tivemos um inventário dessas espécieis. Como a área que planejamos o replantio era grande e precisaríamos de muitas mudas, contruímos esse vivveiro. Hoje toda a nossa produção vai para os jardins, as vias, as rotatórias. Conseguimos abastecer toda nossa área, além das parcerias que a gente desenvolveu ao longo do tempo, com prefeituras, com outras empresas”, explica a analista ambiental da Stellantis, Danúbia Lima. Danúbia explica que no terreno da fábrica há um pequeno remanescente de mata atlântica que está recebendo as mudas ao seu redor para formar um corredor ecológico. “Isso está facilitando o fluxo de espécieis que ainda existem. Já fotografamos a fauna voltando, como jaguatiricas, raposas, preguiças, tamanduás, entre outros animais. Conseguimos sentir o resultado porque estamos vendo a fauna voltando. Nosso objetivo é até 2024 chegar nos 304 hectares de área verde replantados”. Além desse esforço para recomposição de parte da mata atlântica, a política ambiental da empresa contempla também o controle rigoroso dos resíduos. Danúbia explica que desde outubro de 2015 a Stellantis não envia nada para aterros sanitários. A prioridade é não gerar resíduos, mas o que é gerado segue para o reuso, reciclagem e, no último caso, para o co-processamento, que é o uso na geração de energia por uma outra empresa. “O caminho rumo à sustentabilidade requer várias estratégias. Temos várias práticas e projetos que somam os resultados que temos hoje. Trabalhamos muito no foco de subir na pirâmide dos 5 R’s, com a meta de reduzir cada vez mais a geração do resíduos. Todo o nosso material que não é possível de ser reciclado é enviado para o co-processamento, que é uma destinação com custo mais elevado, mas é ambientalmente mais correta. Está servindo de energia para um novo processo”. Parte dos resíduos do Pólo Automotivo de Goiana são destinados também para confecção de produtos da Roda, um projeto de economia circular que usa como matéria prima couro, borrachas, cintos de segurança e até airbags para a criação de mochilas, bolsas, sandálias, entre muitos outros itens. Acerca dos resíduos líquidos, o pólo possui uma Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que promove o reúso da maioria da água das fábricas. “Nossa ETE é a mais moderna do Grupo Stellantis, recuperando para o reciclo 99,5% da água. Praticamente a gente eliminou o uso de água potável para produção do veículo, que usamos praticamente apenas para consumo humano. Hoje nossa água de reúso tem, inclusive, uma qualidade superior de potabilidade do que a enviada pela concessionária”, exlica Sayonara Tavares, coordenadora de meio ambiente da Stellantis. *Rafael Dantas é repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com) LEIA TAMBÉM Essa matéria faz parte da série “Goiana: Uma década da chegada do polo automotivo” . O projeto teve apoio da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Meta Journalism Project, em parceria com o International Center for Journalists (ICFJ).

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Sesc realiza passeio Morangos de Serra Negra, em Bezerros

Excursão “Morangos de Serra Negra” será sábado (22/10). Pacotes de viagem já estão disponíveis na Central de Relacionamento da unidade (Do Sesc-PE) Um dia para desfrutar de novas vivências, lazer e cultura. Esse é o objetivo do passeio “Morangos de Serra Negra”, que o Sesc Arcoverde realiza, no dia 22 de outubro. O destino é Serra Negra, no município de Bezerros, Agreste de Pernambuco. O pacote de viagem já está à venda na Central de Relacionamento do Sesc, ao preço individual de R$ 239; trabalhadores do comércio e dependentes, com a Credencial Sesc em dia, têm desconto e pagam R$ 189. O passeio começa às 5h30, do dia 22, com saída do Sesc Arcoverde. A primeira parada é em Tacaimbó, para o café da manhã (não incluso). A previsão de chegada a Bezerros é às 10h. O grupo vai direto para a propriedade Morangos de Serra Negra, onde vai conhecer o processo de produção da fruta e pode optar pela experiência “Colha e Pague”, fazer compras de produtos locais e apreciar as belezas naturais do local. O ingresso (não incluso) custa R$ 6; crianças de 2 a 12 anos pagam R$ 3; entrada + Colha e Pague custa R$ 28. Na sequência do passeio, os turistas vão conhecer outros atrativos da comunidade, como o Anfiteatro Serra Negra, a Trilha do Parque Ecológico, o Mirante da Carambola, o Mirante do Gravatá, o Pau Santo Casamenteiro e a Gruta do Amor. O almoço será na Norte Bolos (não incluso no pacote). À tarde, tem visita ao ateliê do xilogravurista Jota Borges (entrada R$ 2 – não inclusa) e à Estação Cultural Museu do Papangu, no Centro de Bezerros (entrada gratuita.) O retorno a Arcoverde será às 18h, com previsão de chegada ao Sesc às 20h. O pacote de viagem inclui transporte em ônibus padrão turismo, seguro viagem, guia e transporte em veículo de tração 4×4, em Serra Negra. Os preços do passeio podem ser divididos em até 10 vezes nos cartões de crédito. Serviço: Passeio “Morangos da Serra Negra”Realização: Sesc ArcoverdeData: sábado, 22 de outubroSaída: 5h30, do Sesc ArcoverdePacotes de viagem na Central de Relacionamento da unidade: Av. Cap. Arlindo Pacheco de Albuquerque, 364 – CentroPreços: R$ 189 (trabalhadores do comércio e dependentes) e R$ 239 (público geral)*valores podem ser divididos em 10x nos cartões de créditoInformações: (87) 3821-0864 e (87) 99151-5961 (Whatsapp)

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Polo Geek desembarca na Unicap, na 20ª Semana de Integração

Até o dia 21, o Polo Geek é um dos destaques da 20ª Semana de Integração da Unicap. A programação do evento contempla Torneio de Counter-Strike, oficina de Papercraft: Arte Com Papel, Jogos de tabuleiro para todos os públicos, Desfile Cosplay Lovers, entre outros. Mais informações no perfil https://www.instagram.com/pologeek.unicap/ Inscrições nas atividades pelo link: https://bit.ly/m/POLOGEEKSIUCS

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Posse TRF5

Oito desembargadores federais do TRF5, em Pernambuco, são empossados

Governador Paulo Câmara e a primeira-dama e juíza Ana Luiza Câmara estiveram presentes O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), com sede em Pernambuco, realizou nesta segunda-feira (17.10) a posse festiva dos oito novos desembargadores federais nomeados para compor o Colegiado da Corte. A solenidade contou com as presenças do governador Paulo Câmara e da primeira-dama e juíza Ana Luiza Câmara, além de autoridades estaduais e de todo o país. Com a posse dos novos desembargadores federais, o TRF5 colocou em prática as alterações que a Emenda Regimental nº 4/2022 implantou no Regimento Interno da Corte. As mudanças, feitas para adequar a estrutura do TRF5 à sua nova composição, ampliada de 15 para 24 integrantes, consistem no aumento do número de turmas de quatro para sete, na criação de seções e em mudanças na competência do Plenário. O ocupante da última vaga, que será destinada a um representante do MPF, pelo quinto constitucional, ainda não foi definido. “Para Pernambuco e os demais estados sob a jurisdição do TRF da 5ª Região, a posse dos novos oito desembargadores representa ainda mais celeridade e eficiência ao serviço imprescindível do Poder Judiciário Federal. Sinto-me honrado também de prestigiar a histórica posse das primeiras magistradas de carreira a compor este egrégio Tribunal. Sem dúvida, abrirão caminho para futuras magistradas na 2ª instância desta Corte”, ressaltou o governador Paulo Câmara. Foram empossados os desembargadores federais Francisco Alves, Sebastião Vasques, Germana Moraes, Joana Carolina, Leonardo Resende, Frederico Dantas, Leonardo Coutinho e Rodrigo Tenório. Na mesa de honra da solenidade, o governador esteve ao lado do presidente do TRF5, desembargador Edilson Nobre.

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cesar assombracao recife

“Queremos tornar o Bairro do Recife a Disneylândia da Assombração”

César William Costa, integrante do Recife Mal-Assombrado fala do projeto que divulga a história e a cultura da cidade por meio de divertidos passeios em que atores interpretam apavorantes lendas recifenses. Para manter o clima de mistério, ele não revela sua identidade e se mostra ao público como o personagem Mestre Devas. I magine caminhar pelas ruas escuras do Bairro do Recife e, de repente, se deparar com ninguém menos que o temível Papa-Figo? Essa é a proposta assustadoramente lúdica do Recife Mal-Assombrado. O projeto promove excursões pela cidade, nas quais atores, na figura de apavorantes lendas recifenses, surgem entre os caminhantes. Eles também podem se defrontar com um fantasma de algum personagem da história local, a exemplo de Maurício de Nassau ou Frei Caneca. Além de provocar sustos, o projeto, segundo um dos seus integrantes, César William Costa, visa a divulgar a história do Recife, seus locais históricos e sua arquitetura, de uma maneira muito divertida. Para não quebrar a magia apavorante da proposta, nenhum dos atores do Recife Mal-Assombrado mostra seu rosto. Por isso, César, concedeu esta entrevista a Cláudia Santos, com o figurino do personagem sacerdote Devas C. William Costa, mestre de uma ordem hermética. Com sua roupa negra e seu imenso capuz, “Mestre Devas” falou à Algomais no deslumbrante Palácio do Comércio, no Marco Zero, com sua bela escadaria, magníficos vitrais e cercado de símbolos da maçonaria. Um cenário que compôs um clima a mais de mistério. Segundo o “sacerdote” mais de 22 mil espectadores já se divertiram e se assustaram com o tour assombrado, cujo roteiro é inspirado nas obras de Gilberto Freyre, Roberto Beltrão, Carneiro Vilela e até em notícias de jornal. O que é o projeto Recife Mal-Assombrado? O Recife Mal-Assombrado já fez sete anos e tem inspiração em autores da literatura fantástica. Ele é um misto de espetáculo místico, turístico e cultural. Nós convidamos o turista e o público local a se encontrarem conosco em determinado local, geralmente na praça do Arsenal e, de lá, fazemos uma viagem ao passado, percorrendo os lugares reais das lendas antigas. E, no meio do passeio, eles se deparam com aquelas personalidades que, tempos atrás, assombraram os habitantes do Recife. Os mais variados espectros são encontrados no meio da rua. Mais do que somente um passeio de susto, o projeto traz a nossa cultura e traz também – até fisicamente – o que nossos antepassados viam e percebiam nas ruas do Recife naquele tempo. Dessa forma, consolida as lendas, os milagres, os fantasmas, as assombrações de outrora. Nesses sete anos, já tivemos uns 22 mil espectadores. Você poderia dar um exemplo de um desses roteiros? Temos dezenas deles, mas vamos falar dos principais: Fazemos a Caminhada Assombrada pelo Bairro do Recife, que geralmente sai às sextas-feiras, fazemos uma caminhada que dura uma hora e meia e durante o caminho, nas ruas mais vazias, mais soturnas, mais escuras, de repente, se materializa uma assombração. Pode ser o Seu Amorim, que é o Papa-Figo, pode ser uma Feiticeira, Antônia Maria ou Felícia Turim da nossa história, pode ser uma pisadeira, ou um cocheiro mencionado por Gilberto Freyre em seu livro. São mais de 120 personagens. O público nunca sabe quem aparece. Já o passeio de ônibus tem quatro horas de duração. Pegamos o nosso ônibus assombrado e visitamos, durante a noite, quatro a cinco locais assombrados, onde viviam as lendas. Temos um roteiro destinado só para os bairros mais antigos: Bairro do Recife, São José, Santo Antônio, Boa Vista, às vezes Santo Amaro, e outro que vai até a casa de Gilberto Freyre. Passa pelas Graças, Casa Forte, Parnamirim, Poço da Panela até Apipucos. A proposta é explorar mesmo. Pode ser um casarão, um museu, pode ser um teatro, um palácio. Podemos estar às 22h no Palácio do Governo, ou, nos casos mais extremos, como agora em outubro, quando há Halloween, podemos estar às 23h no Cemitério dos Ingleses. Nesses passeios não há luz, no máximo velas. Então, quando entramos no Forte de Cinco Pontas ou do Brum, por exemplo, só com as luzes de velas, pode surgir, de repente, um soldado que conta sua história, porque ele está ali sofrendo, preso naquele local. Fatalmente ele fala como era aquele lugar antigamente. O público começa a se surpreender: “puxa! Não havia prédios e o mar batia no muro do forte? Isso aqui foi aterrado?”. O passeio abrange muita coisa, de arquitetura à história e os ingressos podem ser adquiridos no site www.recifemalassombrado.com. Como são as reações do público? Ah, são as mais variadas. Imagine você ter crescido ouvindo as histórias do Papa Figo, da Loira do Banheiro, da Mulher do Algodão, da Comadre Fulozinha e, eles aparecem, de supetão, na sua frente? Aí, é um misto de alegria, de susto, de medo. Tem gente que corre, tem gente que cai na gargalhada nervosa, tem de tudo. Qual a importância de se resgatar e preservar essas assombrações do Recife? Raízes. Precisamos ter em mente quem somos, de onde viemos. Temos um problema no Brasil de ausência de laço ancestral, geralmente não sabemos nem o nome de nossos avós. Se tivéssemos uma ligação maior com essa ancestralidade, principalmente com a ancestralidade do Recife, teríamos mais amor à cidade. É isso que o Recife Mal-Assombrado propõe: que tenhamos mais amor pela cidade, que percebamos mais a sua cultura, seus aspectos arquitetônicos, históricos e culturais. Isso vai criando um link e sem perceber as pessoas vão tendo esse conhecimento, vão construindo esse amor e daqui a pouco estão envolvidas na preservação de um local histórico. Você precisa ver os olhos brilhando de quem faz o Recife Mal-Assombrado. Eles não se atentam somente para a assombração, mas ao contexto da assombração na sua época, na sua cidade. Essas assombrações podem ser históricas. De repente na caminhada pode aparecer o espectro de Domingo José Martins, Frei Caneca, Maurício de Nassau, e darem a versão deles sobre os fatos da época. Leia a entrevista completa na ediçãp 199.2 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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Lar do Nenen necessita de ajuda

ONG realiza campanha para arrecadar recursos necessários à manutenção da casa O Lar do Nenen, organização não governamental que acolhe crianças de 0 a 4 anos em situação de abandono ou risco, está realizando uma campanha para arrecadar recursos financeiros para custear a manutenção da casa. “Neste momento, nossa maior necessidade é o pagamento do salário dos colaboradores. Desde o mês de abril as despesas com saúde aumentaram em decorrência da contratação de cuidadoras para acompanhamento das crianças hospitalizadas com problemas respiratórios. Mais uma vez precisamos da ajuda de toda a sociedade”, ressalta a presidente Tuti Moury Fernandes. Na realidade, desde o início da pandemia, o Lar do Nenen está enfrentando dificuldades financeiras para dar continuidade aos serviços de amparo, proteção familiar e comunitária às crianças. Além disso, há outros itens importantes de necessidade constante do Lar do Nenen: leite, fraldas, alimentos e produtos de limpeza e higiene pessoal. Os interessados em colaborar podem fazer as doações financeiras através do Banco do Brasil, Ag: 1833-3 e CC: 29.348-2. Já quem puder doar leite, fraldas, alimentos e material de limpeza e higiene pessoal podem ser dirigir à sede da instituição, localizada na Rua Menezes Drummond, número 284, bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife. O Lar do Nenen sobrevive de doações e possui 29 funcionários. Uma pediatra voluntária vai à ONG uma vez por semana para avaliar a saúde das crianças. Na instituição, as crianças recebem toda a assistência necessária ao cuidado dos bebês, como higiene, alimentação, puericultura (cuidados do desenvolvimento infantil), acompanhamento psicossocial e recreação. Mais informações através dos fones (81) 3227.2762 e 3228.0123.

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As lições das urnas do primeiro turno

*Por Rafael Dantas, repórter da Algomais O diagnóstico de polarização do País, discutido há meses, foi confirmado pela radiografia do voto. As urnas revelaram também um Brasil mais conservador do que previam as pesquisas até às vésperas do primeiro turno, em especial no Senado. Em Pernambuco, o pleito eleitoral marcou o fim de uma trajetória de 16 anos do PSB no Governo do Estado, que terá a disputa inédita de mulheres no segundo turno. A ex-prefeita de Caruaru Raquel Lyra (PSDB) e a deputada federal Marília Arraes (Solidariedade) se enfrentam na decisão de quem comandará o Palácio do Campo das Princesas nos próximos quatro anos. O Painel Mensal da Agenda TGI, live realizada pela Algomais e a TGI, tratou sobre os diferentes fenômenos desse panorama político atual e apontou ainda os principais acontecimentos do cenário internacional que terão impactos no País em 2023. Leia a reportagem completa na edição 199.2 da Algomais: assine.algomais.com

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Temporada de Cruzeiros iniciou no Porto do Recife

Uma das apostas do turismo pernambucano e recifense deu o primeiro passo para reativação neste feriado. O Porto do Recife abriu a Temporada de Cruzeiros 2022/2023, após dois anos sem receber esses navios por causa da pandemia. A embarcação pioneira da temporada foi o navio National Geographic Explorer, com 148 passageiros e 70 tripulantes a bordo. “Estamos com uma expectativa muito alta para essa retomada da temporada de cruzeiros no Recife depois de uma interrupção de dois anos. Queremos mostrar ao visitante que nosso destino está preparado para recebê-los, prestando um serviço de atendimento ao turista de forma completa e adequada, com roteiros estruturados e diversificados, contemplando cultura, história e lazer” reforça a secretária de Turismo e Lazer de Pernambuco”, Milu Megale. De acordo com a Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, esta temporada é cotada para ser a maior da última década. No Recife, a previsão é de que 23 navios de cruzeiros, com mais de 35 mil passageiros passem pelo cais do Terminal Marítimo da capital pernambucana e incremente cerca de dois milhões de reais, na receita do Porto do Recife. Após a chegada do National Geographic Explorer, o próximo navio de passageiros a atracar no ancoradouro é o Viking Octantis, com previsão de chegada para o dia 30/10.

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“O exercício da política não é só na hora de votar”

Luciana Santana, cientista política e professora da Universidade Federal de Alagoas, analisa os resultados do primeiro turno das eleições, o conservadorismo do Brasil e como está representada a diversidade da população brasileira no Congresso Nacional. Também aborda a participação política do eleitor além do voto. Acabamos de participar de pleito em primeiro turno e a pergunta que se faz presente é: e agora, como podemos participar politicamente depois das eleições? Para a professora da Universidade Federal de Alagoas, Luciana Santana, que é doutora em Ciência Política pela Universidade Federal de Minas Gerais, a atuação dos cidadãos no campo político deve ser diário. “Isso pode ser realizado, fazendo a política no dia a dia, nas nossas associações, nos bairros, nos nossos sindicatos, nos nossos grupos de sociabilidade, porque eu acho que a política está em todos os espaços da nossa interação humana, nos temas que a gente discute na família, no grupo de amigos”. Luciana reconhece, no entanto, que apesar de a Constituição estabelecer canais de participação, nem sempre eles são ofertados nos governos. Outro problema é o desconhecimento do eleitor brasileiro sobre quais são as funções de um parlamentar. Nesta conversa com Cláudia Santos, a cientista política analisa as eleições, o conservadorismo no Brasil e as dificuldades para efetivar a representação da diversidade da população brasileira no Congresso. Como a senhora analisa os resultados dessas eleições no País no primeiro turno? Tivemos uma eleição muito intensa, muito acirrada e disputada nacionalmente, mas que teve um impacto também nas disputas no âmbito dos estados. Houve uma mobilização muito grande, tanto que o resultado mostra, claramente, uma divisão do País. Em alguns estados, alguns presidenciáveis que estavam à frente nas pesquisas – os dois principais – acabaram influenciando diretamente no resultado, seja na definição do primeiro turno da campanha para governo do estado, seja quanto à possibilidade de alguns candidatos irem para o segundo turno, o que às vezes, não era aventado. Houve várias dessas situações e que mostram o impacto que a eleição presidencial teve no âmbito local. O que se destacou neste pleito foi a discrepância entre os resultados dos votos dos candidatos e a estimativa mostrada pelas pesquisas. A senhora acredita que as pesquisas serão desacreditadas pelos eleitores? Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2014 e 2018 também houve esses questionamentos em relação aos institutos. Agora aconteceram com mais intensidade porque há uma rede de desinformação que nega qualquer evidência, qualquer tipo de dado que explique esse processo. Temos que entender o que está acontecendo realmente e o que tem também influenciado esses erros, que não foram cometidos apenas por um instituto, mas por vários que trabalham de formas independentes. Temos, por exemplo, um censo defasado, que foi realizado pela última vez lá em 2010. Isso impacta na forma como as amostras são construídas e se elas efetivamente estão conseguindo ser representativas da opinião das pessoas que participam dessas entrevistas. Pode ainda ter tido mobilizações de eleitores buscando intensificar essa desinformação, ao responder de forma equivocada a uma pesquisa. Quando observamos a eleição presidencial, o resultado de Lula é basicamente o informado pelas pesquisas. A diferença está nos votos do Bolsonaro. Como as pesquisas mostravam o ex-presidente à frente, isso também pode ter gerado alguma onda nos dois últimos dias de antipetismo e pessoas que poderiam votar nulo, no Ciro, ou mesmo na Simone, resolveram votar em Bolsonaro. Então, são muitas variáveis difíceis de controlar. Não sou favorável a penalizar os institutos por isso. Eles forneceram informações importantes, mostraram o Lula na frente de Bolsonaro e isso se confirmou, talvez a distância não seja a esperada, mas é isso. E ocorreram erros tanto à direita e quanto à esquerda. Por exemplo, na Bahia, ninguém esperava que o Jerônimo fosse chegar tão longe, sendo que era um lugar onde havia a perspectiva de a eleição ser encerrada no primeiro turno com a vitória do ACM Neto, a mesma coisa no Piauí, todas as pesquisas indicavam, algumas semanas atrás, que o Silvio Mendes, do União Brasil, seria o vitorioso também em primeiro turno e a gente teve uma eleição em que o Rafael Fonteles, foi o candidato eleito. No Ceará, a mesma coisa. Não se pode criminalizar os institutos, como se tem visto, principalmente algumas pessoas de direita fazendo esse tipo de questionamento. Nós precisamos dessas informações e precisamos ter acesso a elas e ajudar, de alguma maneira, a melhorar o trabalho desses institutos. A partir dos resultados dessas eleições, pode-se afirmar que o Brasil está mais conservador? Acho que o Brasil sempre foi conservador. É só estudar um pouquinho de história para entender, desde o processo de colonização, como fundamos o nosso Estado nacional, como nos apropriamos desse Estado, e quais ideias políticas e valores que sempre tiveram predominância a ponto de, no Brasil, a população adquirir primeiro o direito político antes dos direitos sociais. Nunca conseguimos uma democracia plena e não existe democracia plena se há tanta exclusão social e tanta concentração de renda. Existe, sim, o conservadorismo em que as pessoas não querem mudar seus status sociais para beneficiar os menos favorecidos. O Brasil sempre foi conservador, em algum momento ele se abriu para um pacto, quando o ex-presidente Lula foi eleito, em 2002, e começou o mandato em 2003. Isso ocorreu porque se conseguiu fazer um pacto com a elite econômica do País ao trazer José Alencar como vice-presidente. Essa elite não gostou do que aconteceu em termos de mudanças sociais e hoje ela é resistente a qualquer tipo de mudança. Esse conservadorismo que eu vejo crescendo desde 2013, especialmente, é um aumento do conservadorismo reacionário e extremo. Acabou o centro democrático. Quando a gente olha para a votação, cadê o PSDB? O próprio MDB teve uma votação muito baixa. Cadê aqueles partidos que conseguiam minimamente um diálogo com a centro esquerda? Não existem mais. É muito preocupante essa situação. Leia a entrevista completa na edição 199.1 da Algomais: assine.algomais.com

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